MUDEI DE IDÉIA
Quem leu meus últimos artigos focalizando o curso de “Redação Criativa” na UNIVERTI, vai ficar admirado com a decisão que tomei, esta manhã. Nesses artigos, eu dizia que me sinto sufocada no meio de 15 mulheres incrédulas, todas elas da Terceira Idade, as quais me olham como se eu fosse uma ET, porque prego a Divindade do Senhor Jesus Cristo. Por isso ia dar o fora...
Na publicação da revistinha da turma, todas as alunas contribuíram com lindos trabalhos escritos, mas fui posta de lado, com a desculpa de que “falo de religião”. Isso porque sempre uso versículos bíblicos em todo trabalho que apresento na classe, confiando plenamente na passagem de Isaías 55:11, que diz: “Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei”.
Quando li a tal revistinha, verifiquei que duas colegas falam de oração, de anjos, etc. Então, concluí que fui discriminada, não por “falar de religião”, mas por citar a Bíblia, a qual é sempre marginalizada pelas falsas religiões, considerando que o Ateísmo (de algumas ali) é também uma religião, aliás a mais perniciosa de todas. Muita gente ignora o que seja a “blasfêmia contra o Espírito Santo”, a qual não tem perdão, neste mundo nem no outro, conforme foi dito por Jesus, em Mateus 12:31. Pois é, exatamente isso que acontece ali: a negação da Divindade de Cristo. Escrever nessa revistinha da classe de 15 senhoras paleontológicas jamais me interessaria, a não ser que eu pudesse falar do meu Senhor e Salvador Jesus Cristo. Hoje, por exemplo, estou com “263.00 resultados para mary schultze”, no Google; por isso, escrever numa revistinha sem qualquer relevância nacional ou internacional nada me acrescentaria em matéria de realização intelectual.
No final de semana, traduzi (à mão) a última TBC de 6 páginas, com o excelente artigo de Dave Hunt (Paul Disputed), o qual digitei ontem, inaugurando o meu novo "marido". A lição mais preciosa (entre muitas) que aprendi com esse autor é que um cristão verdadeiro não deve ter receio de enfrentar os ambientes hostis à sua fé, devendo ser igual a Paulo, que disputava com os judeus e os pagãos do seu tempo, comprovando a missão terrena de Cristo, como o Messias de Israel e o Salvador da humanidade.
Após um rápido exame de consciência, descobri que eu estava sendo uma crente do tipo falésia (quem não conhecer esta palavra, deixe de lado a preguiça e consulte o Tio Aurélio). Mesmo assim, persisti no propósito de não mais aparecer na classe da UNIVERTI. Ontem à noite, a colega Fany Bayer telefonou, lamentando minha falta, na semana passada, e querendo saber se eu iria hoje à aula. Respondi que não e disse o porquê da minha renúncia ao curso, ao que ela contestou: “Você não pode fazer isso. Sua presença ali é importante. Todas escrevem bem, mas você é especial, pois fala de Deus e escreve coisas lindas. Nós precisamos de sua presença na classe, etc”.
Mesmo assim, continuei firme e hoje de manhã, como sempre costumo fazer, tomei um banho quente, coloquei um traje de passeio, pois pretendia me sentar diante do computador e, quando começo a teclar, esqueço a hora do almoço, ou qualquer panela no fogo. Depois de pronta, fui tomar o meu chá preto com suco de caju, mas, antes, orei sobre o assunto UNIVERTI. Quando terminei o chá, olhei o relógio da sala e vi que faltava meia hora para a aula começar. Peguei a bolsa e, em vez de vir me encontrar com este novo “marido” (um computador HP, inglês, de última geração, o qual não “fala” Português e me custou uma nota preta, na semana passada), resolvi pegar um ônibus e seguir para a UNIVERTI.
A aula de hoje foi muito divertida, pois o assunto versou sobre “namorados” e não participei com trabalho algum. Os trabalhos lidos foram excelentes e houve uma das colegas (Marília), que escreveu uma história inacreditável sobre a mãe dela (que era uma bela jovem, nos anos 1930). Sua mãe teve nada menos de 25 namorados, cujas iniciais do primeiro nome englobavam todo o alfabeto da nossa língua. O primeiro seria Arnaldo e o último, Zenóbio, ou coisa assim. Isso comprova que, a partir da mãe Eva, as mulheres sempre foram muito “espertinhas”, no sentido de levar os homens no papo...
Mais tarde, quando a professora dizia que os jovens de hoje fazem tudo o que lhes dá na telha e depois se queixam das conseqüências, pedi licença e falei: “Professora, você citou alguns provérbios populares, mas, há quase 2.000 anos, o apóstolo Paulo escreveu o seguinte, em Gálatas 6:7-8: Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna”.
Foi esta a minha modesta contribuição bíblica à aula de hoje, certa de que Isaías 55:11, algum dia, há de se realizar na vida de algumas daquelas mulheres de classe média, todas elas cultas, inteligentes, elegantes e atualizadas em todos os assuntos, exceto no principal e eternamente imprescindível - a Palavra de Deus. Porque, conforme a oração que Jesus Cristo fez ao Pai, antes de seguir para a cruz do Calvário, “... a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.
Mary Schultze, 10/06/2008