Domingo na Igreja
(Exclusivo às irmãs do grupo MS)
Uma das amadas irmãs do grupo me pergunta como foi o domingo na igreja, pois gosta de ler o resumo que faço dos sermões do nosso pastor e das novidades dominicais. Para ela e as outras irmãs, a quem tanto amo, aqui vai um resumo dos assuntos de domingo, 02/04/06.
No culto da manhã, tivemos alguns hinos importantes, como “A Deus, o Pai e Benfeitor”, “Saudai o Nome de Jesus” ,“Eu Andei a Sós com Cristo”, “Nome que Inspira o Meu Louvor”, todos do HCC, fora alguns corinhos, que prefiro não mencionar, pois não gosto de cânticos modernos, preferindo os hinos clássicos.
Houve duas leituras bíblicas, ambas embasadas no Velho Testamento, pois a mania dos organizadores da programação das igrejas evangélicas é usar o VT, como se fossemos judeus, e ainda vivêssemos na dispensação judaica.
A pregação foi boa, embasada no I Reis 18, mostrando como Elias foi corajoso, enfrentando os 450 profetas de Baal e os 400 profetas de Asera, com o objetivo de mostrar que o cristão não deve ficar em cima do muro, quando o assunto é defender a sã doutrina, etc. Infelizmente, o que mais se vê nestes dias é cristão acocorado em cima do muro, com medo de mostrar os erros das falsas denominações, com os seus mais de 850 falsos profetas. Os crentes também não criticam a inadimplência e a mania das famílias pelas pregações do evangelho na TV, em vez de lerem a Bíblia.
Ser corajoso é correr o risco de enfrentar um paredão e isso ninguém deseja. Poucos sabem que já estamos todos no paredão dos serviços públicos, como energia elétrica, telefone e outros, pois as multinacionais do Vaticano nos consomem as finanças, em vez de usar as fogueiras da antiga inquisição.
Geralmente, não costumo assistir ao culto vespertino, preferindo o estudo da Palavra no CPR, onde as Epístolas de Paulo são o tema principal. Mas, como a Ceia do Senhor seria servida à noite, fui novamente à PIBT. Ontem, cometi dois pecados, mas deixo para comentar sobre esses pecados, no final da página.
As 18,30 h, atendi ao pedido da Irmã Waldenira para fazer uma rápida preleção, na reunião de adultos, sobre o Salmo 127. Antes de falar, avisei aos irmãos ali presentes que Deus não me vocacionou para pregar, mas para escrever, portanto que eles não esperassem grande coisa dessa preleção.
O culto foi bonito, com hinos tipo “Aleluia, Aleluia, Gratos Hinos Entoai”, “Ó, Venham Coroar” e “Aflito, Por que Aflito?”, este último embasado num belo poema de Gioia Junior, com música nordestina. Cantaram-se alguns corinhos, um dos quais sempre me deixa irritada, pois contém um tremendo deslize no vernáculo, ou seja, “Não há igual o Nome de Jesus”, quando deveria ser “Não há igual ao Nome de Jesus”. Como o pastor é culto na língua e o regente de música não me parece inculto, só posso imaginar que haja má vontade em corrigir a letra deste cântico (e de outros cânticos com erros gramaticais e doutrinários), cujo autor já tem um sobrenome esquisito: Robert Gay.
A pregação foi embasada em Mateus 20, sobre “Os Trabalhadores na Vinha”, detonando a “teologia da ganância” (ou da prosperidade... para os pregadores) e apresentando três aplicações: 1) o perigo da ambição, quando se trabalha na obra de Deus. 2) o espírito de competição, desejando ser o centro das atenções e da premiação divina. 3) Reclamar contra Deus, quando acha que Ele foi mais generoso com o outro do que conosco.
Pelo menos nestes particulares eu me considero inocente, pois sou uma “cobrinha venenosa” contra os inimigos da sã doutrina; nada espero de Deus, pois Ele já me dá tudo, conforme Efésios 3:19-20; nunca reclamo do que Ele me dá, pois, mesmo não sendo dizimista, sou tão abençoada que se entregar o dízimo fosse motivo de bênção, e eu o entregasse, iria explodir... de tantas bênçãos recebidas (Não quero me comportar como uma mulher-bomba!).
A melhor admoestação feita, literalmente, na pregação da noite foi esta: “Não adianta você entregar o dízimo e fazer outras obras na igreja, esperando que Deus o abençoe por causa disso. Não seja interesseiro, pois Ele dá o que quer, a quem quer e quando quer... “Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas?” (Romanos 9:20).
Depois aconteceu a Ceia do Senhor, todos nós cantando, irmanados na boa vontade que esse momento nos proporciona, o qual nos faz lembrar o cântico dos anjos ao anunciar o nascimento de Jesus Cristo, em Belém: “Paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lucas 2:14).
Agora vamos aos dois pecados cometidos nesse domingo:
Deus jamais nos castiga por coisa alguma; nós é que nos castigamos por causa da nossa preguiça e falta de inteligência. Em vez de calçar sapatos fechados (para ir aos cultos da manhã e da noite), quando estava chovendo e a temperatura relativamente baixa, preferi usar as mesmas sandálias que havia usado ontem para ir almoçar no centro da cidade. Fiquei algumas horas com os pés molhados e haja dor de garganta... em plena madrugada. Espero que não me aconteça um resfriado, pois só os tenho cada três anos e, assim mesmo, quando cometo esse tipo de pecado.
Com preguiça de fazer uma sopa de frango e legumes para o jantar, preferi (à tarde) ver um filme bíblico (José do Egito) e, após o culto, comi uma fatia de pizza, na cantina da igreja. A massa estava meio crua, a cobertura excessivamente gordurosa e acabei precisando entrar num chá de boldo, em plena madrugada. Logo eu que sou mais pecadora noutros setores do que no pecado da gula! Foi a primeira e será a última pizza “consagrada” que terei ingerido na igreja, se Deus quiser! Ainda bem que nunca fiquei gravemente enferma, em toda a minha vida, e não seria uma fatia de pizza que iria me derrubar!
Salmo 127
Se o Senhor, nosso Deus,
a casa não levantar,
em vão nossos construtores
(quer gentios, quer judeus)
esforços vão empenhar,
pois só terão dissabores.
Se Deus nosso Pai amado,
a cidade não guardar
com a Sua Onipotência,
a sentinela do lado
de fora vai cochilar
em trágica sonolência.
Pra que despertar tão cedo
ou dormir sempre tão tarde,
tentando ganhar o pão?
Não precisamos ter medo,
pois Deus nos dá, sem alarde,
o necessário quinhão.
Herança do amor primeiro
nossos filhos sempre são.
Bons frutos da mocidade,
flechas na mão do guerreiro,
que matam a solidão,
porém nos deixam saudade.
Quando nossos filhos crescem,
dão-nos orgulho e prazer
nos risos de alguns netinhos,
E, se de Deus não se esquecem,
problemas irão vencer,
palmilhando bons caminhos.
Mary Schultze, 1985/abril 2006