As conseqüências da ”liberdade” feminina
Sete horas da manhã, horário de verão. Rose esteve estudando até uma hora da matina e queria muito poder dormir pelo menos até as 9 horas, a fim de se recuperar do cansaço de ontem. Mas não pode. Tem aula de biologia em seu curso de Enfermagem na FESO e precisa tomar banho e se preparar rapidamente. Seu café da manhã é um copo de suco de melão e um café preto... para não engordar.
Apesar de ter apenas 30 anos, Rose já se sente acabada e gostaria de não precisar ir à Faculdade, de 8 às 13 horas, nem assumir o trabalho, que vai de 14 às 20 horas, na própria FESO. Como seria bom ficar em casa vendo um filme junto com as duas filhas pequenas, fazer a própria manicura e pedicura, pois assim poderia economizar R$20,00 em seu orçamento apertado! Sua empregada cozinha mal e Rose até poderia fazer um gulash húngaro com purê de batatas e comer um almoço gostoso... pelo menos hoje!
Rose entra no banho e começa a pensar: “Essa tal de Betty Freedam foi uma tremenda idiota e devia odiar as mulheres, (exceto suas 'namoradas'), para criar um movimento que acabaria nos prejudicando!
Agora aqui estamos nós, as mulheres casadas e mães de família, totalmente confusas, sem saber mais escolher os papéis que devemos desempenhar na sociedade. Enquanto isso, os homens fogem de nós como o diabo da cruz ou então se acomodam, esperando que ganhemos pelo menos metade do orçamento doméstico! Isso quando não ficam nos bares bebendo cerveja, com a desculpa de que ‘emprego está tão difícil’! O chamado Movimento Feminista só nos encheu de mais deveres e menos liberdade de ficar em casa... Isso para não mencionar as mulheres solteiras, que estão ficando cada vez mais encalhadas, pois os homens têm medo delas e preferem ter um “caso” em vez de as levarem ao altar para ali jurar fidelidade eterna.
Antigamente, os casamentos duravam pelo menos até as Bodas de Prata, embora alguns maridos se achassem no direito de ter outra mulher por fora... Mas eles compareciam com a despesa total do lar e, assim, a gente se acomodava, fazendo de conta que não sabia dos seus “casos” extraconjugais. Hoje eles duram menos que uma década e geralmente a mulher fica com os filhos para criar sozinha, enquanto os homens dão no pé...
No começo, quando íamos para a cama com nossos maridos (o que em geral era uma hora de pura alegria e prazer), só precisávamos fingir fragilidade e entrar no sétimo céu, garantindo a felicidade deles no leito conjugal. Hoje, quando vamos para o nosso encontro de almas e corpos no casamento, estamos tão exaustas que temos vontade de chorar. Claro que esse tipo de liberdade feminista não deu certo. Ganhamos algumas regalias de um lado e perdemos mais ainda do outro.
Não suporto mais ter de me fazer bonita para outras mulheres, pois no trabalho e na faculdade elas nos olham e se não estamos nos trinques, elas nos acham relaxadas. O pior (em meu caso) é que ainda tenho de andar de ônibus, pois o dinheiro só tem dado mesmo para a manutenção do lar. Hoje em dia, quem não quiser cair no ridículo tem de ser uma super-mulher, com alguns diplomas e doutorados na parede, pois ser apenas dona de casa e mãe de família é quase uma aberração para os olhos do vizinho e das amigas. Porém, mesmo tendo conseguido tudo isso, ainda recebemos salários inferiores aos dos homens, embora trabalhando com a cabeça e o coração, assumindo as responsabilidades com maior interesse e aptidão em solucionar os problemas...
Não era muito melhor viver no tempo de nossas avós costurando, fazendo tricô e crochê, pudins e doces caseiros, enfim, outras coisas que somente nós, as mulheres, sabemos fazer com perfeição? Nascemos para servir aos homens e quando tentamos nos tornar competitivas em relação a eles, acabamos ganhando uma anorexia neuro-depressiva ou coisa pior.
Agora existe uma data especial - o Dia Internacional da Mulher - inventado pelos homens, tentando nos agradar, pois eles devem morrer de piedade ao ver como nós caímos na cilada de uma psicótica, a qual imaginava estar nos fazendo o bem e, no final, só nos causou muito mal.
Bem que a Bíblia nos adverte na 1 Timóteo 5:8: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel”. Quando caímos no mundo, tentando rivalizar com os homens em nossas tarefas, nada fizemos além de cair nesse pecado, deixando nossos filhos aos cuidados de uma empregada, de uma creche, etc. E quando eles crescerem nos olharão como se fôssemos iguais às outras pessoas que lhes ensinaram os caminhos da vida... Porque nós, simplesmente, não tivemos tempo para eles.
Só existe um tipo de liberdade que as mulheres deveriam se esforçar para conseguir e manter até a hora da morte. Ela está numa frase que Jesus disse aos judeus em João 8:32: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Essa verdade é a Palavra de Deus, que nos conduz a Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador eterno.
Mary Schultze, 05/03/2007