O Khapir Otto & outras fofocas

 

         Um dos meus filhos mais criativos e amados, o paulista Tônio (que me deu o apelido de Joana Batista), costuma enviar cada mensagem que me faz dobrar o frágil esqueleto setuagenário, numa crise de riso.

Por causa da minha mania de chamar o “pai da mentira” de “Capiroto”, conforme aprendi com minha avó Quitéria, lá no Crato, ele agora resolveu traduzir o nome do dito para uma língua estrangeira, a fim de emprestar-lhe um sabor todo especial.

         Graças a Deus o Khapir Otto anda tão distanciado da minha vida (provavelmente porque não tenho manias pentecostais), que eu até me esqueço que ele existe. E quando raramente ele dá as caras, uso o conselho de Paulo dado em Efésios 6:11: Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo”. Pego minha Bíblia FIEL, leio um capítulo das cartas de Paulo, oro pedindo que Deus me dê força para lutar contra a maldade do Khapir Otto e depressa o dito cujo  dá o fora.

            O sobrenome do Khapir - “Otto” - me fez lembrar do ateu alemão, sobre quem escrevi na semana passada. Durante anos, ele veio anualmente ao Brasil, sempre acompanhado de um amigo chamado Otto, o qual foi testemunha da minha crise de fúria, quando o ateu chamou o Senhor Jesus de “gay”.

Pois não é que, no dia seguinte àquele em que metralhei o ateu com minha língua de trapo, ele chegou à fazendinha de minha filha alemã? Trouxe a nova esposa e ontem aconteceu algo inesperado. Margarete ligou às 7 horas da manhã perguntando a que horas terminaria o culto na PIBT. Combinamos um encontro para 12,15 horas no Shopping do Alto e compareci ao culto dominical toda produzida, pois sua amiga alemã desejava me conhecer.

Interessante é que eu não estava muito ligada na pregação do pastor, focalizando Efésios 6, sobre a relação entre pais e filhos. Consultei o relógio algumas vezes e quando vi que ele estava exatamente falando nas obrigações dos pais para com os filhos, pensei: “Se os  pais não devem provocar os filhos à ira e minha filha alemã detesta atraso, então vou me mandar!”. Saí apressadamente, o que deve ter escandalizado muitos irmãos. Contudo, Romanos 8:28!

            Cheguei antes da filha e quando ela me avistou, veio toda sorridente e feliz com a minha pontualidade. Almoçamos na praça de alimentação. Ela me apresentou a esposa do meu ex, de quem gostei muito, porque ela é culta, meiga e educada. Conversamos em Inglês, língua que ela fala muito melhor do que eu. Ela não é jovem, como eu supunha, e nem é bonita. Deve ter a minha idade (talvez um pouco menos), é alta e, por ser alta, é meio arqueada, não tão empertigada como esta pau-de-arara do Crato. Os cabelos são escassos, castanhos e sem brilho. Não tem a elegância brasileira nas vestes.

            Ao ver minha Bíblia, ela puxou o assunto da religião, o que achei providencial. Depois falamos de moda, beleza, culinária, e acho que ela gostou de mim. Seu nome é Annette e creio que o ateu fez uma boa escolha, pois  ela não é uma  “fanática religiosa”, conforme fui por ele classificada, nos anos 1980.

Imaginando que se tratava de uma senhora bem mais jovem, eu havia caprichado na toalete, usando uma blusa florida em que predominavam as cores: bege e rosa, que sempre me rejuvenescem; combinando com uma calça marrom, sapatos e bolsa bege. Como havia cortado os cabelos (louríssimos) no sábado, minha aparência estava tão boa que até eu me admirei da minha “juventude”...      Deus é meu amigo e colabora comigo até na futilidade!

            Mudando de assunto, no culto vespertino da PIBT havia uma família de cristãos que ali foi para conhecer a Igreja e me conhecer também, pois o marido faz parte do meu grupo. Foi bom tê-los ali e confirmaram, no final do culto, que o pastor prega muito bem. Pois é, o pastor não gosta de mim, mas eu gosto dele e da igreja; e vou continuar fazendo a propaganda dos dois. Não sou do tipo rancoroso!

            Hoje aconteceu uma coisa linda! Quando fui pagar a conta no Oswaldo, um irmão dos mais queridos havia deixado um crédito de R$10,00 para o meu almoço. Ele almoçara ali, tentando me encontrar, e como cheguei mais tarde, para encontrar a filha, ele havia deixado o meu almoço pago. A filha e eu rodamos pela cidade durante duas horas e quando eu ia voltando, sozinha, encontrei esse irmão (que eu amo demais) parado em frente ao Banco Real, tentando vender uma de suas duas motos. Eu nunca havia visto uma moto tão fantástica, assim de perto, e fiquei boquiaberta! Conversamos por alguns minutos, rimos juntos e sugeri que orássemos ali mesmo pela venda da moto.

            Mais lindo ainda foi o que a filha me contou no almoço. Ela ensina Português na Alemanha e tem um aluno que é paraplégico e só consegue escrever com a boca. Pois esse aluno veio ao Brasil, país que desejava muito conhecer,  e foi bater na fazendinha dela, quando soube de sua presença aqui.  Imaginem o sacrifício desse alemãozinho para chegar a um lugar onde até o PP e eu temos preguiça de ir!  Isso é amor de verdade pela sua professora teuto-brasileira!

Outro assunto: tenho um apê vazio para ser alugado, no andar abaixo do meu, porém nunca me lembro disso. Cada vez que desço as escadas e vejo o apartamento, oro: “Senhor, eu nunca me lembro de anunciar este apartamento para alugar. Por favor, aluga o dito para mim!”. Pois não é que a zeladora me arranjou uma ótima inquilina a qual deve vir hoje assinar o contrato? Pelo que vi na documentação, ela é Fisioterapeuta e até pode ganhar algum dinheiro me fazendo massagens. Esse nosso SENHOR é de fato INFALÍVEL! Ele funciona até mesmo como corretor de imóveis para os cristãos que O amam!

Idiota é quem fica nas garras do Khapir Otto, em vez de se entregar a  Jesus Cristo, o Criador e sustentador do universo (Hebreus 1:3), o glorioso Filho de Deus, que