Denegrindo a imagem de Lutero

 

A Igreja de Roma não perde tempo e há anos começou a denegrir a imagem de Lutero, apresentando-o como um réprobo,  indigno de qualquer confiança. Ora, se o líder da Reforma Protestante não merece a menor confiança, os católicos e os evangélicos (que não conhecem a história) vão cair como patinhos no charco de mentiras pregadas pela Ordem Jesuíta em todo o Ocidente.

         A moda agora é publicar artigos de autores católicos sem a menor credibilidade, falando sobre as obras “Tabletalks” de Lutero, as quais foram escritas por estudantes que se gloriavam de ter tomados as refeições junto com o Reformador e privado de sua intimidade.

         A maioria dos alemães (e os conheço bem, pois fui casada com um deles por 26 anos e tenho filha e netos na Alemanha) tem cultura, é fleumática com as pessoas de fora, porém, carinhosa e gentil com as pessoas íntimas e, sobretudo, dotada de um tremendo senso de humor.

         Certa vez, quando eu fiz um discurso em versos numa reunião festiva do Rotary Clube, o convidado especial da noite - governador do distrito do RJ - ficou encantado comigo e perguntou em alta voz: “Quem é o marido dessa maravilha?” Apontaram meu marido, a quem ele se dirigiu, desmanchando-se em louvores à minha “inteligência e verve poética”, ao que o Schultze respondeu, com a maior naturalidade: “Tem razón, companheirro, meu múlher é melhor do que nada!”

         Tenho as maiores dúvidas de que Lutero haja feito  as declarações abaixo, pois elas são publicadas por católicos a serviço de Roma, naturalmente esperando ganhar o céu (se é que nele acreditam) e ajudar sua igreja a dominar o mundo inteiro, como o fez na Era das Trevas. Os habitantes da antiga Alemanha Oriental - a maioria composta de católicos incrédulos, sem o menor conhecimento bíblico e sem a menor crença da Divindade de Cristo - engole qualquer mentira de Roma, mesmo que seja contra Lutero, pois ninguém está interessado em religião e até odeia quem fale algo contra o papa católico, achando cansativo conhecer as atrocidades de Roma, pois os alemães ainda não se deram conta de que os países reformados e os que foram por eles colonizados progrediram tremendamente, enquanto os países católicos têm continuado na maior penúria, até se  desligarem da Igreja de Roma. Infelizmente, os países do Primeiro Mundo agora vão começar o retroceder, em razão do seu orgulho de construtores de uma nova Torre de Babel e de sua descrença na Divindade de Cristo...

Os alemães se preocupam em comer bem, se divertir, tomar cerveja (e vinho) até ficarem cansados e cair na cama, a fim de enfrentar o dia seguinte, sempre igualzinho ao dia anterior! Os alemães constituem um povo deprimido porque não conhecem o DEUS de Abraão, Isaque e Jacó, o Pai de nosso Senhor e Salvador JESUS CRISTO. Eles acreditam que jamais haverá guerra na Europa porque estão iludidos e dopados em sua prosperidade, sem a menor preocupação com o dia de amanhã.

Lembro-me de  uma jovem alemã (Renate), quando visitávamos o Museu do Crime, em Rotemburg, onde estavam expostos os instrumentos de tortura que a Igreja de Roma usava nos séculos passados, os quais me deixaram horrorizada e comentei que tudo aquilo poderia se repetir no futuro. Ela argumentou: “Ora, isso jamais vai se repetir, pois agora a igreja romana ficou ecumênica e amorosa; portanto não vai mais torturar quem quer que seja... E também jamais vai haver guerra no mundo, pois agora todos querem a paz!”

         Louvado seja Deus que essa jovem um dia tenha feito uma decisão por Cristo na cozinha do meu apê, em Teresópolis, RJ, quando eu preparava um jantar e lhe pregava o Evangelho. Não sei se ela continua na fé, pois perdi o contato, quando se mudou para outra cidade distante de Munique. Mas quando estive na Alemanha em 2001, ela se abalou numa viagem de mais de 300 km para ir me visitar na antiga Alemanha Oriental, levando-me presentes e declarando o seu amor filial por mim.

Vejamos o que é atribuído como “conversa fiada” de Lutero, enquanto fazia refeições com os seus seminaristas:

 

Eu estou, da manhã à noite, desocupado e bêbado. Você me pergunta por que eu bebo tanto, por que eu falo tão galhardamente e por que eu como tão freqüentemente? É para pregar uma peça ao diabo que se pôs a me atormentar". É bebendo, comendo, rindo, nessa situação, e cada vez mais, e até mesmo cometendo algum pecado, à guisa de desafio e desprezo por Satanás, procurando tirar os pensamentos sugeridos pelo diabo com o auxílio de outros pensamentos, como, por exemplo, pensando numa linda moça, na avareza ou na embriaguez, caso contrário ficarei muito raivoso."

(Marie Carré, J'ai choisi l'unité - D.P.F., 1973, apud Lex Orandi: La Nouvelle Messe et la Foi, Daniel Raffard de Brienne 1983).

Observação: Obviamente uma autora católica francesa incrédula.

 

"Eu tive até três esposas ao mesmo tempo."

(Dois meses após ter dito isto, Lutero se casa com uma quarta mulher, uma freira).

Observação: Não me consta nas pesquisas feitas na Alemanha, antes de escrever o meu livro “Viajando com Lutero”, que o grande Reformador tenha tido outra mulher, além de sua esposa Catarina de Bora.

Eis aqui outra declaração sobre Lutero:

Apesar do fato de Lutero ter dito ter dito que ele mesmo não podia proibir a poligamia, embasado na Escritura, a Igreja Luterana - no Sínodo de Missouri - define o matrimônio como  "a eterna união em que um homem e uma mulher entraram por mútuo consentimento”. Contudo ela diz também que “a essência do matrimônio "não consiste em exigências legais, nem em cerimônias eclesiásticas  ... não na declaração de um ministro, mas no consentimento de ambos os parceiros é que pertence a essência do matrimônio”  Amem a isso!

http://www.polyamory.org/Howard/religion.html

(Guy Le Rumeur, La révolte des hommes et l'heure de Marie 1981, apud Lex Orandi: La Nouvelle Messe et la Foi - Daniel Raffard de Brienne 1983).  (Observação: Não é curioso que os escritores que denigrem a imagem de Lutero sejam em geral franceses, sendo a França um país católico incrédulo?)

 

Conforme eu disse hoje a um dileto irmão na fé, quem visitou as cidades onde Lutero esteve trabalhando pela Reforma, arriscando a própria vida; quem esteve nas igrejas onde ele pregou, e quem visitou a casa onde ele viveu modestamente com a esposa e os filhos, e até subiu ao púlpito onde ele pregava os sermões, para sentir o gosto do seu heróico modo de enfrentar o dragão romano, não pode manter qualquer dúvida sobre a sua conduta de cristão e marido sincero e piedoso.

Os jesuítas têm reescrito a história, usando sua grande inteligência e cultura a serviço da maldita igreja, cuja maior "virtude" é mentir desbragadamente.

A última mentira deles é negar que Mary Ann Collins, ex-freira católica, a qual tem escrito livros e artigos denunciando os erros da Igreja de Roma, exista realmente. Eu até andei trocando e-mails com ela, uns dois anos atrás... Depois ela sumiu do mapa... Quem sabe para se esconder (como o fez Eric Jon Phelps), temendo ser  assassinada pelos jesuítas? Tudo é possível num contexto mundial, em que a Igreja de Roma tem entre 40 e 70% das ações de todas as corporações multinacionais e, portanto,  pode dizer: “EU TENHO A FORÇA!”

Denegrir a imagem da Reforma e dos reformadores faz parte do contexto da apostasia dos últimos dias e nem me abalo com os que me chamam de mentirosa e herege, pois quem me julga é Deus. Assim como será Ele quem vai julgar Lutero no Tribunal de Cristo.

Rick Joyner (autor de A Colheita) chegou a ponto de declarar em seu livro “The Final Quest”  que: “Sua viagem pelo longo átrio inferior [rumo ao Terceiro Céu, onde conversou com o Senhor Jesus Cristo] -  o conduzira ao contato com multidões de pessoas do passado, já falecidas, e que  agora estão no céu [inclusive Lutero]. Ele falou com uma após a outra, em tempo real, com legítima familiaridade, e com algumas personalidades da vida cristã, já falecidas, inclusive o Apóstolo Paulo”. Vejam bem: Paulo Apóstolo estaria “residindo”  no Primeiro Céu, enquanto esse líder ecumenista e apóstata chegou até o Terceiro Céu para “conversar” com o Senhor Jesus Cristo. Quem se alia a Roma torna-se mentiroso e hipócrita como a “Santa Madre Igreja.” Esses líderes que aderiram ao Ecumenismo  tornaram-se apóstatas e místicos, dados a sonhos e visões celestiais, tentando implantar o Reino de Cristo na terra, através do Reconstrucionismo,  (idêntico ao Dominionismo Católico de Agostinho) e estão dizendo “Amém” a tudo que o papa de Roma fala e exige.

 

Mary Schultze, 01/02/2007

http://www.cpr.org.br/Mary.htm