Liberdade em Jesus Cristo

 

Joseph Chambers (jrc@pawcreek.org)

 

        A maior alegria que se pode ter neste mundo é ficar livre do poder do pecado. De fato, não existe qualquer paz duradoura, nem satisfação completa, enquanto nossa vida carnal está ligada ao pecado e à culpa. A natureza do pecado é destruidora da paz, consumidora do corpo e perturbadora da mente. Em qualquer instância, a natureza e ação do pecado significam a morte agindo em nosso corpo mortal. O pecado não deixa vida alguma sem mancha e nenhum cativo sem a sua marca. Seu companheiro é o inferno e sua assistente é a miséria. A maior necessidade de um crente é ter nojo do pecado, tanto nojo, ao ponto dele clamar a Deus por purificação e limpeza [a qual ele só pode conseguir, confessando os seus pecados (1 João 1:9) e crendo na promessa da 1 João 1:7].

        Vocês acham que estou exagerando sobre as trevas e o horror do pecado?  Então, leiam o que diz o Apóstolo Paulo, o grande mestre do Novo Testamento:

     “Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. (Romanos 8:6-9).

          Vocês nem sequer podem imaginar o pecado sem a morte, que ele representa, agindo em seus corpos sem esperança. O pecado destrói completamente cada pessoa na qual ele reina como rei, recusando ser menos do que rei. Ele vai governar, a não ser que o Sangue do Divino Filho de Deus o destrua.

          Cada pessoa é pecadora ou santa. Ninguém pode ser as duas coisas, ao mesmo tempo. Ando completamente enojado do nosso mundo religioso, afirmando que o pecado pode reinar na vida de um santo de Deus. Cada livro da Bíblia comprova a falácia dessa contraditória Teologia. Esta idéia é acariciada pelas igrejas e ministérios mundanos [emergentes, carismáticos e propositados], os quais estão agindo desbragadamente, devastando a comunidade religiosa.  Este pensamento apóstata está reduzindo o Cristianismo ao mesmo nível das religiões pagãs. Uma nova pesquisa feita entre 3.500 pessoas - todas freqüentadoras de igrejas - revelou que 70% (7 em cada 10) dessas pessoas não acreditam que Jesus Cristo seja o único caminho para Deus e para o céu. [Portanto, chamando de mentiroso o Senhor que declarou esta verdade, em João 14:6].

        Se os santos são  apenas pecadores mascarados, então o Cristianismo não é melhor nem diferente das outras religiões. Estou determinado a enfrentar o mundo eclesiástico com uma verdade mais elevada; com a promessa absoluta de um Salvador sofrendo. O Apóstolo Paulo quase gemia, em sua carta endereçada à igreja de Roma:

     Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências.” (Romanos 6:11-12).

        Um pecador é um pecador e um santo é um santo [Não no sentido católico romano, mas no sentido de “separado para Deus”]. A Nova Aliança, que chamamos Novo Testamento, afirma, continua e repetidamente, esta verdade. Aos hebreus, o Apóstolo Paulo declarou: Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados...” (Hebreus 10:26). Ouvi o grande pregador Stephen  Olford, discorrer sobre este texto, com a mesma ênfase  com que eu o prego. O sangue de Jesus Cristo não cobre o pecado, ele o limpa, destrói os poderes infernais e deixa livre o pecador.

          Podemos pecar e pecar; porém se e quando peca, um santo verdadeiro corre para o Sumo Sacerdote de sua salvação, derramando amargas lágrimas de tristeza e arrependimento. O apóstolo, a quem Jesus amava, e que aprendeu, com grande devoção, reclinado em Seu ombro, disse: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 João 2:1-20).

          Agradeçamos a Deus por esta provisão, porque dela necessitamos, não como uma desculpa para o pecado habitual, nem para vivermos na prática do pecado. Ao mesmo tempo em que o bendito Redentor conhece nossa fragilidade e possibilidades, ele também revela cuidadosamente o poder de salvação e santificação através do Seu Sangue. Podemos pecar, porém jamais permanecer nas garras do pecado.  Levantamo-nos, crescemos, revestimo-nos da natureza do nosso salvador e avançamos para a perfeição. A ungida proclamação do apóstolo Paulo, inspirada pelo Espírito Santo, fala sobre o assunto de continuarmos pecando: “Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus...” (Hebreus 6:1).

          Os metodistas originais pregavam a “Segunda Obra de Santificação”  e os batistas originais pregavam a “Rendição ao Senhorio”. Ambos os ensinos davam o mesmo resultado. À medida que os crentes andavam na graça, consagravam-se e viviam conforme a Escritura, dobrando os joelhos, eles se tornavam mais santos. Não pelas obras, mas pela graça. Não pelo legalismo, mas pelo vivo poder da Ressurreição. Os santos que se esforçavam para ganhar os perdidos estavam determinados a fazer com que estes se tornassem mais que religiosos. Eles pregavam a retidão em Cristo, a qual transformava. O pecado não era tolerado, mas derrotado.

        Em Jesus há libertação do pecado e de todos os seus poderes destruidores.  Não é a nossa carne que vence, mas Sua graça abundante. Leiam, cuidadosamente: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós. Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; e assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal” (2 Coríntios 4:7, 10-11).

          Agora, proclame: SOU LIVRE! (Gálatas 5:1-a).

 

Freedom in Jesus Christ”, by Joseph R. Chambers  -  Paw Creek Ministries.

Traduzido (com adendos em Comic Sans MS) por Mary Schultze, em 12/07/2007. (Citações da Bíblia ACF)

www.cpr.org.br/Mary.htm