Falsa profetisa... Eu?

 

          De tanto pesquisar as igrejas pentecostais judaizantes, fiquei super imunizada contra esse tipo de organização religiosa, que sempre começa a funcionar no fundo do quintal de uma casa e, anos depois, já se transforma numa catedral, porque as pessoas têm sede de milagres e sempre afluem a qualquer lugar onde eles possam supostamente acontecer.

          Assim como as vacinas injetadas nas crianças inocentes (a título de imunizá-las contra todo tipo de doença), contêm timerosal, uma substância constituída de 49% de mercúrio (o qual envenena lentamente o organismo), essas igrejas pentecostais vão super imunizando as mentes cristãs contra a verdade doutrinária, valendo-se apenas do Velho Testamento, enquanto os membros de suas  “sinagogas” deixam de assimilar a simplicidade do Evangelho de Cristo, pregado por Paulo, preferindo se embasar nos mitos religiosos, na falação de línguas, nos sonhos e revelações... Enfim, nos sinais e maravilhas.

          Ontem “Dias das Mães”, visitei os parentes do meu genro brasileiro e contatei que uma de suas tias estava usando uma camisa de malha com os dizeres “Jesus Revolução”. Indaguei o significado, mas ela não soube explicar. Aproveitei, então, para informar que Jesus nunca pregou revolução alguma, mas somente o amor a Deus e ao próximo. Não fiquei sabendo se esse “Jesus Revolução” era pentecostal ou católico carismático, o que dá na mesma coisa, pois o erro doutrinário é praticado por ambos os lados.

          PP gosta de me chamar “falsa profetisa”, porque digo que Jesus deve nos arrebatar, em 2011, e voltar à Terra, definitivamente, para estabelecer o Seu Reinado Milenar, em 2018. Ora, em 1948 aconteceu o renascimento de Israel como nação e sem esta nação o Messias não poderia regressar ao mundo. Se contarmos um prazo de 70 anos (um período escatológico de tempo para grandes acontecimentos bíblicos), chegaremos a 2018. E se antes disso deve acontecer um período de sete anos de Tribulação, com o Anticristo fazendo misérias, então o início da mesma poderia ser em 2011. Não é preciso ser profetisa (verdadeira ou falsa) para chegar a esta conclusão, mas somente usar uma velha máquina de calcular, comprada em Miami, há mais de 15 anos.

          Sei que é proibido fixar datas para a volta de Cristo, mas Ele mesmo deu os sinais que devem anteceder a Grande Tribulação, conforme Mateus 24:5-8: Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores”.

          Nunca houve tantos falsos profetas usando o Nome de Jesus.  Nunca se ouviu falar tanto de fome, pestes, enchentes, terremotos,  rumores de guerras e outros males globais, como os que têm acontecido nos últimos anos. Nos últimos meses, o Brasil tem batido todos os recordes em matéria de enchentes.

          Há quem diga que eu ando falando isso, entre os mais íntimos, porque vou completar 80 anos, quando a vida será, definitivamente, apenas “canseira e enfado”, o que significa uma tremenda covardia, ou seja, o medo de enfrentar a velhice e a morte. Pode ser verdade, mas todos hão de convir que “ser arrebatada” deve ser bem mais cômodo do que morrer naturalmente.

Peguei uma gripe que a filha Rose diz ser “caprina”, em vez de suína. Esta só me atacou a garganta; sem febre, sem coriza, sem dores no corpo... Apenas, quando tento cantar um hino evangélico, como o fiz ontem na igreja, sai apenas um berro...

          Voltando às igrejas pentecas, meu “filho” Sátiro conta sobre a inauguração de uma nova “igreja” numa cidade satélite de São Paulo, a "Igreja Evangélica Fonte dos Mananciais de Deus”, dizendo: “A tal igrejinha ainda em fase de nascimento, saindo da incubadora, enfrentou o primeiro problema: não ter lugar para os membros se sentarem!

A igreja ainda tem menos de 15 membros e com isso começa a petição de ofertas para ajudar a iniciar o ministério. Os irmãos entram como ‘sócios do negócio de Deus’, doando cadeiras, armários e toda a sorte de artigos necessários em uma igreja...”

Usando o tremendo pleonasmo “Fonte dos Mananciais”, conforme Sátiro explica:“essas igrejinhas minúsculas não pregam tanto a prosperidade, e até acreditam que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, (1 Tim. 6:10)”. Neste ponto, discordo do Sátiro. Nunca visitei uma igreja pentecostal em que a petição de dízimos e  ofertas não fosse o ponto mais destacado do culto.

Muitos “obreiros” de igrejas pentecostais, desejando crescer social e  eclesiasticamente, alimentam o sonho de fundar a sua própria  igreja, a qual não será obrigada a pagar impostos, uma vez que e leão do IR não ataca esse tipo de negócio. O resultado é que temos agora quase tantas igrejas pentecostais quanto a soma dos armazéns, mercados, hortigranjeiros e supermercados, nas cidades brasileiras. No lugar do governo, eu começaria a taxar essas igrejas, a fim de evitar tanta enganação e poluição sonora.

Infelizmente, as pessoas mais pobres andam se alimentando mais do falso evangelho do que de arroz, feijão e bife, o prato típico do brasileiro... Quantos iletrados bíblicos entregam dízimos e ofertas, deixando de comprar o essencial para o lar, imaginando, ingenuamente, que Deus vai lhes devolver, centuplicado, tudo que eles entregam aos pastores “dizimófilos”!

 

Mary Schultze, 11/05/2009

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