Meu marido - Hans ... Schultze – lia muito e gostava de me contar histórias interessantes, acho que retiradas da enciclopédia alemã - “Die Grosse Brockhauss” - que ele vivia lendo, além da Enciclopédia “Chemie Lexikon”, que eu guardei para a nossa neta Luciana, estudante de Química na Universidade de Chemnitz, Alemanha. A história do Califa Abdurahman III (e outras) anotei num papel, o qual foi recentemente descoberto dentro de um livro de poesias de Olavo Bilac, que eu havia esquecido na biblioteca, há dez mil anos atrás...
A história dos tanques de guerra é uma das mais interessantes.
O exército britânico havia começado a construir, em 1965, carros de combate, copiando o desenho do trator Caterpiller dos USA. Os trabalhadores ingleses haviam sido instruídos a responder as perguntas sobre os novos carros, informando que se tratava de cisternas para abastecer os soldados de água, no deserto de Saara.
Durante algum tempo os carros ficaram conhecidos como “cisternas”, mas a palavra começou a parecer inconveniente e longa demais. Foi, então, que uma palavra mais curta e apropriada começou a ser usada, a fim de substituir o vocábulo “cisterna”. Essa palavrinha foi “tanque”, a qual ainda hoje permanece.
Sadam Hussein possuía mais de vinte palácios maravilhosos e guardava milhões de dólares em seus cofres secretos, vivia rodeado de luxo e riqueza, enquanto o povo passava necessidade em todos os sentidos e era perseguido, caso não o venerasse como um deus.
Os tiranos não devem ser venerados, mas simplesmente destronados, pois a tirania é o defeito maior dos que não amam nem obedecem ao Deus da Bíblia. Nenhum tirano deveria ser poupado! Por que será que a maioria dos governos democráticos fecha os olhos aos excessos dos tiranos?
Um dos antepassados de Sadam tinha um nome bastante esquisito – Abdurahman III e, como todos os califas orientais, era podre de rico e tinha um harém cheio de mulheres bonitas.
Ele viveu 71 anos, de 891 a 962 d.C. Sua renda anual chegava 36 milhões de dólares. Era dono do mais poderoso exército e da mais possante marinha do seu tempo. Possuía 6.321 esposas, todas escolhidas entre as mais lindas mulheres do império e foi pai de 618 filhos. Nesse ponto ele suplantou Salomão, que teve “apenas” 700 esposas e 300 concubinas e foi o homem mais rico da antiguidade, o único monarca judeu a governar toda a Terra da Promessa – Israel - conforme Deus havia prometido a Abraão.
“Bidu” (apelido que dei ao califa) lia muito e gostava de gozar uma vida de magnífica opulência, qualidade típica dos califas orientais.
Acumulou uma fortuna de 2 bilhões e 600 milhões de dólares (quase tão grande como a fortuna da Ordem Jesuíta, dona de uma boa fatia da riqueza do Vaticano, sendo sócia majoritária de todas as multinacionais de petróleo, ferro, aço, etc. no Ocidente, e de quase todos os bancos, como o Federal Reserve, o Bank of América, Morgan e outros, com mais de 50% em ações).
Voltando a “Bidu”, ele pode ter impressionado todos os que o admiraram pela sua fortuna e pelo esplendor dos seus palácios. Contudo, após ter ido se encontrar com Maomé, e toda a hierarquia do Islamismo e do Catolicismo Romano (no inferno, é claro), “Bidu” teve o seu testamento aberto, a fim de que sua fortuna colossal fosse distribuída pelas esposas e filhos. Junto ao testamento havia uma declaração muito interessante: “Durante todo o meu longo e glorioso reinado, costumava contar os dias em que me senti realmente feliz. E, no final das contas, estes foram apenas quatorze dias!”... Muito tempo ... para quem não conhecia Jesus Cristo, nosso grande Deus e Salvador!
3. Os Dez Mandamentos
Charles James Patrick Mahon, famoso na obra “The O´Gorman Mahon”, de Ennis, Condado de Claire, Irlanda (1800-1891), foi o último dos fantásticos aventureiros da Irlanda. Ele era um verdadeiro “gentleman”.
Nascido no Dia de São Patrício, padroeiro da Irlanda, Charles foi eleito Juiz de Paz com apenas 21 anos de idade. Serviu em seis mandatos no Parlamento Britânico e gostava de manobrar a espada, em suas horas de lazer.
Teve mais cargos no exército do que qualquer outro mortal. Foi coronel na Milícia da Irlanda, Turquia, Rússia, Áustria, França, Brasil, Nicarágua, Costa Rica, Peru e USA. Foi general do exército chileno e governou por algum tempo uma província da Nicarágua.
Quando faleceu, aos 91 anos de idade, ainda era considerado o irlandês mais elegante e charmoso do século 19.
Charles era um cristão e nunca se deu aos excessos de álcool, fumo, drogas e aventuras amorosas. Ele procurava seguir os “Dez Mandamentos”.
Os Dez Mandamentos não foram impostos por Deus ao homem visando apenas obediência a um Criador exigente. Eles foram dados para a completa saúde e felicidade do ser humano. Quem obedece aos mandamentos divinos tem vida longa e saudável. A felicidade humana provém dessa obediência.
Comer muito é prejudicial à saúde, pois a gula envenena o fígado e provoca o acúmulo de gorduras, que provocam diabetes, pressão alta e outras mazelas. Os vícios (fumo, álcool, drogas e sexo) destroem o organismo com a maior rapidez, provocando câncer, AIDS e outras doenças letais.
Quem desejar ter uma vida longa e saudável deve obedecer aos Dez Mandamentos. Não somos salvos pela obediência a esse código de leis, mas exclusivamente pela fé em Cristo Jesus, como Salvador único e todo suficiente. Contudo, Deus abençoa quem obedece as suas leis, dando-lhe vida longa e saudável, além de uma descendência que nos honra, através do exemplo que de nós recebeu. Nossos filhos e netos não fazem o que lhes dizemos, mas o que nos vêem fazer.
(H.G.M.P. Schultze, 1974) - Mary Schultze, 30/04/2003