Igrejas, Sinagogas ou Quadras de Funk?
As igrejas carismáticas estão se tornando verdadeiras quadras de Funk, antros de heresia, de petição de dízimos e ofertas, além da esperteza de alguns pastores vendilhões, exigindo que os crentes vendam tudo que possuem e doem seus bens à seita, como é o caso da “Tabernáculo Vitória”, uma denominação cujo fundador - o americano William Branham - foi um dos maiores hereges da história da igreja neopentecostal nos EUA. Branham foi um falso curandeiro da “Confissão Positiva”, hoje seguido por Benny Hinn e Kenneth Copeland, dois grandes mutretas da igreja americana atual. Aqui no Brasil os pastores medíocres copiam tudo que não presta das igrejas americanas (as mais apóstatas do planeta) e induzem suas vítimas a seguirem as heresias e baboseiras carismáticas importadas da terra do Tio Sam.
Os crentes realmente nascidos de novo, que se dedicam à leitura da Palavra de Deus, já não estão mais suportando tanta “carismatice” e “renovação” e muitos estão dando o fora dessas igrejas, as quais, se antes foram do Senhor, hoje pertencem a Mamom e aos ministros de injustiça do “Anjo de Luz”.
Uma de minhas filhas amadas, residente numa linda cidade do Sul, enviou-me um desabafo, o qual segue abaixo:
Com horror da minha igreja
Quando o
domingo vai chegando ao fim, eu já começo a ter calafrios...
Só de pensar em ter que ir ao culto da noite em minha igreja quadrangular (que
freqüento há 19 anos); meu coração vai se apertando. É que de uns tempos para cá
já não suporto mais os tais "cultos". Tudo começa com o chamado louvor, uma
barulheira infernal, onde só se ouvem as guitarras e a bateria. Meus tímpanos
pedem socorro. Nem se ouvem as vozes dos cantores (auto-nomeados levitas).
E as
letras das músicas? É um tal de vitória pra cá, propósito pra lá, e um tal de
"vai chover", "manda chuva", "restitui, eu quero de volta o que é meu". Tenho
por vezes, medo da ira divina se acender com tanta heresia. E ainda tem o tal do
ministro de louvor mandando a gente pular, gritar, correr, falar isso e aquilo
pro irmão do lado. Isso dura meia hora. Depois vem um pastor falar do dízimo e
das ofertas. E tome Malaquias 3.10. E um tal de "não compareça diante de Deus de
mãos vazias", "quem não dá o dízimo é ladrão", e por aí a fora. Isso dura mais
meia hora (ou mais). Aí tem a unção do dizimista. E tome fila de unção. E se
você
não vai, é olhado como herege. Depois vem a pregação: Velho Testamento. Nunca as
cartas de Paulo. Nunca textos que falem sobre inferno, volta de Jesus, essas
coisas de Igreja. São sempre textos de vitória baseados no VT. Isso dura uma
hora ou bem mais. Aí, dependendo do teor da pregação, vem a ministração de
poder. Isso sim, parece um circo. É irmão dançando, caindo no poder, gritando,
rindo escandalosamente. Lá pelas 22 horas o pastor acha que já tá bom pra
terminar. Então dá a benção apostólica e despede o povo.
Saio de lá irritada, chateada e pensando: "é isso que é ser igreja?". Não tenho mais coragem de convidar pessoas para irem comigo à igreja. Tenho vergonha do que acontece ali. Então já decidi: hoje não vou, porque estou com um ótimo humor e não quero estragá-lo. Vou ler a Bíblia, vou ler alguns artigos da Mary, vou orar e dormir. E, como a heroína de “E o vento levou”, amanhã pensarei o que fazer.
Acho que vou procurar outro lugar para cultuar a Deus. Infelizmente! Porque tenho bons irmãos ali, gente sincera que está sendo enganada (e se enganando) e achando que isso tudo é obra de Deus.
Beijos
irmã Mary e obrigada pelos seus artigos e pelas traduções.
S...
Outra filha, uma baiana inteligente, culta e realmente convertida, leu o desabafo de S. em nosso grupo e respondeu assim:
S.,
Lendo o seu desabafo, lembrei meus velhos tempos na Universal... e depois um pouco mais “light" na Graça. Você é muito paciente, agüentando 19 anos! Eu só agüentei 10! Minha irmã, dê um fora! Não perca o seu precioso tempo ouvindo bobagens e se aborrecendo; procure em seu bairro uma igreja séria para congregar. Em meu bairro, só encontrei uma Presbiteriana e nunca me arrependi de ter mudado, apesar de deixar vários amigos na IURD, onde congregava desde os 14 anos, e onde até me casei... Mas fazer o quê? Amiguinho algum me dava a edificação de que eu precisava e, certamente, igreja que só fala em dinheiro não pode oferecer isso.
T...
O pior é que alguns irmãos “inocentes” ainda se dão ao trabalho de me escrever, usando palavras solenes de condenação à minha “falta de amor” e “agressividade”! Ora, se ninguém ousa falar a verdade e Deus me escolheu para, depois de aposentada, ter começado a trabalhar no CPR (Centro de Pesquisas Religiosas, nesta cidade serrana, onde tenho uma vida saudável e útil à causa do Senhor), por que deveria eu me calar? Não sei fazer tricô, nem crochê; almoço fora de casa, leio muito, traduzo bons autores cristãos e escrevo pelo menos dois artigos por semana. Com esse trabalho tenho edificado muitos irmãos na fé, os quais têm sido vítimas do contexto atual de engodo em que as igrejas mergulharam.
Domingo de manhã fui assistir ao culto em nossa PIBT. Muito bom! À noite, visitei uma “Casa de Oração”, a três quadras do meu apê, e vi que se trata de uma igreja séria, de gente simples e sincera, tendo dali saído muito edificada.
Louvado seja Deus que ainda existam pelo menos 7.000 igrejas no Ocidente que não se dobraram diante de Baal!
Vinte cinco de setembro, / já chegou a Primavera!
De meu marido eu me lembro / e estar com ele eu quisera.
Mas como ele se foi / para o infinito habitar
e a saudade me dói/ de com ele não estar,
apanho a Bíblia Sagrada, / que é minha fonte de luz,
e me sinto compensada / por confiar em Jesus!
Mary Schultze, 25 de setembro de 2007.