Fofocas de Maio 2004
1. Falência da Saúde
A falência da saúde em nosso planeta é uma triste realidade, pois a população cresceu tanto, passando dos seis bilhões de almas, que os serviços de saúde não acompanharam esse crescimento e estão falhando de maneira assustadora. Aqui no Brasil, quem não paga um bom plano de saúde (se é que existem bons planos de saúde), pode morrer de maus tratos nos hospitais que atendem pelos SUS.
Noto que os profissionais brasileiros, mesmo não dispondo dos mesmos recursos dos europeus e americanos do Norte, ainda são os melhores, pois realizam a profissão com amor e dedicação, muitos deles até sacrificando-se, a fim de cumprir o seu juramento de salvar vidas humanas. Infelizmente, porém, nos hospitais e centros de saúde acontecem coisas de arrepiar e vou narrar apenas uma, para ilustrar essa declaração.
Ontem fui levar uma jovem de 27 anos (casada e mãe de dois filhos) a um hospital da cidade para fazer uma biópsia, visto como tem uma ferida no útero e o seu ginecologista exigiu esse tipo de exame. A moça estava tranqüila, até que entramos no “cubículo” onde seria efetuada a tal biópsia e notamos uma porção de coisas erradas, ali dentro.
1. Não havia um guarda-pó para a moça vestir e ela teve de se deitar quase desnuda (com o frio que está fazendo agora), sobre aquela mesa cirúrgica, a qual, por sua vez, era apenas revestida de plástico, apresentando pequenas poças de um líquido marrom, provavelmente escorrido da “vítima” anterior, o qual se constituiria em fácil veículo de contaminação.
2. A médica, muito antipática, atendeu a moça com a mesma roupa com que chegara da rua, sem usar um simples guarda-pó, e quando fiz uma observação a respeito, ela respondeu de modo agressivo e, ao que me parece, vingou-se na “vítima”, tratando-a de maneira rude, ao mesmo tempo em que a chamava de “querida”.
3. Notei que essa médica é devota daquele ídolo de terracota negra, encontrado no Rio Paraíba, no século 19, o qual foi elevado a “padroeira do Brasil”, e fiquei me lembrando das passagens bíblicas que afirmam que “o idólatra que se curva diante de uma imagem de fundição acaba se tornando igual à mesma, isto é, insensível”. Imagino que seja o caso dessa médica, pela maneira como tratou a jovem que acompanhei ontem àquele hospital.
Doutora, conforme prometi a mim mesma, durante o exame, estou denunciando a maneira quase cruel com que aquela jovem foi atendida e, da próxima vez, publicarei o seu nome completo, a fim de que você receba uma boa reprimenda dos diretores desse hospital tão mal aparelhado, e melhore o seu desempenho. Entrementes, devo ressaltar que o hospital merece uma profissional de má vontade como você, pois, se não lhe deu um simples guarda-pó para usar sobre aquela calça branca e blusa preta de bolinhas brancas, as quais deveriam ser lavadas, logo que você chegasse em casa, é porque está à beira da falência, do mesmo modo como falida profissionalmente deve estar a direção desse hospital.
2. A vizinha
Em abril do ano passado, mudou-se para o apartamento em frente ao meu uma obesa senhora de quase 60 anos, que sofre de diabetes, osteoporose, pressão alta, taquicardia e outros males comuns às pessoas gulosas, quando passam da meia idade.
Antes dela comprar o imóvel, aconselhei-a a não fazê-lo, por causa dos seus problemas de saúde, mas ela disse que “queria ser minha vizinha”. Gastou 25 mil Reais na reforma do apartamento, que ficou um brinco! Poucos dias antes dela se mudar, ofereci um almoço ao Pr. André (o cantador de Belo Horizonte) e a outro pastor amigo. Cometi o “crime” de não convidar a futura vizinha para esse almoço, o que lhe deu motivo de passar a me odiar e hostilizar de maneira contundente, a partir dessa data. Primeiro me disse uma porção de desaforos, quando liguei para lhe dar um recado, e desligou o telefone em minha cara. Não levei a sério, mas depois que ela se mudou a coisa piorou assustadoramente.
Deixou de me cumprimentar e, sempre que cruzava comigo na escada, torcia o rosto e o mesmo fazia o seu filho, um tipo baixinho e obeso de 38 anos, completamente dominado pela “mamãe”. Comecei a orar, de manhã e de noite, por essa dupla de vizinhos esquisitos, mais ou menos assim: “Senhor, abençoa a fulana e o filho dela. Faze com que se cansem de subir as escadas do prédio e logo consigam vender esse apartamento, comprar outro em local que lhes seja mais agradável e onde sejam muito felizes... em o Nome de Jesus, Amém”.
Ontem, menos de um ano após a mudança, depois de ter feito a mesma oração, logo cedo, saí para jogar fora o lixo, quando notei que os vizinhos desafetos estavam se mudando. Não sei para onde se mudaram e nem me interessa saber. Só desejo que sejam muito felizes e não me torçam mais a cara, pois estou inocente diante de Deus e dos homens...
Louvei e glorifiquei ao Senhor, pois Ele é tão Maravilhoso que sempre atende nove entre dez petições que eu faço, muitas vezes me dando até mais do que eu peço ou imagino, segundo o seu poder que em mim opera. Por isso, dentre os meus versos favoritos estão: Efésios 3:20-21 (ACF), que dizem: “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém.”
Mary Schultze, maio 2004