A menina-lobo e o homem-elefante
Diz o Dr. Russell Shedd, Teólogo americano radicado no Brasil há mais de 30 anos, comentando o verso 5 do Capitulo 1 de Efésios, que Deus “nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade”. Isso quer dizer que Deus faz uma espécie de seleção, colocando a pessoa predestinada ao lado justamente das influências que humanamente explicam sua direção na vida. Em seu caso, foi o lar maravilhoso em que ele nasceu e as pessoas que viveram vidas irrepreensíveis ao seu lado, apresentando um estilo de vida que lhe chamava a atenção, mostrando que o Cristianismo é mais do que uma ideologia, mais do que uma simples herança religiosa - é “modus vivendi”.
O ambiente em que uma criança é criada e educada pode determinar, quase totalmente, o que ela será no futuro. A escritora Nazaré Breeman em seu livro “Cartas a JC” nos conta, na página 92, a história das duas meninas que viveram na Índia em 1920, criadas numa família de lobos. Seus nomes eram Amala e Kamala. Uma delas morreu aos dois anos de idade e a outra (Kamala) viveu até os 9 anos. Elas se comportavam como seus irmãos lobos. Andavam de quatro e não ficavam em pé. Comiam carne crua e estragada e bebiam como os animais. De dia, elas se escondiam nas sombras e à noite agiam ativamente com ruídos e uivos. Não riam nem choravam. Kamala foi acolhida por uma instituição beneficente e durante 6 anos tentaram torná-la uma garota normal, porém ela só conseguiu balbuciar 50 palavras e aprender alguns gestos afetivos, até o dia de sua morte prematura. Se essa menina tivesse nascido num lar cristão organizado, teria sido feliz e provavelmente teria sobrevivido de maneira digna. O Cristianismo bem vivido é a maior fonte de felicidade neste e no outro mundo.
Outro caso é o do homem-elefante. Essa história verídica, que mais tarde se transformaria num belo filme, nos é contada na página 39 do livro “Mentalidade Cristã”, do Dr. John Stott. Em 1884, o Dr. Frederick Treves, um jovem cirurgião inglês, acomodou e cuidou do homem-elefante num quarto dos fundos do Hospital de Londres. Antes disso, o homem, que se chamava Joseph Merrick, fora explorado em um circo. Havia nascido todo disforme, com uma enorme mandíbula superior, e o seu corpo era coberto de uma pelanca esponjosa e mal cheirosa. As pernas eram disformes e os pés se assemelhavam a bulbos, sustentando uma bacia meio deslocada. Seu rosto não tinha expressão alguma e apenas resmungava coisas incoerentes e quase ininteligíveis. Era tratado como um animal irracional no circo e quando o dono dele se cansou, jogou-o na sarjeta.
No início, o Dr. Treves julgou-o um imbecil de nascença. Com o passar do tempo, porém, diante do aprendizado cristão, descobriu que ele era muito inteligente, devorava livros e adorava conversar. Tinha imaginação romântica e aguda sensibilidade. Era gentil afetuoso e amável. Quando, pela primeira vez, recebeu a visita de uma mulher, que lhe dirigiu um sorriso e o cumprimentou, ele se desmanchou em soluços. E foi a partir daí que sua transformação se acelerou. Tornou-se célebre, muitas pessoas importantes iam visitá-lo e morreu num domingo de páscoa, após ter recebido a Ceia do Senhor. Alguma dia iremos encontrar esse homem-elefante com um corpo perfeito e glorificado, louvando o Deus Criador e Sustentador do Universo, Jesus Cristo! E foi o Dr. Treves que Deus escolheu para entregar aquele predestinado ao céu.
Como a salvação do homem é dada inteiramente de graça, Deus usa os seus meios para que essa salvação atinja o homem por Ele predestinado. Não quero dizer que creio na Predestinação absoluta, como Calvino afirma que existe, mas numa Predestinação relativa, em que certas pessoas, por piores que sejam, têm a chance de encontrar alguém que lhes apresenta o amor de Deus e as conduza a Cristo, para a salvação.
Se você, leitor amigo, encontrar alguém que lhe fale sobre a tremenda verdade que Jesus Cristo morreu na cruz por seus pecados e que basta crer nessa verdade e admitir que é um pecador perdido, e arrepender-se, aceitando a mão que Jesus lhe estende, não seja idiota! Aceite a oportunidade, pois ela muitas vezes não se repete e você pode ir torrar eternamente no inferno, simplesmente porque preferiu a vã sabedoria do mundo à sabedoria eterna de Deus.
Para ser salvo, você não precisa praticar obras mortas, nem dar dinheiro a igreja alguma, nem participar de sacramento algum. A salvação de sua alma é um dom gratuito de Deus, através da morte do seu Filho Amado, o qual ressuscitou para nos dar a garantia dessa salvação. Nenhuma igreja salva, nenhuma religião salva. Quem salva é uma única e exclusiva PESSOA, Jesus Cristo. Se você se entregar aos Seus cuidados, sem duvida alguma Ele vai mostrar-lhe o verdadeiro caminho para o céu. Mesmo porque Ele afirma: ”Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Jesus é o Deus Criador e Sustentador do universo (Hebreus 1: 2,3) e fez um sacrifício único e perfeito em favor de todos nós, a fim de nos dar a salvação eterna (Hebreus 7: 27). Feliz Páscoa para todos!!!
Mary Schultze - 06/04/2007