A FALSA SINAGOGA JUDAICA DE TERÊ

 

       O irmão Ezequiel e eu temos visitado algumas igrejas carismáticas, nos cultos de domingo à noite, preferindo as mais desviadas da verdade, a fim de podermos conferir a apostasia que está avançando assustadoramente nesta linda cidade florida, que é uma das mais evangelizadas do país, e na qual se encontram muitas das igrejas esdrúxulas do Estado do Rio de Janeiro.

         Neste sábado, antecipando nossas sofridas incursões dominicais, fomos assistir ao culto numa sinagoga fundada por um ex-pastor carismático. Esse ex-pastor (que agora se autodenomina rabino) não é lá um homem conforme os padrões estabelecidos pelo apóstolo Paulo em Romanos 13:7-8. Ele morou na casa que hoje pertence ao irmão supracitado, quando esta pertencia a um senhor incrédulo, o qual nos contou que esse “rabino” foi despejado, devendo uns oito meses de aluguel e deixando o imóvel em péssimo estado. Pelo que me consta, ele foi pastor numa Assembléia de Deus, depois numa Igreja de Cristo e, finalmente, virou “rabino” e fundou uma sinagoga judaica na cidade. Pois foi lá que o meu vetusto coração sangrou, nesta noite de sábado...

Como escrevi noutra crônica, tudo é possível, quando se trata de pastor malaquiano, carismático (neopentecostal), maníaco no uso no Velho Testamento. Esses judaizantes lêem e pregam o VT, como se estivéssemos na era judaica, como se fôssemos judeus e o Senhor jamais tivesse criado uma igreja dEle, entregando a Paulo o encargo de pregar aos gentios através do seu evangelho de salvação pela graça da fé em Cristo.

         Nosso evangelho é o de Paulo - Romanos; I e II Coríntios; Gálatas; Efésios; Filipenses; Colossenses; I e II Tessalonicenses; I e II Timóteo; Tito e Filemom. A Carta aos Hebreus não deve ter sido escrita por Paulo, pois foi endereçada aos judeus na dispersão e Paulo já devia estar cuidando dos gentios, tendo deixado os renitentes judeus por conta de Pedro, Tiago e Apolo.        

O ex- pastor, agora “rabino”,  deu início ao culto judaico, após ter tocado no violão (por uns 15 minutos) uma música em compasso de mantra, enquanto um membro da seita cantava um hino judaico, como se ambos desejassem hipnotizar os presentes. De repente, minhas pernas começaram a formigar e eu já estava para fazer um sinal a Ezequiel (obviamente usando uma quipá, tendo se sentado longe de mim, pois nas sinagogas as mulheres sentam de um lado e os homens do outro). Achei que ia passar mal dentro do salão, mas suportei, heroicamente, o violão do “rabino” e a cantoria do jovem, até que o “rabino” vestido a caráter, foi até o altar, fez mais uma cantoria monótona com letra judaica em ritmo de rock, e não pregou coisa alguma.

O tempo inteiro, homens e mulheres balançavam, languidamente, o corpo, tentando imitar os judeus verdadeiros, e uma senhora até se agarrava a uma  parede perto do altar, fazendo de conta que era o Muro das Lamentações.

Pela imensa misericórdia do Senhor, o culto durou apenas 40 minutos. Quando íamos saindo,  o “rabino” (meu antigo conhecido desde o seu tempo na AD) veio me cumprimentar efusivamente, dizendo estar muito honrado com a minha presença ali. Quando ele perguntou: “A Senhora está bem?” Respondi, sinceramente: “Estava, sim, até chegar aqui, pois agora meu coração está sangrando”. Ele deu um sorriso amarelo e me convidou para uma pequena ceia judaica, dizendo que precisava muito conversar comigo (na certa esperando me levar para a sinagoga dele). Meu irmão e eu dispensamos o convite e saímos às pressas. Lá fora, comecei a chorar baixinho, agoniada com o que havia presenciado ali. Paulo diz em Gálatas 3:9-11, tentando mostrar aos gálatas o perigo de voltarem ao judaísmo: “De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão. Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé”.

         Este rabino falsificado, conforme Paulo admoesta, está debaixo da maldição divina, pois duvido que ele esteja cumprindo os 613 mandamentos da Lei de Moisés, junto com as vítimas do engodo, as quais ele arrastou para a sua sinagoga.

         E como Deus sempre “nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus” (2 Coríntios 1:4), dali fomos diretamente para a casa de uma família batista muito consagrada (irmão e cunhada do Ezequiel), onde ficamos três horas conversando animadamente sobre assuntos bíblicos; oramos e tomamos um jantar leve. Foi assim que o Senhor me consolou do desgosto que eu estava sentindo, na falsa sinagoga judaica. Chegando em casa, orei e fui para a cama, tendo dormido poucas horas e acordado novamente angustiada, ao constatar como a apostasia está grassando rapidamente, através de tantos acréscimos e subtrações ao Evangelho de Cristo, conforme Paulo dizia, há quase dois mil anos: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo” (2 Coríntios 11:3).

 

Mary Schultze, 12/04/2009 - www.cpr.org.br/Mary.htm