Colar de Topázios Azuis
(Amenidades e Asperezas evangélicas)
Índice
Prefácio - Onde se encontram os Topázios
Dave Hunt/Mary Schultze
01- Deus é Amor
02- A Busca de Deus
03- Bendizei ao Senhor
04- Não O Conheceram
05- Cristo Morreu Por Nossos Pecados
06- Maravilhoso Amor
07- Tinha de Ser
08- Grande é o Mistério
09- Vitória em Cristo
10- Batalhar Diligentemente
11- Vergonhosas Ironias
12- Conta as Bênçãos
13- Sempre Fui Uma Capetinha
14- Ser Ou Não Ser Pacificadora
15- Ser Grato e Generoso
16- Velhice Versus Inferno
17- Os “Santos” Assassinos
18- Novamente em Leipzig
19- O Grande Advogado
20- O Cristo Agrilhoado
21- De Deus Não Se Zomba
22- A Caixa Coletora do “Semanalão”
23- O Limbo
24- Joseph Ratzinger, I e Único?
25- Não Abusemos da Paciência Divina
26- Falta de Pão
27- Meus Tipos Inesquecíveis
28- Onde Reclinar a Cabeça
29- Wir Sind Papist
30- O Sucesso é Cansativo
31- O ABC dos Crentes Festeiros
32- Dízimo versus Acidente –
33- A Loja do Diabo
34- Bulimia
Prefácio - Onde se encontram os topázios?
Os topázios são encontrados em quase todas as cores do arco-íris. Os mais belos são os amarelos e os azuis, sendo que estes últimos substituem perfeitamente a água marinha, na beleza, no brilho e na cor, ao mesmo tempo em que são muito mais baratos.
Um dos locais mais ricos nesta pedra semi-preciosa fica em Rodrigo Silva, distrito de Ouro Preto. Trata-se de um antigo povoado do tempo do ouro, com uma capela dedicada a Santo Antônio. Atualmente é conhecido como a Capital do Topázio Imperial, pois é um dos raros sítios do mundo onde se encontra essa pedra maravilhosa. Também em Cristalina há muitos topázios para se comprar e foi ali que adquiri três lindas pedras, numa viagem a Brasília, nos anos 1970.
O Topázio Imperial é alaranjado, brilhante e atraente aos olhos dos amantes das pedras semi-preciosas. Lembro-me que tinha um conjunto de anel (20 K) e brincos (pedras de 10 K), os quais me foram violentamente arrebatados, no segundo dos três assaltos à mão armada, sofridos em nossa residência, nos anos de 1974-75.
Quando a secretária Marietta soube da perda, lamentando profundamente o que ela considerava uma “desgraça”, lembro-me da resposta que lhe dei: “Ora, minha amiga, eu já estava tão enjoada daquelas jóias que dei graças a Deus que os ladrões mas tenham levado!”. Ela riu muito do meu desprendimento. O Schultze quis me consolar e na semana seguinte entregou-me uma nota de 1.000 marcos alemães para eu comprar outra jóia. Comprei um anel de opala oval (10 K), rodeada de minúsculos diamantes, e logo esqueci os topázios. Se já fosse convertida naquele tempo, teria usado Romanos 8:28 e encerrado o assunto com este versículo bíblico: “Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus”.
Capítulo 1 - Deus é Amor
Hoje em dia, exatamente como a Bíblia profetizou, o homem se torna cada vez mais atrevido em relação a Deus. Um elemento básico comum para a rejeição a Cristo neste mundo, e para o desprezo pela sã doutrina na igreja, é a falta de reflexão, isto é, de pensar e raciocinar cuidadosamente, de um modo especial sobre Deus, Sua Palavra e Sua vontade. Em vez disso, a preocupação maior do mundo e, infelizmente, de muitos cristãos, é o divertimento. Ficamos ocupados demais em nos entretermos para que possamos refletir sobre Deus. Do mesmo modo como o ateu rejeita o teísmo, assim o divertimento rejeita a reflexão.
Vamos nadar contra a maré e refletir juntos. Deus convocou Israel: “Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã. Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra. Mas se recusardes, e fordes rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca do SENHOR o disse.” (Isaías 1:18-20).
Um grito que parte constantemente do coração de Deus é “Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, tu, ó terra; porque o SENHOR tem falado: Criei filhos, e engrandeci-os; mas eles se rebelaram contra mim. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende” (Isaías 1:2,3).
Os constantes apelos divinos a Israel para que se arrependesse indicam claramente que Deus não era responsável pelo seu pecado. Ele não havia preordenado a sua rebelião nem o seu castigo. Israel não estava obedecendo à vontade de Deus. O Deus de Israel arrazoa em vão com o Seu povo escolhido: “E eu vos enviei todos os meus servos, os profetas, madrugando e enviando a dizer: Ora, não façais esta coisa abominável que odeio” (Jeremias 44:4). Obviamente Deus não havia predestinado o mau comportamento do seu povo nem a sua condenação, pois nesse caso não teria chamado a idolatria de “esta coisa abominável que odeio”.
Nem são também uma ordenança divina: o egoísmo, o ciúme e o ódio; a fornicação, o adultério e o divórcio; o homossexualismo, o lesbianismo e a rejeição ao casamento; nem os abortos e assassinatos, as guerras étnicas e religiosas e todo tipo de violência rompante que tem grassado hoje em dia no mundo inteiro, assim como não existia, pela vontade divina, a iniqüidade do tempo de Noé. Aquele mundo foi destruído pelo dilúvio. Hoje o mundo está maduro para um derramamento mais sério da ira divina contra o pecado.
O homem foi criado à imagem de Deus (Gênesis 1:26-27), não física, mas espiritualmente. “Deus é Espírito” (João 4:24) sem forma física. O homem foi criado para refletir o caráter moral e espiritual de Deus em tudo que pensasse, falasse e fizesse. O Jardim do Éden não foi somente um paraíso de beleza física e de abundância além de toda imaginação, mas também um paraíso como um pedaço do céu na terra. Que gloriosa relação Adão e Eva gozavam! O Jardim era uma sinfonia da glória de Deus, expressa na exuberante singularidade de um homem e uma mulher reunidos pelo próprio Deus no primeiro matrimônio. Era a felicidade extática e indescritível do amor sem egoísmo demonstrado em palavras e atos de contínua gentileza, reflexão, graça, misericórdia, bondade e compaixão, cada um buscando apenas a alegria do outro, na maravilha do íntimo companheirismo.
Quando foi completada a criação divina do universo, dos animais e do homem, Deus viu que “tudo era muito bom” (Gênesis 1:31). Então, o que aconteceu para que tudo desse errado? Como pôde o homem - criado à imagem de Deus - ter um ódio tão profundo contra o seu Criador e tal determinação para trilhar o seu próprio caminho, expondo sua rebelião diante de um Deus compassivo e Santo, a Quem ele devia sua própria existência?
A Bíblia chama esse enigma de “o mistério da iniqüidade” (2 Tessalonicenses 2:7) e declara que a sua fonte secreta se encontra nas profundezas do coração humano: “Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem” (Marcos 7:21-23).
O coração não é apenas o centro das emoções. Ele se assemelha a um castelo forte, do qual cada pessoa guarda a única chave: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4:23).
Jamais esquecerei a entrevista na TV de um canadense que havia sido preso na Arábia Saudita, falsamente acusado de terrorismo. Sob contínua tortura ele “confessou a sua culpa”, antes de ser posto em liberdade. Aquela experiência aterradora havia lhe ensinado duas coisas: 1. A tortura pode ser tão crucial que a pessoa mais forte pode ser levada a “confessar” qualquer coisa, até mesmo que assassinou a própria mãe. 2. Nenhuma tortura, sem importar quão insuportável seja, pode levar a vítima a crer no que ela é forçada a confessar.
Existe um recanto profundamente oculto, onde a pessoa real guarda os seus recônditos pensamentos e suas verdadeiras intenções. Salomão admoestou o seu filho dizendo que aquilo que o homem diz é sempre um engano para esconder o que ele realmente é no seu íntimo (Provérbios 23:6-8). A Bíblia sempre chama essa fortaleza interior de “o coração” ou “a vontade”. Sem ela é impossível ter a individualidade, amar e ser amado. Deus nos criou de tal maneira que nem mesmo Ele pode nos forçar a crer em alguma coisa. Ele arrazoa conosco no evangelho, a fim de persuadir-nos da verdade. Mas, infelizmente, a maioria das pessoas não dá ouvidos à razão e insiste em palmilhar a estrada larga da destruição, embora sabendo para onde esta o conduzirá.
O mundo está repleto de jovens obstinados e desobedientes, criados na rebelião, não apenas contra os pais, mas contra toda autoridade, especialmente a autoridade divina. A variedade de divertimentos oferecida, até mesmo na igreja, somente os tem afastado de pensar profundamente, isto é, de raciocinar. O resultado, segundo 2 Tessalonicenses 3:2, é o aumento de “...homens dissolutos e maus; porque a fé não é de todos.”
O oculto bastião interior pode ser o trono de um tirano egocêntrico governando os outros, ou o trono do desprendimento se derramando sobre os outros em forma de genuíno amor e compaixão. “Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á (Mateus 16:25). “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto (João 12:24).
Deus não criou robôs. Ele deu ao homem a vontade de escolher livremente entre o amor e o ódio, para receber a Cristo como Salvador ou então rejeitá-Lo. Deus quer que o homem Nele confie totalmente e que O ame profundamente, a ponto de Lhe entregar a chave da fortaleza interior do seu coração, sem esconder coisa alguma: “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos” (Provérbios 23:26). Deus não quer iludir-nos nem persuadir-nos superficialmente através de emoções. Ele deseja ganhar os nossos corações com a Sua Verdade e o Seu Amor: “Por isso hoje saberás, e refletirás no teu coração, que só o SENHOR é Deus, em cima no céu e em baixo na terra; nenhum outro há... Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças ... Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o SENHOR vosso Deus vos prova, para saber se amais o SENHOR vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma. ” (Deuteronômio 4:39; 6:5 e 13:3).
Quando Deus nos comanda a amá-Lo de todo o coração, Ele prova o Seu Amor e desejo de que toda criatura humana seja salva. Seria absurdo que Ele ordenasse a todos que O amassem se Ele não os amasse o suficiente para os salvar, predestinando-os, em vez disso, para o inferno. Leiamos: “E estavam os homens de Israel já exaustos naquele dia, porquanto Saul conjurou o povo, dizendo: Maldito o homem que comer pão até à tarde, antes que me vingue de meus inimigos. Por isso todo o povo se absteve de provar pão. E todo o povo chegou a um bosque; e havia mel na superfície do campo” (1 Samuel 14:24,25). “Ainda assim, agora mesmo diz o SENHOR: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal (Joel 2:12,13). “... É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus” (Atos 8:37). “... Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10:9).
O mais poderoso testemunho da criação se encontra no DNA. Instruções digitalmente organizadas para construir e operar trilhões de células, como um só corpo, estão inscritas no DNA em linguagem codificada, as quais somente certas moléculas de proteína podem decodificar. Tudo que é escrito tem um autor! E o Autor desse extraordinário conjunto de intricadas informações só poderia ser uma Inteligência Infinita, Aquela que criou e “sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hebreus 1:3).
A rebelião de Satanás e do homem trouxe destruição a toda a ordem universal. O resultado em marcha têm sido os desastres naturais e um crescente aumento de moléstias e deformações entre homens e animais: “Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora” (Romanos 8:21.22). Até mesmo algumas células já não obedecem às instruções codificadas no DNA, resultando no câncer.
Apesar da extraordinária e indisputável evidência que tem bombardeado o homem na atualidade, ele continua recusando-se a obedecer ao Criador, transformando-se, portanto, num câncer espiritual na terra “... cada um fazendo o que parece bem aos seus olhos” (Juízes 17:6).
Deus teria razão de sobra para destruir a humanidade. Ele quase fez isso com o dilúvio. Nós não existiríamos hoje se Noé não tivesse achado “graça aos olhos de Deus” (Gênesis 6:8). E porque Deus tem sido tão gracioso e misericordioso com os rebeldes? Somente por causa do Seu Amor revelado em Jesus Cristo! O sacrifício de Cristo pelo pecado dos homens é a grande prova do Amor de Deus por toda a humanidade, pois “... Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).
O indescritível horror do pecado é revelado na zombaria, nos açoites e na crucificação do Salvador na cruz. E, assim, à medida em que o homem pecador e rebelde faz o pior, o Amor de Deus brilha mais intensamente: “E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34). Em resposta a esta oração o Pai castiga Cristo, totalmente, pelos pecados passados, presentes e futuros de toda a humanidade.
Em amorosa resposta ao homem rebelde, o qual deseja destroná-Lo, Deus enviou o Seu Filho ao mundo, através do nascimento virginal, a fim de pagar a penalidade devida pelo pecado à Sua própria justiça infinita. De fato, Ele não poderia ter agido de outro modo, porque “Deus é Amor”! (João 4:8,16).
Existe uma enorme diferença entre dizer que Deus é amoroso e que Deus é Amor. A expressão “Deus é” está acoplada às muitas gloriosas promessas e advertências: “Deus é eterno” (Deuteronômio 33:27); Ele é “A minha fortaleza e a minha força” (2 Samuel 22:33); “Misericordioso e compassivo” (2 Crônicas 30:9); “Socorro bem presente na angústia” (Salmos 46:1); “Minha defesa” (Salmos 59:17); “Verdadeiramente bom para Israel” (Salmos 73:1); ”Fiel é Deus” (1 Coríntios 1:9; 10:13); “Deus é verdadeiro” (João 3:33); “Deus é um fogo consumidor” (Hebreus 12:29), etc.
Contudo, estas expressões falam de como Deus age e não de como Ele é. O Amor é a Sua exata essência. Ele simplesmente AMA! Embora o Amor totalmente livre de interesse seja raramente visto na terra, todo mundo sabe que esse tipo de Amor provém de Deus. Esse reconhecimento está guardado no mais recôndito da memória do coração do homem, como uma recordação do paraíso perdido.
Quando Adão e Eva se rebelaram contra Deus, logo descobriram que “estavam nus” (Gênesis 3:7). Não que estivessem sem roupas (Ver a TBC de fevereiro e outubro 2002), pois esse era um fato desde a criação. Feitos à imagem de Deus, eles deviam estar vestidos da verdadeira luz divina (1 João 1:5). Tem-se dito com razão que “somos como espelhos, cujo brilho depende completamente do sol (o Filho), que brilha através de nós”. O pecado desnudou o primeiro homem e a primeira mulher de tudo que Deus pretendia para eles, como criaturas feitas à Sua gloriosa imagem. O reflexo de Sua glória deixou de brilhar através deles, deixando-os espiritual e moralmente despidos. Que tragédia! Hoje o homem continua nu diante do seu Criador, sem a glória da qual foram revestidos os primeiros pais, “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). O Amor, que é a perfeita essência de Deus, nos falta porque fomos de Deus separados por causa do pecado. Existe no coração do homem um profundo anseio que somente Deus pode preencher. Ele nos convoca a uma reconciliação com Ele: “E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração”. (Jeremias 29:13). A maior parte dos membros de nossa trágica raça humana se volta para tudo, menos para Deus, na ânsia de satisfazer o vazio que somente Ele pode preencher: “Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai verdadeiramente desolados, diz o SENHOR. Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas” (Jeremias 2:12,13).
Assim, ninguém ficará satisfeito a não ser com o próprio Deus. Como o salmista, eles vão clamar: “Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (Salmos 42:1-2). Esse tipo de sede não pode ser saciado humanamente, nem com milagres que excitam a carne. É uma sede profunda de conhecer o próprio Deus, numa relação tão íntima que se transforma em tudo que Ele deseja que sejamos. Será essa a paixão do seu e do meu coração? Na oração de Cristo ao Pai, Ele expressa o desejo ardente de que o perfeito Amor de Deus habite e se manifeste através dos que O conhecem: “E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja” (João 17:26). Que oração do coração de Alguém que deseja “trazer muitos filhos à glória” (Hebreus 2:10), à Sua semelhança “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (1 João 3:2). Ouçamos a ansiosa expectação de Davi: “Quanto a mim, contemplarei a tua face na justiça; eu me satisfarei da tua semelhança quando acordar” (Salmos 17:15). Isso é mais do que uma restauração do amor que Adão e Eva experimentaram no Jardim. A relação íntima que eles tinham conhecido com o seu Criador poderia, como aconteceu, ser perdida.
Cristo falou a uma preocupada Marta: “E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” (Lucas 10:42). Paulo orou pelos crentes de Éfeso “Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos” (Efésios 1:18). Maravilha das maravilhas! Deus vai restaurar eternamente os pecadores desnudos através de Sua glória em Cristo Jesus: “E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá” (1 Pedro 5:10).
O novo nascimento através da fé em Cristo dá início a uma nova vida em nós. Cristo vive em nós, mas devemos compartilhar diligentemente com Ele: “De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Filipenses 2:12,13). E “E para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente” (Colossenses 1:29).
Possa cada um de nós ter o mesmo firme propósito em nossos corações, enquanto aguardamos ansiosamente a Sua Vinda!
TBC, abril 2004 - “God is Love”
Dave Hunt/Mary Schultze
Capítulo 2 - A Busca de Deus
A maioria dos pais tem se sentido frustrada (ou divertida) com uma curta e constante pergunta dos filhos: “Por que?”, a qual é continuamente repetida. Entretanto, cada resposta que tentam dar gera uma outra pergunta: “Mas, por que?” Todas as crianças pequenas reconhecem que deve haver uma razão para tudo.
A insistência do “por que?” reflete uma busca instintiva para uma resposta definitiva, além da qual não existam mais perguntas. Para alguns essa curiosidade natural se inicia com a busca de Deus, Aquele que prometeu: “E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração” (Jeremias 29:13). Mais que freqüentemente, porém, essa busca não é de todo o coração e o que deve ter começado como uma busca honesta logo se transforma num motivo sem valor (desculpa) ou coisa assim.
À medida em que os filhos crescem e o desapontamento se transforma em cinismo, muitos deles perdem o interesse por questões vitais e passam a fazer com que suas vidas girem em torno de trivialidades mundanas. A sede espiritual de Deus incrustada na alma por Aquele que “é amor” (1 João 4:8) e que criou o homem para Si mesmo, e pela espiritual “água da vida”, que somente Jesus Cristo pode dar (João 4:14; 7:37-39; Apocalipse 22:17), é confundida com a sede do corpo por uma coisa física. O que deveria ser de “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo...” (Salmos 42:2), “A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do SENHOR; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo” (Salmos 47:2), transforma-se em “tenho sede de dinheiro, de sexo, de prazer, de sucesso, de roupas caras e de comida deliciosa” - e o vazio espiritual vai piorando sempre.
No colégio e na universidade, os confiantes estudantes “aprendem” que não existe verdade, não existem absolutos, não existem respostas definitivas e que tudo é relativo - então qual é a finalidade de tudo? A porta para a vida eterna é estreita demais para o seu gosto (e a declaração “Provai e vede que o Senhor é bom” [Salmos 34:8] parece mística e tola), e, desse modo, eles se juntam às multidões que “entram pela porta larga, que conduz à destruição” (Mateus 7:13-14). A vida se torna, então, em vã perseguição do momentâneo prazer carnal - e muitas igrejas, tragicamente, se satisfazem nessa mortal obsessão, oferecendo prazer e diversão. Oferecem ensinos superficiais e sem contestação, a fim de atrair os jovens “para Cristo”.
Até mesmo entre os cristãos existem poucos que dão muita atenção ou se preparam seriamente para a eternidade, sim, eternidade. Qualquer obra do Espírito Santo (de convencer do pecado, da justiça e do juízo, João 16:18) que tenha sido enraizada no coração, logo é arrancada pelos “cuidados deste mundo” (Mateus 13:22), enquanto os mais velhos (com raras exceções) resvalam pelo caminho que conduz à morte. Existem, contudo, muitas pessoas não salvas, que não conseguem escapar à sóbria verificação de que esta vida passageira termina cedo demais - temendo o que existe além da mesma. Estas anseiam por respostas agradáveis às questões sérias que as assaltam, nos momentos de reflexão. Não é mais o trivial que preenche a vida diária que elas buscam, mas respostas definitivas às questões mais importantes da vida. É para essas pessoas que Pedro nos diz que devemos estar “sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que nos pedir a razão da esperança que há em nós” (1 Pedro 3:15). O Senhor tem me conduzido a muitas dessas pessoas, freqüentemente àquelas que sentam ao meu lado no avião, ao motorista de táxi ou - quem sabe?
A maioria das pessoas que tem pensado seriamente sobre a vida e a morte sabe que Deus existe. Aos que estão na dúvida, podemos provar rapidamente a Sua existência (Ver a TBC de agosto, 2002). Esse fato conduz a sérias conseqüências que devem ser encaradas nesta vida. Esperar pelo após a morte é, obviamente, tarde demais, conforme Hebreus 9:27: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”.
Para os que reconhecem que o túmulo não é fim da nossa existência, Satanás oferece outros motivos, tais como a sobrevivência espiritual e a reencarnação (também facilmente refutadas na TBC de setembro, 1998). É o pensamento do julgamento e castigo eterno que muitos não cristãos (e até mesmo muitos que professam ser cristãos) acham difícil de aceitar. Estreitamente relacionada está a perturbadora indagação do por que Deus permitiria o pecado e o sofrimento.
Exatamente aqui somos forçados a discordar da afirmação calvinista de que tudo que acontece - toda tragédia e maldade - é exatamente o que Deus quis, desde a eternidade. Essa crença parece justificar a queixa dos ateus: “Se o vosso Deus não pode evitar todo sofrimento e mal, ele é fraco demais para ser Deus; e se ele pode e não o faz, então é um monstro indigno de nossa confiança”.
É claro que a simples resposta é que Deus não é a causa do mal. O homem é quem é. Sim, Deus permite o mal. Existe algo melhor do que causá-lo? Obviamente existe uma enorme diferença. Somente uma explicação do terrível estado deste mundo fala diretamente à consciência e é declarado na Bíblia (e aqui novamente nos encontramos em conflito com os nossos amigos calvinistas). Deus deu ao homem o livre arbítrio, de modo que possamos voluntária e conscientemente amá-Lo e para que cada um não seja um bruto governado pelo instinto, ou pior, meros fantoches com Deus puxando os cordões.
Desse modo, a única maneira de eliminar o mal deste mundo seria eliminar a raça humana, pois, conforme Jesus falou, “... do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mateus 15:19). A triste verdade é que “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9), o que não é fácil de se admitir. Adoramos censurar os outros e uma característica da psicologia é encorajar o “nunca é culpa minha, mas dos pais, da sociedade, das circunstâncias, das decepções, etc.”. O primeiro passo para a cura é assumir a culpa voluntariamente e encarar as conseqüências.
Portanto, o homem é pecador e o pecado deve ser castigado. O que a Bíblia declara faz sentido e cada consciência sabe disso: qualquer que seja a penalidade prescrita pela lei, ela deve ser paga. Se Deus não castigasse o pecado, Ele estaria sendo conivente com o mesmo. Um dos principais problemas de nossa sociedade hodierna é a falta de punição, que resulta em abrir as portas das prisões e anular os votos matrimoniais, os quais têm perdido a significação e são quebrados com escasso sentimento de culpa ou remorso, sem receio das conseqüências e sem a mínima simpatia pelos outros, “tendo cauterizada a sua própria consciência” (1 Timóteo 4:2). É isso que o homem mundano tem feito e não é esse o mundo criado por Deus.
O homem foi criado à imagem de Deus para refletir o caráter divino em cada pensamento, palavra e ação. Mas ele deveria fazer isso consciente e voluntariamente, não como um robô ou um brinquedo de corda. Ele deveria ter livre arbítrio, de modo que pudesse voluntariamente e em amor satisfazer o projeto divino de sua existência.
Adão e Eva escolheram voluntariamente desobedecer a Deus, destruindo, desse modo, a maneira como Deus os havia criado e com o pecado foram “destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:23). Nenhuma quantidade de boas ações no futuro poderia pagar pelo pecado do passado. Pela exata definição de quem Ele é, Deus não poderia tolerar a rebelião em Seu universo. Imediatamente Ele expulsou Adão e Eva do idílico paraíso que para eles havia criado - sem deixar, contudo, de graciosa e amorosamente oferecer-lhes uma alternativa. Eles e seus descendentes poderiam ser reconciliados com Ele, em Seus termos, é claro - ou então iriam sofrer a eterna separação, não exatamente do Jardim, mas de Sua presença. A escolha eles e seus descendentes deveriam fazer.
Tendo sido criados para ter comunhão com Deus, o qual lhes havia dado a vida, sendo o Único que poderia sustá-la, a separação de Deus significava, portanto, uma sentença de morte. Deus deixou isso claro, desde o princípio. Ele dera a Adão e Eva o mandamento mais fácil que havia - fora as centenas (e talvez milhares) de árvores do jardim, eles não poderiam comer de uma apenas. É isso, apenas uma! E Deus admoestou claramente: “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2:17). A morte não estava no fruto, porém na desobediência.
Ninguém pode participar de um jogo sem regras. Certamente não seria razoável que Deus tivesse regras em Seu universo? Sem as leis físicas o universo (se é que ele ao menos pudesse existir) seria um caos inimaginável.
Sendo o homem um ser moral, dele se exigem regras morais e permitir que estas sejam quebradas sem castigo seria gerar o caos moral. Vemos isso em menor escala nas famílias, onde pais amorosos, mas muito indulgentes, que não castigam seus filhos consistentemente, sempre que estes quebram as regras, fazem com eles se tornem rebeldes. A criança logo aprende que pode fazer o que bem desejar, arruinando depressa a vida de todos.
A própria vida nos ensina a tolice de indagar por que deveria haver castigo para o pecado. Cada um entende por que isso deve acontecer, quer admita ou não. E exatamente aqui encontramos um sério empecilho à fé de muitas pessoas. Inquestionavelmente, a Bíblia ensina que o castigo do pecado é eterno. Jesus nos admoestou claramente sobre o inferno e a este se referiu como o “inferno de fogo, o fogo que nunca se apaga” (Marcos 9:45).
Por que? É a queixa inevitável. Por que o castigo deveria ser eterno? Isso parece severo demais. Por que Deus não pode nos castigar com variados espaços de tempo, dependendo do que cada pessoa fez e, em seguida, perdoar-nos? Por que iria Deus sentenciar cada pessoa, até mesmo um Hitler, ao castigo eterno? Por que deveria ser eterno o lago de fogo? A resposta está em Quem Deus é e no fato de que Ele criou o homem à Sua imagem (Gênesis 1:27). Vamos considerar cuidadosamente o que isto significa.
A penalidade do pecado é a morte. Obviamente, a morte nos separa da vida. E como a vida provém de Deus, então a morte nos separa de Deus, o Doador da vida. Desse modo, não há remédio para a morte, exceto para o pecador que se torna puro e santo à vista de Deus, a fim de com Ele reconciliar-se. Ao contrário da crença católica romana de purgar os pecados nas chamas de um imaginário purgatório, nenhum castigo ao pecador poderia jamais purificá-lo do pecado.
Deus é perfeito em santidade e não pode manter comunhão com pecadores. Não é uma questão de procedimento - se é ou não uma atitude de encorajamento ao pecado. É uma questão de como Deus é e da natureza exata do Seu ser Ele não pode comprometer-se com o mal nem retroceder em Sua Palavra. Não pode? Sim, “Ele não pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:13). E por isso a penalidade do pecado é a morte eterna - não o extermínio, mas a separação de Deus, para sempre!
O desafio voluntário a Deus não pode ser tolerado. Isso não significa severidade da parte dEle; é a inevitável conseqüência do pecado. Uma quebra nas leis morais de Deus não pode ser tolerada mais do que uma quebra nas leis físicas. A conseqüência é exigida pela natureza do próprio ato e pelo Deus que foi desafiado. A lei da gravidade não pode ser repentinamente revertida (apenas neste caso, por favor) para uma pessoa que cai do andar superior de um prédio de 50 andares, quer tenha ela caído acidentalmente, pulado ou sido empurrada.
Deus pronunciou a penalidade do pecado. Se Ele retrocedesse em Sua Palavra, como poderíamos crer em alguma coisa que Ele falou? Pela exata definição de quem Deus é, e pela natureza do pecado, a penalidade do pecado deve continuar. Mas o homem jamais teria possibilidade de pagá-la. Somente Cristo poderia fazê-lo e Ele o fez. A prova de que Ele pagou totalmente a penalidade é que Ele venceu a morte, levantando-se do túmulo. O único remédio para a morte é a ressurreição: “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?” (João 11:25-26).
Ninguém jamais experimentou a morte em toda a sua terrível totalidade e finalidade - sua absoluta separação de Deus, o “lago de fogo”... a segunda morte (Apocalipse 20:14). Ninguém, exceto Cristo, sobre o Qual foi dito: “Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.” (Hebreus 2:9).
Não é de admirar que, quando Ele tomou o nosso lugar na cruz, para receber o julgamento de Deus, tenha gritado: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46).
O homem rico no inferno é um trágico exemplo da cegueira espiritual a respeito da morte. Ele havia passado a vida inteira tentando satisfazer a sua inata sede espiritual de Deus com riqueza e sucesso. Agora, no inferno, ele não pode escapar a esse trágico engano. Sua língua física está no túmulo, junto ao corpo morto, contudo ele imagina que ela está sendo castigada com a sede física e pede que Abraão mande a “Lázaro, que molhe na água a ponto do seu dedo e lhe refresque a língua” (Lucas 16:24). Ele havia desprezado a “água da vida”, quando esta lhe foi oferecida por Deus e agora, no inferno, nem sequer reconhecia a causa de sua sede. A vida inteira ele havia buscado satisfação para a sua sede espiritual, sede que agora vai queimar para sempre, pois a “água da vida” por ele desprezada, só está disponível, enquanto se vive - a quem a desejar (Apocalipse 22:17).
Jesus falou: “...Se alguém tem sede, venha a mim, e beba” (João 7:37). E sobre os rabinos Ele disse: “E não quereis vir a mim para terdes vida” (João 5:40). Um gole físico de água é tão delicioso como é terrível o sofrimento da sede. A água é essencial aos nossos corpos físicos. Pois o mesmo acontece com a “água da vida”. Ela é absolutamente essencial à vida da alma e do espírito. Desse modo, o “lago de fogo” será o tormento de uma sede espiritual além de toda descrição, assim como céu está além de toda a nossa imaginação [conforme Paulo diz na 1 Coríntios 2:9: “... As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam”].
A sede abrasadora, que não pode ser saciada no “lago de fogo” e jamais vai terminar, do mesmo modo como o êxtase indescritível no céu jamais terminará, por toda a eternidade: “... na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente” (Salmos 16:11). Deus nos criou para Si mesmo, para o Seu amor, para o Seu gozo e para a Sua comunhão. Ficar separado dEle na morte é agonizar em infindável tormento, ao contrário do que os redimidos experimentam no céu.
Que possamos despertar completamente nesta vida para a verdade da nossa eterna herança, de modo que possamos amar e louvar ao Senhor como devemos, sem esperar pelo céu, a fim de fazê-lo. E que possamos ser por Ele usados para despertar muitos não salvos para irem a Cristo e poderem beber da “água da vida”, enquanto ainda podem fazê-lo.
TBC, julho 2004 - “Searching God”
Dave Hunt/Mary Schultze
Capítulo 3 - Bendizei ao Senhor
Pedimos que Deus nos abençoe, esperando e orando para que Ele queira fazê-lo, especialmente quando temos alguma necessidade urgente. Mas quem pensa algumas vezes em bendizê-Lo? Contudo o uso constante dessa expressão na Escritura deixa claro que devemos fazê-lo e que algo mais do que palavras de louvor deve estar envolvido. Deus deve ser genuinamente louvado com um dom do homem que é de grande valor. Mesmo assim, a descrição de Davi de louvar a Deus parece colocar tal atitude além da capacidade humana: “LOUVAREI ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca. A minha alma se gloriará no SENHOR; os mansos o ouvirão e se alegrarão. Engrandecei ao SENHOR comigo; e juntos exaltemos o seu nome” (Salmos 34:1-3).
Será que meros homens podem engrandecer e exaltar o Deus infinito que os trouxe à existência? Isso parece impossível.
Certamente criaturas tão miseráveis, como nós, não podem bendizer o Deus Santo, o infinito Criador do universo, que tudo possui e tudo controla! Isso está além da nossa imaginação! Nada somos e nada possuímos - tudo a Deus pertence. Como disse o Rei Davi com referência às ofertas que Israel trouxe para a construção do Templo: “Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, SENHOR, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos... Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer voluntariamente coisas semelhantes? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos... SENHOR, nosso Deus, toda esta abundância, que preparamos, para te edificar uma casa ao teu santo nome, vem da tua mão, e é toda tua” (1 Crônicas 29:11,14,16).
Só podemos oferecer a Deus o que Ele em sua graça e misericórdia nos tem dado. Como diz o hino:
Nada possuo, exceto o que recebi;
A graça me outorgou, desde que eu cri.
Excluindo a vaidade, abandonando o orgulho,
sou um mero pecador salvo pela graça.
Essa é a minha história
e somente a Deus seja toda a glória!
Sou um mero pecador salvo pela graça!
“Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá”, é o que diz Jó 1:21. Então, o que possuímos de nosso, que possamos oferecer a Deus e, portanto, bendizê-Lo? Certamente, nada! Mesmo assim, muitas vezes lemos na Bíblia sobre os que “bendisseram a Deus” e também somos freqüentemente exortados a fazê-lo. Além disso, a linguagem da Escritura parece indicar que cada um de nós tem alguma coisa exclusiva que Deus criou e nos deu - algo inestimável, que, de boa vontade, devemos Lhe devolver, a fim de não virmos a perder tudo. O dom com o qual devemos bendizer a Deus deve ser algo que Ele, de outro modo, não pudesse tirar de nós e não pudesse criar como sendo Seu. E quando devolvemos isso a Deus, nós O exaltamos, engrandecemos e bendizemos!
Este ensino bíblico apresenta uma das mais poderosas lições que todos nós devemos aprender. Infelizmente, é neste exato ponto que nos confrontamos com um enorme conflito entre os cristãos - uma volátil diferença de opinião a respeito da soberania de Deus, a qual seria melhor que evitássemos. Mesmo assim, este item vital não pode ser desprezado, visto como o encaramos através de toda a Escritura. A discordância não é se Deus é soberano. Ambos os lados concordam que Ele tem sempre estado no “controle total” de todo o universo, ainda está e sempre estará. O argumento (sim, no que isto sempre se tornou) envolve a pergunta: “O que significa ser Deus soberano e estar no controle do Seu universo?”
Os cristãos gozam de grande conforto quando se lembram, especialmente em tempo de sofrimento, que “Deus ainda está no trono - Ele está no controle!” Isso é verdade - mas, notavelmente esquecido é o fato de que Deus estava no trono e no controle, quando Satanás se rebelou, levando com ele muitos anjos. Certamente Deus estava no trono e no controle, quando Adão e Eva desobedeceram o único mandamento que Ele lhes havia dado e pelo seu espontâneo e rebelde pecado trouxeram sofrimento e morte sobre todos os seus descendentes, até ao dia de hoje. O mesmo aconteceu quando Caim assassinou, a sangue frio, o seu irmão Abel, e ainda quando “...viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente... Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra” (Gênesis 6:5,13). A maldade chegou a tal ponto que Deus se arrependeu de ter criado o homem [Agora Ele deve estar bem mais irado porque a maldade humana se multiplicou em alarmante espiral ascendente, portanto Ele deve estar preparando uma lição bem mais quente contra a humanidade - MS].
Todos nós concordamos com a total soberania de Deus, que Ele, inquestionavelmente continua no trono e no controle de todo o universo. Contudo, ao mesmo tempo, cresce o mal, com tristeza, sofrimento, doença e morte, devastando as criaturas que Ele fez à Sua imagem e sobre as quais Ele se lamenta com amor e piedade.
Por que tem de ser assim?
Claro que Deus não se sente feliz observando o mal devastar as suas criaturas. De fato, Ele estava tão infeliz com a maldade nos dias de Noé que teria destruído a humanidade se este não tivesse achado graça diante dos Seus olhos. Ninguém poderia dizer que o fato universal de estar o mal agrilhoando toda a criação - como uma praga fatal - era exatamente o que Deus queria e tivesse predestinado a acontecer.
Ele havia se lamentado durante 3.000 anos sobre o pecado do Seu povo de Israel, enviando-lhe profetas, dia e noite, ano após ano, advertindo-o a que se arrependesse para que Ele não fosse forçado a derramar sobre ele a Sua ira (Jeremias 7:3, 25; 25:3-5; 29:19; 32:33; 35:14-15; 44:4, etc), implorando sempre e sempre que o povo não fizesse aquilo que Ele tanto odiava.
É claro que Deus odeia o pecado e isso não poderia ser o que Ele deseja. Contudo, essa é a história da humanidade através de toda a História, com a maldade sempre crescendo, apesar dos rogos e advertências divinas.
A avançada tecnologia hodierna tem apenas dado ao homem uma plataforma mais elevada, a partir da qual ele levanta o punho contra a face do seu Criador. Obviamente, o fato de que Deus está no controle do universo não significa que a rebelião não possa acontecer e que não possamos sofrer maldade, tristeza, dor, perda e morte. A questão é quem está querendo se render a Deus, a ponto de dizer como Jó: “Ainda que ele me mate, nele esperarei...” (Jó 13:15)?
Quem se atreveria a dizer que a inevitável condenação e tormento eterno de bilhões de Suas criaturas ao Lago de Fogo, exigidos pela Sua santidade e justiça, era a maneira exata como Deus desejava que acontecesse? Contudo, há os que dizem exatamente isso, declarando que Deus não ama a todos, nem deseja que todos sejam salvos, que Cristo não morreu por todos e que Deus predestinou aqueles bilhões ao sofrimento eterno. Os que ensinam isso são até sinceros, acreditando que estão certos, mas estão rebaixando Deus, considerando-O menos amoroso e misericordioso do que esperamos uns dos outros.
Como justificam eles tal doutrina? Seus proponentes crêem firmemente que estão defendendo a soberania divina. Deixando de entender que o mal é algo permitido por Deus, eles imaginam erroneamente que se algo pudesse acontecer (o bem ou o mal) contra a vontade de Deus, isso significaria que Ele não é soberano. Recusam-se a considerar o óbvio fato (respaldado por centenas de versos bíblicos) de que Deus soberanamente deu ao homem a responsabilidade e o poder moral de obedecer ou desobedecer-Lhe, de amá-Lo ou odiá-Lo. E a não ser que isso seja verdade, obediência e recompensa, desobediência e castigo, amor e ódio - e muito da própria Bíblia - nada significam.
O fato de ser Deus soberano não significa que nada possa acontecer fora de Sua vontade. Se tal fosse o caso, então poderíamos concluir que Deus deseja o próprio mal que Ele odeia - uma clara contradição, não apenas da lógica como do Seu caráter. A confusão neste ponto justifica a desdenhosa queixa do ateu, que afirma não crer em Deus por causa do mal: “Se Deus não pode deter todo o mal e o sofrimento, Ele é fraco demais para ser Deus. E se Ele pode, mas não o faz, então Ele é um monstro indigno de nossa confiança”.
Existe, sem dúvida, uma - e apenas uma - resposta clara a esse dilema: que Deus em Sua soberania deu à humanidade o genuíno poder do livre arbítrio e não vai retomá-lo. Ele pode pressionar, persuadir e até implorar ao homem, porém não pode forçá-lo contra a Sua vontade, ou então iria destruir a própria criatura que Ele fez. Vamos lembrar a troca de cartas sobre o massacre na Columbia:
“Querido Deus, por que o Senhor não salva as criancinhas que estudam em Little Ton, Colorado?
Sinceramente, Estudante preocupado”.
Resposta:
“Amado Estudante preocupado:
Não me permitem entrar nas escolas.
Sinceramente, Deus”.
Este mundo de pecado, sofrimento e morte não é obra de Deus. Ele é fruto do que o homem moralmente responsável tem, irresponsavelmente, feito em oposição à vontade divina. Ou então, por que iria Jesus nos ensinar: “Seja feita a tua vontade” (Mateus 6:10?) E por que ter-nos-ia sido ordenado que nos rendêssemos a Deus, com estas palavras: “Pai, ... não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lucas 22:42), se coisa alguma, exceto a vontade de Deus pudesse, de algum modo, acontecer?
Se porventura houve jovens que se renderam à vontade de Deus, esses foram os cinco missionários martirizados pelos índios Auca, no dia 08/01/1956. O tema de sua canção era: “Nele descansamos, nosso escudo e defensor!”
Ed era meu amigo mais íntimo. Foi quase um sopro pulverizador saber da morte desses soldados da cruz (junto com dois outro que não conhecíamos), os quais se haviam confiado às mãos de Deus. O fato de que Deus estava no Seu trono - e no controle, não evitou que eles perecessem numa horrível tragédia da época - mas trouxe glória ao Seu Nome e muitas almas redimidas em suas famílias, nos anos seguintes.
Deus não pôde forçar esses jovens a se deleitarem em Sua vontade até a morte - essa foi a paixão dos seus corações. Ele também não poderia tê-los forçado a deixarem de louvá-Lo, apesar do que não podiam entender, nem de nEle confiar para a Ele se darem voluntariamente. Deus foi engrandecido e exaltado pela alegre dádiva dos seus corações submissos à Sua vontade, confiando em que Ele sabia o que era o melhor.
O primeiro uso da frase “Bendizei ao Senhor” é uma exortação a Israel: “...louvarás ao SENHOR teu Deus pela boa terra que te deu” (Deuteronômio 8:10). Em outras palavras, a Ele devemos dar as graças e os agradecimentos que Ele merece receber pelos dons que nos deu. Esse não deve ser um louvor automático, uma fórmula repetida, com o fito de se obterem mais bênçãos. As ações de graça devem proceder de um coração reconhecido da sua indignidade, com total dependência e confiança nEle.
A gratidão cordial de quem O louva por Quem Ele é e pelo fato do que Ele tem feito - conquanto reconhecendo que não merecemos sequer a menor de Suas misericórdias - não pode ser programada ou coagida por Deus. Esse louvor deve brotar dos nossos corações. Desse modo, é algo propriamente nosso, pelo que devemos todos bendizer a Deus pelas Suas grandes bênçãos sobre nós derramadas.
Davi concitou o povo de Israel a prover o material para a construção do templo. Quando ele viu que o povo trazia abundante e voluntariamente ao Senhor, (ele) regozijou-se com grande alegria (e) bendisse ao Senhor diante da congregação, conforme lemos em 1 Crônicas 29:9-17.
No reavivamento sob Neemias, “E os levitas, Jesuá, Cadmiel, Bani, Hasabnéias, Serebias, Hodias, Sebanias e Petaías, disseram: Levantai-vos, bendizei ao SENHOR vosso Deus de eternidade em eternidade; e bendigam o teu glorioso nome, que está exaltado sobre toda a bênção e louvor. Só tu és SENHOR; tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há, e tu os guardas com vida a todos; e o exército dos céus te adora.Tu és o SENHOR, o Deus, que elegeste a Abrão, e o tiraste de Ur dos caldeus, e lhe puseste por nome Abraão. E achaste o seu coração fiel perante ti, e fizeste com ele a aliança, de que darias à sua descendência a terra dos cananeus, dos heteus, dos amorreus, dos perizeus, dos jebuseus e dos girgaseus; e confirmaste as tuas palavras, porquanto és justo” (Neemias 9:5-8). Em seguida, foi feita uma ampla exposição de como Deus havia tirado os israelitas do Egito, tendo-os sustentado, apesar da sua rebelião e os trazido à Terra Prometida; como eles desobedeceram, foram restaurados, rebelando-se novamente, indo após a idolatria, tendo sido perdoados e restaurados, com o ciclo prosseguindo, até que Deus os desarraigou em relutante castigo. O exato reconhecimento de Deus dos seus pacientes rogos, ano após ano, e Sua justiça ao castigar o pecado de Israel, traz a certeza e a bênção de que Ele jamais força qualquer um. Isso deve ser espontaneamente oferecido, a partir do coração.
Davi estava continuamente apressado e apressando Israel no sentido de bendizer a Deus, conforme Salmos 34:1-3: “LOUVAREI ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca. A minha alma se gloriará no SENHOR; os mansos o ouvirão e se alegrarão. Engrandecei ao SENHOR comigo; e juntos exaltemos o seu nome”.
Quão freqüentemente bendizemos ao Senhor? Quão freqüentemente nos lembramos da maneira pela qual Ele nos guiou, nos proveu, nos guardou de ceder à tentação e nos sustentou? Quão freqüentemente nós Lhe agradecemos por todas as Suas misericórdias, dizendo que O amamos? Você já fez isso hoje? Já teve com Ele a comunhão de um coração transbordando de gratidão e louvor? Isso é bendizê-Lo!
Lembramo-nos do Senhor quando temos necessidades e clamamos para que Ele nos abençoe, mas será que nos lembramos de bendizê-Lo quando tudo nos corre bem? Ele se lamenta em Jeremias 2:32: “Porventura esquece-se a virgem dos seus enfeites, ou a noiva dos seus adornos? Todavia o meu povo se esqueceu de mim por inumeráveis dias”. Será que nossa vida é tão ocupada que não temos tempo de louvar e agradecer de coração ao Senhor pela sua bondade e graça? Ou será que a vida se tornou tão sobrecarregada no sentido de cobrirmos todas as contingências financeiras, ficar de olho em todo o potencial terreno de alguém e, finalmente, nos aposentarmos confortavelmente, o que, sem percebermos, nos leva a concentrar nossa esperança neste mundo em lugar de a concentrarmos em Deus?
Deus lamenta isso em Jeremias 2:12-13: “Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai verdadeiramente desolados, diz o SENHOR. Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas’.
Vamos bendizer ao Senhor em todo o tempo, do mais profundo do nosso ser. Desse modo, não somente nos tornaremos mananciais de águas vivas brotando para a vida eterna, como nos derramaremos sobre os outros.
TBC, setembro 2005 - “Bless the Lord”
Dave Hunt/Mary Schultze
Capítulo 4 - Não O conheceram
Qualquer pessoa com inteligência normal, em qualquer lugar e em qualquer tempo, pode saber que Deus existe como Criador do universo (Salmos 19:1-6; Romanos 1:18-20). Essa pessoa possui também uma consciência, na qual Deus escreveu a Sua Lei Moral (Romanos 2:14-16), sabendo, ele ou ela, que tem quebrado a Sua Lei muitas vezes, pelo que sofrerá um castigo divino. Quando o Evangelho é pregado, o pecador fica sabendo, pelo convincente poder do Espírito Santo, que este é a verdade, sendo o único meio de escapar da ira vindoura.
Mesmo assim, existem muitas pessoas que resistem ao testemunho da criação e da consciência. Deveríamos estar preparados para arrazoar com elas. Deus convida todos: “Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã” (Isaías 1:18). Ele diz ainda: “Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:15).
Damos aos cépticos razões válidas para aceitarmos pela fé, mas não por uma fé cega, o que a Bíblia - como a Palavra de Deus - nos diz. Como Pedro ensina, existem razões para a nossa fé. São muitas as provas em favor da Bíblia, sem as quais não poderíamos demonstrar aos incrédulos que ela é infalível. Não que possamos entender tudo que a Bíblia diz: Que Deus é o EU SOU (Êxodo 3:14), por exemplo, sem princípio e sem fim (Salmos 90:2;103:17;106:48), que Ele criou o universo do nada (Hebreus 11:3), é mais do que nossas mentes finitas podem compreender - mas sabemos que é assim mesmo.
Tudo que podemos verificar na Bíblia (histórica, científica e profeticamente) tem sido comprovado como verdadeiro. É, portanto, razoável crer em tudo o mais que a Bíblia diz e não podemos verificar. Declarações que estão além da nossa compreensão, não sendo, portanto, verificáveis, incluem que “Deus é Espírito” (João 4:24); que o homem foi feito à sua semelhança moral e espiritual (Gênesis 1:26,27), que ele é corpo, alma e espírito (1 Tessalonicenses 5:23), que Cristo vai nos arrebatar da terra para o céu, conforme prometeu (João 14:3; 1 Tessalonicenses 4:13-17) e que haverá um julgamento final e um lago de fogo - onde ficarão eternamente os condenados.
Como já mostramos antes, a profecia é uma grande prova de que Deus existe, de que a Bíblia é a Sua Palavra e de que Cristo é o Seu Filho e único Salvador dos homens. As profecias foram entregues para identificar, indisputavelmente, o Messias. Contudo, a prova não garante a fé. È necessário que haja um coração desejoso. Apesar das centenas de profecias provando que Jesus é o Messias, os judeus O rejeitaram e continuam na maior descrença, ainda hoje.
Foram-nos dadas com freqüência muitas provas de que a Bíblia é verdadeira. Contudo, não enfatizamos que, com raras exceções, a Escritura revela honestamente os deslizes e pecados dos melhores santos - até mesmo quando esses fatos poderiam ser evitados. Essa honestidade é que dá respaldo à verdade da Escritura.
Uma das narrativas mais estranhas refere-se à descrença dos discípulos diante da ressurreição de Cristo. De fato, o seu ceticismo e aparente má vontade em crer, até mesmo quando Cristo com eles se encontrou face a face, parece tão estranho que nenhum escritor de ficção ter-se-ia atrevido a relatar.
Cristo acusou os seus discípulos de “dureza de coração” (Marcos 16:14). Eles não creram até mesmo quando Cristo lhes apareceu (Lucas 24:36-38). Contudo, um dos ladrões crucificados com Ele creu na Sua ressurreição, tanto que Lhe pediu: “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino” (Lucas 23:42).
As dúvidas dos discípulos eram inescusáveis, tendo em vista as muitas profecias messiânicas. Que eles pudessem ser tão cegos à Escritura, mesmo após terem sido discipulados pessoalmente por Cristo, durante alguns anos, deveria levar-nos a reexaminar a nós mesmos, a fim de não sermos culpados do mesmo erro.
Existe uma rejeição à verdade, hoje em dia, até mesmo entre os que professam ser cristãos. Muitos dos que afirmam ter “nascido de novo” (inclusive professores de seminários e pastores) nem sequer são salvos. Uma pesquisa Barna feita em 2003 revelou que 35% dos que afirmam ter “nascido de novo” não acreditavam que Cristo ressuscitou dos mortos; 26% disseram que todas as religiões são iguais [Negando, portanto o que Jesus disse em João 14:6]; 5% disseram que as boas obras podem nos levar ao céu.
Todos os discípulos, bem como os rabinos - e até mesmo João Batista, que era “cheio do Espírito Santo já desde o ventre de sua mãe” (Lucas 1:15) duvidaram (Lucas 7:20), esperando que Ele fosse o Messias que iria estabelecer o Seu reino na primeira vinda a Israel. A crucificação de Cristo esmagou a sua fé. Como poderia ser Ele o Messias prometido?
Contudo, inúmeras profecias haviam deixado claro que a primeira vinda do Messias seria como o Cordeiro de Deus para ser crucificado: “...traspassaram-me as mãos e os pés” (Salmos 22:16); “...olharão para mim, a quem traspassaram” (Zacarias 12:10); ”Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum... Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados... Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido... E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca” (Isaías 53:3,5,8,9); e que Ele ressuscitaria no terceiro dia (Salmos 16:10; João 2:19; Mateus 12:39-40).
Além disso, eles ainda ignoraram as muitas vezes em que o próprio Cristo lhes disse claramente que seria crucificado e ressuscitaria dos mortos ao terceiro dia.
Após a Sua ressurreição, os anjos no túmulo relembraram isso às mulheres: “Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia, dizendo: Convém que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressuscite. E lembraram-se das suas palavras” (Lucas 24:6-8).
Não temos o registro de quantas vezes o Senhor declarou isso aos discípulos, mas devem ter sido muito mais vezes do que as que foram registradas. Pelo menos em sete ocasiões diferentes Ele deixou claras a Sua morte e ressurreição aos discípulos, conforme foram registradas nos evangelhos (Mateus 16:21;17:22-23;20:17-19; Marcos 8:31,32; Lucas 13:32,33; João 12:32-34). Vamos dar alguns exemplos de como os discípulos não O entendiam: “Porque ensinava os seus discípulos, e lhes dizia: O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lo-ão; e, morto ele, ressuscitará ao terceiro dia. Mas eles não entendiam esta palavra, e receavam interrogá-lo” (Marcos 9:31-32). “E começou a ensinar-lhes que importava que o Filho do homem padecesse muito, e que fosse rejeitado pelos anciãos e príncipes dos sacerdotes, e pelos escribas, e que fosse morto, mas que depois de três dias ressuscitaria. E dizia abertamente estas palavras” (Marcos 8:31-32). “...É necessário que o Filho do homem padeça muitas coisas, e seja rejeitado dos anciãos e dos escribas, e seja morto, e ressuscite ao terceiro dia” (Lucas 9:22).
Algumas vezes Ele falava veladamente: “Naquele mesmo dia chegaram uns fariseus, dizendo-lhe: Sai, e retira-te daqui, porque Herodes quer matar-te. E respondeu-lhes: Ide, e dizei àquela raposa: Eis que eu expulso demônios, e efetuo curas, hoje e amanhã, e no terceiro dia sou consumado” (Lucas 13:31-32).
Quando, certa vez, os fariseus lhe indagaram: “Que sinal nos mostras para fazeres isto? Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo. Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito” (João 2:18-22).
Os rabinos sabiam o que Cristo queria dizer. Mesmo assim, eles conseguiram falsas testemunhas para torcer as Suas palavras, durante o julgamento perante Caifás, no Sinédrio: “E não o achavam; apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas, não o achavam. Mas, por fim chegaram duas testemunhas falsas, e disseram: Este disse: Eu posso derrubar o templo de Deus, e reedificá-lo em três dias” (Mateus 26:60-61). Eles bem sabiam que Cristo se referia à Sua ressurreição: “E no dia seguinte, que é o dia depois da Preparação, reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos, dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias ressuscitarei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, não se dê o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dentre os mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro” (Mateus 27:62-64).
A incredulidade dos discípulos é em si mesma inescusável. Cristo explicou detalhadamente aos dois viajantes no caminho de Emaús e, mesmo assim, eles não O reconheceram. Sim, dizem que Cristo lhes apareceu em outro corpo, mas isso não quer dizer que Ele se havia disfarçado. Era a descrença dos discípulos que os mantinha cegos. Lucas explica: “Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem” (Lucas 24:16). Que eles não O tenham reconhecido não quer dizer que Ele estivesse irreconhecível, mas que era a última pessoa que eles esperavam ver. Se conhecessem bem as Escrituras, eles teriam a certeza de Sua ressurreição. Por causa dessa ignorância Cristo os censurou: “Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras” (Lucas 24:25-27). Será que Ele também não iria nos repreender pela nossa ignorância do que “os profetas disseram”?
Que estudo bíblico eles experimentaram, enquanto caminhavam com aquele adorável estranho! Pois, mesmo tendo aprendido com o próprio Senhor as profecias referentes ao Messias, eles ainda não O reconheceram. Precisamos pedir que o Senhor nos perscrute os corações para ficarmos certos de que também não estamos cegos, em certas áreas, por causa de nossa descrença.
Durante a ceia, “Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes. E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” (Lucas 24:31-32). A fé, mesmo com um indesculpável atraso, finalmente chegou, através das Escrituras que Cristo lhes havia revelado.
Desconhecer o Senhor Jesus Cristo acarreta sérias conseqüências. Significa uma falsa visão do Salvador e, portanto, uma falsa esperança de salvação. Devemos crer no legítimo Cristo de Deus, se quisermos ganhar a vida eterna, indo morar nas mansões celestiais na Casa do Pai (João 14:3). Como Ele disse em Sua oração intercessória ao Pai: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3).
Aos rabinos Ele disse: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; e não quereis vir a mim para terdes vida” (João 5:39-40). A todos nós Ele estende esta oferta: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28).
Mesmo tendo ficado agradecida a Cristo por ter dela expulsado sete demônios Maria Madalena continuava ignorando a profecia e estava cega às muitas afirmações de Cristo, que Ele iria ressuscitar dos mortos. Mesmo tendo Ele aparecido e com ela falado, depois de deixar o túmulo, ela não O reconheceu, cega como estava, pelo desnecessário sofrimento causado pela sua descrença: “E, tendo dito isto, voltou-se para trás, e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus. Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni (que quer dizer, Mestre). Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (João 20:14-17).
“E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. E, partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com ele, os quais estavam tristes, e chorando. E, ouvindo eles que vivia, e que tinha sido visto por ela, não o creram” (Marcos 16:9-11).
Os dois discípulos com quem Ele havia caminhado em Emaús voltaram correndo a Jerusalém “E, indo estes, anunciaram-no aos outros, mas nem ainda estes creram” (Marcos 16:13).
A chave de nossas vidas como cristãos hoje em dia é “vermos” claramente pela fé o Cristo ressurreto. Aqueles que O viram fisicamente, durante o tempo de Sua estada na terra, não tiveram qualquer vantagem sobre nós. Lembremo-nos de Suas palavras em João 29:29: “bem-aventurados os que não viram e creram”.
É bem verdade que “agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido” (1 Coríntios 13:12). “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (1 João 3:2). Mesmo assim, o nosso desejo agora deveria ser o de vê-Lo cada vez mais claramente com os olhos da fé. Quanto mais O contemplarmos mais semelhantes a Ele nos tornaremos.
Davi, que possuía apenas uma porção das Escrituras que hoje temos, viu a Sua glória (Salmos 16:8). Também podemos vê-Lo conforme Atos 2:25; Salmos 27:5, e, certamente, “Todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2 Coríntios 3:18).
Como Davi, a paixão de Paulo era esta: “Conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte; para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos. Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:10-14).
Que melhor paixão deveríamos abraçar neste ano de 2005 ou em qualquer tempo de vida que o Senhor ainda nos conceder?
TBC, janeiro 2005 – “They Knew Not Him”
Dave Hunt/Mary Schultze
Capítulo 5 - Cristo morreu por nossos pecados
Em desespero, o carcereiro de Filipo gritou: “Que devo fazer para ser salvo?” A simples resposta de Paulo foi: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo” (Atos 16:31). O grande apóstolo nada falou sobre batismo, sacramentos, velas, incenso, freqüência à igreja, reforma de vida ou qualquer outra coisa que fosse necessária ou mesmo servisse de auxílio à salvação. De Gênesis a Apocalipse a Bíblia deixa claro que nada existe a ser feito pelo pecador, e muito menos que este deva fazer algo, a fim de satisfazer a justiça divina a respeito da penalidade do pecado. Podemos e devemos somente crer em Cristo, pois Ele pagou toda a penalidade do pecado: “Está consumado” (João 19:20).
A Escritura não poderia ser mais clara. Romanos 4:5 diz: “Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça”. Em Efésios 2:8-9 lemos: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. Tentar fazer algo pela própria salvação, além de “crer no Senhor Jesus”, é negar que Ele pagou totalmente a penalidade do pecado na cruz; é rejeitar a oferta divina de perdão e a vida eterna como um dom gratuito de Sua graça. Está claro que podemos ser salvos exclusivamente pela fé em Cristo. Contudo, o que significa isso exatamente? No que devemos crer?
Imaginem que alguém afirme ser “cristão”, crendo em Cristo somente como uma pessoa histórica, como o melhor dos homens, admirando-O e procurando seguir o Seu exemplo altruísta. Que se emocione a respeito do sofrimento e morte de Cristo na cruz e freqüente regularmente uma igreja. Contudo não se interesse pelo fato de que Ele tenha tido ou não um nascimento virginal, se Ele é Deus, vindo em forma de homem para morrer na cruz em total satisfação pelos nossos pecados, ou se Ele ressuscitou dos mortos. Será que essa pessoa está salva? Será que ela realmente “crê no Senhor Jesus”? Ou será que ela apenas crê e admira “outro Jesus”... “outro espírito” e “outro evangelho”? (2 Coríntios 11:3-4). Será que isso realmente importa ou apenas estamos “arrancando os cabelos?”
Paulo declara que o evangelho de Cristo “... é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”. (Romanos 1:16). Então, crer no evangelho de Cristo conduz à salvação. Mas se crer no evangelho de Cristo é a única maneira de ser salvo, então o que é o evangelho? Pedro declarou em atos 4:12: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”.
E nenhuma resposta é dada à pergunta de Hebreus 2:3: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram”. Desse modo não há escapatória, a não ser através de Cristo, que disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”.
Contudo, em nenhuma parte a Bíblia define o evangelho como desligado de Cristo. Sim, o evangelho está aqui: “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras (1 Coríntios 15:3-4).. Ora, esta declaração de Paulo não fala, por exemplo, do nascimento virginal nem que Cristo é Deus. Mas o senso comum nos diz que a declaração de Paulo em Atos 16:31 - “Crê no Senhor Jesus e serás salvo” - não significa apenas crer que em certo tempo existiu um homem chamado Jesus Cristo. Obviamente, deve existir muito mais a respeito de Cristo que não foi incluído nesta breve declaração e que Paulo já deveria ter explicado antes ao carcereiro de Filipo. Ninguém pode crer realmente no Senhor Jesus Cristo, se tiver a respeito dEle uma falsa compreensão.
Cristo admoestou um grupo de judeus: “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Eu retiro-me, e buscar-me-eis, e morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, não podeis vós vir. Diziam, pois, os judeus: Porventura quererá matar-se a si mesmo, pois diz: Para onde eu vou não podeis vir? E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados (João 8:21-24). “EU SOU” é o nome de Deus, conforme foi revelado a Moisés na salsa ardente (Êxodo 3:14). Isaías declarou, profeticamente, que o Messias iria nascer de uma virgem (Isaías 7:14). Que Ele seria o “Deus Forte, Pai da Eternidade” (Isaías 9:6). A linguagem de Cristo é exata. Ele não disse aos judeus: “Antes que Abraão existisse, eu era”. Ele disse: “Antes que Abraão existisse, EU SOU” (João 8:58). Ele é o Ser Auto-existente, “Sem princípio e sem fim”, “O Alfa e o Ômega” (Apocalipse 1:8, 11; 21:6; 22:13).
Então, ouvimos isso dos lábios do próprio Cristo: para sermos salvos devemos crer que Ele é Deus. Negar esta doutrina essencial é rejeitar o evangelho que salva. Crer que Cristo ressuscitou dos mortos também é essencial à salvação: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo (Romanos 10:9). Contudo, existem pastores e professores de seminário que não crêem na Divindade de Cristo nem em Sua Ressurreição. Eles ensinam “outro evangelho”, que não salva, e milhões parecem acreditar nesses falsos mestres em vez de crer na Palavra de Deus. A condenação, tanto para os mestres como para os seus seguidores, recai sobre suas cabeças, visto como têm rejeitado a verdadeira salvação que Cristo obteve na cruz, quando morreu por nossos pecados.
E aqui temos outro item essencial do evangelho, no qual devemos crer para sermos salvos: “... Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras” (1 Coríntios 15:3). O fato de ter sido Ele açoitado, cuspido, espancado ou maltratado pelos homens - e até crucificado, em total cumprimento das profecias - não poderia pagar a total penalidade do pecado, nem salvar-nos.
Cristo morreu por nossos pecados. “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:4,20). “O salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). A salvação veio através da morte de Cristo. A morte é a penalidade do pecado e Cristo teve de pagar completamente essa penalidade pelos pecados de toda a humanidade. Completamente? Mas a morte não é apenas morte? Poder-se-ia imaginar algo pior que isso? Claro que sim!
Embora tenhamos tratado ligeiramente, no mês passado, da distinção entre os sofrimentos físicos infligidos pelos homens e os sofrimentos espirituais nas mãos de um Deus Santo contra o pecado, este assunto é de tal importância que deveríamos voltar ao mesmo. O pecado é um problema moral e espiritual, envolvendo a Lei de Deus e a rebelião do homem contra Deus. Que o sofrimento de Cristo não foi apenas físico, mas também espiritual, está claro: “Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si. Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores” (Isaías 53:10-12). Em Hebreus 9:14, lemos: “Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?“
Pouco antes de Judas tê-lo traído, Cristo “... tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós” (Lucas 22:19-20). Também na 1 Coríntios 11:24-25, lemos: “E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim”.
A maioria dos cristãos recebe periodicamente o pão e o cálice, conforme Cristo ordenou. As igrejas católicas romanas e ortodoxas ensinam que o pão e o cálice são literalmente o corpo e o sangue de Cristo, oferecidos sobre os seus altares e que Ele continua sofrendo, ininterruptamente, pelo pecado. Contudo a Bíblia declara sobre Cristo: “De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação. Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus, porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados. Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado” (Hebreus 9:26,28:10:12,14, 18). Cristo sofreu por nossos pecados: “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito” (1 Pedro 3:18). Se Cristo subiu aos céus, conforme Estevão O contemplou, ao ser apedrejado até á morte (Atos 7:55-56), como é que Ele pode continuar a ser oferecido (imolado) nos altares católicos romanos? O que dizer dos católicos que amam realmente a Cristo, crendo que Ele morreu pelos seus pecados e, ao mesmo tempo, crendo na doutrina católica de que a hóstia e o vinho se transformam no corpo e sangue de Cristo e que Ele continua a ser oferecido? Será que eles podem ser salvos, apesar de tal ignorância e falta de entendimento? Quais as margens de erro que podem ser mantidas dentro do evangelho e no que importam? Importaria se eles cressem que Jesus morreu por nossos pecados e, contudo, continuassem assistindo ao “sacrifício da missa”, imaginando que Cristo continua sendo oferecido por nossos pecados e que eles o estão digerindo dentro dos seus estômagos, após terem engolido a hóstia e o cálice? Sim. A Escritura diz que Cristo “tendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados...” (Hebreus 10:12). Portanto, não é um erro grave demais acreditar que Ele continua a ser oferecido? Claro que é!
A oferta voluntária de Cristo ao Pai por nossos pecados aconteceu na cruz, segundo 1 Pedro 2:24: “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados”. Nesse caso, não é pelo fato de ter sido açoitado que Cristo pagou por nossos pecados. Ele sofreu algo muito pior do que o sofrimento físico. No Jardim, em terrível antecipação daquele horror, “E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão” (Lucas 22:44).
Quando tomamos o pão e o cálice, conforme Cristo nos ordenou, nós o fazemos, não para obter perdão de pecados (como ensinam os católicos e ortodoxos), nem como alimento de nossa alma (como ensinaram Lutero e Calvino), mas como grata lembrança de Cristo pelo Seu sacrifício na cruz. É tão fácil imaginar que na participação física do comer e beber temos cumprido o nosso “dever” com o Senhor mais uma vez, em comemoração ao Seu sofrimento físico, deixando de usar um tempo adequado para meditar no que Ele “padeceu uma vez pelos pecados” (1 Pedro 3:18).
Aqui, novamente verificamos a importância vital da distinção entre o sofrimento físico que o nosso Salvador suportou nas mãos dos homens [o único tipo de sofrimento apresentado de modo grotesco no filme de Mel Gibson - MS] e a penalidade que lhe foi infligida por Deus, conforme Isaías 53:10: “...Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar”.
Como dissemos no mês passado, seria absurdo imaginar que pecadores rebeldes contra Deus seriam Seus servos escolhidos para executar a Sua justiça contra Cristo. Como poderiam eles saber até que ponto espancá-Lo e quantos golpes Lhe aplicar? E como poderia o sofrimento físico pagar o preço espiritual da eterna separação de Deus merecida pelo pecado? Cristo disse: “Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai” (João 10:17-18). Nesse caso, os soldados não poderiam matá-lo e nem o fizeram. Contudo, Cristo morreu por nossos pecados, mas o que os soldados Lhe fizeram não poderia pagar por nossos pecados. Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras. Temos a tendência de pensar em Sua morte física, quando certamente há muito mais que isso. A morte é, antes de tudo, a separação de Deus. A morte física causa a separação da alma e do espírito, do corpo.
Adão foi avisado em Gênesis 2:17: “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Ele não morreu fisicamente naquele mesmo dia, mas uns cem anos mais tarde. Adão e Eva devem ter morrido espiritualmente naquele mesmo dia. Depressa eles se sentiram como estranhos no Jardim do Éden, separados de Deus por causa do seu pecado, e tentaram se esconder dEle, “entre as árvores do jardim” (Gênesis 3:8), mortos para Deus em seus espíritos.
Todos os descendentes de Adão e Eva herdaram a morte espiritual. Nascemos todos “mortos em ofensas e pecados” (Efésios 2:1). A morte física iniciou o seu processo em Adão e Eva, no exato dia em que eles pecaram. Nascemos pecadores. Nossos corpos começam a morrer no momento exato do nascimento, fato para o qual nenhuma ciência médica tem explicação. Ninguém (exceto Cristo) já experimentou o absoluto horror da morte em toda a sua plenitude. Isso vai acontecer somente no juízo final, quando acontecerão a morte e o inferno (Apocalipse 20:14-15). Cristo tornou-se homem, de modo que, “pela graça de Deus, provasse a morte por todos” (Hebreus 2:9). Portanto, Sua morte na cruz teve de incluir a “segunda morte”. Desse modo, Ele suportou na cruz o sofrimento eterno que toda a humanidade merece sofrer no “lago de fogo”. Isso poderia acontecer somente pelas mãos de Deus e não dos homens. “O salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Não apenas uma separação temporária de Deus. Então, ao sofrer por nossos pecados, Cristo deve ter experimentado o horror da eterna separação de Deus, merecida por toda a humanidade. Não é de admirar que Ele tenha clamado: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Salmos 22:1; Mateus 27:46; Marcos 15:34). Nenhum sofrimento físico, especialmente nas mãos dos pecadores, poderia ter anulado essa penalidade terrível. O pecado é um problema moral e espiritual, envolvendo a Lei de Deus e a rebelião do homem contra Deus. Tanto o pecado como a solução do mesmo só podem ser espirituais.
A ICR ensina que em adição ao sofrimento de Cristo pela eterna penalidade do pecado devemos sofrer o castigo “temporal” , quer seja nesta vida, ou no purgatório, do qual poucos católicos esperam escapar, depois da morte [Quando morre um papa, a ICR manda celebrar milhares de missas para retirá-lo do purgatório, o que não se entende, visto como os papas dão indulgências plenárias aos seus fiéis, exatamente para livrá-los dessa pena temporal - MS]. Supostamente as chamas de purgatório são um meio de purgar os pecados. Aqui temos novamente uma confusão entre o sofrimento físico e o espiritual, uma negação completa da obra da Redenção e uma tentativa de ganhar em parte a salvação. A Escritura declara meridianamente: “O qual [Cristo], sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas” (Hebreus 1:3). Além disso, “...sem derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9:22). A verdade é que Cristo pagou por nossos pecados através do Seu sangue. Em Apocalipse 1:5, lemos: “... Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados”. Reconhecer que o que Cristo sofreu por nossos pecados foi além de qualquer sofrimento físico deveria aumentar a nossa gratidão por Ele. Quanto mais profunda for a nossa compreensão, maior será a nossa apreciação pelo que Ele sofreu em nosso lugar.
Possa o Senhor despertar em nossos corações um caudaloso rio de louvor e gratidão, a fim de que expressemos continuamente o nosso amor pelo Pai, por ter Ele entregue o seu Filho e por ter Cristo suportado o castigo que merecíamos por nossos pecados.
“TBC”, junho, 2004 – “Christ Died For Our Sins”
Dave Hunt/Mary Schultze
Capítulo 6 - Maravilhoso Amor
Ultimamente, tenho ficado cada vez mais convencido de quão infelizmente inadequada é, de fato, a minha compreensão e apreciação do Deus infinito e do Seu amor.
Contudo, não é de esperar que a nossa compreensão do Deus infinito e do Seu infinito amor “que excede todo o entendimento” (Efésios 3:19) seja tão fraca? O Senhor declarou que devemos glorificá-Lo conforme o nosso entendimento dEle, o qual exerce “beneficência, juízo e justiça na terra” (Jeremias 9:24). Compreender o Deus infinito? Isso parece impossível! Mas essa é a Sua vontade em relação a nós. O mesmo glorioso ÚNICO que disse a Moisés: “eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão”. (Gênesis 15:1) deseja revelar-se inteiramente a nós, através do Seu Espírito que em nós habita!
Então, por que é tão fraca a nossa compreensão do Seu amor? Não será difícil encontrar a resposta, se fizermos uma ligeira pausa e dermos uma olhada em nossas vidas. O que e quem realmente buscamos? Qual é a nossa ambição, a nossa paixão? Não será pelas coisas da terra em vez de por Aquele, cujo trono está no céu? Embora o neguemos com os nossos lábios, não demonstramos sempre essa vergonhosa verdade através de nossas vidas?
Dependendo do tipo de trabalho que fazemos, somos obrigados a nos concentrar em nossas tarefas, ficando incapazes de até mesmo pensar em nosso Senhor, durante os nossos negócios e trabalho. Alguns entre nós até poderiam estar se regozijando em nosso Senhor, enquanto trabalham. Mas o que dizer sobre a ida e a volta do trabalho? E quando estamos em casa? Quanto do nosso tempo, ali, o qual poderia ter sido usado para enriquecer a nossa comunhão com o Senhor, tem sido desperdiçado na TV, em novelas, jogos e outros assuntos triviais, dos quais iremos nos envergonhar quando O encontrarmos face a face?
Se realmente desejamos conhecer Deus, Ele deve ser a nossa prioridade número um. Não prometeu Ele: “E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração” (Jeremias 29:13). “Com todo o vosso coração!” Seria esse o problema? De igual modo o Novo Testamento testifica que “é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”. (Hebreus 11:6). Diligentemente!
Onde está a nossa paixão por Deus e por Cristo? Será que alguns de nós, que afirmam conhecer o amor do nosso Senhor, procuram diligentemente conhecê-Lo melhor? Será que nossas vidas ecoam com o coração do salmista: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (Salmos 42:2). Será que compartilhamos a paixão de Paulo, conforme expressa em Filipenses 3:10,14? “Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte... Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”.
Com toda honestidade, quantos entre nós têm a preocupação real ou exercem qualquer esforço no sentido de guardar o primeiro mandamento: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento”. (Mateus 22:37). E que Jesus disse: “Este é o primeiro e grande mandamento” (verso 38). Será que esquecemos esse fato? Quando tentamos viver para o nosso Senhor, evitando o pecado, será que não temos esquecido de evitar o pior de todos os pecados, que é deixar de amar o Senhor de todo o nosso coração e alma? Quando foi que você expressou, pela última vez, o seu amor por Ele com a paixão do seu coração? Podemos deixar de faltar a um culto na igreja (embora sejam raros os que fazem isso, hoje em dia). Podemos cantar apaixonada e sinceramente o nosso amor pelo Senhor, na companhia de outros poucos “ainda fiéis”. Isso é louvável. Mas, logo que surge o último “Amém” num culto de adoração, as conversas, imediata e automaticamente, se voltam para tudo, menos para Cristo e Deus. Quanta “comunhão”, após um culto na igreja consiste em rápido e excitado compartilhamento sobre as maravilhas do amor de Deus? Por que não? E quanto é gasto em tudo o mais? Não é esse o modo como revelamos nossos corações, nosso verdadeiro amor? [“Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca” (Mateus 12:34)].
Deus lembra gentilmente a Israel a escolha feita: “Vai, e clama aos ouvidos de Jerusalém, dizendo: Assim diz o SENHOR: Lembro-me de ti, da piedade da tua mocidade, e do amor do teu noivado, quando me seguias no deserto, numa terra que não se semeava. Então Israel era santidade para o SENHOR, e as primícias da sua novidade; todos os que o devoravam eram tidos por culpados; o mal vinha sobre eles, diz o SENHOR” (Jeremias 2:2-3). Mas, em seguida, Ele lamentava: “Porventura esquece-se a virgem dos seus enfeites, ou a noiva dos seus adornos? Todavia o meu povo se esqueceu de mim por inumeráveis dias.” (verso 32). Pior que isso, os judeus haviam se afastado do Deus verdadeiro, que os havia libertado do Egito, tendo-os conduzido, através do Mar Vermelho, à terra seca, tendo-os alimentando com o maná, subjugado os seus inimigos e os conduzido triunfantemente à Terra Prometida. Afastar-se dEle para o que? Inacreditavelmente, para adorar os ídolos de pau e pedra! Eles esqueceram “o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas” (verso 13).
Relutantemente, Cristo censurou a primitiva Igreja de Éfeso:” “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor” (Apocalipse 2:4). Que tristeza de cortar o coração o Senhor sentiu! Mas o que dizer de você e de mim? Será que Lhe temos dito, de coração transbordante, que O amamos - hoje, esta semana, este mês? E além do que sabemos intelectualmente e professamos com os nossos lábios, qual tem sido a realidade demonstrada em nossas vidas. Será que nossas ações não contradizem nossas palavras? Será que nossas vidas superficiais não refletem a pobreza de tanto que se faz passar por “adoração”, em muitas das igrejas de hoje, mas que nada mais é do que a repetição das expressões tristemente vazias dos novos compositores de cânticos? Embora sinceros, muitos deles não são espiritualmente maduros o bastante para escrever substituições aos antigos hinos de fé, compostos por pessoas que conheciam o Senhor há muitos anos e sabiam tão bem expressar o seu amor e apreciação por Deus e Cristo. Não se trata de estilo, mas de palavras e da carência de real profundidade, conforme freqüentemente expressada na “adoração” contemporânea.
Lamento a superficialidade dos cânticos da “adoração” popular de hoje, os quais têm substituído e descartado os hinos de doutrina e profundidade. Por exemplo:
“Eu te amo, Senhor (é bom professar isto) e elevo a minha voz para te adorar. Regozije-se a minha alma. Regozija-te ó meu Rei, no que ouves. Que seja um doce, doce som aos teus ouvidos”.
Pergunto: Qual foi o doce som que Ele ouviu? [música satânica de rock e outros ritmos mundanos? - MS] Nada! Exceto uma tão vazia profissão de amor que nada tem da expressão de Sua grande bondade, que demonstre uma genuína compreensão e apreciação, que pudessem alegrar o Seu coração. Em contraste, consideremos a profundidade da gratidão expressa em um das centenas de hinos que foram relegados:
“Ó Jesus, meu Senhor, Tu que morreste por nós,
ensina-nos a conhecer o Teu incomparável amor!
Pela nossa frágil fé,
mostra-nos Tua mão e Teu lado traspassados,
para que nossos corações jubilosos
em sintonia com o Teu,
possam despertar com toda a força do divino amor.
Tua morte nos levou
à luz do coração do Pai.
E com isso ganhamos,
pois agora podemos contemplar-Te como és
Ó Glorioso Filho de Deus!
E sabemos que somos amados
com o grande amor que em Ti existe,
nas alturas das cortes luminosas!
Tua carne é alimento,
Teu sangue derramado, ó bendito Salvador,
É, de fato, bebida!
Tu és a verdade, o pão vivo que do céu desceu
para alimentar nossas almas
e contigo iremos viver no lar eterno,
onde nem o pecado, nem a pobreza e nem a morte
podem ser encontrados!
Jesus disse: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). Será que podemos conhecê-Lo sem conhecer o Seu maravilhoso amor? E como poderíamos realmente conhecer o infinito amor que Ele comprovou na cruz, sem termos o coração transbordando de gratidão e louvor?
A oração de Paulo pelos santos efésios (e certamente por nós, também, hoje) foi “Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus” (Efésios 3:17-19).
Outro hino de um autor antigo coloca o assunto deste modo: “Excede o entendimento aquele maravilhoso amor que é Teu, Senhor Jesus, Salvador, mas este meu coração gostaria de ter esse Teu amor em toda a sua largura, comprimento, altura, e profundidade, para em toda a sua eterna força conhecê-lo mais e mais!”
Quanto louvor e ação de graças Lhe devemos, pois “Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo.” (Efésios 2:4-5). Sobre esse amor falamos e, à vezes, até derramamos lágrimas, diante de sua extraordinária magnificência!
Mesmo assim, sinto-me tomado de vergonha porque os meus altos pensamentos e mais eloqüentes palavras se apresentam tão falhos para expressar em meu coração a resposta correspondente a tão maravilhoso amor.
O meu constante clamor ao Senhor é: “Senhor mitiga o meu sedento coração com uma revelação mais profunda de Ti mesmo e do Teu maravilhoso amor, para que eu possa Te dar o louvor e o amor, dos quais só Tu és digno!”
Quando em concentro em buscar uma compreensão e apreensão mais profundas, parece além de minha compreensão que o Deus infinito possa me amar e não com um amor genérico, mas com uma paixão tão íntima e pessoal, exatamente por mim! O autor do hino indaga:
Amor que enviou o meu Salvador
para morrer em meu lugar.
Por que me amou tanto assim?
Por que foi ao calvário por mim?
Por que me amou tanto assim?
Em extraordinária admiração descobri quão indignos somos todos nós da mais ínfima das misericórdias! Reconhecemos que esta inflamada indagação do por que Ele nos amou não encontra resposta dentro de nós mesmos. Nada em nós poderia, de modo algum, merecer o Seu infinito e puro amor, o qual ultrapassa os nossos mais altos pensamentos!
Sem dúvida, a resposta a essa pergunta se encontra em 1 João 4:8,16: “Deus é amor”. Ele nada pode fazer além de amar, pois o amor é a essência de Sua natureza. Contudo, esse fato não minimiza a nossa maravilhosa admiração e nem despersonaliza o Seu amor, que é tão elevado, alcançando tão íntima paixão a ponto de abraçar os pecadores, mesmo aqueles que se rebelam contra Ele! De entre os hinos sepultados no passado e há muito desprezados pelos “times de adoradores”, vem o glorioso refrão:
Que condescendência trazer-nos redenção,
pois no final da noite nenhum fracasso
de esperança é visto.
O Deus glorioso e gentil abdicou
do Seu grande esplendor
para lutar e vencer, a fim de minha alma salvar.
Sem relutância, tendo carne e sangue como substância
tomou a forma de homem,
revelando, assim, o plano oculto!
Ó glorioso mistério, o sacrifício no calvário
e agora eu sei que Ele é o grande EU SOU!
O refrão desse cântico expressa a resposta dos nossos corações redimidos por tão maravilhoso amor! Como eu O amo, como eu O adoro! Ele é a minha respiração, meu sol brilhante, meu tudo! O grande Criador se tornou o meu Salvador e nele habita toda a plenitude divina! O fato de que o amor de Deus ultrapassa todo o entendimento e, contudo, pode ser conhecido, não surpreende. De fato, isso é testificado pela nossa experiência neste mundo pecaminoso. Até mesmo o amor humano foge à nossa compreensão, pois ele procede do coração e “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9)
A taxa de divórcios entre os cristãos evangélicos é quase a mesma dos não salvos - cerca de 50%. São maridos e mulheres que uma vez, solene e sinceramente, com elevadas esperanças, declararam o seu amor “até que a morte os separasse”. Mesmo assim, em certo ponto da vida, cada um deles achou tão insuportável viver ao lado daquele a quem amava tão apaixonadamente que acabou quebrando a palavra.
Aqueles que permanecem fiéis, apesar de tudo, aprendem que o amor não é apenas uma emoção, mas um firmado compromisso, que edifica o caráter, enquanto é guardado. E que a fidelidade - em face às provações que a testam - fortalece o próprio amor. Assim acontece com o nosso amor por Deus. Haverá provações que nos levarão a duvidar do Seu amor, e também outras atrações competindo com as afeições de pertencer somente a Dele. Quando surgem as dúvidas e quando o temor nos pressiona, ou então quando a luxúria nos invade, tentando destronar Cristo do nosso coração, devemos apenas contemplar o calvário e ver que nada pode competir com o Seu amor por nós.
Ecoando de 60 anos atrás, chegam estas palavras que nos cortam o coração:
Senhor, o Teu amor nos buscou e encontrou
perambulando neste imenso deserto.
Atiraste os Teus braços em redor de nós
e por nós sofreste, sangraste e morreste.
Ó que sons de amargo pranto, sozinho no jardim!
Era o Senhor, em Sua vigília,
enquanto lhe dormiam os companheiros.
Ó bendito Senhor, o que fizeste
dando um resgate assim tão vultoso?
Tu que é o eterno Filho de Deus,
o Senhor do céu e da terra?
Teu Pai, em Seu gracioso amor
permitiu que O deixasses.
Então, renunciaste ao Teu lugar, lá no Alto,
pagando um preço tão elevado pela Tua noiva!
Sem ver-Te, nós te amamos, amamos o Teu Nome
e quando os nossos olhos Te contemplarem
com jubilosa admiração, então exclamaremos:
Não se contou a metade!
Tu excedes a fama que nos chegou aos ouvidos!
Quão feliz é aquele que conhece o Teu Nome
e confia na Tua Palavra fiel.
Como poderia Deus perdoar justamente os pecadores? Esse é o problema que Deus encarou e o Seu amor o resolveu. Mais um eco vem de um hino antigo, a fim de nos mover o coração:
Maravilhoso amor, que me regatou!
Tão mergulhado no pecado,
tão culpado e vil como eu pude ser
sem esperança alguma dentro de mim!
Quando cada raio de luz em mim brilhou,
Ó dia glorioso!
De resgatar minha alma dos mortos
esse amor achou um meio!
Amor que encontrou um meio
de redimir minha alma.
Amor que encontrou um meio
para me tornar completo!
Amor que enviou o meu Senhor
à vergonhosa cruz!
Amor que achou um meio!
Ó, louvemos esse amor!
Não devemos esquecer o quanto esse amor custou, não somente ao Filho, mas também ao Pai: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
O Pai enviou o Filho do Seu amor para ser escarnecido, falsamente acusado, abusado, açoitado e crucificado pelas suas criaturas. Além do Seu amor infinito por nós, Ele lançou sobre o Filho todos os pecados do mundo, e o fez pecado por nós, sofrendo os pecados individuais de toda a humanidade que já existiu. Ele nos amou tanto assim? Sim! Pensemos e meditemos nisto!
Não podemos sequer imaginar a angústia, tanto do Pai como do Filho, expressa neste grito: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Salmos 22:1;Mateus 27:46; Marcos 15:34). E foi tudo! De modo que nós, que nada merecíamos, a não ser condenação eterna, pudéssemos ser perdoados! Que o Pai e o Filho pudessem amar tanto assim os pecadores está além de nossa compreensão - mas deveria despertar uma resposta de amor e gratidão em nossos corações, a qual pudesse mudar para sempre nossas vidas. E que isso possa servir para a Sua glória e para a salvação das almas!
TBC, 30/12/2005 - “Wonderful Love”
Dave Hunt/ Mary Schultze
Capítulo 7 - Tinha de ser
Não apenas os cépticos e ateus, mas também muitos dos que se autodenominam cristãos, costumam reclamar: “Por que Deus não fez um mundo perfeito, sem pecado, sofrimento e morte. Se Ele é todo-poderoso, certamente poderia tê-lo feito, se quisesse”. Esse protesto comum repousa sobre um mal-entendido muito simples: o fracasso em reconhecer que Deus outorgou a toda a humanidade o dom da escolha. É auto-evidente que sem essa habilidade universal não poderíamos amar a Deus, nem nos amarmos uns aos outros, nem receber amor, o qual comparado com a fé e a esperança, é o maior (1 Coríntios 13:13).
Também não se trata do poder de Deus. O amor é uma escolha que deve partir do coração; desse modo, nem mesmo Deus, com o Seu poder infinito, pode forçar pessoa alguma a amá-Lo, pois nesse caso já não seria amor. Escolher amar a si mesmo e amar o mundo, em vez de amar o Deus de infinito amor, o Qual nos criou, certamente é a causa de todo o mal.
Mesmo assim, muitos cristãos não sabem responder a esse ataque contra o Criador. Muitos se escondem por trás da soberania divina e pensam estar agradando-O, quando Lhe atribuem atitudes e ações sem amor, contrariando totalmente a consciência que Deus lhes deu e o Seu caráter, conforme revelado em Sua Palavra. Essa mal dirigida capitulação à irracionalidade, por seres inteligentes e moralmente responsáveis, é desonrosa a Deus e muito escarnecida pelos cépticos sinceros. “Soberania” não é razão nem desculpa para se deixar de amar e muito menos para se gerar sofrimento e morte, que não precisariam existir. Quantos maus tiranos têm usado a mesma desculpa!
Deus poderia ter feito um mundo habitado por seres com o poder de escolher entre o bem e o mal, entre o amor e o ódio, no qual pessoa alguma jamais pudesse fazer a má escolha, ninguém fosse odioso ou vingativo, infalivelmente gentil e amoroso? Obviamente não, caso eles fossem verdadeiramente livres para optar por si mesmos, em vez de optar por Ele e pelos outros. Poderia Ele ter criado um universo, no qual os seres, que são menores do que Ele próprio, jamais pudessem escolher menos que a semelhança de Deus e no qual os seres, podendo fazer o que bem desejassem, jamais se rebelassem contra Ele? Não! Isso seria impossível. Seres que fossem menores do que Deus (como o são todos os seres criados) jamais poderiam atingir a Sua perfeição, mas pecar, pois os que foram feitos à imagem de Deus (Gênesis 1:27) foram “destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:23). Obviamente, se Deus pudesse ter feito criaturas morais com a capacidade de amá-LO, sem, contudo, jamais pecar, o que Ele não fez, Ele poderia ser censurado por criar um mundo vulnerável ao mal, à dor, à tristeza e à morte. Contudo, um mundo assim não poderia existir de uma criação original. Deus não merece censura pelo mal que o homem tem praticado na terra. Mesmo assim, quantas vezes uma esposa, marido, mãe, avô ou filho se revoltam, culpando Deus pela morte de um ente querido? Que censurem Eva e Satanás, que a enganou, e Adão, por tê-los seguido, mesmo sem ter sido enganado (1 Timóteo 2:14), mas não culpem Deus.
Era inevitável que Adão e Eva quisessem pecar, devido a uma errônea escolha egoísta, a qual não poderia ser atribuída ao Criador, se eles fossem capazes de amar e ser amados. Tinha de ser assim.
Deus não os levou a pecar, porém sabia que eles o fariam. Por isso, até mesmo antes do universo ser criado, o Filho de Deus, co-igual e co-eterno com o Pai, já estava preparado para vir à terra como homem, através do nascimento virginal, para morrer no lugar do homem, a fim de pagar a total penalidade dos pecados de cada pessoa que viria a existir.
Está além de nossa compreensão, mas é absolutamente verdadeiro que, por toda a eternidade, Cristo esteve aguardando a cruz que um dia iria suportar: “...o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus” (Hebreus 12:2-b).
É significativo que o livro que decide a sorte dos condenados seja chamado Livro da Vida “E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13:8).
No inacreditável e inevitável horror do assassinato do Filho de Deus pelo homem, o verdadeiro coração humano (Jeremias 17:9: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?”), foi desnudado, enquanto a justiça e o amor eterno de Deus foram demonstrados, além de qualquer dúvida, para serem ponderados por toda a eternidade. No crime de todas as eras, o homem desprezou, rejeitou, humilhou, açoitou e pregou o seu Criador numa cruz.
Assim, a própria rebelião escondida no coração humano - a paixão natural de desarraigar Deus do Seu trono - se pudesse fazê-lo - foi revelada e a amorosa resposta divina silenciou toda a queixa legítima.
Quando a humanidade, inacreditavelmente, estava atirando todo o seu ódio contra o Criador, Deus respondeu com amor e perdão, submetendo-se, não apenas ao injusto tratamento que o homem lhe impôs, mas ainda ao castigo da infinita justiça contra os pecados do mundo, intercedendo até mesmo por aqueles que dEle escarneciam e O crucificaram: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34). “Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3:26). Não podemos duvidar da soberania de Deus nem minimizar o Seu amor. Porque sabemos que assim tinha de ser.
É evidente que sem o poder de escolha outorgado por Deus, ninguém poderia ser moralmente responsável por coisa alguma e os exatos termos “certo” e “errado” nada significariam. Também não se poderia experimentar o amor de Deus, nem amá-Lo, nem amar os outros seres humanos. Desse modo, nenhuma criatura poderia conhecer o próprio Deus porque “Deus é amor” (1 João 4:8). Os crentes que têm correspondido ao amor de Deus através do Evangelho são comparados a uma “noiva” que se casará e se tornará a esposa de Cristo. (Efésios 5:22-32; Apocalipse 19:7-9). Porque, de todo coração, Lhe dera o “sim”, por toda a eternidade!
Os cristãos que tentam fugir de uma discussão inteligente sobre o item mais vital esqueceram, se é que jamais o souberam, que Deus dá as boas vindas às indagações sinceras e nos tem dado as respostas na Sua Palavra Santa. Ele convida a humanidade inteira: “Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã” (Isaías 1:18). Ele também ordena que todos os que O conhecem devem estar : “sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:15).
Todo pai sabe que cada filho é um indivíduo singular, com a sua própria mente, o qual não deve ser forçado a comportar-se de determinada maneira e que, mais cedo ou mais tarde, ele fará livres escolhas por suas próprias razões egoístas. Ninguém pode viver a vida do outro. Para escolher entre o bem e o mal, uma inescapável responsabilidade, cada pessoa é moralmente responsável por ter Eva imposto isso sobre todos os seus descendentes, quando desobedeceu a Deus, comendo da árvore do bem e do mal. Nem ainda podem seres imperfeitos optar sempre pela escolha moralmente correta. O mais trágico de tudo é o fato de que, mesmo tendo sido uma criança bem educada, sabendo o que é certo e o que errado, ela ainda pode se auto-destruir, sem que se possa fazer coisa alguma para impedir que isso aconteça.
Qual é o pai e a mãe, cujo filho morre de uma overdose de drogas, ou numa batida causada por excesso de velocidade sob influência do álcool, ou seja confinada a uma prisão perpétua (ou até mesmo de um dia) deseja que isso aconteça? Deus diz: “não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva” (Ezequiel 33:11). Ele “quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). Contudo, Ele não pode nos forçar a isso, mais do que um pai e uma mãe podem forçar o seu filho a, voluntariamente, fazer a escolha certa.
O Deus que criou este mundo e a humanidade para nele habitar não deseja a condenação de pessoa alguma mais do que os pais desejam o sofrimento e, por fim, a morte que tantos filhos trazem sobre si mesmos. Escutem o lamento de Deus, quando Ele derrama o coração sobre o Israel desobediente, o Seu povo escolhido, como um pai choraria pelos seus filhos: “Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, tu, ó terra; porque o SENHOR tem falado: Criei filhos, e engrandeci-os; mas eles se rebelaram contra mim. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. Ai, nação pecadora, povo carregado de iniqüidade, descendência de malfeitores, filhos corruptores; deixaram ao SENHOR, blasfemaram o Santo de Israel, voltaram para trás (Isaías 1:2-4).
Toda pessoa racional deve saber que Deus não pode ser honestamente culpado pela rompante maldade deste mundo. Ela existe em razão das escolhas que as suas próprias vítimas têm feito, escolhas sobre as quais muitas vezes os pais têm advertido os seus filhos, à medida em os vão educando, pedindo que estes as evitassem.
Mesmo assim, Lutero escreveu um livro inteiro - A Escravidão do Desejo - negando que alguém tenha o poder da escolha. João Calvino, em seu zelo pela soberania divina, também negou essa habilidade humana essencial. Até mesmo muitos líderes cristãos mais populares negam o livre arbítrio à humanidade - inclusive a capacidade de fazer a escolha mais importante de todas - crer no Evangelho, o único que salva a alma. Desse modo, em sua visão, afinal Deus é culpado de tudo, embora eles tentem negar a óbvia conclusão à qual essa teoria antibíblica conduz.
É patentemente simples que negar ao homem a própria escolha o exonera de responsabilidade moral e torna Deus o causador do mal. Não importa quanto tentamos, jamais podemos escapar ao fato de que cada um de nós faz uma legítima escolha, de livre vontade, quando decida fazer ou não fazer isso ou aquilo. Isso inclui submeter-se à vontade de Deus ou escolher o seu próprio caminho e ainda receber ou não a Cristo como Salvador. Todos sabem que isso é verdade. Escolhemos pelo nosso livre arbítrio entre opções muitas vezes conflitantes - cada dia - e Deus não pode ser censurado por essas escolhas, nem pelas suas conseqüências.
Quando fez o homem, Deu sabia que teria um mundo de rebeldes em Suas mãos, bilhões de egocêntricos, cada um desejando tomar o seu próprio rumo, bilhões de pessoas que necessitariam ser redimidas, cada uma tendo de escolher entre si mesma e Deus. Quando Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6), Ele estava explicando a total situação da vida passada à interminável eternidade futura. Somente Ele poderia ver o caminho de volta para Deus. E assim tinha de ser.
Deus sabia, desde o princípio, o que iria acontecer. Ele não estava se arriscando, ao criar seres humanos com o poder da escolha. Ele sabia que estes se rebelariam contra ele. E sabia que existe apenas uma maneira deles serem redimidos da penalidade que a si mesmos acarretariam. O Seu Filho unigênito (João 3:16) o Filho do Seu amor, deveria vir à terra como homem para morrer em lugar deles, pagando a penalidade que a Sua justiça iria exigir pelo pecado. E por toda a eternidade Ele já sabia disso. Tinha de ser.
Não podemos imaginar o que realmente significa ter o Filho sempre sabido que iria nascer neste mundo como um bebê, que teria uma vida perfeita, vivendo sem pecado, e somente Ele poderia ser odiado sem causa, ser rejeitado e desprezado pelo Seu próprio povo, os judeus, para os quais viria como um deles, com a voluntária cooperação do Império Romano, e O crucificaram. Claro que a verdade de nossa redenção está além da nossa capacidade de entender. Fomos ensinados que “Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si” (Isaías 53:11), declaração que nos parece obscura.
Qual o conhecimento que poderia haver sobre pagar a penalidade de nossos pecados? Obviamente o Seu pleno conhecimento de cada detalhe (inclusive a motivação), de cada pecado vergonhoso, violento e repulsivo que seria cometido - sem o total conhecimento da penalidade de Sua própria justiça exigida - “o servo, o justo de Deus” não poderia pagar todo o débito da humanidade devido pela sua maldade e, portanto, justificar todos os que Nele cressem. De fato, Ele seria punido como se fosse o próprio pecado: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21). Quanta misericórdia e graça!
O grito triunfante de Cristo na cruz: “Está consumado!” tem um significado maior quando entendemos que ele o havia antecipado desde toda a eternidade (Hebreus 10:12,14,18). Finalmente, dependeria Dele toda a penalidade a ser paga por toda a humanidade!
Quão clara e blasfemamente o “Sacrifício da Missa” católica romana nega esse triunfante grito de Cristo: “Está consumado”, com os seus sacerdotes afirmando transformar o pão e o vinho em Seu corpo e sangue, imolando-O milhões de vezes sobre os altares católicos, para que seja ingerido até os estômagos dos fiéis que acreditam nessa mentira, achando que estão realmente recebendo o Cristo. A verdade é que Ele agora está no céu, com o Seu corpo ressurreto e glorificado, exaltado à destra do Pai!
Os pecados dos redimidos já foram esquecidos para jamais serem relembrados (Hebreus 8:12; 10:17). Sim, os livros nos quais cada pecado está registrado serão abertos no julgamento do Grande Trono Branco, mas somente para os que rejeitaram Cristo e o perdão que Ele obteve por eles na cruz. No julgamento final, todos os que se recusaram a aceitar o pagamento de Cristo pelos seus pecados serão atirados no Lago de Fogo, para ali serem atormentados, eternamente, por uma conscientização de que já não podem se esconder por trás das desculpas com as quais iludiram a si mesmos, enquanto estavam na terra. O sofrimento não só incluirá a total conscientização do horror que os seus pecados têm causado a si mesmos e aos outros, mas também a esmagadora carga do audacioso mal que acalentaram em sua rebelião contra o Deus que os criou. Infelizmente não será menor o tormento da constatação de que poderiam ter sido eternamente perdoados e estar no céu, se não tivessem rejeitado Cristo e o pagamento que Ele fez pelos seus pecados.
TBC, julho 2005 – “It Had To Be”
Dave Hunt/Mary Schultze
Apesar dos milhares de anos de indagações sobre o universo e da super tecnologia da ciência auxiliada pelo computador, nós ainda quase nada sabemos em comparação com o muito que ainda existe para ser conhecido. Não sabemos o que é a energia, nem o que são a gravidade, ou a luz, ou o espaço. Referindo-se ao universo físico o astrônomo britânico Sir James Jeans declarou que “ainda não estamos em contato com a realidade final”.
Muito menos sabemos o que é a vida. As coisas vivas são feitas por máquinas químicas. Contudo, o segredo da vida não repousa na combinação correta das coisas químicas, das quais são feitas as coisas vivas. A ciência procura descobrir como a vida se comunica com a matéria inanimada, esperando reverter o processo da morte e, portanto, criar a vida eterna. Entretanto, esse segredo jamais será alcançado pelo exame das criaturas viventes, pois a vida que elas têm, não lhes pertence.
Sabemos agora que Darwin jamais imaginou que a vida fosse embasada em informações codificadas no DNA (Ver TBC de agosto, 2002). Indiscutivelmente, nenhuma informação se origina conforme é comunicada (página impressa, áudio vídeotape, DNA).
A informação só pode se originar a partir da inteligência. Claramente, a informação que provê as instruções para construir e operar as incrivelmente pequenas e complexas máquinas, as quais constroem as células vivas, poderia originar-se apenas de uma inteligência além da capacidade de nossa compreensão.
JESUS afirmou ser Ele a fonte da vida (João 11:25) e Ele o provou, quando venceu a morte, ressurgindo dos mortos (João 10:17-18). Contudo, existe algo mais vital do que a vida física. Inquestionavelmente, existe um lado não físico no homem. As palavras e as idéias não conceituais que elas expressam (inclusive as impressas no DNA) não fazem parte do universo dimensional e físico. A idéia de “justiça”, por exemplo, nada tem a ver com o que não pode ser descrito em termos de qualquer um dos cinco sentidos. Ela faz parte de outro reino.
Os pensamentos não são físicos. Eles não se originam da matéria e nem ocupam espaço. O nosso cérebro não pensa, pois se tal acontecesse seríamos prisioneiros dessas poucas libras de matéria existente dentro de nossos crânios, aguardando as próximas ordens que ela pudesse nos dar. O homem não possui apenas a vida física, mas também uma vida inteligente. Qual poderia, então, ser a sua fonte? Sobre Jesus João disse: “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (João 1:4). Cristo declarou: “... Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”.
Essa referência não é à luz física, mas à luz espiritual da verdade - outro conceito abstrato, sem relação com o universo físico.
A verdade nos conduz para além da vida animal. Ela nada significa para os animais. A “inteligência” destes nada sabe a respeito de amor, moral, compaixão, misericórdia ou compreensão, sendo confinada ao instinto e condicionada às respostas dadas aos estímulos. B. F. Skinner tentou encaixar o homem no mesmo molde, mas a nossa habilidade para formar idéias conceituais e expressá-las em palavras não pode ser explicada em termos de reações a estímulos/respostas. Existe um impassível abismo entre o homem e os animais
A inteligência não é física, pois ela concebe e usa construções não físicas, as quais claramente não se originam no cérebro material ou no corpo. Isso nos conduz para além do universo físico, para o reino do espírito. Não sabemos o que seja a alma ou o espírito, nem o que significa a expressão “Deus é Espírito” (João 4:24), o Qual criou o homem à Sua imagem (Gênesis 1:27).
Deus já nos tem dado prova suficiente sobre o que imaginamos que nos conduz completamente à verdade sobre tudo o que a Sua Palavra declara com referência às coisas que não podemos entender completamente (Deuteronômio 29:29). É aí que entra a fé. Existem muitas coisas que, embora não possamos compreender, sabemos que elas são a verdade. É o caso, por exemplo, de ser Deus o princípio e o fim. Isso revira nossas mentes, porém sabemos que deve ser assim.
Conquanto buscando descobrir os segredos do universo, a ciência negligencia o seu Criador. O universo só pode conduzir o homem para um final de morte, visto como o conhecimento final está oculto em Deus, o Qual trouxe à existência o universo.
Mesmo não sendo adoradores de ídolos, no exato sentido do termo, os cientistas, professores universitários, executivos comerciais e líderes políticos, sem importar quão brilhantes sejam, os quais não conhecem Cristo, conforme a descrição feita em Romanos 1, todos se encaixam entre aqueles que rejeitam o testemunho do universo e adoram a criatura em lugar do Criador. Também é possível que até mesmo os cristãos sejam apanhados nessa ambição materialista, desprezando aquilo que Deus nos oferece em Si mesmo.
O maior desejo de Paulo a todos os crentes, segundo Colossenses 2:2-3, era “... que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus e Pai, e de Cristo, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência”.
O nosso conhecimento, tanto do físico como do espiritual, é no mínimo limitado. Contudo, algum dia saberemos tudo, quando estivermos com Cristo, em nossos corpos glorificados, conforme a 1 Coríntios 13:12: “Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido”.
Quando estivermos em Sua presença, conheceremos Cristo como realmente Ele é, com todas as nossas limitações vencidas, até mesmo a nossa fraqueza em subjugar o pecado. Quando pudermos contemplá-Lo “ ... seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”. Conhecer Cristo é tudo!
O conhecimento secular tentando ser conseguido em nossas universidades focaliza uma direção errônea. Os tesouros da sabedoria e do conhecimento em Cristo escondidos jamais podem ser descobertos através da inquirição científica, porém revelados somente através do Espírito Santo, através de Sua Palavra, àqueles que crêem nEle.
O conceito de um único Deus verdadeiro, o qual existe em três Pessoas (o Pai, o Filho e o Espírito Santo) tem sido rejeitado até mesmo por alguns que afirmam ser cristãos. Contudo, isso é ensinado através de toda a Escritura, no Velho Testamento, bem como no Novo Testamento. Considerem Isaías 48:16, que diz: “Chegai-vos a mim, ouvi isto: Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que aquilo se fez eu estava ali, e agora o Senhor DEUS me enviou a mim, e o seu Espírito”.
Certamente quem falou assim foi o próprio Deus. Ele ainda diz: “O Senhor Deus me enviou”. Não podemos entender o mistério da Trindade. Contudo, não existe motivo algum para que duvidemos de uma coisa que sabemos ser real, embora não a possamos compreender.
Se Deus fosse um Ser singular (conforme os muçulmanos crêem ser Alá e muitos judeus ser Iavé), Ele teria de fazer criaturas, a fim de experimentar o amor, o companheirismo e a comunhão. O Deus bíblico é, Ele próprio, manifestado pluralmente na Divindade; “O Pai ama o Filho” (João 5:20). Deus deve ser Um, mas mesmo assim Ele deve compreender tanto a singularidade como a pluralidade. Somente Deus poderia pagar a infinita penalidade exigida pela Sua justiça. Contudo, isso não seria justo, visto como “Deus não é homem...” (Números 23:19). A encarnação seria, por conseguinte, essencial embora impossível, caso Deus fosse singular. “O Pai enviou o seu Filho para Salvador do mundo” (1 João 4:14). Foi Jesus quem morreu na cruz, não o Pai nem o Espírito Santo. Também não poderia um mero homem, um ser finito, pagar a infinita penalidade do pecado. Através de todo o Velho Testamento, Iavé declara ser Ele o único Salvador, conforme Isaías 43:3,11; 45:15,21; 49:26; Oséias 13:4, etc.
Nesse caso, Jesus teria de ser Iavé, mas também ser homem. Quando o Deus Filho se tornou homem, Ele não deixou, nem poderia deixar de ser Deus. Jesus foi Deus e homem, ao mesmo tempo.
Como pôde Deus tornar-se homem? Mais uma vez, somente através da Trindade. O Pai não se fez homem. Nem também o Espírito Santo. Embora não compreendendo isso, sabemos que deve ser assim. A penalidade de nossos pecados é infinita porque Deus e sua justiça são infinitos. Conseqüentemente, aqueles que rejeitam o pagamento de Cristo em seu favor serão para sempre separados de Deus.
Como pôde o mal surgir no “bom” universo de Deus (Gênesis 1:31) é um mistério - o mistério da iniqüidade (2 Tessalonicenses 2:7). Este vai atingir toda a sua plenitude com o Anticristo, através do qual Satanás vai governar o mundo. Com o Anticristo, Satanás vai se manifestar em carne, conforme Deus o fez, através de Cristo.
Satanás vai ser brilhante além de nossa compreensão, sendo, aparentemente, inferior a Deus apenas em poder e entendimento. É um mistério que Satanás tendo gozado intimamente da santa e gloriosa presença e poder de Deus sobre o Seu trono, tenha um dia ousado - e muito menos desejado - rebelar-se. Como poderia ter ele imaginado que poderia algum dia derrotar Deus? Certamente este é um grande mistério!
Satanás não foi criado numa família desajustada, nem num gueto, nem foi “abusado quando criança”. Nenhuma dessas desculpas poderia ser-lhe aplicada e nem a Adão e Eva. Aceitar qualquer explicação para o mal que não se encaixe neles é ser enganado. Certamente o diagnóstico popular atual da “baixa auto-estima” e da “pobre auto-imagem” não foi o problema de Satanás. A Escritura diz que ele se encheu de orgulho: “Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti” (Ezequiel 28:17).
Ele é aparentemente um auto-enganado egomaníaco, cego pelo orgulho quanto ao seu próprio poder e habilidades.
Aqui está o mistério da iniqüidade: na própria presença de Deus o mal absoluto foi concebido. Por uma escolha fatal, o ser angelical mais belo, poderoso e inteligente se tornou, de uma vez por todas, a totalidade do mal, o arquiinimigo de Deus e do homem, o “grande dragão... a antiga serpente chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo” (Apocalipse 12:9 e 20:2).
Paulo aconselhava que um homem não se tornasse bispo, até que fosse maduro, “a fim de não cair na condenação... e no laço do diabo” (1 Timóteo 3:6-7). Isso nos mostra que o orgulho foi a causa da queda de Satanás, pecado que também tem atacado o homem. ”A soberba precede a ruína, e altivez do espírito precede a queda” (Provérbios 16:18).
É também um mistério que Eva tivesse dado crédito à mentira da serpente, contradizendo o que o seu amoroso Criador lhe havia falado. Adão não foi enganado (1 Timóteo 2:14). Sem dúvida, cheio de amor por Eva e sem desejar separar-se da mulher, ele a acompanhou na desobediência, embora sabendo das conseqüências. Mesmo assim, continua sendo um mistério que alguém possa rebelar-se contra Deus, que alguém possa escolher os prazeres do momento em troca da eterna separação de Deus.
O âmago desse mistério é a autonomia dos inteligentes seres criados, os quais possuem o chamado livre arbítrio. Pelo menos alguns anjos (Satanás e os que o seguiram na rebelião) e todos os homens têm o poder da escolha. Ao decidirem sobre as crenças ou ações, embora a evidência possa ser pesada, por fim a razão é posta à margem, a fim de se curvarem diante do trono de si mesmos. Somos os nossos piores inimigos.
O egoísmo teve o seu terrível princípio quando Eva fez a escolha da desobediência em nome de todos os seus descendentes. Cristo disse que não existe esperança, enquanto o homem não se negar a si mesmo (Mateus 16:24). A única maneira de fazermos isso é abraçando a cruz de Cristo como sendo nossa cruz, de modo que possamos dizer como Paulo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2:20).
A solução para o mal através da encarnação é também um mistério: “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória” (1Timóteo 3:16).
Deus se manifestou em carne - Que mistério! Deus pôde tornar-se um feto no útero de Maria? Quando João Batista era um feto de apenas seis meses, no ventre de Isabel, ele pulou de alegria ao reconhecer que Maria estava grávida do Messias. Admirável!
Visto dos anjos - Estes seres angelicais deviam estar contemplando isso com espanto. Aquele que eles haviam conhecido como o Deus Filho, durante pelo menos seis mil anos, desde o início dos tempos (não sabemos quanto tempo antes os anjos forram criados), estava crescendo no ventre de Maria, a fim de mais tarde nascer como um bebê, carecendo do leite materno para se transformar em verdadeiro homem, embora, ao mesmo tempo, continuasse a ser o verdadeiro Deus. Mistério dos mistérios!
Crido no mundo – O apóstolo João fala com espanto desse homem: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida. Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada” (1 João 1:1-2). Em seu Evangelho, João nos diz: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14). Crido no mundo, sim, pois, como Paulo, João cria que Ele era o Messias de Israel, verdadeiramente manifestado em carne. Para ser um cristão alguém precisa crer que Jesus Cristo é Deus, vindo a este mundo em forma humana, a fim de nos redimir. Quanto amor, vir de tão alto e descer tão baixo! E ainda ser rejeitado, odiado, incompreendido, zombado, maltratado, açoitado, espancado e crucificado por aqueles que Ele veio redimir!
Recebido acima na glória - O Seu sacrifício foi aceito pelo Pai e Ele “está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Romanos 8:34). Contudo, antes mesmo daquela reunião em Sua presença na Casa do Pai, “... todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2 Coríntios 3:18).
Certamente, se a encarnação é o grande mistério da piedade, então precisamos viver vidas piedosas, com Cristo habitando dentro de nós e vivendo Sua vida através de nós, pois “...Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória; a quem anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo o homem perfeito em Jesus Cristo” (Colossenses 1:27-28).
Esta é a esperança do Seu chamado, pois “... o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá” (1 Pedro 5:10). Seremos semelhantes a Ele. A glória que os seus discípulos contemplaram nEle, ser-nos-á manifestada um dia!
Somos transformados através da Sua Palavra, a Palavra da Verdade, da qual nos alimentamos para o crescimento espiritual. As instruções escritas, através das quais Deus nos falou no DNA e que são essenciais para a vida física atual, são um poderoso quadro das palavras que são espírito e vida (João 6:63). Como diz a viva Palavra de Deus. “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre... Mas a palavra do SENHOR permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada” (1 Pedro 1:23,25), é ela que nos cria e alimenta.
TBC, maio 2003 – “Great is The Mistery”
Dave Hunt/Mary Schultze
Capítulo 9 - Vitória em Cristo
Por causa do seu encontro transformador e da contínua comunhão com o Cristo ressurreto, Saulo de Tarso “alvoroçou o mundo” (Atos 17:6) e organizou muitas das igrejas primitivas (2 Coríntios 11:28). Suas epístolas perfazem quase 1/3 do Novo Testamento. Que extraordinária transformação para o “principal dos pecadores” (1 Timóteo 1:15) transformar-se no “apóstolo por excelência” (2 Coríntios 11-12). O que teria mudado Saulo de “respirar ameaças e morte contra os discípulos do Senhor” (Atos 9:1) para se tornar um deles, sabendo que também ele seria odiado, perseguido, aprisionado, açoitado e eventualmente martirizado? Qual foi o “programa de reabilitação” que ajudou Paulo a ter uma vida de admirável libertação e consistente triunfo, de modo a poder dizer: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo” (1 Coríntios 1:11)?
Haveria um programa “Assassinos Anônimos” ou “Perseguidores Anônimos” para ajudar Paulo ao longo de um caminho de “reabilitação” do seu maligno passado? Será que ele fazia parte de um “pequeno grupo” de “ex-odiadores” de Cristo, os quais encontraram conforto e apoio na confissão semanal um ao outro de que estavam pelejando com impulsos contra a igreja de Cristo? Como poderia Paulo declarar ainda em triunfo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2:20)?
Se estas perguntas parecem absurdas, o que dizer dos atuais “programas de reabilitação”?
De fato, nem Paulo nem seus companheiros apóstolos, nem pessoa alguma nas igrejas primitivas e nem um só dos milhões que receberam Cristo e se tornaram fervorosos pela “verdade em Jesus” (Efésios 4:21) se engajaram, de modo algum, em qualquer “programa de reabilitação”, porém foram fiéis até a morte (Hebreus 11). A igreja primitiva era constituída de ex-fornicadores... idólatras... efeminados... bêbados e abusadores de si mesmos e da humanidade, ou seja, homossexuais... lésbicas... ladrões... avarentos... beberrões... e ao enumerar esses pecados, Paulo relembra aos coríntios: “E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus” (1 Coríntios 6:11). Não se encontra uma só palavra sobre quaisquer programas especiais para os reabilitar do seu sórdido passado.
É surpreendente que essas pessoas tão más, mesmo sem quaisquer “programas de reabilitação”, tenham sido completamente libertadas dos seus maus hábitos profundamente arraigados, a fim de viverem uma vida vitoriosa em Cristo?
Claro que não! Essa transformação foi o que nosso Senhor prometeu a todos os que nEle cressem e a Ele obedecessem! Essa é a vida cristã normal que os missionários, durante séculos, têm presenciado na vida dos nativos convertidos, nas áreas mais remotas e pagãs do mundo.
Até mesmo nas selvas de pedra do mundo atual, multidões estão sendo instantaneamente libertadas das “dependências” de toda espécie e vivendo uma vida vitoriosa e alegre para o seu Senhor. Tudo começa com a confissão de sua própria culpa diante de Deus, crendo que Jesus Cristo pagou toda a penalidade do pecado exigida pela justiça divina. Então, logo acontece o novo nascimento com a pessoa se tornando um ramo da “videira verdadeira” (João 15), a vida exata de quem O conhece e a Ele obedece. Os bebês recém-nascidos “desejam afetuosamente o leite racional” da Palavra e dela se alimentam, começando a crescer. Vem, então, a responsabilidade de viver pela fé no que Deus está realizando em seu coração:
“E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, e à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, e à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados. Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis” (2 Pedro 1:5-10).
Mas o Cristianismo ultimamente tem caído nas mãos de líderes que perderam a confiança na suficiência de Cristo, de Sua Palavra e do Espírito Santo, para viverem a vida de Cristo através dEle e dos Seus seguidores. Eles também destruíram a confiança dos que os seguem. Essa falta de fé produziu a “Psicologia Cristã” (tomada de empréstimo aos ímpios humanistas, os quais vivem mergulhados no pecado), com as suas múltiplas terapias, sobre as quais a igreja primitiva jamais ouvira falar, tendo triunfado gloriosamente sem o auxílio da qualquer uma delas. Dessa ímpia fonte procederam os muitos “programas de reabilitação”, tendo se tornado mais populares entre os cristãos do que a simples fé em Cristo e na Sua Palavra.
A vitoriosa nova vida que Cristo prometeu, e Ele próprio vive dentro de todos os que O conhecem e Nele confiam, está à disposição de cada cristão e não exige qualquer programa especial, mas apenas uma simples fé e obediência. O problema com todas as “terapias” é que elas inerentemente negam a suficiência de Cristo e de Sua Palavra para salvar, santificar e guardar o pior dos pecadores. Desse modo, é hipocrisia um programa afirmar que é bíblico, ao mesmo tempo em que a sua exata existência nega o que a Bíblia ensina e o que a igreja primitiva ensinava e comprovou ser suficiente.
Paulo se refere à maneira como viviam os gentios não salvos:
“E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza” (Efésios 4:17-19). Dirigindo-se aos crentes ele diz nos versos 20-21: “Mas vós não aprendestes assim a Cristo, se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus”. A verdade que nos foi ensinada deve ser vivida em nossas vidas. Isto se torna possível mediante a habitação do Espírito Santo em nós. Contudo, Paulo prossegue numa linguagem que mostra claramente a nossa responsabilidade:
“Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito da vossa mente; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade. Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros. Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo. Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção. Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo... Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no SENHOR; andai como filhos da luz” (Efésios 4:22-5:8).
Não se encontra acima uma só palavra sobre “programas de reabilitação” para ajudar. Métodos e técnicas, que supostamente pudessem suprimir os desejos carnais, não são encontrados na Escritura. Esses métodos que vicejam como praga, até mesmo entre os cristãos que procuram viver para Cristo, não tinham sido inventados nos dias de Paulo. Então, por que são eles necessários nos dias de hoje? Não o são! Isaías 8:20 é muito áspero: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles”. Mas hoje a Escritura está sendo negada.
Certamente, ninguém na igreja primitiva (nem nos séculos seguintes) havia sequer imaginado que houvesse possivelmente a necessidade de coisa alguma entre os cristãos, a não ser o sangue purificador e o poder do próprio Cristo - para triunfar sobre o pecado, Satanás e o mundo. Um fervoroso amor a Cristo capacitou, durante quase 2.000 anos, milhões de cristãos a seguirem fielmente o seu Senhor, com alegria, até mesmo no martírio. O segredo de sua vitória tem sido e será declarado aos demônios amedrontados e aos anjos em regozijo, como um testemunho ao universo, por toda a eternidade:
“E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte” (Apocalipse 12:9-11).
Cristo declarou: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (João 14:23). O amor é o grande poder motivador do universo, o qual levou Cristo a suportar, a um infinito preço, o castigo merecido por aqueles que O odiavam e O crucificaram - porque Ele os amava. O verdadeiro amor sacrificaria qualquer coisa, inclusive o próprio eu, em favor do ser amado. Nenhuma “dependência”, luxúria ou desejo egoísta pode sobrepujar o amor. Os que afirmam ser cristãos e, contudo, necessitam de algum “ministério de libertação” para se manterem na linha com o que Cristo ordenou, não O conhecem ou não O amam como deveriam amá-Lo. Assim diz a Palavra de Deus.
Aos cristãos consumidos por uma apaixonada gratidão e amor a Cristo a vitória sempre tem vindo através da simples fé na promessa divina: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” (1 Coríntios 10:13).
Assim tem sido com os redimidos através dos séculos e deveria ser ainda hoje. Contudo, em todas as épocas tem havido sempre aqueles para quem apenas Cristo, através de Sua Palavra e do Espírito Santo, tem sido insuficiente - os quais disseram na falta de amor e na descrença: “Tenho tentado, porém não adianta; sou um caso especial; as coisas hoje em dia são diferentes; preciso de uma ajuda adicional”. Alguns deles se tornaram monges e tentaram dominar a carne, abusando da mesma, vivendo em cavernas e privando-se das bênçãos que Deus outorgou para todos gozarem livremente com ações de graças, até mesmo se flagelando, a fim de (conforme pensavam) se tornarem santos. Muitos importantes padres e monges católicos romanos e ortodoxos continuam fazendo isso ainda hoje. Não é da sua sinceridade que estamos duvidando, mas do seu verdadeiro conhecimento de Cristo e do seu amor por Ele, que são o único remédio.
Muitos dos assim chamados “pais do deserto” (Ver a TBC Extra, Out. 2005) adotaram técnicas ocultistas, mais tarde popularizadas como exercícios espirituais de Inácio de Loyola, fundador dos jesuítas. Eles ensinavam que se pudessem visualizar Cristo e os eventos bíblicos em sua imaginação a Bíblia tornar-se-ia real e eles amadureceriam espiritualmente. Essa ilusão ainda é promovida por muitos líderes cristãos hoje em dia, tais como: Richard Foster, Calvin Miller, Karen Mains e outros. Foster enganou a muitos com a falsa promessa de maturidade espiritual através de métodos ocultistas, tais como “Celebração da Disciplina” (Richard Foster, Harper & Row Publ. 1978, os. 24-27):
“Comecem com um período diário de cinco a dez minutos... aprendendo a ‘se concentrar’ ... [usando] dos breves exercícios... o primeiro [é] chamado ‘mãos para cima, mãos para baixo’... colocando suas mãos para baixo com uma simbólica indicação do seu desejo de abandonar nas mãos de Deus quaisquer preocupações que você possa ter. Intimamente você deve orar: ‘Senhor, eu te entrego a minha raiva contra o João. Liberta-me do medo de encontrar o meu dentista... Submeto a minha ansiedade de não ter dinheiro suficiente para pagar as contas... minha frustração de tentar conseguir uma babá para esta noite’. O que quer que esteja em sua mente... Diga apenas ‘mãos para baixo’. Solte as mesmas. Após alguns minutos de rendição, volte as mãos para cima como um símbolo do seu desejo de receber do Senhor...’Eu gostaria de receber o Teu amor divino pelo João, tua paz sobre o meu encontro com o dentista, tua paciência, tua alegria’ . Qualquer coisa de que você precise, diga: ‘mãos para cima’. Tendo se concentrado, gaste os momentos restantes em completo silêncio.
Outra meditação com o objetivo de se concentrar... sentado... confortavelmente, tornando-se vagarosamente cônscio de sua respiração (para) entrar em contato com ... nível da tensão interior. Inspire profundamente, movendo vagarosamente a cabeça para trás, até onde ela possa ir. Em seguida, expire, deixando a cabeça voltar à frente, até que o seu queixo chegue próximo ao peito. Faça isso por vários momentos, orando interiormente algo assim: ‘Senhor, expiro o meu temor... Inspiro a tua paz. Expiro minha apatia espiritual... Inspiro tua luz e vida’ . Em seguida, como antes, permaneça em silêncio.
Após ter conseguido alguma proficiência em se concentrar, faça mais uma meditação de 5 a 10 minutos sobre uma pessoa... árvore, planta, pássaro, folha, nuvem e pondere nisso diariamente em oração. Deus... usa a sua criação para nos mostrar algo de sua glória e dar-nos algo de sua vida. Como [diz] Evelyn Underhill... comece com essa... contemplação, a qual os antigos místicos às vezes chamavam a ‘descoberta de Deus em suas criaturas.’
Tendo praticado por algumas semanas os dois tipos de meditação supra citados, você vai querer acrescentar a meditação sobre a Escritura. Tome apenas um evento... Procure viver a experiência, lembrando o encorajamento de Inácio de Loyola para aplicar os nossos sentidos à tarefa. Sinta o cheiro do mar. Escute o bater da água sobre a praia. Veja a multidão. Sinta o sol sobre a sua cabeça e a fome em seu estômago... Francisco de Sales [diz]: “Represente em sua imaginação todo o mistério sobre o qual deseja meditar, como se ele realmente acontecesse em sua presença. À medida que entre na história... lembre-se que desde Jesus... não está sujeito ao tempo, esse evento no passado é uma experiência no tempo presente para Ele. Daí que você pode realmente encontrar Cristo vivo no evento... Realmente Cristo virá até você”’.
Isso, sem dúvida alguma, é ocultismo. Esse “Jesus” visualizado em geral toma posse da vida de quem lhe pertence e realmente “fala”. Contudo, esse não é o Senhor Jesus Cristo sentado à destra do Pai Celestial, mas um espírito sedutor, exatamente conforme Paulo nos advertiu que iria acontecer:
“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência” (1 Timóteo 4:1-2). Não há desculpa para se cair em tal engodo, tão contrário à Palavra de Deus.
Os cristãos primitivos viviam pela fé e esperança, conforme Colossenses 3:4: “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória”. Ele iria viver Sua vida através deles, na vitória sobre o mundo, a carne e o mal:
“Filhinhos, escrevo-vos, porque pelo seu nome vos são perdoados os pecados. Pais, escrevo-vos, porque conhecestes aquele que é desde o princípio. Jovens, escrevo-vos, porque vencestes o maligno. Eu vos escrevi, filhos, porque conhecestes o Pai. Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno. Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 João 2:12-17).
Ele prometeu: “Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis” (João 14:19). Então, por que a igreja adota técnicas provindas da sabedoria humana, a fim de se “libertar” das chamadas “dependências”?
Para Paulo toda tentação e desejo carnal eram postos de lado pela sua poderosa paixão: “Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte” ... Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte; para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos. Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 1:20; 3:11-14).
Não é isso que devemos colocar diante de nós para fortalecer nossas vidas no sentido de abandonar tudo por amor ao nosso Senhor?
Como diz o hino: “Depois de tudo que Ele fez por mim / posso fazer menos que Lhe dar o melhor de mim mesmo / e viver totalmente para Ele / Depois de tudo que Ele fez por mim?”
Essa é a resposta do verdadeiro amor, o qual prevalece sobre tudo.
TBC, novembro 2005 - “Victory in Christ”
Dave Hunt/Mary Schultze
Capítulo 10 - Batalhar diligentemente
Centenas de profecias cumpridas têm comprovado que Deus existe, que a Bíblia é a Sua Palavra inerrante, que os judeus são o Seu povo escolhido e que Jesus de Nazaré é o Messias prometido, o Qual morreu por nossos pecados, ressuscitou e virá outra vez. Contudo, a profecia tem sido negligenciada pela maioria dos pregadores e escritores cristãos. Não é de admirar que a apostasia dos “últimos dias”, sobre a qual nos admoesta a Palavra de Deus, esteja agora imperando com violência.
Os poucos que ainda ministram sobre a profecia, quando se referem aos “sinais dos tempos”, raramente mencionam a apostasia. Contudo, ao ser indagado pelos Seus discípulos em Mateus 24:4-5, Jesus falou: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane; porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos”. Cristo nos avisou por 3 vezes que o sinal mais evidente de sua volta seria a apostasia, com falsos profetas e falsos cristos valendo-se de “sinais e maravilhas”, a fim de enganar, se possível, até os escolhidos (Mateus 24:4,5,11,24). Essa mesma admoestação nos foi entregue por Paulo, na 2 Tessalonicenses 3:8 e por Judas em Judas 3-4: “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar [diligentemente] pela fé que uma vez foi dada aos santos. Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo”.
Falsos cristos? Tem havido muitos em nossos dias, desde Jim Jones a David Koresh. Inúmeros gurus na Índia afirmam ser “Cristo”. Os falsos cristos apresentados nas novelas, vídeos e filmes têm-se multiplicado desde a peça “Jesus Cristo Superstar” . O Jesus do “Código de DaVinci” é uma fraude. Também o “Jesus” da TV ABC. Judas confessou que Ele “explodiu”, quando castigou os cambiadores no templo. A mídia nos bombardeia com falsos cristos!
Que os líderes evangélicos tenham chamado o filme de Mel Gibson (A Paixão de Cristo) de “biblicamente correto” é lamentável! Esse nada tem de bíblico: um homem pecador pretendendo ser Aquele que declarou: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30) e de quem Paulo falou: “Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória” (1 Timóteo 3:16). Esse “Cristo” de Hollywood, pisando sobre uma enorme serpente rastejando no Getsêmani, com Satanás ali tentando-O; as duas Marias enxugando o “sangue de Cristo” com os panos de linho supridos pela esposa de Pilatos; Cristo sendo espancado sobre uma ponte a caminho do Calvário, preso a uma corrente e confrontando vigorosamente Judas pendurado abaixo; “Santa Verônica” dando a Cristo o seu “véu” para limpar-Lhe a face e a imagem de Cristo ficando estampada no mesmo como o primeiro ícone; o arregalar de olhos do ladrão pendurado na cruz ao lado; os intermináveis espancamentos feitos pelos soldados romanos, dando a falsa impressão de que os sofrimentos físicos de Cristo é que pagaram pelos nossos pecados, etc. Nada disso se encontra na Bíblia! Nem houve ali [no filme] o menor indício do verdadeiro pagamento pelos nossos pecados, conforme Isaías 53:5-a;6-b;10-a: ”Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades... o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos... ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar...” “A Paixão de Cristo’” apresentou um falso evangelho por demais mítico [Conforme as lendas e tradição da Igreja de Roma - MS].
A Bíblia está sendo “incrementada” por “scripts” de autores, diretores e artistas de cinema, que estão substituindo a verdadeira e incorruptível Palavra de Deus, pela qual “nascemos de novo” (João 3:3-5) por representações dramáticas. Todo o Novo Testamento já está disponível em vídeo e este será, brevemente, a única “Bíblia” que a juventude irá conhecer. E quem está batalhando diligentemente pela fé entregue aos santos?
Paulo Admoestou os anciãos de Éfeso a respeito da iminente apostasia: “Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho. E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós” (Atos 20:19-31).
Quem está admoestando, hoje em dia, a respeito da apostasia? Rick Warren jamais ousaria fazê-lo, temendo perder os seus seguidores. Uma apostasia profetizada não se encaixa nos planos nem na popularidade de Warren e nem se encaixa também no prolífero crescimento de outras mega-igrejas - ou será que o faz? Uma recente pesquisa Barna revelou que 71% dos americanos, 64% dos “nascidos de novo” e 40% dos evangélicos rejeitam a verdade absoluta.
Paulo declarou com firmeza: “Como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar, e ensinar publicamente e pelas casas... Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus” (Atos 20:20-a, 27). Porém a igreja atual, copiando o mundo das mímicas, acredita na mentira de que para ”ter sucesso” devemos ser “positivos”. Desse modo, a maior parte da Bíblia é relegada.
Será que Jesus foi um homem “positivo”, quando disse: “... Se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis. E aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis”. (Lucas 13:3-5). Ele admoestou constantemente a respeito do inferno. E de quem os líderes cristãos escutam isso hoje?
Assistindo a TBN ou lendo o MegaShift de James Rutz (Um MegaShift de poder espiritual... está em vias de ... colocar [o mundo] numa condição vastamente melhor... Uma forma totalmente nova de promessas para a cristandade trazer ao mundo um impacto maior do que a Reforma Protestante), levaria a crer que o legítimo sinal dos últimos dias é um reavivamento espiritual (a chuva serôdia jorrando do Espírito), inflamado com miraculosos “sinais e maravilhas” [Uma preparação, com a desculpa de restauração, para que a cristandade aceite os “milagres” do Anticristo - MS]. Contudo a Bíblia chama isso de ilusão fatal entregue pelos falsos profetas.
Peter Howard, assistente executivo do Bispo Michael Sheridan, presidente da Diocese Católica de Colorado Springs, admoestou os católicos para não assistirem aos cultos protestantes.
Em resposta “positiva”, Ted Haggard, pastor sênior da NAE (Associação Nacional dos Evangélicos), com 30 milhões de membros, falou: “A Nova Vida não deseja “converter os católicos” e jamais desencorajou os seus membros a se tornarem católicos ou a freqüentarem a missa católica”. Os reformadores do século 16 ficariam agastados!
O Concílio de Trento (1545-1563) foi a resposta da Igreja Católica à Reforma. Ele produziu mais de 100 anátemas contra o verdadeiro Evangelho, condenando ao inferno todos os que nele cressem. Vamos dar um exemplo: “Se alguém disser que os sacramentos da Nova Lei (ritos católicos) não são necessários à salvação, mas ... que se pode obter de Deus, através da fé somente, a graça da justificação...seja anátema”.
Em 31/12/1995, celebrando o 450º. aniversário de Trento, o papa JP2 declarou: “Aqueles que afirmam que Cristo pagou a penalidade do pecado na cruz e negam a necessidade de sofrerem pelos próprios pecados no purgatório, rejeitando as indulgências que abreviam tal sofrimento, continuam sofrendo o anátema de Roma”. Mesmo assim, na obra “The Body” (O Corpo - (1992) Charles Colson negou que as indulgências ainda sejam oferecidas por Roma. Enviei-lhe 17 páginas do Vaticano II sobre as indulgências, incluindo o anátema do papa Paulo sobre os que as negam atualmente. Colson jamais reconheceu o seu erro, o qual tem conduzido milhões à perdição [Como poderiam os atuais líderes evangélicos se posicionar contra Roma, quando foram todos eles infectados pelo vírus romano da “auris sacra famis” romana? Aqui no Brasil temos alguns pastores famosos, que já rezam pelo catecismo do papa Bento 16, alguns deles até pregando a salvação universal, seguindo os passos de Billy Graham e de outros apóstatas - MS].
A Associação Evangelística Billy Graham publicou uma especial “Edição da Cruzada” (1962,64,69) do Manual Bíblico de Halley, tendo, ousadamente, removido da cuidadosa documentação do autor todo o registro do mal causado pelos papas, bem como o extermino dos cristãos. A Zondervan publicou uma edição revisada do Manual Bíblico de Halley, em 2000, tendo, do mesmo modo, eliminado as referências às heresias da Igreja Católica e aos milhões de cristãos evangélicos assassinados por Roma. Em vez disso; ele diz: “A Igreja Católica Romana respondeu à Reforma Protestante, reformando-se a si mesma”.
Quando contestado sobre as suas mentiras, Stan Gundry, vice-presidente e editor chefe da Zondervan, respondeu: “Nosso propósito em reescrever... foi oferecer um panorama mais equilibrado da história do Cristianismo”. Porventura, purificar as doutrinas e práticas da ICR, deixando de lado o extermínio de milhões de cristãos, nos dá uma história mais “equilibrada”? Mas, quem é o proprietário da Zondervan, a editora de “Uma Vida Com Propósito”?
Em 1998, a Zondervan e sua Bíblia NVI foram compradas por Harper & Row Publishers (agora Harper & Collins), editora de livros como “Making Out”, “The Book of Lesbian Sex and Sexuality” (este “lindamente ilustrado com fotos em cores”) e outros.
Harper & Collins é uma subsidiária da The New Corporation, de Rupert Murdoch, proprietário da Twentieth Century Fox e da Fox Broadcasting. Esta última produz na TV alguns dos shows mais imorais e nocivos à família. Murdoch, a quem Pat Robertson vendeu o “Family Channel” (pago com doação da CBN) por US$1,9 bilhão - foi abençoado pelo papa mediante uma doação de US$10 milhões à nova Catedral Católica de Los Angeles.
E Rick Warren ainda se vangloria de ser o pastor de Murdoch!!! (Grifo da tradutora)
Os editores “cristãos” têm colocado os lucros acima da sã doutrina e têm faturado uma fábula de dinheiro, dando aos clientes o que lhes agrada, em lugar da verdade bíblica de que necessitam, vendendo-se financeiramente ao mundo, depois de se terem vendido moralmente. Não é isso exatamente o oposto de batalhar diligentemente pela fé entregue aos santos?
No dia 31/10/1999, em Augsburg, Alemanha, representantes da Federação Luterana Mundial e da Igreja Católica assinaram a “Declaração Conjunta da Doutrina da Justificação” A Reforma foi anulada! Colson diz: “A justificação pela fé somente... não significa hoje para os evangélicos o mesmo que significava no tempo dos reformadores”. Será que o Evangelho mudou?
Para 1,1 bilhão de católicos romanos nada mudou. Eles ainda oram a Maria em busca de salvação e usam o seu escapulário, com a promessa de que: “quem quer que morra usando este escapulário não sofrerá o fogo eterno”. Que insulto a Cristo! A doutrina das indulgências, exatamente o que desencadeou a Reforma, ainda permanece como o alicerce do Catolicismo. Menosprezando a Declaração Conjunta, o papa JP2 abriu os quatro “portões sagrados” em Roma, oferecendo indulgências plenárias a quem por eles passasse (os peregrinos católicos afluíram aos milhões para fazer isso, rejeitando Cristo, a única porta de salvação eterna).
Ajoelhado ao lado do papa, diante do primeiro “portão sagrado” aberto, estava George Carey, Arcebispo de Canterbury e o líder espiritual da Igreja da Inglaterra, John Stott disse: “Os evangélicos deveriam se unir à Igreja da Inglaterra buscando uma completa comunhão com a Igreja Católica Romana”.
Cremos em toda a Bíblia ou somente nas partes “positivas” da mesma? Jesus disse em João 3:3-5: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”. [A Palavra Deus é a água da vida, que jorra através do Espírito, e quem não nascer da mesma não poderá ter vida para entrar no reino de Deus. Infelizmente ela já não é pregada corretamente, tendo sido substituída por visões, revelações extra-bíblicas e emoções, conduzindo os cristãos à operação do erro- MS].
Pedro disse: “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre. Porque Toda a carne é como a erva, E toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do SENHOR permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada (1 Pedro 1:23-25).
Quem não crê no Evangelho está irremediavelmente perdido. (Romanos 1:16;Atos 16:31). Haggard afirma “a necessidade de se nascer de novo”. Mesmo assim, ele aceita os católicos romanos como cristãos, esses que nasceram de novo através do batismo infantil.
Qual é a fé (evangelho) pela qual estamos batalhando diligentemente? Paulo define o Evangelho como a morte, sepultamento e ressurreição de Cristo, segundo as Escrituras. Certamente isso engloba quem é Deus, o problema entre Deus e o homem, o único meio de se obter o perdão divino e as conseqüências eternas para quem rejeita o evangelho bíblico - tudo segundo as Escrituras.
Toda a Palavra de Deus é o fundamento da nossa fé. Infelizmente, a Igreja e o mundo estão sendo privados da pura Palavra de Deus pelos professos evangélicos. “A Mensagem” de Eugene Peterson (NavPress, 1993) transforma a Palavra de Deus num “evangelho social”, rebaixando a salvação a um melhoramento terreno (Ver TBC, outubro 1995 e Fevereiro 2004). A “Bíblia” Renovaré nega a inspiração divina e as profecias sobre Israel e Cristo (TBC, agosto 2005).
O assunto de Israel perfaz a maior parte da Bíblia. Sua história e seus profetas são o fundamento da identidade e missão do Messias. Se a Bíblia não é 100% verdadeira sobre Israel (conforme dizem muitos evangélicos) não podemos acreditar no que ela diz sobre Cristo e a nossa “redenção pelo sangue”.
Durante décadas, Billy Graham tem declarado que suas crenças são “essencialmente as mesmas dos católicos romanos ortodoxos”. Ele enalteceu JP2 como um pregador do legítimo evangelho e pela “sua firme fé católica”, exaltando-o como “o maior líder espiritual dos últimos 100 anos... Não conheço pessoa alguma que pudesse ser colocada em mais alta posição do que ele. Ele tem viajado o mundo inteiro... divulgando a fé católica. Ele e eu concordamos em quase tudo”.
É indisputável que JP2, embora enaltecido pelos evangélicos, confiava em Maria em vez de confiar em Cristo para o seu destino eterno. (Ver TBC, maio 2005). Contudo, como Billy Graham, Richard Land, presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa Batista do Sul, enfatizou que quaisquer diferenças que os protestantes possam ter tido “com JP2 são irrelevantes aos fundamentos da fé”. Land enalteceu a “ardente defesa da fé cristã tradicional”. Pat Robertson falou com entusiasmo: “O papa JP2 permanece como uma rocha... em sua clara anunciação dos princípios fundamentais da fé cristã”. Jack Van Inpe enalteceu o papa como “um ardoroso cristão e defensor da fé”. J. I. Packer, um dos signatários da Declaração Conjunta, chamou JP2 de “um bom cristão” e declarou: “Os católicos estão entre os mais leais e viris irmãos que os evangélicos podem encontrar nestes dias.”
Quem vai obedecer à ordem de batalhar diligentemente pela fé entregue aos santos? Não será Rick Warren. Também Billy Graham já levantou a sua voz contra os que negam a fé? Charles Dullea, Superior Jesuíta do Instituto Bíblico Pontifício de Roma apressou os católicos a assistirem as cruzadas de Graham porque “um católico jamais ouvirá... palavra alguma contra a missa, os sacramentos e as práticas católicas”. Graham chamou a missa de “uma coisa linda...exata e clara como o evangelho em que eu creio...” . [Será que Billy Graham nunca leu a Epístola aos Hebreus? - MS]. Ele recomendou uma biografia do papa João XXIII como um clássico devocional. Contudo, esta contém páginas e mais páginas da devoção de João XXIII a Maria e aos santos, devoção aos anjos e confiança nos sacramentos para a salvação. Billy Graham saudou o Bispo Fulton Sheen como “o maior comunicador do século 20”. Mesmo tendo Sheen pregado um falso evangelho, Billy exultou em seu “compromisso comum ao evangelismo” e agradeceu a Sheen “pelo seu ministério e foco em Cristo”. Contudo, a esperança de Sheen de chegar ao céu repousava em suas 40 peregrinações aos santuários marianos de Fátima e Lourdes. Quando Sheen faleceu, Billy disse: “Aguardo ansioso a nossa reunião no céu”.
Muitos líderes evangélicos, que geralmente pregam o legítimo evangelho, recomendam, aprovam e louvam os que pregam o falso evangelho. Não é mais que condenável o fato de Billy Graham enaltecer Norman Vincent Peale, Robert Schüller, o papa JP2 e outros que pregam um falso evangelho ou pregam a si mesmos?
No “The Body”, Charles Colson convocou a união com Roma. No artigo intitulado “Porque os Católicos São Nossos Aliados” ele escreveu: “E estejamos certos de estar disparando nossos polêmicos rifles contra os inimigos, não [aliados] lutando nas frentes ao longo, em defesa da verdade”. Isso chocaria os reformadores (especialmente os milhões que Roma torturou e assassinou por causa da sua fé em Cristo) ao saberem que os inimigos do evangelho são agora os seus aliados “em defesa da fé”!
Exatamente como o Seu povo Israel, a quem Ele enviou os Seus profetas, a fim de admoestá-lo sobre a apostasia e as conseqüências desta e o qual não Lhe deu ouvidos, o mesmo está acontecendo hoje com a Igreja. Satisfeita em seguir qualquer prosélito que toque um som agradável, com má vontade (e até incapaz) de escutarem o Senhor, milhões dançam alegremente em direção ao julgamento. A hora vai soar brevemente sobre a terra. Precisamos batalhar diligentemente pela fé entregue aos santos e, portanto, resgatar muitos, antes que seja tarde demais. E que o nosso exemplo aqui entregue possa ter renovado a coragem e a convicção de muitos outros.
TBC, 30/12/2005 – “Earnestly Contend”
Dave Hunt/ Mary Schultze
Capítulo 11 - Vergonhosas Ironias
Martinho Lutero é lembrado e amplamente honrado na maior parte do mundo e, principalmente, no Ocidente. O filme recente sobre a sua vida foi um sucesso em Hollywood, tendo atraído enormes audiências, mesmo possuindo um conteúdo religioso. Lutero se opôs violentamente às falsas doutrinas da Igreja Católica Romana (ICR), apesar da determinação do Papa Leão X de prendê-lo e queimá-lo na estaca. Ele havia se desiludido, após ter visitado o Vaticano e ter visto a hipocrisia e a ostensiva imoralidade do clero - desde os padres até o papa. A centelha decisiva foi a venda de indulgências por Roma, para a suposta transferência dos parentes dos falecidos, do purgatório para o céu. Essas vendas infames cresceram até atingirem milhões de dólares, sob a promessa de que “tão logo a moeda tilintasse dentro do cofre, saia uma alma do purgatório”. Os procedimentos desse vergonhoso esquema serviram para reformar e ampliar a Basílica de São Pedro. Esta espantosa estrutura permanece ainda hoje como um monumento ao falso evangelho que a Igreja [de Roma] continua pregando regularmente.
Desiludido e furioso, Lutero escreveu a sua “Disputa Sobre o Poder e Eficácia das Indulgências” (conhecida como “As 95 Teses” ) tendo-a pregado no portão da Igreja do Castelo em Wittenberg. [Estivemos nessa igreja, em 1999, e, por incrível que pareça, o guia turístico ia colocando em dúvida tudo que a História conta sobre Lutero, a começar do local onde “As 95 Teses” foram pregadas, fazendo questão de minimizar a sua obra, revelando-se um tremendo ecumenista - MS). Cópias foram amplamente distribuídas em línguas européias, sacudindo a Europa, incitando odioso debate, desencadeando a Reforma e provocando o êxodo de milhões da ICR - e, felizmente, a salvação de muitos.
Embora Lutero tivesse retido algumas coisas do Catolicismo Romano, sua ousada declaração diante da Dieta Imperial de Worms (em severo contraste com a atitude de muitos cristãos de hoje) inspirou milhões de pessoas: “Sou escravo das Escrituras ... e minha consciência está cativa à Palavra de Deus. Não posso nem devo retratar-me de coisa alguma ... aqui estou; que Deus possa me ajudar”. O que ele realmente quis dizer ficou provado pelo fato de que isso poderia ter-lhe custado a vida, caso alguns poderosos príncipes alemães não tivessem abraçado a sua causa e o protegido contra Roma - evento pelo qual recebemos o nome de “protestantes”.
No desespero de manter a autoridade totalitária da Igreja, os bispos e cardeais católicos desfecharam a Contra-Reforma, definindo as doutrinas da Igreja e exigindo obediência a estas, no Concílio de Trento (1545-1563). [Quatrocentos anos depois de Trento, o papa João 23 inaugurou (1963) o II Concílio Vaticano II, com a novidade do Ecumenismo, a fim de salvar a ICR da derrocada geral - MS]. Seus cânones e decretos rechaçaram a exclusiva autoridade da Escritura, afirmada por Lutero, tendo negado a salvação pela fé em Cristo, sem os sacramentos da ICR e as boas obras, rejeitando, basicamente, tudo que os reformadores pediam que a Igreja aceitasse em submissão à Palavra de Deus. Trento pronunciou mais de 100 anátemas (condenação/excomunhão) contra todos os que aceitassem qualquer ensino da Reforma. Era penoso defender a Palavra de Deus naqueles dias, quando muitos milhares não abriram mão de suas convicções, nem mesmo diante da tortura e da morte.
Temos, hoje em dia, grande necessidade de um reavivamento dessa firme convicção. Contudo ele não acontecerá sem o despertamento de uma fome e sede de justiça (Mateus 5:6) e uma profunda paixão por nosso Senhor e pela Sua Palavra. Infelizmente, porém, a verdade divina não está sendo apenas negligenciada e comprometida atualmente, como está sendo minada por muitos para quem milhões de cristãos têm olhado, como sendo líderes evangélicos. Tragicamente, multidões estão sendo preparadas para seguir a “operação do erro”: “E com todo o engano da injustiça para os que perecem,porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira.” (Leiam 2 Tessalonicenses 2:8-12).
Será que cinco séculos desde a Reforma e de oposição de Roma à mesma, naquele tempo, não passam de uma história interessante com pouca relação com o mundo e a igreja atual? Dificilmente! A batalha continua, tendo alcançado uma fase mais letal. Uma grande mentira tem engodado multidões, levando-as a abraçar o ecumênico, ao mesmo tempo, em que supõem estar do lado do Senhor.
Em 1962, na abertura do Concílio Vaticano II, o Papa João 23 afirmou: “Aceito totalmente tudo que foi decidido e declarado no Concílio de Trento”. O próprio Vaticano II “propõe novamente os decretos do Concílio de Trento”.
Em 31/12/1995, celebrando o 450º aniversário da abertura de Trento, o Papa JP2 declarou: “Suas conclusões mantêm todos os seus valores”!
Sem levar em conta o que um amigo católico, um padre liberal ou um professor de universidade possam dizer, Trento continua sendo o ensino oficial da ICR, tendo sido confirmado muitas vezes por eminentes autoridades da Igreja. Aqui temos apenas alguns dos anátemas de Trento, todos renovados no Concílio Vaticano II, no Código de Lei Canônica e no atual Catecismo da Igreja Católica, permanecendo, ainda hoje, como o ensino oficial da ICR, mantendo os dogmas oficiais da Igreja “infalível”, apensar das contínuas declarações de quaisquer pessoas.
Nenhuma outra rejeição mais ousada e clara da Bíblia e do Evangelho de Jesus Cristo poderia ser declarada. Este simples resumo apresenta a verdadeira doutrina do Catolicismo Romano, conforme é ensinada e praticada por centenas de milhões de católicos, hoje em dia. Não existe dúvida alguma de que este é um falso evangelho, o qual, infelizmente, mantém os católicos romanos em servidão, caminhando para as chamas - não do “purgatório” inventado pelos papas, mas do eterno lago de fogo. Como podem defender o Catolicismo Romano aqueles que professam admirar Lutero e a Reforma?
Em vista desses fatos indisputáveis, nenhum evangélico bíblico poderia chamar os católicos de “cristãos nascidos de novo”. A vergonhosa ironia é que tantos líderes evangélicos e seus seguidores, conquanto afirmando honrar a Reforma e o seu Evangelho da salvação pela fé exclusivamente em Cristo, ao mesmo tempo fechem os olhos à verdade e ajam como se a Reforma jamais tivesse acontecido e os católicos cressem no evangelho bíblico. Será que eles esqueceram que os que não crêem no Evangelho estão perdidos para sempre? Não estará a salvação deles em nossas mãos?
Vergonhosas ironias prevalecem. Embora a ICR já não queime os seus oponentes na estaca (uma prática hoje em dia repugnante até mesmo ao mundo secular), ela continua mantendo todos os seus ensinos e práticas contestados por Lutero e pelos seus companheiros da Reforma, enganando, assim, incontáveis milhões de pessoas. Ela continua ensinando a salvação através do batismo, das boas obras e de outros sacramentos, bem como a mediação de Maria, “a porta de entrada para Cristo”; ela continua oferecendo indulgências pagas, a fim de transferir as almas do “purgatório” para o céu; todos os anátemas pronunciados por Trento contra as crenças protestantes permanecem com plena força e efeito. Mesmo assim, os modernos seguidores de Lutero abraçam agora o Catolicismo Romano, como se este pregasse o legítimo evangelho!
Em 31/10/1999, os representantes da Federação Luterana Mundial (FLM) e da ICR assinaram uma Declaração Conjunta, afirmando que haviam superado as principais diferenças causadoras da Reforma. Nenhuma doutrina ou prática mudou na ICR. Enquanto os luteranos se congratulavam mutuamente por esse maravilhoso “acordo”, o Papa JP2 estava oferecendo indulgências plenárias para a salvação, no Ano 2000. Se Matinho Lutero fosse vivo, na certa teria denunciado os traidores que lideram a Igreja que leva o seu nome e teria, novamente, afixado “As 95 Teses” no portão do quartel general da Federação Luterana Mundial. Como é possível explicar a cegueira que levou a FLM a essa inquestionável traição à Reforma, a Cristo e à Sua Palavra?
Cinco anos antes, num ato não menos vergonhoso, os líderes evangélicos (Bill Bright, Charles Colson, Os Guiness, Richard Mouw (Presidente do seminário Fuller), J. I. Packer, Pat Robertson, John White (ex-presidente à Associação Nacional dos evangélicos) e outros endossaram o documento “Católicos e Evangélicos Unidos: a Missão Cristã Para o Terceiro Milênio”. Esta apela aos evangélicos para se juntarem aos católicos romanos, a fim de evangelizar o mundo, declarando: “Agradecemos as Deus pela descoberta de uns aos outros como irmãos em Cristo!”
Essa declaração não foi novidade, mas a culminância de um comprometimento da verdade, o qual vinha crescendo dentro do mundo evangélico, há longo tempo. Pois, pelo menos 40 anos antes da Declaração Conjunta, Billy Graham já andava declarando que suas crenças eram basicamente as mesmas dos católicos romanos ortodoxos e que ele e o papa concordavam em quase tudo, inclusive no meio de salvação! Esse mesmo exemplo vinha sendo adotado pelas universidades evangélicas, tais como Westmont e Wheaton, por publicações como “Christianity Today” e “Charisma”, por organizações como Campus Crusade for Christ, Youth With a Mission (Jocum), Visão Mundial, bem como por outras instituições e líderes evangélicos. Focalizando altamente a esquizofrenia do Evangelicalismo, o Seminário Wheaton, que possui um centro e um museu em honra a Billy Graham, aceitando em meio período professores católicos, no ano passado demitiu um conhecido professor que se convertera ao Catolicismo, ao mesmo tempo em que o chamava “um qualificado irmão em Cristo”. [Tudo que diz respeito ao Catolicismo Romano e a quem se engaja em sua hipocrisia é por demais contraditório - MS!”
Martinho Lutero e outros reformadores teriam preferido morrer na estaca em vez de assinar documentos como a Declaração Conjunta [da Federação Luterana Mundial] e o documento “Católicos e Evangélicos Unidos”! Como se pode explicar a negação atual, por aqueles que afirmam honrar e seguir a fé dos reformadores, de tudo pelo que a Reforma lutou? Tentando esquecer tal esquizofrenia espiritual, quando foi anunciada a Declaração, o New York Times, em 30/03/1994, escreveu o seguinte:
Eles laboraram juntos contra o aborto e a pornografia e agora católicos e evangélicos de liderança estão convocando os respectivos rebanhos... para finalmente de aceitarem mutuamente como cristãos. No que está sendo considerada uma declaração histórica, os evangélicos ... uniram-se líderes católicos romanos conservadores... (e) apressaram os católicos e evangélicos a parar com o seu agressivo proselitismo entre os respectivos rebanhos. John White, Presidente da Associação Nacional dos Evangélicos, disse que a Declaração foi um ‘momento triunfante’ na vida religiosa americana, após séculos de mútuas agressões.”
O Evangelho de Jesus Cristo, somente através do qual alguém nasce de novo (1 Pedro 2:22-25) está sendo negado. O destino eterno das almas está em jogo. Conquanto não tenham assinado a Declaração Conjunta, Bill Hybels e Rick Warren, bem como tantos outros líderes evangélicos, estão em aparente cooperação e concordância com Roma. Violando o claro comando das Escrituras, que é “batalhar diligente pela fé entregue aos santos” (Judas 3), nem Hybels nem Warren, nem tantos outros líderes evangélicos, inclusive Billy Graham, irão usar a sua enorme influência para fazer qualquer censura a Roma ou a quem quer que seja!
Até mesmo o Islamismo tem sido defendido como uma “fé” válida, com a qual Rick Warren tem cooperado (com o seu Plano de Paz”), clamando por uma Nova Reforma! Será que já não cremos no Evangelho nem que todos aqueles que o rejeitam estão eternamente perdidos?
JP2 rechaçou tudo pelo que a Reforma lutou e, mesmo assim, ele tem sido altamente honrado por aqueles que ainda louvam Lutero. Como é possível louvar, ao mesmo tempo, duas crenças diametralmente opostas? Será que os cristãos enlouqueceram? As palavras tiveram suas definições mudadas, convicções contraditórias são simultaneamente professadas e a verdade é redefinida para se adaptar ao gosto de cada um. Estamos à deriva - num oceano de palavras sem nexo, sem norte e sem bússola - mesmo quando todos elogiam o nosso “progresso”! Exatamente como este mundo, a Igreja “rica e enriquecida” (Apocalipse 3:17), confunde, voluntariamente, as diferenças essenciais entre a verdade divina e as mentiras satânicas. Ó, sim! Os líderes evangélicos ainda confirmam a Palavra de Deus, mas quem se posiciona contra as falsas doutrinas que se tornaram tão populares através das rádios e das TVs “cristãs” de hoje ou contra a “Mãe das Prostituições”, como o fez Lutero?
Embora o culto dos lábios ainda seja feito à Reforma, as profundas convicções que a geraram foram comprometidas. Chegou a hora em que a Igreja Evangélica necessita desesperadamente encarar algumas questões honestas:
1. - Qual foi o propósito da Reforma?
2. - Qual a sua afirmação, jamais renegada, da verdade bíblica, apropriada ao tempo de Lutero, mas não hoje em dia?
3. - Pelo que ela lutou naquele tempo, ao custo de tantos mártires e de tanto sofrimento, que poderia ser negado hoje?
4. - Será que Jesus Cristo e o seu Evangelho mudaram?
5. - Será que alguma crença ou prática mudou na ICR, que pudesse levar os evangélicos a abraçarem o Catolicismo como sendo o Evangelho Bíblico?
Enquanto os evangélicos estão literalmente torcendo o nariz aos reformadores, uma poderosa reforma no Islamismo está crescendo assustadoramente no mundo muçulmano. Apelos urgentes são feitos no sentido de que se abstenham da imoralidade carnal da América (o Grande Satã). Após as espetaculares derrotas dos árabes por Israel, em 1948 e 1967, os imãs começaram a pregar que Alá não estava satisfeito e que os muçulmanos deveriam voltar ao Corão e ao verdadeiro Islamismo. O resultado foi um grande despertamento do Islamismo fundamentalista, acompanhado do terrorismo. Entrementes, o Ocidente “cristão” está mergulhando cada vez mais na depravação. Como exemplo, temos a boca suja de Howard Stern, cuja imoralidade o tem transformado na personalidade mais bem paga do Rádio, por zombar da verdade bíblica e promover o homossexualismo e outras perversões, o que apenas tem refletido no que a maioria dos ocidentais, inclusive católicos e protestantes, se deleita.
A Bíblia não mudou. Deus não mudou. O Evangelho não mudou. Será que a nossa esperança mudou? Em vez de aguardarmos “... a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo; O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tito 2:13), estamos confiando nos políticos “cristãos” para sermos salvos? A Igreja Evangélica de hoje tem-se adaptado à acomodação, à unidade e ao compromisso. Por acaso não serão estes os “tempos trabalhosos”, sinistramente preditos na Escritura? “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2 Timóteo 3:1-5).
TBC, fevereiro 2006 – “Shameful Ironies”
Dave Hunt/Mary Schultze
Capítulo 12 - Conta as bênçãos...
Sempre gostei do hino que nos ordena a contar as bênçãos que diariamente recebemos do Senhor, muitas vezes sem ao menos notar que são bênçãos divinas, pelas quais devemos agradecer humildemente, pois nada merecemos de Deus a não ser condenação ao inferno por causa de nossa maldade e ingratidão.
Nos últimos 30 dias recebi três bênçãos enormes e vou contar a vocês.
A primeira foi um depósito do valor dos imóveis (meus e da filha Rose) que a Prefeitura de Duque de Caxias havia desapropriado, há sete meses, e resolveu nos pagar, em 25/10/05. Conhecemos pessoas que tiveram seus imóveis desapropriados pela mesma entidade municipal há dez anos e até hoje estão lutando para receber o valor desses imóveis, mesmo tendo recorrido a advogados, com ações judiciais. Em vez disso, preferimos apelar para o nosso infalível Advogado, o Senhor Jesus Cristo, e o dinheiro depressa nos foi creditado. Com esse dinheiro em mãos, minha filha e eu compramos dois apartamentos, pintamos e trocamos a mobília daquele em que moro, o qual foi comprado há nove anos.
Louvado seja Deus por uma bênção tão grande!!!
A segunda bênção parece simples, mas foi muito importante porque através da mesma consegui impedir uma injustiça e ajudar um amigo.
No prédio em que moro temos um síndico muito competente e uma excelente zeladora negra. Uma das moradoras (“nora” de um certo proprietário), que vive nos perturbando com o seu cachorro (que late o tempo inteiro e gosta de avançar nas senhoras do edifício) teve um atrito com a zeladora, quando esta reclamou da sujeira que o tal cão havia feito no prédio (considerado limpíssimo por todos quantos nos visitam, inclusive pelos amigos alemães). Ela destratou a moça, tachando-a de “negra fedida” e outros epítetos de baixo calão, o que é crime! Dei-lhe uns conselhos...
Tendo sido chamada à atenção pelo síndico, ela ameaçou colocar o sogro em lugar deste e tomou as devidas providências, avisando de antemão que iria demitir a zeladora, etc. Ontem houve a sessão do condomínio, na qual deveria ser escolhido o novo síndico ou ser reeleito o atual. A situação estava nebulosa, portanto orei bem cedo: “Senhor, hoje é dia de eleição no condomínio. Vou brigar muito se o sogro dessa mulher se candidatar ao lugar do atual... ando muito cansada... Por favor, que o Teu Filho, meu Advogado Maior, resolva o problema para eu não ter de brigar com esses vizinhos, coisa que tanto abomino...”
Na hora da saída, a tal mulher soltou o cachorro em cima de mim. Fiquei parada, o animal cansou de latir e ela se retirou com o dito, quando viu chegarem duas vizinhas que jogam no meu time. Antes, porém, nos remeteu um palavrão assustador, fez um gesto obsceno com o dedo e se foi, deixando-nos sem reação...
Na hora da sessão apareceram exatamente as pessoas que estavam a favor do síndico atual e ninguém mais. Quando estranhamos o fato, ele explicou: “O tal sogro da dona do cachorro está devendo sete meses de condomínio e tive a gentileza de avisar-lhe que não poderia se candidatar ao cargo em razão desse débito!”
Imaginem vocês quanto esse candidato a síndico e sua “nora” são cínicos e como iriam nos roubar, se tomassem conta do nosso dinheiro!
Louvado seja Deus por mais essa bênção!
A terceira bênção aconteceu há pouco mais de uma hora. O telefone tocou. Uma senhora, que se apresentou como Beatriz, falou: “D. Mary, a senhora esteve aqui há uns dois meses procurando uma casa na Av. Delfim Moreira para comprar. Deu-me o seu cartão e eu guardei. Apareceu uma casa para vender, mas não consegui encontrar o seu cartão, por isso peço-lhe desculpas, por não ter telefonado antes, etc.”
Agradeci a informação e disse que Deus já nos havia dado 02 apartamentos - um em baixo do meu atual e outro (o da filha) no mesmo bairro onde ela trabalha. E que não poderíamos comprar uma casa de 120 mil, pois esse dinheiro gastamos com os dois imóveis recém adquiridos e a reforma daquele em que moro.
Batemos um papo e ela me contou que hoje havia amanhecido na maior tribulação, chorando por causa de um grave problema, quando descobriu o meu cartão e leu no verso do mesmo: “Jesus Cristo é Deus e morreu por mim. Então, qualquer coisa que eu fizer para a glória do Seu Nome será tão somente uma gota d’água no oceano da minha obrigação”.
Parou de chorar e, de repente, sentiu uma grande esperança no coração e deseja muito ser minha amiga para aprender mais da Palavra Santa. Contou que nasceu num lar batista, mas se afastou da igreja e acha que Deus não quer mais saber dela, etc. Expliquei que a salvação é imperdível, que Deus ainda a ama do mesmo modo e que ela só precisa reconhecer que foi ingrata com Ele, que é uma pecadora carente da graça do Pai, pedir-Lhe perdão e voltar ao rebanho do Supremo Pastor - o Filho de Deus. Percebi uma alegria enorme em sua voz ... Ela me contou que estava de saída para um almoço e que voltaria a me telefonar, pois “Deus colocou a senhora em minha vida atribulada e só pode ser para o meu bem. Preciso muito dos seus conselhos”.
Existe alegria maior dos anjos no céu do que um pecador arrependido voltando para o Senhor?
Mary Schultze, 20/11/2005.
Capítulo 12 - Sempre fui uma capetinha
O Milagre - Com cinco anos de idade fui acometida de raquitismo profundo porque não tomava leite, embora meu pai tivesse 27 vacas no curral do nosso sítio. Passei três meses sem poder andar. Veio um missionário católico (alemão) pregar missões em nosso sítio e rezar missas pela minha cura. Ele fez uma promessa para eu vestir somente azul e branco, até me casar, consagrando-me, então, à “Imaculada Conceição”, pois nasci no dia 08 de dezembro. Entrementes, o nosso médico - Dr. Telles - passou muito cálcio e vitamina D (Emulsão de Scott) e todo dia me expunham ao sol da manhã para eu me recuperar. Agüentei a promessa até os 18 anos. Nesse tempo comecei a desconfiar dos padres e larguei a promessa... Eu havia ficado boa, em poucos meses, e até hoje os parentes comentam o grande milagre da "Imaculada".
O Pecado Mortal - Minha mãe não usava maquilagem alguma. Vez por outra eu surgia diante dela com os lábios pintados de vermelho e fazia o maior mistério sobre a procedência do “batom”. No fim do ano, quando ela foi trocar o papel de seda vermelho no oratório da Sagrada Família, notou que as franjas do mesmo haviam sumido. Este foi o meu primeiro pecado mortal publicado em família.
Desse tempo, data o meu primeiro cigarro. Que por sinal foi o último. Foi-me arranjado por Chico, que era perito na arte de fumar. Só agüentei um. Fiquei enjoada, vomitei à beça e papai correu em meu socorro. Contei-lhe a verdade. Ele me fez um sermão (cheio de amor) contra o vício do fumo, que ele sempre detestou. Cheirei barro molhado e prometi (e cumpri) que jamais voltaria a fumar.
A Médica - Belo era o capataz de confiança de meu pai. Apesar do nome, era feio demais e gostava de me perguntar com sotaque alagoano:
- Dadita, tu sois feia?
Viera de Palmeira dos Índios, na seca de 32, com mulher e dois filhos. Quando morreu de tétano, alguns anos mais tarde, a viúva - que também era Rosa - foi morar conosco. Otávio e Olinda, seus filhos, foram meus amigos de infância. Otávio tinha a minha idade e era muito esperto. Um dia viu o nosso touro cruzar com uma vaca e foi me chamar gritando, em cima de um cavalo de pau:
- Dadita, vem ver o touro “fazendo safadeza na vaca”. Daí é que vem o bezerro...
Papai pegou-o pela orelha, levou-o para trás da casa grande e deu-lhe a maior surra. Mas não adiantou. Otávio, de comum acordo com meu irmão Chico, me contou que os bebês nascem da barriga da mãe e não no canteiro de coentro como me haviam ensinado. Fiquei fascinada e, daí em diante, quando a barriga de minha mãe ia crescendo - o que acontecia todo ano - eu ficava acompanhando o fenômeno, discretamente! Decidi, então, ser médica e para não perder tempo comecei a arranjar clientes. O primeiro foi um bebê de celulóide, com a perna quebrada. Costurei a perna dele com linha Singer e coloquei um esparadrapo em cima. Ficou perfeita a cirurgia. Depois Olinda adoeceu e resolvi medicá-la ao meu modo. Fiz xixi numa bacia e levei para ela beber, dizendo que era remédio para catapora.
Realmente, acalentei o sonho de ser médica até os vinte anos de idade, quando desisti do vestibular de Medicina e fui trabalhar como encarregada da Seção de Vendas da Panair do Brasil, em Fortaleza. Este foi o meu primeiro emprego.
Cartas de amor - Eu tinha nove anos. Era a mais nova das primas e a única a não ter namorado, pois era magrinha e feia de dar pena. Tinha cabelos castanhos claros, muito lisos e rebaixados na nuca. Usava uns vestidos de chita azul e branco, no meio da canela, e me sentia tão insignificante que só Deus sabia!
O namoro acontecia entre primos, pois a família era grande. Meu pai e minha mãe eram primos. O que me faltava em atrativos físicos sobrava em astúcia. Era avançada para aquela época e lugar... Então decidi que teria um namorado de qualquer maneira e... da cidade. No domingo veio nos visitar um casal amigo, trazendo Clóvis, o filho de doze anos. Brincamos juntos e quando se foram eu tinha arranjado o namorado dos meus sonhos (embora o próprio não o soubesse) e resolvi agir. Escrevi uma carta de amor para mim mesma, com letra disfarçada, na segunda feira de manhã, e guardei-a no bolso do vestido. Pretendia mostrá-la às primas, à noite, depois da novena de São José. Por coincidência, meu pai chegou da feira do Crato com dois livros de história para mim o “O Cavalo Voador” e “Aventuras de Hans Staden”, enviados por Clóvis. Deus já me dava o que eu desejava, quando em mal sabia “rezar”. Dentro do pacote havia uma carta com dizeres idênticos aos da carta que eu havia escrito e comecei a flutuar nas nuvens. E tanto flutuei, que a carta caiu do bolso, onde fora colocada em substituição à carta falsa, na hora do jantar. Papai sentiu cheiro de novidade. Apanhou a carta do Clóvis, leu-a para mamãe e... o resto é silêncio!
Cubos de Gelo - Meu primeiro livro (Cubos de Gelo) já estava programado desde a infância, mesmo tendo sido escrito somente quanto eu já tinha 46 anos de idade. Certo dia, recebemos a visita de um fazendeiro amigo, que vinha fechar o negócio da compra do nosso sítio. Mamãe serviu um almoço acompanhado de refresco de abacaxi com cubos de gelo. Seu João não conhecia gelo e ficou fascinado. Pediu explicação e papai disse que era água congelada pela ação da eletricidade. Quando ia saindo, seu João demonstrou o desejo de levar uns “cepinhos” daqueles para a esposa. Mamãe ia abrindo a boca para explicar a inutilidade do gesto, mas fiz sinal para ela. Embrulhei seis cubos de gelo num guardanapo de morim e entreguei o pacotinho ao seu João, que saiu feliz da vida. Mamãe me chamou de moleca e eu prometi: algum dia vou escrever um livro contando essa molecagem e a senhora vai morrer de rir! E cumpri a promessa, pois meu primeiro livro teve esse título e dele retirei a matéria deste artigo.
Jamais gostei de brincar de bonecas. Gostava de brincar de médica, de professora, de escritora, e fazia versos de pés quebrados. Também adorava representar num palco improvisado que havia em casa da prima Ritinha. Quando papai voltava da feira em Crato, em vez de me trazer bruxas de pano feitas em Juazeiro do Norte, ele preferia me trazer livros e foi lendo muito que passei à frente de minhas colegas, no curso ginasial e no colegial. Por incrível que pareça, as bonecas que ele raramente me trazia tinham a cara do Padre Cícero! O velhinho, que se rebelou contra a Igreja Católica, fundando uma “seita católica” e uma pequena vila, que mais tarde se transformaria numa cidade importante (Juazeiro do Norte), tem sido, infelizmente, o causador da morte física e espiritual de muitos romeiros, que viajam para a sua festa de aniversário, em “paus-de-arara”, sofrendo fome e sede, por causa da ignorância religiosa. -
Mary Schultze, maio 2005.
Capítulo 13 - Ser ou não ser... pacificadora
Hoje o pastor de nossa PIBT focalizou Mateus 5:9: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”, não esquecendo de dar umas boas alfinetadas nesta “cobrinha abençoada”, o que me estimulou bastante no sentido de ver o que houve de errado na pregação dele.
Como diz o teólogo americano - Dr. Peter Ruckman - em seu livro “The Simplicity of Salvation” (A Simplicidade da Salvação), um dos sete livrinhos que traduzi para ele, o Evangelho de Mateus foi escrito por um judeu e para os judeus, pois Jesus deixou claro, muitas vezes, que viera exclusivamente para pregar aos judeus. Tanto que levantou Paulo, depois que lhe apareceu na Estrada de Damasco, para tomar conta dos gentios, pregando o Evangelho da Graça.
Na época de Mateus capítulos 5 a 7, a regeneração do pecador através do sangue de Cristo ainda não tinha sido feita. De fato, nesse tempo o Novo Testamento ainda não havia sido instituído. Em Mateus 26:28, foi que o Senhor Jesus Cristo instituiu o Novo Testamento quando disse: “Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados”.
O Novo Testamento não entrou em efeito, senão depois de Mateus 27. Então quando um pastor começa a pregar sobre “Pacificadores”, usando Mateus 5, em vez de Romanos 12 e 13 que ensinam: “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12:18). “O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Romanos 13:10), fico logo preocupada, pois isso tem gerado muita depressão entre os crentes.
Quando o pastor afirmou literalmente, no sermão de hoje, que somente os pacificadores é que são “filhos de Deus”, seguindo Mateus 5:9 ao pé da letra, fiquei pensando como iria ele explicar João 1:12: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome”. Não sou e nunca fui pacificadora, pelo menos do ponto de vista do pastor, embora o seja do ponto de vista da família e dos vizinhos, no prédio onde moro, há oito anos.
Certo dia, ia saindo para o almoço, quando a vizinha do lado quis me apresentar a uma nova moradora do mesmo andar (membro da IURD), tendo-o feito com estas palavras: “Míriam, esta é Mary, nossa vizinha do 303. Ela é muito gentil com os vizinhos, mas é tão quieta que a gente até esquece que ela mora ao lado, pois fica o tempo todo ‘estudando’ a Bíblia. A gente só se lembra dela, quando tem um problema e precisa do seu apoio, etc.” Isso é não ser pacificadora?
Na semana passada, quando ia saindo do Bradesco, fui chamada pelo gerente, que se ofereceu para dobrar o meu limite na conta especial, dizendo que sou uma cliente muito correta, nunca dei cheque sem fundos, nunca usei o limite (nem tenho cartão de crédito), quando, então, respondi: “Obrigada, mas não quero que dobrem o limite, porque nunca o usei e nem quero que os hackers da Internet roubem mais do que possuo na conta, que é pouco, mas ainda é meu”. Ele deu um sorriso e disse que eu sou uma pessoa muito sábia. Isso não é ser pacificadora? A igreja está cheia de crentes bonzinhos, que bajulam o pastor o tempo inteiro, enquanto lá fora agem de maneira nada ortodoxa! Para esses ele jamais usaria Mateus 5:9!
Se viver pacificamente com os vizinhos, pagar as contas antes do vencimento e nunca dar um grito dentro de casa é não ser pacificadora, então o pastor tem toda razão. Se mostrar os erros da liderança da igreja, como a subliminar cobrança do dízimo (para agilizar a construção do novo templo), se criticar a mania dos pastores de convocar somente os seus prediletos para orações (inclusive um irmão que chama Jesus de “Pai” o tempo inteiro) é não ser pacificadora, mais uma vez dou-lhe inteira razão.
Agora vamos a um bom exemplo tirado do Sermão do Monte, em Mateus 7:13: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela”. Admiro-me que o pastor não tenha ainda usado este verso para mostrar que o crente pode perder a salvação, já que é tão ligado em Mateus!
Também admiro-me que ele ainda não tivesse usado Mateus 5:22: “Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno”, para dizer que se um crente chamar qualquer irmão de “raca”, isto é, “idiota”, irá a jato para o inferno! Se ele usa Mateus com tanta freqüência, qualquer dia vai me atirar no inferno, junto com o Pr. Paulo (outro pesquisador bíblico), que vê e aponta os defeitos da nossa Igreja, não sendo, portanto um pacificador!
Pacificador mesmo é o santo Pr. Rogério, um pobre pai de família, que recebe uma ninharia para evangelizar, diariamente, nas ruas da cidade, e nem a passagem de ônibus tem recebido da igreja, enquanto outros, que não evangelizam, gozam de tanto prestígio, simplesmente porque entregam pontualmente um bom dízimo!
Não é pacificadora e nem é dizimista esta “cobrinha abençoada”, que gasta mais de 15% do que recebe de INSS em seu ministério de tradução de material bíblico (papel, tinta, xerox, manutenção do computador e da impressora, com 8 horas diárias de expediente), para evangelização dos incrédulos e edificação dos crentes, que não têm acesso ao Inglês e de muitos sem acesso à Internet.
Em Mateus capítulos 5 a 7, não existe palavra alguma que fale de um crente verdadeiro deixar de ser pacificador por não seguir os ensinos do Sermão do Monte, pois de fato, ainda nem sequer existiam cristãos nesse contexto.
Diante de um sermão tão repleto de judaísmo, lamento decepcionar alguns membros do meu grupo, que estão sempre me pedindo para comentar o sermão do pastor, lendo os elogios que tenho feito sobre ele.
Agora eu vejo como as igrejas evangélicas estão decadentes em todos os sentidos... Pois se a minha, que é a melhor da cidade, não é perfeita, o que dizer de outras, em que os pastores gritam o tempo inteiro que só é abençoado quem deposita o que tem e o que não tem... no gazofilácio, “para a maior glória de Deus”, como dizem os jesuítas...
Mary Schultze, 19/09/2005.
Capítulo 14 - Ser grato e generoso
Hoje o pastor da nossa PIBT focalizou Lucas 17:17, tendo feito uma excelente preleção sobre o dever de todo cristão de ser grato (a Deus e ao próximo) e generoso com qualquer pessoa que esteja precisando de ajuda material, moral ou espiritual. Gostei do sermão e logo me lembrei de pessoas que têm sido ingratas comigo e até me decepcionaram bastante na vida. Isso não quer dizer que eu jamais tenha decepcionado pessoas... Pelo contrário, sou uma especialista em decepcioná-las, daí por que faço o possível de esquecer as ingratidões alheias. Agradeço tudo a Deus, diariamente, e com muita alegria...
Vou tentar me lembrar de algumas pessoas (até parentes próximos) que têm me decepcionado:
1. - Margarete (a filha alemã) aos 28 anos (1986), estava dando uma entrevista ao programa da TV Globo, “Pequenas Empresas, Grandes Negócios”, quando me proibiu de aparecer no mesmo. Eu era a fundadora e maior responsável pela firma, porém ela disse que eu estava muito velha e feia para me colocar diante das câmeras. Notem que eu tinha 56 anos. Imaginem o que ela iria dizer hoje!!!
2. - Fui forçada a deixar minha filha mais nova (18) sozinha, no bairro onde tive a empresa (que eu acabara de vender), pois ela recusou-se a vir morar comigo em Terê, dizendo que eu era “uma mãe castradora e fanática religiosa, querendo levá-la sempre à igreja... Que queria ficar livre para gozar a vida...” O resultado disso ela está colhendo hoje, com muitas dores e lágrimas.
3. - Para minha empregada de maior confiança (Demas) dei, com escritura passada, um apartamento onde já residia (de graça) há 8 anos, e poucos anos depois ela fez uma ação contra mim, na Justiça do Trabalho, querendo me tirar muito dinheiro. Ainda bem que ela perdeu a causa, mas o meu coração ainda hoje sangra, por causa dessa ingratidão.
4. - Em 1983, abriguei uma nordestina, que encontrara perambulando pelas ruas do RJ e me pediu guarida. A mulher me deu muita dor de cabeça, exigindo que eu lhe desse a metade da roupa de cama nova que ela viu numa das gavetas da cômoda do quarto de hóspedes. Para me livrar dessa visita incômoda, tive de pagar sua passagem de ônibus para o Maranhão.
5. - Também abriguei uma jovem hippie paraguaia, que acabou ficando seis meses em nossa casa. Paguei um curso de Estética para ela, em Copacabana, e a jovem, depois que voltou à sua terra, nunca mais deu notícias.
6. - Abriguei uma jovem cearense, que desejava fazer o mesmo curso de Estética, tendo ficado uns seis meses em nossa casa. Esqueceu-me depressa, logo que a sua clínica de beleza começou a dar lucro.
7. - Empreguei (com casa e comida) uma jovem paulista, que depois de seis meses, revelou-se uma tremenda mau caráter, tendo revelado à minha filha menor que ela era adotada. Ainda bem que a menina já sabia disso...
8. - Abriguei um jovem seminarista peruano, que havia estagiado no “Acampamento Jovens da Verdade”, o qual se revelou, mais tarde, com segundas intenções, vendo que eu era uma viúva recente... Mais uma passagem paga para me ver livre do incômodo seminarista.
9. - Abriguei uma mulher estranha, que, no final das contas, era uma cigana e quase me seqüestrou a filha menor, naquela época com dez anos de idade.
10. - A partir desse dia, tentei ser mais cuidadosa. Mesmo assim, anos depois, hospedei (já aqui em Terê) uma “escritora” paraense, que acabou me dando um prejuízo de R$200 e alguns problemas no supermercado vizinho, onde deu uma nota falsa de R$10, e só não foi presa porque disse que estava hospedada em meu apartamento e o gerente era meu amigo, tendo vindo até aqui, em companhia de um agente federal, para saber se realmente ela era confiável.
Finalmente, hospedei uma senhora, que pediu para ficar uma noite aqui, depois de um congresso em que estivemos juntas. Ficou quase uma semana e só foi embora porque resolvi ser franca, dizendo-lhe, cruamente, que ela estava sendo importuna, pois acabara de anunciar, diante do Pr. Paulo, que estava adorando meus quitutes light e pretendia ficar uma quinzena em meu SPA, etc.
Mesmo depois de tudo isso, eu ainda continuo a receber amigos, mas, graças a Deus, nenhum deles tem-se revelado um mau caráter: Eduardo, André, Mathews, Cristiano... Portanto, vale a pena ser generosa, como nos aconselhou o pastor da PIBT.
Mary Schultze, julho 2005.
Capítulo 15 - Velhice versus inferno
Há dias eu ia descendo pelo elevador do prédio de onde saía, após ter finalmente colocado uma prótese dentária, que me levou 03 meses de experimentos, mostrando como a velhice é dolorosa. Quando me queixei dos incômodos experimentos, o dentista disse:
“A senhora deve considerar-se feliz por estar colocando uma prótese parcial aos 75 anos de idade, quando muita gente já é obrigada a colocar uma prótese total... aos 40 anos”.
Voltando ao elevador, encontrei um senhor da minha faixa etária, que descia também, com uma cara de tristeza que me deixou preocupada. Olhei para ele e pensei que poderia falar-lhe do amor do Senhor por todos nós (tenho mania de pregar o evangelho em toda parte e em qualquer circunstância). Pensei numa frase banalíssima para começar e disse: “Quando a gente sai do dentista até parece que acabou de tomar uma boa dose de whisky”.
Ele sorriu e falou: “Quando ficamos velhos, o dentista é uma obrigação garantida, pois a velhice é a maior prova de que o inferno existe”.
Aproveitei a dica e respondi: “Não é a velhice que prova a existência do inferno. Jesus, nosso grande Deus e Salvador, falou da sua existência em várias passagens da Bíblia, o que prova que esse lugar realmente existe. Também tenho um artigo sobre o assunto que poderei enviar-lhe, caso o senhor fique interessado no mesmo. O título do artigo é ‘Um Bom Dia no Inferno’”.
Ele me deu o endereço postal e enviei-lhe o artigo, esperando que aquela conversa dentro do elevador seja o primeiro estágio para a sua conversão ao Senhor Jesus Cristo.
Um bom dia no Inferno
Todos nós temos visto o adesivo que diz: “Um mau dia de pesca é melhor do que um bom dia de trabalho”. Se isso é verdade ou não, tenho minhas dúvidas. Porém estou certa de que “um mau dia convivendo com a dor é muito melhor do que um bom dia no inferno”.
Você pode passar dias, ou mesmo anos a fio, sofrendo as conseqüências de um grande trauma físico ou moral, pode achar que ninguém se importa, que ninguém compreende o que você está sofrendo e pode até acreditar que o seu problema não poderia ser pior. Contudo, antes que se perca na desesperança do seu problema, existem coisas que você deve apreciar. Se está sofrendo, agora mesmo, provavelmente está fazendo isso num lugar aquecido (se for durante o inverno e morar em Teresópolis, RJ) ou numa sala com ar condicionado. É mais provável que tenha em sua casa alimento suficiente para vários dias. Provavelmente até conhece alguém que se preocupa com as suas necessidades. Esta noite vai dormir com roupa de cama limpa, na segurança do seu lar. São estas as bênçãos que a tecnologia tem oferecido às pessoas da classe média, como você e eu, e mesmo vivendo num país subdesenvolvido e cheio de políticos corruptos e ladrões, com o mensalão e outras patifarias políticas (como acontece no Brasil), sem dúvida você ainda está bem melhor agora do que se estivesse torrando no inferno.
Se você sofre uma dor prolongada, e ainda não confiou em Jesus Cristo como Salvador, o seu verdadeiro sofrimento nem sequer começou! Se morrer sem Cristo, irá diretamente para o inferno. Será condenado ao tormento, nas chamas desse lugar, por toda a eternidade, sem qualquer possibilidade de alívio. O pior dia de dor que você porventura já tenha experimentado neste mundo, parecerá um dia de prazer e de festa, quando comparado a um bom dia no inferno.
Se você não gosta do seu desconforto atual, garanto-lhe que vai odiar o inferno. Pelo contrário, se está querendo fazer agora um esforço para aliviar a sua dor, por que, então, hesitar em fazer o que for necessário para evitar o eterno tormento do inferno?
A Bíblia diz que ninguém merece a vida eterna por sua própria retidão. Romanos 3:23 diz o seguinte: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Isto significa todos, sem exceção alguma. Você tentará inutilmente argumentar comigo sobre a boa pessoa que você é, mas bem que conhece os seus pecados secretos. Você sabe que não é realmente bom. Bom há somente um, que é Deus! Apocalipse 21:8 coloca todos os mentirosos em pé de igualdade com os tímidos, incrédulos, abomináveis, homicidas, fornicadores, feiticeiros e idólatras. Você pode até estar inocente em alguns desses pecados deploráveis, porém sabe que é um mentiroso. Todos nós somos mentirosos, quase por exigência do contexto social em que militamos. Por essa razão o seu destino é o mesmo dos outros, ou seja “...no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte”.
É impossível você escapar desse destino, freqüentando uma igreja, onde se cantam corinhos e se dança cheio de alegria, achando que está salvo por causa dos cultos que freqüenta, porque está salvando o meio ambiente ou seguindo as dicas do seu teólogo (agnóstico) favorito. Vai ser condenado, de qualquer maneira. A Bíblia destrói qualquer esperança de conseguir caminhos que possam nos levar ao céu. Só há um caminho e este é Jesus Cristo! (João 14:6). Efésios 2:8,9 diz o seguinte: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. Não há obras que você possa praticar, a fim de contrabalançar a malignidade dos seus pecados. Suportar uma grande dor neste exíguo tempo de existência aqui na terra nada é comparado à idéia de queimar no inferno por toda a eternidade. Se você não é tão justo como Jesus Cristo foi, não pode ter esperança alguma de escapar de um destino muito pior do que alguns anos ou décadas de dor. Sua situação seria completamente sem esperança, se não fosse pelo que Jesus falou em João 3:16: ”Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna”. Na 2 Coríntios 5:21 Paulo diz: “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”.
O sofrimento (espiritual e físico) que Jesus Cristo suportou na cruz foi total e suficiente para neutralizar todos os nossos pecados. A Bíblia diz, em Romanos 6:23: ”Porque o salário do pecado é a morte, mas o Dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. Quando expirou na cruz, Jesus Cristo pagou todos os pecados da humanidade e ao mesmo tempo adquiriu o dom da vida eterna para cada pessoa neste mundo. Você já aceitou Jesus Cristo como o seu Salvador pessoal? Se não, por que não? Está na hora! Amanhã poderá ser tarde demais! Reconheça que é um pecador perdido, arrependa-se, peça que Deus o perdoe e confie em Jesus Cristo como o seu salvador pessoal.
Antes de tudo, você precisa admitir que é um pecador perdido e que realmente merece o inferno. (Se você não puder admiti-lo, honestamente, pelo menos uma vez na vida, então o seu problema é grave demais). Em seguida, deve crer que o sacrifício de Jesus Cristo na cruz foi suficiente para apagar todos os seus pecados. Não há coisa alguma que você realize, aqui ou depois da morte, que possa acrescentar algo ao que Ele realizou na cruz. Você deve crer que a morte, o sepultamento e a ressurreição do Senhor Jesus Cristo (1 Coríntios 15:1-4) aconteceram por sua causa, simplesmente porque Deus ama você! Lembre-se de que Jesus está vivo e somente Ele pode lhe dar a vida eterna. Você deve invocá-Lo em oração, deve orar, admitindo que merece o inferno, e pedir que Ele entre em seu coração e lhe dê o dom da vida eterna (Romanos 10: 9,13). Faça isto, amigo, e veja como se sentirá feliz, muito feliz! Jesus Cristo é a única Verdade. Ele nos dá garantia de felicidade, aqui e agora! Ser um cristão bíblico é gozar as delícias celestiais, aqui mesmo na terra!
Se você rejeitar essa oferta de salvação que Deus lhe faz, estará se encaminhando para um sofrimento muito maior do que qualquer dor e sofrimento que tem experimentado até hoje em sua vida. Quando estiver no inferno, você vai olhar para trás, cheio de saudade dos dias em que sofria aqui na terra. Quando estiver no inferno, você jamais poderá escapar. Então irá descobrir, e já muito tarde, que “um mau dia de convivência com a dor, neste mundo, é muito melhor do que um bom dia no inferno”!
Se você não consegue suportar a dor física ou moral que está sofrendo agora, não seria melhor se livrar daquela eterna dor inevitável? Não seria melhor evitar a dor que experimentará por toda a eternidade? Talvez você não possa fazer coisa alguma para evitar a sua dor atual, mas pode se livrar completamente do sofrimento eterno, confiando o futuro de sua alma a Jesus Cristo. Nele você pode e deve confiar!
Mary Schultze, 01/12/2005
(Inspirado no capítulo 7 do livro “Living With Pain”, do Dr. Samuel Gipp).
Capítulo 16 - Os “santos” assassinos
Não satisfeitos com os crimes cometidos durante mais de 16 séculos pela hierarquia romana, através de inquisições, guerras mundiais e todo tipo de perseguição aos inocentes, ultimamente os “santos” católicos feitos de metal, pedra, madeira e barro resolveram agir agressivamente, ferindo e matando os fiéis da igreja que os elevou ao status de santos.
Duas notícias de um site italiano me chamaram a atenção e aqui estou para entregá-las, com alguns comentários, aos irmãos na fé exclusivamente no sacrifício de Cristo na cruz do calvário. Como já estamos cansados de escutar e ver na TV, nos jornais e revistas, a novela do mensalão e de outros esquemas de corrupção no Brasil, uma notícia da corrupção espiritual na Europa pode nos dar um refresco, já que na União Européia a corrupção política não chega a 1/100 da nossa.
Crucifixo mata mulher em Cerdeña - Itália
Na Itália, as Sra. Paoletta
Urru, que assistia à missa em honra do patrono local, S. Lourenço, morreu,
quando lhe caiu em cima um crucifixo acompanhado de um pedaço da cornija da
igreja.
A vítima, de 38 anos, assistia à missa com o marido e os dois filhos, um de nove anos e outro de um ano e meio, quando o crucifixo a atingiu bruscamente.
Dada a afluência de fiéis, a malograda devota assistia à missa no exterior do templo, como muitas outras pessoas, quando parte da cornija e o crucifixo se soltaram da fachada, provocando-lhe morte imediata.
Por isso estou tentando ajudar na obra de construção do novo templo da nossa PIBT, temendo que as pessoas que assistem aos cultos, lá fora, se tornem vítimas de uma “tijolada” na cabeça.
Igreja fere operários
Dois operários, de 26 e 28 anos, ficaram gravemente feridos em
conseqüência da derrocada parcial de uma igreja em construção, no município de
S. Fulgêncio, em Alicante.
O acidente teve lugar lá pelas 11 horas da manhã, após a derrocada dos pilares que sustentavam o último piso.
As casas de Deus não oferecem proteção divina. Dirão os mais ímpios: «as igrejas podem prejudicar gravemente a saúde e provocar a morte»...
(”El Periódico”, Carlos Esperança, quarta-feira, 10 e 11 de Agosto de 2005, respectivamente)
Esta articulista concorda plenamente com os ímpios, pelo menos neste ponto. O Senhor Jesus Cristo mandou que orássemos dentro das 4 paredes do nosso quarto, a fim de não sermos vistos pelos homens e considerados piedosos, recebendo, já neste mundo, o nosso galardão. Muitos católicos vão assistir ao blasfemo sacrifício da missa (Leiam a Epístola aos Hebreus) para mais tarde ficarem assistindo todo tipo de show indecente na TV, contando piadas sujas, muitas vezes traindo o cônjuge e se embriagando.
Por outro lado, muitos crentes evangélicos andam com a Bíblia debaixo do braço, saindo de suas igrejas com uma cara piedosa para, logo em seguida, entrar no supermercado e comprar tudo que faz mal à saúde, poluindo o templo do Espírito Santo, a fim de satisfazer a sua gula desenfreada. O maior pecado dos crentes não é a embriaguez, não é o adultério... é a gula desenfreada.
Os católicos usam o escapulário no pescoço, certos de que a “Senhora do Carmo” irá retirá-los do purgatório, no primeiro sábado após a sua morte, conduzindo-os sãos e salvos ao céu.
Muitos evangélicos entregam o dízimo e dão ofertas, na esperança de que Deus irá abençoá-los com bens materiais, mesmo porque o céu já está garantido, uma vez que aceitaram o Senhor Jesus Cristo como único Salvador.
Que não se enganem os analfabetos bíblicos. Ser salvo é crer no Senhor Jesus Cristo como único, total e suficiente Salvador, mas também é comprovar essa crença, levando uma vida reta, diante de Deus e dos homens, sem depender de obra alguma, quer seja missa, comunhão, oração aos “santos assassinos” da ICR, dízimos, ofertas, sacrifícios e adulação a qualquer tipo de hierarquia religiosa, quer seja católica ou protestante.
Infelizmente, a Igreja de Roma está cada dia mais forte, por causa de sua monumental riqueza material amealhada à custa da venda de almas. Ela tem abarrotado os seus cofres de ouro e pedras preciosas, de todas as moedas fortes do planeta, de monumentos seculares, de ações em todas as multinacionais do oriente e ocidente.
Com ela “se prostituíram os reis da terra; e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição”. Na visão do apóstolo João, essa “mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição; e na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra” (Apocalipse 17:2,4,5).
Mary Schultze, agosto 2005.
Capítulo 17 -
Novamente
em Leipzig
Recebi uma carta da filha alemã contando suas aventuras e desventuras nos últimos meses, desde o casamento de Luciana (minha neta mais velha), em 24/06/2005, até os problemas que tem enfrentado com as estalactites de gelo invadindo os aposentos da neta menor e com uma gerente mau caráter na Clínica Veterinária do meu genro.
Junto à carta veio um CD musicado, com toda a movimentação do casamento de Luciana, contendo 180 fotos e outras coisas interessantes. Não pude ir ao casamento da neta porque o problema com a prefeitura de Caxias ainda estava em fase de solução e agora vejo, mais uma vez, como Romanos 8:28 tem sido uma realidade em minha vida. Deixei de viajar até a Alemanha (país que eu não suporto), economizei uns US$2.000 (que agora joguei na reforma do meu apê) e há poucos dias recebi a documentação de tudo, como se lá estivesse. Depois do computador e da Internet, viajar para o exterior só mesmo para quem gosta de ficar apertado numa poltrona aérea por muitas horas, o que, francamente, não é meu caso, apesar de “A Primavera” de Vivaldi ser o fundo musical nas aeronaves da Ibéria.
Quando traduzi o livro “Fact or Fraud” do Dr. Goran Larsson, contestando a obra “Os Protocolos de Sião” e não lhe cobrei pelo trabalho, ele me ofereceu uma passagem de ida e volta a Israel, com tudo pago em hotel 5 estrelas. Agradeci e respondi que me achava idosa demais para viajar e, anos depois, quando ele veio ao Brasil, teve a gentileza de vir passar um dia inteiro comigo aqui em Terê.
Uma notícia que me chamou a atenção na carta da filha foi que o marido de Luciana (José, um Físico Nuclear peruano) conseguiu um bom emprego em Leipzig, a cidade que tem a marca registrada de Lutero - como Reformador - e de Bach como compositor sacro e regente de coral. Vamos ler sobre esta cidade, conforme escrevi no capítulo 5 do meu livro “Viajando com Martinho Lutero”:
Leipzig
A cidade da famosa disputa
Nos idos dos séculos 15 e 16 Leipzig já era uma cidade de respeitável importância do ponto de vista comercial e intelectual, no Eleitorado da Saxônia. Existem provas de que Lutero visitou esta cidade cerca de dezessete vezes. Sua estada mais importante foi durante o verão de 1519, quando tomou parte na famosa “Disputa de Leipzig”, no Castelo de Pleissenburg.
Confrontado por um erudito em Teologia Ortodoxa, Lutero deslizou gradualmente, no curso do seu acrimonioso debate acadêmico, de ser um crítico da Igreja Católica em direção ao seu papel de Reformador. A área do castelo é agora ocupada pela nova Prefeitura, e no alto da parede mais alta da mesma está afixada uma placa simples e atrativa em memória desse evento histórico. Uma placa de pedra memorial marca o antigo local, na Hainstrasse, da Casa próxima à Pereira, onde Lutero e Melâncton permaneceram durante a disputa. O fato do aparecimento de Lutero em Leipzig ter tido considerável reprovação é evidenciado por uma gravação pedra (datada de 1535), a qual retrata o papa e o imperador aparentemente triunfando sobre o seu adversário prostrado. Este exemplo fora do comum de documentação contemporânea, pode ser visto na parte externa da Frege Haus. Por outro lado, em 1521 o púlpito em estilo gótico antigo foi feito para a Igreja de São Nicholas. Ele é conhecido como o Púlpito de Lutero, embora o Reformador jamais o tivesse ocupado mas apenas sermões foram aí pregados refletindo suas idéias
O edifício mais intimamente associado a Lutero é, contudo, a Igreja de São Thomas, onde, no dia 25 de junho de 1519, a Disputa de Leipzig foi aberta com um culto religioso, no qual o Coral da Igreja, sob a direção de Georg Haw, tomou parte. Mais de dois séculos depois, o coral dessa igreja estaria sob a direção do genial compositor cristão, Johann Sebastian Bach.
Com o seu sermão Whitsun, no dia 25 de maio de 1539, Martinho Lutero introduziu definitivamente a Reforma em Leipzig. Uma placa memorial de bronze no interior da Igreja comemora este significativo evento. O edifício obteve sua aparência atual no despertar da Reforma.
Depois de 1539, os altares edificados para a veneração dos santos foram demolidos, junto com a parede que separava a chancelaria, reservada somente ao clero da congregação, no corpo central da igreja.
Quando a igreja foi reconstruída entre 1880 e 1890, vitrais coloridos foram instalados, na parede sul; um deles retratando Lutero e um outro, o Rei Gustavo Adolfo, o qual lutou pela sobrevivência do Protestantismo, tanto em Leipzig como noutros lugares, durante as guerras pós Reforma.
Uma terceira janela honra Johann Sebastian Bach, o mestre de Coral de São Thomas, cuja obra se tornou conhecida após a Reforma como o Coral dos Garotos Municipais, tendo feito uma contribuição positiva ao desenvolvimento da música protestante na igreja. Bach nasceu em Eisenach, em 1685 (onde Lutero estudou de 1498 a 1501), depois foi para Leipzig, e aí se notabilizou como um dos maiores nomes da música sacra erudita.
Relendo este trecho do meu livrinho, sinto-me novamente em Leipzig, onde consegui as anotações para este capítulo. Agora, com a neta residindo ali, até pode acontecer que eu me anime a ir novamente à Alemanha pós-cristã, para matar a saudade dessa pérola da Saxônia!
Mary Schultze, dezembro 2005.
Capítulo 18 - O Grande Advogado
Na Alemanha quase ninguém mais se dá ao luxo de casar, pois a burocracia é tão grande que os casais preferem se ajuntar e constituir família sem legalizar a situação. Acho que esse já é um dos golpes do “homem do pecado”, o qual não deseja ver pessoa alguma dentro da lei de Deus. Garanto que esse monstro vai sair da Alemanha... E deve sair mesmo, pois o seu protótipo (Hitler) “reinou” ali nos anos 1940.
Minha neta (brasileira/alemã) e o noivo (peruano) estão lutando, há mais de um ano, na tentativa de se casarem legalmente, mas o governo alemão tem colocado tantos empecilhos que o casal vai acabar desistindo do casamento, mesmo sendo minha neta uma crente sincera e desejando viver conforme a Palavra de Deus.
Nesses meses todos o governo alemão tem exigido documento após documento, de ambas as partes. Sempre que os noivos entregam um documento, o cartório exige outro e assim o casamento vai sendo adiado, na tentativa de se conseguirem os inúmeros documentos exigidos. O último a ser exigido para a minha neta foi uma certidão de batismo emitida e com firma registrada na cidade onde ela nasceu (aqui no Brasil) e no consulado alemão. Depois desta, um novo documento foi pedido... só que o dito não existe em nosso país... E o impasse continua...
Diante de tantas exigências lembrei-me do que aconteceu após a morte do meu marido. O inventário durou apenas seis meses, pois contratamos um bom advogado. Só que havia uma certa quantia (parte da venda da casa de meus sogros falecidos) depositada no Dresdner Bank em Frankfurt, a qual deveria ser trazida ao Brasil e repartida entre os herdeiros (no caso minhas duas filhas e eu). Lutei durante dois anos para conseguir a transferência desse dinheiro, mas cada vez que eu enviava um documento exigido, o governo alemão ia pedindo outro, todos eles reconhecidos no consulado alemão. Gastei uma nota com tradutores juramentados e cartórios. Até que um dia o vice-cônsul se compadeceu de mim e falou: “Frau Schultze, eu não deveria lhe dizer isso, mas vou falar. A Sra. jamais vai receber esse dinheiro, pois o governo alemão vai sempre exigir um novo documento, até que a Sra. desista. Contrate um excelente advogado em Frankfurt e, mesmo assim, não posso garantir que ele consiga resolver o problema”.
Quando ele mencionou a palavra “advogado” depressa me lembrei da 1 João 2:1 que diz: “...temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”. Então falei para o vice-cônsul: “O Sr. tem razão. Acabei de contratar o melhor Advogado do universo: Jesus Cristo. Ele vai resolver esse problema”. O funcionário alemão me olhou intrigado, deu um sorriso amarelo (achando que eu estava louca) e logo me dispensou.
Quando cheguei em casa, com aqueles documentos na mão, sentei diante da máquina de escrever e redigi uma carta (em Inglês) ao Dresdner Bank, nos seguintes termos: “Os senhores têm exigido documentos demais e estou enviando os últimos. Agora EXIJO que o meu dinheiro seja depositado na conta... do Banco do Brasil, Agência Duque de Caxias, RJ., dentro de, no máximo, sessenta dias”. Assinei a carta e, em seguida, fiz uma oração ao meu Advogado e Ele resolveu o problema antes do prazo determinado.
Pois bem, neste dia 02/08/04 estou contratando novamente o mesmo Advogado competente e justo para resolver o problema de minha neta. Peço que todos os meus amigos orem no sentido de que esse documento fantasma seja dispensado e minha neta possa casar brevemente com o eleito do seu coração, um jovem peruano, Físico Nuclear, doutorado com as melhores notas na Universidade de Chemnitz.
Mary Schultze, agosto 2004.
P.S. - No dia 24/06/05, minha neta se casou com o noivo peruano. No dia 25/10/05, a Prefeitura depositou em minha conta o valor integral dos imóveis que havia desapropriado em março de 2005. Este ADVOGADO é realmente poderoso, hem?
Louvado seja o Seu Nome!
Capítulo 19 - O Cristo agrilhoado e o Walita
Minha filha Rose perguntou o que eu desejava receber de aniversário e pedi um liquidificador Walita, pois o meu tem 4 anos de uso, ainda está em perfeita forma, porém a qualquer momento pode falhar e preciso dele diariamente.
Realmente eu até pensei em lhe pedir um aparelho de som, pois o meu anda péssimo e só consigo dormir após ter escutado uma hora de Bíblia, na voz de Cid Moreira...mas iria custar muito, então optei pelo Walita.
Ela comprou um liquidificador na Loja CEM, trouxe naquele dia e se foi, pois estava com problemas de mudança. Abri o pacote de presente e constatei que o liquidificador comprado era de outra marca... desconhecida. Guardei-o sem usar e quando ela me perguntou se eu havia gostado do presente, respondi francamente: “Não”. Ela se espantou e expliquei que havia pedido um Walita e não um eletrodoméstico de marca estranha. Ela ficou mais espantada ainda, pois realmente havia comprado um Walita e a Loja CEM entregou aquele bem mais barato. Trouxe a nota fiscal e, no dia seguinte, fui até a loja para reclamar o engano.
O Gerente Isaías (um cristão genuíno) quase se ajoelhou a meus pés, pedindo perdão, e logo trocou o aparelho pelo que deveria ter sido entregue. Enquanto ele estava tentando resolver o assunto, fiquei sentada diante de sua mesa, contemplando um crucifixo de metal incrustado em madeira, com um rosário amarrando-o, como se ele fosse desabar daquela parede, a qualquer momento.
Fiquei pensando na afronta que a igreja de Constantino tem feito, há mais de 16 séculos, mostrando sempre o nosso Salvador pregado na cruz, quando Ele já ressuscitou há quase 2.000 anos. Pior ainda, ali estava Ele agrilhoado por um rosário de vidro barato, como um escravo dos falsos dogmas da Igreja de Roma.
Se as pessoas lessem o Novo Testamento, como o fiz há 27 anos, jamais continuariam presas aos fraudulentos dogmas do Catolicismo Romano. Quem lê a Palavra de Deus aprende que Cristo morreu por nossos pecados, mas ressuscitou ao terceiro dia e está vivo, à destra do Pai Celeste, intercedendo por nós o tempo inteiro. Que a salvação é inteiramente de graça, dispensando qualquer tipo de obra. Que nenhum homem (papa, bispo, padre ou pastor) tem o poder de perdoar pecados, mas somente o Senhor, que nos perdoa em o Nome do Seu Filho amado. Que Devemos confessar (arrependidos) nossos pecados a Deus, logo que os cometemos, pedindo que o Espírito Santo nos purifique e nos transforme em pessoas melhores. Que Maria, a mãe do Senhor Jesus Cristo na carne, não tem poder algum para salvar quem quer que seja. Ela nasceu pecadora como todos nós, viveu uma vida reta, foi escolhida para ser a mãe do Salvador, mas foi também uma mulher comum, como qualquer mãe de família. Ela jamais iria permitir tanta idolatria em seu favor. Morreu, virou pó e está aguardando o dia do julgamento, no Tribunal de Cristo, como todos nós...
Manter o Rei dos reis e Senhor dos senhores pregado na cruz e agrilhoado a um rosário, como se ele fosse um escravo de sua própria mãe (a Senhora do Rosário - criada pela igreja dos papas) é negar a ressurreição do Senhor.
Por esse crime contra o nosso Deus e grande Salvador, os padres, bispos, papas e fiéis da Igreja de Roma vão pagar caro. Imaginem quantos milhões de sacerdotes católicos estão agora gemendo no inferno por causa da mentira religiosa que têm pregado, conduzindo tantos milhões de almas enganadas ao suplício eterno!
Vamos citar algumas frases do Dr. Peter Ruckman, em seu livrinho “The Simplicity of Salvation" , por mim traduzido:
Visto como nós, seres humanos, nada podemos fazer para sermos salvos do inferno, “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo” (Tito 3:5), o Senhor está pronto a nos conceder a justificação. Essa justificação vem por meio de Jesus Cristo, o qual foi até a cruz, pois “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21). Jesus Cristo veio para nos livrar do inferno, ao padecer na cruz por nossos pecados. Se nós O recebermos como Salvador, então receberemos Sua perfeita justiça e santidade e poderemos agradar a Deus, tornando-nos aceitáveis diante dEle. Qualquer outra tentativa de ganhar a aceitação de Deus jamais funcionará. “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” (Atos 17:30).
Isso quer dizer que devemos abandonar a nossa velha maneira de pensar, passando a viver somente para Deus. A Bíblia diz: “Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Romanos 10:13).
Este é o convite. Nem igreja, nem batismo, nem boas obras podem salvar-nos. Precisamos confiar somente em Jesus Cristo. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9). Creiamos somente no poder de Jesus Cristo, “Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido” (Romanos 10:11). Leiamos diariamente a Bíblia, para crescer “na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo” (2 Pedro 3:18-c). A melhor leitura é a da Versão Autorizada de 1611 [Bíblia King James, no Brasil, Almeida Corrigida e Revisada FIEL]. Vamos Conversar também com Deus através da oração. Deus já nos selou com uma nova vida. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5:17). E devemos vivê-la somente para Ele...
Mary Schultze, dezembro 2005.
Capítulo 20 - De Deus não se zomba...
Diz a santa e inerrante Palavra de Deus, em Gálatas 6:7: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”.
Tenho três exemplos para comprovar que do Senhor, nosso Triúno Deus, não devemos jamais escarnecer, pois o preço que Ele nos cobra é alto demais.
Primeiro vem o caso que me foi remetido pela amiga Raquel.
1. - Em Londrina (PR), uma cidade de mais de meio milhão de almas, aconteceu algo inexplicável, em setembro de 2004.
Uma jovem de 19 anos havia começado a beber e usar drogas. Certa noite
ia saindo para uma de suas costumeiras farras noturnas, em companhia de 04 jovens (um deles com apenas 13 anos de idade), os quais estavam bebendo, com o som do carro em altíssimo volume. A garota entrou no veículo e quando a mãe (bastante preocupada) dela se despediu e falou: “Vão com Deus!”, a garota respondeu em tom de zombaria: “Só se ele for no porta-malas, porque o carro está lotado”, palavras que foram acompanhadas de sonoras gargalhadas pelos ocupantes do veículo.
Logo em seguida, dirigindo em alta velocidade, o motorista do carro perdeu a direção, foi de encontro a um poste e os cinco ocupantes vieram a falecer. Dentro do carro havia muitas drogas e bebidas.
Quando a perícia técnica e os bombeiros chegaram ao local do acidente, ficaram surpresos. O carro estava totalmente destruído, mas o porta-malas do mesmo estava intacto. E mais: dentro do porta-malas havia 3 dúzias de ovos e nenhum destes estava quebrado!
2. - Zito, o homem que edificou nossa casa em Jardim Primavera (D. Caxias, RJ) estava, certa manhã de domingo, em frente à Primeira Igreja Batista do bairro, quando viu o Pr. Fernando Batista sair do supermercado próximo, levando alguns pães de forma e uma garrafa grande de suco de uva.
Querendo dar uma de engraçado, Zito falou: “Aí, hem pastor? Levando a cachaça e o pão pra fazer uma farrinha em sua igreja, hem?”
O Pr. Fernando parou, olhou para Zito e o exortou com estas palavras: “Zito, de Deus não se zomba! Cuidado com esse tipo de brincadeira porque Ele pode se zangar”.
Zito deu uma boa gargalhada e respondeu: “Que nada, pastor! Deus sabe que foi só uma brincadeirinha!”. Mas Deus se zangou, pois alguns minutos mais tarde, quando Zito entrou num boteco, ali perto, e sorveu um gole de caipirinha, caiu imediatamente, fulminado por um enfarte.
3. - Naquele domingo (15/08/1982), meu marido (um luterano liberal) havia dormido depois do almoço, como de costume. Acordou às 15 hs e pediu: “Mutti, não esqueça de me chamar às 4 hs para o café com torta de nozes, OK? Vou tomar uma dose de whisky e preciso desse café” .
Falei o seguinte: “Papi, amanhã é o dia do seu aniversário e da nossa filha Rose. Não beba hoje, pois se acontecer algum acidente a festa será cancelada e nossa filha vai sofrer. Além disso, o Apóstolo Paulo disse que os bêbados não entrarão no reino de Deus!”
Papi deu uma risada zombeteira e respondeu: “Então, Deus é quem vai sair perdendo!”
Às 16 hs, quando fui chamá-lo para o café, ele estava morto, de enfarte fulminante, coisa inexplicável, pois ele não tinha qualquer problema cardíaco!
É muito perigoso zombar do supremo Criador do céu e da terra. É a exata blasfêmia contra o Espírito Santo, um pecado imperdoável! Devemos colocar em mente a verdade maior:
Jesus Cristo é Deus e morreu por nós. Devemos amá-Lo, honrá-Lo e reverenciá-Lo. Devemos olhar com extrema humildade para o Seu sacrifício vicário na cruz e agradecer todos os dias por ter Ele obedecido à vontade do Pai, tendo vindo a este mundo para morrer em nosso lugar. Honremos a memória do Seu sacrifício - a Ceia do Senhor - porque esta nos edifica, ao mesmo tempo em que estamos fazendo o que Ele nos recomendou: “Fazei isto em memória de mim!”.
Mary Schultze, setembro, 2005.
Capítulo 21 - A caixa coletora do “semanalão”
Como diz o jornalista Olavo Oliveira, referindo-se aos “ratos” do Mensalão, “Na política, na vida acadêmica ou na religião, a vigarice embelezada pelo auto-engano é a fonte de inspiração de todos eles”. Acrescentando que, “tão logo certos indivíduos tenham nas mãos o painel de comando... o usam para toda sorte de patifarias e ainda julgam isso o supra-sumo da ética”.
Não me refiro aqui aos políticos brasileiros, pois estes são tão sujos, que só de neles pensar e os ver na telinha, sentimos náuseas e vergonha de ter nascido num país catequizado pelos jesuítas, onde “os fins justificam os meios”. E quais são os “fins” desses ratos políticos, senão o enriquecimento ilícito à custa do sangue e suor do trabalhador honesto e sempre explorado neste país? Estou focalizando aqui os pastores mercenários, que recebem em suas “igrejas momescas”, vindos dos USA, os fraudulentos pregadores do espúrio “evangelho da prosperidade”, cujo único objetivo é tornar prósperos os seus líderes gananciosos. Eles usam uma mistura de evangelho bíblico, catolicismo e ocultismo, fazendo lavagem cerebral nos seus ouvintes, a fim de aumentarem os saldos bancários.
Todo mês estou recebendo convites para assistir às pregações desses “apóstolos fraudulentos” (conforme Paulo os menciona, na 2 Coríntios 11:13) e fico abismada com a cara de pau de quem mos envia, mesmo sabendo que sou uma inimiga do Vaticano (ao qual eles servem por baixo do pano) e dos apóstatas, que escrevem livros e pregam um evangelho misto de hinduísmo e abundância material, como se o Senhor Jesus Cristo (que eles em geral chamam simplesmente “Jesus”) fosse um quitandeiro disposto a vender frutas e legumes em troca de dízimos e ofertas, e o Espírito Santo fosse um office-boy, obrigado a resolver todos os seus desejos, principalmente os problemas materiais. Eles sempre usam o Velho Testamento porque não encontram nas cartas de Paulo embasamento algum para o seu disfarçado espiritualismo “mamonista”.
Esta semana, haverá em SP um desses encontros, nos quais os incautos participantes devem colaborar com muitos dízimos e ofertas, a fim de “expandir a obra do Senhor”, conforme eles apregoam. Infelizmente, porém, essa obra não é exatamente do Senhor, mas dos banqueiros (laranjas do Vaticano), que entesouram as fortunas amealhadas por esses espertalhões, os quais, em nosso país, já são tantos que seria quase impossível enumerar.
Ontem passei em frente ao uma “igreja” com o nome de “Família de Jesus”. Ora, como agora não devemos nos dirigir a “Jesus”, mas ao “Senhor Jesus Cristo”, que é o Seu título de glória, lembrei-me da “família de Jesus” nos livros gnósticos. Vejam como o “pastor” que inventou essa “igreja” nem sabe distinguir entre o “Jesus” na carne e o “Senhor Jesus Cristo” glorificado no céu, sentado à destra do Pai celestial, aguardando o momento exato de voltar ao mundo para estabelecer o Seu Reinado Milenar. Isso deve acontecer depois de termos sido arrebatados, para com Ele ficarmos, até o momento de sua volta gloriosa à Terra, após a Grande Tribulação.
Tantas têm sido as novas “igrejas” fundadas que já não existem nomes disponíveis e os analfabetos na Bíblia e no vernáculo ficam inventando nomes ridículos como o supracitado, a fim de atraír os coitados, que ali serão espoliados nos dízimos e ofertas. Mesmo porque todos eles pregam Malaquias 3, e os infelizes membros de suas ”igrejas”, que nunca sabem distinguir entre o Velho e o Novo Testamento, vão se deixando espoliar, temendo “perder as bênçãos”, se não derem o que têm e o que não têm a esses “ratos eclesiásticos”.
Infelizmente, a liderança da PIBT, que jamais exigiu a entrega do dízimo e nunca exibiu um gazofilácio diante dos seus membros (pelo menos nos dez anos em que a tenho freqüentado), agora resolveu inaugurar uma dessas caixas coletoras de ilusão espiritual, ou seja, uma “caixa coletora do semanalão”, a fim de continuar a construção do novo templo, que está parada por falta de verba. A meu ver, nossa igreja regrediu em 2.000 anos...
Se os pastores e líderes da PIBT confiassem realmente nas promessas bíblicas (Filipenses 4:19; Efésios 3:19-20, etc.), sabendo que o templo atual está pequeno demais para conter o número de fiéis que tem aumentado, com a excelente pregação do pastor, iriam simplesmente chamar a atenção dos membros da igreja para a necessidade de colaborar como pudessem, em vez de exibir uma caixa coletora do “semanalão”, a qual, sem dúvida alguma, poderá espantar os visitantes, que ali têm chegado, na cálida esperança de que o pastor da PIBT nunca mencione, no púlpito, a palavra dinheiro, tão amada pelos pastores mercenários...
Mary Schultze, setembro 2005.
Capítulo 22 - O Limbo
A revista TIME publicou, em 09/01/06, um artigo religioso intitulado “Life After Limbo”, tentando agradar ao Vaticano, visto como, segundo Eric Jon Phelps, em seu livro “Vatican Assassins”, essa revista (bem como 90% da mídia ocidental) é controlada pela Igreja de Roma, a qual é sócia majoritária de todos os empreendimentos lucrativos do planeta.
Segundo um amigo muito querido, "o tal ensaio sobre o desejo do papa atual de reformar o Limbo não passa de mais um jogo sobre a verdadeira história desse lugar mitológico, falhando em contar toda a verdade a respeito do assunto".
De acordo com esse mito católico, milhões de bebês que morreram sem receber o batismo católico foram para o Limbo, logo após a morte. Contudo, em Mateus 19:13-14, lemos: “Trouxeram-lhe, então, alguns meninos, para que sobre eles pusesse as mãos, e orasse; mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, disse: Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim; porque dos tais é o reino dos céus” (Grifo nosso). O SENHOR também disse, em Mateus 18:3: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus”.
Ora, se o nosso Deus e Salvador Jesus Cristo afirmou que o reino dos céus é das crianças e que devemos nos tornar iguais a elas, a fim de ali entrarmos, onde fica o Limbo nessa história? Agora o papa Bento 16 resolveu dar uma "colher de chá" às criancinhas do Limbo e, provavelmente, vai pedir que a Senhora do Carmo, especialista em retirar almas do Purgatório, dê um pulinho até o Limbo e retire de lá os milhões de infantes que ali têm permanecido na maior escuridão, aguardando a entronização de um papa alemão que se lembrasse delas!
O Vaticano é proprietário de todas as multinacionais do planeta e já não precisa do dinheiro dos batismos infantis, por isso resolveu abrir mão desse dogma ridículo e dar um “refresco de maracujá” aos garotos “pagãos”. Ratzinger deseja agradar a gregos e troianos (exceto a nós, os cristãos bíblicos) e resolveu começar a fazer mudanças em sua igreja, na certa para que nos esqueçamos que durante décadas, e até pouco tempo, ele foi o inquisidor-mor do Vaticano, ocupando o mesmo trono dos mais cruéis inquisidores da Era das Trevas...
Como disse o meu amigo em seu comentário sobre o artigo da revista TIME, Jim Jones foi um “João ninguém” comparado à matança de inocentes que o Vaticano tem executado durante 16 séculos! O Dr. Aníbal Reis, ex-padre católico e grande escritor evangélico, certa vez declarou que o Vaticano é responsável pela morte de meio bilhão de pessoas inocentes! Como Abel, Aníbal Reis “fala, mesmo depois de morto!”
A doutrina do Limbo tem causado sofrimento a milhões de famílias católicas, as quais imaginam que os seus amados filhos e netos estão confinados a um lugar escuro, por terem falecido sem o batismo católico.
A Igreja de Roma tem sobrevivido por dezesseis séculos à custa da mentira e do medo que tem inculcado nas mentes que desconhecem o verdadeiro Evangelho de Cristo. Com os seus mitológicos Limbo e Purgatório, que negam a obra redentora de Cristo na cruz, os papas têm faturado bilhões e acumulado uma colossal fortuna em dólares, propriedades, barras de ouro, jóias e outros bens, tudo isso conseguido à custa de pilhagens feitas nas inquisições, nas guerras por ela organizadas, nas missas pelas almas do Purgatório e nas indulgências.
Cada vez que acendemos uma lâmpada, ligamos a TV, acessamos a Internet e tomamos um copo d’água ou um refrigerante, o Vaticano está levando a parte do leão.
Para nos livrarmos da boca do leão, como aconteceu com o apóstolo Paulo em Roma, só nos resta esperar pela misericórdia infinita do nosso Deus, enviando o Seu Filho amado pela segunda vez! Maranata!!!
Mary Schultze, janeiro 2006.
Capítulo 23 - Joseph Ratzinger I e Único?
Joseph Ratzinger, eleito recentemente como Papa Bento XVI, em sucessão ao papa JP2, chega ao trono papal com algumas desvantagens em relação ao seu predecessor.
1. Ele é agressivo demais para manter por muito tempo essa máscara de “papai bonzinho”, a mesma exibida, durante muitas décadas, por outra figura política mundial - Joseph Stalin - o mundialmente temido ditador soviético.
2. Ele é um burocrata habituado às intrigas de gabinete, carecendo, portanto, de muita habilidade para suportar a praticidade exigida pelo encargo de governante mundial, conforme tem sido o verdadeiro ofício de um papa católico, desde a criação do Ecumenismo, o movimento católico romano que tem conseguido colocar o mundo atual aos pés de “sua santidade”.
3. Ele ainda está lúcido demais para engolir os desmandos das raposas vestidas de escarlate, quase tão astutas como ele, muitas das quais desejando ardentemente vê-lo deitado numa suntuosa sepultura de mármore, tendo falecido, obviamente, de morte natural, pois os envenenamentos já estão muito manjados na área do Vaticano...
Tudo isso vai dificultar a exibição da mesma aura de santidade, com a qual JP2 conseguiu enganar o mundo inteiro, transfigurado em ardoroso lutador em favor da paz e da igualdade entre os homens (Leiam Jeremias 6:14; Ezequiel 13:10, etc.)._
Os arcebispos protestantes Williams, Earns, Griswold e outros ecumenistas o homenageiam servilmente (conforme Romanos 1:25), tendo em vista crescer em status dentro dos muros do Vaticano. Entrementes, alguns prelados católicos estão descontentes com a eleição de Bento XVI.
Os liberais queriam um papa liberal, que anulasse a lei do celibato dos padres, permitisse o uso de meios contraceptivos e até mesmo o aborto, dando mais espaço ao avanço liberalista dentro da ICR. O que os consola é a esperança de que, sendo quase octogenário, Ratzinger seja logo despachado (obviamente de modo natural) “para o seu próprio lugar”, a fim de se juntar a tantos que ali já o aguardam para uma autêntica “ceia dos cardeais”, tão animada como aquela descrita no livro de Júlio Dantas.
Os protestantes bíblicos (pré-milenistas) encaram Ratzinger tranqüilamente, imaginando que talvez ele seja de fato o “falso profeta”, cuja atuação se dará no governo do Anticristo, quando os cristãos verdadeiros já não se encontrarão neste planeta em declínio. Os evangelicalistas (principalmente os reconstrucionistas) imaginam que Ratzinger seja a peça chave para a transformação da Igreja de Roma no “grande monte” mencionado em Daniel 2:35: “Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte, e encheu toda a terra”.
Em sua juventude, Ratzinger se comportou como um teólogo liberal da ICR, na Universidade de Tübingen. Quando amadureceu, colaborando na queda do seu amigo e protetor Hans Kung, ele se apresentou como um radical conservador, crescendo em prestígio dentro do plano da “Inquisição Moderna”, para ser elevado a “Inquisidor-Mor” dentro da Sagrada Congregação Para a Doutrina da Fé.
No antigo prédio da inquisição católica, hoje ostentando o sonoro nome supra citado, Ratzinger logo externou o seu desagrado pelos protestantes, especialmente pela Igreja Anglicana, tendo arquivado em sua mente um ódio germânico pela nação que lutou bravamente contra o regime de Adolfo Hitler, na II Guerra Mundial.
Conquanto acalentando tanto ódio aos “hereges” protestantes e judeus, Ratzinger tem-se mostrado complacente com os muçulmanos. Isso porque essa abusiva religião de fanáticos maometanos é mais parecida com o Catolicismo Romano da Idade Média do que com o Protestantismo de todos os tempos, o qual conseguiu transformar o mundo numa aldeia melhor, seguindo os preceitos bíblicos tão ignorados pelas outras duas organizações religiosas.
Ratzinger se acha no direito de decidir quem é ... e quem não é “herege”, quem é ... e quem não é liberal, do mesmo modo como Hitler declarava ostensivamente, quando censurado pelo seu staff, por gostar tanto da opereta “A Viúva Alegre”, do judeu Franz Lehar: “Judeu é aquele que eu digo que é judeu... e pronto!” Bento XVI vai tentar (e conseguir) manter, ao mesmo tempo, os conservadores e os liberais sob a sua mira, a fim de conservar, por todos os anos de mandato papal, o seu enorme poder.
O que Ratzinger ignora totalmente é que Deus ainda está no controle do universo, assentado no trono de sua onipotência. O Deus de Abraão, Isaque e Jacó não está interessado em quem seja conservador ou liberal dentro da ICR, mas em quem O reconhece como o único Deus verdadeiro e crê na obra redentora de Jesus Cristo, por Ele enviado para salvar os pecadores, dos quais Bento XVI é o mais visado, em matéria de responsabilidade moral e espiritual. O que Bento ignora ainda é que Deus cuida bem de quem ama o Seu povo escolhido (Israel) e não está interessado em obras mortas, mas apenas no reconhecimento do sacrifício vicário do Seu Filho Amado, o único que é poderoso para dar salvação agora e, em seguida, julgar toda a humanidade, no Dia Final.
Por enquanto, Ratzinger pode descansar tranqüila e esplendidamente em sua luxuosa suíte papal. Ele bem pode ser a figura chave dos últimos acontecimentos, no papel de “falso profeta”, devendo ficar no poder, até que se realize o que o Apóstolo Paulo predisse na 2 Tessalonicenses 2:6-8: “E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda”.
Que se cuidem os protestantes, evangélicos e evangelicalistas, que têm sucumbido fragorosamente à chamada “operação do erro”, mencionada nos versos 11 e 12 do capítulo acima: “E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira. Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade”. Essa “operação do erro” há muito tem sido deslanchada contra os legítimos cristãos, através das edições deturpadas da Bíblia, da “teologia da prosperidade” e dos “propósitos”, principalmente, do Ecumenismo, tudo isso programado e abençoado pelo Vaticano, a fim de neutralizar a genuína fé nos exclusivos méritos do Senhor Jesus Cristo.
Mary Schultze, setembro, 2005 (Informações colhidas no artigo publicado no “British Church Newspaper”, de 29/05/2005).
Capítulo 24 - Não abusemos da paciência divina
“E os apóstolos ajuntaram-se a Jesus, e contaram-lhe tudo, tanto o que tinham feito como o que tinham ensinado. E ele disse-lhes: Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer. E foram sós num barco para um lugar deserto. E a multidão viu-os partir, e muitos o conheceram; e correram para lá, a pé, de todas as cidades, e ali chegaram primeiro do que eles, e aproximavam-se dele. E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas. E, como o dia fosse já muito adiantado, os seus discípulos se aproximaram dele, e lhe disseram: O lugar é deserto, e o dia está já muito adiantado. Despede-os, para que vão aos lugares e aldeias circunvizinhas, e comprem pão para si; porque não têm que comer. Ele, porém, respondendo, lhes disse: Dai-lhes vós de comer. E eles disseram-lhe: Iremos nós, e compraremos duzentos dinheiros de pão para lhes darmos de comer? E ele disse-lhes: Quantos pães tendes? Ide ver. E, sabendo-o eles, disseram: Cinco pães e dois peixes. E ordenou-lhes que fizessem assentar a todos, em ranchos, sobre a erva verde. E assentaram-se repartidos de cem em cem, e de cinqüenta em cinqüenta. E, tomando ele os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, abençoou e partiu os pães, e deu-os aos seus discípulos para que os pusessem diante deles. E repartiu os dois peixes por todos. E todos comeram, e ficaram fartos; e levantaram doze alcofas cheias de pedaços de pão e de peixe. E os que comeram os pães eram quase cinco mil homens”.
Por mais que tenhamos realizado na obra, não podemos nem devemos “tirar férias” de Deus, porque Ele trabalha dia e noite em nosso favor.
Certa vez, num desses cultos barulhentos, onde se pregavam milagres de cura e muita prosperidade, com uma audiência de mais de mil pessoas, o pastor (casado com uma pastora) anunciou: “Agora mesmo, Deus está falando com minha esposa e ela vai nos dar uma revelação”. Primeiro eu pergunto: “Como é que ele sabia que Deus estava falando com a sua esposa?” Vocês não acham isso muito suspeito? Essa história de “Deus me falou” é muito estranha!
A pastora levantou-se e declarou solenemente: “O Senhor acaba de me dizer que aqui neste salão existe uma pessoa que está com muita dor no braço direito e Ele vai curá-la imediatamente!”
Ora, no meio de mil almas sedentas de milagres, será que não haveria pelo menos uma pessoa com dor no braço direito? Vocês não acham que o Deus desse casal trabalha com uma chance enorme de probabilidades? Esse tipo de milagre não pode ser comparado ao supra citado milagre dos cinco pães e dois peixes, alimentando 5.000 homens (fora outro tanto de mulheres e crianças). Deus não age parcimoniosamente. Ele é o Doador da vida e, quando age, na verdade é para nos deixar perplexos diante de Sua GRANDEZA!
Certo escritor pentecostal me enviou um trabalho intitulado: “Jesus e Uma Xícara de Café”, dizendo que o seu Jesus é tão estimulante como um café, quando ele se sente cansado, desanimado, etc. Depois de ler o tal artigo, logo o deletei, porque o meu Jesus não contém cafeína... Ele é onipotente, onipresente e gracioso demais! Outro “teólogo” tem-me enviado ensinos sobre como ser realmente espiritual. Li uns dois e tenho deletado os muitos que ele tem enviado, diariamente, querendo me ensinar a ser “espiritual”.
Agora vamos ler o segundo milagre dos pães. Faço questão de escrever bastante para que certos irmãos preguiçosos leiam a Palavra de Deus, pelo menos hoje, sem esperar “revelação” e “profecias” de outros irmãos mais “abençoados”.
“Naqueles dias, havendo uma grande multidão, e não tendo quê comer, Jesus chamou a si os seus discípulos, e disse-lhes: tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo, e não têm quê comer. E, se os deixar ir em jejum, para suas casas, desfalecerão no caminho, porque alguns deles vieram de longe. E os seus discípulos responderam-lhe: De onde poderá alguém satisfazê-los de pão aqui no deserto? E perguntou-lhes: Quantos pães tendes? E disseram-lhe: Sete. E ordenou à multidão que se assentasse no chão. E, tomando os sete pães, e tendo dado graças, partiu-os, e deu-os aos seus discípulos, para que os pusessem diante deles, e puseram-nos diante da multidão. Tinham também alguns peixinhos; e, tendo dado graças, ordenou que também lhos pusessem diante. E comeram, e saciaram-se; e dos pedaços que sobejaram levantaram sete cestos. E os que comeram eram quase quatro mil; e despediu-os”. (Marcos 8:1-9).
Vocês notaram que, de repente, Jesus se tornou “econômico” em matéria de milagre? Antes Ele usou 5 pães e 2 peixes para alimentar 5.000 homens, com uma sobra de 12 cestos. Aqui Ele usou 7 pães e alguns peixinhos para alimentar 4.000, com uma sobra de apenas 7 cestos. Imagino que houve uma razão para isso...
Devemos ter muito cuidado com relação à segunda chance de bênção que o Senhor nos dá. Não devemos ficar o tempo inteiro pedindo coisas a Deus, como se Ele fosse apenas um provedor repleto de obrigações para conosco. Tiago diz: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada” (Tiago 1:5). Vejam que ele fala de “sabedoria” e não de coisas materiais. E como “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (Salmos 111:10), devemos ler a Palavra Santa, a fim de conhecê-Lo melhor, em vez de ficarmos Lhe pedindo coisas, pois o Senhor nos ensinou que Ele sabe do que precisamos. Não costumo pedir coisa alguma para mim... somente para a família, os amigos e irmãos na fé... Assim mesmo, duas vezes ao dia. E nunca peço bens materiais, somente muita saúde e que estes “cresçam na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo” (2 Pedro 3:18). Para mim sempre peço perdão dos pecados cometidos milhares de vezes ao dia. Por que, em vez de ficarmos pedindo coisas não Lhe damos presentes? Quando ganhamos uma alma para o Senhor estamos Lhe ofertando um grande presente, porque Ele “deseja que todos os homens sejam salvos” (1 Timóteo 2:4).
O que há de errado com a maioria dos crentes é que eles não costumam apreciar o que Deus tem feito em nossas vidas. Quando recebemos uma bênção, achamos isso normal e vamos logo esperando pela segunda bênção (que pode não ser tão grande como a primeira) esquecendo de agradecer tudo de bom que o Senhor tem feito por nós.
Costumo sempre agradecer a Deus pelo fato de, aos 75 anos de idade, ter uma excelente saúde, o essencial para viver confortavelmente e, sobretudo, ter aceitado o sacrifício de Cristo na cruz, pelo qual estou segura da salvação eterna. Não preciso do meio bilhão de dólares que a família de um certo político possui nos paraísos fiscais, dinheiro desviado dos impostos pagos pelos paulistas, muitos dos quais se privando até de um prato de arroz e feijão, para cumprir as injustas leis deste país. Não gostaria de estar na pele desses “bandidos de colarinho branco”, o quais, se não derem contas dos seus atos aqui na terra, onde a justiça dos homens é sempre injusta, terão de dar contas no julgamento do Trono Branco...
Deus está sempre “tentando” abençoar os crentes de todas as maneiras e sempre agimos em relação a Ele com uma ingratidão enorme. Quando temos dinheiro, esquecemo-nos dEle com a maior naturalidade e quando não temos, nos queixamos, como se Ele fosse responsável por todos os nossos desgostos.
Deus é como um mineiro, que fica muitos anos escavando a rocha, a fim de encontrar uma genuína esmeralda. Quando a encontra, entrega-a ao melhor lapidador do universo - o Espírito Santo - para ser lapidada e ela se torne uma jóia de grande valor. Ela tem a mesma cor da Esperança que Deus em nós deposita, de que nos tornemos crentes sinceros e maduros na fé. Quando essa esmeralda perde o brilho, por causa da nossa natureza pecaminosa, Ele usa a água pura da Palavra para limpar a mesma, conforme João 15:3.
Estão pregando, por aí, uma doutrina demoníaca (neopentecostal) ensinando os crentes a “perdoar Deus”. Existe blasfêmia maior? E os (pastores e membros de igrejas “avivadas”) que ficam “vomitando” um corinho que diz: “Restitui o que é meu!”... Como se Deus fosse um tremendo “bandido de colarinho branco”, um tipo MV, que estivesse sonegando um “mensalão” (ou “semanalão”) ao qual os crentes têm todo o direito?
Deus é soberano. Ele faz o que bem deseja, quando o deseja e a quem deseja. Ele não exige que sejamos dizimistas (dá o dízimo quem pode, quem quer e o faz de coração, sem ser coagido a isso). Ele deseja que vivamos uma vida honesta, pagando nossas contas em dia e amando ao próximo como a nós mesmos (Romanos 13:7-10). O resto é papo furado de pastor malaquiano!
Que esses filhos de Baal não se iludam, pensando que o Senhor não está notando suas falcatruas praticadas em o Seu Santo Nome. De Deus não se zomba... Eles irão colher o que estão plantando por aqui...
Mary Schultze, setembro 2005.
Capítulo 25 - Falta de Pão
Na casa de meus pais sempre faltou pão de trigo. Não que fôssemos pobres, mas porque a padaria ficava na cidade, morávamos num belo sítio, a alguns quilômetros de distância, e o pão que comíamos, semanalmente, era feito de milho enriquecido com coco ralado. Em compensação tínhamos vinte e sete vacas leiteiras no curral e comíamos, diariamente, queijo em lugar de pão. Tanto que ainda hoje não gosto de pão e continuo comendo queijo puro no café da manhã e só gosto de pão de centeio ou de trigo integral.
No dia de minha primeira comunhão (08/12/1937) achei estranho o gosto da hóstia e só não a cuspi porque não queria cometer um “sacrilégio”, visto como acreditava piamente que aquela bolachinha minúscula de trigo era o verdadeiro corpo do Senhor Jesus Cristo.
Os anos passaram. Como me tornei “Filha de Maria”, membro da "Ação Católica" e aluna de um bom colégio de freiras, continuei engolindo uma porção de hóstias, ao longo da vida, acreditando que aquilo era o corpo do meu Salvador Jesus. Até que, aos 48 anos de idade, depois de ler um Novo Testamento e Salmos da Trinitariana (que me foi presenteado por um gideão amigo), apaixonei-me pelos Salmos e resolvi reduzir os 150 poemas da Escritura a apenas cinco, tomando um verso de cada salmo e compondo cinco salmos de 30 versos cada um. O trabalho ficou tão bonito que resolvi ler o resto do Novo Testamento e fiquei maravilhada com o que aprendi na Palavra de Deus. Decidi entregar minha vida ao Senhor Jesus Cristo, em 01/05/1978, e desde então tenho me sentido a pessoa mais feliz deste mundo (Ainda hoje prefiro uma Bíblia editada pela Trinitariana (a ACF) do que essas bíblias modernas que circulam por aí...)
Logo após a conversão a Cristo, comecei a escrever livrinhos focalizando a Bíblia para os remeter às clientes da minha linha de cosméticos, que era vendida em todo o Brasil. Não sei quantas almas ganhei para o Senhor, mas vou saber, quando acontecer a festa das Bodas do Cordeiro e meus filhos na fé me abraçarem...
Graças ao verdadeiro Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o Deus e Pai do Senhor Jesus Cristo, deixei de me confessar, de assistir à missa e de receber a hóstia, na crença de que aquela frágil bolachinha era o corpo do Senhor do universo! (Imaginem o corpo de Cristo sendo devorado por carunchos, após 48 horas de repouso no “sacrário!”). A hóstia é o coração da Missa e a Missa é o coração da doutrina católica.
Agora vamos falar sobre a Missa, conforme tenho lido ao longo desses 26 anos de conhecimento da verdade que liberta do engodo religioso.
A missa celebrada nas igrejas católicas é um evento blasfemo. Conforme é explicado no vídeo "Catholicism: White Sepulcher Christianity" (Catolicismo: o Sepulcro Caiado do Cristianismo), a Missa é uma cerimônia de bruxaria realmente poderosa na tradição da magia branca. No século 7, os praticantes de magia negra tornaram-se cônscios de que a Igreja Católica havia criado na Missa um ritual luciferiano muito poderoso, semelhante aos seus infames rituais de magia negra. Logo que ficou sabendo que os bruxos da magia negra conheciam a verdade sobre a Missa, o Vaticano iniciou sua inquisição contra eles, no reinado do papa Teodoro (642-649) e começou a matar os “hereges” ("The Magic of Obelisks", Peter Thompkins, p. 55)
Como um ex-iluminista da magia negra, Cisco Wheeler, admoesta: “A Missa também abre um canal literalmente espiritual entre esta dimensão e o paranormal. Os demônios fluem através desse canal e em seguida “abençoam” os fiéis em geral, do mesmo modo como Benny Hinn e outros ministros da fé/prosperidade “abençoam” as pessoas, apontando o dedo para elas e em seguida atirando-lhes o suposto “fogo do Espírito” ou coisa equivalente. As estrelas do rock reviram as mãos em direção às pessoas que assistem aos seus shows e literalmente atiram-lhe demônios, a fim de que estes possam se apossar das pessoas que voluntariamente chegam para assistir os shows dos roqueiros. A Igreja de Roma ganha imenso poder sobre os seus membros através da missa diária, quando estes se tornam constantemente endemoninhados. O ex-satanista Doc Marquis, afirma, categoricamente, que o poder satânico inerente à missa só pode ser realizado quando o sacerdote diz as palavras em Latim. Quando a missa é celebrada em outra língua, o poder luciferiano decai tremendamente. Foi assim que a Igreja Católica conseguiu um grande poder, quando começou a celebrar a missa em Latim no ano 600 d.C.” ("Secrets of Romanism", by Joseph Zacchello, p. 210). Isso quer dizer que, aproximadamente 42 anos após ter a ICR começado a celebrar a missa em Latim, a inquisição sangrenta teve início, não parando até que 70 milhões de pessoas fossem mortas (ou meio bilhão, segundo o ex-padre escritor - Dr. Aníbal Reis - costumava dizer). Isso é o bastante para deixar claro o poder da Missa celebrada em Latim.
Nada incentivou os reformadores a resistirem ao papa e às doutrinas da ICR mais do que o falso ensino da Transubstanciação. A Missa celebra a crucificação de Cristo sempre e sempre, contrariando de maneira violenta as instruções contidas nas Sagradas Escrituras (Epístola aos Hebreus). Leiam o conteúdo desta epístola e vejam como Deus proíbe a repetição do sacrifício de Cristo e como a Missa impede o crente de alcançar a salvação eterna, pois Hebreus 6:6 diz ser impossível aos que “... recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério” (Bíblia ACF).
Vamos ler agora o que o grande líder cristão irlandês, Dr. Ian Paisley, fala sobre a Missa, citando grandes líderes do protestantismo:“Os que podem entender o Inglês verão porque os reformadores classificavam a Missa católica como o mais perigoso engodo, uma fábula blasfema. Cada padre católico romano afirma ter o poder de perdoar pecados ou de sacrificar Cristo novamente em seus altares, quando, em vez disso, ele tem grande necessidade de perdão para os seus próprios erros e heresias praticados nos altares. Contudo, conquanto essa perene heresia seja praticada milhões de vezes por ano, nenhum “erudito cristão” moderno tem a coragem de mencioná-la e muito menos de combatê-la. Aqui está o que Martinho Lutero tinha a dizer sobre a celebração da missa, que ele fazia antes de receber a luz da verdade: ´Se você foi um assassino, um adúltero, um bêbado, etc., eu fui um blasfemador contra Deus, pois durante 15 anos fui um frade que blasfemava contra Deus, ao celebrar o abominável e idólatra sacrifício da Missa. Ter-me-ia sido melhor se eu tivesse participado de qualquer outra maldade em vez dessa. Mas não se pode voltar atrás... ´“(Martinho Lutero, “Talk Table”, p.115).
“É realmente triste constatar que os reformadores ingleses foram todos martirizados por renegarem a missa católica romana. Nenhum cristão verdadeiro deveria comparecer diante de um altar, quer esteja ele coberto de branco, vermelho, amarelo ou preto, ora bolas! A obra de Cristo foi absolutamente COMPLETA e não precisa de um homem pecador oficiando em altar nenhum, a fim de acrescentar sequer um centavo ao valor da mesma. A missa católica celebrada nos altares é uma blasfêmia e em cada seguimento ela é tão maligna quanto qualquer ‘missa negra’ que possa ser inventada”.
“O Bispo J. C. Ryle contou a experiência de renomados mártires ingleses, concluindo que todos foram queimados por terem se recusado a reconhecer a presença real de Cristo, corporal, local e materialmente, no pão e no vinho. Ele concluiu esta seção, declarando: ´Sempre que alguém se compraz em achar ou declarar a doutrina romana da presença real, quando levada até às suas legítimas conseqüências, obscurece cada doutrina principal do Evangelho, prejudicando e interferindo em todo o sistema da verdade de Cristo. Esse alguém rouba a bendita doutrina da obra completa de Cristo... Rouba a doutrina escriturística do ministério cristão. Exalta homens pecadores à posição de mediadores... Dá aos elementos sacramentais do pão e do vinho uma honra que jamais mereceram receber, praticando uma idolatria que deve ser abominada por todo cristão legítimo... Nem por um minuto posso duvidar que os nossos mártires reformadores viram e sentiram essas coisas mais claramente do que nós o fazemos... Em vez de admitir a doutrina da presença real no pão e no vinha, os reformadores da Igreja Anglicana SENTIAM-SE FELIZES POR SEREM QUEIMADOS!´” (Ryle, Ibid, p. 31).
“A blasfêmia da missa é simplesmente maligna. Como disse Ethelbert Bullinger, ela foi responsável pela morte de milhões de inocentes seres humanos. Essa blasfêmia é celebrada agora, de Nova York (USA) até Sidney (Austrália), do Rio de Janeiro (Brasil) até Riga (Letônia), e os cristãos ignorantes acham-na maravilhosa! Eles pensam que somente a Missa negra dos satanistas é horrível. Não! Horrível também é a Missa católica e sua prática tem acarretado a maldição e o julgamento de Deus sobre todos os que a assistem, em vez de bênçãos”. ‘Quando vão ser escritos livros sobre o adultério espiritual dos ministros famosos e dos tele-evangelistas que aparecem nas mesmas plataformas junto com os jesuítas e os monsenhores católicos romanos?´” (São estas algumas das declarações do Dr. Paisley e de outros renomados líderes cristãos a respeito da missa católica).
O mais triste em tudo isso é que os astros do Evangelicalismo americano, como, por exemplo, o esclerosado Billy Graham, estão todos elogiando o ritual da Missa, como se ele fosse uma coisa maravilhosa!!! Isso é sinal de apostasia avançada!
Mary Schultze, maio 2004
Informações colhidas nos sites “The Cutting Edge” e www.ianpaisley.org
Capítulo 26 - Meus tipos inesquecíveis
Em minha memória, que já começa a falhar em certos momentos, devido ao peso dos mais de 70 anos, tenho bem guardados alguns tipos inesquecíveis da infância, adolescência, idade adulta e até da “melhor idade”. O primeiro de todos é meu pai - Antero Macedo - e depois dele, tantos outros que enfeitaram as douradas páginas da minha vida feliz. Vou falar de alguns deles.
Antero Macedo - Nascido em 1909, meu pai era, até 1976, quando fui lançar a primeira edição do “Cubos de Gelo”, o homem mais bonito do Crato. Alto, moreno, com uma farta cabeleira negra e olhos verdes. Minhas colegas do Liceu do Ceará faziam fila para ganhar um beijo dele, quando ia me buscar à saída das aulas. Ele era um bom repentista e se dele não herdei a beleza física, pelo menos herdei a facilidade de improvisar versos. Um dia lhe deram este mote para ele glosar, em cinco minutos, e vejam o que saiu de sua verve:
Mote: Toda mulher janeleira
namora que cai de costa!
Glosa: Quando a gente vive alegre,
no gesto o prazer encosta.
Lá da casa da rameira
quase todo mundo gosta.
Quem não quer ter prejuízo,
quando teima, não aposta.
Professores de primeira
sempre deram tal resposta:
Toda mulher janeleira
namora que cai de costa!
Quando eu estava no ginásio, ele me pediu que lhe ensinasse Inglês. Começamos, assim, a primeira aula:
G-o-o-d... pronuncia-se “gud” e significa BOM.
F-o-o-t... pronuncia-se “fut” e significa PÉ.
B-o-o-k...pronuncia-se “buk” e significa LIVRO.
Meu pai perdeu a paciência e falou: “Minha filha, não quero mais aprender esta língua de doido, não. Uma língua que escreve “gato”, pronuncia “cachorro” e significa “vaca”, isso é coisa que se aprenda?”
Vovó Quitéria - Ela sempre me censurava, dizendo que eu era muito saliente, ao contrário de minhas primas, que morriam de medo dela, enquanto eu costumava enfrentá-la com uma forte personalidade.
Quando eu tinha dez anos, certo dia o tio Quinco estava tentando convencer-me de que a Amazônia fica no exterior, enquanto eu, de mapa na mão, tentava provar-lhe que essa terra fazia parte do Brasil. Vó Quitéria, que presenciava a discussão, puxou-me pelo braço e falou: “Minha neta, você é muito “sabicholinha”, mas dessa vez você perdeu!”
Quando eu tinha quinze anos, certo dia ela estava nos visitando, quando me ouviu declamando o poema “Julius Caesar”, de William Shakespeare, no original. Quando terminei a declamação, ela olhou para minha mãe e perguntou; “Rosa, você não acha que essa menina tá ficando ‘ledeira’ demais?” A partir desse dia, meu apelido em família passou a ser “sabicholinha-ledeira”.
Lindemberg - Foi meu melhor amigo de infância e adolescência no Crato. Gostávamos de comer pão quente com doce de leite (que ele roubava do bar-café do seu pai) e acalentávamos sonhos maravilhosos para o futuro, todos eles embasados na literatura, pois gostávamos muito de ler. Mais tarde ele se tornou um conceituado jornalista e vereador, fundador e presidente do Rotary Club do Crato. Dizem que ele tentou criar um projeto de lei dando o meu nome à rua em que passamos a infância, mas o tal projeto não foi aprovado. Continuamos amigos, embora ele seja um católico humanista incrédulo e eu, uma crente bíblica.
Padre Montenegro - Foi meu primeiro professor de Inglês e também meu confessor. Quando terminei o curso ginasial já lia Shakespeare no original e ele se deleitava com isso. Era um tipo fechado, mas sempre foi muito atencioso comigo. Era o diretor do Colégio Diocesano (para rapazes) e professor no Colégio Santa Teresa (para moças). Na última vez em que estive no Crato (1972), ele fez questão de me levar ao aeroporto, sempre dizendo que sentia o maior orgulho de ter sido meu professor. Em 1967, enviei-lhe um cartão de Londres, com uma dedicatória em Inglês e mais tarde, numa carta, ele me disse que havia ficado muito feliz com aquele postal. Perdemos o contato, desde a minha conversão ao Senhor, e creio que ele já faleceu. Sempre me lembro dele, pois o amei demais!
Dearest - Foi meu segundo professor de Inglês, no IBEU de Fortaleza, e o grande amor de minha vida. No primeiro dia de aula ele me levou em casa e profetizou: “Um dia você ainda vai ser uma excelente tradutora de Inglês”. Cinqüenta anos depois, sua profecia começou a se cumprir, quando traduzi o primeiro livro evangélico (de apenas 60 páginas), para a Chick Publication (The Next Step), representada no Brasil pelo CPR), onde eu trabalhava como voluntária. Isso foi há nove anos. De lá para cá, devo ter traduzido umas 7.000 páginas, portanto louvado seja Deus por ter colocado Paulo em minha vida!
Pr. Paulo Pimentel - Fundador e Diretor do Centro de Pesquisas Religiosas (cpr2005@terra.com.br) de Teresópolis. De todos os meus tipos inesquecíveis este é o único que ainda está bem próximo. Tem sido um grande amigo, um apoio moral e espiritual em minha velhice, o filho que nunca tive, e temos estado sempre em contato, desde que vim residir em Teresópolis, no início de 1995.
Foi ele quem me ensinou a lidar com o computador, o que seria fundamental em meu ministério. Lembro-me que ele pouco usava o mouse, enquanto eu abusava do bichinho. Certo dia, ele perdeu a paciência comigo, deu-me um tapa violento na mão e gritou: “largue o rato, sua gata!”. Adorei o elogio!!!
Recentemente, quando me penitenciava do grave pecado de consumismo, ele contemporizou: “Mary fala, mesmo depois de fútil!”. Ele sempre busca um meio de diminuir meus complexos de culpa, quando faço algo que a Palavra de Deus não aprova, por causa do meu agressivo temperamento nordestino. Procura mostrar o que eu sou e o que tenho feito de bom na vida e isso me conforta sobremaneira. Continuamos a trabalhar juntos, no combate às seitas e heresias, e como somos dois fundamentalistas bíblicos, nossas idéias são idênticas, nosso amor à Palavra Santa é muito grande e não tememos o futuro, esperançosos de que, brevemente, seremos arrebatados pelo SENHOR, a fim de encontrá-Lo nos ares.
Mary Schultze, 26/01/2006.
Capítulo 27 - Onde reclinar a cabeça...
Creio em cada palavra escrita na Bíblia, mesmo porque no dia em que eu deixar de acreditar em todo esse LIVRO, deixarei de crer também na Divindade do SENHOR Jesus Cristo, o qual admoestou os judeus: “Se não crerdes que EU SOU, morrereis em vossos pecados” (João 8:24) e não devo nem quero morrer em meus pecados.
Sou criticada por alguns irmãos ( sem falar nos incrédulos), como sendo agressiva demais contra as religiões que negam a Divindade do Senhor, cujos ministros visam apenas lucro financeiro à custa do Seu Santo Nome.
Acusam-me de ser um tipo de “fariseu”, que se julga impecável e aí é que se enganam. Todas as noites, quando estou orando, reconheço diante do SENHOR que sou a pior das pecadoras, porque os piores traficantes e assassinos que não conhecem a Palavra Santa (como eu conheço) são uns infelizes que vivem no pecado, exatamente por não conheceram a LUZ do mundo que é o SENHOR Jesus Cristo. E eu? Conheço muito bem, através da Palavra de Deus, Aquele que é o próprio Verbo encarnado. Mesmo assim, vivo pecando o tempo inteiro, por falta de amor ao próximo, exigindo que as pessoas concordem comigo, jamais abrindo mão de minhas convicções. A verdade é que sou radical em tudo!
Certo pastor, muito conhecido nos arraiais evangélicos, diz que “as pessoas críticas em geral têm uma mente reprovável ... colocando-se no caminho da inafetividade, da busca implacável da realização de seus próprios desejos, e cegando-se à realidade maior, que inclui todos os seres humanos”.
Meu Deus! Será que tenho mente reprovável e nem me havia dado conta desse fato? Reconheço que sou uma pecadora horrorosa! Quem sabe minhas filhas, que tão bem me conhecem, estão certas quando me acham radicalíssima em matéria de doutrina!
Mesmo assim, vou continuar sendo radical porque não consigo mudar... É como se Deus me permitisse ser assim mesmo, a fim de que eu possa ganhar algumas almas perdidas para Ele e também reconduzir ao Seu aprisco algumas ovelhas que andam tresmalhadas nas falsas teologias modernas, que pregam prosperidade material, propósitos de vida, visões, revelações, experiências espirituais e outras novidades, para as quais os reformadores jamais apelaram. Pois foi com o Evangelho prático de crer no SENHOR Jesus Cristo para ser salvo (Atos 16:31) e viver uma vida reta diante de Deus e da comunidade, que os pregadores puritanos ganharam milhares de almas para Cristo e o mundo foi transformado para melhor. Infelizmente, os liberais começaram a aparecer, endossando a “teoria da evolução” de Darwin e as doutrinas humanistas dos direitos humanos (especialmente aplicados aos traficantes e assassinos). Por isso o Evangelho decaiu tanto, e poucas almas têm realmente se convertido, nos últimos anos. Quem ler o livro “O Senhor do Céu” de Sir Robert Anderson, vai saber que os liberais destruíram a fé dos europeus, a partir dos meados do século 19. Westcott e Hort se encarregaram de diluir a Divindade do SENHOR com o seu Novo Testamento Grego, no qual estão embasadas as novas edições da Bíblia.
Ultimamente, aqui no Brasil, temos visto milhares de pessoas se dizendo “convertidas” e, no entanto, prosseguindo na mesma vida secular, lembrando-se do SENHOR apenas quando estão nos cultos dominicais.
Não gosto do liberalismo, nem das modernidades que têm penetrado nas igrejas. Não tolero pastores que pregam em o Nome do SENHOR, visando apenas um bom salário, a fim de se manterem prósperos, em geral à custa de 1/10 dos salários dos crentes, principalmente dos mais pobres da igreja. Será que nós, brasileiros, que já pagamos em média 37% de impostos ao governo, ainda precisamos dar 10% à igreja, para os ministros poderem comprar carros novos, viajar pelo exterior, morar em apartamentos de luxo e suas esposas andarem na moda? É isso que temos visto em 99% das igrejas evangélicas. Os pastores malaquianos convencem os pobres semi-analfabetos bíblicos de que quem não der o dízimo não será abençoado. Ora, não sou dizimista, dou ofertas como posso e quando quero e, mesmo assim, desconheço um cristão mais abençoado do que eu! Crer no SENHOR Jesus, deleitar-se em Sua Palavra e se esforçar para seguir os seus ensinos ... eis o segredo da felicidade cristã!!!
Sou contra o liberalismo e todo tipo de evangelho consumista, que tem penetrado nas igrejas modernas, pregando “outro Jesus”, sem que os crentes se detenham na cruz do Calvário, visando apenas o melhor que o Evangelho pode oferecer, pessoas convertidas com a garantia pastoral de serem felizes com Cristo, conforme os adesivos colocados em seus carros.
Sou contra o liberalismo porque... Como diz o ilustre escritor Augustus Nicodemus Lopes, “O liberalismo nunca plantou igrejas [realmente bíblicas], nunca aumentou número de membros [realmente convertidos]... Só conseguiu reproduzir outros liberais, os quais por sua vez precisavam também sobreviver. O liberalismo teológico sempre teve que achar um hospedeiro que pudesse sugar até que o mesmo morresse, drenado. Hoje assistimos aos estertores mortais das últimas denominações históricas na Europa e nos Estados Unidos que um dia o abrigaram”.
Não consigo imaginar Benny Hinn, Robert Schüller, Rick Warren, Peter Wagner, Kenneth Hagin (este já falecido) todos eles verdadeiros lobos (liberais-ecumenistas) travestidos de ovelhas (nem os milhares de seguidores seus), vivendo modestamente num apartamento de dois quartos, alimentando-se apenas do necessário à saúde do corpo, desprezando riqueza, fama e poder! Aqui no Brasil qualquer iletrado, após ter cursado um seminário de segunda categoria, decora a teologia dessas sanguessugas americanas e logo enriquece, autodenominando-se “bispo”, “apóstolo”, “profeta”, atraindo multidões de ovelhas incautas para serem impiedosamente tosquiadas.
Esses “satélites” americanos, que recebem a luz do SOL, que é o SENHOR, em geral se imaginam outros “sóis”, exigindo adoração dos seus seguidores. Eles se apresentam a peso de ouro, quando convidados por alguma igreja fora do seu circuito milionário, hospedando-se em suítes de luxo (em hotéis cinco estrelas) e, certamente, não tardarão a exigir, também, como o tenor Luciano Pavarotti, um tapete vermelho em cada pista de pouso dos luxuosos aviões em que viajam.
Quem recebe mais que o necessário para levar uma vida decente e discreta pela pregação do Evangelho não me convence. É um discípulo de Mamom, não do Filho do homem, o qual não tinha onde reclinar a cabeça (Mateus 8:20).
Mary Schultze, janeiro 2006.
Capítulo 28 - Wir Sind Papist!
A apostasia religiosa dentro da cristandade tem-se revelado uma verdadeira tsunami, devastando as mentes e os corações dos protestantes, evangélicos e evangelicalistas.
Após a eleição do papa alemão Ratzinger - o inquisidor-mor do Vaticano - a Alemanha caiu de quatro a seus pés e agora o moto orgulhosamente celebrado no país da Reforma de Lutero é “Wir Sind Papist!” (Somos Papistas!). Nunca os versos do apóstolo Pedro caíram tão bem como no caso da Alemanha, onde Lutero ofereceu a própria vida em favor da verdade que libertou o seu país - e quase todo o Ocidente - dos grilhões de Roma. A memória dos homens é frágil demais e quando a Igreja Luterana aceitou as idéias homicidas de Hitler (Mein Kampf), tornando-se cúmplice indireta dos crimes do Holocausto (durante a II Guerra Mundial), já estava apostatando do Evangelho de Cristo, o qual nos ordena a amar até mesmo os nossos inimigos.
A partir de Charles Darwin, dos liberais alemães e ingleses, dentre estes os mariólatras anglicanos, Westcott e Hort, o destino das igrejas anglicana e luterana (com honrosas exceções) ficou traçado, rumo à apostasia religiosa, merecendo estes versos da 2 Pedro 2:18-22 - ACF: “Porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne, e com dissoluções, aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro, prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo. Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado; deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama”.
Há mais de um século, o biblicista inglês, Sir Robert Anderson, (em seu livro “The Lord of Heaven”) já alertava o seu povo a respeito da apostasia que se iniciava no país, a começar da hinologia, que na igreja de hoje iria se transformar em verdadeiro antropocentrismo:“Quanta diferença das palavras e pensamentos dos homens poderosos na fé, os quais ganharam para nós a liberdade, trazendo-nos de volta a Bíblia! Quanta diferença das palavras e ações dos apóstolos do Senhor! Poderia alguém imaginar o discípulo amado cantando um hino com palavras tolas? Mesmo tendo mantido um lugar de proximidade com o Senhor e tendo até se debruçado sobre o seu seio, durante a última ceia, ele também caiu aos Seus pés, quando O viu na glória celestial que Ele desfruta hoje, à destra do Pai... A hinologia é um assunto delicado do qual tratar. E mesmo sendo tão grande a influência dos hinos, seria bom que os cristãos considerassem, com atenção inteligente, as letras que estão cantando. Não me refiro aqui aos hinos sentimentalistas e irreverentes, que nenhum cristão deveria tolerar, mas ao verso de um hino familiar, muito menos tolerável do que possa ilustrar a minha objetividade”.
Da liberdade de se dirigir ao Senhor Jesus Cristo, tratando-O simplesmente por “Jesus”, como se Ele fosse um igual a nós, a degradação protestante/evangélica foi caindo rumo às práticas religiosas da profecia, da glossolalia, das visões e revelações, da prosperidade, dos propósitos, do panenteísmo (mistura de cristianismo com hinduísmo), chegando agora ao ápice da renúncia à sã doutrina, em favor do misticismo medieval. Essa PRAGA se instalou nas igrejas ditas evangélicas, cujos líderes, ávidos de sucesso e riqueza material, já estão acatando, em nome do amor e da boa vontade entre os homens, a frase alemã mais em voga no momento: “Wir Sind Papist!”
As modernas práticas das igrejas evangélicas (com a desculpa dos seus líderes de buscarem o reavivamento, mesmo sendo a maioria deles constituída de hipócritas racionalistas) conduzem ao sentimentalismo e ao misticismo da Era das Trevas, conforme também nos advertiu Sir Robert Anderson: “O Romanismo e ... o Reavivalismo, embora se opondo ao Racionalismo e um ao outro, tendem em vários graus a produzir idênticos resultados. A autoridade da Igreja [de Roma] é o lábaro de um; o sentimentalismo é a característica de ambos e a descrença é a base do Racionalismo. Sob o engodo do Romanismo encontramos um erudito e grande pensador bestificando a si mesmo pelas superstições da sua religião e, em seguida, apelando a uma “luz tremulante” para conduzi-lo “através do nevoeiro religioso que o cerca”, nevoeiro esse decorrente de ter ele fechado os olhos, tanto à razão como à revelação contida na Palavra de Deus. E essa “luz tremulante” o leva a adorar a mítica “Mãe de Deus”, a qual excede até mesmo ao “Homem Deus” em ternura e piedade”.
O que mais se vê agora é a igreja, antes protestante e agora papista, louvando e glorificando a “Santa Maria” dos papas, como se ela fosse igual ou até mesmo superior ao Senhor Jesus Cristo. Muitos alemães, ingleses, norte-americanos e sul-americanos (que se auto-denominam evangélicos) já começam a se dobrar diante dos altares da “Santíssima Virgem”, transformando a santa mãe de Jesus na carne numa deusa do terceiro milênio.
A partir de agora, o grito ocidental vai ecoar nos quatro cantos da terra: “Wir Sind Papist!”, até que as vítimas da Grande Tribulação (os cristãos relaxados que foram deixados para trás e os incrédulos), cerca de 1/3 dos habitantes da terra - sobreviventes das pragas do Apocalipse - possam testemunhar a derrocada da Igreja Mãe da apostasia religiosa, conforme Apocalipse 17-18.
Que os cristãos ainda não comprometidos até o pescoço atentem bem nesta frase provinda do céu: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas”. (Apocalipse 18:4)
Mary Schultze, 28/01/2006.
Capítulo 29 - O sucesso é cansativo
Houve uma época em que experimentei um razoável sucesso como empresária. Assinava uma linha de cosméticos que era vendida em todo o Brasil e como as fórmulas eram do meu marido - um especialista no assunto (diplomado em Química Industrial, na Universidade de Tübingen, Alemanha) - a qualidade desses produtos era excelente e muito apreciada e recomendada.
Tomei parte em muitos congressos de Estética e Cosmetologia e era sempre bem recebida e elogiada pelos clientes, o que me deixava realizada, porque via o reconhecimento do meu trabalho naquele ramo de negócios.
Até que, em outubro de 1983, aconteceu o Congresso Internacional de Estética e Cosmetologia, onde montamos (minha filha Margarete, Marietta e eu) um stand pequeno, mas belíssimo, no Hotel Nacional, na zona sul do Rio de Janeiro. A duração foi de 04 dias.
Lembro-me que estava disposta a falar do Senhor Jesus Cristo a todas as pessoas que ali me procurassem. Levei 1.200 exemplares dos meus livros (“Colar de Pérolas” e “Meu Cristo é a Verdade”), 200 Novos Testamentos, 500 Evangelhos de João (da Trinitariana), 200 perfis do Senhor Jesus Cristo e 200 cartas do Apóstolo Paulo a Filemom - em versos - para serem distribuídos gratuitamente, além de 1.000 kits de cosméticos em miniatura, contendo cremes de beleza.
Produtos para vender no congresso? Nenhum! Não pretendia ganhar dinheiro, mas apenas falar das riquezas do amor de Cristo, nosso Salvador (Efésios 3:18-21). Margarete e Marietta disseram que eu estava ficando “fanática demais”, porém acabaram concordando comigo.
Lembro-me que as mulheres (e gays) faziam fila para me conhecer e me abraçar pessoalmente. Algumas delas eram tão efusivas, que ao me abraçar, gritavam: ”Meu Deus, que honra, abraçar a Mary Schultze!”. Aquilo me deixava tão mal que eu logo afastava delicadamente essas admiradoras e começava a lhes falar do Evangelho. Em seguida elas saíam dali carregadas de brindes para enriquecer a alma e embelezar o corpo.
Suportei 3 dias de tomento e no quarto, de tanto elas me pedirem artigos para comprar, resolvi levar uma Kombi cheia de produtos de beleza (nossa linha era grande), os quais foram logo vendidos, e quando o congresso terminou, levei para casa um enorme bolo de cheques. Nesse mesmo dia, a diretora do congresso me procurou (completamente destruída), pedindo oração e dizendo que havia uma fofoca circulando pelo congresso: “Esse congresso é uma quadrilha de Ali Babá e os 40 ladrões. Apenas a Mary Schultze não está roubando ninguém, porque só sabe falar de Deus!” Essa foi a maneira como o Senhor me honrou, aprovando o testemunho que eu havia dado.
No dia seguinte, comecei a separar os cheques para depositar e, de repente, senti um enorme cansaço da vida, comecei a chorar e assim fiquei por mais de duas horas, até que não tive mais lágrimas para derramar.
O fardo fora pesado demais para mim! Foi nesse momento que descobri como o sucesso é cansativo e como as pessoas que estão no topo são infelizes! A partir desse dia, deixei de freqüentar congressos e sempre mandava Margarete e Marietta em meu lugar. O único que freqüentei foi em Miami (1992), porque ainda não conhecia os States, tendo aproveitado para fazer compras em Nova York...
Nunca tive estrutura física nem mental para receber muitas demonstrações de admiração e carinho! Gosto de ser eu mesma e quando me aposentei - após ter vendido a empresa, dividi tudo com as filhas e os empregados, comprei um pequeno apartamento em Teresópolis e vim morar aqui (janeiro 1995) com a disposição de me dedicar inteiramente à obra do Senhor Jesus Cristo. Desde então, por ter-me dedicado à Apologética, tenho recebido mais pauladas do que elogios... o que é ótimo para o meu crescimento espiritual!
Louvado seja o Nome do nosso grande Deus e Salvador - Jesus Cristo!
Estes têm sido os melhores anos de minha vida. Não encontro pessoa alguma me bajulando, mesmo tendo dezenas de amigos nesta cidade... Agora posso ser eu mesma, levando uma vida normal, neste pequeno apartamento de 50 metros quadrados, decorado com simplicidade, teclando carinhosamente minhas contundentes mensagens evangélicas. Aqui, posso me dedicar à obra do Senhor, sem o constrangimento de parecer melhor do que realmente sou.
Só uma coisa ainda não consegui aprender: a andar vestida com simplicidade. Gosto de me vestir com esmero, usando roupas e adereços combinando. Contudo, isso é bom, porque as pessoas me dispensam atenção, em toda parte. Sempre que isso acontece, volto no dia seguinte e ofereço uma apostila a quem me atendeu com carinho! Assim “me porto com sabedoria, aproveito as oportunidades”, como Paulo nos aconselha (Colossenses 4:5), e entrego o Evangelho embrulhado de presente.
As pessoas ricas e famosas são muito infelizes. O Senhor disse que onde está o nosso tesouro aí está o nosso coração. Viver uma vida simples é a melhor maneira de sermos felizes. Charles Swindow diz isso e muito mais coisas verdadeiras em seu livro “Eu, um Servo?”, um dos melhores que li em minha vida cristã.
Mary Schultze, fevereiro, 2006.
Capítulo 30 - Por amor ao dinheiro...
Conforme escrevi a um dos meus “filhos”, na Alemanha, precisamos nos prevenir contra o tipo de igreja que estamos freqüentando. Muitos pastores pregam a Divindade do Senhor Jesus Cristo visando apenas um bom salário mensal, enquanto eles mesmos não crêem no que pregam.
Porque esses pregadores perderam a crença na Divindade do Senhor Jesus Cristo é que o Cristianismo se tornou uma religião como outra qualquer. Pois se Cristo não é Deus, então Buda, Maomé, Confúcio e outros “profetas” são tão bons como Ele. E, nesse caso, o cristão perde o direito de criticar outras religiões. Essa é a essência do Ecumenismo global. E quando um cristão critica, logo se torna odioso... como esta “cobrinha abençoada”, por exemplo...
Quando um pregador lê no púlpito a Bíblia na Linguagem de Hoje e a NVI, com a desculpa de tornar a leitura mais acessível aos ouvintes (em vez de aconselhar mais leitura e consulta a um bom dicionário), ele está provando falta de fé na Palavra de Deus ou ignorância no assunto. Isso está acontecendo em dezenas de igrejas evangélicas no Brasil e ninguém observa ser esse um dos caminhos mais largos, rumo à apostasia religiosa... um tipo de Catolicismo Romano!
Um dos maiores benefícios que a Reforma Protestante trouxe ao mundo ocidental foi o aumento da cultura geral... E isso está sendo hoje neutralizado pelas bíblias modernas e pelos cânticos “evangélicos”, estes repletos de erros gramaticais e de heresias bíblicas. Muitos desses “compositores” são analfabetos bíblicos e até vivem vidas moralmente tortuosas. Por isso, a juventude que freqüenta a igreja moderna está ficando cada dia mais idiota, pensando em música rock, surf, skate, sexo, drogas e outras modernidades satânicas.
Depois da BLH e da NVI, têm aparecido edições mais corrompidas de bíblias modernas, como “The Message”, e outras edições especialistas em desencaminhar a juventude. Isso porque “um abismo chama outro abismo” (Salmos 42:7) e a apostasia está avançando a passos gigantescos, a fim de preparar o governo do Anticristo.
Quem não crê na infalibilidade da Bíblia e nem a lê, diariamente, com espírito de humildade e desejo de aprender mais sobre o Senhor, pode cair facilmente nas garras dos pastores incrédulos e dos falsos pregadores de teologias espúrias. Seja doutrinado pelo Espírito Santo e não por um “espírito de Mamom”!
Infelizmente, as igrejas modernas enveredaram pelo caminho de Mamom (da ambição desenfreada), esquecendo a essência do Evangelho de Cristo. A verdade é que 99% das igrejas de hoje se preocupam tanto em aumentar o número de membros, atraindo, assim, dízimos e ofertas, que se tornaram centros de adoração a Mamom e não ao Deus e Pai de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Por amor ao dinheiro a maioria delas prega um falso evangelho, usando sempre o Velho Testamento, para nublar o entendimento dos seus membros e poderem, assim, esvaziar os seus bolsos, exigindo os sacrifícios, que Jesus e Paulo aboliram totalmente no Novo Testamento. São poucos os pastores que se detêm nas Cartas de Paulo, simplesmente porque estas não dão lucro! Eles preferem ler os livros do Velho Testamento, a fim de poderem colher ali doutrinas obsoletas sobre a obrigação de o crente dizimar, ofertar e se sacrificar. O Evangelho de Paulo é este: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo!” (Atos 16:31). Isso por acaso dá um bom dinheiro? Mas quando o pastor ambicioso lê, por exemplo, Deuteronômio 27:7: “Também sacrificarás ofertas pacíficas...”, um mandamento exclusivo aos judeus, ele depressa tenta provar aos indoutos membros de sua denominação que esse sacrifício é no âmbito financeiro... e assim vai locupletando a sua conta bancária. “Casa bonita, roupa de grife, carro do ano, viagem ao exterior... Ora, Jesus foi riquíssimo, pois se Ele andava de jumentinho, esse equivalia, no seu tempo, a um Mercedes Benz!”... Sofisma catolicíssimo, hem?
Aconselho os irmãos a lerem os seguintes livros de Dave Hunt: "Sedução do Cristianismo" e "Escapando da Sedução", a fim de observarem em que consiste o legítimo Evangelho do Senhor Jesus Cristo, pregado por Ele mesmo e pelo apóstolo Paulo. Peçam-nos à Chamada da Meia Noite (www.chamada.com.br) ou então comprem estes e outros livros desse autor numa boa livraria evangélica. Evitem a leitura de autores duvidosos, como Paul Young Cho, Benny Hinn, Peter Wagner, e todos os modernos pregadores (nacionais) da fé/prosperidade. A prosperidade material não é a essência do Evangelho de Cristo, mas fé na Divindade do Senhor e uma vida honesta de amor a Deus e ao próximo.
Quando um crente entrega o dízimo, deixando de comprar o essencial à família, de pagar o aluguel, o condomínio, o IPTU, as contas de energia elétrica e telefone, ele está pecando, porque Romanos 13:8 nos comanda: “A ninguém devais coisa alguma”. Quem vive pendurado no cheque especial porque faltou dinheiro para o mercado (depois que entregou dízimo e ofertas à igreja) “tem negado a sua fé em Cristo e é pior que o descrente” (1 Timóteo 5:8).
Tenho uma nova apostila em preparação: “Colar de Topázios Azuis”, na qual inseri uma coleção de 11 artigos de Dave Hunt (por mim traduzidos mensalmente, cada um com uma média de 5 páginas ofício A-4) e meus 24 artigos mais recentes, os quais ainda não constam das apostilas anteriores. Estou dependendo apenas de uma capa colorida, contendo um belo colar de topázios, e isso espero receber do Pr. Paulo, o qual sempre me ajuda nesse tipo de trabalho. Poderei enviar esse “Colar”, particularmente, em duas semanas, a quem desejar ler o seu conteúdo.
Se o irmão tem uma Bíblia e a lê freqüentemente, procurando seguir os seus ensinamentos, em honestidade e verdade, freqüente a igreja uma vez por semana, a fim de ter comunhão com os irmãos na fé e escutar a boa pregação de um pastor que não peça dinheiro. Que o irmão dê o mínimo de dinheiro à igreja porque "o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males" (1 Timóteo 6:10) e essas igrejas “viciadas” em profecias, revelações, visões, glossolalia, prosperidade, propósitos etc., que hoje constituem a maioria do cenário evangélico brasileiro, todas elas se corromperam por amor ao dinheiro. E continuam pregando um falso evangelho porque este é o ímã que atrai bom lucro financeiro para as contas dos seus pastores... nas Ilhas Caimãs... Mary Schultze, 31/01/2006
Capítulo 31 - O ABC dos crentes festeiros
Este é o ABC dos crentes evangélicos festeiros, incautos freqüentadores das igrejas neopentecostais barulhentas, consumistas e superficiais na doutrina.
Alegria - Antigamente o crente ia à igreja com o objetivo precípuo de fazer um exame de consciência, pedir perdão a Deus dos seus pecados, confiando na salvação que nos foi entregue pelo Senhor, através do Seu sacrifício vicário na cruz... enfim, ele ia aos templos para adorar o Senhor Jesus Cristo. Hoje ele vai aos cultos com o único intento de se alegrar.. E a maioria diz: “Nossa igreja é muito alegre e não morta... como essas igrejas tradicionais!”
Bênçãos - No contexto evangélico atual, a maioria dos crentes vai à igreja simplesmente para receber bênçãos. Eles pensam: “Se eu for à Igreja, pelo menos duas vezes por semana, e entregar fielmente o dízimo e ainda der uma boa oferta, Deus vai me abençoar em todos os sentidos, conforme o pastor vive dizendo, quando cita Malaquias 3:8-10!” Eles ignoram que Malaquias nada tem a ver com a Igreja, achando que, entregando dízimos e ofertas em troca de bênçãos, estão agradando a Deus. Para eles Deus é um quitandeiro e quanto mais ofertarem, mais bênçãos receberão. Essa é a doutrina entregue pelos pastores ambiciosos, mais interessados nos cifrões de suas contas bancárias do que na salvação e edificação das almas que a eles se entregaram.
Canções - Antigamente cantavam-se hinos clássicos repletos de legítima adoração a Deus, embasados na Bíblia e cheios de reverência a Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Esses hinos eram compostos por cristãos de vida santa. Hoje os cânticos são antropocêntricos... o egocentrismo predominando em todos os sentidos, sem qualquer embasamento bíblico, muitos deles compostos por pessoas de vida censurável, as quais decoram meia dúzia de versículos bíblicos e já se consideram compositores evangélicos, vivendo em busca de fama e dinheiro: “pois sem dinheiro não se pode comprar tudo que se deseja!”
Decibéis - “Igreja moderna não guarda silêncio, cantando esses hinos ‘chatos’ de antigamente, mas faz muito barulho, a fim de atrair o povo de fora” [ninguém sabe o significado da palavra “Eclésia”, pois agora as igrejas são casas de shows barulhentos]. Ninguém conhece Habacuque 2:20: “O Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra”.
Na União Européia, é proibido usar buzinas nos automóveis, dar descarga nos aparelhos e tomar banho depois das 22 horas, a fim de não incomodar os vizinhos. Nas casas dos crentes modernos, aqui no Brasil, a TV fica ligada em 20, os aparelhos de som tocam música estrondosa até meia noite... e os vizinhos que se danem! No prédio onde moro, havia um casal (ele no último período de um seminário metodista) que dormia até tarde e, depois, fazia um barulho terrível, até meia noite, prejudicando a vizinha que mora no apartamento de baixo. Por causa dessa gente a vizinha (messiânica) ficou detestando os crentes. Que péssimo testemunho, hem?
Os crentes festeiros são anestesiados com o barulho de suas igrejas e, assim, ficam mais acessíveis aos apelos financeiros do pastor, dando o que têm e o que não têm... Enquanto isso, suas contas (de aluguel, supermercado, telefone, energia elétrica, etc.) ficam penduradas, pois o pastor nunca leu Romanos 13:8, que diz: “A ninguém devais coisa alguma”. Pastor malaquiano só lê o Velho Testamento, pois ignora que estamos na Dispensação da Graça, com a obrigação de crer no Senhor e nEle confiar, dando um bom testemunho de vida cristã, sem necessitarmos de sacrifico algum, conforme pregado no Velho Testamento. “Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome”. E que esse louvor seja discreto e jamais carregado de 130 decibéis, como turbina de avião!
Experiências - Na travessia do deserto nenhum povo teve mais experiências com Deus do que o povo judeu, através de tantos sinais em seu favor. Adiantou alguma coisa? Eles continuaram tão incrédulos e rebeldes que a geração foi toda dizimada. Experiências não trazem maturidade espiritual ao crente... pelo contrário, vicia-o nesse tipo de carnalidade, trocando a leitura da Palavra de Deus por revelações e sensações maravilhosas, que ele imagina irão transportá-lo ao “terceiro céu”, como aconteceu com Paulo. Só que nenhum deles deseja ser apedrejado como Paulo foi, pregando o Evangelho sob pressão, tendo entrado em coma, a fim de ter esse tipo de experiência com o Senhor (Atos 14:19; 2 Coríntios 12:4).
Hoje as experiências são um tipo de frenesi atribuído ao Espírito Santo, quando, obviamente, elas provêm do “outro espírito”! Além das “experiências espirituais”, tão comuns hoje em dia nas igrejas festejadoras, os crentes vivem na base de profecias e revelações, como se a Palavra de Deus não fosse suficiente e “proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (2 Timóteo 3:16-17).
Felicidade - “Sou feliz, com Jesus”, cantava-se, antigamente. Hoje a felicidade do crente festeiro consiste em receber a bênção de um bom emprego, casa confortável, carro novo, uma boa poupança na CAIXA, pois o futuro precisa estar garantido para os filhos, os quais serão crentes mais raquíticos ainda, educados por pais fraquíssimos na Palavra e, muitas vezes, até amigos de programas humorísticos de TV, onde se ouvem palavrões assustadores, pois “em casa tudo é permitido... Ninguém está vendo ou escutando!”
Gula - Como já escrevi antes, os crentes (festeiros ou não) constituem o povo mais guloso que conheço. Eles adoram comer e costumam fazer pratos piramidais, achando que a gula não é pecado. Mas... pior que é... Conforme Romanos 14:17, “o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”.
Essa geração “evangélica” mal alimentada com a leitura de edições modernas da Bíblia (as prediletas dos pastores desinformados) e CDs musicais de compositores e cantores biblicamente anêmicos, faz-me lembrar as palavras do Senhor: “Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda” (Apocalipse 22:11). É o caso de indagar: onde ficam situados os crentes festeiros, no contexto deste versículo?
Mary Schultze, fevereiro, 2006
Capítulo 32 - Dízimo versus Acidente
Muitos jovens ao término do segundo grau, que não têm a necessária disposição de estudar muito para passar num vestibular de Medicina, Engenharia, Direito, Agronomia, etc., e conseguir colocação nas universidades públicas, logo descobrem uma profissão excelente: entrar num seminário qualquer e estudar 04 anos de Teologia com o objetivo de entrar no ministério um pastoral.
Logo após a consagração ao pastorado, a maioria deles, que mal sabe falar corretamente a língua portuguesa, decora alguns versos do Velho Testamento, principalmente os que falam em dízimos, ofertas e sacrifícios. Então, o neófito começa a esbravejar, como se fosse um dos profetas menores (Malaquias, por exemplo), consegue fundar uma igrejinha de fundo de quintal ou se associar a um colega do mesmo nível, o qual já tem uma igreja funcionando (e crescendo rapidamente, à custa da ignorância bíblica dos membros). Ele sozinho (ou junto com o seu colega de profissão), depressa se acha no direito de se auto-intitular “profeta” e, quando já ganhou bastante dinheiro e o respeito dos confrades, se torna “apóstolo”. Hoje em dia, temos uma inflação de “profetas” e “apóstolos” no Brasil, o que significa uma inegável prova do avanço da apostasia religiosa no país.
As palavras chaves para se abrirem as cavernas repletas de ouro já não são “Abre-te Sésamo” nem “Abracadabra”, mas “revelação” e “unção”! Todo “profeta” ou “apóstolo” que se preza recebeu uma “revelação especial” ou uma “unção”, lá do alto, achando-se no direito de fundar uma nova denominação neopentecostal malaquiana e barulhenta, onde pregará um evangelho espúrio e poderá conseguir sacos de dinheiro para serem remetidos, via aérea, ao exterior. Esses sacos provêm da pregação do falso evangelho, da venda de CDs e livros de quinta categoria, enfim da mutretagem que impera dentro do negócio evangélico.
Isso já vem de longe. Joseph Smith teve uma visão/revelação e fundou a Igreja Mórmon. Mary Baker Eddy teve uma visão/revelação e fundou a “Ciência da Mente”. Helen White teve uma visão/revelação e fundou o Adventismo do Sétimo Dia. Catellanos teve uma visão/revelação e fundou o Movimento G-12... e por aí a fora. Ultimamente, os “evangélicos” neopentecostais têm-se especializado em visões e revelações, recebendo uma “unção especial”, para, em seguida, fundarem movimentos escusos como a Teologia da Fé/Prosperidade, o G-12, Igrejas e Vidas com Propósitos, etc., muitos deles editando bíblias de textos alexandrinos e escrevendo livros heréticos, “iluminados” de teologia hinduísta, empurrando-os aos membros ignorantes do perigo que estão correndo, os quais terminam emaranhando-se em “outro evangelho”, no rumo direto à perdição de suas almas.
Antigamente, quando uma pessoa ia fazer um crediário e dizia ser evangélico, logo o crédito era aprovado, pois crente era gente séria. Hoje acontece exatamente o oposto. Muitos crentes, principalmente os membros dessas igrejinhas barulhentas, vivem dando cheques sem cobertura, pendurados nos crediários e complicando-se no SPC, pois nunca pagam suas contas em dia. Primeiro eles entregam o dízimo, depois, se sobrar, pagam suas contas... O pior é que nunca sobra e Romanos 13:8 já era! Crente que entrega dízimos e ofertas aos pastores, deixando de comprar o essencial à família, de pagar as contas de energia elétrica, de telefone e supermercado, é um pecador inadimplente. Está pecando contra Romanos 13:8, que diz: “A ninguém devais coisa alguma” e contra a 1 Timóteo 5:8, que diz: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel”.
No domingo passado, vi um gasto supérfluo de energia elétrica na igreja e pedi providência a um dos diáconos. Ele disse que era bobagem. Como sou malcriada, comentei: “por causa desse tipo de desperdício é que não entrego o dízimo”. Ele me olhou escandalizado e respondeu: ”Pois eu entrego pontualmente o meu dízimo e por isso sou tão abençoado!
Só lamento que a bênção desse irmão tenha sido insuficiente para evitar que ele caísse de uma altura de muitos metros, dois dias depois, tendo morrido instantaneamente. Isso prova, pelo menos, que entregar o dízimo não significa ficar livre de acidentes. Creio que ele foi abençoado por outros motivos, durante a sua vida, mas a entrega fiel do dízimo não o livrou de um acidente fatal. Gostava dele e lamento o seu trágico fim, pois era um excelente obreiro na igreja, usando o seu talento de mestre de obras para ajudar nas reformas da mesma.
Creio que ele está no céu, na maior felicidade, ao lado de outros santos. Não por ter sido um dizimista fiel... mas porque era um trabalhador honesto e um crente sincero no Senhor Jesus Cristo!
Mary Schultze, fevereiro 2006.
Capítulo 33 - A Loja do Diabo
Tenho agora, diante mim, enquanto digito estas “mal traçadas linhas” (como meu pai costumava escrever, nos anos 1940), uma opala de 50 quilates adquirida ontem, numa loja que minha filha Rose costuma chamar “Loja do Diabo”, a qual negocia com material especialmente esotérico. Quando ela me censurou a primeira vez, respondi-lhe que “Deus usa até o Diabo para me ajudar”, pois ali encontrei um par de brincos de quarto verde, que vinha procurando há anos e jamais havia encontrado em loja alguma.
Ela continua me censurando, quando entro na “Loja do Diabo”, a única em Teresópolis que vende pedras semipreciosas de Minas Gerais. Isso porque uma viagem até as “santas minas” (como as chamava o Drummond), custa tempo e dinheiro... portanto, entro na tal loja, cada vez que desejo comprar uma pedra, e aproveito para pregar o evangelho à vendedora, a quem até já dei uma apostila com artigos bíblicos. Ontem mesmo, ela me contou - toda entusiasmada - que mandou fazer um pêndulo de ônix para usar no pescoço, a fim de “afastar o mau olhado”. Aproveitei a dica e fiquei mais de 10 minutos pregando Cristo para ela, garantindo que somente Ele pode afastar todo tipo de desgraça na vida de uma pessoa porque Ele é o Deus Criador e Sustentador do universo, com todo o poder no céu e na terra.
Ora, se Jesus era amigo dos publicanos e prostitutas, por que não posso eu ser amiga dos esotéricos? Não sou melhor do que nenhum deles, apenas mais afortunada, por ter Cristo como Salvador. Apresentei àquela moça o plano de salvação e espero que um dia ela venha a aceitar o Senhor Jesus Cristo como Salvador e Senhor de sua vida, abandonando Buda, Confúcio, Krishna e outros falsos “mestres” que povoam aquele antro de ocultismo. Comprei a opala e paguei no Visa Eletron, antes de pregar o evangelho, pois precisava de uma desculpa, a fim de entrar no objetivo principal de minha passagem na “Loja do Diabo”.
Tive uma infância maravilhosa no sítio de meu pai (a 7 km do centro de Crato, Ceará), quando costumava sentar à margem do poço que nos fornecia água potável. Adorava ficar olhando os reflexos do sol naquela mina d'água, de onde se retirava puríssima água mineral. O cristal da rocha refletia as cores do arco-íris e isso marcou profundamente a minha vida... Beber água pura, comer queijo em vez de pão, saborear muitas frutas cítricas e legumes não contaminados por inseticidas e correr pelos campos floridos - foi o que fez de todos nós, os membros da família, pessoas alegres, felizes e, sobretudo, saudáveis por toda a vida.
As cores do arco-íris e o brilho das pedras sempre me fascinaram e por isso gosto tanto de jóias de pedras coloridas incrustadas em prata. Não são jóias caras e se o ladrão me roubar uma dessas peças não precisarei fazer empréstimo bancário para substituí-la. Um anel de 20 quilates, em prata e ametista, custa em média 150 Reais, ou seja, o preço de um vestido pronto, o qual logo cairá da moda, enquanto uma jóia nunca envelhece, nem perde o valor. Tenho colares e anéis de pérolas cultivadas (brancas e negras), lazulitas, granadas, topázios (amarelo, azul e fume), ametistas, quartzo verde e vermelho e cristal Svarowsky. Minha coleção está quase completa e, quando eu morrer, as peças serão entregues às filhas, netas e às amigas mais chegadas.
Quando eu chegar à mansão celestial, terei diante de mim jóias mais brilhantes e preciosas e, portanto, já não precisarei do fulgor das pedras brasileiras, o qual tem me levado de volta aos bons tempos da infância no Crato.
Quanto às cores, além das memórias da infância, meu marido e eu fabricamos (durante mais de 30 anos) anilinas para sabão e detergente, criando cores especiais, a partir das anilinas da Bayer e da BASF, o que me fez continuar amando as cores variadas...
Quando compro uma pedra semi-preciosa, em geral me inspiro para organizar uma nova apostila. Já escrevi: “Colar de Pérolas”, “Colar de Lazulitas”, "Colar de Granadas”, “Colar de Topázios Azuis” e a próxima, em gestação, será o “Colar de Opalas”. Na última apostila (Topázios Azuis) reuni artigos meus e traduções do meu escritor favorito (Dave Hunt). Ela já está pronta e deve ser enviada às irmãs interessadas. Estou dependendo apenas da chegada do novo computador, pois este anda congelando muito. A entrega já está com quase uma semana de atraso e espero que o dono da loja possa me trazer esse novo “marido”, ainda esta semana.
O assunto da nova apostila será colhido em todos os artigos que eu escrever, a partir de março, e dos artigos do Dave Hunt que forem recebidos e traduzidos nos próximos três meses, a partir da TBC de março 2006.
Este artigo foi escrito porque uma das melhores amigas me censurou (recentemente) pela mania de jóias. Expliquei-lhe que tenho dupla personalidade: a de “Mary Bíblica” e a de “Mary Fútil”... e como o Pr. Paulo diz que “Mary fala, mesmo depois de fútil” (assim como Abel e Aníbal Reis falam, mesmo depois de mortos), continuo falando das maravilhas do amor de Deus Pai. Nosso Deus maravilhoso enviou o Seu próprio Filho para sofrer e morrer numa cruz por amor dos pecadores (dos quais eu sou a PIOR), dando-nos a salvação eterna, inteiramente de graça, dependendo apenas de nossa fé e aceitação do Seu sacrifício vicário na cruz... “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Mary Schultze, fevereiro 2006
Capítulo 34 - B-U-L-I-M-I-A
Nunca me canso de agradecer a Deus pelo hábito de comer apenas o necessário para sobreviver com saúde e disposição, sem ter contraído, até hoje, qualquer um dos costumeiros achaques da terceira idade.
Ontem recebi a visita de um amigo especial e como havia trazido da cidade algumas fatias de torta de morango, comi uma delas, no café das 16 horas, e isso me valeu por um jantar. Antes de me deitar, lá pelas 23 horas, tomei um copo de suco de frutas e dormi como um anjo, até as 5 horas da matina, quando acordei em plena forma.
Depois de escutar minha hora de Bíblia, na voz do Cid Moreira, fiquei me lembrando de duas amigas que sofriam de bulimia, as quais sempre me deixavam perplexa, quando as via comendo.
A primeira era uma poetisa (incrédula), que escrevia sonetos com a mesma facilidade com que devorava duas bananas e dois sanduíches de queijo com presunto, regados a um copo de café e um de suco, lá pelas 16 horas, enquanto eu tomava apenas um café preto. Três horas mais tarde, ela conseguia comer pelo menos o triplo do que eu engolia, no jantar...
Certa vez, fomos passar um fim de semana em Caxambu e notei que ela comia toda a porção que era colocada na mesa (que nesses hotéis mineiros dão para 4 pessoas), bebia dois copos de suco de frutas e ainda tomava duas sobremesas. Mais tarde, botava fora tudo que havia comido, mas logo apanhava um pacote de biscoitos e um refrigerante para “compensar” o que havia expelido. Morreu, antes dos 60 anos, totalmente obesa, com uma pressão altíssima e o corpo cheio de fissuras causadas pelo diabetes, doença através da qual a natureza castiga as pessoas gulosas.
A segunda foi uma “irmã”, que encontrei num congresso do CPR (novembro 2004). Estava com um problema intestinal e perguntou se poderia pernoitar em meu apartamento, pois não se sentia disposta a viajar até a zona norte do RJ. Como eu estava esperando dois pastores de SP para esse congresso (os quais não apareceram), minha geladeira estava cheia de iguarias e achei que seria bom acabar com o estoque. Em menos de três dias, apesar do problema intestinal, ela devorou tudo que havia na geladeira e tive de comprar mais coisas, pois ela resolveu ficar quase uma semana e só foi embora porque eu cansei de vê-la mastigar o tempo inteiro, circulando entre a geladeira e o banheiro, e pedi, gentilmente, que voltasse ao Rio. Notei que era outro caso de bulimia que eu havia “importado” para dentro de casa. Antes de ser despachada, ela falou (para um pastor que viera lanchar conosco) que estava pensando em ficar “mais duas semanas aqui na casa da Mary, onde se come muito pouco, daí que eu quero aproveitar este regime de SPA...”
No dia seguinte, ficou deveras aborrecida com a minha “falta de amor cristão”, quando lhe pedi que fosse embora. Pouco tempo depois, falou, em um dos seus telefonemas bissemanais (detesto falar ao telefone), que estava pensando em vir passar outro fim de semana comigo. Dei uma desculpa qualquer e depois de muitos telefonemas (perguntando quando poderia vir), enviei-lhe alguns artigos meus, entre os quais havia uma narrativa de sua história, aqui em casa. Telefonou revoltada, falou uma porção de desaforos e... graças a Deus me deixou em paz.
Meu marido, um Químico alemão especialista em alimentos, ficou admirado quando, após o nosso casamento, constatou que eu comia pouco e exatamente o que era melhor para a saúde: frutas, legumes e carne branca. No sítio de meu pai, havia muito leite e costumávamos comer queijo puro em lugar de pão, muitas frutas e legumes, daí termos nos habituado a comer o que faz bem à saúde.
Domingo passado, mais uma vez almocei em nossa igreja. Meu prato consistiu de duas colheres de sopa de salada de batata (sem maionese), uma colher de beterraba em cubos, duas fatias de tomate e duas finas fatias de carne assada. Acompanhando esse prato, um copo de Fanta (não havia suco natural) e, de sobremesa, uma fatia de pudim de leite. Enquanto isso, minhas duas companheiras de mesa (ambas na terceira idade) angariavam mais alguns quilos, comendo, cada uma, um montanhoso prato de arroz, feijão, farofa, dois tipos de salada, carne assada e frango, refrigerante e sobremesa. Elas ingeriram pelo menos o triplo do que eu havia colocado diante de mim, e ficaram, o tempo inteiro, elogiando a delícia daquele almoço!
Meu prato no Oswaldo é quase sempre o mesmo: uma fatia de quiwi; uma banda de pêssego; um pastel de banana; uma porção mínima de quiabo; uma idem de purê de batata com bacalhau e uma fatia de peixe; um copo de água de coco e nenhuma sobremesa. Peso máximo total, incluindo o líquido: 500 gramas.
Os crentes ainda não se conscientizaram do pecado da gula. Infelizmente, os pastores (muito ignorantes neste assunto) não costumam chamar a atenção dos membros de suas igrejas para esse grave pecado, dando, eles mesmos, mau exemplo, pelo excesso de comida que colocam em seus pratos (A maioria dos pastores evangélicos morre de obesidade, pressão alta e enfarte, por excesso de comida e falta de movimentação). Um desses (da AD, em Caxias, RJ) morreu todo rachado de tanto diabetes, pois comia muito e nunca se movimentava, a não ser no púlpito, pulando e gesticulando, na petição dos dízimos e ofertas... Outro, ainda jovem, mas já bastante gordo, viajou para o exterior e ficou enviando e-mails diários, sempre falando nas iguarias que comia por lá, descrevendo cada tipo de comida, inclusive como passou mal, certa noite, etc.
Acho engraçado esses irmãos (que devoram pratos piramidais) ficarem depois se gloriando, após terem jejuado, a conselho do pastor, com o objetivo de conseguir uma graça especial. Se eles comessem simplesmente o necessário para alimentar adequadamente o organismo, não precisariam jejuar. Jejum é obra morta e os que precisam jejuar são exatamente os crentes gulosos, pois, assim, pelo menos uma vez na vida, eles dão um pouco de descanso ao organismo, se bem que, no dia seguinte, procuram comer o dobro, a fim de compensar a “fraqueza” do jejum de ontem!!! Graça especial recebe todo crente que anda conforme a Palavra Santa, com uma fé inabalável no Senhor e honestidade de vida. A melhor pregação que fazemos é a de uma vida honesta e piedosa...
Para esses amantes da comida, deixo um verso de Paulo, em Romanos 14:17: “o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”.
Mary Schultze, fevereiro 2006
Dados Biográficos
Mary Schultze nasceu em Crato, Ceará, num claro domingo de sol, chorando muito, como se não desejasse aterrizar no planeta Terra. Mas Deus, eternamente sábio, estava enviando a garotinha de cabelos claros para um propósito específico, permitindo que ela fosse feliz e cumpridora de sua tarefa - alegrar as pessoas com os seus livros de contos e poesias. Foi uma menina extrovertida e aos sete anos de idade, após ter sido alfabetizada pelo pai, começou a ler muitos livros de histórias e logo estava escrevendo contos e poesias, com um estilo muito pessoal. Estudou com afinco e aos 20 anos de idade foi trabalhar numa companhia aérea, pois falava Inglês fluentemente, desde os 17 anos, e logo se firmou como uma eficiente secretária bilíngüe.
Começou a trabalhar aos vinte anos e aos vinte e quatro, veio residir e trabalhar no Rio de Janeiro, na firma inglesa, Mappin & Webb, como Secretária do Diretor. Aos vinte e seis anos conheceu um Químico Industrial alemão de Berlim, Hans Schultze, com quem se casou. Ele gerenciava uma firma de essências alimentícias, na Rodovia Washington Luiz, município de Duque de Caxias, RJ.
Mary Converteu-se ao Evangelho do Senhor Jesus Cristo aos quarenta e oito anos de idade. Seu casamento durou 26 anos, até o falecimento do marido, e Mary ficou com duas filhas, Margarete e Rosemary, dirigindo os negócios do casal. Hoje Margarete, mãe de 3 filhos, reside na Alemanha (lado oriental) e Rosemary, mãe de duas filhas, reside em Teresópolis, RJ.
Seis meses antes de perder o marido, Mary havia ingressado no Seminário Teológico Betel (RJ), onde se esforçou tanto que tirou as melhores notas da turma. O resultado foi o seu 7º livrinho - Amigos em Cristo - para o qual aproveitou muitos trabalhos do Seminário. Este e os seis livros anteriores foram todos distribuídos entre os clientes de sua linha de cosméticos. Como resultado, ganhou algumas almas para Cristo. A Jesus Cristo, nosso Deus e grande Salvador, seja dada toda a glória, hoje e eternamente!
Mary escreveu 16 livros e publicou dez: Cubos de Gelo, Meu Cristo é Poesia, Meu Cristo é a Verdade, Jardim Primavera, Colar de Pérolas, Sou Livre, Amigos em Cristo, A Deusa do Terceiro Milênio, Viajando com Martinho Lutero e Conspiração Mundial em Nome de Deus (os três últimos publicados pela Editora Universal).
Foi micro-empresária durante 36 anos, com a linha de cosméticos Mary Schultze, distribuída em todo o Brasil. Em 1994, depois de vender a micro-empresa, aposentou-se e passou a trabalhar, em Teresópolis (RJ), somente na obra do Senhor Jesus Cristo.
É membro correspondente de seis Academias de Letras, no Brasil, e da International Academy of Letters of England.
Para muita gente, quando alguém se converte no último estágio da vida é um pouco tarde. Mas para Deus a idade cronológica não importa. Nestes 27 anos de vida cristã, Mary tem se dedicado à obra do Rei Jesus. Escreveu mais de 1.000 artigos evangélicos (quase todos já publicados) e algumas poesias. Traduziu mais de 6.000 páginas, dentre as quais se destacam: “O Próximo Passo”, de Jack Chick, “Por Amor aos Católicos Romanos”, “Escada para o Inferno”, ambos de Rick John, “Os Fatos Sobre a Vida Após a Morte”, de John Anckerberg & John Weldon, “Respostas aos Amigos Católicos”, de Thomas F. Heinz, o “Comentário do Novo Testamento”, de John Wesley; “A Mulher Montada na Besta”, de Dave Hunt; “Fato ou Fraude?” (Protocolos de Sião), de Goran Larsson, e “O Holocausto do Vaticano”, “The Vatican Billions”, “The Vatican in World Politics”, de Avro Manhattan, “O Livro das Respostas’, do Dr. Samuel C. Gipp, “Final Authority” (Autoridade Final), do Dr. William P. Grady, etc. Leu e traduziu parte do livro "Vatican Assassins" de Eric Jon Phelps, do qual tirou algum material para o seu livro "O Vaticano e a União Européia", ainda inédito. Traduziu “Os Doze Profetas Menores”, de George L. Robinson. Traduziu seis livros do teólogo batista, Dr. Peter Ruckman, defensor da Bíblia King James. Traduziu também o livro de Sir Robert Anderson, “The Lord of Heaven”, sobre a Divindade do Senhor Jesus Cristo.
Lecionou Teologia Sistemática e Inglês no Seminário Teológico Serrano, em Teresópolis (RJ). Durante dois anos e meio, Mary trabalhou como secretária, pesquisadora e tradutora de Inglês no Centro de Pesquisas Religiosas, em Teresópolis (RJ), sob a direção do Pr. Paulo Pimentel. A partir daí vem se dedicando, especialmente, à pesquisa sobre o Catolicismo Romano, tema dos seus últimos livros. Tem recebido alguns comentários com elogios sobre o seu trabalho, inclusive do Diretor do Instituto de Pesquisas Bíblicas de Jerusalém (que veio a Teresópolis para conhecê-la) e do Presidente da Editora Trinitariana no Brasil, SP.
Colaborou em 3 jornais (Desafio das Seitas, Folha Universal e O Diário de Teresópolis), e nestes dez anos de dedicação à obra do Senhor, Mary nunca teve tempo de adoecer, porque sua mente continua ativa e o corpo ágil, com o mesmo peso (52 Kg) dos 18 anos. Seu expediente é de 16 horas diárias, num trabalho muito gratificante. Seus maiores objetivos são: ganhar almas para o Senhor Jesus Cristo e ser uma boa avó para os cinco netos.
Na parábola dos trabalhadores na vinha (Mateus 20:1-16), Jesus nos mostra que os que iniciaram o serviço às 17 horas ganharam o mesmo salário daqueles que o haviam iniciado às 6 horas da manhã. Isso quer dizer que a idade cronológica não importa para Deus, mas a qualidade da vida do cristão. Os versículos bíblicos que comandam a vida de Mary são: Romanos 8:28, Filipenses 4:19 e Efésios 3:19-21, que sempre têm funcionado maravilhosamente. Louvado seja o nome do Senhor!
Os últimos livros, ainda inéditos, são: “Compartilhando a Palavra Fiel”; “O Vaticano e a União Européia”; “O Big Brother de Roma”; “Dr. Paisley Contra a Falsidade”; “Os Doze Profetas Menores” (tradução); “Cartas Bereanas” (The Berean Call News Letters - Tradução). Seu livro predileto - “Colar de Pérolas” (Amenidades Evangélicas) - publicado em 1981, foi transformado em apostila; “D. Mariquinha em Prosa e Verso (autobiográfico), “Colar de Lazulitas” e “Colar de Granadas” (Amenidades Evangélicas), “Colar de Topázios” (Amenidades e Asperezas Evangélicas), “Movimentos Kakangélicos” e “Os Filhos de Loyola”. Um resumo do livro “Cubos de Gelo” foi agora intitulado “A Nordestina Alemã”.
Seu grande desejo é que esses trabalhos escritos contribuam para alegrar e edificar espiritualmente o povo de Deus, glorificando o nome do nosso Deus e grande Salvador Jesus Cristo, diante de quem todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Ele é o Senhor! (Filipenses 2:10-11 “frauschultze@uol.com.br”