Continuação
do MANIFESTO EM DEFESA DA IGREJA DE CRISTO
(Leia
os fatos anteriores aqui)
FATO
51 - SOCIEDADE
SECRETA MAÇONARIA
Este foi o
primeiro livro sobre maçonaria que eu li. Li estudando este livro várias vezes.
Para mim foi um dos melhores. Comei comprando e distribuindo para pastores,
seminaristas, missionários, maçons e crentes em geral. Procuraram saber quem era
essa pessoa que comprava milhares de livros para distribuir gratuitamente, pois
era raro encontrá-lo nas lojas evangélicas, por motivos óbvios. Passei a comprar
diretamente na produção. Comprei 3.500
livros.
Um dia,
encontrei o Pr batista John Scott Horrell aqui no Rio de Janeiro e fomos jantar
numa churrascaria com um outro pastor. Ele é um homem americano que fala
fluentemente o português, é de extrema inteligência, capacidade, humildade e,
sobretudo espiritualidade. No final da conversa ele me disse: eu tenho viajado o
mundo inteiro, mas em lugar nenhum encontrei um homem de tamanha intrepidez como
você. Me concedeu 60% de descontos nos seus livros.Isso me trouxe mais amor,
coragem, humildade e responsabilidade no que eu fazia.
Uma das pessoas que leu este livro foi o Pr Saad, ex
maçom grau 33 no Rio de Janeiro, guarda dos selos por dez anos
ininterruptamente. Este homem abençoou o Brasil e o mundo com o seu testemunho,
dando os nomes de vários líderes evangélicos maçons.
Infelizmente, depois da edição deste livro ele teve que
“democraticamente” sair do Brasil. Este é um dos estrangeiros que merecia ter a
sua cara estampada na imprensa brasileira. Mas ele não precisa disso. Tem coisa
melhor: caráter, dignidade e respeito com Deus e as suas ovelhas, mesmo sendo um
estrangeiro.
Maçonaria:
Tensões e Perguntas
J.
Scott Horrell
A maçonaria constitui um enigma para o povo evangélico.
Sendo a maior sociedade secreta do mundo, com cerca de seis milhões de membros
atualmente, a maçonaria tem uma longa história entrelaçada com o protestantismo
– especialmente na Grã-Bretanha, na Europa, nos Estados Unidos (com 4 milhões de
membros) e no Brasil [1]. Ao mesmo tempo, a fraternidade orgulha-se de contar
com membros das elites do mundo, seja no passado [2] ou no presente: desde
Voltaire, Mozart, Garibaldi e Goethe, até vários nobres da Europa - incluindo o
rei da Suécia e a Rainha Elizabete II (Grande Patronesa da Loja Britânica) -
além de catorze presidentes dos Estados Unidos (Johnson, Ford, Reagan etc.).
George Washington, o primeiro presidente dos Estados Unidos, era um Grão-Mestre
maçom, sendo considerado um dos adeptos mais fiéis de todas as treze colônias de
sua época. Não é por acaso que a cédula do dólar americano, que tem o retrato de
Washington, traz a pirâmide, o esquadro, a águia e outros símbolos maçônicos
junto com as palavras NOVUS ORDO SECLORUM (sic., "nova ordem dos
séculos") [3]. O fato de que milhares de pastores e leigos evangélicos ao redor
do mundo fazem parte das lojas maçônicas, e de que projetos filantrópicos de
grande porte são administrados por eles [4] sugere que essa sociedade só oferece
o bem, e até promulga valores e ensinos
cristãos.
Por outro lado, conforme alguns estudiosos sustentam, a
maçonaria, apesar de se autodenominar não-religiosa, divulga uma filosofia
essencialmente anti-cristã. Subjacente à irmandade e aos esforços de caridade,
existe um programa não manifesto advogando uma religião sincretista, negando a
pessoa divina e a obra salvífica de Jesus Cristo, e mantendo elos sinistros com
o ocultismo. A maçonaria foi rejeitada como antitética à fé cristã pelos
católicos romanos [5] e pelas Igrejas Ortodoxas Oriental e Russa [6]. Mais
recentemente, várias denominações protestantes estão reavaliando o envolvimento
de seus membros na sociedade maçônica, chegando a conclusões surpreendentes:
A nosso ver, a obediência total a Cristo impede a adesão a qualquer
organização, tal como o movimento maçônico, que parece requerer uma fidelidade
integral a si mesma... Exige-se do iniciado que ele se entregue à maçonaria
assim como o cristão deve entregar-se somente a Cristo. (A Igreja da Escócia,
1965) [7]
[Este]
relatório indica várias razões fundamentais para se questionar a compatibilidade
da maçonaria com o cristianismo. (A Igreja da Inglaterra, 1985) [8]
Mesmo
na interpretação mais generosa das evidências, permanecem sérias questões para
os cristãos acerca da maçonaria... Existe um grande perigo de o cristão que se
torna maçom acabar comprometendo sua fé cristã ou sua fidelidade a Cristo,
talvez sem perceber o que está fazendo. Conseqüentemente, nossa orientação ao
povo metodista é que os metodistas não devem se tornar maçons. (A Igreja
Metodista Britânica, 1985) [9]
Sentimos
que existe um grande perigo de que o cristão maçom acabe comprometendo sua
fidelidade a Jesus, talvez sem perceber o que está fazendo... a conclusão
evidente a que chegamos em nossa pesquisa é que há uma incompatibilidade
inerente entre a maçonaria e a fé cristã. (As Uniões Batistas da Escócia,
Grã-Bretanha e Irlanda, 1987) [10]
Enquanto várias denominações da América do Norte já
renunciaram a maçonaria [11] a maior igreja evangélica dos Estados Unidos, a
Convenção Batista do Sul - que possui um alto índice de membros maçônicos – está
em processo de pesquisa sobre essa questão, e sabe-se que teme que os resultados
possam dividir a denominação. Fundadas ou não, tais preocupações das
denominações tradicionais devem alertar o cristão, inclusive o cristão maçom,
para o fato de que talvez existam elementos básicos da loja maçônica que
são questionáveis. A maçonaria, portanto, levanta tensões e perguntas que nem
sempre se resolvem facilmente.
No Congresso Maçônico Internacional de 1899, afirmou-se
que a fraternidade assumiu o lugar central em todos os movimentos
revolucionários do mundo no século XIX [12], inclusive no Brasil. Na maior parte
da América Latina, conforme se vê nas histórias de Simon Bolívar, Carlos Alvear,
San Martin e Francisco Miranda, a maçonaria e as sociedades semi-maçônicas
forneciam as estruturas clandestinas para planejar e financiar as lutas
revolucionárias pela independência.[13] Na história brasileira, apesar de
ambigüidades sobre quando a verdadeira maçonaria começou, por volta de 1800
havia várias organizações com inspiração maçônica - como as Inconfidências
Mineira, Carioca e Baiana - as quais contribuíram grandemente para a autonomia
nacional. Mais tarde, com o domínio da maçonaria inglesa (ou Maçonaria
Azul, advogando o monarquismo parlamentar) sobre a francesa (ou Maçonaria
Vermelha, defendendo a democracia),[14] o próprio Imperador D. Pedro I
foi iniciado e, logo, proclamado o Grão-Mestre da loja Grande Oriente do Brasil,
em 1822. [15] Conforme o historiador maçônico Manoel Gomes (33°), tanto a
libertação do Brasil do domínio português quanto a passagem da monarquia para a
república "foram movimentos idealizados, preparados e tornados realidade" pelas
lojas da maçonaria.[16] Entre seus membros ilustres, ele inclui Tiradentes,
Castro Alves, Rui Barbosa, Marechal Deodoro da Fonseca, Marechal Floriano
Peixoto, Duque de Caxias, Campos Sales e Padre Diogo Feijó. É interessante notar
que, apesar da proibição papal, vários padres, bispos e cônegos faziam parte da
maçonaria brasileira antiga, aparentemente como veículo de suas convicções
políticas.[17]
O elo evangélico aparece mais tarde. Com sua filosofia
de religião aberta (sendo, conforme certos estudiosos, anti-católica), a
maçonaria brasileira facilitou, em alguns casos, a entrada de missionários
evangélicos no país. Às vezes, a loja maçônica até os protegia da oposição da
Igreja Católica.[18] Outras vezes, pelo menos no nível individual, a
fraternidade maçônica ajudou a financiar a construção dos templos evangélicos.
Por estas e outras razões, a maçonaria goza de alta aceitação em meio a certas
denominações protestantes do Brasil, contando até com defensores entre os
pastores nacionais.[19] O testemunho sincero do Pr. José Motta reflete uma
experiência que não é incomum. Sendo convidado para requerer seu ingresso na
maçonaria, o jovem pastor batista foi visitado por um respeitado advogado
cristão:
...
ele foi me dizendo que também era maçom e que muito se orgulhava de sê-Ia, pois
não via inconveniência para nós, crentes em Jesus; pelo contrário, as coisas se
tornam mais fáceis para a penetração na sociedade como maçons e a nossa
influência como crentes se torna mais acentuada e respeitada... [No dia em que o
PI. Motta, com 23 anos, declarou que queria entrar para a maçonaria:] Vi-me
cercado por homens da alta sociedade, dentre eles médicos, generais de Exército,
aposentados, professores, advogados e outros... Foram momentos
agradáveis.
...
Agora eu sou maçom. Inicia-se, assim, uma nova etapa na minha vida. Dediquei-me
aos trabalhos. Fazia algumas palestras e nessas fazia menção da Bíblia...
Louvado seja Deus! A nossa casa era o centro dos encontros. Visitas não
faltavam. Famílias e maçons e outros amigos, inclusive de freiras, eram as
constantes visitas. Na Loja, pela dedicação na área de assistência social e na
educação de adultos, fui galgando os degraus... Sentia-me útil e sabia que, em
tudo isso, Deus estava me projetando para o futuro, preparando-me para a Sua
Obra.[20]
Tipicamente, os argumentos de maçons evangélicos são que
a maçonaria: (1) é uma fraternidade benemérita e não-religiosa; (2) gera
respeito para a presença evangélica entre pessoas de alto gabarito; e (3) abre
caminho para servir a Deus na sociedade em
geral.
Nem todos os evangélicos no Brasil manifestam o mesmo
entusiasmo. Algumas denominações são explícita ou implicitamente anti-maçônicas.
Em 1903, a Igreja Presbiteriana Independente formou-se sob a liderança de
Eduardo Carlos Pereira, separando-se da Igreja Presbiteriana Sinodal
(Presbiteriana do Brasil) principalmente devido à questão da loja. A Igreja
Luterana Concórdia também se destaca por ser contra a maçonaria. De modo menos
agressivo, a Igreja Batista Pioneira continua distinguindo-se' dentro da
Convenção Batista Brasileira, em parte devido a essa causa. Com poucas exceções,
as denominações teologicamente mais conservadoras fundamentalistas,
holiness (Metodista Livre e Wesleyana) e pentecostais (Assembléia de
Deus; Igreja Quadrangular, com exceções) - posicionam-se contra a maçonaria,
enquanto as igreja evangélicas tradicionais permitem que seus membros afiliem-se
às lojas.[21]
Hoje, apesar de ter uma história marcada pela
fragmentação, o conjunto das ordens maçônicas do Brasil é uma das grandes
potências mundiais da sociedade, consistindo na maior dos países latinos
(europeus e americanos), com cerca de 150.000 membros.[22] O novo Palácio
Maçônico de Brasília do Grande Oriente do Brasil - a ordem maçônica mais
numerosa do país, possuindo por volta de 100.000 membros - foi inaugurado em
dezembro de 1992. A cerimônia foi assistida por um grupo de maçons que incluía
120 parlamentares federais e Maurício Corrêa (Ministro da Justiça), o qual, por
sua vez, representou o Presidente da República Itamar Franco (Fernando Collor
também é maçom).[23] No ano 2000, a Conferência Internacional dos Grandes
Soberanos Comendadores acontecerá no Brasil e, conforme a entrevista de
Ano Zero com Venâncio Igrejas, o Soberano Grande Comendador do
Supremo Conselho do Grau 33, "muitos acreditam que o Brasil será um dos países
que sediará o advento de uma nova Consciência no século XXI".[24] Através das
Ordens DeMolay e Arco-Íris, dedicadas aos jovens, a influência da maçonaria no
Brasil, ao contrário de em outras partes do mundo, parece cada vez mais
forte.
Certamente, a presença maçônica está deixando sua marca
nas igrejas evangélicas do país. O poder dos maçons na organização de certas
denominações é tão marcante que, às vezes, na expressão frustrada de um líder
nacional, "parece que há uma hierarquia [maçônica] por trás da hierarquia
[denominacional]". Fundados ou não, existem boatos entre jovens pastores de que,
sem ser maçom, não se consegue subir nas estruturas eclesiásticas. Portanto, a
questão da maçonaria na igreja evangélica é importante e urgente, acarretando
conseqüências para o futuro que nem todos querem reconhecer - posicionando-se
seja a favor ou contra.
Esta prolongada introdução leva-nos ao propósito do
artigo: analisar a compatibilidade entre a filosofia maçônica e as afirmações
centrais da fé evangélica. Não procuraremos julgar a irmandade maçônica em
si, nem negar que há indivíduos nas lojas os quais desconhecem ou discordam dos
ensinos em geral proferidos dentro das ordens. Responderemos às seguintes
perguntas:
1. É possível ter um conhecimento definido sobre a
filosofia maçônica?
2. A maçonaria é uma religião?
3. Qual é o lugar que
a Bíblia ocupa?
4. Quem é o Deus da maçonaria?
5. Qual é o lugar de
Jesus Cristo?
6. Como alguém é salvo?
7. Existem vínculos entre a
maçonaria e as religiões ocultas? Na conclusão, faremos observações sobre o
relacionamento entre o evangelismo e a maçonaria no
Brasil.
1. É Possível Ter um Conhecimento Definido Sobre a
Filosofia Maçônica?
Basicamente, os maçons apresentam três alegações
defendendo sua posição de que o não-maçom não sabe seus ensinos. Em primeiro
lugar, como a confraria é uma sociedade secreta histórica e geograficamente
variada em suas formas, o não-maçom simplesmente não tem acesso ao conhecimento
claro de seus rituais, símbolos e ensinos. Em segundo lugar, existe uma grande
quantidade de livros que se projetam como representantes da verdadeira
maçonaria, quando, de fato, em geral não são aceitos pelas lojas, ofuscando
assim qualquer imagem distinta pelo público. Finalmente, de acordo com o
escritor maçom Alphonse Cerza, não existe uma autoridade final na maçonaria:
"Os anti-maçons têm dificuldades em entender que a maçonaria não possui uma
'voz oficial', e que a liberdade de pensamento e expressão é um dos princípios
essenciais da Ordem". [25]
Admitindo que a maçonaria não exalta um livro ou líder
como autoridade absoluta e universal, ainda assim ninguém negaria que as ordens
e lojas reconhecem autoridades - o que é comprovado pelo fato de que 90% da
maçonaria mundial pertence ao Rito Escocês Antigo e Aceito, com seus Supremos
Conselhos do 33° Grau. Na verdade, existem várias autoridades: (1) os
Landmarks (25 fundamentos absolutos);[26] (2) a Constituição e os
regulamentos gerais das ordens, determinados pelos Supremos Conselhos; (3) o
Ritual em si - especialmente o da Loja Azul (os três passos básicos de todos os
Mestres-Maçons de qualquer rito ou ordem);[27] (4) o Supremo Grande Comendador
da Ordem e o Grão-Mestre da loja; e (5) um fato patentemente comprovado mediante
extensas pesquisas, há livros reconhecidos e usados no mundo inteiro. Por ordem
de preferência nos Estados Unidos, as três obras mais empregadas são: Coil's
Masonic Encyclopedia (Enciclopédia Maçônica de Coil"); The Builders
("Os Construtores"), de Joseph Fort Newton; e Mackey's Revised Encyclopedia
of Freemasonry ("Enciclopédia Revisada de Maçonaria de
Mackey").[28]
No Brasil, é surpreendente o número de bibliotecas e
livrarias (de volumes novos e usados) - especialmente espíritas - que estão
repletas de literatura maçônica, incluindo as obras "secretas" da Editora
Maçônica. Encontram-se acessíveis ao pesquisador não-maçom dezenas de livros
escritos por autoridades maçônicas brasileiras, tais como Jorge Adoum (o Mago
Jefa), Nicola Aslan (33°), Joaquim Gervásio de Figueiredo (33°), Manoel Gomes
(33°), Rizzardo da Camino (33°) e Zilmar de Paula Barros (33°) - além de muitos
outros autores traduzidos em língua portuguesa.[29] Embora os maçons neguem a
autoridade absoluta de qualquer um desses indivíduos, não se pode deixar de
admitir que a maior parte de seus escritos é representativa da prática e do
ensino da maçonaria brasileira (reconhecendo algumas diferenças entre as
ordens). Com os documentários e as obras públicas sobre a sociedade, além dos
vários livros evangélicos de ex-líderes maçônicos que asseveram expor os
segredos da sociedade, existem boas bases para a pesquisa.[30] Tudo isso refuta
o argumento de que somente os maçons possuem acesso à sua
filosofia.
2. A Maçonaria É uma
Religião?
Uma das imagens mais divulgadas pela Loja é a de que a
maçonaria não possui dogmas ou credos, sendo que apóia toda religião civil e
deixa o indivíduo maçom livre para ter suas próprias convicções de fé. Nas
palavras de Venâncio Igrejas, a voz mais autorizada do Brasil: "Nos templos não
discutimos política e religião".[31] A Ordem rejeita categoricamente o ateísmo e
diz que apóia a religião da cultura dentro da qual funciona, pretendendo apenas
o melhoramento do caráter e da moral de seus membros. Sobre essa diversidade
religiosa, Nicola Aslan (33°), em seu Grande Dicionário Enciclopédico de
Maçonaria e Simbologia, comenta:
A respeito da religião da Maçonaria, as opiniões são
muito divididas entre os Maçons e elas dependem, em grande parte, das tendências
religiosas e filosóficas que norteiam as obediências e os ritos
maçônicos.
Assim, a Maçonaria anglo-saxônica, em grande parte
protestante, é considerada profundamente religiosa e teísta, como o Rito de
York... Julga-se geralmente a Maçonaria francesa como racionalista, porque,
através do Rito Moderno, permite a iniciação a pessoas sem crença definida,
considerando que as opiniões religiosas são questões de foro íntimo, enquanto o
Rito Escocês Antigo e Aceito, embora exija a crença em Deus do candidato, é
denominado deísta...32
Aslan está parcialmente correto. A religiosidade da loja
local depende de vários fatores. Muitas vezes, especialmente nos graus mais
baixos, a religião aparece apenas como um elemento periférico da função da loja.
Outras vezes, a ênfase teológica (implícita ou explícita) pode variar
desde o panteísmo e o ocultismo até um teísmo ecumênico e semi-cristão - por
exemplo, no sul dos Estados Unidos. Com certa freqüência, os anti-maçons ignoram
a diversidade dos ritos e formas práticas das lojas nesse
sentido.
Por outro lado, a palavra religião tem uma
definição geral que os defensores da maçonaria não podem ignorar. Na obra The
Encyclopedia of Philosophy ("Enciclopédia de Filosofia"), encontramos a
descrição de nove marcas da religião: (1) a crença num ser ou seres
sobrenaturais; (2) a distinção entre objetos sagrados e profanos; (3) atos
rituais orientados para esses objetos; (4) um código moral com sanção divina;
(5) sentimentos religiosos despertados por objetos ou rituais sagrados e
relacionados, em teoria, com um deus ou deuses; (6) a oração; (7) uma cosmovisão
que engloba o lugar do indivíduo no mundo; (8) a organização da vida ao redor
dessa cosmovisão; (9) um grupo social que é unificado pelas características
acima.[33] Conforme Ankerberg e Weldon claramente documentam, a maçonaria
caracteriza-se por cada uma dessas qualificações.[34] Por isso, a grande maioria
dos líderes admite que a maçonaria é, na verdade, uma
religião:
A
maçonaria pode afirmar corretamente chamar-se uma instituição religiosa... Veja
seus antigos landmarks, suas cerimônias sublimes, seus profundos símbolos e
alegorias - todos inculcando uma doutrina religiosa, ordenando uma observância
religiosa e a verdade religiosa, e quem pode negar que ela é eminentemente uma
instituição religiosa?.. Abrimos e fechamos nossas lojas com uma oração;
invocamos a bênção do Altíssimo sobre todos nossos trabalhos; exigimos de nossos
neófitos uma profissão de fé confiante na existência e no cuidado providencial
de Deus. (Mackey) [35]
Rizzardo da Camino, no Dicionário Maçônico,
declara abertamente: "A Maçonaria é uma Religião, no sentido estrito do
vocábulo, isto é, na 'Harmonização' da criatura ao Criador. É a Religião
[sic.] Maior e Universal".[36] Joaquim Gervásio de Figueiredo, no
Dicionário de Maçonaria, define a irmandade da seguinte
maneira:
Maçonaria:
"É um sistema sacramental que, como todo sacramento, tem um aspecto externo,
visível, consistente em seu cerimonial, doutrinas e símbolos, e outro aspecto
interno, mental e espiritual, oculto sob as cerimônias, doutrinas e símbolos, e
acessível só ao maçom que haja aprendido a usar sua imaginação espiritual e seja
capaz de apreciar a realidade velada pelo símbolo externo". [37]
Existem dezenas de declarações paralelas.[38] Conquanto
haja divergências (uma face pública, outra interna), grande parte da literatura
maçônica sem dúvida no Brasil - sustenta abertamente a natureza religiosa da
fraternidade. No Brasil, o fato de se descobrirem, em livrarias e bibliotecas,
obras sobre a maçonaria junto com livros acerca de esoterismo, ocultismo e
religião comprova o consenso público nessa questão. De fato, em quase todos seus
escritos, a maçonaria apresenta-se como a essência da
religião.[39]
3. Qual é
o Lugar Que a Bíblia Ocupa na
Maçonaria?
Às vezes, os cristãos maçons destacam que a maçonaria
especulativa foi iniciada por dois pastores e, assim, é essencialmente cristã em
seus fundamentos. Pelo menos, não contradiz nada do que o cristianismo promulga.
Na revista maçônica New Age, Winston Watts (32°) expõe a procura da
verdade, afirmando que, "na maior parte, nossa busca está centrada na Bíblia
Sagrada, a fonte principal de nosso conhecimento".[40] Em virtualmente todos os
dicionários maçônicos, a Bíblia - "o Livro da Lei"é exaltada como "um dos
grandes Luzeiros da Maçonaria",[41] um elemento importantíssimo dos móveis da
loja ocidental, sobre o qual todo cristão iniciado faz seu juramento. Em parte,
é com base em certas figuras bíblicas - por exemplo, São João Batista, São João
Evangelista, João Marcos e o artífice Hirãm-Abitt (ou Hirão Abi, 1 Rs 7.13-14; 2
Cr 2.13-14) - que a maçonaria desenvolveu suas mitologias e
rituais.
Em toda a literatura maçônica (Ritos York e Escocês),
entretanto, dificilmente se descobre qualquer afirmação acerca da única
inspiração verbal ou da autoridade soberana das Escrituras. Sem exceção, os
autores fazem questão de insistir que a Bíblia é apenas um livro sagrado,
usado como metáfora da vontade divina e da lei natural. Na Coils Masonic
Encyclopedia, a obra mais autorizada nos Estados Unidos, lemos: "A opinião
maçônica prevalecente é de que a Bíblia constitui apenas um símbolo da vontade,
lei ou revelação divina, e não que seu conteúdo é lei divina, inspirada ou
revelada".[42]
Naturalmente, sendo um símbolo, a Bíblia precisa de
interpretação. Zilmar de Paula Barros, em A Maçonaria e O Livro
Sagrado, declara que, "com a morte física de Jesus, perdeu-se a PALAVRA. E,
entre as múltiplas finalidades. da Maçonaria, está buscar a 'palavra
perdida...', ou seja TRAZER A HUMANIDADE A VERDADEIRA INTERPRETAÇAO DA MENSAGEM
EVANGÉLICA DE JESUS![43] Martin Wagner, um perito em maçonaria, observa o
seguinte: "Todos os maçons eminentes afirmam que existe um véu sobre as
Escrituras, o qual, quando removido, as torna claramente concordes com os
ensinamentos maçônicos, e em harmonia essencial com outros livros
[sagrados]".[44] Logo, a filosofia maçônica constitui o par de óculos através do
qual tudo é filtrado.
Apesar da ênfase na Bíblia Sagrada, os livros esotéricos
freqüentemente recebem mais atenção. Em suas instruções sobre os três primeiros
graus (Loja Azul) no Brasil, Nicola Aslan
explica:
A
Bíblia e a Cabala fornecem o mais poderoso contingente para o enriquecimento do
simbolismo maçônico, e o Ocultismo, abrangendo o conjunto dos sistemas
filosóficos e das artes misteriosas derivadas dos conhecimentos dos antigos, deu
também abundante contribuição.[45]
Quase sempre, a verdadeira sabedoria (antiga) é
descoberta no misterioso e oculto, seguindo o gnosis, a iluminação, a
numerologia e, especialmente, a cabala (misticismo judaico).[46] Diante da
mistura de religiões sincretistas que predominam na literatura maçônica, a
Bíblia fica subjugada a interpretações diversas por meios místicos e alegóricos.
Por outro lado, ninguém defende uma interpretação objetiva e
histórico-gramatical. A Bíblia é aproveitada por sua ética e como símbolo
divino, sem encorajar qualquer interpretação doutrinária de seu conteúdo. De
fato, muitas seitas consideradas heréticas são mais fiéis ao significado do
texto bíblico do que os escritos maçônicos.
4. Quem É
o Deus da Maçonaria?
O Deus maçônico é denominado o Grande Arquiteto do
Universo (G.A.D.U.) - o Ser Supremo, Criador ou Força Cósmica da existência e
preservação. O Landmark 19 proclama: "A negação da crença do G.A.D.U. é
impedimento absoluto e insuperável para a iniciação".[47] Propositadamente, a
definição é ambígua o bastante para englobar todos os conceitos de Deus
sustentados pelas religiões - não apenas as teístas (judaica, cristã e
islâmica), mas também as dualistas (taoísta, zoroastriana) e as panteístas
(gnóstica, espírita, hindu e budista). Sem dúvida, no início da história da
maçonaria especulativa, as pressuposições eram mais teístas, como continuam
sendo para os cristãos que se envolvem na loja. Ironicamente, foram os
reverendos anglicanos James Anderson e John Desagulliers, elaboradores da
primeira Constituições (1723), que abriram a maçonaria para todas as
crenças e descristianizaram a linguagem maçônica, procurando uma estrutura
teológica mais universal.[48] Entretanto, a nível popular, dentro das culturas
"cristãs" - cada vez menos, porém - o Grande Arquiteto do Universo continua a
ser cultuado como um Ser soberano, inteligente, moral e, em certo sentido,
pessoal. Assim como o antigo liberalismo do século passado, a maçonaria proclama
"a paternidade do Pai e a fraternidade ao homem". Semelhantemente, também, a
essência da religião define-se mais pela ética do que por qualquer crença
em afirmações doutrinárias.[49] Logicamente, tais afirmações já pressupõem uma
cosmovisão e uma teologia geral que se encontram expressas em muitos escritos,
como no Dicionário de Gervásio de
Figueiredo:
Não
obstante a imensa diversidade de seus cultos externos, todas as religiões
apresentam uma base comum em seus internos princípios morais, filosóficos e
místicos. Com efeito, o estudo comparativo das religiões demonstra serem
idênticos os seus ensinamentos fundamentais sobre a Divindade, o homem, o
universo, a vida futura, porém adaptados à época e ao povo a que se
destinaram... Seus imortais fundadores foram todos Mensageiros da Verdade única,
que deram à humanidade seu evangelho de União e Fraternidade, para que através
do Amor as almas se religuem entre si e ao Supremo. Todos eles foram unânimes em
proclamar a Paternidade de Deus e a Fraternidade dos homens. Tal foi, em
essência, a mensagem de Vyâsa, Hermes, Trismegisto, Zarathustra, Orfeu, Krishna,
Moisés, Pitágoras, Platão, Cristo, Maomet e outros. [50]
O conceito de Deus nos escritos da maçonaria é uma
mistura de tudo, de gnosticismo, druidismo, luciferianismo, hinduísmo, taoísmo,
zoroastrismo, iluminismo, cristianismo liberal e Nova Era. Mackey declara: "A
religião da maçonaria é cosmopolita, universal... 'Esteja certo', diz Godfrey
Higgins, 'de que Deus está igualmente presente com o piedoso hindu no templo, o
judeu na sinagoga, o muçulmano na mesquita e o cristão na igreja'".[51] Contudo,
por trás do pluralismo, existe uma crença fundamental, articulada por
Aslan:
...é
absolutamente necessário fazer abstração de todo fanatismo como de todo
preconceito religioso ou anti-religioso, posto que estas veneráveis tradições
são os "ecos" dos velhos dados da antiga ciência dos Iniciadores, tão
intimamente ligada, então, às Religiões que é quase impossível separá-las de sua
Mãe.[52]
Ou seja, todas as religiões são representações das
antigas e primitivas verdades, destiladas no ensino da maçonaria, que é, em
última instância, a Mãe de todas as religiões. Deus, o G.A.D.U., é o Deus
buscado e manifestado por todas as religiões. Infelizmente, tal representação -
popular no romantismo otimista dos séculos XVIII e XIX - ignora um fato muito
patente: seu conceito de Deus determina sua ética. É impossível unificar as
definições mais variadas de Deus em torno de uma ética fraternalista: o
pacifismo social do hindu, a ética vindicativa do muçulmano e o amor
autosacrificial ativo do cristão encontram-se diretamente relacionados com
contraditórios conceitos de Deus.
Talvez uma das acusações mais fortes contra a loja seja
a seguinte: no grau do Real Arco do Rito de York, quando o maçom supostamente
encontra a Arca da Aliança perdida nas ruínas do templo salomônico, descobre-se
o verdadeiro nome de Deus como sendo JABULOM. Tal nome, segundo o próprio H. W.
Coil, é uma associação de lahweh (o Jeová do Antigo Testamento),
Ba'al ou Bel (o deus cananita) e Om (Osiris, o deus-sol do
Egito)[53] - o que um autor chama de "Não-Santíssima Trindade".[54] Outros
observam que, no Rito Escocês, no 17° Grau dos Conselhos de Cavaleiros do
Oriente e Ocidente, há também a "palavra sagrada" Abadom; este nome
divino na maçonaria é o nome do rei ( ou anjo) do abismo, em Apocalipse
9.11.[55]
Embora a maçonaria encoraje um pluralismo da
conceituação de Deus, conforme vários autores afirmam, há cada vez menos lugar
para o Deus tripessoal da Bíblia. A idéia do Logos e da Trindade é vista
de uma forma gnóstica e alegórica, distante da Confissão de Nicéia, como vemos
na exposição do 4º Grau por Jorge Adoum [56]. Embora nem todos o façam, alguns
eruditos maçônicos, tais como Albert Pike [57], presunçosamente atacam o
cristianismo clássico com os argumentos comuns do século XIX, alegando um
politeísmo que formou o judaísmo antigo, a base pagã do trinitarismo, e pregando
um deísmo otimista característico daquela época. Num novo documentário, Robert
A. Morey, um autor bastante objetivo, declara o
seguinte:
Centenas
de livros maçônicos que atacam o cristianismo e ensinam abertamente o paganismo
são publicados, apoiados e recomendados por altos oficiais, lojas estaduais e
conselhos supremos. É-nos dito que isso é adequado, porque a Ordem deve ser
universal em seu apelo, e cada maçom pode interpretar a palavra "Deus" e os
símbolos da confraria da maneira como quiser.
Entretanto,
quando um cristão maçom procura oferecer uma interpretação cristã dos rituais e
símbolos da confraria, ele é proibido de assim o fazer!... Para cada escritor
maçom que diz que a maçonaria não é uma religião, há cinco escritores maçons
afirmando que é uma religião pagã... todos eles concordam que o cristianismo
está errado e que seus ensinamentos não devem ser permitidos na
loja...
Se
a maçonaria continuar na direção em que parece estar indo, então os cristãos
maçons devem abandonar a Ordem, porque ela vem se tornando uma religião pagã,
ocultista, hostil ao cristianismo.[58]
Concluímos que, embora alguns indivíduos e até certas
lojas locais sustentem uma definição da divindade mais próxima do cristianismo
histórico, a grande maioria ignora ou rejeita a perspectiva bíblica de Deus.
Dificilmente se pode negar que, nas águas turvas do ritual e do símbolo
maçônicos, há implicações sinistras sobre o entendimento de Deus para o cristão
verdadeiro.
5. Qual É
o Lugar de Jesus Cristo?
Diante de um conceito ambíguo e unitariano de Deus,
seria correto esperar pouco sobre o Redentor. Ao buscarmos informações acerca de
Jesus Cristo nos dicionários e enciclopédias maçônicos - Coil, Mackey, Macoy,
Gervásio de Figueiredo, Rizzardo da Camino, Aslan - descobrimos uma ausência
quase total de dados a esse respeito. Quando se procuram referências sobre Jesus
Cristo, a cruz ou outros ensinos especificamente cristãos nas próprias citações
bíblicas dos rituais e cerimônias maçônicos, percebe-se logo que todas foram
omitidas - tiradas do meio dos trechos (e. g. At 4.11; 2 Ts 3.6, 12; 1 Pe
2.4-8, onde a pedra angular é o verdadeiro maçom).[59] Embora as reuniões
maçônicas incluam a oração, é absolutamente proibido orar no nome de Jesus. Eles
até mesmo modificaram o calendário baseado no advento de Cristo, aceito no mundo
inteiro, para um sistema irreligioso: "Os maçons, ao fixar datas em seus
documentos oficiais", diz Mackey, "nunca fazem uso da época comum ou era
vulgar, mas têm uma que lhes é peculiar..."[60] Paradoxalmente, em alguns casos,
os mesmos dicionários que omitem Jesus Cristo contêm artigos substanciais sobre
dezenas de outros religiosos antigos e modernos - Jonas, Ezequiel, Orfeu,
Pitágoras, Zoroastro, Emmanuel Swedenborg, Annie Besant, Helena Blavatsky etc.
Isso sugere, no mínimo, a irrelevância de Jesus Cristo na filosofia
maçônica.
Em alguns 'aspectos, a maçonaria evidencia implicações
ainda mais preocupantes: por um lado, a divindade de Cristo é negada e, por
outro, a divinização do homem é afirmada. Rizzardo da Camino define Cristo da
seguinte maneira: "É a denominação de um 'estado de alma' que se encontra na
parte espiritual do ser humano. Jesus atingiu esse 'grau' na Cruz e por isso foi
denominado de Jesus o Cristo. É erro dizer-se 'Jesus'... Cada cristão pode ter
em si o Cristo..."[61] Se as evidências acima forem conclusivas de que Deus
normalmente é conceituado em categorias deístas, ocultas e panteístas,
então é impossível que Jesus Cristo seja o Filho unigênito de Deus. Ele se torna
apenas "um grande mestre de moralidade" ou protótipo de divinização - algo
corroborado por vários dos principais autores maçons.[62] Entretanto, apesar das
múltiplas negações da divindade de Jesus Cristo, os cristãos maçons ressalvam
que tais não passam de diferenças de convicções religiosas, todas permitidas sob
o teto maçônico; assim, uma posição é igual à
outra.
Uma história recente toca nesse ponto. O Venerável
Mestre James Shaw (33°) era um orador experiente da cerimônia do Cavaleiro
Rosa-Cruz (18° grau do Rito Escocês), que é praticada toda quinta-feira da
Semana Santa. Conforme havia feito muitas vezes, mas agora como um cristão
recém-convertido - estando todos vestidos em mantos pretos e encapuzados – ele
começou a conduzir o ritual: "Encontramo-nos neste dia para comemorar a morte de
nosso 'Sapientíssimo e Perfeito Mestre', não como inspirado ou divino, pois isto
não compete a nós decidir, mas como pelo menos o maior dos apóstolos da
humanidade". A mesa em forma de cruz, sobre a qual há rosas vermelhas, é o lugar
onde o mestre dirige a ceia maçônica, com vinho e pão: "Comei e dai de comer a
quem tem fome... Bebei e dai de beber a quem tem sede". Depois de apagar todas
as velas do candelabro, com exceção de uma, o mestre anuncia a morte do
"Sapientíssimo e Perfeito Mestre" - "Ele está morto! Lamentai, pranteai e
chorai, pois ele se foi" e apaga a última vela, tudo terminando em
escuridão.[63] Embora Shaw tivesse conduzido esse mesmo ritual diversas vezes,
nesta ocasião ele estava tremendo e com náusea, reconhecendo o significado
cristológico do que fazia: "Tínhamos dramatizado e comemorado a extinção da vida
de Jesus, sem mencionar sequer uma vez seu nome... Eu havia acabado de chamar
Jesus de 'um apóstolo da humanidade' que não era inspirado nem divino". Logo
depois, Shaw renunciou à loja.[64] Sua conclusão foi que o sentido anticristão
não representava apenas uma facção maçônica ocultista declarada, mas certos
rituais e ensinos básicos da maçonaria são deliberadamente antagonistas à fé
cristã.
6. Como
Alguém É Salvo na Maçonaria?
Quando o iniciado (chamado profano) participa do
primeiro grau de Aprendiz-Maçom, confessa-se que ele (vendado, nesse momento)
vivia nas trevas e estava cego, mas, agora, deseja entrar à verdadeira luz da
maçonaria.[65] Não há nenhuma exceção para o cristão. Enquanto a irmandade não
articula publicamente um caminho de salvação, existem pressuposições inegáveis -
vistas desde o primeiro rito até o sepultamento de cada maçom. A perspectiva
soteriológica da maçonaria é percebida através de quatro conceitos, os quais
orientam toda sua prática: (a) a natureza do homem; (b) a aceitação de Deus; (c)
a vida vindoura; e (d) o proselitismo
evangélico.
a.
A natureza do homem.
O cristianismo clássico confessa a verdade irônica de que o ser humano, sendo
criado na imagem de Deus, é ontologicamente superior e separado das outras
criaturas terrestres. Ao mesmo tempo, porém, ele é espiritualmente rebelde e
corrupto, afastado de Deus e morto em suas transgressões - ou seja, ele é
moralmente o pior ser terrestre. Apesar de suas muitas instruções moralistas, a
maçonaria é marcada por uma ausência total dos conceitos de pecado e
arrependimento (nem possui tais palavras em seus dicionários). Em vez de
estar separado do G.A.D.U., o homem é visto como apenas imperfeito e
não-iluminado, algo simbolizado na Pedra Bruta (cubo polígono) do Aprendiz, que
nos graus seguintes é burilada e polida: "Símbolo da Idade Primitiva e,
portanto, do homem em estado natural e sem instrução, a Pedra Bruta é a imagem
da alma do profano antes de ser instruído nos mistérios maçônicos".[66] O
profano, ou não-maçom, não está derradeiramente perdido, mas encontra-se
apenas mais longe de Deus do que a elite fraternal da maçonaria, que possui a
responsabilidade de construir "o Templo da Humanidade". A loja é o meio através
do qual os homens podem melhorar a si mesmos e procuram "levantar templos à
Virtude e cavar masmorras ao vício".[67] Assim, a maçonaria pressupõe
essencialmente a natureza boa de cada ser humano, mas esta natureza precisa de
um despertamento e de uma iluminação por meio da filosofia da fraternidade.[68]
Obviamente, não há necessidade e nem motivo para a propiciação de pecados
mediante a morte de Jesus Cristo na cruz.
b.
A aceitação de Deus.
"A maçonaria", afirma J. S. M. Ward, "ensina que cada homem, por si mesmo, pode
desenvolver seu próprio conceito de Deus e, assim, alcançar a salvação".[69] Sem
dúvida, a maçonaria promulga a idéia de que, através de seus próprios esforços,
o homem é aperfeiçoado e torna-se digno perante o G.A.D.U. A regeneração,
ou conversão, é essencialmente um processo da alma
humana.
A
doutrina da regeneração foi ensinada, nos Antigos Mistérios, por símbolos: não
é, porém, o dogma teológico da regeneração peculiar à Igreja Cristã, mas o dogma
filosófico de uma mudança da morte para a vida, isto é, um novo nascimento para
a existência imortal... É esta a doutrina ensinada nos Mistérios maçônicos, e
muito especialmente no simbolismo do Terceiro Grau [ressurreição de Hirãm-Abif].
Não precisamos dizer que o Maçom se acha regenerado pelo fato de ter sido
iniciado, mas tão-somente que foi doutrinado na filosofia da regeneração, ou na
do renascimento de todas as coisas - da luz surgindo das trevas, da vida
nascendo da morte, da vida eterna em substituição da vida
transitória.[70]
Rizzardo da Camino acrescenta: "A finalidade precípua da
Maçonaria é o ato regenerativo. A reconstrução do ser humano, da Natureza, do
Cosmos, são os ideais maçônicos".[71] Se alguns expositores da maçonaria falam
de uma salvação realizada por uma progressão que envolve o auto-aperfeiçoamento
e boas obras, outros, como Albert Pike, avançam mais um passo, já visto
anteriormente: "Em cada ser humano, o Divino e o Humano estão
entrelaçados", e "a maçonaria é a subjugação do Humano pelo Divino que
está no homem".[72] Como Pike, Gervásio de Figueiredo pressupõe a divindade
inata de cada homem: "Deus é a alma de tudo... Deus e o mundo são apenas
um".[73] Diante das múltiplas afirmações maçônicas sobre a natureza da salvação,
muitos autores concluem que a soteriologia maçônica é antiética à fé evangélica,
conforme articulado pelo escritor maçônico E. A.
Coil:
O
fato de a diferença fundamental entre os princípios incorporados nos credos
históricos da cristandade e aqueles de nossas ordens secretas modernas não ter
sido claramente refletida é indicado pela evidência de que muitos comprometem-se
com ambos. Há maçons que, nas igrejas, aderem à doutrina de que "somos
considerados justos perante Deus apenas pelo mérito de nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo, pela fé, e não por nossas próprias obras e merecimentos", e
entusiasticamente juntam-se ao coro dos hinos nos quais essa idéia é expressa.
Então, em suas reuniões maçônicas, exatamente com o mesmo entusiasmo, eles
assentem à seguinte declaração: "Embora nossos pensamentos, palavras e ações
possam ser ocultos dos olhos dos homens, ainda assim aquele Olho-Que-Tudo-Vê, a
quem o sol, a lua e as estrelas obedecem... penetra nos recantos mais íntimos do
coração humano, e nos recompensará de acordo com nossos méritos". Uma criança
pequena, assim que se chame sua atenção para o assunto, deve ser capaz de
perceber que é impossível harmonizar a frase do credo aqui citada com a
declaração extraída da admoestação de uma de nossas maiores e mais eficazes
ordens secretas, e encontrada, na totalidade, nas liturgias de todas, ou quase
todas, as outras... Uma dessas afirmações exclui a outra. Os homens não podem
coerentemente anuir a ambas.[74]
Na maçonaria, a salvação do homem é alcançada sem Jesus
Cristo. O ser humano alcançará a perfeição e a aprovação divina através de seus
próprios esforços moralistas, senão por sua própria
divinização.
c.
A vida vindoura.
O Landmark n° 20 declara que, de cada maçom, "é exigida a crença de uma
vida futura".[75] A imortalidade da alma é uma das doutrinas mais importantes da
confraria. Por isso, tendo obtido a permissão da família, os maçons exigem o
controle exclusivo sobre o último rito do irmão falecido. Embora os rituais
fúnebres variem, todos declaram que o maçom, por sua pureza de conduta e vida de
serviço, recebe a aceitação na Loja Celestial onde o G.A.D.U. preside.[76] Visto
na literatura maçônica, o conceito da imortalidade da alma aproxima-se mais da
hierarquia espiritual do espiritismo brasileiro, consistindo num sincretismo de
elementos religiosos.[77] Procuramos em vão qualquer referência ao inferno ou à
separação de Deus devido ao pecado, e mesmo sobre o juízo final, ou seja, as
doutrinas bíblicas que estabelecem a estrutura do evangelho de Jesus Cristo.[78]
Cada vez mais, fica auto-evidente que a participação do cristão numa irmandade
assim é uma negação implícita de tais
verdades.
d.
O proselitismo evangélico.
A perspectiva da maçonaria sobre o cristão também é importante a esse respeito.
Elogiando o hinduísmo como uma religião que não busca seguidores, Mackey destaca
a regra de toda ordem: "Em termos absolutos, a maçonaria é rigorosamente contra
todo proselitismo".[79] Admitindo sua própria religiosidade, a maçonaria proíbe
o evangélico de falar sobre Cristo na loja. Em Maçonaria: Contra ou a
favor?, o Pr. J.J. Soares narra que em "certa ocasião perguntou a um ilustre
pastor, que na época era venerável [mestre], se ele conhecia algum maçom que
tivesse aceitado o evangelho, não teve surpresa com a resposta: 'nenhum'."[80]
Inversamente, por mais rara que seja, qualquer forma de "cristianização"
conservadora da maçonaria - vista, por exemplo, em A Maçonaria e o
Cristianismo, de Jorge Buarque Lyra (1953) - é, na melhor das hipótese,
tolerada, sendo geralmente denegrida e refutada pelas
autoridades.[81]
7. Existem
Vínculos Entre a Maçonaria e as Religiões
Ocultas?
A maioria dos maçons ridicularizaria a acusação de que a
fraternidade esconde elementos das religiões ocultas. Eles dizem que os símbolos
encontram-se abertos a interpretações diversas e, na verdade, não importa se
alguns querem interpretá-los de uma forma mística. Contudo, John Ankerberg,
autor de cinco documentários sobre a maçonaria,
observa:
A
maioria dos maçons que participam dos rituais não compreende seu sentido oculto.
Caso sigam a maçonaria apenas como uma participação irrefletida nos rituais,
para eles talvez seja verdade que a sociedade não é ocultista. Tais maçons
desconhecem o significado misterioso de muitos dos símbolos e rituais maçônicos,
e escolheram não abordar a questão. Mas isso não se aplica a todos os maçons. Há
outros que realmente buscam o sentido oculto.[82]
Em The Brotherhood ("A Irmandade"), Knight nota
que os adeptos maçons quase sempre mostram atração pelo oculto, procurando "o
significado real" existente por trás das ambigüidades dos ritos: "Tais pessoas
são gradualmente aceitas no santuário interior da irmandade".[83] Como o alcance
do relacionamento entre a maçonaria e o oculto é vasto, limitaremos as
observações a três áreas: os juramentos, a ilusão e a simbologia
pagã.
a.
Os juramentos.
Cada maçom jura ser leal à fraternidade acima de qualquer outro grupo (incluindo
a igreja), mediante votos extremamente fortes. Prometendo solenemente não
divulgar os segredos da maçonaria - nem os crimes de outros maçons (exceto o
homicídio e a traição) - o iniciado jura o seguinte, sobre o Livro Sagrado (a
Bíblia, Alcorão ou Vedas etc.):
Eu
...juro e prometo, de minha livre vontade, pela minha honra e pela minha fé, em
presença do Supremo Arquiteto do Universo, que é Deus, e perante sta assembléia
de maçons, solene e sinceramente, nunca revelar qualquer dos mistérios da
maçonaria que me vão ser confiados... Se violar este juramento seja-me arrancada
a língua, o pescoço cortado e meu corpo enterrado nas águas do mar, onde o nuxo
e renuxo me mergulhem em perpétuo esquecimento, sendo declarado sacrílego para
com Deus e desonrado com os homens. Assim seja.[84]
Outros juramentos maçônicos são semelhantes, cada um
exigindo fidelidade absoluta à Ordem - muitas vezes com votos de sangue. O
juramento do 33° Grau no Templo em Washington, D.C., por exemplo, é selado
bebendo vinho de um crânio humano, e um indivíduo vestido como se fosse um
esqueleto abraça cada participante no momento do voto fatal.[85] Enquanto certos
juramentos na cultura geral parecem lícitos diante da lei, biblicamente o
cristão é proibido de jurar sem necessidade (Lv 5.4-6; Mt 5.33-37), muito menos
quando isso envolve votos bizarros e sanguinolentos, invocando a morte - os
quais caracterizam a maçonaria e todo o ocultismo. Nisso, quase todas as
fraternidades secretas e seitas ocultas seguem o padrão da
maçonaria.[86]
b.
A ilusão.
Os escritores mais eminentes da confraria admitem que a elite maçônica ilude os
maçons dos níveis inferiores, deixando que eles creiam no que desejam. As
verdades mais sublimes permanecem ocultas dos neófitos, sendo que os mais
avançados mantêm as chaves do "conhecimento real". Segundo Martin L.
Wagner:
A
maçonaria esconde ciosamente seus segredos, e intencionalmente desorienta os
intérpretes presunçosos. Parte dos símbolos é exposta ao iniciado, mas ele é
deliberadamente enganado por interpretações falsas... Os segredos reais
permanecem ocultos e... esses se encontram tão profundamente encobertos para o
maçom quanto para qualquer outra pessoa, a menos que tenha estudado a ciência do
simbolismo em geral, e do simbolismo maçônico em particular... A venda real
nunca é completamente removida dos olhos de uma imensa maioria dos membros da
confraria. Eles nunca são levados à verdadeira luz da maçonaria... Eles enxergam
as vestimentas, mas não aquilo 'que os trajes ocultam.[87]
O fato de as autoridades admitirem o engano dos
iniciados deve levantar suspeitas em duas áreas críticas. (1) A ética da
organização maçônica é questionada. Por trás dos "bons homens", há uma estrutura
clandestina de poder e manipulação. Existem vários livros argumentando que uma
fraternidade secreta na civilização geral acaba pervertendo a justiça e minando
a democracia; há sempre uma hierarquia oculta que defende seus próprios
interesses.[88] Quando o juiz, o advogado, o policial e os criminosos são todos
maçons, o veredicto será muito diferente do que no caso de um criminoso comum.
Da mesma forma, numa denominação, quando existe uma hierarquia maçônica secreta,
a unidade, a honestidade e a transparência do Corpo de Cristo são sacrificadas
por manipulações políticas, segredos e jogos de poder - algo que alguns afirmam
marca várias denominações evangélicas brasileiras. (2) O mesmo fato da ilusão
dos maçons inferiores levanta, também, uma suspeita sobre a validade da
interpretação cristã que os evangélicos maçons fazem dos ritos. Parece mais um
entendimento que é tolerado com o propósito de penetrar na igreja e, assim,
controlá-la. Os dados já apresentados indicam que a maçonaria, de fato, não
possui nenhum interesse no evangelho do cristianismo
clássico.
c.
A simbologia pagã.
Por natureza, os símbolos sempre significam algo, ou nem seriam usados. Não são
elementos vazios ou arbitrários. Na melhor das hipóteses, é algo ingênuo o
cristão maçom dizer que os milhares de símbolos da Ordem são meramente relativos
à fé do indivíduo, podendo ser tanto bíblicos quanto
pagãos.
Há mais duas considerações importantes nessa questão.
Primeiro, não existe uma teoria conclusiva sobre as origens históricas da
maçonaria. Segundo Morey, foi a maçonaria francesa que desenvolveu as idéias
esotéricas popularizadas por Albert Pike, a saber, de que a maçonaria foi
iniciada nas religiões antigas e ocultas. Hoje, "nove em cada dez livros repetem
essencialmente Pike", o qual, por sua vez, plagiou as idéias de Abbe Robin,
Alexander Lenoir, Eliphas Levi e Godfrey
Higgins:
Será
em vão procurar quaisquer referências aos mistérios ou divindades pagãs na
maçonaria antiga. Não pudemos encontrar uma única menção às artes ocultas, tais
como a magia ou a astrologia. Ninguém alegava ser um druida ou um feiticeiro. O
primeiro escritor que tentou associar os mistérios pagãos à maçonaria foi Abbe
Robin, em 1780. Ele afirmava que a maçonaria era a guardiã atual dos mistérios
antigos.[89]
Enquanto os rituais de hoje derivam de um processo
evolutivo,[90] os eruditos geralmente concordam que Pike e Mackey são os
arquitetos da maçonaria atual, seguidos por H. W. Coil, Newton, Duncan, Clausen,
Waite, Mellor et. a!. Assim, as raízes históricas não vêm diretamente das
religiões pagãs; o ocultismo, em parte, foi imposto à
fraternidade.
Por outro lado, discordar de que a maçonaria originou-se
diretamente das religiões pagãs não significa negar que os símbolos maçônicos
encerram um significado ocultista. As questões principais não são tanto
históricas, mas filosóficas: de onde vêm os símbolos maçônicos usados hoje? E,
ainda mais importante, quais são as interpretações normativas desses
símbolos dentro da confraria? Os limites do presente trabalho exigem um resumo
desse tópico, que é ao mesmo tempo abrangente e fundamental. Há uma crescente
dominância das interpretações explicitamente ocultas acerca dos símbolos da
maçonaria. Albert Pike e Manly P. Hall eram conhecidos como cabalistas e
luciferianos,[91] e sua influência é notável nos graus mais altos da maçonaria.
Pike declarou que "a cabala é a chave das ciências ocultas" e "todas as
associações maçônicas devem a ela [a cabala] seus símbolos e seus segredos".[92]
Junto com a cabala, a maçonaria bebe livremente das fontes da filosofia
hermética, do rosicrucianismo, das religiões orientais e da Nova Era. O mais
condecorado maçom do mundo, H. V. B. Voorhis, autor de vinte e seis livros,
declara que existe um nível da maçonaria - "mais profundo do que a membresia
geral compreende" - chamado de maçonaria oculta.[93] O Soberano Grande
Comendador Henry C. Clausen promulga "a verdadeira Nova Era" com "nosso altar no
Oriente" e a "divindade em todas as coisas".[94] No Brasil, quase não há exceção
à simbologia oculta, existindo centenas de livros que defendem as interpretações
cabalistas, alquimistas, gnósticas, teosofistas e espíritas dos ritos e símbolos
da maçonaria.[95] Já observamos os nomes atribuídos a Deus (JABULOM, Abadom), a
missa maçônica da Semana Santa e certos ritos e juramentos, com suas implicações
pagãs. Símbolos como a estrela invertida (pentalfa, sinal comum do
satanismo), a serpente, a pirâmide com o olho esquerdo, crânios humanos, o
bafomet (cabra de Mendes, deus do Egito) etc. dificilmente são neutros, e
muito menos cristãos.[96] Infelizmente, justamente por serem símbolos ocultos, é
impossível provar por completo seu significado absoluto sem que se profira outra
interpretação.
Com a União Batista da Escócia, concluímos: "Certamente,
todo o complexo de idéias inerentes à maçonaria traz semelhanças precisas com o
ocultismo, estando em nítido contraste com a pureza e a simplicidade do
evangelho, e seria inconsistente com o 'caminhar na luz' do cristão".[97]
Provavelmente, segundo Ankerberg,[98] com o novo misticismo mundial (e sem
dúvida no Brasil), a fraternidade e o ocultismo estarão cada vez mais servindo
um ao outro - os maçons sendo levados às artes negras, e os ocultistas
infiltrando-se e dominando a maçonaria.
CONCLUSÃO
Baseado em sua extensa pesquisa, Stephen Knight - que
não é nem cristão, nem maçom - observa o seguinte: "A maçonaria está
extremamente preocupada em ter - ou parecer que tem - boas relações com todas as
igrejas cristãs".[99] Ele prossegue dizendo que, dentro da igreja, o poder
maçônico é tão forte que "a igreja... não ousa ofender ou provocar milhares de
leigos influentes e, muitas vezes, financeiramente abastados, investigando as
implicações religiosas da maçonaria.[100]
Notamos as evidências de que: (1) é possível obter um
conhecimento adequado da filosofia e das cerimônias da maçonaria; (2) a
fraternidade é, em todos os elementos básicos da definição, religiosa por
natureza; (3) o uso da Bíblia é meramente simbólico, sendo os ensinos
reinterpretados conforme qualquer filosofia que o maçom quiser; (4) o vago
conceito do G.A.D.U. maçônico é compatível com toda religião; (5) há uma omissão
quase absoluta de referências sobre Jesus Cristo, mas não de vários outros
líderes religiosos; (6) o homem, bom em si mesmo, torna-se aceitável por sua
própria justiça diante do G.A.D.U.; e (7) há elos cada vez mais fortes com o
ocultismo, os quais, de fato, saturam os ritos e símbolos maçônicos. Portanto,
fica autoevidente que a religião maçônica é ambígua, mas não vazia. E é
justamente essa ambigüidade, assim como as religiões sincretistas do Egito, de
Caná, da Babilônia da antiga cultura grega e do Império Romano - sempre vistas
na Bíblia como falsas e diabólicas - que torna a maçonaria totalmente
incompatível com a fé cristã.
Mas o enigma continua. Como cristãos, e até mesmo
pastores evangélicos, podem pertencer à loja? Por um lado, "é impossível...
manchar os caráteres de tantos maçons ilustres com a adoração ao diabo".[101] Há
indivíduos bons na irmandade. E nem todas as lojas e ordens funcionam com a
mesma ênfase em seus ensinos religiosos e filosóficos. Por outro lado, uma vez
dentro da confraria, é difícil sair. Diante de poderosos membros da sociedade, o
cristão maçom faz juramentos solenes de segredos. Pode-se dizer, também, que o
cristão geralmente permanece nos graus inferiores, muitas vezes mantendo uma
ignorância intencional para aproveitar as ligações privilegiadas.[102] Sem
dúvida, muitos cristãos maçons justificam-se com razões sentimentais por se
sentirem bem e aceitos na irmandade elite, não fazendo nenhuma reflexão
religiosa. Como há outros cristãos na Ordem, ele se engana, evitando as
inescapáveis implicações dos ritos, palestras e escritos dos mais adeptos, e
explica-se dizendo que, de uma forma ou de outra, está servindo a Deus. Visto de
uma maneira mais crítica, ele adora 11m deus falso, cala seu testemunho de
Cristo, aceita o fato de que o homem pode salvar a si mesmo, contribui com
mensalidades e taxas para cada grau e, assim, colabora tacitamente para a
perdição dos outros maçons que precisam da verdadeira
luz.
Alva J. McClain, fundador do Grace Theological Seminary,
apresenta quatro explicações para o fato de o chamado cristão permanecer na
Maçonaria.[103] (1) Ele não entende de que consiste o cristianismo bíblico; para
ele, é apenas uma religião sincretista e liberal. (2) Ele não compreende o que é
a maçonaria, desconhecendo a filosofia religiosa da confraria (pois há uma
extraordinária ignorância dentro do movimento). (3) Alguns cristãos continuam se
relacionando com a maçonaria, apesar de entenderem o que é o cristianismo e o
que é a maçonaria. Estes ficam sem desculpa, especialmente se forem pastores -
caso idêntico ao dos sacerdotes que esconderam seus deuses abomináveis no Templo
sagrado em Jerusalém, na visão de Ezequiel 8. E (4) alguns dos chamados cristãos
dentro da maçonaria já são apóstatas da verdadeira fé. Apesar de diferenças
teológicas, concluímos junto com o catolicismo, as ortodoxias grega e russa e as
declarações de muitas denominações evangélicas, que o cristianismo e a maçonaria
são, de fato, mutuamente exclusivos.
Profira-se mais uma palavra. Diante do crescimento do
ocultismo no Brasil, as igrejas precisam fazer as difíceis perguntas sobre a
compatibilidade da maçonaria com a fé bíblica. Os leigos, ao pastor; o pastor,
aos leigos. A igreja, diante da denominação; a denominação, perante as igrejas.
Como os herdeiros das doutrinas da reforma - sola fide, sola gratia, sola
scriptura - podem continuar como as únicas tradições cristãs que não
confrontam a filosofia maçônica? É hora de pedir coragem aos evangélicos dentro
das lojas para que se desvinculem da maçonaria (2 Co 6.14-17), e isto, com a
graça e o testemunho honesto da verdadeira Luz, Caminho e Vida. Ressalvamos que,
da perspectiva humana, há indivíduos bons e obras sociais admiráveis na
maçonaria. Entretanto, que a estrutura religiosa e filosófica da maçonaria é
contrária aos princípios fundamentais da fé cristã, isso é impossível
negar.
Sobre
o autor: Scott
Horrell é norte-americano e foi, durante muitos anos, missionário no Brasil.
Formado em Literatura Inglesa, ele aprimorou seus conhecimentos teológicos na
comunidade evangélica L'Abri, na Suíça, a qual era dirigida por Francis
Schaeffer. Mais tarde, faria o Mestrado em Teologia no Dallas Theological
Seminary, nos EUA, antes de ir para Porto Alegre como missionário. Voltaria,
então, para Dallas, onde obteria seu título de Doutor em Teologia. De volta ao
Brasil, estabeleceu-se em São Paulo, e foi coordenador da Graduação da Faculdade
Teológica Batista. Atualmente, é professor do Departamento de Teologia
Sistemática do Dallas Theological Seminary.
Publicado
originalmente em VOX SCRIPTURAE 3:1 (março de 1993), p.73-100
NOTAS
[1]Mark S. Hoffmann, ed., The World Almanac and Book of Facls,
1992 (Nova Iorque: World AlmanaclPharos, 1991) 549-562; HerbertJ. Rissler,
"Freemasonry", New 20lh-Cenlury Encyclopedia of Religious
Knowledge, ed. J. D. Douglas (2a ed., Grand Rapids: Baker, 1991) 341-342.
Bobby J. Demott, Freemasonry in American Culture and Society (Lanham, MD:
Univ. Press
of America, 1986) 289-291, alista 25 grupos afiliados direta ou indiretamente à
maçonaria nos Estados Unidos, com um total de 5.444.906 membros. Os dados
indicam que a membresia maçônica está decrescendo rapidamente, tanto no nível
norte-americano (30% desde 1959) quanto no âmbito internacional (mas não no
Brasil) - veja Robert A. Morey, The Origins and Teaching of Freemasomy
(Southbridge, MA: Crowne, 1990) 122-123.
[2]Conquanto
exista uma pluralidade de origens da maçonaria, especialmente através das
guildas (confrarias) dos pedreiros, a partir da Idade Média, em geral
reconhece-se que a "maçonaria antiga e aceita" - a forma especulaliva
(filosófica) ou simbólica - começou num pub em Londres, no ano de 1717. Quanto à
maçonaria logo se tornar o centro da intelectualidade liberal inglesa e
européia, veja Margaret C. Jacob, "Freemasonry and the Utopian Impulse", em
Millenarism and Messianism in English Literature and Thought 16501800.
Clark Library Leclures 1981-1982, ed. Richard H. Popkin (Leiden: E.
J. Brill, 1988) 126-148. Quanto
a ser uma irmandade exclusiva, o princípio universal (Landmark) n° 18 diz: "Uma
mulher, um aleijado ou um escravo não podem ingressar na Fraternidade", em
Consliluição, Regulamenlo Geral, Código Penal [ele.] (Rio de Janeiro: Grande
Loja do Estado do Rio de Janeiro, s. d.) 39.
[3]Alguns
afirmam que as ruas principais do centro de Washington, D.C., foram planejadas
com a forma dos símbolos maçônicos: o esquadro, o compasso, a régua e o
pentagrama. Cf J. Edward Decker, The Question of Freemasonry (Lafayette, LA:
Huntington House, 1992), c/ mapa, 31-37.
[4]Demott, Freemasonry in American Culture, 38. Os
maçons dos Estados Unidos gastam cerca de 2 milhões de dólares por dia em
atividades filantrópicas (1984). Os membros pagam mensalidades e tarifas pesadas
por cada grau.
[5]Na
bula In eminenti (1738), o Papa Clemente XII proibiu os católicos de se
afiliarem à maçonaria, um antagonismo que continua até hoje, tendo sido repetido
por no mínimo mais oito papas. Recentemeute, quando parecia que a Igreja estava
se tornando cada vez mais aberta para a maçonaria, a posição tradicional foi
reafirmada por João Paulo lI, em meio à descoberta da loja P-2 de Monte Cado, em
1981. Royal L. Peck, "The Pope Uses Masonic Scandal to Stiffen Traditional
Stance", Christianity Today 25:12 (26 de junho de 1981) 38-39. Veja
Boaventura Kloppenburg, A maçonaria no Brasil. Orientação para Os Católicos (Rio
de Janeiro: Vozes, 1956) 266-282; Josef Stimpfle, "Freimaurerei un" katholische
Kirche: nach Veroeffentlichungdes neuen Kirchenrechts", Communio 13 (março de
1984) 166-174; e J. A. F. Benimelli, G. Caprile e V. Alberton, Maçonaria e
Igreja Católica, trad. por V. Alberton (2a ed., São Paulo: Paulinas,
1983).
[6]Veja J. W. Acker, Strange Altars: A Scriptural Appraisal of the
Lodge (St. Loul9: Concordia, 1959) 31, 60. A
Igreja Ortodoxa Russa declara: "Todo cristão católico ortodOXI') [que adere à
maçonaria]... perde todos os direitos, honras e privilégios de sua membroHln e
de seu ofício na igreja". (60) A Ortodoxia Grega condenou a maçonaria em 1;9:U,
insistindo que é um sistema reminiscente das religiões ocultistas pagãs.
PoliticamOl1ll', II sociedade foi proibida na União Soviética, Polônia, Hungria,
Espanha, Portugal! ChlulI, Indonésia e na República Árabe Unida, cf Rissler,
"Freemasonry", 341. Hoje, o Irtl li fi ítnico lugar no mundo onde a maçonaria é
banida, segundo Venâncio Igrejas, O Gt'l\lIlh_ Comendador do Brasil, em
"Maçonaria não casa com ditadura", Ano Zero 2:18 (OU!, 111' 1992)
43.
[7]Citado em The Baptist Union of Scotland, Baptists and Freemasonry
(Baptist Church House, 1987; rep. Issaquah,
W A: Free the Masons, s. d.) 10.
[8]Grupo de trabalho estabelecido pelo Comitê Permanente do Sínodo
Geral da Igreja da Inglaterra, Freemasonry and Christianity: Are They
Compatible? (Londres: Church House, 1987) 40.
[9]Relatório do Comitê de Fé e Ordem da Igreja Metodista Britânica,
Freemasonry and Methodism, apresentado e adotado pela Assembléia Geral da Igreja
Metodista Britânica no dia 3 de julho de 1985, 21-22; citado por John Ankerberg
e John Weldon, The Secret Teachings of the Masonic Lodge: A Christian
Perspective (Chicago: Moody, 1990) 270. Historicamente, os Wesleys se
posicionaram contra a maçonaria.
[10]Baptists and Freemasonry, 7-8.
[11]A Igreja PresbiterianaOrtodoxa (1942), Comitê para Sociedades
Secretas, Christ or the Lodge? A Report on Masonry (Filadélfia: Great
Commission, 1942); a Igreja Batista Regular (1962), cf Robert T. Ketcham, The
Christian and the Lodge (Des Plaines, IL: Batista Regular, 1962); a Igreja
Luterana "Missouri Synod" (1964), cf L. James Rongstad, How to Respond to... the
Lodge (St. Louis: Concordia, 1977); a Igreja Cristã Reformada (1974) e a Igreja
Presbiteriana da América (PCA, 1987). A Igreja Presbiteriana da Escócia está
estudando o assunto (1992). Rissler, "Freemasonry", 341, inclui, também, os
quacres, os irmãos, os menonitas, os nazarenos e os adventistas como grupos que
proíbem seus membros de serem maçons - apesar de haver alguns casos no
Brasil.
[12]Robert C. Broderick, ed., The Catholic
Encyclopedia (ed. rev., Nashville: Thomas Nelson, 1987), "Masonry, also
Freemasonry", 375.
[13]"Manoel Gomes (33°), A Maçonaria l1a História do Brasil (2a ed.,
Rio de Janeiro: Aurora, c. 1976) 14. Também Ricardo M. Gonçalves, "A influência
da maçonaria nns independências latino-americanas", em A Revolução Francesa e
seu impacto na América Latina, org. Osvaldo Coggiola (São Paulo: Nova
Stella/EDUSP, 1990) 195-209.
[14]A franco-maçonaria (da França), marcada por hostilidades contra a
igreja o li aristocracia, e significativamente mais raciona lista e/ou
oculto-pagã em sua interpretação dll maçonaria, passou para a Itália, a Espanha
e a América Latina. A maçonaria inglesa continuava mais associada às igrejas
protestantes e à nobreza, disseminando-se mais para a Escandinávia e para a
América do Norte. Posteriormente, houve sínteses de idéias conjuntando o
conservadorismo político inglês e o misticismo
francês.
[15]Quatro meses depois, ao declarar a independência, D. Pedro I,
suspeitando haver um perigo político com a Maçonaria Vermelha, ordenou que as
lojas fossem fechadas. Há várias histórias brasileiras maçônicas, tanto a favor
quanto contra essa sociedade. Além do Gomes, Maçonaria na História do Brasil,
veja Nicola Aslan, História Geral da Maçonaria (Rio de Janeiro: Aurora, 1979);
A. Tenório Cava1cante,A Maçonaria e a Grandeza do Brasil (Rio de Janeiro:
Aurora, 1955); José Castellani,Os maçons que fizeram a história do Brasil (2ª
ed, São Paulo: Gazeta Maçônica, 1991); João Cesa, Maçonaria e Politica
(Fortaleza,Jurídica, 1956); e Kloppenburg, Maçonaria no Brasil,
13-30.
[16]Citando o resumo de Univaldo Corrêa, "Apresentação", em Gomes,
Maçonaria na História do Brasil, 7.
[17]Ibid., 143-148, onde são alistados mais de 40 freis, padres,
bispos e cônegos que eram maçons; Samuel Nogueira Filho, Maçonaria, religião e
simbolismo (São Paulo: Traço, 1984) 84-101, registra centenas de católicos
(principalmente brasileiros) como maçons, incluindo os papas Benedito XIV
(1742-1758) e Pio IX (que se tornou inimigo da Ordem), cardeais, arcebispos etc.
- tudo isso com uma documentação escassa e, em parte, refutado por Kloppenburg,
Maçonaria 110 Brasil, 264-266.
[l8]Veja David Gueiros Vieira, O Protestantismo, a Maçonaria e a
Questão Religiosa no Brasil (Brasília: Ed. da Univ. de Brasília, 1980), esp.
374-377 (com uma bibliografia extensiva); Lothar C. Hoch, ed., "Protestantismo,
Liberalismo e Maçonaria no Brasil no Século XIX", Estudos Teológicos 27:3 (1987)
195-279; Jean Pierre Bastian, ed., "Liberalismo, masoneria y protestantismo en
America Latina en el siglo XIX", Cristianismo y Sociedad 25:2 (1987) 9-108; e
Jorge Buarque Lyra (30°), A Maçonaria e o Cristianismo (3" ed., Rio de Janeiro:
Tupi, 1953) 290-292.
[19] A obra principal acerca dessa questão é o livro do Pr. Jorge
Buarque Lyra, Maçonaria e o Cristianismo - veja as cartas introdutórias do Pr.
Gnldino Moreirn, "Uma Obra Primorosa", 9-34, e do Pr. Arnald() Cristinnni.
"Terceiro Prefácio",53-64. Veja também Zilmar de Paula Barros, A Maçonaria e o
Livro Sagrado (2ª ed., Rio de Janeiro, Tupi, 1953)
290-292
[20]José Moita dos Reis Pessoa. As memórias [ou As Reminiscências] do
Pr. Motta: Autobiografia (São Paulo: do autor, 1991)
36-39.
[21]Paulo Florêncio e Silva, em seu livro Maçonaria: Contra ou a
favor? A Bíblia responde (Vitória, ES: do autor, c. 1987), documenta
experiências e opiniões de líderes batistas, presbiterianos e anglicanos (com
muitas abstenções) sobre a maçonaria, concluindo que "no pensamento batista
[CBB] há muita confusão, mas ainda predomina em maioriu incomparável o número
daqueles que julgam a maçonaria como religião e por isso mesmo como anátema"
(48); entre os Presbiterianos do Brasil e os anglicanos, "parece não existir
qualquer preocupação quanto ao ser ou não ser maçom" (50). Obras evangélicas
brasileiras contra a maçonaria incluem: Eduardo Carlos Pereira, A Maçonaria e a
Igreja Cristã (4" ed., São Paulo: Pendão Real, s. d.); Haroldo Reimer,
Maçonaria. A resposta de uma carta(Ourinhos. SP: Ed. Cristãs, s. d.); Natanael
Rinaldi, "Quem disse que um cristão pode ser' maçom?" (São Paulo: do autor e do
Instituto Cristão de Pesquisas, s. d.).
[22]Estatísticas sobre o número total de maçons no Brasil são
difíceis. Kloppenburg, Maçonaria no Brasil, 5, estimou em 1956 cerca de 150.000
membros, um número reafirmado por Alberton, em 1983 - Benimelli, Maçonaria e
Igreja Católica, 19.
[23]Marcus Achiles, o'A maçonaria no poder", Manchete 2:124 (19 de
dez. de 1992) 95; e "Presidente maçom", Ano Zero 2:18 (ou!. de 1992)
51.
[24]"Maçonaria
não casa com ditadura",Ano Zero 2:18 (ou!. de 1992) 45.
[25]Alphonse Cerza, Let There Be Light: A Study in
Anti-Masomy (Silver Springs, MD: Masonic Servic Assoc., 1983)
1.
[26] 0 termo landmark (marco) é usado pela literatura maçônica em
português.
[27]K1oppenburg,
Maçonaria no Brasil, 7, usa a Constituição do Grande Oriente do Brasil como uma
de suas fontes principais. Existem muitas obras detalhando os rituais e as
explicações normativas, tais como William Morgan, lllustrations of Masonry: By
One of the Fraternity Who Has Devoted Thirty Years to the Subject (1827; nova
ed., Chicago: Charles T, Power, 1886); esse autor foi seqüestrado e morto,
provavelmente por suas revelações. Vojll também Jonathan Blanchard, Scottish Rite Masonry lllustrated:
The Complete Ritual of the Ancient and Accepted Scottish Rite, Profusely
lllustrated by a SOl'ereign Grand CommmUhl1' (Chicago: Ezra A. Cook, 1915/1922),
2 vols.
[28]Ankerberg,
Secret Teachings, 16-17. Calculando mais de 100.000 obras de literatura
maçônica, ele documenta sua pesquisa com base em todas as lojas estaduais dos
Hslmlo. Unidos (que consistem em 213 da população maçônica mundial). Henry
Wilson Coil, (Coil's Masonic Encyclopedia (Richmond, V A: Macoy, 1961); Joseph
Fort Newton, The Builders: A Story and Study of Freemasonry (Richmond: Macoy,
1951); AJbert Gallatin Mackey, Mackey' Revised Encyclopedia of Freemasonry, ed.
Robert I. Cleggs, 3 vols. (Ia ed., 1878; 2a ed., 1898; ed. rcv. Richmond: Macoy,
1966). Outros livros de importância fundamental são: Malcolm C. Duncan, Duncans
Masonic Ritual and Monitor (Chicago: Charles T. Power, 1974); AJbert Pike,
MoraIs and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry (1"
ed., 1871; Charleston, NC: Supreme Council of the Thirty-Third Degree, 1950);
Robert Macoy, A Dictionmy of Freemasomy: A Compendium of Masonic History,
Symbolism, Rituals, Literature, and Myth (nova ed., Nova lorque: Bell, 1989); e
Alec Mellor, Dicionnaire de Ia Franc-Maçonnerie et des Francs-Maçons (Paris:
Pierre Belfond, 1971).
[29] Além dos livros já mencionados, veja as diversas obras de Jorge
Adoum detalhando os graus da Ordem Maçônica Escocesa, publicadas pela Editora
Pensamento (São Paulo); Nicola Aslan (33°), Factos da Maçonaria Brasileira (Rio
de Janeiro: Aurora, s. d.); Aslan, Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria
e Simbologia, 4 vols. (São Cristóvão, RJ: Aurora, 1974,1976); Joaquim Gervásio
de Figueiredo (33°), Dicionário de Maçonaria (São Paulo: Pensamento, 1989), da
Biblioteca Maçônica; Rizzardo da Camino (33°), Dicionário Maçônico (Rio de
Janeiro: Aurora, 1990); Rizzardo, introdução à Maçonaria, 3 vols. (Rio de
Janeiro: Aurora, s. d.); etc. O fato de que, na década de 50, Kloppenburg, em A
Maçonaria no Brasil, 7-9, conseguiu mais de 30 dentre as principais obras da
maçonaria demonstra que os ensinos dessa sociedade encontram-se acessíveis para
quem quiser. O presente autor reuniu cerca de 150 obras sobre a
maçonaria.
[30] Veja Jack Harris, ex-Venerável Mestre,
Freemasomy: The invisible Cult in Our Midst (Towson, MD: do autor, 1983);
William Schnoebelen (ex-32°), Masonry: Beyond the Light (Chino, CA: Chick,
1991); James D. Shaw, (ex-33°), e Tom C. McKenney, The Deadly Deceplion
(Lafayette, LA: Huntington House, 1988); "Freemasonry: From Darkness to Light?"
documentário em video (Estados Unidos: Jeremiah Films,
1991).
[31]"Maçonaria", em Ano Zero, 43. Ele continua: "... a Maçonaria
nunca foi contra a Igreja, tendo em seu seio muitos irmãos católicos, inclusive
eu".
[32]Aslan, Grande Dicionário, "Religião da Maçonaria",
4:951.
[33]William Alston, "Religion", Encyclopedia of
Philosophy, ed. Paul Edwards (Nova Iorque: Collier/Macmillan, 1972), em
Ankerberg, Secret Teachings, 37-38, 286.
[34]Ankerberg, Secret Teachings,
37-38.
[35]Mackey's Revised Encyclopedia, 2:847. Em
"Creed, A Mason's, Mackey (2" ed.), 192, destaca três artigos do credo maçonico:
a fé em Deus Criador; a vida eterna, da qual esta existência é somente
preparatória; e a ressurreição.
[36]Rizzardo da Camino, Dicionário Maçônico,
"Religião",514.
[37]Gervásio de Figueiredo, Dicionário, "Maçonaria",231, citando W.
L. Wilmshurst, The Meaning of Masonry (Nova Iorque: BelI, 1980)
21.
[38]Nogueira Filho, Maçonaria, Religião e Simbolismo, 27: "Tanto a
Maçonaria como a Religião são constituídas de duas partes, uma esotérica e outra
exotérica, ou melhor, uma Iniciática, ou secreta, e outra profana, pública ou
externa. Não se admirem, mas, Ineialmente, Maçonaria e Religião eram uma e a
mesma coisa".
[39]Macoy, Dictionary of Freemasonry, 324: "As idéias de Deus,
retribuição, uma vida futura - estes grandes fatos da religião - não são
propriedade de qualquer seita ou partido: constituem o fundamento de todos os
credos. A religião, já dissemos, é eterno e imutável". Veja Kloppenburg,
Maçonaria no Brasil, 153-197, cap. 7, "Os Princípios do Liberalismo Religioso na
Maçonaria Brasileira".
[40]Winston W. Watts (32°), "Seek, and ye shall find", Neli' Age
Magazine 85:9 (set. De
1977) 53-54. Todas as seitas e religiões sub-cristãs fazem o
mesmo.
[41]Nogueira Filho, Maçonaria, Religião e Simbolismo, 32; Mackey (2a
ed.) 114.
[42]Coil's Masonic Encyclopedia, 520. Veja Mackey (2a ed.) 114; e R.
Swinburne Clymer, Antiga Maçonaria Mistica Oriental. Ensinos, Regras, Leis e
Atuais Costumes da Ordem (São Paulo: Pensamento, 1988)
98-99.
[43]Paula Barros, Livro Sagrado, 109. Ênfase do autor. O livro mais
famoso de Barros, membro emérito do Supremo Conselho, é Painéis (Rio de Janeiro:
Casa Publicadora Batista [JUERP], 1954).
[44]Martin L. Wagner, Freemasonry: An interpretation
(s. ed, s. d.), citado em Ankerberg, Secret Teachings, 97,
294.
[45] Nicola Aslan, Comentários ao Ritual do Aprendiz-Maçam,
Vade-Mécwn Iniciático (Rio de Janeiro: Ed. Maçônica, 1990) 27; e Paula Barros,
Livro Sagrado, 92-94.
[46] Alguns cabalistas rejeitam as formas maçônicas e
"cristianizadas" da arte mística. Cf Scholem, Kabbalah (2a ed., Nova Iorque:
MeridianlPenguin, 1978), 197-200; e Erich Bischoff, A Cabala: Uma Introdução ao
Misticismo Judaico e Sua Doutrina Secreta, trad. por Alvaro Cabral (Rio de
Janeiro: Campos, 1992).
[47] Constituição, Regulamento Geral,
39.
[48]Desagulliers, admite-se hoje, provavelmente foi o idealizador por
trás do autor Anderson. Desagulliers não era ativo como pastor. Depois de uma
vida de erudição e popularidade, ele morreu insano. Há histórias contraditórias
quanto a Anderson ter se tornado, ou não, deísta e
unitariano.
[49] Veja E. A. Cail, The Relalionship of lhe Liberal Churches and
the Fraternal Orders (Filadélfia: David McKay. 1925).
[50] Gervásio de Figueiredo, Dicionário, "Religião", 388; veja
"Deus", 125-126, onde ele concorda com Pitágoras e Cícero que "Deus é a alma de
todos os corpos e o espírito do Universo". Também Aslan, Grande Dicionário,
1:322.
[51]Mackey (2ª ed.), 315.
[52] Aslan, Ritual do Aprendiz-Maçom, 219.
[53]"Coils Masonic Encyclopedia,
516.
[54]"Schnoebelen, Beyond lhe Lighl, 53-59. Veja
Stephen Knight, The Brolherhood: The Explosive Exposé of the Secret World of the
Freemasons (Londres: GrenadalPanther, 1983), 243; Acker, Slrange Altars, 32;
Ankerberg, Secrel Teachings, 119-125; e Êx 20.7; Gn 41.45, 50, 1Rs
16.32ss.
[55]Gervásio de Figueiredo, em Dicionário, "Abbadon", 14, e
"Appolyon", 46, mostra-se claro (1) em sua dt:finição dos nomes e (2) ao afirmar
que estas palavras são sagradas nos ritos 17º o 46° (Rito de Mênfis) maçônicos.
Schnoebelen, Beyond lhe Light, 59-62.
[56]Jorge Adoum, Do Mestre Secreto [4° grau] e Seus Mistérios (São
Paulo: Pensamento, 1973) 44-51, 68-79. Seu tratado sobre a Trindade como sendo
um símbolo da energia psicossomática trina conclui assim: "A palavra sagrada AUM
[Om] dos orientais tem as iniciais sagradas da Trindade. A palavra AMÉM dos
ocidentais encerra a mesma Trindade". Uma perspectiva evidentemente gnóstica da
Trindade é encontrada no ritual oficial do 32° Grau "The Royal Secrct", Readings
XXXII, (Rito Escocês, s. d.), 117-138.
[57]Pike, Morais and Dogma, 206-209, 224-229, 552s., 574: "Eis A
VERDADE.IRA TRINDADE MAÇÔNICA; a ALMA UNIVERSAL; o PENSAMENTO na Alma, a
PALAVRA, ou Pensamento expresso; os TRÊS EM UM, de um Ecossais Trinitário" (575;
ênfases do autor).
[58]Morey, Origins and Teaching,
114-116.
[59] Mackey (2a ed.), 186-187, 271; Alva J. McClain,
Freemasonry and Christianity (Winonn Lake, IN: BMH Books, 1969)
22-23.
[60] Mackey (2a ed.) 143. Itálico meu. No Brasil, esses calendários,
inclusive os dos ritos nacionais, são explicados em Aslan, Grande Dicionário,
1:195-197.
[61] Rizzardo da Camino, Dicionário Maçônico, "Cristo", 179; cf
Adoum, Do Mestre Segredo, 44-51.
[62] Pike, Morais and Dogma, 525. Não surpreende que Pike interprete
a morte de Jesus como um martírio para o evangelho de amor (310), e que, das 9
vezes em que menciona Jesus (Zoroastro, 26 vezes), quase todas são
interpretações gnósticas e pagãs, sem nenhuma verdade bíblica sobre o Redentor.
Veja também Clymer, Antiga Maçonaria Mística Oriental, 94-95; e Henry Clausen
(33°), Practice and Procedure for the Scottish Rite (Washington D.C. : The
Supreme Council, 33° Grau, 1981) 75-77; etc.
[63] Shaw, Deadly Deception, 105-108; cf. Paula
Barros, Livro Sagrado, 86.
[64] Shaw, Deadly Deception,
106-108.
[65] Os rituais da Loja Azul são divulgados e explicados em várias
obras: Aslan, Ritual do Aprendiz-Maçom, 1-348, cf. 66-69; Harris, Freemasonry,
31-55. Enquanto as palavras do primeiro grau variam um pouco, a venda sobre os
olhos do candidato e a interpretação do rito são essencialmente
iguais.
[66] Aslan, Ritual do Aprendiz-Maçom, 164. Rizzardo da Camino,
Dicionário Maçônico, "Pedra Cúbica Piramidal", 470, diz: "O Cubo desdobrando-se
espontaneamente, simbolizando a crucifixão de todos os seus aspectos
negativos".
[67] Paula Barros, Livro Sagrado, 106.
[68] Veja Ankcrberg, Secret Teachings,
139-154.
[69] J. S. M. Ward, Freemasonry: Its Aims and
Ideais, 187, citado em Christ or the Lodge,18.
[70] Aslan, Grande Dicionário, "Regeneração", 4:944, citando
diretamente, aprovação, Mackey (2" ed.), "Regeneration",
637.
[71] Rizzardo da Camino, Dicionário Maçônico, "Regeneração",
512.
[72] Pike, MoraIs and Dogma, 853-854 (itálicos
meus).
[73] Gervásio de Figueiredo, Dicionário, "Deus",
124.
[74] E. A. Coil, Relationship of the Liberal Churches and the
Fraternal Orders, 10-11. Como
pastor unitariano, ele defende que o antigo liberalismo (séc. XIX) e a maçonaria propõem o mesmo. Veja Baptists and Freemasonry, 6;
Ankerberg, Secret Teachings, 133-152; Christ or the Lodge?, 16-20; Ketcham,
Chrislian and lhe Lodge, 5-12; McClain, Freemasonry and Christianity, 27-29;
Rongstad, How to Respond, 16-19; e Schnoebelen, Beyond lhe Light,
75-88.
[75] Constituição, Regulamento Geral,
39.
[76] Veja John H. Hessey, Bruce H. McDonald e William F. Peltz,
Masonic Burial Service. Masonic Memorial Service (Baltimore, MD: Harry S. Scott,
1960); Pike, MoraIs and Dogma, 855; Harris, Freemasonry, 134-136; Rongstad,
Christ or The Lodge, 17-19. Usurpando
textos bíblicos, freqüentemente cita-se Apocalipse 3.5: "O vencedor será assim
vestido de vestiduras brancas..." em Paula Barros, Livro Sagrado,
67.
[77] Shaw, Deadly Deceplion, 114, afirma que as cerimônicas fúnebres
são essencialmente iguais às da ciência cristã.
[78] Veja Ankerberg, Secrel Teachings,
153-160.
[79] Mackey (2ª ed.), "Proselytism", 613, cf 162-163; e Rizzardo da
Camino, Dicionário Maçônico, "Proselitismo", 490-491: "Somente os predestinados"
entram e permanecem na Ordem.
[80] Florêncio e Silva, Maçonaria: Contra ou a favor?,
48.
[81] Veja as notas de rodapé 19 e 20; Mackey (2 "ed.), 162.163; e
Gervásio de Figueiredo Dicionário, onde, entre as 20 formas de maçonaria, ele
define a maçonaria evangélica assim: É a que tem por escopo propagar o Evangelho
cristão por meio de simbologia maçônica ou inversamente, as verdades maçônicas
revestidas de alegorias evangélicas (233).
[82] Ankerberg, Secret Teachings, 215.
[83] Knight, The Brotherhood, 243, a melhor pesquisa secular sobre a
maçonaria,
[84] Ritual e Instruções do Aprendiz-Maçom do Rito Escocês Antigo
e Aceito (São Paulo: Grande Oriente de São Paulo, abril de 1984)
99.
[85] Shaw, Deadly Deception,
104.
[86] William J. Whalen, Handbook of Secret Organizations (Milwaukee:
Bruce, 1966) 2. Até
cerca de 1900, a igreja mórmon utilizou vários ritos da maçonaria, assim como
ainda hoje o fazem determinadas seitas satânicas. Veja o documentá rio em vídeo
intitulado "Freemasonry: From Oarkness to Light?", op. cit.; e David John
Buerger, "The Development of the Mormon Temple Endowment Ceremony", Dialogue: A
Journal of Mormon Thought 20 (dez. dc 1987) 33-76, que documenta a participação
de Joseph e Hyrum Smith na maçonaria. Young declarou: "Nós temos a verdadeira
maçonaria" (46).
[87] Wagner, Freemasonry: An Interpretation, 142-143, citado em
Ankerberg, Secret Teaching,258-259. Veja também Manly P. Hall (33°), The Lost
Keys of Freemasonry or' The Secret of Hiram Abiff (Richmond, VA: Macoy, 1976)
69; e Pike, Morals and Dogma, 819: "…[o iniciado] é deliberadamente enganado por
interpretaçôes falsas. A
intenção não e que ele as entenda, mas sim que pense que as
compreende".
[88]Sobre
a perversão da democracia e da justiça pela maçonaria, veja Kloppenburg, A
Maçonaria no Brasil, 242-251; Nesta H. Webster, Secret Societies and Subversive
Movements, (ed. orig. 1924; nova ed. s. loc., Christian Book Club of America, s. d.): e
Paul Goodman, Towards a Christian Republic: Antimasonry and the Great Transition
in New Egland, 1826-1836 (Oxford: Univ. of Oxford,
1988).
[89] Morey, Origens and Teaching, 74. Morey ignora em grande parte a
maçonaria francês e o cabalismo, que certamente influenciaram o pensamento desde
o começo da maçonaria especulativa.
[90] lbid., 75-77; "... mais de 3.000 diferentes graus maçônicos e
800 símbolos maçônicos foram introduzidos em algum
momento"(76).
[91] Pike, Morals and Dogma, 102, 321, 324, 859;
Hall, Lost Keys of Masonry, 48.
[92] Pike, Morals and Dogma, 626, 745,
859.
[93] H. V. B. Voorhis, Facts for Freemasons: A
Storehouse of Masonic Knowledge in Question and Answer Form (ed. rev., Richmond:
Macoy, 1971) 6,227, citado em Ankerberg, Secret Teachings,
227.
[94] Henry C. Clausen, Clausen's Commentaries on Morals and Dogma
(Charleston, SC: Conselho Supremo, 33° Grau, Jurisdição Meridional, 1976)
157-158, 172ss.
[95] Além dos dicionários, veja: H. P. Blavatsky, As Origens do
Ritual na Igreja e na Maçonaria, trad. por Dulce do Amaral (São Paulo:
Pensamento, 1991); Mario Leal Bacelar (33°), Espiritualização da Maçonaria (2a
ed., Rio de Janeiro: Mandarino, s. d.), na Coleção Maçonaria Universal; R. A.
Gilbert, ed., Maçonaria e Magia, trad. por Joaquim Palácios (São Paulo:
Pensamento, 1990); Isabel Cooper-Oakley, Maçonaria e Misticismo Medieval, trad.
por Y. S. Toledo (São Paulo: Pensamento, 1988); C. W. Leadbeater A vida oculta
na maçonaria, trad. por J. Gervásio de Figueiredo (São Paulo: Pensamento, 1988),
Clymer, Antiga Maçonaria mística oriental; Nogueira Filho, Maçonaria, Religião e
Simbolismo. Paula Barros, Maçonaria e o Livro Sagrado;
etc.
[96]Decker, Question of Freemasonry, 13-37, apesar de ser
sensacionalista em sua apresentação, detalha os significados pagãos de diversos
símbolos maçônicos.
[97] Baptists and Freemasonry, 7; Ankerberg, Secret
Teachings, 224-230.
[98] Ankerberg, Secrel Teachings,
224-230.
[99] Knight, The Brotherhood,
244.
[100] Ibid., 242.
[101] Rosemary EIIen Guiley, Harpers Encyclopedia of
Mystical and Paranormal Experience (São Francisco: Harper/CoIlins, 1991),
"Freemasonry", 219.
[102] Uma das ironias mais lastimáveis é que os mesmos líderes
denominacionais que recusam fraternidade e cooperação com outros irmãos
evangélicos em Cristo vão à loja maçônica e confraternizam com não-cristãos de
todos os tipos. Kloppenburg,A Maçonaria no Brasil, 259s., tem toda razão ao se
arrepiar com as histórias sobre os elos entre evangélicos e a loja contra o
inimigo católico.
[103] McClain, Freemasonry and Christianity, 32.