O fazendeiro e seus cachorros

 

        Um fazendeiro ficou aprisionado em sua fazenda por causa de um rigoroso inverno. Sem poder sair para comprar alimentos, ele resolveu comer os seus animais de estimação. Primeiro comeu as ovelhas. E como o inverno prosseguisse, ele comeu as cabras. Finalmente, como o mau tempo prosseguia,  indefinidamente, ele resolveu comer os bois que lhe puxavam o arado.

        Seus cães observaram o sumiço dos companheiros e um deles falou: “Se esse fazendeiro ficou tão desesperado a ponto de comer até os bois, dos quais ele tanto precisava para arar o campo, como podemos esperar que ele venha a poupar-nos?” E deram o fora!

Moral da história:   Devemos ficar preocupados com as pessoas que só pensam no próprio bem estar.

        

Devemos ficar ainda mais alerta contra os pastores malaquianos, que ficam exigindo dízimos e ofertas, ameaçando os crentes com maldições, se não contribuírem. Eles usam o livro de Malaquias, um profeta do Velho Testamento, pregando uma Lei do Velho Testamento, como se a Igreja fosse uma sucursal de Israel. Eles fazem isso para coagir os mal versados na Bíblia a agirem conforme suas exigências.

Crente que entrega dízimos e ofertas com medo de ser amaldiçoado, pensando que Deus vai abençoá-lo com prosperidade, porque ele depositou dinheiro no gazofilácio, é um crente analfabeto na Bíblia. Este deveria ler as Cartas de Paulo, em vez de ficar confiando na conversa fiada dos pastores ambiciosos, os quais enriquecem à custa da preguiça mental dos membros de suas igrejas.

Sempre fui abençoada, no tempo em que entregava o dízimo, pois fazia isso com o objetivo de ajudar nas despesas da Igreja e no sustento do pastor. Nunca o fiz com medo de maldição.  Até que um dia, comecei a estudar o assunto e vi que jamais deveria contribuir conforme uma porcentagem, mas dar conforme as minhas posses e o meu desejo de contribuir. A partir desse tempo, Deus tem me abençoado mais ainda.

Pastor que se preza lê as cartas de Paulo e prega sobre a sua teologia, que é a nossa teologia, pois o Senhor entregou os gentios a este Seu grande apóstolo. Quando um pastor fica pregando excessivamente sobre o Velho Testamento, ele demonstra ser mal intencionado (ou fraco no preparo bíblico), pois o próprio Senhor nos avisou que “A Lei e os profetas duraram até João” (Lucas 16:16). Portanto, a igreja precisa ler as Cartas de Paulo e também os evangelhos, para se orientar, discernindo  entre o que foi escrito para os cristãos gentios e o que foi destinado somente aos judeus.

Quando Jesus falou favoravelmente sobre o dízimo, em Mateus 23:23, Ele estava se dirigindo aos fariseus, portanto não falou para nós, a Igreja. Quando lemos a condenação das pessoas em Mateus 25:31 em diante, devemos concluir que as nações sob julgamento são as que terão vivido na Grande Tribulação e não a Igreja, pois esta já terá sido arrebatada e julgada no Tribunal de Cristo, não para condenação, pois foi salva pela fé e não por obras, conforme se observa na passagem supra citada.

Ser cristão no contexto legítimo é crer em Jesus Cristo, viver longe das sujeiras do mundo e ser honesto em tudo, desde a maneira de falar até o pagamento dos impostos ao governo. Cristão que anda com a Bíblia debaixo do braço, mas dá cheque sem fundo, faz dívidas impagáveis (Ler Romanos 13:8) e até dá cheque pré-datado, a fim de agradar o pastor, é um IDIOTA. Paulo nos ensina a cuidar antes da família, conforme 1 Timóteo  5:8: “... Se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel”.

            Pai (ou mãe) de família que fica adulando o pastor com dízimos e ofertas, mas deixa faltar o essencial em casa, economizando na carne e no leite dos filhos, é um inimigo de Cristo e de Sua Palavra (pela qual seremos julgados, conforme João 12:48), pois esta nos ensina a amar e cuidar da família, dando sempre o melhor exemplo. Pai ou mãe inadimplente só pode gerar filhos moralmente subnutridos.

Devemos entesourar para os nossos filhos, conforme Paulo nos ensina na 2 Coríntios 12:14: “porque não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais para os filhos”, não somente com bons exemplos e educação, mas também (se possível) com alguma garantia material, para que eles tenham pelo menos um motivo de consolação, quando formos para o céu... Entesourar para o pastor, nada disso! Ele que viva segundo os honorários normais e não à custa do leite das crianças pobres! Que não falem como o pastor de uma certa igreja malaquiana, o qual, ao saber que alguns membros moravam numa favela e deixavam de comprar o essencial, para entregar o dízimo, falou: “Não tenho nada a ver com a maneira como eles vivem, contanto que eu viva bem!”.

Por causa de homens ambiciosos como este é que muitos crentes dão o fora da igreja e, sem ter o hábito de ler a Bíblia, naufragam na fé. Como os animais desta fábula de Esopo, eles acabam sendo “devorados pelos seus próprios donos”.

 

Mary Schultze, 21/03/2008

www.cpr.org.br/Mary.htm

 

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. (1 João 1:9)
...o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. (1 João 1:7)