Aproveitai as oportunidades...
Há algumas semanas saí com um casal cristão de nossa PIBT, após o almoço na igreja, e fomos tomar um café no centro de Terê. O garçom (Giovani) que veio nos servir trazia pendurada ao pescoço uma placa de metal com uma frase em japonês. O irmão perguntou o que estava escrito e o garçom respondeu: “felicidade”, e em seguida retirou-se. Quando ele voltou para fechar a conta, resolvi aproveitar a oportunidade, conforme Paulo nos manda em Colossenses 4:5-6, que diz: “Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um”.
Perguntei ao garçom qual era o seu nome e o que para ele significava a palavra “felicidade”. Partindo daí, preguei o evangelho, prometendo levar-lhe de presente um Novo Testamento, Salmos e Provérbios (da Trinitariana), o que fiz alguns dias depois. Quando o irmão comentou minha maneira de aproveitar aquela chance para falar de Jesus Cristo como único, total e suficiente Salvador, respondi: “Você me deu a chance, quando perguntou o que significava a frase da placa... Além disso, para que Deus me fez tagarela como eu sou?”
Pregar o evangelho em qualquer lugar onde eu chego é também um modo de compensar minha futilidade. Por exemplo, quando entro numa loja para comprar uma blusa ou um adereço (para aumentar minha coleção), aproveito para pregar o evangelho, entrego algum artigo que porventura tenha na bolsa e quando a vendedora tem computador e diz que gosta de ler, levo depois um CD com 3.000 páginas de livros e artigos para ela. Curioso é que, muitas vezes, quando volto àquela loja, nem preciso perguntar se a pessoa leu o CD, pois ela mesma comenta o fato de ter lido este ou aquele artigo e começa a falar sobre o assunto. Isso me dá a certeza de que Palavra de Deus nunca volta vazia, conforme Isaías 55:1: “Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei”.
A única pessoa para quem não consigo pregar o evangelho é minha filha mais velha, que é humanista, ama os judeus, acredita que Jesus foi um grande homem, mas não acredita que Ele seja Deus. Para evitar atritos, oro diariamente pela sua conversão, pois me dói o coração saber que se ela não aceitar Jesus no coração, como Salvador de Senhor de sua vida, irá sofrer eternamente no inferno, que Deus criou para o diabo e Seus anjos. Peço ao Senhor que um dia, através da obra do Espírito Santo, ela seja convencida do seu pecado de incredulidade; que seja convencida de que Jesus nos justifica de todo pecado e de que o juízo será eternamente consumidor para os que não crêem conforme o próprio Jesus declarou em João 3:16-19: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más”.
Por não conseguir evangelizar a pessoa que deveria ser a mais importante do mundo neste sentido, por ser minha filha e amiga, me sinto debilitada e confusa, consolando-me em que a filha mais nova seja cristã e até goste de pregar o evangelho às amigas e colegas de faculdade; que a neta mais velha leia a Bíblia e creia em Jesus Cristo como seu Salvador. Também me lembro que se os próprios irmãos de Jesus não criam nele, antes de Sua ressurreição (João 7:5), quem sou eu para me desesperar porque minha filha mais velha não crê em meus argumentos sobre a Divindade de Cristo?
Às vezes me assalta o terrível pensamento de que ela possa morrer antes de mim e que, além da dor de perdê-la, eu tenha a dor maior de saber que ela morreu sem salvação! Que você, meu irmão em Cristo, que lê este desabafo, por favor, ore pela conversão de minha filha Margarete, como PP e eu temos orado, pois vivo muito preocupada com a sua incredulidade, achando-me culpada pelo fato de não tê-la educado na fé. Quando me converti ao Senhor, ela já estava com 19 anos, morando numa faculdade humanista e ali foi impregnada com a teoria da evolução e tudo que possa impedir que alguém creia na inerrância da Bíblia e se entregue a Jesus Cristo, em fé e verdade. Precisamos continuar orando e pregando o evangelho em cada oportunidade, pois o tempo está próximo... Jesus pode voltar a qualquer momento e vai nos pedir contas do nosso trabalho como servos inúteis.
Como dizia o grande pregador americano, Adrian Rogers, “Não existe um tempo melhor para se pregar o evangelho de Cristo do que hoje.
De algum modo parece que estamos acalentando a idéia de que Deus é um coitado e já não tem poder para fazer o mesmo de antigamente. Mas eu lhes digo que Deus é sempre Deus. Ele não envelhece. Ele não adoece. Ele não se cansa. Ele não se aposenta. O problema não está Nele, mas em nós. Não insultem o nosso Deus dizendo que Ele já não pode fazer tudo o que bem desejar, pois Ele é Onipotente”
Mary Schultze, 30/08/2007.
http://www.cpr.org.br/Mary.htm