A TRISTE HERANÇA DAS DESGRAÇAS BENTAS

 

por Moysés Magno

 

Bento I (575-579)

Nada se sabe a seu respeito. Nem o “Líber Pontificialis” (O Livro dos Papas). Teria morrido atormentado por tribulações de todo o tipo.

 

Bento II (684-685)

Levou um ano para ser consagrado ao papado. Logo em seguida, perdeu o cargo.

 

Bento III (855-858)

Ao seu lado, dizendo-se o “papa legítimo”, governou o antipapa Anastácio.

Antes de Bento II subir ao trono papal, após a morte de Leão IV, apareceu a controvertida figura da papisa Joana (855-857) que governou a igreja romana por 2 anos, 7 meses e 4 dias. Após sua morte, de parto, numa procissão, em plena rua, sobe ao trono Bento III.

Embora o Vaticano procure esconder o escândalo da papisa Joana, documentos há que provam sua existência em seu curto, mas profícuo governo.

 

Bento IV (900-903)

Figura apagada. Nada fez.

 

Bento V (964)

Pontificado de 1 (um) mês apenas! Desterrado pelo rei alemão Oto I.

 

Bento VI (973-974)

Ao seu lado, reclamando sua “legitimidade”, governou o antipapa Bonifcacio 7º que, em 974, depôs, prendeu e estrangulou (na própria prisão), a Bento VI.

Mais tarde, Bonifcacio 7º foi condenado por tal assassinato, por um sínodo romano.

 

Bento VII (974-983)

Figura apagada. Nada fez de importante.

 

Bento VIII (1012-1024)

Governou com o seu rival, o antipapa Gregório, que se declarava o “legítimo”.

Bento VIII comprou o ofício de papa!

Nada fez de importante.

 

Bento IX (1032-1045)

Vendeu o trono papal para o futuro papa Gregório VI (1045-1046).

Por pressões políticas, do próprio Vaticano, Bento IX renunciou à fantasiosa “cadeira de Pedro”.

 

Bento X (1058-1059)

Sob pressão política de grupos contrários, foi deposto.

 

Bento XI (1303-1304)

Por questões de lutas político-partidárias, foi obrigado a abandonar Roma, em 1304. adoeceu “repentinamente”, morrendo de disenteria provocada pela comida ingerida. Teria sido envenenado!

 

Bento XII (1334-1342)

Foi um dos papas oficiosos romanos na época do “Cisma de Avinhão”, que durou 110 anos!

Vale lembrar que o “Cisma de Avinhão” marcou, na História do papado, o predomínio do clero francês.

Em termos oficiais:

De 1305 a 1378 (73 anos), por exemplo, só existiu um papa francês;

De 1378 a 1409 (31 anos), houve dois papas: um em Avinhão e o outro em Roma;

De 1409 a 1415 (6 anos), digladiavam-se três papas: um em Avinhão, outro em Roma e, ainda, um outro em Pisa.

Viva a “unidade”!...

 

Bento XIII (1724-1730)

Vítima de intrigas palacianas e conflitos políticos, agravado por sua inexperiência, seu governo foi um fracasso. Usado e traído por aqueles em quem confiava, terminou seu pontificado melancolicamente.

 

Bento XIV (1740-1758)

Era inimigo figadal dos jesuítas, classificando-os de “réprobos”, “capciosos”, “contumazes” e “desobedientes”.

Criou o cargo de “falsário”, autorizando alguém de sua confiança a imitar sua assinatura!

Declarou ser a chamada assunção de Maria uma ”opinião piedosa e provável”!

 

Bento XV (1914-1922)

Promulgou o “Direito Canônico”, em 1907. Canonizou Joana d´Arc que fora queimada, séculos passados, por sua própria seita.

Viveu para as questões políticas.

Em 22 de janeiro de 1922, morreuinesperadamente”.

 

Bento XVI (2005....)

Que desgraças “bentas” ainda promoverá o papa “ratozinger”, ex-integrante da juventude hitlerista, ex-chefe da santa inquisição, eufemisticamente conhecida como “Congregação para a Doutrina da Fé”, autor do recente documento “Declaração Dominus Iesus”, onde classifica sua “igreja” como a única verdadeira?

Quem viver verá!

 

Divulgado em www.cpr.org.br no dia 05/06/2007