A Máfia do Parlamento

 

         Quando estou na Alemanha, coro de vergonha, ao dizer que sou brasileira, pois o nosso Congresso é uma piada, na Europa e em todos os países do Primeiro Mundo.

Nossos parlamentares se mostram especialistas na elaboração de  leis e regulamentos, porém jamais os cumprem, dando ao povo o pior exemplo de desonestidade que existe nas Américas.

Logo após terem os “anões” do congresso invocado a lei para deporem o tal presidente “De Colores”, descobriu-se que eles mesmos haviam limpado os cofres públicos.

Quando um presidente culto e honesto, formado na Sorbone, em Paris, governava o Brasil, dois senadores, um do norte e outro do nordeste, brigando pelo poder, denunciavam ao país suas mútuas falcatruas. O do Norte quase foi  caçado e o outro renunciou ao ofício, a fim de não perder e elegibilidade, confiando em como a memória do nosso povo é fraca.

O brasileiro sofre de amnésia crônica quanto aos desmandos dos políticos nacionais. Ele só consegue gravar os nomes dos jogadores de futebol e das escolas de samba, preferindo esquecer  os nomes dos políticos desonestos. Esses homens de péssimo caráter serão sempre reeleitos, pois o que manda neste país é o dinheiro para comprar as consciências cadentes.

Certa filha de um político importante, que até governou o seu Estado natal, fez as maiores falcatruas, junto  com o marido. Mesmo assim, quando terminou o seu mandato, elegeu-se senadora e  quase se tornou ministra do governo atual.

 O art. 5º da nossa Constituição Federal garante que somos todos iguais perante a lei. Mas a Constituição não é cumprida, principalmente pelos  que estão no poder, daí que os direitos do povo são sempre atirados na lata do lixo.

Um ex-governador (frustrado algumas vezes como candidato à presidência) e seu vice foram denunciados por terem remetido uma piramidal fortuna aos paraísos fiscais, usando, inclusive,  os nomes dos seus familiares. Até hoje o caso só é lembrado através de um personagem de programa humorístico, na TV, e nada mais!

E o caso do ex-assessor da casa civil da presidência da república, denunciado por extorquir dinheiro de um bicheiro? Foi cassado, mas até hoje o presidente jura que ele é inocente... como todos os demais envolvidos na CPI do Mensalão, dos Correios e noutras CPIs. Os congressistas brasileiros não têm mais tempo de promulgar leis, pois o pouco tempo em que permanecem no congresso eles gastam na apuração dos crimes praticados. Esses delitos contra o povo sempre terminam em pizza italiana, acondicionadas nas brumas do Vaticano, o sócio majoritário de todas multinacionais do planeta e dominador das consciências globais.

O brasileiro é  o melhor povo do mundo! Acomodado e pacifista ao extremo.  Tendo futebol, carnaval e cachaça, ele deixa “tudo como está para ver como é que fica”. Enquanto isso,  os políticos continuam deitando e rolando sobre a nossa boa fé.

Quando vemos na TV os pobres (que não podem pagar as máfias dos planos de saúde) sofrendo nas filas do INSS, tentando pegar senhas para atendimento no SUS, depois de terem contribuído por tantos anos à Previdência, temos mais vergonha ainda de ser brasileiros.  Sabemos que o rombo na previdência, em apenas dois anos, passou  de trinta para cem bilhões de Reais, por isso o atendimento está cada dia mais precário. Agora vem a exigência do recadastramento, para ver quem está vivo ou morto. É um paliativo, pois a corrupção política vai continuar, até que se coloque pena de morte neste país. E, mesmo assim, só irá ao paredão quem não tiver muita grana para pagar um advogado corrupto.

Há momentos em que  nos indagamos se Deus não teria se esquecido do nosso povo... Ou então achamos que Ele vai mandar, brevemente,  uma boa carga de enxofre fumegante (ou uma Bomba H) sobre o nosso congresso, já que uma Tsunami seria impossível!

         O pior é que nem adianta o povo revoltar-se contra os desmandos dos políticos nacionais. Eles foram todos criados no evangelho de Roma e os poucos que se dizem evangélicos, com raríssimas exceções, são até mais corruptos, pois não são convertidos, usando e abusando do Nome Santo do Senhor Jesus Cristo para se elegerem. Só que, depois de eleitos, sempre envergonham esse Nome com a sua rompante iniqüidade.  Ach Du, Mein Gott!

 

Mary Schultze, março 2006.

Inspirado no artigo “Um País Inconseqüente”,

do Dr. Irineu Dias da Rosa.

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