O Motorista e o Namorado

 

        Hoje tivemos mais um aula de “Redação Criativa”, na UNIVERTI, com a professora Líria, que é uma gracinha!

         O tema da leitura foi o trabalho programado na semana passada - Como vemos e entendemos o belo. Levei meu artigo, “O que há de belo na velhice” , e li, quando chegou a minha vez. Acho que todos os outros artigos foram mais interessantes do que o meu, pois as mulheres são craques em redação e muito criativas, principalmente a Diva do Teclado. Mas no meu trabalho inseri três versos bíblicos (de Paulo, meu teólogo favorito) e como a Palavra de Deus não volta vazia, acredito que mereci aprovação diante do trono da graça.

        Depois, cada uma contou algo interessante que lhe aconteceu nos últimos dias e aproveitei para contar dois casos:

1. - O Motorista - quando dei sinal, hoje, no ponto do ônibus, o motorista, um afro-descendente muito charmoso, parou, deu um sorriso e esperou que eu me sentasse, antes de arrancar com o veículo. Agradeci e logo simpatizei com ele. Mais  tarde, presenciei algo muito bonito, quando uma senhora, mais idosa do que eu, ia descer do ônibus com uma porção de sacolas de compras. Ele tirou o cinto de segurança, saiu do seu lugar e ajudou aquela senhora a descer, colocando as sacolas na calçada, sempre com um sorriso no rosto. Quando ele voltou ao seu lugar, cochichei-lhe no ouvido: “Você mostrou que é um cavalheiro; por isso vai ser o herói do meu próximo artigo”.  Eu amo Teresópolis! Todo mundo aqui é bom demais! Estou cumprindo o prometido.

2. - O Namorado - No domingo 17/02, fui almoçar no Restaurante Gamela,  com um irmão da PIBT, o Ezequiel. Fiz meu prato e, enquanto  o aguardava para a oração a dois, notei que havia um senhor jovem e bonito, na mesa ao lado. Olhei para ele e pensei: “Vou pregar o evangelho para esse moço”. Enderecei-lhe um sorriso e ele depressa perguntou se eu estava sozinha, na certa querendo sentar ao meu lado. Expliquei que estava com “meu irmão”. Ele sorriu e começou a almoçar. Quando Ezequiel voltou, contei o caso para ele (em voz baixa) e disse: “Preciso pregar o evangelho para esse Gato!”. Ezequiel sorriu e falou: “Você não tem jeito, hem?”. Imediatamente, lembrei-me do conselho de Paulo em Colossenses  4:5-6: “Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um”. Daí a pouco, observei que o rapaz tinha dois CDs musicais, numa sacola transparente, ao lado do prato. Perguntei se ele gostava de música e prosseguimos no maior papo. Também perguntei se ele gostava de ler no computador e logo ofereci-lhe o meu CD. Mais tarde, quando ele acabou de almoçar, falou do prazer de ter-me conhecido e acrescentou: “Hoje ganhei o meu dia!”.

        Foram essas as duas estórias verídicas que eu contei na sala de aula e graças a Deus não aumentei detalhe algum a meu favor, pois, logo que terminei a narrativa, a professora Líria falou: “Gente, Mary contou exatamente a verdade. Eu já sabia de tudo isso, através desse Gato, pois ele é o meu namorado”.

        Vocês já imaginaram o mico que eu teria pago, se tivesse contado alguma vantagem? Infelizmente, muitas mulheres vivem se gabando dos seus atrativos e acabam caindo numa ratoeira. Como diz um dos meus filhos:

Lí, estarrecido, esta semana que de cada dez prostitutas que atuam nas sofisticadas ilhas Balneárias espanholas (Mallorca, Ibiza), oito são brasileiras. Mais um triste recorde a se lamentar - uma geração inteira lançada no meretrício pela mídia maligna, que martela continuamente a promiscuidade na mente de garotas jovens, que ser brasileira é ter sensualidade à flor da pele; é expor publicamente o corpo seminu; é esbanjar erotismo. O destino destas, quando mal atingem a maioridade, muitas vezes é venderem-se como mercadoria barata, na quitanda globalizada. Este comportamento imoral está presente nas roupas, nas novelas, nos bailes funk, nos desfiles de carnaval, nas propagandas de cerveja e, infelizmente, nem as igrejas evangélicas estão livres da ridícula moda dos requebros e coreografias, com apelos sensuais. Sempre vendemos esta imagem de permissividade ao mundo e agora estamos literalmente "de quatro" perante ele”.

A extrema vaidade conduz à corpolatria e as garotas modernas sempre desejam ficar bonitas, ricas e famosas. Carentes de uma boa formação bíblica, elas sonham em conseguir um marido rico, o qual,  na realidade, não passa de um sapo feio, que jamais vai se transformar num príncipe encantado!

        Quando eu tinha 22 anos e ainda era bonita, certa vez apareceu na Companhia Singer (onde eu trabalhava como secretária do superintendente), um casal de boa aparência que dizia estar à procura de jovens bonitas, com Inglês fluente, para trabalhar na BBC de Londres. Fui escolhida mas, graças a Deus, eles desistiram de me levar, quando, depois da entrevista,  descobriram que se tratava de uma caipira do interior do Ceará,  que não tinha grandes ambições na vida. Mais tarde, saiu uma reportagem num jornal do RJ, contando sobre um casal que andava pelo Nordeste, aliciando moças bonitas para o meretrício na Europa. Essa foi mais uma prova de que o meu Deus vela por mim, tendo-me escolhido antes da fundação do mundo para ser santa (separada), a fim de trabalhar na Sua obra e não para ser uma prostituta nos bordéis europeus. Por isso é que eu me amarro em Romanos oito, vinte e oito!

 

Mary Schultze, 26/02/2008

www.cpr.org.br/Mary.htm


 

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. (1 João 1:9)
...o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. (1 João 1:7)