Renato Vargens
“Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões,
nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas,
que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta
vida quanto para o que há de vir." Martinho Lutero
Infelizmente parte da Igreja evangélica não tem sido guiada
exclusivamente pela Palavra de Deus. Em algumas denominações percebe-se
nitidamente que a tradição religiosa, as experiências místicas, além de técnicas
terapêuticas e estratégias de marketing, servem como bússola e orientação
àqueles que se denominam cristãos.
Como não poderia deixar de ser, a soma destes fatores tem
corroborado com o surgimento de significativos distúrbios na comunidade da fé.
Isto se percebe nitidamente em nossos cultos, onde o evangelho pregado é
extremamente humanista.
Quanto aos louvores ministrados em nossas assembléias, o que
se vê são grotescos desvios teológicos, onde através de estapafúrdias canções,
mandamos e desmandamos em Deus. Além disso, nossa liturgia é “hedonista” e
centrada nas necessidades humanas, onde o que é importa é levar vantagem sobre
tudo e todos. Já nossas orações são maniqueístas; nossa fé dualista; nossa
espiritualidade descartável.
Caro leitor, creio veementemente que boa parte dos nossos
problemas eclesiásticos se deve ao fato de termos abandonado a margem da
existência as Escrituras. Não tenho a menor dúvida de que somente a Bíblia
Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro
de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões
de fé e vida. É indispensável que entendamos que a autoridade da Escritura é
superior à da Igreja, da tradição, bem como das experiências místicas adquiridas
pelos crentes. Como discípulos de Jesus não nos é possível relativizarmos a
Palavra Escrita de Deus, ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos
caminhos.
O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro
conhecimento de Deus está na bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do
erro.
Em tempos difíceis como o nosso, precisamos regressar à
Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento.
Pense nisso!
Soli Deo Gloria,
Renato vargens