“Eis o Cordeiro de Deus...”
("Behold the Lamb of God")
O Islamismo ensina que no “último dia” (o qual literalmente não pode vir até que os muçulmanos tenham assassinado todos os judeus na terra) todos os muçulmanos, cujas boas obras superarem as suas obras más, entrarão no Paraíso. Segundo o exemplo do seu profeta Maomé, matar os não muçulmanos, especialmente os judeus, está entre os melhores feitos de um muçulmano. Morrer no processo da matança de qualquer não muçulmano, na jihad, é a única segurança do paraíso que o islamismo pode oferecer. Essa é a trágica mentira que motiva os homens-bombas suicidas, em Israel, no Iraque, no Afeganistão e em qualquer outra parte, no sentido de atingir deliberadamente mulheres e crianças indefesas.
Muitos dos que se intitulam “cristãos”, tanto protestantes como católicos (embora possam evitar o assassinato dos judeus), têm basicamente a mesma esperança de chegar ao céu, se fizerem mais o bem (conforme sua estimativa) do que o mal. Até mesmo a justiça elementar reconhece a tolice dessa esperança.
Nenhuma corte judicial irá anular uma sentença proferida por ter o réu dirigido mais quilômetros dentro do limite de velocidade do que dirigiu em excesso - nem deixar livre um assassino, recompensando-o por ter salvado mais vidas do que as que ele tirou. De fato, um conceito tão absurdo e repugnante à consciência humana jamais iria justificar qualquer pessoa aos olhos do infinitamente santo e justo Juiz do universo! Não importa quantas boas ações alguém tenha praticado, a verdade é que “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23) e pelos Seus padrões de justiça “já estão condenados” (João 3:18). Ninguém pode dizer: “Eu, o Senhor, não mudo” (Malaquias 3:6), cuja Palavra “permanece no céu” (Salmo 119:89), pois Ele “não altera o que saiu dos seus lábios” (Salmos 89:34).
Sabemos que “Deus é amor” (1 João 4:8) e “quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). Mas Ele é infinitamente santo e justo e não pode compactuar com o pecado. Ele declara: “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:4,20). Ele diz que “O salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23). Tal sentença permanece, pois “Ele não pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:13). Então como pode Deus perdoar os pecadores do castigo eterno, tornando-se cúmplice ao perdoar o culpado? E como poderia Ele cancelar o julgamento que pronuncia sem minar a sua própria integridade?
A escritura declara que “... qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos” (Tiago 2:10). A desobediência a qualquer um do Dez Mandamentos, não importa quão leve possa parecer sob a nossa perspectiva, é uma rebelião contra Deus e essa é toda a essência do pecado. Sendo esse o caso, como poderia um Deus infinitamente santo cumprir o seu desejo amoroso de perdoar os pecadores?
Esse é o item central. Contudo, essa questão vital jamais é sequer questionada no islamismo, no hinduísmo e em qualquer outra religião do mundo. Todas elas promovem a ilusão popular de que um excesso de boas obras poderia compensar as más obras na balança da justiça divina em favor do pecador. Contudo, isso não é justiça! Claro está que alguém guardar perfeitamente a lei no futuro (caso isso fosse possível) jamais iria contrabalançar a quebra de uma única lei no passado. É o fracasso em reconhecer este fato o erro fatal de todas as religiões. De fato, nenhuma pessoa sensata poderia permanecer nessa ilusão. Os homens mergulham conscientemente nessa fraude religiosa, a fim de expulsar da consciência o terrível medo das conseqüências de uma rebelião contra um Deus santo. Esse engodo é mantido quando se enfrenta a convincente verdade que Deus tem colocado em todas as consciências. O orgulho recusa-se a encarar as terríveis implicações da culpa do homem diante de Deus. Não podem o islamismo, o budismo, o falso cristianismo e outra qualquer religião humana se aventurar a admitir essa verdade. Nesse caso, elas perderiam o seu poder sobre as massas, caso confessassem que nada têm a oferecer e que somente Deus pode prover o perdão aos pecadores.
Perdão de pecados? Com é possível? Culpa, castigo e perdão são claramente assuntos de justiça e a justiça não pode ser desprezada nem mesmo por amor, misericórdia ou graça. A justiça de Deus exige que a penalidade do pecado seja paga por completo. Qualquer religião que declara influenciar Deus no sentido de perdoar pecados é uma fraude.
A penalidade da violação da perfeita lei divina exigida por Deus é necessariamente infinita. O homem finito estaria separado de Deus, sofrendo eternamente, a fim de pagar esse débito impossível de ser liquidado. Somente o próprio Deus, o único infinito, poderia pagar uma penalidade infinita. Mas, como poderia Ele fazer isso? Ele não é um de nós. Se ao menos Deus pudesse tornar-se homem! É esse o maravilhoso plano da salvação que se descortina através das páginas da Palavra de Deus, a Bíblia, e somente ali.
Os profetas bíblicos predisseram que o próprio Deus viria a esta terra através do nascimento virginal e que a semente da mulher esmagaria a cabeça da serpente (Gênesis 3:15). Como podemos ler em Isaías 7:14 e 9:6: “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel... Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.
O Corão diz que Alá é sempre misericordioso e perdoador e, contudo, ele não oferece base alguma para perdoar os pecados. O Corão procede de um homem, Maomé, o qual afirmou ter sido inspirado por Alá agraves das palavras do anjo Gabriel. Os muçulmanos confiam em Maomé e no Corão, embora o próprio Corão exorte o “Profeta” a confessar dia e noite os seus pecados (Sura 40:55, etc) e declare que Alá muda o seu modo de pensar (Sura 2:106). E ainda que há uma troca de revelações (Sura 16:101).
Em contraste, a Bíblia nos chegou através de 40 homens ao longo de 1.600 anos. Assim, para cada um dos seus escritores existem 39 outras testemunhas de diferentes culturas e épocas da história. A maioria desses escritores jamais se encontrou. A única coisa que tinham em comum era a afirmação de terem sido inspirados por Javé, o único Deus verdadeiro “de Abraão, ... de Isaque e ... de Jacó” (Êxodo 3:15 e mais 11 vezes); “O Deus de Israel” (Êxodo 5:1 e mais 202 vezes). Seus escritos são harmoniosamente integrados com os intrincados temas desenvolvidos de um para o outro, de maneira a provar a inspiração divina.
Um tema que vai de Gênesis até Apocalipse é o plano de Deus para a salvação. Este é cuidadosamente descortinado em profunda revelação de escritor para escritor, sendo apoiado por centenas de profecias que se têm cumprido sem mudança ou falha. Deus não deixou dúvida alguma de que Ele mesmo viria à terra através do nascimento virginal a fim de pagar a infinita penalidade que a Sua própria justiça exige pelo pecado, provendo uma justa e terna salvação. A salvação do homem pecador era parte do plano de Deus desde toda a eternidade. Ele sabia que Adão e Eva iriam acreditar na serpente e que todos os seus descendentes continuariam nessa rebelião. A promessa divina de perdão, contudo, é continuamente renovada através dos seus profetas.
O meio de salvação entra sempre mais claramente em foco através do quadro revelador apresentado no Velho Testamento do sistema sacrifical. Ele começa com o sacrifício de animais para prover as peles com que Deus vestiu Adão e Eva, após tê-los expulsado do Jardim. Era uma vestimenta temporária, não o perdão completo, conforme Hebreus 10:4: “Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados”.
O prometido Salvador foi chamado Messias. Que Ele teria de dar a sua própria vida pelos pecados da humanidade foi sempre demonstrado no sacrifício de animais inocentes – especialmente da oferta sem mácula de cordeiros mudos. Primeiro encontramos o cordeiro como oferta de Abel pelo pecado. A insistência de Caim em oferecer, em vez deste, o esforço de suas próprias mãos, foi uma clara rejeição à salvação de Deus e um protótipo de todas as religiões que se seguiriam. A perseguição através da história humana contra os que obedecem a Deus também foi prevista no assassinato de Caim contra o seu irmão Abel, porque o cordeiro morto de Abel foi aceito, enquanto a obra de Caim foi rejeitada.
Sempre em sempre um cordeiro sacrificado simbolizou a promessa do verdadeiro Cordeiro de Deus, “o qual se deu a si mesmo em preço da redenção por todos...” (1 Timóteo 2:6). Que o Cordeiro seria exatamente o Filho de Deus também foi previsto. Quando Abraão levou seu filho Isaque até o Monte Moriá para ali sacrificá-lo a mando de Deus, crendo que Deus o ressuscitaria dos mortos, Isaque indagou: “...Onde está o sacrifício para o holocausto?”. Pela fé, Abraão respondeu: “... Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho” (Gênesis 22:7,8).
Essa promessa percorre a Bíblia, conforme Isaías 48:16 e João 4:14: “...e agora o Senhor DEUS me enviou a mim, e o seu Espírito”... “E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo’.
Deixando de entender os seus próprios profetas e achando que o Messias iria tomar posse imediata do trono de Davi, a maioria dos judeus não percebeu que Ele teria que vir primeiro como o Cordeiro prometido para ser crucificado pelos pecados deles, em cumprimento às ofertas levíticas. Somente por ocasião de Sua Segunda Vinda, em poder e glória, Ele iria estabelecer o seu reino terreno [Quando indagado por Pilatos a respeito do seu ministério, Jesus respondeu: “ O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (João 18:36). Aqui vemos que Jesus promete voltar para reinar, pois na primeira vinda Ele veio para salvar a humanidade através do Seu sacrifício vicário na cruz].
O sacrifício de um cordeiro e a aspersão do sangue sobre as portas (Êxodo 7:13) fez com que o anjo exterminador poupasse os israelitas durante o julgamento sobre o Egito, trazendo o livramento de Israel da cruel escravidão, feito ainda celebrado pelos judeus no mundo inteiro. Infelizmente, conforme foi predito pelos profetas, Israel zombou e crucificou o “Santo de Deus”, reconhecido até mesmo pelos demônios (Marcos 1:24 e Lucas 4:34). Poucos deram atenção a João Batista, quando este disse: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29).
Em contraste, não existe qualquer base no islamismo para o perdão de pecados. E até mesmo no catolicismo, que tanto fala na crucificação de Cristo, negando, contudo a sua suficiência, através da declaração de que o “Sacrifício da Missa”, no qual Ele é perpetuamente oferecido. Desse modo, a penalidade nunca é paga nos altares católicos. Pois se o fosse, conforme diz a Escritura, “Doutra maneira, teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado” (Hebreus 10:2).
A oferta contínua do suposto corpo e sangue de Cristo “transubstanciados” nos altares católicos romanos rejeita as claras declarações bíblicas de que “Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio... Como acima diz: Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei” (Hebreus 9:25 e 10:8).
Cada tentativa de acrescentar algo ou perpetuar o sacrifício definitivo feito na cruz é uma negação do grito triunfante de Jesus Cristo: “Está consumado” (João 19:30).
Como acontece no falso cristianismo, e também em todas as demais religiões, a penalidade do pecado jamais pode ser paga pela imposição sobre as cabeças dos adoradores, como uma espada de Damocles, pois: “Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado (Romanos 3:20). Somente Cristo poderia e pagou a penalidade do pecado, mas como pode a crença nele justificar um pecador? Paulo confronta essa questão em Romanos 3:26: “... para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”. Ele responde que nada existe que possamos fazer, além de aceitar o sacrifício de Cristo, o qual foi por Deus aceito em nosso favor: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei” (Romanos 3:28). Em Atos 16:31, Lemos: “... Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa”. Em Efésios 2:8-9 está escrito: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”.
Muitos dos que afirmam crer em Cristo insistem em acrescentar os seus próprios esforços como parte do pagamento de sua salvação. Contudo, a salvação é uma dádiva, conforme Romanos 6:23: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor”. Tentar pagar pela salvação através da membresia a uma igreja, de orações e de boas obras é um insulto a Cristo, o qual pagou o preço total e é também uma rejeição ao dom gratuito de Deus.
Alguns dizem que Cristo não morreu por toda a humanidade, mas somente pelos predestinados à salvação, deixando os demais condenados ao tormento eterno. Contudo a apresentação do sacrifício de Cristo no Velho Testamento foi para todo o Israel e, no entanto, nem todos os judeus foram salvos porque nem todos creram. A Salvação vem pela fé.
A Páscoa não foi somente para os israelitas, mas também para todos os egípcios, se estes, pela fé, tivessem matado um cordeiro e aplicado o sangue deste às suas casas. O maná foi para todos o Israel e ninguém foi deixado de fora. O mesmo se deu com a água da rocha: “E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo (1 Coríntios 10:4). O mesmo se deu com o dia da Reparação e com todos os sacrifícios levíticos, etc. Estes foram para todos os judeus e para qualquer estrangeiro que viesse a crer. Jamais houve um exemplo de que qualquer sacrifício ou outra provisão divina se destinasse apenas a um grupo seleto.
Não precisamos especular se João 3:16 foi para todos: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Cristo resolveu de vez esse assunto ao introduzir a sua cruz a Nicodemos com outro exemplo do Velho Testamento: “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Indiscutivelmente, o fato de ser curado ao olhar para a serpente, exatamente como todas se demais provisões, apontava para Cristo e não foi limitado a certo número de pessoas dentro de Israel, mas todos os que cressem.
Então, isso acontece com cada apresentação do Cordeiro de Deus. Isaías declara: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho...” A acusação cai sobre todos os de Israel. Na mesma linguagem clara Isaías acrescenta: “mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos” (Isaías 53:6). Exatamente como todos andavam desgarrados, Cristo “...Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores...” (1 Timóteo 1:15). Satanás tenta subtrair essas boas novas: “Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo” (Lucas 2:10) dos corações que as escutam.
Vamos nos firmar na Palavra de Deus, proclamando ao mundo inteiro que o Salvador nasceu em Belém, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! Que Ele morreu pelos nossos pecados e de todos e que o dom da vida eterna é oferecido gratuitamente a todos os que o recebem com a fé idêntica à de uma criança.
“The Berean Call Letter”, Dezembro 2003 - Dave Hunt