Islamismo, uma religião de paz?

(Peace on Earth)

(Parte II)

 

         Abraão "foi chamado amigo de Deus" (Tiago 2:23), expressão jamais usada na Bíblia para qualquer outra pessoa. Como resultado dessa relação, Deus fez com esse amigo especial uma aliança eterna (Gênesis 17:7,13,19; 1 Crônicas 16:16-18; Salmos 105:8-12 e 118:9, etc.), a qual foi prorrogada aos seus descendentes, para sempre.

        

Essa aliança compreendia:

1.     A terra prometida

2.     O Messias prometido.

 

Somente através do Messias poderia Deus cumprir a promessa feita a Abraão, Isaque e Jacó, conforme Gênesis 12:3, 22:18; 26:4 e 28:14, que se resume no seguinte: "E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra".

 

Quanto à terra, a promessa de Deus foi muito clara, conforme Gênesis 13:15: "Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre". E em Gênesis 15:18, Ele diz: "... À tua descendência tenho dado esta terra, desse o rio do Egito até ao grande rio Eufrates".

 

Em Gênesis 17:7-8, Deus prossegue: "Estabelecerei a minha aliança entre mim e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti. E te darei a ti e à tua descendência depois de ti, a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão e ser-lhes-ei o seu Deus".

 

Abraão teve vários filhos: Ismael, com a escrava egípcia de Sara, Agar. Isaque, com a esposa legítima, Sara. E teve mais seis filhos com a segunda esposa, Quetura, com quem se casou após a morte de Sara, conforme Gênesis 15:1,2.

 

Sara era estéril. Nem ela nem Abraão conseguiram crer na promessa de Deus de que Sara conceberia um filho (Gênesis 16:1-4). Abraão estava satisfeito com Ismael e pediu a Deus que fosse cumprida a promessa através deste (Gênesis 17:18). Contudo, Ismael era o filho bastardo, nascido em razão da descrença de Abraão e Sara, e não o filho que Deus lhes havia prometido. Rejeitando, pois, o pedido de Abraão Deus declarou enfaticamente: "A minha aliança, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara dará à luz neste tempo determinado, no ano seguinte" (Gênesis 17:21). Quanto a Ismael, Deus falou: "...Eis aqui o tenho abençoado, e fa-lo-ei frutificar, e fa-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação".

 

Que Isaque, nascido miraculosamente  de Abraão e Sara, foi o único através de quem as promessas de Deus - da terra e do Messias - seriam cumpridas e que Ismael não era o filho, cujos descendentes iriam possuir a terra prometida, está tão clara e continuamente repetido que não pode ser honestamente contestado.

 

Contudo, os árabes, que afirmam ser os descendentes de Ismael, vivem exigindo as promessas dadas por Deus a Isaque e através deste ao povo judeu. O reclamo do Islã de que Ismael é o filho da promessa não apenas contradiz as Escrituras, como dá irracionalmente a um filho ilegítimo  a prioridade sobre o  seu meio irmão Isaque, o legítimo herdeiro.

 

Distinguindo Isaque, longe de qualquer dúvida, dos demais filhos de Abraão, Deus chamou Isaque de "único filho" de Abraão, ordenando que ele fosse sacrificado no Monte Moriá (Gênesis 22:1,2). Foi Isaque, em submissão ao próprio Deus, quem permitiu que seu pai o amarrasse sobre o altar do sacrifício e foi ele, também, quem Deus livrou, no último instante, após ter sido comprovada a completa obediência do pai e do filho (Gênesis 22:3-14). Esse é o claro testemunho das Escrituras, de um Deus que não pode mentir (1 Samuel 15:29; Salmos 98:3 ; Tito 1:2, etc.) e cujos dons são irrevogáveis (Romanos 11:29).

Isaque teve filhos gêmeos, Esaú e Jacó.  Contrariando os costumes da época, Deus escolheu Jacó, o filho mais novo, para nele cumprir a promessa. Antes de terem nascido os gêmeos, Deus revelou especificamente à mãe destes, Rebeca, o destino dos seus descendentes (Gênesis 25:23: "...Duas nações há em teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá o menor."

A profecia não se destinou a Jacó, pois Esaú jamais serviu ao irmão durante a sua vida, mas foi feita às duas nações que destes descenderam. Os árabes provêm tanto de Ismael como de Esaú, visto como o último e seus descendentes se interligaram pelo casamento com os descendentes de Ismael (Gênesis 28:9).

Ao contrário, os judeus  (isolados no Egito durante 400 anos e de lá trazidos à terra prometida como um grupo étnico identificável) são os descendentes de Abraão através do seu filho Isaque  e do seu neto Jacó, cujo nome Deus mudou para Israel. A promessa da terra e do Messias foi por Deus reservada exclusivamente a Isaque, conforme Gênesis 26:3-4: "Peregrina nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; porque a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai".

Também a Jacó (Israel) disse Deus: "...Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; e a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra" (Gênesis 26:24)

Indiscutivelmente, a terra de Israel, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates  (Gênesis 15:18), foi dada para sempre aos judeus. Deus declara em Levítico 25:23: "Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha... ".

Em ostensiva desobediência a Deus, os líderes de Israel têm concedido terra aos árabes,  em troca da "paz" com Arafat, o qual jurou dar cabo de Israel. Israel abandonou a convicção bíblica expressa pelo seu Premier, Ben Gurion:

"Nosso direito a esta terra em sua totalidade permanece firme, inalienável e eterno. Esse direito (de Israel) ... não pode ser negado em circunstância alguma... não tem poder nem jurisdição para negá-lo qualquer geração no porvir... e até que venha a Grande Redenção, jamais iremos abdicar dessa certeza histórica."  (Betrayal: American Friends of Women for Israel Tomorrow, Norfolk, VA, (757) 857-4708, acrescentado ao The Jerusalem Post, 30/11/2001, p. 11).

Para melhor esclarecer, a fim de que toda a humanidade entenda, que os judeus são o povo escolhido por Deus, a palavra Israel predomina na Bíblia, aparecendo 2.565 vezes, em 2.293 versos. Em contraste, a palavra "árabes" aparece apenas dez vezes.

Qualquer pessoa que afirme crer na Bíblia deve reconhecer que existe apenas uma nação e um povo - os judeus - a quem Deus entregou uma terra, em promessa específica e eterna. Esse povo ainda existe como nação, embora dispersa, cuja genealogia é preservada  nas Sagradas Escrituras, povo identificável no mundo inteiro, até o dia de hoje. Se não fosse esse o caso, não haveria cumprimento algum das centenas de promessas feitas por Deus a Israel e então Ele poderia ser chamado de mentiroso.

Já documentamos no passado que o Javé da Bíblia e o Alá do Corão não são o mesmo Deus. Doze vezes Javé chama  a Si mesmo ou é chamado como o "Deus de Abraão, Isaque e Jacó". Em admiráveis 203 vezes, em 201 versos, (De Êxodo 5:1 até Lucas 1:68) Javé é chamado o "Deus de Israel" e jamais o "Deus de Ismael".

Em contraste, o Islã e Alá expressam ódio por Israel e todos os judeus. Este fato por si mesmo é suficiente para distinguir Javé de Alá. O Corão e a autorizada tradição islâmica (hadith) atacam constantemente os judeus, como por exemplo na Sura 4:160-161: "Por causa dos malfeitos dos judeus...temos-lhes preparado  uma dolorosa condenação". "Alá os amaldiçoou por causa de sua descrença" (Sura 4:46). "Alá luta contra eles. Como são perversos!" (Sura 9:30). "A ignomínia ser-lhes-á a porção, onde quer que sejam encontrados..." (Sura 3:112). "A Ressurreição dos mortos não acontecerá até que os muçulmanos lutem contra os judeus e os exterminem... As árvores e rochas dirão: ó, muçulmanos, atrás de mim há um judeu, vinde e matai-o" (The Image of the Jew in  Official Arab Literature and Communication Media, Moshe Ma´Óz, Universidade Hebraica de Jerusalém, 1976, p. 14).

Infelizmente, os árabes persistem na falsa afirmação de que Ismael foi o filho legítimo de Abraão, tendo, portanto,  se rebelado contra Deus e Sua Santa Palavra. Sua odiosa inveja dos descendentes de Isaque (exacerbada pelos ensinos de Maomé e do Islã) tem deixado um borrão na história da humanidade, o qual nem mesmo poderia ser igualado ao de Hitler.

Nas terras muçulmanas, durante 1.300 anos, os judeus têm sofrido tratamento desumano e periódicos ataques de violência. Tome-se como exemplo apenas um país - o Marrocos - do que tem ocorrido em toda parte sob o governo muçulmano. Os judeus foram forçados a viver em guetos chamados "mellahs". Um historiador escreve que a rapinagem, as apropriações indébitas e os assassinatos foram "tão freqüentes, que é impossível fazer uma lista dos mesmos" (André Chouraqui em "Between East and West - A History of the Jews in North Africa",  Philadelphia PA, 19680, p. 51).

Em um dentre muitos exemplos em Fez, no ano 1032 D.C., cerca de 6.000 judeus foram assassinados e muito maior número deles foi "roubado de suas mulheres e propriedades".    (H. Hirschberg, em sua obra "A History of the Jews in North Africa", Leiden, Países Baixos, 1974, p.108).

Esses extermínios, restrições e humilhações continuaram a acontecer  periodicamente em Fez e por todo o Marrocos (e em outros países muçulmanos). É interessante notar que a severa perseguição de 1640, durante a qual mulheres e crianças foram assassinadas, foi chamada de "Al-Kahda". Na p. 39 do seu livro, Chouraqui diz que os judeus sofreram "tantas repressões e restrições e  humilhações que excederam a tudo o que iria acontecer na Europa".

A maior parte dos judeus de hoje não crê mais nas promessas feitas a Abraão, Isaque e Jacó. Contudo, tem havido sempre um núcleo, através de séculos, que tem crido nas promessas e até reconhecido e admitido que a dispersão dos judeus foi o castigo de Deus por causa dos seus pecados.

Maimonides, o famoso médico e filósofo judeu, cuja família havia fugido da perseguição islâmica na Espanha, e de vários outros lugares para Fez (o qual mais tarde também foi para o Marrocos),  escreveu em sua "Epistle to Yemen"  (Epístola a Iemen), em 1172:  "É um... dos artigos fundamentais da fé de Israel que o futuro Redentor do nosso povo... ajuntará a nossa nação e nos congregará do exílio para nos redimir da degradação... Por causa do vasto número de nossos pecados, Deus nos atirou no meio desse povo - os árabes - o qual nos tem perseguido barbaramente... Conforme a Escritura predisse... Nenhuma outra nação nos molestou, degradou, rebaixou e odiou tanto quanto essa". (Isadore Twersky, A Maimonides Reader, New York, 1972, ps. 456-457).

     Essa perseguição tem continuado contra os poucos judeus que ainda não escaparam das terras muçulmanas. Em data posterior a essa, 10/07/1974, Ao então Secretário Geral da ONU, General Kurt Waldheim, declarou Ramsey Clark: "O povo judeu que vive atualmente na Síria está sujeito à mais perversa e desumana perseguição... Mulheres jovens e crianças são perturbadas nas ruas. Os idosos são espancados. Casas são apedrejadas ... Eles são proibidos de viver em paz e com dignidade... Muitos têm sido presos, torturados e até assassinados."

Os muçulmanos afirmam falsamente que a animosidade contra os judeus provém da fundação do Estado de Israel. De maneira tão óbvia não é esse o caso, de forma que essa mentira deveria ser descartada. As denúncias religiosas do Corão contra os judeus existem  há mais de 1.200 anos, muito antes do renascimento do Estado de Israel. Jean Peters, em seu valioso livro "From Time Immemorial", escreve, na p. 72:

O falecido Rei Faissal da Arábia Saudita disse a Henry Kissinger (judeu) que "antes de ter sido criado o Estado Judeu, nada havia  que prejudicasse as boas relações entre árabes e judeus". Ironicamente, a nenhum judeu era permitido (desde que Maomé os assassinou ou vendeu como escravos) entrar na Arábia Saudita (o que acontece ainda hoje). O Rei Hussein da Jordânia declarou: "As relações que possibilitavam os árabes e judeus a viverem juntos, durante séculos,  como vizinhos e amigos, foram destruídas pelas idéias e ações sionistas." Contudo, a Lei da Nacionalidade Jordaniana declara que "um judeu não pode ser cidadão na Jordânia".

A Jordânia se apossou da maior parte da "Palestina", a qual a Resolução 181 da ONU havia destinado aos "palestinos", em novembro de 1947. Destruiu cada local de adoração dos judeus, muito antes que o Estado de Israel tivesse nascido.

O ódio dos muçulmanos contra os judeus, em obediência a Maomé e ao maléfico apoio que lhe tem dado o mundo inteiro (o qual já foi amplamente discutido em outra parte), continua até hoje na satânica determinação de exterminar o Estado de Israel. Esse ódio fornece a chave de todos os problemas no Oriente Médio, o qual seria resolvido se os muçulmanos aceitassem e obedecessem a clara linguagem da Bíblia.

Claro que  o mundo secular, em sua grosseira imoralidade e egoísmo, conforme diz a 1 João 2:16: "Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo", continua demonstrando a sua rebelião contra Deus. Até mesmo os ímpios sabem que "são dignos de morte os que tais coisas praticam"   e que todos os que se entregam a tais coisas serão julgados pelo Juiz de toda a terra (Gênesis 18:25; João 5:22; Apocalipse 20:12-15). Há também uma grave desobediência contra Deus, chegando a ser um desafio público, no qual o mundo inteiro está engajado: o apoio aos descendentes de Ismael para o estabelecimento do "Estado da Palestina", dentro de Israel.

     A voluntária persistência nessa ilegal exigência árabe, e o apoio à mesma por parte do mundo inteiro, constituem-se em clara rejeição ao testemunho da Escritura e em rebelião contra Deus. Abba Eban em seu "Personal Witness", registra que quando o Pres. Truman quis reconhecer o Estado de Israel, George Marshall declarou aborrecido: "Eles não merecem um Estado, pois roubaram esse país".

O duplo cumprimento das profecias bíblicas referentes a Israel, conforme tem aparecido nos noticiários atuais, está se aproximando do seu clímax total, dentro em breve. Estamos vivendo nos "últimos dias". O nosso importante e novo vídeo - "Israel, o Islã e o Armagedom" - oferece poderosa documentação gráfica do pano de fundo histórico, com ampla cobertura sobre essa moderna consumação, especialmente através do Nazismo, seu íntimo parceiro, e agora sucessor - no anti-semitismo  e no  terrorismo - o Islã.

Hoje o cumprimento da profecia bíblica nos eventos atuais é um tópico de grande interesse para os não-cristãos, pois oferece prova irrefutável da existência de Deus e de que a Bíblia é a Sua Palavra infalível para a humanidade, sendo esta uma valiosa ferramenta para a evangelização do mundo. Esperamos que os leitores tirem vantagem desse material que temos oferecido para tal fim.

A profetizada  pedra pesada de Israel e Jerusalém continua a crescer e a se tornar mais pesada, até que ameace o mundo inteiro com um pesado conflito mundial. Tragicamente esse conflito já se manifesta globalmente nos atos do terrorismo internacional. Aqui, também, Israel tem sido o bode expiatório.

Javé tem clamado constantemente que Ele é o único Deus verdadeiro, que não há outro Deus além Dele. Sim, não há outra Rocha que ele conheça (Isaías 44:6,8). Ele declara ainda: "Fora de mim não há Salvador... Porque não há Salvador senão eu" (Isaías 43:11 e Oséias 13:4).

Isaías profetizou que o Messias prometido, o qual viria pagar a penalidade do pecado exigida pela justiça de Deus, seria o "...Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz". Jesus declarou: "Eu e o Pai somos um" (João 10:30), admoestando que todo aquele que lhe negasse a identidade de Javé, o Salvador, morreria em seus próprios pecados, ficando separado Dele e do céu por toda a eternidade. (João 8:21-24). Por esse motivo precisamos deixar bem claro este evangelho!

"The Berean Call Letter", Janeiro 2002 - Dave Hunt

s pecados, ficando separado Dele e do céu por toda a eternidade. (João 8:21-24). Por esse motivo precisamos deixar bem claro este evangelho!

"The Berean Call Letter", Janeiro 2002 - Dave Hunt