Mulheres em alta

 

        A cotação das mulheres em nossa PIBT sempre foi boa, mas hoje atingiu o ápice com a pregação do pastor sobre o dia dos pais.

        Ele leu Efésios 5:22-28: “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao SENHOR; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo”.

            Conquanto os homens da igreja esperassem que ele fosse enaltecer a classe masculina, pregando a obediência irrestrita da esposa ao marido, conforme o verso 22, ele pregou simplesmente a obrigação do marido amar a esposa conforme ama o próprio corpo. Depois mostrou a obrigação de o marido amar a esposa conforme Cristo ama a igreja... Que o marido ame a esposa a ponto de dar a vida por ela, como Cristo a deu pela igreja.  Sempre defendendo a mulher, a ponto de dizer que um mau marido não merece respeito algum da esposa, se ele não ama a esposa conforme Cristo ama a igreja, ele indagou:  “por acaso  Cristo maltrata a igreja? Por acaso Ele deixa faltar algo à igreja? Por acaso Ele é infiel à igreja?” E foi por aí... Brilhantemente, defendendo a mulher, de um modo como eu jamais havia escutado um pregador fazer. Quase no final de sua meia hora de enaltecimento e defesa da mulher, ele baixou a voz e falou, quase num murmúrio: “Acho que vou precisar de dois PMs para me escoltar depois deste culto por ter falado tudo que eu falei aqui”. Nesse ponto, ergui minha voz (quebrando o protocolo da igreja) e falei bem alto: “Não se preocupe, pastor. Nós mulheres vamos defendê-lo!”

         Depois que ele atendeu os irmãos à porta, fui procurá-lo, a fim de saber se ele estava precisando de alguma ajuda, e deixei um disquete com os meus artigos das duas últimas semanas. Ele comentou o meu acidente (não sei quem lhe contou, pois eu não telefonei e se faltei ao culto da semana passada foi porque estava na fazenda da filha alemã). Vi que saiu uma nota no boletim, depois vou saber quem lhe contou isso, pois imaginei que ninguém na igreja havia sabido do caso, exceto o PP e sua família.

         Nossa igreja é realmente boa. Não se pedem dízimos nem ofertas. A pregação da Palavra toma pelo menos meia hora, no culto de uma hora. A música (nos cultos matinais) é erudita e sacra. O silêncio é perfeito, a ponto de se escutar a respiração de quem senta ao nosso lado. Não se escutam aleluias, jargões de mau gosto, corinhos heréticos e tudo funciona exatamente na ordem estabelecida pelo apóstolo Paulo. Que Deus conserve o nosso pastor, nossa união em Cristo, nossa maneira discreta de cultuá-Lo, pois uma igreja assim é honrosa exceção, no contexto atual das igrejas barulhentas, onde se prega um evangelho espúrio e a petição de dinheiro chega a ser escandalosa!

Nossa igreja não é “celular”; não é “propositada”; não é “emergente”; não é operadora de milagres;  não tem gente caindo pelo chão; não tem “apóstolos”,  nem “profetas”, nem visionários em transe; não tem gente andando de quatro; enfim, é uma igreja digna do Nome do SENHOR JESUS CRISTO!

 

Mary Schultze, 12/08/07