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Em 1960, o apresentador evangélico Pat Boone escreveu a
letra do tema musical de um filme baseado no conhecido romance da autoria
de Leon Uris intitulado Exodus (Êxodo). Exodus
conta epicamente a história da luta heróica do povo judeu em 1947 para que
a terra de Israel se tornasse novamente o seu lar. As nove primeiras
palavras do tema musical escrito por Boone já diziam tudo: “Esta terra é
minha. Deus me confiou esta terra”. Infelizmente, poucos escreveriam uma letra como essa em
nossos dias. Muitas pessoas, dentre as quais um número cada vez maior de
cristãos, acreditam que aquela terra não pertence legitimamente à
descendência física de Abraão, através de Isaque e seus descendentes; ao
contrário, eles alegam que a terra pertence aos palestinos ou até mesmo à
Igreja – mas em hipótese nenhuma aos judeus. Na verdade, 154 mestres e expositores da Bíblia, entre os
quais se incluem R. C. Sproul e Bruce Waltke, assinaram um manifesto
público, veiculado no site do Knox Theological Seminary, declarando que o
povo judeu não tem nenhum direito especial à posse de qualquer território
no Oriente Médio: O
direito de qualquer grupo étnico ou religioso à posse do território que se
denomina “Terra Santa”, situado no Oriente Médio, não pode ser defendido
com base nas Escrituras. Na realidade, as promessas específicas relativas
à terra, feitas a Israel no Antigo Testamento, cumpriram-se sob a
liderança de Josué. O fundador, presidente e chanceler do Knox Theological
Seminary, D. James Kennedy, recebe destaque no site de seu ministério
Coral Ridge Ministries como “o pastor presbiteriano que atualmente
tem a maior audiência no mundo”. Deus prometeu que Abraão e seus descendentes seriam
abençoados de modo concreto e literal. Um dos meios concretos pelos quais
Ele os abençoou se verifica pela atitude de trazê-los de volta à sua
terra. Deus literalmente prometeu a Abraão que os descendentes
naturais dele seriam “como as estrelas dos céus e como a areia na praia
do mar” (Gn 22.17). Deus disse a Abraão “nela [i.e., na tua
“semente” ou “descendência”] serão benditas todas as nações da terra”
(v. 18). O povo judeu tem abençoado este mundo de maneira altamente
significativa através de seus dons, talentos e realizações. No período de
1901 a 2006, dentre todos os ganhadores do Prêmio Nobel, 23% eram judeus.
As Escrituras afirmam: “O restante de Jacó estará no meio de muitos
povos, como orvalho do Senhor, como chuvisco sobre a erva...” (Mq
5.7). Em última análise, o maior descendente natural de Abraão
literalmente é o Messias de Israel: Jesus Cristo. Nele se cumpre a
promessa do descendente feita há muito tempo na Aliança Abraâmica.
Contudo, aquela parte da aliança que diz respeito à terra ainda está em
vigor. Deus a concedeu junto com as outras promessas. Portanto, não se
pode separar a descendência natural judaica da promessa de benção e da
promessa relativa à terra para o povo judeu. A aliança em si é uma unidade
indivisível que promete bênção material, descendência natural e uma terra
física para os descendentes naturais de Abraão. Os gentios que são
enxertados, conforme expõe o capítulo 11 de Romanos, recebem as bênçãos
espirituais (Ef 1.3). Além do mais, se a parte da aliança relativa à terra
supostamente já se cumpriu sob a liderança de Josué, por que razão Deus
reiterou Sua promessa de dar a terra ao povo judeu centenas de anos depois
da morte de Josué, no tempo em que Israel amargava o exílio na Babilônia?
Pois nesse tempo Deus confirmou a continuidade de Sua promessa ao
declarar: “Habitarão na terra que dei a meu servo Jacó, na qual vossos
pais habitaram; habitarão nela, eles e seus filhos e os filhos de seus
filhos, para sempre; e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente” (Ez
37.25; grifo do autor). Para dizer a verdade, Deus afirma: “...e
vos trarei à terra de Israel” (v. 12). Quando Deus chamou Abraão, Ele o tirou de Ur dos Caldeus e o
levou para um lugar geograficamente identificável, a terra de Canaã. Em
Canaã, Deus disse a Abraão: “Darei à tua descendência esta terra” (Gn
12.7; cf. 26.3-4; 28.13-15). “Disse
o Senhor a Abrão, depois que Ló se separou dele: Ergue os olhos e olha
desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o
ocidente; porque toda essa terra
[literal, física e concreta] que vês, eu ta darei, a ti e à tua
descendência, para sempre” (Gn 13.14-15; grifo do
autor). Em Gênesis 15.18, o Senhor determinou os limites geográficos
dessa Terra Prometida: “Naquele mesmo dia, fez o Senhor aliança com
Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito
até ao grande rio Eufrates”. O rio do Egito pode ser uma referência ao rio Nilo,
todavia, é mais provável que se refira ao uádi (i.e., ribeiro) do Egito
que corre a nordeste da península do Sinai. Desse ponto os limites do
território se estendem até a fronteira com o atual Iraque e o rio
Eufrates. O profeta Obadias acrescenta alguns outros limites
territoriais. O povo judeu possuirá “o monte de Esaú”, que
corresponde à atual Jordânia; “os filisteus”, cujo território hoje
em dia corresponde à Faixa de Gaza; “os campos de Efraim e os campos de
Samaria”, os quais atualmente correspondem ao território denominado
pelos noticiários da mídia de Cisjordânia; “os cananeus até
Sarepta”, cujo território corresponde ao Líbano; e “as cidades do
Sul” (cf. Ob 19-20). Essa profecia data de 585 a.C., ou seja, um ano
após a destruição de Jerusalém pelas mãos de Nabucodonosor, rei de
Babilônia – cerca de 750 a 800 anos depois de Josué. Contudo, Obadias
continua a declarar que os descendentes naturais de Abraão teriam a posse
da terra. Deus é onisciente. Ele já conhece o fim desde o começo, fato
esse que ficou muito claro quando Ele qualificou Cristo pelo designativo
de “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8).
Deus conhecia com exatidão o que aconteceria ao longo da história humana
e, em Sua soberania, preparou o caminho da salvação para a humanidade
perdida, antes mesmo que qualquer pessoa pudesse entender a condição
irremediável do ser humano. De igual modo Deus fez promessas claras a Abraão, Isaque,
Jacó e seus descendentes naturais, tendo pleno conhecimento de que eles
pecariam e de que Ele, ainda assim, os libertaria e lhes daria o que
prometera. Os adeptos da Teologia da Substituição alegam que
aquela terra não pode pertencer aos descendentes naturais de Abraão,
porque Deus os substituiu por descendentes espirituais, a saber, os
crentes em Cristo. Porém, o Senhor jurou solenemente nunca abandonar ou
substituir Israel: “Assim diz o Senhor: Se puderem ser medidos os céus
lá em cima e sondados os fundamentos da terra cá embaixo, também eu
rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o
Senhor” (Jr 31.37). O Senhor estabeleceu Israel permanentemente tanto como um
povo quanto uma nação. A garantia das promessas divinas para os judeus é
tão certa quanto aquilo que Deus promete para todos os crentes em Cristo
no capítulo 8 da Carta aos Romanos. Um
dia, Deus há de cumprir tudo o que prometeu para o povo de Israel. A
promessa da terra finalmente se cumprirá no Milênio [i.e., no reino de mil
anos], quando Jesus reinar do trono de Davi sobre o povo judeu e sobre o
mundo inteiro. Quando esse dia chegar, “O lobo habitará com o cordeiro,
e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o
animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará. A vaca e a ursa
pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha
como o boi [...] Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte,
porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem
o mar” (Is 11.6-7,9). Então, com a mais absoluta certeza, toda a Terra
Prometida, conforme as Escrituras a demarcam, pertencerá ao povo judeu
para sempre. (http://www.beth-shalom.com.br/artigos/tudo_ou_nada.html) Thomas C. Simcox é diretor de The Friends of Israel
na região Nordeste dos Estados Unidos. . Promessas Incondicionais de Deus Através da
Aliança Abraâmica PROMESSAS PESSOAIS: Abençoá-lo (riqueza material, Gn
13.2) Fazer de Abraão uma bênção para outros (Gn
12.2) Engrandecer o seu nome Dar-lhe muitos descendentes naturais (Gn 13.16;
15.4-5; 17.6) Fazer dele o pai de numerosas nações (Gn
17.4-5) Dar-lhe a terra de Canaã por herança e possessão
perpétua (Gn 13.14-15,17; 15.7;
17.8) Abençoar aqueles que abençoarem a Abraão e
amaldiçoar aqueles que o amaldiçoarem (Gn
12.3) PROMESSAS NACIONAIS: Ao
Povo de Israel Fazer dos descendentes naturais de Abraão uma
grande nação (Gn 12.2) Dar a terra de Canaã, desde o rio do Egito até o
Eufrates, aos descendentes naturais de Abraão para sempre (Gn 12.7;
13.14-15; 15.18-21; 17.8) Manter em vigor a Aliança Abraâmica como aliança
perpétua para os descendentes de Abraão (Gn
17.7,19) A aliança foi reafirmada a A aliança foi reafirmada a Jacó, aquele cujo
nome Deus mudou para Israel (Gn 28.10-14; Dessa forma, a aliança se transmitiu a toda a
descendência PROMESSAS UNIVERSAIS: Aos
Povos do Mundo Abençoar todas as famílias da terra através da
linhagem genealógica (i.e., a “semente”) de Abraão (Gn 12.3; 22.18;
28.14) Abençoar aqueles que abençoarem os descendentes
de Abraão e amaldiçoar aqueles que os amaldiçoarem (Gn 12.3; 27.29;
Nm 24.8-9) A bênção ou a maldição de Deus sobre os povos do
mundo basicamente estaria condicionada à atitude deles para com
Israel. Os pronunciamentos de Jesus em Mateus 25 prometem bênção
para os gentios salvos que ajudarem os judeus perseguidos durante a
Tribulação vindoura, mas também prometem juízo contra os gentios
descrentes que se recusarem a ajudá-los (Mt
25.31-46) Explicação:
Embora Deus tenha feito algumas promessas da Aliança Abraâmica em
Gênesis 12.2-3 e 13.14-17, Ele só firmou a aliança formalmente em
Gênesis 15.7-21: “Naquele
mesmo dia, fez o Senhor aliança com Abrão...” (v.
18).
Enquanto Abraão se encontrava em “profundo
sono”,
Deus (representado por um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo)
passou por entre as metades daqueles animais que Ele ordenara que
Abraão cortasse e ordenasse umas defronte das outras. Tal
procedimento de passar por entre as metades dos animais era uma
formalidade freqüentemente usada para firmar alianças nos tempos do
Antigo Testamento (cf. Jeremias 34.18).
Muitos anos mais tarde, as instruções que José,
bisneto de Abraão, deu no fim de sua vida, demonstram nitidamente
que seu entendimento era de que a Aliança Abraâmica fora firmada por
Deus com Abraão e seus descendentes naturais: o povo de Israel (Gn
50.24-25). O fato de que Deus prometeu dar para sempre a
terra de Canaã aos descendentes naturais de Abraão e de que a
aliança firmada é uma aliança perpétua, implica que Israel nunca há
de ser aniquilado como povo. Se Israel perecesse, não poderia ter a
posse daquela terra para sempre e, por conseguinte, a Aliança
Abraâmica que lhe diz respeito não poderia ser
perpétua. Essa
aliança não dependia da obediência humana, mas sim da fidelidade de
Deus em manter Sua Palavra. (Renald
E.
Showers) Fonte: Israel My Glory - http://www.beth-shalom.com.br Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, julho de 2008. Leia também William Blackstone e o Sionismo Cristão
O Direito do Atual Israel à Terra O Povo Judeu - Uma Perspectiva Evangélica
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