Mulher não envelhece...
Hoje tive um dia muito abençoado e estou certa de que o Senhor continuará me proporcionando, como tem feito há muitas décadas, a oportunidade de viver dias felizes em Sua graça, amor e misericórdia, que se renovam diariamente como torrentes (e não apenas gotas, conforme diz a letra de um hino) de bênçãos na vida desta pecadora regenerada pelo sangue do Seu Filho Amado.
Saí com minha amiga Frida; fui pagar as contas que vencem até o dia 10 deste e ela queria comprar um monitor para o computador que ganhou recentemente. Visitamos dois bancos, quatro lojas, e acabamos comprando o monitor nas Lojas CEM, onde os preços estavam melhores e o plano de pagamento acessível ao orçamento. Dali fomos almoçar no “Oswaldo & Lucy”, depois cada uma seguiu o seu rumo.
Duas coisas boas me aconteceram hoje, além da ida ao centro, em companhia de minha amiga. A primeira foi que encontramos (nas Lojas CEM) uma senhora, ainda relativamente jovem, que se apoiava num “andador”, como as crianças que estão aprendendo a andar. Tinha um lindo rosto e quando a vi, orei... agradecida: “Senhor, como tu és bom para mim! Esta senhora é bem mais jovem do que eu e, no entanto, já não consegue andar sem ajuda de um aparelho, enquanto eu consigo subir e descer, pelo menos três vezes, diariamente, os dois lances de escada do prédio onde moro, sem me cansar, sem perder o fôlego e nem sentir dores nas pernas!”
Passei pela senhora e, de repente, Deus colocou em meu coração que eu deveria fazer algo por ela. Mas, o que? Aquela mulher bem vestida, com aparência de classe média alta (uma VIP, talvez, e não uma NIP, como eu)... O que poderia eu fazer por ela? Deus me deu a resposta. Fui até aquela senhora, olhei-a bem nos olhos e falei sinceramente: “A senhora é muito linda!” Ela se desmanchou em agradecimentos e logo estávamos conversando. Contou que reside no RJ e vem a Terê apenas em alguns fins de semana. Dei-lhe o meu cartão e ela prometeu que iria me telefonar. Se o fizer, irei visitá-la e terei a chance de lhe falar do AMOR de Deus por todos nós, pecadores perdidos, revelado na morte e ressurreição de Cristo.
À tarde, quando acessei a Internet, encontrei a TBC de março (da autoria de T. A. McMahon, Assistente do Dave Hunt), que o Pr. Paulo me enviou, e depressa resolvi imprimir esse lindo trabalho (5 páginas ofício A-4), cujo título é “Psychology and the Evangelical Church” (A Psicologia e a Igreja Evangélica). Às 17 horas, depois de uma boa caneca de café, sentei-me para traduzi-lo à mão, como sempre faço, para amanhã digitar, a fim de melhorar o estilo.
Lá pelas 19 horas, quando já estava terminando a tradução, liguei a TV para aguardar o JN e vi uma cena de novela que me fez dar muitas risadas. Um velho reencontra uma antiga namorada e diz: "Laura, quanto tempo! Já se passaram 40 anos e você não envelheceu... Continua jovem!” Diante de tão piedosa mentira, a velhinha responde displicentemente: “Mulher não envelhece ... Fica loura!”
Realmente, mulher não envelhece ... fica loura! Pelo menos eu me enquadro perfeitamente nesse contexto filosófico. Nasci de novo, há quase 28 anos (01/05/1978) e, desde então, não consigo envelhecer. Além de ter ficado loura, a partir dos 50 anos, remocei de tal maneira através da minha comunhão com o Senhor, através de Sua Palavra, que me sinto cada dia mais jovem! Por isso me lembrei de procurar no arquivo este poema que escrevi há alguns anos:
Trovas Contemporâneas
Rabino é padre judeu / que ainda espera o Messias,
porque não leu Isaías / e se o fez não entendeu!
Quisera eu ter nascido / lá pelas Minas Gerais,
pois gero mal entendido, / sempre que falo demais.
Com tão avançada idade / bem que eu podia morrer,
mas, pra falar a verdade, / nem pretendo envelhecer.
Já passando dos setenta, / se aguçaram meus sentidos
e minha alma se alimenta / de sonhos - não de gemidos.
Quando ao espelho me vejo, / apesar do que ele diz,
ainda sinto o desejo / de amar e ser feliz.
Meus cabelos prateados / disfarço, sob a tintura.
Prefiro vê-los dourados, / fazendo melhor figura.
Tenho saúde e dinheiro / que me permitem viver,
mas trabalho o ano inteiro, / porque detesto o lazer.
Em meu coração de crente / não dou abrigo ao pecado.
Ele vibra intensamente, / sempre em Cristo renovado.
Tenho Fé em Jesus Cristo, / Meu bendito Salvador,
de Esperança me revisto, / firmada em seu grande AMOR.
Mary Schultze, 2001/2006