Natal, quanta saudade!

       Meus irmãos fundamentalistas bíblicos, todos eles amados do meu coração, têm escrito vários artigos criticando o Natal como festa religiosa. Concordo com tudo que eles escrevem, mas amo o Natal, embora não como festa religiosa. Aprendi há muitos anos que Jesus não nasceu em dezembro e que Constantino aproveitou a festa pagã do deus Sol para “cristianizá-la”. A Igreja de Roma engoliu esta e todas as idéias pagãs do seu fundador.

Dentro de dois dias será comemorada a Noite de Natal no mundo inteiro, principalmente no Ocidente, e os shoppings têm ficado lotados de pessoas que desejam comprar presentes para os amigos e familiares. Limpei o apartamento ontem. Hoje saí três vezes, para fazer compras caseiras e almocei fora. Levei presentes para alguns amigos, e vim para o computador, onde havia 30 mensagens à espera de resposta. O gravador de CD/DVD do meu computador pifou exatamente esta semana e por isso não pude copiar mais CDs para dar aos amigos e irmãos na fé. Ainda bem que o meu ANJO DA GUARDA, Paulo Pimentel (Diretor do CPR) copiou mais de 20 CDs com 49 peças musicais regidas por André Rieu (o maestro mais famoso da União Européia) e foi com isso que satisfiz minha alegria de dar presentes neste final do ano.

Comprei um presuntinho tender, uma boa quantidade de frutas nacionais e com isso vou fazer minha ceia de Natal, comendo pouco, pois durmo cedo e não gosto de me empanturrar de alimentos pesados. Sem falar que de 53 passei para 55 quilos e estou me achando muito gorda!

Meus próximos três dias:  domingo, segunda e terça - vão passar depressa e só tenho medo que chova mais forte do que já tem chovido, pois apareceram três goteiras em meu apê (último andar), o qual não é de “cobertura”, mas de “abertura”, pois sempre chove no verão, exatamente em cima de mim. Apesar dos problemas que possam acontecer, além do que surgiu no computador, tenho certeza de que terei um Natal muito tranqüilo, bem a meu gosto. Mesmo que chova muito e eu tenha de dormir num colchonete, no chão da sala, (por causa das goteiras), vou dormir feliz... Meu coração estará limpo de pecado, pois confio na 1 João 1:9 e na 1 João 1:7. Louvado seja Deus!

            Antigamente nossas noites de Natal eram gloriosas!!! Meu marido levava essa festa muito a sério e se vestia de Papai Noel, primeiro para a nossa filha mais velha, (Margarete) depois para a filha mais nova (Rosemary)  e os dois netos, que chegaram antes dele falecer. Ganhávamos tantos presentes que não havia lugar para guardar todos eles. Schultze era muito generoso e não economizava, atendendo a todos os nossos pedidos.     Minha irmã Rosa vinha de São Paulo, carregada de presentes, e ficava alguns dias conosco. A família do meu genro, que adorava comidas especiais, chegava trazendo vários pratos natalinos e tomávamos vinho alemão importado (Liebfraumilch), moderadamente. Tudo era lindo demais e esse era único dia em que meu marido (um luterano liberal) lia a Bíblia com a maior circunspeção.  Nosso Natal era maravilhoso! Não por ser uma festa aparentemente religiosa, mas porque era a festa de nossa reunião familiar. Este é o lado mais belo do Natal. Nosso Natal familiar  perdurou de 1961 até 1981, pois o Schultze faleceu em agosto de 1982.

Depois que ele partiu, meu genro se encarregou de representar o Papai Noel, mas ninguém poderia substituir meu marido, que era um ator perfeito para esse papel. Esse Natal improvisado durou poucos anos, pois os pais do meu genro faleceram, ele e minha filha deixaram a Baixada Fluminense (onde tínhamos a empresa H. Schultze Ltda.) e vieram morar numa fazendinha em Teresópolis. Rosa foi morar no Ceará e depois faleceu, em conseqüência de uma lipoaspiração. As pessoas que eu mais amava neste mundo faleceram e fiquei sozinha, mergulhada num oceano de saudade! Depois dessas perdas, fiz um definitivo ponto final nas comemorações natalinas. Hoje costumo passar o Natal sozinha, acompanhada das boas lembranças de antigamente, e só não entro em depressão porque escuto música erudita,  leio a Bíblia King James, vejo um pouco de TV e “converso” com meus “filhos” e “netos”  virtuais.

Este ano a filha mais nova vai fazer um programa diferente com o marido e as filhas, e preferi ficar em casa... Mais uma vez, eu quis ficar sozinha,  relembrando o tempo em que nosso Natal era a noite mais linda do ano!

A saudade é a maior dor que se pode sentir, quando se foi muito  feliz no passado e, de repente, os que nos faziam felizes foram para a eternidade e nos deixaram aqui, cheios de lembranças, cumprindo o que falta da missão que Deus nos confiou. Romanos 8:28!

 

Mary Schultze, 22/12/2007

 

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. (1 João 1:9)
...o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. (1 João 1:7)