As duas Babilônias

 

Uma das características mais acentuadas do Catolicismo Romano é o sistema sacerdotal (padres, bispos, papas) que não se encontra de modo algum nas Escrituras Sagradas do Novo Testamento. O Cristianismo foi fundado por Jesus, a fim de purificar a religião judaica de sua época, na qual havia sacerdotes que viviam às expensas dos dízimos do povo e o dominavam através de 613 leis absurdas, das quais 365 eram negativas e 248 positivas. Jesus reduziu essas leis todas a duas apenas: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mateus 22:37).

Quando a Igreja se corrompeu sob o governo de Constantino,  as coisas foram mudando, porque não se exigia conversão para o batismo, mas apenas o batismo (obrigatório) de qualquer um. O Sistema  político-religioso Católico Romano foi aos poucos anexando coisas antibíblicas, como a construção de templos suntuosos, adoração à hóstia, adoração a uma deusa (Maria, substituindo Semíramis/Diana) e aos “santos”, batismo infantil, veneração às relíquias, confissão auricular aos padres, confiscando vergonhosamente  a salvação unicamente pela fé em Cristo Jesus,  com a emissão de uma porção de sacramentos e do esforço próprio para conseguir a salvação pessoal.

Após a morte, o católico obrigatoriamente vai passar uma boa temporada  (de veraneio) no Purgatório, a fim de purgar os seus pecados; até mesmo por ali passam os papas que dão indulgências para garantir a salvação dos membros da Igreja Mãe e, contudo, não se livram do purgatório... Notaram a contradição?  Como é possível que o “Santo Padre”, que se intitula o Vice de Jesus Cristo, ou seja, o Seu Vigário na terra, tenha de passar pelo purgatório? Essas contradições e todos os dogmas do Catolicismo têm uma única fonte,  a antiga Babilônia.

         Há cerca de um século, o erudito cristão Alexander Hislop, depois de pesquisar durante muitos anos em centenas de livros antigos e modernos,  descobriu todos os detalhes da ligação da “santa madre” com a  antiga Babilônia pagã, o berço do ocultismo. Lá na capital da Torre de Babel, Nimrode e sua mãe/amante Semíramis iniciaram a religião de mistérios, que se rebelava contra o Criador, adorando as coisas criadas, como o sol, a lua, as estrelas,  os minerais, os animais, os pássaros, os insetos e as plantas, prática muito condenada na Bíblia, como por exemplo, no capítulo 1 da Carta de Paulo aos Romanos.

         Um livro excelente, que nos mostra todas as heresias da Igreja de Roma, muitas das quais se infiltraram no Protestantismo, é o “Cristianismo Pagão”,  (Origens das práticas de nossa igreja moderna), do escritor americano Frank Viola, o qual pode ser encontrado no site www.ptmin.org por quem estiver interessado no assunto.  

         A “Madona” do Catolicismo Romano, que teve vários nomes, desde Semíramis até Diana, é uma das muitas idéias importadas e aproveitadas da religião de mistérios da Babilônia. No Egito, onde essa religião chegou - como a todos os demais países antigos - o deus Sol (Osíris) era adorado na forma de um biscoito redondo. Os membros da religião egípcia comiam o seu deus para dele colherem a força e a luz, daí a origem do “deus hóstia” do Catolicismo. O ostensório, que os católicos carismáticos tentavam tocar em transe, conforme vimos numa antiga reportagem da revista “Veja”, era uma réplica perfeita do deus Sol, para dentro ser guardado o biscoitinho comestível, o qual apodrece tragicamente, depois de alguns dias de “reclusão” no ostensório. Esse deus Sol - comido pelos fiéis pagãos - era chamado de “sacrifício incruento” ao seu deus. Até as iniciais “IHS” foram copiadas do paganismo, pois o significado delas é “Isis, Horus, Seb”, três deuses que vinham logo abaixo do deus Sol. O Catolicismo adaptou essa sigla, inventando para ela uma nova significação: “Iesus, Homo Sanctus”. Quase todos os usos e costumes da “santa madre” foram copiados do paganismo babilônico, segundo o erudito Alexander Hislop, em seu livro “The Two Babylons”, em nova edição lançada nos Estados Unidos, em 2002, que recebi da Chick e não traduzi porque achei muito pesada para o meu gosto.   Algum tempo depois, uma editora nacional quis que eu traduzisse o livro, mediante pagamento, mas respondi que o dita era “muito chato”, por isso eu não estava interessada no trabalho. Aliás, já existe em Português um resumo desse livro de Hislop - Babilônia, a Religião de Mistério - de Ralph Woodrow.      

Na  religião  babilônica,  segundo  Hislop,  havia  o  chamado  “sistema da graça sacramental”. Quando uma pessoa praticava muitas obras boas e se engajava em todos os rituais da religião pagã, ela recebia uma graça especial, tornando-se iluminada diante do seu deus e atingindo a perfeição espiritual. Hoje em dia, os pentecas moderninhos estão quase chegando nesse patamar de misticismo/ocultismo, pois estão imitando os místicos medievais do Catolicismo Romano, como Teresa D’Ávila, Francisco  de Assis e outros “santos babilônicos” da Grande Meretriz de Apocalipse 17-18. Isso para não mencionar as boas obras praticadas pela doação de dízimos e ofertas e os trabalhos que fazem de graça para enriquecer os pastores peStecostais. Isso faz lembrar o Catolicismo Romano e as seitas tipo TJs e Mórmons... Os pentecas estão seguindo essa vereda enganosa.

A religião de Nimrode e Semíramis espalhou-se pelo mundo inteiro, quando os povos foram dispersos na confusão de línguas e como o Imperador Constantino (que foi realmente o primeiro papa do Catolicismo) era um monarca pagão ocultista, adorador do deus sol, essas inovações começaram a penetrar na igreja cristã e daí vieram todas as aberrações que existem nesse sistema religioso. Quando as crianças eram batizadas no paganismo, elas não apenas se tornavam membros da religião como ainda tinham seus demônios exorcizados. Isso é exatamente o que ainda se prega hoje em dia no Catolicismo. Os dogmas da Igreja de Roma são antibíblicos, com exceção de poucos, como a Trindade, do Nascimento Virginal e da Divindade de Cristo. Eles foram criados com dois objetivos: escravizar os membros à Igreja e auferir lucros com as crendices e superstições.  Quem lê a Bíblia com amor e reverência, desejando crescer na graça e no conhecimento do Senhor,  recebe a direção do Espírito Santo e logo cai fora dessa Babilônia moderna de que fala o escritor  cristão americano Alexander Hislop. E assim atende à admoestação de Cristo: “Sai dela, povo meu!!!” (Ap. 18-4).

 

Mary Schultze,  atualizado em 07/04/2007

http://www.cpr.org.br/Mary.htm

 

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. (1 João 1:9)
...o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. (1 João 1:7)