A Festa de San Genaro
A 77a. Festa de San Genaro, que aconteceu em Nova York, nos dias 16-26/09/2004, é um dos mais retumbantes festivais católicos, perdurando por onze dias, agora também na metrópole mais importante do planeta. Ela acontece, anualmente, nos USA, desde 1996, sendo organizada pelos “Filhos de San Genaro Inc.”, como uma festa sem visão de lucros. Levando mais de um milhão de devotos às ruas, na Pequena Itália (novaiorquina), em honra ao patrono da cidade de Nápoles, esse tipo de festival apresenta procissões, divertimentos, balcões de comida, gincanas, além da missa de gala celebrada no dia 19, seguida de uma enorme procissão de velas, conduzindo a estátua do “santo” até a Igreja do Preciosíssimo Sangue, que em Nova York está localizada na Rua Mulberry.
Diz o presidente da ordem dos Filhos de San Genaro Inc. - Frank Machiarola - que “essa festa leva ao mundo a pequena Itália...”, acrescentando que ela promove um tempo de reconciliação entre os católicos e os de outras crenças. Como vemos, os católicos sempre se divertem nas festas de sua igreja, pois enquanto bebem e jogam, não têm tempo de raciocinar sobre os embustes da “Sant Madre”. Com boa comida, muito divertimento e excitação, a Festa de San Genaro celebrada em Nova York mostra que na mente dos americanos esse blefe do Vaticano cresce cada dia mais em valor, como um dos elos da “operação do erro”, que está enroscando a humanidade inteira para a aceitação de uma religião e de um governo global. Mas o que é realmente o sangue de San Genaro? Vamos explicar:
Três vezes ao ano, o sangue de San Genaro, padroeiro de Nápoles (morto em 305 da Era Cristã), de repente começa a borbulhar, espumar e se transforma num líquido vermelho e brilhante. Sempre que o milagre acontece, o Arcebispo de Nápoles mostra um gel vermelho escuro trancado num relicário de vidro, o qual antes foi exposto à caveira do santo. Realmente, o sangue só fica líquido depois que o Arcebispo o agita levemente. A “santa madre” proíbe terminantemente que o sangue seja examinado por cientistas, afirmando que seria um sacrilégio.
A verdade é que se alguém misturar cal e corante (no caso a tetra-bromo-fluoresceína, ou eosina), a um composto de cloreto de ferro, que é facilmente encontrado no Vulcão Vesúvio, que dista apenas 8 Km da cidade, consegue uma substância gelatinosa quando em repouso e líquida quando agitada. O mais notável é que os 20 santos que sangram para impressionar os fiéis católicos estão todos nos altares das imediações do Vesúvio!!!
(Certa vez meu marido - um Químico alemão - resolveu criar algo semelhante ao sangue do “santo”, em nosso laboratório. Misturou uma solução de cal a uma porção de eosina e gelatina e me disse: “Eis aqui o sangue de San Genaro para ser adorado pelos católicos!”. Nunca esqueci esse teste, pois eu ainda era católica e acreditava em todas as lorotas da igreja do papa.
Agora uma sugestão para o Prefeito de qualquer cidade brasileira: Se quiser aumentar escandalosamente o turismo, é só combinar com alguma autoridade eclesiástica e fazer um milagre. Podemos até dar a fórmula para tal procedimento.
1. Fotocópia - Pegar a imagem da padroeira ou de outro santo qualquer e colocar sobre a transparência.
2. Medida - A transparência deve ter a medida exata do tamanho da Polaroid (cerca de 8 X 8 cm) .
3. Colocação - Colocar a transparência sobre o lado aberto do cartucho do filme, usando pequenas peças de fita adesiva para colar nos cantos. É imprescindível que a transparência não toque na película.
4. Apontar a câmera para o céu azul, as nuvens, o sol, para onde for conveniente na fabricação do milagre.
5. Foto - Fazer a foto.
Mandar a foto para o “Fantástico” e aguardar a explosão de turistas entrando pela cidade. Combinar com o “autor do milagre” para organizar uma boa quermesse, com muitos “santinhos”, medalhas, cordões de prata, terços, pôsteres e outros itens para os peregrinos. Garanto que o dinheiro entrará com mais impetuosidade do que a maior enchente que já tenha feito transbordar os rios e riachos da cidade. Foi assim que muitas cidades católicas romanas nasceram, cresceram e hoje são verdadeiras metrópoles. Exemplo, Aparecida do Norte, com a sua padroeira de terracota.
Mary schultze, outubro 2004