Igreja, Evangelização e Laços de Kononia

 

(Um registro da “International Consultation” entre a Igreja Católica e a Aliança Evangélica Mundial - 1993-2002)

       

Preâmbulo - Nós, os representantes das duas tradições cristãs profundamente divididas historicamente entre si,  temos nos envolvido em substancial consulta que possa levar a melhorar nossas relações no futuro.  Essa tem sido uma experiência enorme por anos. Vimos de fortes e vitais comunidades cristãs. A ICR é a maior comunidade cristã do mundo, com cerca de um bilhão de membros. O movimento evangélico, com raízes na Reforma, é hoje uma das mais dinâmicas expressões do Cristianismo, apresentando um rápido crescimento e muitas partes do mundo. A Aliança Evangélica Mundial representa cerca de 150 milhões dentre os 200 milhões de cristãos evangélicos. Contudo, apesar das exceções, durante séculos, de Zindendorf e Wesley a Schaff e Congar, ambas as tradições têm estado separadas por diferentes histórias e teologias, bem como por inúteis estereótipos e mútuos desentendimentos. Essa desavença e incompreensão têm ocasionado hostilidade e conflitos, os quais continuam a dividir o corpo de Cristo em nosso tempo.

        Em décadas recentes, contudo, um número considerável de católicos e evangélicos tem chegado a reconhecer e a descobrir quanto têm em comum. Essa mudança se deve em parte a fatores nacionais: mudanças culturais e políticas, na segunda metade do século 20, ao crescimento da democracia nos países que antes tinham governos autocratas, à miscigenação de pessoas e confissões, às nossas culturas gradualmente diversificadas, à descoberta de preocupações comuns na aérea da ética e à luta contra o secularismo.

Em parte, a mudança de relações entre as comunidades evangélicas e católicas é devida a desenvolvimentos internos, como por exemplo: no Catolicismo como resultado do Concílio Vaticano II e nos evangélicos ao impacto causado pelo Pacto de Lausanne. Finalmente novas atitudes têm sido apoiadas por indivíduos de ambos os lados. O ministério de Billy Graham tem sido aqui muito importante. Mais que importante é que existe um forte reconhecimento, em ambas as tradições, de que a difusão do Evangelho tem sido prejudicada pelas nossas contínuas divisões.

        Como resultado dessas mudanças em nosso mundo e em nossas igrejas, muitos católicos e evangélicos têm começado a dialogar e a cooperar entre si, incluindo as orações em conjunto. Nesse processo eles têm se tornado não apenas amigos, mas começam a se reconhecer como irmãos no Senhor. Seria útil mostrar alguns desses incentivos formais, que são descritos amplamente no apêndice.

        O primeiro diálogo internacional entre católicos e evangélicos começou com participantes de ambos os lados explorando o assunto de missões, de 1978 a 1984. Isso resultou no registro de sua discussão, em 1985. Esse diálogo internacional foi patrocinado pelo lado católico, a cargo do PCPCU. Os participantes evangélicos como John Stott, conquanto retirados de um número de igrejas evangélicas e organizações cristãs, não eram representantes oficiais de qualquer corpo internacional.

        As consultas atuais representam um importante desenvolvimento em nossas relações. Pela primeira vez, esses encontros foram patrocinados por corpos internacionais de ambos os lados - a Aliança Evangélica Mundial e o PCPCU. Essa iniciativa eventualmente resultou nas consultas formais iniciadas em Veneza, em 1993, as quais prosseguiram em Tantur, Jerusalém, em 1997, Williams Bay, Wisconsin, em 1999, Mundelein, Illinois, em 2001, e Swanwick, Inglaterra, em 2002.

 

Texto completo em inglês: http://www.prounione.urbe.it/dia-int/e-rc/doc/e_e-rc_report2002_01.html#PartI

 

Tradução de Mary Schultze, junho 2005

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Tradução de Mary Schultze, junho 2005