QUEBRA DE MALDIÇÃO

          Recentemente, tive a oportunidade de observar e participar de dois congressos sobre cura da igreja, traumas e pecados individuais, através da quebra de maldições hereditárias. Esses dois eventos foram realizados por ministérios distintos.

          Interessante notar que, apesar de serem diferentes, em muitas coisas eles se assemelham e em determinados momentos se confundem. Ambos usam passagens bíblicas básicas, tais como: Deut. 28:15-68, onde são narradas as maldições que Deus impôs ao povo de Israel, caso ele não desse ouvidos às suas palavras, e Êxodo 20:5, que mostra a maldição de Deus até a terceira e quarta gerações daqueles que aborrecem ao Senhor. Por outro lado não dão ênfase alguma a Ex. 20:6 onde Deus abençoa até mil gerações dos que O amam.

      A linha de pensamento desses e outros ministérios é que, mesmo a graça de Jesus alcançando o indivíduo através da sua conversão, ele precisa passar por uma libertação especial confessando pecados e renunciando práticas e ligações com seitas e entidades malignas, suas e de seus antepassados, até a décima ou vigésima segunda geração. Através de alguns processos rituais a pessoa expele algumas vezes os demônios de sua vida através de arrotos, gases, bocejos, e outras manifestações físicas.

      Entre diversos problemas estão as práticas utilizadas para se conseguir a libertação, tais como: oração da grande renúncia, regressão ao útero materno, chegando a visualizar o momento do seu parto e, dentro dessa visualização, a pessoa deve ver Jesus lhe amparando.

      Esses tipos de práticas estão sendo utilizadas há milhares de anos nos rituais xamanistas, dentro da feitiçaria e do karcedismo, e, ultimamente, estão sendo usadas por grupos evangélicos para a “completa libertação” da pessoa, enfraquecendo, assim, a obra redentora de Jesus Cristo.

por Alexandre Lopes - diretor do Acampamento Jesus Vive (Teresópolis-RJ)

Centro de Pesquisas Religiosas (dez/1998)

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