Igreja Presbiteriana do [Cântico] Alto
Hoje fui com minha vizinha [e nova neta] Vanessa assistir ao culto vespertino da Igreja Presbiteriana do Alto, uma igreja instalada em prédio novo e moderno, cheia de gente bonita e elegante, sendo Keyla (a esposa do pastor) a mais linda e elegante.
Ali chegarmos às 18,20 horas e a Escola Dominical já estava em pleno andamento, com um moço expondo muito bem um estudo sobre a seita Adventista. Em seguida, veio o jovem Júlio (cunhado do pastor), para completar o estudo sobre Adventismo e observei que ambos estão muito bem embasados no assunto. Aprendi bastante com eles, pois como diz o provérbio inglês: “dying and learning!” Só não gostei de uma citação de Júlio, enaltecendo o Benny Hinn... Espero que ele mude de idéia ao ler meus artigos sobre esse necrófilo “jacaré espiritual”...
Outro item desagradável aos meus ouvidos setuagenários foi a música estridente (3 corinhos e dois hinos clássicos). Da próxima vez (já preveni o pastor e sua esposa), vou levar dois chumaços de algodão e colocá-los nos ouvidos, enquanto o barulho perdurar... Isso porque o ambiente é muito cordial, a pregação é excelente e, por isso, pretendo voltar... Inclusive com minha filha Rose e as duas netas.
Embasado em Jeremias 18:1-20, o pastor fez uma excelente adaptação à vida da igreja, concitando os presentes a se dedicarem de coração ao Senhor, vivendo vidas retas diante Dele e da comunidade. Mostrou como somos vasos de barro nas mãos do Oleiro Divino e, à medida que formos nos dedicando ao estudo da Palavra de Deus, ela vai nos purificando e nos guiando pelo reto caminho da santidade, conforme João 15:3. Observei que ele é bom no conhecimento (e exposição) da Bíblia e no vernáculo, o que me fez respeitá-lo, imediatamente.
O que também me agradou nele é que me fez lembrar o último pastor da IP de Jardim Primavera, do meu tempo. Ele pregava cantando e o pastor desta IP do Alto também canta, enquanto prega e ora. Gostei disso e pretendo voltar para assistir a outros cultos, levando a família.
Antes do culto, veio me procurar (espontaneamente) o jovem Júlio, com quem conversei alguns minutos e, depressa, adotei-o como mais um dos meus netos amados. Ele é culto no vernáculo e na Bíblia, principalmente em seitas, e isso me fez gostar dele. Acho que ganhei alguns amigos na IP do Alto, inclusive a esposa do Júlio, que é uma gracinha! Nunca vi tanta gente bonita, numa igreja tão pequena! Gosto de ver gente bonita e também gosto de igrejas pequenas, onde todos se conhecem e se cumprimentam, efusivamente.
Depois do culto, além de um gostoso chocolate quente que me foi oferecido, tive a alegria de receber muitos abraços de boas vindas, de irmãos que me procuravam. Curioso é que, quando descobriu quem eu era (pelo meu cartão de visita), a esposa do pastor fez uma grande festa, dando-me um abraço apertado e dizendo que já me conhecia bastante, de nome. Depressa nos entrosamos, pois temos o mesmo gosto por jóias. Eu estava usando roupa simples e apenas alguns anéis discretos, pensando em não escandalizar os irmãos; mas, quando vi os anelões fulgurantes que ela estava usando, contei que tenho dois apelidos: Mary Bíblica e Mary Fútil. Ela riu muito, quando a convidei para compartilhar nossa futilidade e não nos largamos mais, até a hora da minha volta para casa.
Recebi tanto carinho nessa igreja (obviamente porque ninguém da IP lê meus artigos na Internet) que me lembrei da primeira igreja evangélica onde congreguei por 17 anos - A IP de Jardim Primavera. Transferi-me para a PIBT, quando vim morar nesta cidade, pois a igreja ficava parede meia com o prédio de apartamentos onde eu residia. Não me arrependo de ter mudado para a PIBT, porque é uma igreja pequena, muito tranqüila, onde temos um excelente pregador, que prega muito bem a Palavra da Verdade; a música é clássica e sempre encontro alguns irmãos que gostam de mim. Além disso, estudei Teologia num bom seminário batista (o Betel, RJ) e minha Teologia está mais para batista do que para presbiteriana; por exemplo, no que se refere ao batismo nas águas. Mas, como sou calvinista (moderada), gosto também da IP e me sinto muito bem nos cultos da mesma.
Se o pastor continuar me aturando, depois de ler o meu CD (que pretendo levar para Keyla, no próximo domingo), vou aproveitar a “carona” da “neta” vizinha e freqüentar os cultos vespertinos dos domingos... Levando meus chumaços de algodão, para a hora do barulho, é claro!
E como “o amor cobre multidão de pecados”, quem sabe iremos nos acostumar: a igreja com minha língua de trapo e eu com o barulho da mesma!
Mary Schultze, 29/06/2008