A Igreja Católica se acha no direito de controlar a mente do seu povo

 

(Mary Ann Collins - ex-freira católica)

 

        A Igreja Católica se acha no direito de controlar o que os católicos pensam. Algumas de suas doutrinas e práticas resultam, de fato, numa forma de controle mental.

         Conforme a “Enciclopédia Católica” [Americana] a crença religiosa de uma pessoa não deve ser determinada pelo seu julgamento pessoal, mas pela ICR (Disponível on line - Nota 1).

Essa mesma atitude é demonstrada nos ensinos de Inácio de Loyola, fundador dos Jesuítas, em 1540. Ele escreveu os “Exercícios Espirituais”, que se tornaram as regras dos jesuítas [e que agora os líderes da Igreja Emergente estão recomendando, através da chamada “oração contemplativa”]. Estes incluem regras sobre como pensar. A Regra 1 diz que os jesuítas devem abdicar de todo o julgamento pessoal. A Regra 13 diz ser uma virtude ver as coisas da maneira pela qual são vistas pela hierarquia romana, mesmo que não sejam verdadeiras [É um tipo de sujeição ao jugo de homens, condenada pelo Apóstolo Paulo em Gálatas 5:1].  Essa regra diz, por exemplo, que se deve ver uma coisa obviamente branca como se fosse realmente preta, se a hierarquia romana assim o determinar. (Regras disponíveis on line - Nota 2).

O Código de Leis Canônicas (as leis oficiais que governam a ICR), exige que os católicos submetam suas mentes e desejos a qualquer declaração de fé e moral feita pelo papa ou por um concílio da ICR. Também se lhes exige que evitem qualquer discordância dessas declarações. Eles podem até ser coagidos, caso discordem. (Leiam essas leis on line, ou comprem o livro ali indicado - Nota 3).

A ICR ensina que somente o Magistério da Igreja (constituído pelo papa e pelos bispos em comunhão com ele) tem o direito de interpretar a Escritura Sagrada. Pessoas leigas (como nós) não têm permissão para fazê-lo sozinhas. Somos obrigados a conferi-la pelas autoridades da Igreja. (On line - Nota 4).

O Catolicismo ensina que os católicos devem “receber com docilidade” quaisquer orientações que lhes forem dadas pelas autoridades da ICR (On line - Nota 5).

Os católicos se assemelham a criancinhas que devem aceitar, sem questionar, tudo que os  pais lhes dizem. Ao contrário, a Bíblia elogia o povo de Beréia porque este pesquisava as coisas por si mesmo, usando a Escritura como o seu padrão de fé e moral.

Em 1854, o Papa Pio IX declarou o Dogma da Imaculada Conceição de Maria [o qual 99 entre 100 católicos nunca entendeu o que realmente significa, confundindo a  (suposta) Conceição Imaculada de Maria com a Conceição (realmente) Imaculada de Jesus. Hoje mesmo fiz um teste com uma senhora culta e inteligente e ela não soube explicar exatamente o significado desse dogma católico]. Ele disse que se alguém ousasse até mesmo pensar algo contrário a este dogma, estaria arruinando a sua fé, seria excomungado da ICR, tornando-se anátema (condenado). Disse ainda que qualquer um que discordasse publicamente deveria ser punido. (Esta encíclica se encontra on line - Nota 6).

A referência do papa às penalidades legais é significativa, porque um homem fora executado, 28 anos antes, por heresia (Nota 7).

A ICR jamais renunciou às suas práticas de assassinar as pessoas que discordam de suas doutrinas (Foi ridículo ver e escutar na TV que o Papa Ratzinger (Nothinger) condenou o enforcamento de Sadam Hussein como sendo contrário à Lei de Deus. Quando foi que a ICR, que mandou matar meio bilhão de inocentes, durante dezesseis séculos de maldade (segundo contava o falecido Dr. Aníbal Reis) obedeceu a Palavra de Deus? – MS). Pelo contrário, o Ofício da Inquisição ainda existe (antes sob a liderança do cardeal Ratzinger e agora do Arcebispo (brasileiro) Claudio Humme). Ele faz parte da Cúria Romana. Em 1965, o seu nome foi mudado para Congregação para a Doutrina da Fé  (Nota 8).

Muitas pessoas pagaram um alto preço por discordarem da ICR ou por terem agido contra os desejos do papa (Leiam meu artigo “Hunting Heretics”).

 

Controle Mental e Político

        

         O controle mental não se limita à doutrina católica. Os papas e os clérigos católicos também têm aplicado esse tipo de controle à política. Vamos dar dois exemplos disso: um da Idade Média e outro mais recente [Século 20].

         O Papa Inocêncio III reinou de 1198 a 1218. Em 1215, a Carta Magna [da Inglaterra] foi assinada. Assim começou a democracia na Inglaterra.  Ela estabelecia que o Rei não está acima da Lei. A Carta Magna é um dos documentos que influenciaram os homens que escreveram a Constituição dos EUA. Inocêncio disse que a Carta Magna era imoral. Declarou-a nula, sem valor algum. E ainda excomungou qualquer pessoa que a apoiasse (Ler esta informação on line - Nota 9).

         Em 1962, a Ilha de Malta teve uma eleição. A ICR se opôs fortemente ao candidato Mintoff. Foi declarado como pecado mortal voltar em Mintoff. Os católicos malteses que votassem nele seriam colocados sob interdito. Ao serem colocados sob interdito, não poderiam se confessar para ter o seu “pecado mortal” absolvido por um padre católico. Além disso, ser-lhes-ia negado um sepultamento cristão (Ver on line - Nota 10).

         A combinação de controle mental e coerção espiritual pode levar os reis à  prática da imoralidade, exigindo o mesmo da parte dos seus súditos. Por exemplo, o Papa Clemente V (1305-1314) exigiu que o Rei Eduardo II da Inglaterra mandasse torturar  alguns homens. O Rei protestou, dizendo que a tortura era ilegal na Inglaterra. O papa disse que a Lei da Igreja tinha prioridade sobre a Lei Inglesa. Em outras palavras, ele disse que era errado a Lei Inglesa proibir a tortura, pois isso entraria em conflito com a Lei da Igreja. O papa ordenou ao Rei que os homens fossem torturados, ameaçando-o de excomunhão, caso este recusasse obedecer as suas ordens. O rei obedeceu. Mandou que os seus súditos torturassem as pessoas, mesmo acreditando que a tortura era ilegal. (Ver isso on line - Nota 11).

 

Reverência exigida

 

         Conforme a Lei Canônica é exigido dos padres que estes reverenciem o papa. O “Dicionário de Webster” define “reverência” como “profundo respeito misturado com amor e admiração” (Nota 12).

        

Confusão Moral

 

         O controle mental pode resultar em confusão moral. Aos católicos é ensinado que aceitem, sem questionar, tudo que a autoridade católica queira ensinar-lhes sobre fé e moral. O resultado é que estes colocam a sua consciência nas mãos de outras pessoas. Isso causa confusão moral.

         A ICR sempre fez tudo no sentido de tornar a Bíblia inacessível às pessoas, tornando difícil que as pessoas nela confiassem. (Leiam o meu artigo “Undermining the Bible” ). Uma vez que as pessoas percam a confiança na Bíblia, logo ficam susceptíveis ao controle mental e à confusão moral (Leiam João 8:32). Uma vez que a Escritura deixa de ser considerada como um guia  confiável para uma vida moral, então os católicos ficam dependentes da direção dos padres católicos para lhes dizerem o que é certo e o que é errado.

         Um exemplo disso foi o Papa Inocêncio III (já mencionado). Ele disse que o clero católico deveria obedecer ao papa, sem importar o que este lhes ordenasse que fosse feito. Ele lhes negou o direito de seguirem a sua consciência, dizendo que mesmo que o papa mandasse fazer algo maligno, os padres deveriam obedecer-lhe, porque ninguém pode julgar o papa. (On line -  Nota 13).

         O Senhor Jesus e Paulo nos admoestaram contra o engodo. Jesus disse em Mateus 24:4 Acautelai-vos, que ninguém vos engane”. Paulo disse em Colossenses 2:8: “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo”.  Todos nós devemos nos proteger do engodo. Ora, se não nos ancorarmos exclusivamente na Bíblia, poderemos cair em qualquer tipo de engodo. Vou dar dois exemplos de católicos que conheço pessoalmente.

 

Uma mãe

 

         Tive uma amiga católica devota. Tinha um confessor a quem ia frequentemente para confessar os pecados e receber orientação moral e espiritual. Havia atravessado um penoso divórcio e confiava totalmente na orientação desse padre.

         Certo dia ela descobriu que sua filha havia sido molestada sexualmente por um frade. Perguntou ao confessor o que deveria fazer a respeito do assunto. Ele aconselhou-a a procurar o superior do tal frade e deixar que o mosteiro cuidasse do assunto.

         Essa amiga jamais registrou o crime à polícia e duvido que tenha recebido compensação alguma para a filha. Deixou o assunto em suspenso, a fim de proteger a reputação do mosteiro. Não expressou qualquer tipo de revolta. A  garota precisava ver sua mãe irada contra o homem que a havia molestado e não uma mãe conformada com o seu infortúnio. Quando esta lhe falou sobre o assunto, usou termos psicológicos sobre os problemas emocionais do tal homem que havia violado sua filha, jamais tendo demonstrado ira contra o tal agressor.

 

Um padre

 

         Durante vários anos estive envolvida com algumas pessoas carentes. Uma das pessoas com quem trabalhei era um padre católico. Fora educado para ser um padre conservador. A princípio ele se mostrou circunspeto em sua aproximação com as mulheres. Mas certo dia um confessor lhe deu para ler o livro “O Celibato Sexual”. Infelizmente, ele confiava mais no confessor do que na Bíblia e por isso jamais contestou a validade desse livro. Este foi escrito por um padre católico (Ver on line - Nota 14).

         Conforme esse livro, os padres precisam expressar a sua própria sexualidade, a fim de permanecerem sexualmente saudáveis. O livro ensina que a expressão sexual é moralmente correta, não sendo contrária ao voto do celibato, contanto que não haja intercurso.   

Um dos nossos projetos era ajudar refugiados vietnamitas. Eles eram budistas. Dente eles havia uma jovem senhora que se converteu ao Catolicismo. Depois de batizada, o padre continuou a dar-lhe instrução religiosa. Depressa deu-lhe o livro “O Celibato Sexual” para ler e a jovem confiou no padre. Ele era a sua fonte de autoridade moral, seu guia de compreensão sobre o que era certo ou errado. Depressa os dois se tornaram romanticamente envolvidos... O padre apaixonou-se por ela e ela se apaixonou por ele. A família da jovem descobriu o romance e censurou-a. Ela me confiou tudo. Estava confusa, envergonhada e de coração partido.

 

Algumas Comunidades Religiosas

 

         Conheço uma comunidade religiosa, cujo líder foi fortemente influenciado pela psicologia de Jung. Monges e freiras dependem dos seus superiores religiosos para orientação espiritual, em lugar da Bíblia que deveria ser a sua principal fonte de orientação. Por causa disso, cada membro dessa comunidade foi levado ao engodo. Quando visitei essa comunidade escutei falar mais de Carl Jung do que sobre Jesus Cristo. O referencial para o pensamento deles era Jung e não a Bíblia ou algum escrito católico.

         Sei de  outras comunidades totalmente influenciadas pelas práticas e filosofias da Nova Era. Como sempre, os membros dessas comunidades seguem fielmente os ensinos dos seus superiores [Esse é um amplo ramo da ICR que aderiu totalmente aos engodos da Nova Era, nos EUA].

         As pessoas podem ser sinceramente enganadas. Podem acreditar sinceramente em qualquer tipo de engodo religioso, quando doutrinadas por pessoas com autoridade acima da sua. Esses superiores que ensinam tais erros às pessoas que lhes estão subordinadas até podem acreditar que estão fazendo o bem, quando agem desse modo [Essa é a chamada “operação do erro”, da qual nos fala o Apóstolo Paulo na 2 Tessalonicenses 2:10-12: “E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade”]. Isso está acontecendo em muitas comunidades religiosas.

 

Um problema fundamental

 

         Jamais deveríamos colocar nossa consciência nas mãos de pessoa alguma. Esse é o problema fundamental do Catolicismo Romano. Para os católicos obedientes, sua fonte principal de direção moral é a hierarquia católica em vez da Bíblia. Contudo, ninguém é suficientemente bom, santo ou sábio para que  lhe entreguemos nossa consciência. Devamos discernir as coisas por nós mesmos. Precisamos conhecer bem a Bíblia, a fim de termos uma perspectiva divina sobre as coisas.

         A Bíblia ensina  que não podemos nos dar ao luxo de agir como crianças, cujas crenças dependem de outras pessoas: Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Efésios 4:14). Devemos crescer e assumir responsabilidade pelas nossas próprias crenças, conservando nossa consciência embasada exclusivamente nos princípios bíblicos. Sejamos todos bereanos!

         Existe um antigo hino que diz: “Sobre Cristo, a sólida Rocha, é que eu me coloco”. Todos os demais terrenos não passam de “areia movediça” (Mateus 7:24-25): “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; e desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha”.

            As tradições da ICR são areia movediça. A única Rocha sobre a qual devemos nos firmar é JESUS CRISTO!

 

Mary Ann Collins/Mary Schultze, 01/01/2007

http://www.cpr.org.br/Mary.htm