NÃO PODEIS PARTICIPAR DA MESA DO SENHOR E DA MESA DOS DEMÔNIOS!

Vou começar o presente artigo citando um poema escrito na Alemanha nazista, quando a maioria absoluta do povo alemão estava mergulhada no engano, e por este motivo, as maiores atrocidades da história foram cometidas em nome do “bem”. Martin Niemöller, em 1938:

“Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram. Já não havia mais ninguém para reclamar.” 

Diante de tantos desvios doutrinários que tem encontrado abrigo no meio da igreja do Senhor Jesus Cristo, percebemos uma das sutilezas do maligno, quando tenta enganar pastores e homens de Deus, dizendo a eles que a maçonaria é algo inofensivo e que um cristão, nascido de novo pode sentar-se numa loja e adorar ao lado de budistas, kardecistas, maometanos e orar ao Grande Arquiteto do Universo.

Dentre as denominações evangélicas brasileiras, encontra-se a Igreja do Evangelho Quadrangular (enquadrada na categoria de Igrejas Pentecostais da Segunda Leva) e, como na maioria das outras denominações, as portas foram escancaradas para esta aberração do inferno, chamada “Associação dos Pedreiros Livres”, ou ainda: Maçonaria.

No ano de 1999, a porta da Igreja Quadrangular foi aberta para esta heresia, quando houve a reforma do Estatuto e conseqüente retirada do artigo que versava sobre a proibição aos pastores Quadrangulares de serem membros de Sociedades Secretas.  Uma comissão de “notáveis” (ou seriam muitos deles “veneráveis”?), ficou encarregada de inserir este veneno do inferno nos Estatuto da IEQ. Sob a alegação de que a Quadrangular teria uma dívida impagável com a maçonaria, os ditos notáveis permitiram a entrada desta sujeira no meio da denominação quadrangular.

Numa reunião ocorrida no Sul do Brasil, quando um dos pastores contrários a entrada deste lixo na igreja se posicionou, foi dito a ele o seguinte:

- Você tem de deixar de ser ingênuo. Não podemos ter em nosso Estatuto tal proibição. Imagine se um juiz maçom recebe um processo contra a Igreja Quadrangular? Qual vai ser a posição dele em relação a igreja, sabendo que tem no Estatuto tal artigo contra a maçonaria?

Com esta declaração estapafúrdia e sob este argumento pífio, teve início uma dura perseguição contra o pastor que levantou a questão.

No ano de 1999, uma igreja até então fraca e insignificante no Rio Grande do Sul, recebe um novo pastor que assumiria uma nova postura evangelística na cidade em questão.  A igreja, com mais de vinte anos de idade, era desprezada e zombada na cidade, por estar localizada num galpão muito mal cuidado.

O referido pastor dá início ao trabalho e, em menos de sete meses, retira a igreja do referido galpão. Colocando-a num local mais apropriado. Até o final do ano de 1999 a referida igreja toma outro rumo. Pessoas são ganhas, almas batizadas e a estrutura física muda radicalmente. No inicio do ano de 2000, algo muito bom acontece: A igreja instala-se no centro da cidade, num excelente local.

Após um ano instalada no referido local e um ano e meio após a famigerada reunião, muitos “homens de bem” (os que supostamente se assentam sob a quaresmeira), passam a freqüentar a referida igreja. Esta dá um salto em termos de finanças e influência na referida cidade. Coisas estranhas começam a acontecer.

O pastor que havia defendido ferozmente a entrada da maçonaria na IEQ, é apanhado em flagrante adultério e se vê obrigado a mudar de cidade (como é prática dentre os adúlteros da quadrangular – não mudando de atitude).

Um pouco de história:

O referido pastor que havia denunciado a intromissão da maçonaria na igreja, por ser de uma família com fortes laços maçônicos (tios, avós e primos), é convidado para ingressar nesta ordem satânica. Tal fato ocorreu no ano de 1986. Como ele e sua esposa (a qual já havia concordado e sido apresentada aos “irmãos da loja”, tendo, inclusive recebido a caixa com o par de luvas brancas de pelica), tomaram esta decisão em conjunto, foi combinado que isto não seria comentado com ninguém. Quando estava para chegar o dia da iniciação na Loja Azul Filosófica, uma vez que o nome do candidato (o pastor que vos escreve), já tinha sido submetido à análise junto aos órgãos competentes (spc’s e cartórios), e estava apto para ser “votado” como aceito na loja, o casal de pastores vai a um culto de oração na igreja da qual faziam parte. Algo inesperado acontece: Uma mulher de Deus, profetiza, é usada para falar com o pastor, que no dia seguinte iria ser iniciado no caminho da luz de Baphomet, para trazer-lhe a seguinte mensagem:

- Meu servo, você que está para entrar amanhã em determinado local, não o faça! Lá é lugar de trevas!.

O pastor e sua esposa tomam a decisão de declinar do famigerado convite e comunicam ao padrinho de iniciação que não mais irão ingressar na loja maçônica. Algum tempo depois, um dos líderes nacionais da Igreja, num almoço, dá a sentença para o pastor que desistiu de ingressar na maçonaria:

- Onde você colocar os seus pés, nós o prejudicaremos e perseguiremos. Você jamais conseguirá crescer dentro da denominação!

No mesmo ano, em 1986 o pastor muda de Estado, passando a residir e trabalhar como pastor auxiliar de uma grande igreja, com mais de 800 membros. Antes de ir para a referida cidade, o trato feito com o pastor titular da igreja em questão foi o seguinte: ajuda de custo, aluguel da casa e despesas de água e luz. Duas semanas após chegar e assumir o pastorado auxiliar na referida cidade, o acordo é totalmente descumprido e o pastor se vê abandonado à própria sorte, passando a depender da boa vontade de alguns irmãos. As ameaças começam a se cumprir efetivamente. Após cinco meses de sofrimento e abandono, retorna para sua igreja, sendo caluniado e difamado pelo pastor que descumpriu o acordo.

Até o ano de 1988, quando nasce a primeira filha do casal, permanece numa pequena cidade implantando uma igreja.

No ano de 1991, recebe o convite para migrar para o centro do país, mais especificamente em Minas Gerais. O trato proposto foi o mesmo: aluguel da casa, ajuda de custo e despesas de água e luz. Por incrível que pareça, a história se repete da mesma maneira sórdida, só que desta vez, com requintes de crueldade. Sem o menor escrúpulo, o pastor que havia feito o convite, após delegar-me poderes para auditar sua igreja, pois a mesma encontrava-se em dificuldades financeiras (e ocorrida a constatação de que irregularidades vinham sendo cometidas), parte para ameaças (as quais foram efetuadas sem a menor vergonha na frente da filha pequena do casal), obrigando-me a tirar minha filha da cidade e levá-la de volta para o sul, na casa da avó, ficando a esposa na espera de um retorno. Diante das ameaças que se tornaram mais freqüentes e incisivas, resolvemos voltar para o sul do Brasil (as passagens foram pagas pelos cunhados que se compadeceram de nossa situação), vendemos quase todos os móveis e deixamos apenas alguns poucos pertences num depósito cedido por um irmão em cristo de outra denominação evangélica.

Como o chamado para o ministério era real e cada vez mais confirmado, no ano de 1992 abre-se uma porta numa grande cidade de Santa Catarina. Foram três anos de paz, restauração e prosperidade. O pastor da referida igreja é um homem de Deus que não está envolvido com os bodes maçons.

No ano de 1995, uma igreja que havia sido fechada devido a uma contenda judicial, é reaberta e surge o convite para pastoreá-la. O grande desafio é aceito pelo casal, que nesta época já tinha duas filhas. Logo ao chegar na referida igreja, o número de um (1), isto mesmo UM membro, passa para uma freqüência de mais de cem pessoas em menos de dois meses. Isto ocorre na mesma cidade do sul onde eu havia dito não para os bodes maçons. Logo em seguida começam as difamações e calúnias. O povo começa a abandonar a igreja. Após oito meses entrego o pastorado da referida igreja e rumo para Santa Catarina novamente.

De 1996 até o ano de 1999, vivemos outro período de paz e prosperidade, assumindo uma igreja num bairro popular de uma grande cidade no norte do Estado. A referida igreja estava em construção e com um aspecto muito feio. De início começamos as obras de restauração e a benção do Senhor alcança aquele povo e templo. Logo no segundo mês de pastorado, surge uma denúncia contra minha vida, a qual não é comprovada e arquivada pelo pastor superintendente. O denunciante sai da igreja prometendo vingança. Logo em seguida, descubro que um dos líderes da igreja era maçom. Uma nova perseguição tem início. Difamações, calúnias e contendas, fazem com que o povo desanime e comece a abandonar a igreja. No final do ano, surge o convite para reerguer a igreja mencionada no começo do artigo. Mais uma vez o desafio é aceito.

No ano de 2001 até 2002, quando a igreja estava florescendo e tendo influência na cidade, novamente as acusações e calúnias tornam a aparecer, só que desta vez com mais intensidade, a ponto de eu me ver obrigado a retirar minhas duas filhas da escola onde estudavam e mudar para uma cidade próxima, enquanto tentava pastorear a igreja que já estava sendo abandonada pela grande maioria dos “homens de bem”, os quais levavam junto outras pessoas.

Em Fevereiro de 2002, resolvemos entregar o pastorado na cidade, herdando uma dívida de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), para que o nome da igreja não fosse escandalizado.

Novamente rumamos para Santa Catarina e fomos acolhidos com muito amor e carinho pelos líderes.

Desde o ano de 2003 estamos pastoreando uma igreja muito abençoada, tendo um crescimento satisfatório e tanto nós como o povo, temos sido grandemente abençoados.

Agora, quatro anos após (parece que os bodes tinham dado uma folga), surgem novas ameaças de perseguição e expulsão.

No meio deste caminho de lutas e sofrimento, o Senhor me deu a graça de conhecer dois grandes servos seus , o Dr. Pedroza  e o Soldado da Luz.

Ao compartilhar minha história com estes guerreiros do Senhor, os mesmos me incentivaram a descrever este testemunho sobre a nefasta obra da maçonaria dentro da igreja.

Os fatos foram reais e tudo o que está relatado é a mais pura verdade. Não brinquem com o fato de a maçonaria parecer inofensiva. Não se submetam as bondades de Clubes e Associações irmanados com as trevas da maçonaria.

Até o presente momento, os bodes têm cumprido todas as ameaças de perseguição e difamação, mas O SENHOR TEM SIDO FIEL.

Fraternalmente em Cristo.

Pastor  Renato (Nascido de Novo).

27 de setembro de 2007