Dr. Paisley

Contra a Falsidade

 

 

Mary Schultze

2004

 

 

 

Índice

 

01. Um Legítimo Protestante

02. O Vaticano e o Irredentismo

03. O Ministério do Dr. Paisley

04. O Dr. Paisley na Prisão

05. A Bênção Divina

06. A Conspiração Por Trás da União Européia

07. A Futura Euro-Teocracia Católica Romana,

08. A Cruzada de Roma Para Dominar a Grã Bretanha

09. O Homem do Pecado

10. Karol Wojtyla e a União Européia

11. A Besta Vem Aí

12. Dançando com o Diabo

13. As Más Novas da ICR

14. A Falácia do Purgatório

15. Sir Thomas More, Padroeiro dos Políticos Ingleses?

16. O Padroeiro da Internet

17. A Inquisição de Roma Continua Viva

18. Profundas Correntes Fluem Dentro do Vaticano

19. Especulações sobre o próximo Conclave

20. Cardeal Ratzinger, o Inquisidor-Mor

21. As Igrejas Negociam com a União Européia

22. Como Funciona Agora a Inquisição de Roma

23. Conversa com Lutero

24. Epílogo - Wojtyla em Meu Pesadelo

25. Dados Biográficos da Autora

 

Prefácio

    

Há oito anos, quando vim morar nesta cidade serrana (Teresópolis, RJ), após ter vendido a micro-empresa H. Schultze Ltda., com a linha de cosméticos “Mary Schultze”, resolvi dedicar-me à pesquisa do Catolicismo Romano, religião à qual estive presa até os 48 anos de idade.

Depois de  pesquisar mais de 10 mil páginas sobre o assunto e de ter traduzido mais de 6 mil, posso garantir que o dia mais importante de minha vida foi aquele em que, tendo recebido Jesus Cristo como único e todo suficiente Salvador, libertei-me da mentira religiosa, do jugo papal, e me tornei nova criatura em Cristo.

Aproveitando a facilidade de traduzir Inglês, desde os 17 anos de idade, e de escrever artigos e poemas na língua materna,  tenho procurado, nos últimos oito anos,  levar aos irmãos na fé e aos amigos um pouco do que aprendi nessas pesquisas, achando que esta é uma boa maneira de AGRADECER a DEUS o que Ele fez por mim, quando me libertou da prisão espiritual que me ligava ao papado, me causava pesadelos com o fogo do purgatório e não me permitia ter a menor certeza sobre o meu destino eterno.

Para a liberdade Cristo me libertou e agora já não me prendo a jugo de homens. Meu grande Deus e Salvador Jesus Cristo e  a Sua Santa e Infalível PALAVRA fazem-me sentir segura, feliz e realizada, já aqui neste mundo cheio de mentira religiosa, violência e descrença.

 

Mary Schultze, 01/05/2003

 

 

 

PRECISO DE UM AMIGO

 

Que me olhe bem nos olhos, quando exponho meus lamentos.

Que escute minhas tristezas, com paciência e atenção.

E mesmo sem entender-me, respeite os meus sentimentos.

Preciso de alguém disposto a ficar sempre ao meu lado.

Que não me dê o desgosto de ter de ser convocado.

Preciso de um amigo que sempre possa dizer-me

verdades que não consigo falar nem ouvir sozinha,

mesmo sabendo que posso odiá-lo por tal coragem.

Num tempo de ceticismo, preciso de alguém que creia

nessa coisa esplendorosa, quase desacreditada,

numa amizade sincera, linda e desinteressada.

Que teime em ser tão leal, tão simples, justo e sincero,

que não ponha o pé na estrada, quando o meu ouro for  zero.

Preciso de um amigo, repleto de compaixão,

que na hora da tormenta me segure forte a mão.

Mesmo que me ache fraca, indigna e quase venal,

na hora da provação, de minha fragilidade.

Um amigo que na ausência me faça sentir saudade

e que, ao chegar a velhice, ampare o meu coração.

Preciso de um amigo que me seja companheiro,

nas festas, nas pescarias, nas tristezas e alegrias.

E que em meio às tempestades, possa até gritar comigo,

desafiando as divindades, sem temer o seu castigo.

Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo,

mas posso escolher o AMIGO, buscando-o no mais profundo

desta alma que Ele criou. E nessa busca me empenho,

porque a sua AMIZADE tão simples, tão rica e bela

vai ser meu ancoradouro de paz e felicidade.

Desse AMIGO não desisto, ontem, hoje, nunca mais.

O seu nome é Jesus Cristo - REI de toda a eternidade!

 

Mary Schultze, maio 2003.

Inspirada no poema de Charles Chaplin, "Preciso de Alguém".

 

 

Capítulo 1

 

Um Legítimo Protestante

 

         Do livro “Ian Paisley, Protestant Protagonist par Excellence”, do Dr. Ronald Cooke, tiramos todas as informações sobre o herói da fé – Dr. Ian R. K. Paisley. Nesse livro o Dr. Cooke traça o perfil de um dos maiores expoentes do Cristianismo Bíblico do século 20. Diz o Dr. Cooke que o Dr. Paisley é uma figura central na situação política religiosa de Ulster e que o seu livro é um estudo apologético do ministério do seu biografado.

         A mídia internacional [praticamente controlada pelo Vaticano] tem tentado a todo custo boicotar a figura do Dr. Paisley, o qual sofrido, mais do que todos os líderes cristãos do século 20, a maior descarga de literatura odiosa.

         Não sendo um homem do mundo, Paisley tem sido alvo de muito ódio da mídia internacional. É odiado pelos homens do diálogo irenista [em favor da falsa paz mundial] e nem sequer é amado pelos evangélicos comprometidos [com o Ecumenismo].

         Contudo, os cristãos realmente alinhados com o Evangelho do Senhor Jesus Cristo não devem se mancomunar com aqueles que amam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.

         O lobby dos católicos romanos irlandeses dos USA contra o Dr. Paisley chegou ao cúmulo de terem conseguido cancelar o seu visto de entrada no país, em 1981. Até mesmo os que se dizem seguidores da Bíblia caíram na rede da intriga internacional. Infelizmente, os evangélicos americanos, que deveriam ter-se colocado a favor do Dr. Paisley, pareciam bem mais interessados no seu futebol domingueiro do que em garantir a liberdade política e religiosa em seu país.

         O Dr. Paisley é um gigante espiritual que se sobressai numa geração de pigmeus, sempre se colocando “em defesa da fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 3). Ele transcende as questões  apologéticas, os astros populares televisivos da pregação e os evangélicos neutros, os quais ocupam os púlpitos do Protestantismo nos dias atuais.

         O Dr. Paisley é um Reformador moderno, que precisa ser apresentado aos cristãos que mal conhecem o verdadeiro e heróico Cristianismo dos nossos antepassados, heróis que tanto sofreram (e até morreram)  pela causa de Cristo.

Ao Dr. Paisley foi negado pelo Departamento de Estado o visto de entrada nos USA, em 21/12/1981. Agindo em silêncio e na maior rapidez, Fischer fechou ao líder da Irlanda a porta de entrada na grande nação que tem sido o berço do Protestantismo e das liberdades individuais na América.

Os Trilaterais, os Illuminati, os Maçons e outros grupos têm sido observados com suspeita, porém nunca o povo americano se preocupou com o verdadeiro perigo que tem rondado a nação americana, isto é, o Vaticano.  Não fica bem para determinadas organizações apontar o dedo contra o Vaticano. Contudo existe mais intriga e conspiração ligadas ao esse país [minúsculo em extensão e gigantesco em poder político, econômico e religioso] do que qualquer coisa dessa espécie jamais documentada pela história.

O padre católico irlandês, Sean McManus, apressou o senador Ted Kennedy e o congressista John O´Neill, ambos católicos romanos de origem irlandesa, no sentido de impedirem que o Dr. Paisley continuasse entrando nos USA. Não foram os Trilaterais, nem os Maçons, nem Henry Kissinger, mas os homens do Vaticano, que, não apenas resolveram privar um homem honesto do seu direito de dissidente, como tiveram sucesso nessa conspiração, usando o Departamento de Estado para fazer pressão contra um protestante de fama internacional. Esses “filhos” do papa enviaram uma carta  ao então Secretário de Estado, Alexander Haig, na qual diziam, entre outras coisas:

Por causa dos apelos inflamatórios do Dr. Paisley ao boicote e ódio religioso na Irlanda do Norte, sua ampla posição destrutiva de intimidação e opressão e suas pouco veladas exortações à violência sectária, o seu visto não deve ser revalidado...”

Será que essas acusações contra o Dr. Paisley têm fundamento? Cremos que não. Ele foi caluniado por Ted Kennedy e pelos demais representantes do fanatismo católico romano irlandês da maneira mais violenta. Se esses homens pudessem, a liberdade americana, com três séculos de existência, trazida pelos protestantes puritanos, já teria sido neutralizada.

O protestantismo bíblico histórico tem sofrido sérios abalos nas décadas finais do século 20, porque alguns líderes confessos têm se prostrado aos pés do papa: Billy Graham, Rex Humberd, a falecida Kathryn Kulmann e outros. Os verdadeiros líderes protestantes do passado temiam o julgamento divino, acreditando que este seria muito severo, caso eles se mancomunassem com o Anticristo de Roma. Infelizmente, porém, hoje em dia, poucos líderes temem esse julgamento [talvez pelo uso das edições modernas deturpadas da Bíblia, pelas quais a Versão Autorizada de 1611 da Bíblia King James foi trocada]. Uma das marcas do pecador, segundo o apóstolo Paulo, é a falta do temor de Deus. Por causa da apostasia não é de admirar que poucos americanos estejam interessados em verificar os subterfúgios papais dentro dos USA. O protestantismo americano foi traído e despedaçado na casa dos supostos amigos do Senhor, tendo sido, portanto, fragmentado e paralisado pelos poder da mídia do Vaticano. Isso aconteceu por causa do irredentismo programado e realizado com sucesso pelo Vaticano, assunto do qual trataremos no capítulo seguinte.

Em nome dos “direitos humanos” a ONU tem dado apoio a alguns criminosos internacionais, o que prova a decadência da humanidade. Contudo, um homem como o Dr. Paisley é publicamente perseguido e boicotado, sem que nenhuma alta personalidade queira se envolver em sua defesa. Em Nova Iorque, todos os anos, acontecem paradas católicas, porém nunca mais os protestantes tiveram a coragem de fazer uma parada sobre a Reforma, pois seriam alvo de tremendo boicote da parte dos católicos americanos. É esse  o poder da estrutura que vem esmagando o país e que se voltou contra o Dr. Paisley, nos anos 1980...

 

A propaganda enganosa

 

         Os violentos ataques contra o Dr. Paisley, no rádio e nos jornais, a partir de 1981, cresceram muito, por culpa dos sacripantas a serviço do “chefão” de Roma. Os desfibrados fantoches da imprensa sempre têm destilado veneno contra o Dr. Paisley, o qual tem recebido os epítetos mais repugnantes, sem falar nas ofensas dirigidas à Irlanda do Norte. O jornalismo é uma perigosa arma nas mãos dos homens ímpios. Uma notícia pode ser veiculada no mundo inteiro, antes que a vítima tenha oportunidade de defender-se. Desse modo, o Dr. Paisley pode ser acusado de qualquer ato indigno e a notícia corre pelo mundo inteiro, mesmo sem qualquer respaldo de verdade  e sem que ele tenha a menor chance de defesa.

         O pior é que tantos líderes “protestantes” que se apresentam com os mesmos graus teológicos do Dr. Paisley, parecem mais preocupados com o próprio sucesso pessoal do que em averiguar a verdade das notícias. Isso acontece até mesmo com alguns que se dizem “conservadores”. Os mornos homens “reformados” da atualidade falam brilhantemente sobre Abraham Kuyper, que liderou o Cristianismo na Holanda, há cem anos. Contudo, o Dr. Paisley, que tanto se parece com ele, é repudiado com veemência por lutar por uma causa digna.

Admiramos um homem que foi firme na fé  há 400 anos, mas um homem desse tipo, hoje em dia, não passa de um tolo que deve ser descartado. Ele é chamado de fanático, mente tacanha, ou coisa pior... Lutero, Calvino, Zwinglio e os seus companheiros de luta já haviam dito, naquele tempo: “o mundo está de penas para o ar, mas estamos tentando colocá-lo de novo em ordem, fazendo fileira, mesmo que venhamos a cair em desgraça... Entremos em nossos quartos de dormir... e durmamos sobre os maus tempos, pois, quem sabe, quando acordarmos, as coisas estejam melhores...” . Se eles tivessem agido desse modo o resultado da sua omissão teria sido a herança do erro. Era após era, teríamos mergulhado nas profundezas infernais e os pântanos do erro teriam engolido todos esses homens e os seus descendentes. Mas eles amavam a sua fé em Jesus e por isso não permitiram que o Nome Santo fosse calcado aos pés dos hierarcas do erro. Foi dos mártires que recebemos o Evangelho, portanto não nos atrevamos a subestimá-lo, permanecendo quietos, enquanto esse Evangelho é negado pelos traidores, que o substituíram por um “falso evangelho”.

Os homenzinhos de hoje acham correto amar os heróis do passado, mas se não conseguem se identificar com o vitupério de Cristo, AGORA, os seus louvores aos  heróis de 400 anos atrás não passará de leitura vazia.

A liberdade da qual ainda continuamos a gozar está se aproximando cada dia mais do tipo de “liberdade” concedida aos povos pela hierarquia romana, com a sua famigerada Inquisição, na Era das Trevas. Quando o Dr. Paisley foi barrado à  porta de entrada nos USA, um angustiado clamor de protesto deveria ter partido dos milhões de “protestantes” americanos. Contudo houve um silêncio quase absoluto. Completo silêncio da parte dos evangélicos, indiferença da parte dos liberais e somente da parte dos fundamentalistas foi que se ouviu um protesto.

É triste que muitos “cristãos” se identifiquem com os humanistas da mídia, colocando-se no campo hostil ao Cristianismo bíblico, temendo levar o vitupério de Cristo. Infelizmente, isso jamais parece perturbá-los, visto como o seu Cristianismo tem mais a ver com o mundo secular do que com os ensinos bíblicos. Os cristãos de hoje são mais pagãos do que os pagãos de antigamente... Essa geração pode se orgulhar de sua escolaridade, mas o seu grau de conhecimento do vitupério de Cristo é ZERO. Não apenas fogem do Seu vitupério, como ainda nem se interessam em conhecer o Senhor da Bíblia e, por isso, acabam por desprezá-Lo. Eles ignoram que “horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:31)

Os “cristãos” modernos têm uma visão beatífica da mídia internacional, achando-a sem preconceitos, sem exagero passional, sem, contudo,  enxergar que na verdade  ela arde em preconceito contra os cristãos autênticos em geral e contra os fundamentalistas, em particular. Quando olhamos para esses auto-professos paradigmas da excelência jornalística, fica óbvio que a sua objetividade não chega sequer a ter compostura e nem se importam em alcançá-la.  O Dr. Paisley pode ser rebaixado, o seu ministério denegrido, não importa qual seja a tática suja empregada, pois o mundo tem fome e sede de escândalos...

Depois de ler dezenas de artigos do Dr. Paisley, na Internet, e em livros que falam da Irlanda, ficamos chocados com a falta de objetividade que temos visto e ouvido por aí. Às vezes até detectamos ódio nos olhos do locutor que está entregando a notícia. Notícia boa para a mídia moderna é aquela que rebaixa o Cristianismo bíblico... às vezes nos indagamos porque um repórter atravessa metade do mundo para registrar distúrbios na Índia, com a maior imparcialidade, porém quando o assunto é o Dr. Paisley o seu equilíbrio profissional se esvai, como se ele  estivesse dominado por uma força diabólica.

Certa vez o Los Angeles Times editou manchete cheia de preconceito, com estes dizeres: “PAISLEY, O HOMEM DE PODER IGUAL A CASTRO, EMERGE NA IRLANDA DO NORTE. Será que o público americano é tão crédulo como esses jornais acreditam que ele seja?  Fidel Castro foi criado pela repressão assassina da ditadura Batista, a qual sempre foi patrocinada pelo Vaticano. De Batista ele aprendeu as táticas de violência, assassinato e repressão. O que ele fez foi substituir a ditadura fascista do Vaticano por uma ditadura comunista castrista. Como vemos, a comparação desse homem com o Dr. Paisley é uma das mais indignas da parte do moderno jornalismo, considerando que isso não partiu de um jornal radical, mas de um “conceituado” jornal cosmopolita – o Los Angeles Times.

O autor do artigo classificou a teologia do Dr. Paisley como sendo do “século 17”, e prosseguiu dizendo que “a sua doutrina não tem desempenhado papel algum no pensamento religioso, durante muitos anos, e também nenhum papel no pensamento político, desde Oliver Crommwell”. A verdade não pode ser diluída com o passar dos anos. Ainda existem algumas escolas confessionais de teologia que continuam ensinando os preceitos da Reforma. O fracasso dos modernos sistemas de governo deve-se ao fato de terem os seus líderes atirado as grandes doutrinas da Bíblia pela janela dos seus confortáveis gabinetes, preferindo correr atrás das vigarices dos mitos modernos [como os da Psicoterapia, por exemplo - MS].

O tal jornalista prossegue indagando: “de onde vêm os seus graus, não interessa, pois suas visões teológicas são totalmente anti-ortodoxas, mas bem que ele poderia tê-las adquirido em qualquer instituição do ramo, onde  predomina o atual pensamento religioso”. Santa ignorância! Qualquer instituição em que predomine o pensamento atual é completamente apóstata! ICABODE há muito foi escrito em sua  porta. Nessa declaração ele se mostra totalmente ignorante da verdadeira teologia bíblica, pois não entende o que significa a palavra “ortodoxa”. E sem levar em conta o que se pense ou não a respeito do Dr. Paisley, uma coisa está meridianamente clara – que ele é um ORTODOXO! O livro de Lindsell - “The Battle of the Bible” (Zondervan, Grand Rapids, Mich, 1976, p. 19),  diz o seguinte:

É um erro cometido pelas pessoas eruditas que possuem apenas um conhecimento rudimentar de teologia histórica, supor que o Fundamentalismo é uma nova e estranha forma de pensamento. Nada disso. Ele é uma parcial sobrevivência de uma teologia que, certa vez, foi praticada por todos os cristãos. Quantas foram, por exemplo, as igrejas cristãs do século 18 que duvidaram da inspiração divina da Escritura? Algumas, talvez muito poucas... Fomos nós, (os liberais) que nos afastamos da tradição... Não elas... a Bíblia e o corpo teológico da Igreja estão do lado fundamentalista”.

Pois é com esses rasgos de ignorância teológica que eles julgam o ministério do Dr. Paisley. Eles se sentam para escrever os seus ensaios pueris e obrigam os outros a os lerem. A insinuação tem sido, talvez, a arma principal desses jornalistas modernos lidarem com as pessoas que estão em desacordo com eles. Pois quando ignoram a verdade, eles atiram uma insinuação qualquer, a fim de atingir vítima inocente. Esse jornalista retrocedeu a Crommwell, dizendo que este matou 20 mil pessoas, para a glória de  Deus, tendo em seguida ligado o ministério do Dr. Paisley ao de Crommwell, o que deixou implícito que o seu ministério glorifica a morte e a luta armada.

Ora, Crommwell lutou numa guerra civil, e sua vitória proporcionou à Inglaterra o melhor governo do mundo, naquela época. Tanto que o governo dos USA foi pautado sobre o modelo inglês estabelecido por Crommwell. Este foi usado por Deus para levar o Puritanismo ao poder, abençoando, desse modo, o Velho e o Novo Mundo com um ministério totalmente embasado na Bíblia King James. O Dr. Paisley, de muitas maneiras, pode até ser o último puritano deste mundo. Ele vinha clamando por uma “terceira força” na Irlanda, mais como uma medida protetora do que agressiva, embora tenha sido ridicularizado no mundo inteiro por causa desse clamor.

Os protestantes têm estado à mercê do IRA e de outros grupos separatistas, os verdadeiros assassinos que se vangloriam de matar na Irlanda. [Antes dos atentados de 11 de setembro de 2001, os americanos jamais conseguiram entender o significado da palavra “terrorismo” - MS].   E quem complica ainda mais essa situação são os políticos católicos romanos nos USA. Eles anseiam pelo triunfo do Catolicismo Romano na Irlanda e por isso estão prontos a sabotar qualquer movimento que possa trazer estabilidade à província. São eles que apóiam a repressão, conforme fica evidenciado em sua rejeição ao discurso do Dr. Paisley. Este sempre defendeu eleições livres e liberdade de expressão na Ulster de hoje e quando pedia uma Guarda Nacional era tão somente para garantir eleições livres e  o direito de dissidência a todas as pessoas dentro do processo político.

         Conheço o Dr. Paisley pessoalmente, há mais de 35 anos (diz o Dr. Cooke) e, portanto, vou tentar fazer um registro direto sobre ele, conforme a minha capacidade. Noto que ele não se preocupa com o que os homens pensam a respeito dele e do seu ministério. Mas acho que é o meu dever para com ele e os demais cristãos sinceros, que todos fiquem cientes a respeito  desse homem de Deus.  Pelo menos poderão ficar em melhor posição de o julgarem e de fazerem orações mais inteligentes em seu favor.

 

Sua vida de oração

 

         Continua o Dr. Cooke: Conheço o Dr.Paisley, antes de tudo, como um homem de oração. Em todas as minhas viagens ao redor do mundo, jamais encontrei uma pessoa que, como ele, ficasse tanto tempo intercedendo diante do Trono da Graça.  Tenho conhecido alguns grandes homens, grandes pastores, grandes evangelistas, grandes mestres da Bíblia, mas nunca encontrei um guerreiro de oração igual ao Dr. Paisley.

 

 

Capítulo 2

 

O Vaticano e o Irredentismo

 

         Desde o século 19 o Vaticano tem estado de olho na América. Logo após ter perdido os territórios papais, o papado se sentiu traído e enfraquecido e, segundo têm dito alguns escritores católicos romanos, ele fez uma notável descoberta.

         O ano de 1870 foi o ponto de partida para o estabelecimento do novo papado. O papa foi declarado infalível e passou  a ser mais intensamente cultuado como o líder espiritual de toda a humanidade. Com o advento do cardeal Spellman como personalidade de liderança nos primeiro anos do século 20, Roma começou a olhar com um interesse completamente novo para o país gigante que se levantava no ocidente.

         Existem muitas maneiras de dominar um país e uma das mais fáceis é a assimilação do mesmo através do domínio populacional. Isso se chama irredentismo. Com a vinda de hordas de católicos romanos irlandeses para a Nova Inglaterra, em meados do século 19, o que antes fora um país protestante puritano tornou-se completamente romanizado, dentro de apenas algumas décadas. Do outro lado do continente o México estava  preparando suas hordas invasoras para dominar o sudeste dos USA. E assim o irredentismo do Vaticano se pôs em marcha...

         Poucos eruditos acham que o Vaticano tenha um plano para dominar a América e uma agenda no sentido de executá-lo. Paul Blanchard falou sobre isso, há mais de quarenta anos: “Não existe um plano católico (romano) para a América distinto do plano católico (romano) para o mundo” (Paul Blanchard, “American Freedom and Catholic Power”, Beacon Press, Boston, 1948, p. 270). Embora Blanchard fosse um protestante liberal, sua declaração provou ser correta. Ele também notou que “em um mundo católico (romano) cada governo nacional irá estabelecer a ICR numa exclusiva posição de privilégio... Nada existe de fantasioso nessa descrição, exceto que ainda não foi realizada nos USA.” (Ibid, mesma página). Blanchard notou ainda uma das maneiras pela qual esse movimento para uma posição privilegiada seria executado. Ele disse que Roma pretendia aumentar a população católica nos USA.

         Quando Blanchard escreveu isso em 1948, pouca gente lhe deu atenção. Contudo, uma olhada para a situação do nosso país, em 1993, poderá convencer algumas pessoas de que esta previsão foi cumprida de muitas maneiras, tornando-se clara em nossos dias.

         No México e em toda a América Latina, a média familiar é de sete filhos. A população do México aumentou de 37 para 72 milhões de almas, em apenas 20 anos (1993), e no ano 2000 deve chegar aos 129 milhões, depois de apenas sete anos. Alagados e favelas são o modo de vida no México [A miséria é típica de todo país católico romano, pois ao Vaticano não interessa qualidade de vida para os membros de sua Igreja, mas apenas densidade populacional, e quanto mais ignorante for o indivíduo católico romano mais possibilidade tem a ICR de impor suas feitiçarias]. Calcula-se que, atualmente, (1993) cinco milhões de pessoas vivem em favelas de indescritível pobreza e falta de saneamento básico, somente na Cidade do México.

         Existe mais de uma boa maneira de dominar um país. O excesso de população no México, e também em toda a América Latina, tem sido canalizado para os USA, com a ICR desempenhando o papel principal em todo esse procedimento.

         B. A. Nelson  em sua obra “The Coming Triumph of Mexican Irredentism”, declara o seguinte:

         O separatismo (latino) considerado a partir de uma perspectiva sul do Rio Grande é o irredentismo mexicano.  Em vista da continuação das atuais tendências demográficas, tão certa como qualquer projeção do futuro possa ser, no ano 2080 os USA terão entrado em processo geopolítico de dissolução, iniciado pelo triunfo do irredentismo mexicano. (B. A.Nelson, obra supra citada, p. 3). Nelson destaca a existência de dois modos pelos quais um país ganha território dentro de outro: 1. Pela conquista. 2. Pela infiltração populacional e dominação demográfica.   Ele prossegue demonstrando que a transformação do sudeste americano num futuro estado mexicano, a qual antes parecia totalmente inviável, agora está se aproximando de um ponto no qual a mudança é quase inexorável.

         Nelson define o irredentismo como “qualquer movimento que vise unir politicamente o estado co-nacional materno com uma região sob governo estrangeiro” (Ibid, p. 2).  Essa é a base sobre a qual o IRA católico romano tem funcionado na Irlanda, embora usando a violência na tentativa de acelerar o processo. Por exemplo, a cidade de Londonderry, localizada na Irlanda do Norte, é basicamente  protestante e unida à Inglaterra.  O time de futebol “Derry City” agora joga na “Liga da Irlanda”, tendo se desligado da “Ulster Football”. A maioria dos habitantes de Londonderry é constituída de católicos romanos, os quais agora consideram a Irlanda do Sul e sua maioria católica como liderança.  O irredentismo do Vaticano já aconteceu na Irlanda do Norte, infelizmente.

A chamada “limpeza étnica”, em prosseguimento nos dias atuais na Iugoslávia, é conseqüência do irredentismo do Vaticano no passado, quando os croatas católicos romanos massacraram os sérvios ortodoxos, a fim de dominar o país. Hoje em dia (1993) os sérvios estão lutando para recuperar o que eles consideram seu, por direito, e que foi tomado à força pelo regime croata (católico, 1943-1945) abençoado pelo Cardeal Stepinac e pelo papa (Pio XII) de Roma.

Houve um aumento de 61% no número de hispânicos vivendo nos USA, entre 1970 e 1980. Lá pelo ano 2030, ou seja, dentro de 37 anos, os estados de Nova Iorque, Illinois, Flórida, Texas,  Novo México e, talvez, a Califórnia terão maioria composta de imigrantes que ali chegaram a partir dos anos 1980.  Stacy e Lutton em seu estudo sobre o assunto observam que esta nação, por estar continuando a permitir a entrada, anualmente,  de dois milhões de imigrantes do Terceiro Mundo, terá, eventualmente, uma população majoritária constituída desses imigrantes.  (Stacy e Lutton, “The Imigration Time Bomb”, Alexandria, VA, 1985, p. 44).  Não acreditamos que essa injunção aconteça sem planejamento, isto é, por acaso. Ela tem sido planejada com o fito de subverter a América protestante através das hordas do Vaticano.  

Roma não tem pressa. Ela acredita que o tempo e Deus estão do seu lado e vê os seus oponentes como aqueles que se levantam e caem com as suas respectivas gerações, enquanto a ICR continua de pé, há dezesseis séculos.

O ex-diretor da CIA, William Colby, disse, em 1978: “A mais obvia ameaça contra os USA é a existência de 60 milhões de mexicanos (católicos romanos), os quais chegarão a 120 milhões no final deste século”. Em outras palavras, o México está dobrando a população a cada vinte anos.

Então, como tem sido manuseado o problema da imigração ilegal? O “padre” jesuíta Heshberg, ex-presidente da Universidade Notre Dame, o qual se tornou uma personalidade importante como encarregado da imigração, tem exigido completa anistia para todos os imigrantes ilegais nos USA atualmente, cuja maioria é constituída de católicos romanos.

O jornal “New Solidarity” (Nova Solidariedade), que é decididamente a favor do Romanismo,  publicou a título de manchete, há alguns anos, o seguinte: “PORQUE OS USA DEVEM ABRIR NOVAMENTE AS SUAS FRONTEIRAS”. O editorial atacava a política dos USA naquele tempo e fazia a seguinte pergunta: “Por que eles (USA) não dão visto de residência a 200 mil famílias, em vez de pagar para que estas sejam assassinadas?” (“New Solidarity”, 07/03/1983, p. 6).

Essa observação referia-se ao que estava acontecendo em El Salvador. As guerras em El Salvador, Nicarágua, e os distúrbios em Cuba, são todos fomentados por Roma, a fim de arranjar desculpas para enviar milhões de refugiados católicos romanos para os USA. Dar 200 mil vistos significaria dois milhões de pessoas entrando nos USA, visto como cada família em El Salvador tem cerca de dez membros. A verdade é que, naquele tempo, mais de 200 mil imigrantes ilegais de El Salvador já se encontravam nos USA. [Se bem entendemos, o Vaticano promove as guerras, a fim de infernizar a vida dos próprios membros de sua Igreja, atirando-os na aventura de procurar um novo país, onde a população católica  será aumentada e, conseqüentemente, o poder da ICR]. O número exato agora é desconhecido. Isso porque eles chegam aos montes e,  quando não são apanhados na fronteira, logo desaparecem na clandestinidade.

O jornalista colombiano Jaime S. Echeverri, certa vez falando em Washington D.C., chamou os USA de um “país humanisticamente retardado”  (Ibid, mesma página). Certamente essa rude linguagem partiu de um colombiano, natural de um dos países latino americanos mais socialmente subdesenvolvidos e em declínio, governado pela droga, controlado por gangsteres, onde os meninos de rua são contados aos milhões, com o terrorismo controlando o governo, os traficantes construindo vilas inteiras de casas, escolas, ginásios, etc., e onde a ilegalidade e a pobreza são endêmicas. 

Echeverri foi ainda mais longe, quando passou a atacar os USA por ter esse país “uma população baixa demais”  e ter “truncado o potencial industrial.. vendido os nossos direitos de nascimento... e condenado todos nós ao inferno” (Ibid, mesma página). Se isso é verdade, por que Echeverri jamais explicou a razão por que quase todo mundo na América Latina deseja vir para os USA? A verdade é que se ele e sua Igreja conseguirem o desejado sucesso, conforme tem acontecido ultimamente, dentro de alguns anos os USA se tornarão exatamente a nação que ele descreve. Se a religião idólatra de Roma, amaldiçoada por Deus, porventura conseguir ascendência neste grande país [o que, infelizmente, já aconteceu no final do século 20],  sem dúvida ele vai se assemelhar mais com a Colômbia de Echeverri do que à grande nação protestante que deveria continuar sendo.

Echeverri e milhões de sua laia não entendem o que tem causado a diferença entre a América do Norte e a América do Sul. Ele fala bobagens sobre o potencial industrial, sem jamais verificar que é o empenho e árduo trabalho da ética protestante que sempre têm conduzido a nação americana à grandeza. Como aqueles que contam lorotas sobre a ética judaico-cristã, Echeverri, obviamente, ainda não fez o seu dever de casa a respeito do início da história americana e, portanto, não sabe que os nossos antigos pioneiros eram quase todos protestantes. 

A América do Norte tem sido abençoada pela verdade protestante. A América Latina tem sido amaldiçoada pela mentira da idolatria. Nada temos contra os católicos romanos e temos visto alguns deles convertidos através do nosso ministério. Contudo, o sistema [político-econômico-religioso] católico é basicamente  supersticioso e idólatra e por isso jamais pode gozar das bênçãos de Deus ou encorajar a honestidade e a sobriedade [aos governantes e ao povo].

Os USA se tornaram a Meca de todo imigrante legal ou ilegal no mundo hodierno. Neste exato momento (1993), o país está sendo inundado de imigrantes ilegais. Os países protestantes da Europa Norte têm alcançado altos níveis de vida e por isso um reduzido número de  pessoas tem emigrado de lá, nos últimos tempos.  O maior influxo de imigrantes  procede atualmente de Cuba, Haiti, México, El Salvador, Nicarágua, Honduras, e alguns países da América Latina. O Paquistão, as Filipinas e a Indonésia também têm um grande influxo. Então, o que se pode garantir é que a imigração - legal ou ilegal - nos dias atuais, nos USA, é cem por cento NÃO PROTESTANTE.  

A Cidade do México se tornou a maior cidade do mundo (1993) com 18 milhões de habitantes. São Paulo (Brasil) deverá alcançar 26 milhões no final do ano 2000. Esta contém mais pessoas do que todo o continente australiano e tem uma população igual à de todo o Canadá.  O aspecto deprimente dessas duas cidades é que milhões JÁ vivem em favelas e atualmente existem cerca de 40 milhões de meninos perambulando pelas ruas da América Latina (católica).

Segundo uma reportagem no “Altoona Mirror”, em 05/02/1992, ondas de imigrantes ilegais mexicanos têm corrido pelas rodovias de San Diego, em plena luz do dia, junto com os carros.  Essa é uma nova tática no sentido de conseguir entrar nos USA. Em vez de se moverem na escuridão, eles agora simplesmente se juntam em multidões e correm todos, ao mesmo tempo, pela rodovia. Não podem ser detidos porque alguns poderiam ser mortos, na tentativa de escapar à detenção.  

Os imigrantes do passado foram assimilados no grosso da população americana, dentro de apenas uma geração. Isso já não acontece hoje em dia. O Vaticano, com a ajuda de Jimmy Carter (membro da Convenção Batista do Sul), importou quase um milhão de cubanos em poucos dias, dos quais muitos eram assassinos, loucos e criminosos. Ao mesmo tempo em que isso acontecia, soubemos que um autêntico cristão protestante canadense foi embargado e não conseguiu permissão para entrar nos USA. [O Dr. Ian Paisley, ministro protestante e membro da Casa dos Comuns em Londres, também foi impedido de entrar nos USA, por defender os direitos da Irlanda do Norte]. Desse modo, qualquer pessoa que não conseguir ver o que está acontecendo atualmente na Imigração dos USA é cega de um olho e enxerga mal pelo outro.

Além de meio milhão de católicos romanos oriundos de Cuba, ainda existem 10 a 20 milhões de católicos romanos mexicanos ilegais nos USA, atualmente (1993). Juntem-se a esses, vários milhões de católicos romanos salvadorenhos, vários milhões de nicaragüenses,  meio milhão de haitianos,  e outro meio milhão de vietnamitas (todos católicos romanos) e então se pode ter uma idéia do que tem acontecido ao país, no último quartel do século 20.  Uma estatística pode ajudar-nos a colocar tudo isso em perspectiva: existem agora (1993) mais imigrantes ilegais salvadorenhos vivendo na Califórnia do que na própria cidade de El Salvador. E mas imigrantes ilegais nicaragüenses no sul da Califórnia do que na cidade de Manágua.

As guerras na América Central, muitas vezes custeadas pelos USA, com as bênçãos do Cardeal Spellman, sempre tinham os jesuítas manobrando-as de ambos os lados do conflito, de modo que qualquer que fosse o resultado, esses cães de Roma sempre estavam do lado vencedor. Agora parece obvio que a razão para fomentar esses distúrbios era conduzir milhões de refugiados ilegais e “legais”, todos eles católicos romanos,  para os USA.

Atualmente, Miami é mais cubana do que americana e Castro, que parecia odiar Roma, dará as boas vindas ao papa, no próximo ano (1994). Mais uma vez, a principal razão para a existência da Cuba de Castro foi conduzir milhões de cubanos para os USA. Atualmente o Espanhol é mais falado do que o Inglês, no sul da Flórida, e o povo dali tem colocado adesivos em seus carros, com estes dizeres: “Quando o último americano deixar Miami, traga a bandeira americana com você”. [Subentende-se... para não ser expulso, ficando a salvo em respeito à bandeira do país].

Guetos imundos são a marca registrada de Roma, desde os alagados de Londonderry, até os morros infectos do Rio de Janeiro; e das fétidas favelas da Cidade do México, até os alagados de Simone, onde as fezes humanas flutuam junto com o lixo acumulado, enquanto várias centenas de  milhares de seres humanos tentam sobreviver precariamente.

Por que será que todos esses cretinos, que tanto apóiam a proibição de Roma sobre o controle da natalidade, não vão residir nesses lugares? Enquanto Roma condena milhões de pessoas a viverem assim, ao mesmo tempo continua mantendo a lei do celibato forçado dos padres... [Onde está a lógica?]

Outra mudança dramática tem ocorrido na Imigração, nos últimos anos (a partir de 1970), e se refere ao exame médico dos imigrantes. Durante anos os mais estritos exames médicos eram exigidos de todos os imigrantes que desejavam entrar nos USA. Contudo, após a débâcle cubana, tem-se permitido que todo corpo doente entre no país, sem qualquer exame de saúde.

Stacy e Hutton registram que várias moléstias têm reaparecido nos USA, após terem sido completamente erradicadas. Eles ainda afirmam que novas moléstias têm aparecido. A AIDS é endêmica entre os haitianos. A catapora e também a peste bubônica têm reaparecido nos USA.

O empenho da ICR e das denominações protestantes ecumênicas em AJUDAR os imigrantes ilegais a entrar no país e ali permanecerem, sem se incomodarem com essas moléstias que chegam com eles, tem se constituído em um dos horrores, nos anos 1980. Esse povo mal orientado pretende cuidar de indivíduos, na esperança de que os que foram deixados para trás jamais sejam percebidos. Como disse um cidadão, não é possível que todo mundo venha morar nos USA. O Vaticano tem estado de olho neste país durante muitas décadas e  o seu objetivo maior é minar, tanto a Inglaterra como os USA [O que praticamente já conseguiu, com o rebaixamento moral do país, em conseqüência das versões falsificadas da Bíblia King James e do advento de povos hindus e muçulmanos, que têm desestruturado a religião cristã nesses dois países]. Em 1889, o arcebispo irlandês de St. Paul Minesota, declarou: “A nossa obra é fazer com que  a América se torne católica (romana).” (John J. Arien, “A Vatican Dinasty in Washington”, publicação própria, p. 2)  Na virada do ano para o século 20, o jornal L´Osservatore Romano declarou: “O papa [nesse tempo, Leão XIII] é o soberano da Igreja. Ele é também o soberano de qualquer sociedade e de todo e qualquer reino”. (James A. Pike, “A Roman Catholic in White House”, N.Y., 1960, p. 49). Mais recentemente, os Reitores Rev. John A. Ryan, da Universidade Católica, e o Dr. Francis  J. Bolland, da Universidade Notre Dame, em seu livro “Catholic Principles of Politics”, publicado com o Imprimatur do Cardeal Spellman, disseram que “a propagação das falsas doutrinas [protestantes] entre os católicos poderia tornar-se uma fonte de injúria, uma VERDADEIRA AMEAÇA ao bem estar dos verdadeiros  crentes (católicos romanos) e que contra esse mal eles teriam o direito de proteção pelo ESTADO CATÓLICO” (Obra citada, p. 51). E foi ainda mais longe: “Contudo, por mais que louvemos o sistema americano no que se refere à terra, não vamos deixar de ser favoráveis ao sistema no qual a única igreja verdadeira seria reconhecida e especialmente favorecida”. (Ibid, mesma página).

O “padre” O’Connel, após ter dado essa rasteira no sistema americano, declarou que os americanos não deveriam se opor “às restrições que as nações católicas de nossos dias estão fazendo  contra a propaganda anticatólica”. (Ibid, p. 52).

O Vaticano já está dominando quase completamente a Europa (1993). Alguns anos atrás um jornalista proclamou: “O Eurocomunismo está morto e o Eurocatolicismo em marcha”. Muita gente questionou a sua afirmação de que o Eurocomunismo na Europa estivesse morto, porém ninguém questionou que o Eurocatolicismo estava em marcha. A partir de então [com o estabelecimento da União Européia] isso tem provado ser uma grande verdade!

 

 

 

 

Capítulo 3

 

O Ministério  do Dr. Paisley

 

       O murmúrio da mídia internacional contra o ministério do Dr. Paisley tem enganado milhões de pessoas. Até mesmo os chamados jornais evangélicos, que deveriam conhecê-lo melhor, têm aderido a esse coro. Alguns jornais o têm chamado de “ministro vendedor do ódio”, “pregador do ódio” e outros epítetos infames. Desse modo, a não ser que uma pessoa conheça o Dr. Paisley, temos certeza de que ela poderá sentir, no mínimo, um sentimento de desprezo pelo mesmo. Se eu não o conhecesse pessoalmente (diz o Dr. Cooke), poderia até possuir a mais negativa impressão sobre ele e o seu ministério. Deus me livre de contar apenas com as mentiras do moderno jornalismo para julgá-lo.

         Há 35 anos, o Dr. Paisley convidou dois amigos para uma tarde de oração junto com ele. Ficou maravilhado e pediu que eles voltassem para mais uma tarde oração. Eles voltaram e naquela mesma noite resolveram entrar em vigília. Depois de algumas horas, os amigos partiram, mas o Dr. Paisley ficou ali, sozinho, orando, orando, orando. Como o Jacó do VT, ele encontrou-se com Deus de um modo especial e, a partir desse dia, a sua vida e o seu ministério não foram mais os mesmos. No dia seguinte ele confidenciou aos amigos que Deus lhe havia colocado no coração a certeza de que iria abençoar o seu ministério e trazer um avivamento à terra de Ulster. Sim, apesar da perseguição, da prisão, dos distúrbios, das revoluções, do desprezo e da falsa apresentação de sua pessoa, Deus tem abençoado maravilhosamente o ministério do Dr. Paisley e o testemunho da Igreja Presbiteriana Livre em Ulster e noutras terras.

         De fato, como aponta Leonard Ravenhill, podemos ter convulsões e revoluções, sem um despertar espiritual, mas onde, em toda a história do NT, podemos encontrar um verdadeiro despertar sem conspiração e revolução? A maior parte do tépido evangelismo atual é apenas um precursor do advento da Misteriosa Babilônia, a grande. O moderno diálogo irenista é constituído de suaves mentiras satânicas, embora seja isso o que a maioria dos crentes bíblicos considera o evangelho verdadeiro, olhando com desdém para ministérios como o do Dr. Paisley.

         O evangelismo sem oração e as igrejas mundanas demonstram quanto as igrejas de hoje carecem da intercessão. O que é considerado oração em nossos dias não passa de uma paródia da coisa real... [Com os crentes pedindo bens materiais e nunca um verdadeiro arrependimento e conversão ao Senhor - MS]. Alguns cristãos bem cotados, porém totalmente antibíblicos, afirmam que o ministério do Dr. Paisley tem gerado a discórdia que hoje é vista em Ulster, dizendo que podem se entender bem com outras diferentes crenças. Acham que a paz a qualquer preço é muito melhor do que a revolução. Nosso Senhor disse que não veio para trazer paz ao mundo, significando que onde o legítimo Evangelho é pregado, logo surgem divisões. Quando a mensagem ecumênica é pregada, as divisões são “sanadas”. Contudo, permanece o fato de que este mundo crucificou Cristo e continua desejando crucificar os seus seguidores. Quanto mais perto está uma pessoa de Cristo, mas perto está de ser crucificada pelo mundo.  Quanto mais dele se distancia, mas se torna tolerada pelo mundo. A contínua luta na Irlanda do Norte, onde a mídia sempre apresenta os protestantes como vilões, demonstra o ódio que Satanás tem ao legítimo Evangelho de Cristo.

         A partir daquela noite inteira de oração, uma noite semanal regular de oração foi organizada. Esse ministério de intercessão pelo despertar  da Palavra de Deus tem resultado em bênçãos divinas derramadas  sobre a Igreja Presbiteriana Livre de Ulster. Essa Igreja é fruto da oração e nela se tem norteado.

         Quando freqüentei a Igreja do Dr. Paisley (diz o Dr. Cooke) havia cerca de seis reuniões semanais de oração. Toda sexta feira havia uma vigília de oração, começando às 11 horas da noite e terminando às 6 horas da manhã.  Havia reuniões de oração aos domingos, de manhã e à tarde, com a duração de uma hora, além dos cultos vespertinos. Às terças e quintas feiras havia cultos de oração ao meio dia. Além destes, havia cultos missionários de oração e encontros do Esforço Cristão de Oração. Desse modo, a Igreja estava mergulhada em oração durante a semana inteira.

Mesmo assim, a Igreja não era um mosteiro. O alcance externo era admirável. Tendo se engajado no ministério de intercessão, o povo afluía ao ministério local de evangelismo e ao Esforço Missionário. Muitos jovens se deslocavam para locais distantes da terra, como obreiros cristãos de tempo integral.

Ao contemplar a notável vida de oração do Dr. Paisley, devemos nos indagar: “quantos dos evangélicos pigmeus, que o têm criticado tão acerbamente (como os da Christinity Today, Eternity Magazine e do Presbyterian Journal), têm passado uma noite inteira de oração, em toda a sua vida?

Já é tempo dos cristãos exigirem a identidade de alguns desses escritores. Os cristãos deveriam exigir deles muito mais do que graus acadêmicos, apresentados para impressionar os crédulos. Alguns desses graduados covardes da fé nem sequer conhecem a graça salvadora de Deus e os seus escritos dão testemunho disso. Algumas dessa badaladas revistas evangélicas são inúteis aos cristãos bíblicos, pois nada lhes acrescentam, sendo sempre  empurradas para  os bem intencionados, que desejam edificar-se na fé e no conhecimento do Senhor...

Supõe-se que os cristãos reconheçam o poder da oração e do ministério de intercessão. O Dr. Oswald Smith, ex-pastor da Igreja do Povo em Toronto, Canadá, declara em um dos seus livros que a oração de intercessão é a forma mais elevada do culto cristão. Cremos que poucos cristãos iriam discordar disso. Mesmo assim, esse ministério é quase totalmente negligenciado hoje em dia nas igrejas e os devastadores resultados dessa negligência têm sido aparentes em toda parte.

O Dr. Paisley tem feito muito mais do que simplesmente falar ou escrever sobre a oração de intercessão. Deus tem abençoado o seu ministério de modo assombroso. A despeito dos murmúrios pessimistas dos ministros, que lhe disserem que, quando Deus quer abençoar, Ele abençoa, mesmo que não se passe uma noite inteira de joelhos. Também a despeito das críticas, da incompetência e dos cristãos infrutíferos, que o têm tachado de fanático, por causa do seu culto semanal de vigília em oração. Apesar da severa perseguição e dos ataques que têm sido deslanchados contra ele pelo mundo e pelos cristãos de mente mundana, o Dr. Paisley decidiu colocar Deus em primeiro lugar, depois o homem. Por isso Deus  tem selado com aprovação divina o ministério desse moderno Reformador.

Uma coisa para os novos piedosos evangélicos modernos é falar de amor. Outra coisa é demonstrar esse amor, diante do Trono da Graça Celestial, intercedendo pelo mundo perdido. Qualquer líder moderno pode escrever  e falar sobre o conceito de amor. Outra coisa completamente diferente é demonstrar o amor de Cristo com sentimento cordial e alma humildemente ajoelhada aos pés do Senhor, num recôndito local de oração. 

Paisley não se detém a discutir hipocritamente a respeito do amor. Ele demonstra a sua preocupação pelos perdidos através de ansiosa, fervorosa e persistente oração em favor destes. O “amor” de que tanto se fala hoje em dia está realmente mais próximo do ódio, quando analisado à luz das Escrituras. Certo bispo metodista costuma dizer: “Eu, sinceramente, não creio que o homossexualismo seja um pecado”. Então passa a explicar através da psicologia, da genética, da química e de outros meios,  a naturalidade do ato homossexual. Ele não crê na infalibilidade da Bíblia e, portanto, se  acha no direito de chamar Deus de mentiroso. Esse tipo de declaração é considerado uma grande prova de amor ao próximo, conforme os modernos padrões religiosos de comportamento humano. Para mim ele não passa de uma tremenda “declaração de ódio” ao próximo, pois esse ministro liberal deixa o pecador profundamente imerso em seu pecado, enviando-o “via Sedex” para o tormento eterno do inferno.  O legítimo amor cristão está em admoestar o pervertido sexual sobre a sua rebelião contra Deus, buscando, através do aconselhamento bíblico e da oração, o seu arrependimento e regeneração. O pastor verdadeiro sempre segue o exemplo de Paulo, que jamais fechou os olhos aos pecados do homem. Esse pastor não apenas deve conhecer a teologia paulina, como deve seguir as mesmas regras de ensino do grande apóstolo em sua própria vida.

O amor que alguns desses pastores exibem pelos católicos romanos é semelhante ao amor do bispo metodista. Tende muito mais ao ódio do que ao verdadeiro amor. Paisley intercede para que os católicos romanos sejam libertos de sua falsa religião, a qual ensina a salvação pelas obras. Ele vive clamando para que Deus os liberte do erro doutrinário. O pregador que, como os evangélicos modernos e  os pentecostais, manda os que se decidiram por Cristo de volta ao Romanismo ou às sinagogas judaicas, está sendo falso à sua vocação elevada e sagrada. Um dia ele será chamado a prestar contas de sua pregação infiel da Palavra e não será louvado por esse tipo de amor tão alardeado pelo Ecumenismo.

O Dr. Paisley não é apenas um orador importuno, conforme alguns o classificam, mas também um homem de oração, o qual norteia inteiramente a sua vida pela de Paulo. Ele não apenas conhece a doutrina, como as regras e por estas tem regido a sua  vida cristã. Não é um teórico, como 9 entre 10 “estrelas” do firmamento evangélico moderno. Ele vive o que prega, encarando a sua vida cristã com o entusiasmo e a certeza de que as coisas espirituais são reais e vitais.

 

Seu antigo ministério

 

Após ter recebido em seu coração a certeza de que Deus iria abençoar o seu ministério, o Dr. Paisley decidiu evangelizar a Irlanda. Nas antigas campanhas de evangelismo esse ministério havia provado ser uma grande bênção às várias comunidades por ele visitadas. Em Rathfriland mais de 180 pessoas haviam recebido Cristo como Salvador. Em Ballymena umas 350 professaram sua fé em Cristo. Esses cultos eram tão freqüentados que eles precisaram sair da Igreja e ocupar a prefeitura, pois muita gente estava sem espaço nos cultos. Ele encheu a prefeitura, que tinha capacidade para 2.000 pessoas, e isso durante seis semanas. Ele ainda tinha outros cultos evangélicos na Moore Street e em sua própria Igreja, os quais testemunharam 330 adesões a Cristo.

Mesmo em sua própria Igreja, que até aquele tempo havia demonstrado tanta vida, a freqüência aumentou de 100 para 400 pessoas, em seguida para 600, passando para 1.000 e para 1.500. O notável crescimento dessa igreja local, e igualmente  das outras igrejas onde ele pregava, só podia ser comparado ao da Igreja Presbiteriana Livre. Algumas dessas outras igrejas que tinham 500 a 600 membros, também se aproximaram dos 1.000. Então o Dr. Paisley se alegrou em construir um templo, como existem tantos ainda hoje na América, para pessoas que viajam de 20 a 30 milhas de distância, a fim de  assegurar-se de que a sua igreja poderia comportar de 10 a 12 mil membros, no futuro. Contudo, ele não se contentou apenas em construir um templo. Sua visão era bem mais ampla e então ele se dispôs a construir uma nova denominação para os crentes bíblicos da Irlanda, a fim de substituir as igrejas que haviam se desviado em razão da apostasia e do ecumenismo. A Igreja Presbiteriana Livre (IPL), a qual havia nascido dentro de celeiros vazios e de prédios velhos, agora poderia mover-se para além das fronteiras de Ulster. Existem muitas Igrejas Presbiterianas Livres nos USA, no Canadá e na Austrália. Os chamados têm vindo de vários países, porém não há homens suficientes para suprir essa demanda.

Pouco antes de ser organizada a IPL, a Igreja Presbiteriana da Irlanda já era, e ainda continua sendo, governada pela apostasia. A freqüência estava caindo assustadoramente. Eu mesmo (diz o Dr. Cooke) havia sido criado naquela que havia sido a grande Igreja Presbiteriana de Ravenhill e essa igreja, tão abençoada antigamente, estava agora cambaleando [sob o efeito da droga do ecumenismo], quando minha família resolveu abandoná-la. Em todos nós havia aumentado o  cansaço daquela mornidão espiritual e, antes de abandoná-la, resolvemos visitar outras igrejas em busca de alimento espiritual. Foi assim que nos filiamos à Igreja Presbiteriana Livre de Ravenhill  e logo percebemos a grande diferença.

Milhares de outros presbiterianos irlandeses,  episcopais e metodistas já estavam se decepcionando com as suas igrejas e com os ministros modernos. Eles também ansiavam pela verdadeira pregação do evangelho. Foi assim que começou o êxodo das igrejas estabelecidas da Irlanda.

Nesse ínterim, os fantoches ecumênicos verificaram que a sua vida fácil começava a se esvair pela porta da frente de suas igrejas e então começaram a agir no sentido de sustar o êxodo das mesmas. Sua primeira reação foi atacar o ministério do Dr. Paisley, sua educação teológica, sua posição, e até a sua ordenação – usando qualquer coisa que pudessem encontrar, a fim de impedir que as pessoas fossem ouvi-lo. Mas as pessoas continuavam a ir escutá-lo, nas igrejas lotadas, em suas campanhas evangelísticas.  Enquanto isso, as igrejas deles ficavam cada vez mais vazias. (A Igreja Presbiteriana de Ravenhill, uma das maiores de Belfast, que se enchia de manhã e à noite, com cerca de 1.200 pessoas em cada culto, agora mal conseguia uma freqüência de 200 almas em seus cultos matutinos.  Quanto aos vespertinos, muitas igrejas já os haviam cancelado, em vista da queda verificada na freqüência,  nos últimos anos).

Quando os enganadores viram que era impossível conter o crescimento do ministério do Dr. Paisley com as suas intimidações e calúnias pessoais, decidiram aumentar a campanha contra ele. O primeiro uso condenável da hierarquia partiu de Crossgar. Fora ali que Paisley havia experimentado o mesmo que Wesley, Whitefield e outros verdadeiros pregadores do passado haviam experimentado. Logo ele foi excluído das igrejas estabelecidas.  Os verdadeiros profetas raramente encontram homens religiosos que lhes dêem boas vindas, de braços abertos. Sir Robert Anderson disse que os homens religiosos são os maiores perseguidores dos profetas fiéis, através dos séculos. É lamentável que os modernos cristãos não consigam perceber que a experiência de João Batista não foi a única na história. Hoje em dia, o ódio ao legítimo evangelho é visto nas denominações modernistas, onde os mercadores da Palavra costumam comerciar a mais elevada e sagrada vocação do mundo e continuam a ser sustentados generosamente pelos cristãos professos.

O Dr. Paisley foi convidado a falar numa série de cultos na Igreja Presbiteriana de Crossgar. Quando ali chegou, à noite, encontrou fechadas as portas da igreja. Os anciãos locais e a congregação haviam sido excluídos de sua própria igreja pelo Presbitério de Down, num clássico exemplo de radicalismo ecumênico. A congregação e os seus anciãos decidiram que esse tipo de arrogância e ditadura religiosa não pertencia à histórica Igreja Presbiteriana e, desse modo, foi formada a prima Primeira Igreja Presbiteriana Livre da Irlanda.

         A partir desse tempo, o Dr. Paisley empunhou a espada da separação escriturística e atirou fora a sua bainha. Começou, então, a desmascarar a corrupção e a apostasia, que eram a principal característica das igrejas ecumênicas da Irlanda. Por causa disso, ele começou a sentir o peso das forças inimigas, que se uniram contra ele.

         Essas forças compraram um campo que fora antes oferecido à IPL, oferecendo ao vendedor uma alta soma, mesmo sem a menor intenção de ali construir uma igreja. E, a partir desse tempo, a IPL tem tido a maior dificuldade em conseguir áreas livres, quando deseja comprar uma propriedade.

O Dr. Paisley já estava sentindo o fogo do arsenal do Diabo. O veneno letal demonstrado nesse tempo foi simplesmente inacreditável. Por isso não foi surpresa quando as forças ecumênicas organizaram um complô, a fim de aprisionar o imbatível guerreiro da cruz, o qual se havia voltado contra o ecumenismo.

 

 

Capítulo 4

 

Dr. Paisley na Prisão

 

       O Dr. Paisley foi aprisionado sob a falsa acusação que lhe foi feita, por causa de um incidente que aconteceu na Assembléia Geral da Igreja Presbiteriana (IP - estabelecida). Desde o fechamento da Igreja de Crossgar, a Igreja Presbiteriana Livre (IPL) vinha fazendo piquetes contra a Assembléia Geral da IP, sempre que este acontecia anualmente. Essa greve sempre foi pacífica e durante a mesma sempre havia distribuição de folhetos evangélicos.

         Como o apoio ao Dr. Paisley havia crescido em todo  o país, também os protestos contra a Assembléia anual aumentaram. Contudo sempre foram pacíficos e ordeiros, conforme os limites prescritos pela lei. O protesto de 1966 seguia a mesma rotina. A polícia havia delimitado a rota a ser usada pelos manifestantes, tendo dado a necessária permissão aos mesmos.  Entretanto, quando estes chegaram em frente ao local da Assembléia Geral, foram barrados. A razão foi que um grupo de ministros presbiterianos apareceu marchando, exatamente dentro da trilha dos manifestantes. Eles não tinham permissão para fazer essa marcha e, portanto, ela era ilegal. Por causa disso houve um atrito entre as partes contrárias, com gritos de protesto de ambos os lados.

         O resultado é que o Dr. Paisley foi injustamente detido e permaneceu durante três meses como preso civil. Essa foi uma das decisões mais injustas já cometidas pela jurisprudência britânica. Ela demonstrou publicamente que o movimento ecumênico estava em guerra contra o movimento fundamentalista. Também mostrou ao mundo que muitos homens da mídia internacional e muitos americanos ainda não haviam percebido que os protestantes de Ulster e os da América do Norte se identificavam mais com o Catolicismo Romano do que com o Protestantismo bíblico histórico. [A mídia sempre apresenta os protestantes da Irlanda do Norte como os grandes culpados de tudo... Porque não conhecem a verdade dos fatos e apenas engolem as mentiras da mídia controlada pelo Vaticano - MS].

         As forças ecumênicas muito se alegraram com a prisão do  Dr. Paisley.  Os homens maus parecem não crer na soberania de Deus. Contudo, Ele está no controle da história o tempo inteiro e o Seu olho não se afasta dos homens maus.

Tanto que Ele usou a prisão do Dr. Paisley para expandir o seu ministério, passando este a captar  atenção internacional. Vamos ler o que o Dr. Paisley fala sobre a sua prisão.

         “No dia 19/07/1966,  fui preso pelo chefe de polícia Hammond e pelo inspetor do Distrito,  Shute, quando me encaminhava ao culto de oração na igreja. Fui trancado por três meses, na Prisão H.M., em Crumlin Road, Belfast.

         No dia seguinte, mais dois colegas meus, John Wylie e Ivan Foster, foram presos  e a mim  se juntaram na mesma cela.  Nosso encarceramento resultou de uma conspiração desencadeada pelos líderes do Concílio Mundial de Igrejas, da Igreja Presbiteriana Irlandesa e do governo da Irlanda do Norte’”. (“Message From My Prison Cell”,  Dr. Ian Paisley.

       Durante o encarceramento ele demonstrou que Cristo era real para ele, que o seu Cristianismo era uma realidade vital e não apenas um ritual litúrgico entregue nas manhãs de domingo, em troca de estipêndio.

         Em outra ocasião ele escreveu:

         “Eu vivia, vocês sabem, para pregar, mas Deus me tem mostrado nestes dias que o Cristo que eu tenho pregado está em tudo. Como Rutherford, quando estava preso, posso dizer: Nem mesmo Ravenhill seria o céu, se a pregação não fosse Cristo’”. Em seguida ele pediu que os membros da Igreja cantassem um dos seus hinos favoritos: “Quando as nuvens me envolvem...”  (Ibid)

         Em outra mensagem de sua cela na prisão, ele prossegue dizendo:

         “Não é nossa a religião. Nossa é a FÉ viva. Não é nossa a teoria histórica. Nossa é a VERDADE atual. Jesus não é grande “EU FUI”. Ele é o grande “EU SOU”.

         No poder desta convicção podemos encarar o inimigo. Deus vive e porque Ele vive, também nós viveremos e nenhum poder vai nos aniquilar. Aleluia! Como um filho de Deus, suspiro pelo meu Pai e aspiro pela sua aprovação. Se eu soubesse onde encontrá-lo, neste momento, iria correndo atrás dele... Provei do meu Deus e por isso somente posso me satisfazer nEle e através dEle.. Todas as minhas alegrias perdidas em Ti reencontro,  ó meu Deus, porque Tu és TUDO para mim”. (Ibid)

         Durante o tempo em que permaneceu detido, foi celebrado em Ravenhill o 20º. aniversário do seu ministério.  Foi um tempo de tristeza, pois a congregação sabia que  sua prisão pela causa de Cristo havia sido causada pelos que se diziam ministros. Durante esse tempo, o Dr. Paisley escreveu um Comentário de Romanos, sem nada possuir ali, exceto uma Bíblia e uma Concordância Bíblica para consulta. Mesmo assim, até os seus críticos  saudaram o “Comentário”  como uma obra prima de manuscrito, preparada sob circunstâncias depressivas, e contudo, inflamada de divina esperança e de uma fé segura.

         O Dr. Paisley cresceu em estatura espiritual por estado na prisão, o que nos faz lembrar a 1 Pedro 4:12-14: “Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis. Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado”.

         Lembrando-se de John Bunnyan e de uma hoste de outros heróis modernos da fé, ele diria, como Paulo: “... (tendo) chegado a ser como o lixo deste mundo, e como a escória de todos”. (1 Coríntios 4:13). E prosseguia: “Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte.”  (Filipenses 3:7-10).        

         Seu mininistério expandiu-se, após esses 3 meses de prisão por amor de Cristo. Agora ele começava a receber chamadas para pregar no mundo inteiro. E, é claro, passou a ser ainda mais satirizado pela imprensa mundial, a qual desejava neutralizar a sua influência e produtividadade. Seu ministério possuía o selo da aprovação divina e seria necessário mais do que um bando de insignificantes  pigmeus do jornalismo moderno e o lobby gigantesco do Capitólio católico irlandês nos USA para roubar o ministério que lhe havia sido entregue por Deus.

         Em 1969, ele foi preso pela segunda vez, por seis meses. Dessa vez ele foi sentenciado a trabalho forçado, como se fosse um criminoso comum e não uma autoridade religiosa internacional. Contudo, foi libertado após ter cumprido metade da sentença, quando O´Neill demitiu-se e Chichester Clark tornou-se o novo líder de Ulster.

         Como disse H. C. Spurgeon, o apóstolo Paulo não poderia ter escrito suas epístolas, se tivesse sido apenas um pregador falando com uma pedra de gelo lhe escorrendo dos lábios.  Ele deve ter falado com um coração em chamas. Spurgeon prossegue:

         “Irmão, se você foi chamado a pregar, permita que Paulo seja o seu modelo. Ele derramou a sua linguagem como lava de vulcão, partindo da ardente fornalha de sua alma. A não ser que tenhamos fome e sede pela conversão de nossos ouvintes, seria melhor que ficássemos em casa, dormindo... Nós os levamos à indiferença, quando somos indiferentes. E se ficamos satisfeitos em falar apenas algumas palavras piedosas, sem calor humano e sem vida, isso quer dizer que não fomos chamados para o ministério da pregação”.

         O Dr. Paisley certamente demonstrou um ministério modelado em Paulo. Ainda posso ouvi-lo pregando, quase a noite inteira, numa reunião de oração. Ele clamava a Deus por um ministério pleno de compaixão pelos perdidos, lamentando a sua frieza de coração e a sua própria fraqueza, embora nenhum dos que ali estavam pudesse lembrar-se de associá-lo a outro pregador mais forte de coração, mais compassivo e de alma mais calorosa.

         Leiam parte de um dos seus sermões:

         “Nossa é a era de Laodicéia. O Protestantismo apóstata, bem como o Romanismo apóstata, têm-se permitido gloriar-se nas coisas do mundo presente. As igrejas padronizadas pelo mundo moderno gloriam-se na tradição, dizendo: ‘Olhem para a nossa historia. Vejam as forças listadas em nossos anais. Claro que somos a igreja verdadeira’.  Eles se gloriam em seus edifícios, em suas magníficas estruturas eclesiásticas. Orgulham-se de sua glória arquitetônica... Glória que está nos algarismos. Eles podem cegar os seus membros com estatísticas e manipulá-los através de longas listas de subscrições. Mas, quantos desses subscritores assistem os cultos dominicais, não sabemos, mas imaginamos. Eles se gloriam nas finanças. São ricos e prósperos em bens materiais e de nada necessitam. Suas receitam engordam, ano após ano. Seus investimentos são colossais. Eles se gloriam no saber. Suas escolas e seminários não têm comparação. Deles são os grandes homens com as realizações educacionais mais elevadas. Eles se gloriam em seu status. Suas são as igrejas  reconhecidas... “Agora já não somos seitas, senhor,  somos “Igrejas”. [Idêntica observação foi feita por um conhecido líder da denominação batista, em nosso país, quando o papa JP2 classificou a denominação, já não mais como seita, mas como igreja].

         Minha linguagem é completamente diferente. Como o apóstolo marcado de cicatrizes (as marcas de Jesus), só posso dizer: ‘Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo.’ (Gálatas 6:14). E prossegue na exposição deste grande verso:

1. Eu me gloriarei em falar da cruz, a cruz do Senhor Jesus Cristo.

2. Eu me gloriarei na morte de cruz.

3. Eu me gloriarei na dimensão da cruz.

4. Eu me gloriarei no desígnio da cruz.

Paulo não tinha apenas uma vaga idéia da significação da cruz para ele. Até mesmo um estudo casual dos seus escritos deixa isso meridianamente claro. O grande apóstolo na visão da cruz, mas no sacrifício da cruz. Não no emblema da cruz, mas na expiação através da cruz. Não na estrutura da cruz, mas na salvação pela cruz. Não na madeira da cruz, mas na obra da cruz.

O argumento sempre usado nos círculos protestantes é que o emblema de uma cruz vazia é o sinal adequado à verdade das Escrituras. Contudo, a origem da cruz é pagã, é papista. O próprio Senhor Jesus Cristo nos deixou os dois emblemas divinamente nomeados de sua morte: o pão e o vinho da Santa Ceia do Senhor.

Quaisquer outros emblemas são um insulto aos seus últimos comandos e são guarnições de Bete-Áven, a casa dos ídolos. O uso da cruz como emblema e o sinal da cruz praticado por muitas igrejas protestantes é uma triste separação dos gloriosos princípios de nossa grande herança reformada, um passo atrás em direção da Babilônia de Apocalipse 17-18. A cruz simplesmente significa ‘um Salvador vivo  morrendo para que o pecador morto pudesse viver’ Todos os escritos de Paulo são uma exposição e elucidação desse tremendo tema. Este é ... o creme e a essência de sua teologia. Que maravilhosas definições ele nos dá das grandes doutrinas da cruz...”

Em seguida, ele passa a tratar das grandes doutrinas relacionadas à cruz, conforme expostas por Paulo, com estas palavras:

Aqui está, portanto,  aquilo em Paulo se gloriava  e  eu também faria disso o meu tema de glória. E em que mais se poderiam gloriar os miseráveis pecadores? Carecemos da graça e a cruz é a nossa grande fonte de graça. Necessitamos de perdão e a cruz é o grande banco do perdão. Necessitamos de esperança e a cruz é a grande âncora da esperança. Necessitamos de força e a cruz é o grande gerador de força. Necessitamos de um caminho e a cruz é a grande estrada que nos conduz à glória eterna”...

O Dr. Paisley não se equivoca nessa pregação, como o fazem tantos pastores de hoje. Ele fala com ousadia, não apenas contra a grande apostasia e o insidioso compromisso que têm infestado o Protestantismo, mas também sobre as doutrinas da Reforma. Muitos dos que afirmam ser protestantes e cristãos abandonaram as grandes doutrinas da Escritura, a fim de se adaptar à ignorância desta era de permissividade. Paisley não apenas afirma sustentar as grandes doutrinas da Reforma como as proclama do seu púlpito, sem pedir desculpas.

Através da sua pregação muitas pessoas têm encontrado Cristo como o seu Senhor e Salvador. O Dr. Paisley não é apenas um defensor da fé, que se opõe ao Modernismo e ao Romanismo, mas é também um grande ganhador de almas. Ele acredita que um homem que sai para pregar deve deixar as pessoas contentes (por encontrar Jesus) ou furiosas (quando continuam incrédulas) em relação ao seu ministério. Quando costumávamos sair para pregar, ele sempre nos perguntava, na segunda feira, se alguém havia ficado contente ou furioso. Queria saber se tinha havido algum sinal da presença do Espírito Santo agindo no meio do povo. Ele não queria saber de ministérios mortos, claudicantes e infrutíferos entre os estudantes. Não apenas nos exortava ao objetivo de ganhar almas como sempre colocava diante de nós um exemplo prático.

O seu primeiro e mais importante desejo tem sido ver homens e mulheres se rendendo a Cristo, aceitando-O como Salvador pessoal. Poucos homens que ainda hoje militam na tradição fundamentalista terão visto maior número de almas indo a Cristo, do que o Dr. Paisley. Certamente os evangelistas ecumênicos que atiram aos lobos os que se decidem, até podem enumerar maior número de “decisões” em suas grandes campanhas (compromissadas com o Romanismo), mas os resultados do Dr. Paisley têm suportado o teste do tempo, conforme o testemunho de muitos crentes bíblicos edificados na fé.

Em seu ardente desejo de ganhar almas, o Dr. Paisley não compromete num “j”,  e nem mesmo num “til” a Palavra de Deus. Ele tem dito muitas vezes que prefere ser fiel à Palavra de Deus e pregar para uma igreja vazia do que comprometer a Palavra de Deus em troca de uma igreja lotada. Contudo, ele acredita que quando um homem é realmente fiel à Palavra de Deus e à oração, em geral ele tem a bênção divina sobre a sua igreja e o seu ministério.

Por causa de sua adesão às grandes doutrinas da Reforma, o Dr. Paisley é considerado um pregador ultrapassado pelos repórteres teologicamente ignorantes da atualidade. Ele tem sido observado como uma voz solitária clamando na escuridão. Alguns críticos o chamam de “o homem de uma banda só”. Contudo, o Dr. Paisley não é “o homem de uma banda só” e mesmo que o fosse, isso não iria negar de modo algum a sua mensagem [pensem em João Batista], e com isso concordaria qualquer pessoa bem informada em Cristo.   Ele continua firme na corrente do Cristianismo histórico. Palmilha o mesmo caminho dos santos do passado. Tem muito mais em comum com o apóstolo Paulo, com os grandes reformadores, com os puritanos e com os crentes bíblicos de todas as épocas, do que com a maioria dos “altamente iluminados” do evangelicalismo moderno.

O Dr. Paisley é um verdadeiro biblicista e, desse modo, junta sua voz à daquela inumerável companhia dos primogênitos, cujos nomes estão escritos no céu.  O seu maior desejo é ouvir estas palavras:”... Bem está, servo bom, porque no mínimo foste fiel...” (Lucas 19:17). Muitos esperam ouvi-las, mas suas vidas têm sido uma negação  das mesmas. ... Poucos homens ouvirão esse “Bem está” dos lábios do Senhor, mas creio que o Dr. Paisley o ouvirá. Ele tem sofrido por amor a Cristo como poucos do nosso tempo, neste mundo “civilizado” [eu diria permissivo - MS] Tem-se tornado “escória”, espetáculo aos homens e um louco por amor de Cristo, em escala ainternacional.

         Enquanto a maioria corre em busca de cobertura mundana, ele permanece, como Lutero, lutando contra o mesmo sistema anticristão contra o qual o  grande Reformador se bateu. Enquanto tantos têm se tornado companheiros do Anticristo de Roma, ele o tem censurado por causa de sua perfícia e traição contra os santos que morreram pela fé, e que já ouviram o “Bem está...” de Jesus. Como seria bom que outros pudessem escutar essas palavras, além do Dr. Paisley...

 

 

 

Capítulo 5

 

A Bênção Divina

 

       Talvez a coisa mais exclusiva em relação ao Dr. Paisley é o fato de que o seu ministério tem sido tremendamente abençoado por Deus. Apesar da ampla vilipendiação da imprensa mundial, das detenções, das ameaças sofridas, dos ataques, dos complôs e das demonstrações contra ele, o seu ministério tem recebido o selo vivo da aprovação divina. Quando contemplamos a vida e o ministério do apóstolo Paulo, vemos também uma vida repleta de prisões, ameaças complôs, adversidades e, finalmente, o martírio. Certamente isso não pode ser dito sobre a maioria dos ministros do Protestantismo moderno.

         O verdadeiro ministro deve modelar a sua vida  pela vida de Paulo. Ele disse aos filipenses para serem seus seguidores e falou dos que pretendiam ser ministros, mas não passavam de inimigos da cruz de Cristo. Milhares de ministros cristãos hoje em dia mais se identificam com os que “pretendem” do que com o grande apóstolo.  Para que muitos possam identificar-se com Paulo teriam de mostrar as marcas do NT, típicas de um pregador e profeta. Creio que existem pelo menos sete dessas marcas no ministério da pregação. Paulo aplica pessoalmente essas marcas em suas epístolas, como se fosse a inspiração do Espírito Santo que ele pessoalmente ligasse essas marcas a ele mesmo, muito embora ele pudesse estar falando de uma igreja do seu tempo, em particular.

1. A adversidade do Evangelho - Paulo diz sobre si mesmo, na 1 Coríntios 9:16: Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!”

Esta é a essencial e absoluta obrigação do verdadeiro pregador. O assalariado se descarta da natureza temerosa dessa obrigação em troca de bons resultados materiais. Paulo pregava as insondáveis riquezas de Cristo sem pensar em si mesmo, visando apenas o bem dos seus ouvintes.

2. O anátema do Evangelho - Em Gálatas 1:8-9, Paulo adverte contra a maldição do falso evangelho pregado pelo pastor infiel. Este entrega relaxadamente a Palavra, visando a aprovação dos seus ouvintes: “Deus tem obrigação de nos dar tudo que Lhe pedimos”, etc. O pregador deve renunciar a qualquer tipo de desonestidade, a fim de não entregar enganosamente a Palavra. [Imaginem o dono de uma financeira pregando contra a avareza e a exploração do próximo! Isso eu presenciei, certa vez, em minha própria igreja!- MS]

Jimmy Breslin, do jornal “Daily News”, bombardeou o Dr. Paisley, dizendo, entre outras coisas, que quando ele o entrevistou, após uma de suas pregações, descobriu que ele é um homem tremendamente sério. Esperava que o Dr. Paisley se gloriasse de sua mensagem, mas este se comportou com tal seriedade durante aquela entrevista, como estivera no púlpito. Ele até pensou que o Dr. Paisley iria amenizar as palavras contundentes que havia dito no púlpito, mas isso não aconteceu. Como um bom católico romano, Breslin não entendeu o tremendo conteúdo do Evangelho pregado pelo Dr. Paisley, mostrando a condenação divina contra os que fazem barganha da Palavra santa. 

3. A separação do mundo - Na Epístola aos Romanos Paulo afirma que foi separado por Deus para a pregação do Evangelho. A separação da descrença e da apostasia que grassam no mundo é condição sine-qua-non de autenticidade na pregação. Existe um tremendo contraste entre Cristo e Belial. Esse contraste tem sido anulado no diálogo irenista do ecumenismo, sendo minimizado pelos pregadores modernos, os quais se confraternizam com o erro doutrinário, tentando agradar a gregos e troianos. Eles enlameiam as doutrinas cardeais da Palavra de Deus. O Dr. Paisley faz questão de traçar uma linha de separação entre a verdade e o erro, afirmando que tal separação se constitui, não em diferentes interpretações, mas numa radical diferença entre a verdade e o erro, a qual não deve ser contaminada pela “boa vontade” dos pregadores incrédulos. O Dr. Paisley não toca em coisas contaminadas, não pega carona no “caminhão” do Anticristo romano e nem adota as teologias que prometem prosperidade material, quando todos conhecemos os sofrimentos e as carências materiais de Paulo, o maior de todos os pregadores do NT. Quando o Dr. Paisley foi ao Vaticano II, a fim de apresentar o Evangelho, durante o qual foi detido por estar distribuindo cópias do Evangelho de João, ele foi entrevistado por um repórter da TV BBC, que lhe perguntou, desejando embaraçá-lo: “O Sr. vai ver o papa (Paulo VI), quando ele estiver aqui?” A resposta veio depressa: “Não, não vou ver o  papa. Não costumo pegar carona no caminhão do Anticristo”.

O Dr. Paisley tem se distanciado das falsas doutrinas do Romanismo e do Movimento Ecumênico, que ele considera inspirados no inferno. Quem tem um verdadeiro amor à Palavra santa não se contamina com o erro de Roma.

4. A compreensão e aceitação do vitupério de Cristo - Paulo foi criticado em seu ministério, não exatamente pelos incrédulos, mas por alguns crentes carnais de Corinto. Ele escreveu: ”... E nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos. Somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e sofremos; somos blasfemados, e rogamos; até ao presente temos chegado a ser como o lixo deste mundo, e como a escória de todos”. (1 Coríntios 4:12-13). Qual desses hierarcas romanos e desses pastores da prosperidade [que se tornam próspero às custa da ignorância bíblica dos seus ouvintes] pode dizer a mesma coisa? Os ministros verdadeiramente sinceros sempre entram em colisão com o sistema mundano e até mesmo com os que professam ser cristãos espirituais.

         O Evangelho precisa ser um grito de guerra contra a falsidade e o Dr. Paisley sempre tem lutado contra a falsidade do moderno evangelho da acomodação aos valores do mundo. John Bunnyan em seu livro “O Peregrino” relata claramente a batalha entre a legítima e a falsa semente, entre a luz e as trevas. O grande mal é que hoje os cristãos já não lêem Bunnyan, preferindo esses “teólogos” da prosperidade, que se comportam como astros na TV, os quais lhes prometem, como feiticeiros demoníacos, as riquezas materiais deste mundo, esquecendo a admoestação de Paulo na 1 Timóteo 6:9-10: “Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Esses teólogos pregadores da fé/prosperidade, conforme diz um grande escritor cristão americano, fazem um pacto secreto com o Diabo: “Você cura os nossos doentes e lhes dá prosperidade; em troca nós lhes pregamos um falso evangelho, a fim de conduzi-los-los ao seu reino de trevas”. O “Evangelho da Prosperidade” foi criado pelo papa João XXII, (1316-1334). Ele havia encontrado os cofres do Vaticano vazios, por ter o seu antecessor doado todo o patrimônio da ICR aos parentes. Inventou o escapulário, vendeu absolvição para todo tipo de pecado e, assim, prosperou tanto que a moda pegou. Com uma boa mistura de ocultismo e papismo essa teologia floresce em nossos dias, conduzindo milhões de almas infelizes ao reino eterno do “pai da mentira”.

         Os que se engajam na pregação do legitimo Evangelho de Cristo têm suportado o seu vitupério e a perseguição constante dos inimigos da verdade. O Cristianismo fácil não é bíblico, conforme Paulo, na 2 Timóteo 3:12 “E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições”.

Na 2 Coríntios 4:8-12, ele diz: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados, perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; e assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal. De maneira que em nós opera a morte, mas em vós a vida”. Qual o pastor contemporâneo que poderia falar desse modo? Eu diria que entre os muito poucos, o Dr. Paisley é um deles. Quando recebe honrarias em seu posto de parlamentar europeu, ele sempre as considera como “refugo”, cujo significado no Grego é “material a ser atirado aos cães”, quando comparadas à sublimidade do conhecimento de nosso Senhor Jesus  Cristo.

         Como têm agido os traidores ecumênicos com os que se decidem por Cristo em suas fantásticas campanhas evangelísticas? Ora, eles os mandam de volta à ICR e às sinagogas, pois já não crêem na divindade de Cristo nem no Seu vitupério e, portanto, se contentam com as fabulosas estatísticas de suas campanhas internacionais. Por isso o Dr. Paisley não se assenta na roda desses escarnecedores da verdade que liberta da mentira religiosa. Ele não deseja ver as pessoas apenas “salvas”. Ele quer vê-las crescer na graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo.

O autor de Hebreus (13:12) nos diz que “Cristo padeceu fora da porta” . Então, vamos atrás dele, para suportarmos também o seu vitupério... Não nos  esqueçamos de que quando manuseamos a Sua santa Palavra esperando que ela nos fale o que desejamos, corremos grande perigo, pois, como diz o autor de Hebreus (12:29), “Deus é um fogo consumidor”!

5. O escândalo do Evangelho - O grande escândalo do Evangelho é a exposição da cruz. Quando os homens pregam a cruz de Cristo misturada com boas obras, legalismo  cerimônias e modismos, eles jamais escandalizam os seus ouvintes.  Mas quando pregam a salvação em Cristo, exclusivamente através do Seu sacrifício na cruz, então eles escandalizam o intelecto e  a auto-suficiência humanos. Os verdadeiros pregadores anulam qualquer idéia de salvação centrada no homem, e pregam a legítima mensagem da salvação pela graça da fé em Cristo. Esta foi a mensagem de Paulo. Esta é a mensagem do Dr. Paisley. Ele nunca se desculpa da contundência de sua pregação e por isso Deus o tem abençoado tanto.

6. A tristeza do Evangelho - Paulo diz que se entristece por causa dos perdidos. Será que os pregadores modernos, tão preocupados com ascensão e brilho na sociedade, estão realmente preocupados com os perdidos?  Eles não mais conseguem seguir as doutrinas traçadas pelos reformadores e por isso a sua compaixão pelos pecadores perdidos quase não existe. A tristeza do pregador é demonstrada através da sua COMPAIXÃO. Que todo pregador consciente se levante contra a falsidade dos evangelhos de consumo popular, que pregam apenas bênçãos materiais, e preguem a cruz de Cristo, sentindo compaixão pelos perdidos e desejando ser anátema por amor dos mesmos. Somente assim eles poderão alcançar os que estão cegos pelo “deus deste século”.

         O Dr. Paisley tem se posicionado contra o Romanismo, o Modernismo, o Comunismo e o Ecumenismo, sem jamais se desculpar de sua intransigência.  Ele jamais se permitiria um desvio do seu ministério de compaixão por um mundo que perece não ter o conhecimento da verdadeira obra de Cristo.  Cristo não veio para cuidar de política, nem da acumulação de riquezas, nem de status hierárquico, nem do domínio das consciências. Ele veio para nos dar “vida abundante”, uma vida espiritual que nos dá conforto nas tribulações e angústias, e contentamento, tanto na fartura como na escassez de bens materiais. A paz de Cristo excede todo o entendimento humano. Um pregador fiel ao Evangelho muitas vezes chora no púlpito e nas reuniões de oração. Isso acontece com o Dr. Paisley. Isso é sentir COMPAIXÃO verdadeira. Isso é sentir a TRISTEZA do Evangelho.

7. A busca da oração e da intercessão – Já falamos deste assunto num capítulo anterior. Paulo nos ensina  (Efésios 6:18) que devemos orar e vigiar com toda perseverança e súplicas. Isso é quase totalmente desconhecido nas igrejas de hoje. Os corinhos sem qualquer embasamento bíblico, compostos por pessoas que mal conhecem a Palavra, consomem dois terços dos cultos. As orações são mínimas e a pregação é rápida, ao gosto do consumidor. Nas reuniões de oração, muitas vezes, os crentes ficam contando os seus problemas pessoais e estas acabam se transformando em consultórios de psicologia. Enquanto isso, nas igrejas ditas “avivadas”, a catarse dos problemas pessoais é feita nos cultos domingueiros, através de gritos histéricos, letras “evangélicas” adaptadas a músicas satânicas, com rebolados sensuais e modismos de todo tipo, a fim de chamar a atenção dos jovens e dos fracos na fé,  exatamente como o Diabo gosta. Essas novas lideranças acham que Deus é surdo e por isso incentivam os gritos histéricos dentro dos templos. Depois de cada culto e reunião de oração, os semi-analfabetos bíblicos partem felizes, sentindo-se leves, na suposição de que se encheram do Espírito Santo, quando, em verdade, não aconteceu qualquer presença divina, ali nesses ambientes mundanos. No Brasil a única diferença entre um “show” do Roberto Carlos e um “culto” nessas igrejas “avivadas” é que nos shows do chamado Rei, existe muito mais compostura.

         O Dr. Paisley continua realizando um ministério centrado nas doutrinas e na decência das  igrejas reformadas, daí ser tachado de retrógrado, fanático, e coisas desse gênero. Os crentes modernos, estimulados pelos pastores, já não se contentam com o silêncio ensinado por Habacuque 2:20: “Mas o Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra”.  Quanto mais barulho, confusão e rebolado, melhor se sentem dentro dos cultos “avivados”.

         Os crentes de hoje nada sabem a respeito das seitas que infestam o mundo, mesmo porque as igrejas que freqüentam costumam agir como seitas. Sem um embasamento bíblico eles caem facilmente nas teias do engodo satânico e muitos se desviam das suas raquíticas “igrejas avivadas” para cair em seitas totalmente heréticas, como o Mormonismo, a Torre de Vigia, o Adventismo, a Cientologia e outras, impropriamente denominadas evangélicas.

         Apesar de ser tachado de “odioso” e “mal humorado”, o Dr. Paisley é  dotado de muito senso de humor. Quem lê os seus artigos na Internet “www.ianpaisley.org” pode constatar a sua versatilidade,  o sarcasmo com que se dirige aos “donos” da religião e o extraordinário senso de humor aplicado nas ocasiões mais inesperadas. Vamos mostrar alguns trabalhos dos seus companheiros de luta - e dele mesmo - em relação às últimas investidas do papado no sentido de governar novamente o mundo, nos moldes da Era das Trevas. Que todo cristão verdadeiro leia os seus escritos, a fim de se familiarizar com as novas táticas de Roma, no sentido de estabelecer o Governo Mundial e a Religião Mundial, colocando no trono de Jerusalém o “homem do pecado”.

 

Capítulo 6

 

A Conspiração por Trás da União Européia

 

Este trabalho é do Professor Arthur Noble, um dos grandes colaboradores do Dr. Paisley, no “European Institute of Protestant Studies” .

Todo cristão deveria ficar a par da Conspiração da União Européia. Como em toda conspiração, nesta existem vários aspectos, os quais compõem a mesma. Estes são sempre interligados e inter-relacionados, mas não imediatamente tão óbvios. Também nem sempre correm paralelos entre si, nem se desenvolvem segundo o plano original. Historicamente falando, a idéia de uma União Européia começou, ostensivamente, como um plano de cooperação econômica, tendo logo adquirido uma dimensão social e, logo em seguida, desenvolveu-se num esquema totalmente inflado para unir politicamente todo o Continente. A dimensão religiosa subjacente ainda terá de ser verificada, bem como suas implicações num todo. O que desejo mostrar é que, conquanto esses desenvolvimentos possam demonstrar um aparente desvio dos planos originais estabelecidos para a criação de uma nova Europa, eles foram, em verdade, cuidadosamente planejados (ou, quem sabe, conspirados), a partir do início, e perseguidos em segredo com grande determinação. Existe clara evidência, através dos futuros delineadores da Europa, tanto nos sucessivos tratados europeus como nos próprios pronunciamentos, de que a União Européia foi programada intencionalmente a partir de um gigantesco estratagema secreto, o qual, eventualmente, iria conduzir com rapidez as nações da Europa à união econômica social, política e religiosa, quer isso fosse ou não o desejo delas. A verdadeira natureza do objetivo final é um superestado federal  deliberadamente camuflado e distorcido. Deveria ser liberado em doses de conta-gotas, a fim de ir condicionando aqueles que jamais iriam aceitá-lo, até que fosse tarde demais  para que o processo fosse revertido.

 

Pano de Fundo

 

         Em 1946, Sir Winston Churchill pronunciou o seu famoso discurso em Zurique convocando o estabelecimento dos Estados Unidos da Europa. Ele visualizava uma Europa Ocidental constituída de estados independentes, livres e soberanos, a qual se ergueria das cinzas da II Guerra Mundial  e caminharia para um destino de harmonia e democracia jamais vistas. A neutra Suíça, com os seus antigos séculos de harmoniosa coexistência de quatro línguas e culturas, seria o modelo para uma Europa multilingüe e cultural, a qual jamais iria ver novamente ditadores maníacos e demagogos hipernacionalistas impondo os seus desejos às nações membros.

         Inicialmente, a visão de Churchill parecia estar avançando conforme o plano. As ex-fascistas  Alemanha e Itália descentralizaram o poder e se tornaram democracias parlamentares. O Fascismo tornou-se desacreditado em toda a Europa.

         Contudo, mais tarde, os acontecimentos tomaram um rumo diferente. O plano Schuman de 1950 propôs o hipernacional agrupamento das indústrias de carvão e aço da França e da Alemanha como meio de forjar a unidade econômica européia. As duas economias foram interligadas a tal extensão que uma guerra entre essas tradicionais arquiinimigas tornou-se virtualmente impossível.

A CCE (Comunidade Comum Européia)  estabelecida em 1957 pelo Tratado de  Roma, trouxe a Itália e os três países Benelux à união, mas representou um passo a mais na economia pan-européia, ligando esse desenvolvimento econômico à cidade de Roma. Significativamente, este tratado também deu à Europa um senso de unidade religiosa hipernacionalista e à Igreja Católica Romana uma proteção contra a então existente ameaça do Comunismo.

Ao público nada foi dito, contudo fatos elementares emergiram a partir da grande massa de encíclicas e pronunciamentos papais, naqueles anos. Vou mencionar, mais tarde, alguns desses fatos. A essa altura, no desenvolvimento da Comunidade, a visão de Churchill de uma Europa livre constituída de estados soberanos foi, em certo sentido, boicotada pelo Vaticano. O aspecto religioso da idéia européia ainda não tinha chegado ao conhecimento da  visão pública (o que também, aparentemente, ainda não chegou). Deveria ainda continuar oculto nos bastidores, enquanto permanecia a ênfase de se conseguir uma unidade política sob um disfarce econômico. De fato, os esforços diplomáticos de paz do Vaticano,  após a guerra, nem sequer eram conhecidos da maioria. Os olhos do público em geral estavam cegos demais para enxergar isso, focalizados na exploração espacial, na discussão do rearmamento em Berlim e na Guerra do Vietnã, para reconhecer a verdadeira significação da cruzada do Vaticano.

O ano de 1962 foi dedicado à Política Agrícola Comum, resultando na fixação de preço único no mercado europeu – mais um passo em direção à uniformidade. Naquele ano a Technocrat Northwest (Tecnocrata Noroeste) reconheceu a CCE como sendo,  de fato, já muito mais do que simplesmente uma Europa economicamente unida, e comentou:

O Fascismo Europeu está quase renascendo na Europa em respeitáveis trajes comerciais e o Tratado de Roma será finalmente  implementado ao máximo. Ainda  não está morto o sonho de um Sacro Império Romano. Ele  está retornando ao poder para dominar e dirigir as assim chamadas forças da humanidade cristã no mundo ocidental. Ele ainda pulsa através das antecâmaras de cada capital nacional da continental Europa Ocidental, por determinação dos líderes do Mercado Comum, a fim de restaurar o Sacro Império Romano com tudo o que isso significa.

O Papa João XXIII visualizou um gigantesco estado religioso-político europeu, que ele chamou de “o maior superestado católico romano que o mundo jamais conheceu”. Subseqüentes pronunciamentos e desenvolvimentos do Vaticano ratificaram essa visão. (Mais tarde o Núncio Papal em Bruxelas iria descrever a União Européia como “uma Confederação Católica [Romana] de Estados”). Unida dentro das antigas fronteiras do Sacro Império Romano pelo laço espiritual da religião, numa  economia florescente e industrial, situada geograficamente no complexo industrial mais produtivo do mundo, a União Européia marcharia em direção à cena da história mundial – como disse João XXIII – como “a maior força humana exclusiva jamais vista pelo homem”.

Os burocratas de Bruxelas têm dançado conforme a música de Roma, admitindo em 1973, que o Vaticano tem usado a República Irlandesa contra as duas nações protestantes dirigidas pela voz do papa – a Dinamarca e o Reino Unido. Sabemos muito bem porque o Reino Unido levou tanto tempo para modificar o seu pensamento: juntar os europeus continentais significava uma dramática retirada de uma tradição global de independência e democracia. Mas será que descobrimos o complô no sentido de minar a herança protestante da nação inglesa, cuja rainha é obrigada a defender a nossa fé? O Romanismo e o Republicanismo irlandês, os tradicionais inimigos de nossa maneira inglesa de viver, a qual está fundada sobre os princípios  da liberdade protestante, poderiam novamente na história – desta vez sob o disfarce da experiência econômica – unir  forças contra nós.

Contudo, desta vez, a gravidade da situação foi ampliada pela perfídia e traição de uma administração que se dobrou diante da ambição. Jamais na história da nação inglesa uma sucessão de governos britânicos se tornou tão antibritânica, tão preocupada e cegamente engajada em vender os seus direitos de primogenitura aos estrangeiros, negando ao povo da Grã Bretanha e da Irlanda do Norte o seu direito a um referendum de autodeterminação. E não hesitaram em sacrificar o povo britânico, contra a sua vontade, através de um objetivo mal concebido e tolo de  desentendimento politicamente fatal para aceitar uma união européia.

Após as primeiras eleições diretas ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo, em 1979, a palavra “econômica” passou a ser sinistramente repetida em favor da descrição da Comunidade Européia (CE). A Grécia se juntou em 1981, a Espanha e Portugal, em 1986, ano do Ato Único Europeu, o qual significou a gradual transferência dos poderes legislativo e judicial dos  Estados membros para a instrumentalidade da CE. Desse modo, a Europa poderia fazer incursões políticas cada vez mais crescentes na  soberania nacional dos países e a conspiração Londres/Dublin tentou forçar o povo britânico da Irlanda do Norte, através  da clandestinidade e do terror, a formar uma Irlanda Unida sob o governo europeu, enquanto os políticos arrogantes e invertebrados, em Westminster, continuavam polidamente a entrar no jogo do inimigo, ou como o Dr. Paisley certa vez  se expressou em metáforas: “ a alimentar a fera em vez de exterminá-la”.

Quando o infame Tratado de Maastricht sobre a união política da Europa foi assinado, em 1992, com o objetivo de transformar a CE em superestados federais – agora significativamente rebatizada como União Européia  (UE), muitos dos políticos eleitos em Bruxelas, inclusive os  da Grã Bretanha, caíram nessa armadilha secreta.

 

Como a Grã Bretanha caiu nessa armadilha secreta

 

Duas décadas antes, em 1960, quando a Grã Bretanha fez a primeira tentativa de entrar no CCE, o historiador Arthur Briant havia feito uma admoestação que não foi ouvida: “dentro do Mercado Comum, seremos uma minoria numa organização na qual as decisões da maioria terão o poder de amarrar a minoria”.

Sir Arthur não poderia ter escolhido uma palavra mais adequada  do que “amarrar”. Embora a Grã Bretanha tenha sido salva duas vezes de sua própria tolice pelo Pres. Charles de Gaulle, em 1973, ela não apenas se juntou, como se amarrou ao Mercado Comum e concordou em ficar amarrada através do Tratado de Roma. Até mesmo naquela época os fundadores do Mercado Comum Europeu sabiam – mas tudo indica, não os britânicos – que, o MCE não era um clube ao qual se juntar, nem uma área de livre comércio com a qual se associar, mas um superestado (católico) em formação. Seus fundadores não tinham qualquer dúvida a respeito, mesmo que os políticos britânicos não estivessem a par – ou não desejassem estar – do objetivo final dos fundadores. Robert Schuman, enquanto estava preparando a Comunidade Européia do carvão e aço, em 1950, havia dito: “estes propósitos irão construir o primeiro fundamento concreto da Federação Européia”. O Artigo 189 do Tratado de Roma é bastante claro sobre o que estava envolvido: “Regras [...] estarão amarrando de todos os modos e diretamente aplicáveis [...] As diretrizes irão atar qualquer Estado Membro [...]. Decisões estarão atando de todos os modos [...]”.

Infelizmente, poucas pessoas leram o Tratado de Roma, do mesmo modo como aconteceu com “Mein Kampf”, antes da II Guerra Mundial, e muitos, que melhor deveriam tê-lo conhecido, aceitaram as garantias de que nenhuma perda da soberania estava implícita no acesso à CCE. Olhando retrospectivamente, lamentamos, que não o tenham conhecido. Após um quarto de século, durante o qual a CCE se desenvolveu e então se transformou em CE e depois em UE, a experiência deveria ter-nos ensinado o que deixaram de nos ensinar aqueles que estavam contra o Mercado Comum.

A UE logo adotou muitos símbolos de nacionalismo – um passaporte, uma bandeira, uma antena e uma moeda comum. Quando a CCE foi transformada em UE, a Grã Bretanha foi ainda mais acorrentada pelo pescoço e então ficou presa econômica, política e constitucionalmente a uma Europa, a qual sempre foi hostil à nossa maneira de viver. Na política econômica exterior ela se tornou gradativamente amarrada às instituições de Bruxelas. A UE rapidamente adotou os símbolos supra mencionados, daí indagarmos – Qual será o próximo? Uma religião estatal comum – o Catolicismo Romano? Na certa a União Européia, conforme atualmente constituída ainda não atingiu sua forma definitiva. Vamos esperar para ver.

Mesmo após um quarto de século, ainda não é fácil entender como qualquer povo livre poderia consentir em ser escravizado, como o povo britânico está  por ter se tornado membro da UE. Riqueza e poder – se esse é o objetivo da UE – não valem o preço da independência do povo britânico. Em todo caso não é o sucesso, mas o fracasso que tem sido adquirido por tão alto preço e como resultado dessa extrema voracidade. A  Grã Bretanha tem se comprometido progressivamente dentro de uma organização que tem deixado de cumprir as promessas que lhe foram feitas. Em 1962, a Liga Anti-Mercado Comum produziu um folheto intitulado: “Grã Bretanha, não Europa”,  o qual argumentava que as esperanças de lucro econômico eram falsas e que a perspectiva de desvantagens seria perigosa, caso   nos juntássemos à CE. O amembramento não apenas fracassou em sanar os males que se supunha seriam sanados, como de fato até acrescentou muitos outros novos males – os preços dos alimentos que aumentaram no princípio, o dano na Política Agrícola Comum, a ruína das indústrias britânicas da pesca e da carne. Desde então, o Ato Único Europeu tem reforçado significativamente o princípio de que o Parlamento Europeu deveria progressivamente substituir o Parlamento de Westminster e reduzi-lo ao status de Concelho de Condado. 

O Ato Único Europeu, sem dúvida, induziu em vários aspectos à exigência do Tratado de Roma, de que no Concelho de Ministros certas coisas exigem unanimidade  de votação para o requerimento de uma única maioria qualificada de votação. Agora os ingleses são encarados com a perspectiva de maioria completa na votação e a perda do seu voto.

 

A Conspiração para destruir a Soberania  da Grã Bretanha

 

Afirmo que por trás da respeitável máscara da União Européia há uma conspiração para destruir a soberania britânica e realinhar todo o centro do poder mundial. Quais são a natureza e o propósito exato dessa União Européia, para cujo âmago o povo britânico tem sido puxado com gradual resistência? Afirmo, novamente,  que por trás dessa respeitável máscara da União Européia encontra-se uma conspiração para destruir a soberania inglesa e realinhar o centro de todo o poder mundial.

 [E quem vai exercer todo esse poder, senão o Vaticano, exatamente como na Era das Trevas? Só que agora mais informatizado, achatando os seus dissidentes com garras cibernéticas. Vamos esperar para ver...]

Deveria ser lembrado que, estrategicamente, o movimento em direção à unificação da Europa começou no tempo em que a Aliança Atlântica estava chegando ao fim, com o relativo declínio dos USA, tanto como poder econômico mundial, quanto como líder no Ocidente. A generosidade da América em favor do mundo reduziu suas riquezas e ela passou a carecer de séria mudança em sua estratégia global.

Emulações comerciais entre os USA e a Europa Oriental, há muito têm se tornado uma realidade e têm se movido do setor agrícola até as áreas tecnológicas. Também têm aumentado as dúvidas sobre a confiabilidade da “proteção nuclear” dos USA em favor da Europa Oriental. Uma subseqüente redução das forças americanas, com a retirada das forças russas do Continente, seguida do colapso da União Soviética, tem corrido paralela às gradativas exigências de uma capacidade européia exclusiva de autodefesa. A força européia do exército e da polícia já existe em estado mais que simplesmente embriônico.

A manchete do Daily Mail de 20/07/94 resumiu a ostensiva cegueira britânica em relação ao perigo desses eventos. “Admirável o apoio de Hurd... para maior rearmamento. Todo o poder para os alemães”. [Pelo visto, o Neonazismo está recrudescendo e as pessoas fecham os olhos ou enterram a cabeça na areia,  como avestruzes]. Entrementes, a tolice do governo britânico se estendeu ao fechamento de suas bases aérea e naval. E o Presidente Clinton abandonou as relações especiais com a Grã Bretanha, encorajando os alemães a desempenhar um papel mais ativo na política mundial, ajudando e apostando a favor do inimigo jurado, a saber, o Féin/IRA.  Ele está desacreditado na Casa Branca, porém não arrependido, e somente no futuro poderá ser revelada a extensão do mal causado pela sua facilitação financeira e propagadora aos terroristas do IRA como responsável pelo assassinato do povo protestante, que deve acontecer na Irlanda do Norte.

Os perigos inerentes ao Ato de 1986 foram reconhecidos pelo eminente autor e jornalista Paul Johnson, o qual tentou arduamente, despertar os britânicos de sua  letárgica visão de União Européia, no Times de 23/06/86. Ele viu o Ato exigindo “uma alteração fundamental na relação da Grã Bretanha com o MC” e ficou admirado como, apesar de tudo, esta “não tenha despertado paixão alguma no gabinete, nos Comuns e na Mídia”. Foi, com efeito, o endosso de “um tratado completamente novo, o qual devia propriamente ter sido colocado a nível de equivalente significação àquele tratado original feito em Roma”.

Contudo, o povo britânico, quer impelido ou inadequadamente informado, nada teve a dizer, preferindo ignorar as sérias implicações da assim chamada “Nota (Emenda) das Comunidades Européias”. Esta, diz Johnson, deveria mais acertadamente receber o título de “Tratado da União Política Européia”. Johnson indaga, ainda,  “por que a proposta legislação não foi apresentada ao Parlamento como um ato para criar um superestado europeu”, visto como, disse ele, este vai “transformar as relações entre os estados da CE numa União Européia e investirá essa União dos necessários meios de ação”. Sua explicação é significativa:

Fazer isso teria sido contar a verdade sobre o estabelecimento da CE e o nosso próprio governo sabia que a verdade seria muito mais difícil de ser engolida pelo público.

O Parlamento Britânico foi visivelmente enfraquecido, quando as instituições européias começaram a infringir a soberania britânica em toda uma gama de itens, desde os cintos de segurança até o espancamento de crianças. O ponto essencial do Ato foi abolir o veto nacional sobre uma porção de coisas da política social. Subseqüentemente a legislação parlamentar intensificou e fortaleceu esse processo. Johnson havia predito, naquele tempo: “dentro da área da legislação social a Grã Bretanha não mais terá capacidade de impedir futuras reduções de sua soberania, conquanto seja esta fundamental”.

Tudo isso foi feito em nome da “democracia” prometida como objetivo desse Tratado. O sistema político e econômico que ele impôs não passam de um radical federalismo, uma armadilha tecnocrata oculta, fundamentalmente antidemocrática e antiliberal.

O povo britânico tem continuado a ignorar nesse perigo a mais solene admoestação emitida por Paisley no documento da política DUP, a Rendição de Maastricht e o que esta significa para Ulster. Na época ele escreveu:

O que os países europeus não puderam conseguir pela força, através dos séculos – destruir a soberania do Reino Unido – agora estão conseguindo com auxílio do próprio governo.

Somente através da incorporação do Reino Unido a um superestado europeu, contrapondo-se á visão de Churchill de uma Europa constituída de estados soberanos em mútua cooperação, poderia essa política ter tido sucesso. Que o chamem de federalismo ou centralismo: o princípio está essencialmente contido no eurojargão “subsidiaridade”, um conceito que o Dr. Paisley nos lembra ter sua origem no dogma católico romano e mostra o retrocesso de certos poderes à prática de se entregar aos objetivos de um poder supremo, conquanto pressupondo que ainda controlam todo o poder.

 

Implicações na Defesa

 

         As implicações para a defesa britânica são sérias demais. A história da Europa demonstra claramente que a Grã Bretanha só está segura enquanto nenhum poder ou grupo de poderes, no continente, pode obter uma supremacia que o possibilite atacá-la. Sempre que na prática todo o continente foi governado por um  Poder, a Grã Bretanha perdeu sua liberdade. O exemplo mais claro foi a supremacia da Roma antiga sobre a maior parte da Europa. Esta supremacia conduziu inevitavelmente à invasão da Grã Bretanha, sob a alegação de César de que os bretões haviam ajudado os gauleses contra Roma. A partir daí vieram séculos de servidão nacional ao papa. A lição aprendida com a conquista romana jamais foi esquecida pelo povo britânico. Desse modo, quando a Espanha, a França e a Rússia (cada uma por sua vez) tentaram obter a supremacia da terra na Europa, e quando a Holanda fez isso no mar, cada uma dessas nações se voltou contra a Grã Bretanha e a cada uma a Grã Bretanha evitou conseguir a supremacia, a qual, sem dúvida, teria colocado em perigo a existência nacional do Reino Unido.

A apreensão de toda a Europa pelo sistema napoleônico europeu, no sentido de esmagar o continente,  é outra lição. Elementos socialistas e pacifistas tiveram sua vez entre as duas guerras mundiais, a despeito das desprezadas admoestações de Sir Winston Churchill, e os ingleses confiaram tanto na política da segurança coletiva que cegamente se desarmaram, quase a ponto de um suicídio nacional.

A sorte da aliança franco-britânica da II Guerra Mundial, quando a Inglaterra ficou sozinha no mundo para enfrentar sua “melhor hora” (que poderia ter sido sua última hora, se não fora pela graça de Deus) é mais um caso a ser mencionado.

Hoje os velhos conspiradores têm reaparecido sob o disfarce econômico, ilustrando perfeitamente a admoestação do Dr. Paisley de como uma mudança de táticas pode obscurecer o verdadeiro objetivo a ser alcançado – o objetivo oculto.

A história tem ensinado consistentemente à Grã Bretanha que a sua segurança repousa na ajuda em favor das nações mais fracas da Europa, contra as mais fortes. Contudo, hoje a Grã Bretanha, através de suas políticas européias, está apoiando ativamente as nações mais fortes. E a ameaça colocada pelo Sacro Império Romano emergente tem sido muito desconsiderada. Não contente com a progressiva venda da soberania do Reino Unido a Bruxelas, o governo principal tem se preocupado em desmantelar as defesas do mesmo, através de substanciais reduções de suas bases aérea e naval. O governo Tonny Blair tem continuado com essa política. Uma reportagem publicada pelo Instituto para Estudos da Defesa e Estratégia, em outubro de 1994, criticou severamente o governo pelos “cortes na defesa que ele sabe que não deveriam ter sido feitos”, descrevendo o princípio de enfraquecer diante de nossos aliados da OTAN “uma possível interpretação generosa da segurança nacional”. A reportagem admoesta especificamente sobre a tolice na redução de tropas Irlanda do Norte e pergunta: será que o IRA realmente entregará o seu arsenal de guerra [...] seus 650 rifles semi-automáticos, seus 40 atiradores RPG de granadas, seus milhões de cargas de munição [...]? será que ele não quer se comprometer, no caso da luta recomeçar?

Os eventos de Ulster são, em verdade, um comentário sobre a crise crescente dentro do Reino Unido, como um todo. O cínico desprezo pelo patriotismo, o escárnio pela vontade democrática, a progressiva desestabilização dos direitos constitucionais da Grã Bretanha, pelo que Michael Portillo claramente descreveu como: “a corrupção de Bruxelas”, e acima de tudo, o abandono da doutrina cristã biblicamente embasada por parte das igrejas, todos estes e outros sintomas são facetas de uma doença espiritual, a qual nos empurrará, irreversivelmente, para o grande pesadelo europeu, caso não seja controlada.

Visto por esse prisma, o papel da campanha Féin/IRA contra a Grã Bretanha, no contexto europeu, se torna claramente óbvia. Eles não são lutadores livres, de modo algum, mas advogados e facilitadores de uma Europa “imperialista”. Como diz uma carta enviada ao editor da Carta de Notícias de Belfast, há algum tempo atrás: o Sr. Adams iria ser repetidamente questionado em sua declaração de que o Ato Único Europeu “colocará toda a Irlanda sob o controle imperialista” (especialmente com Eire tendo tido a presidência prévia desse movimento imperialista). Jamais ouvimos essas palavras sendo repetidas, visto como não coincidem com a agenda então em andamento.

 

O Vaticano e a União Européia

 

O que me conduz ao assunto da religião é a pergunta:  que aspectos adicionais da soberania nacional da Inglaterra são visualizados para a entrega dessas emendas no Tratado? Será que uma tentativa para a unidade religiosa não acontecerá no despertar da unidade financeira e política, nesta nova Europa “imperialista”? Além de tudo, não é essa a propalada visão do Papa JP2, quando ele fala sobre a unidade européia em todos os seus inúmeros discursos de propaganda, que já chegam a mais de 60? Sua mensagem tem sido consistentemente que a identidade européia se torna “incompreensível sem o Cristianismo” (por Cristianismo ele quer dizer Catolicismo Romano). Em outras palavras, sua visão da unidade européia está baseada no princípio da forte influência do Vaticano sobre os governos políticos, exatamente como acontecia na Idade Média. Os desenvolvimentos na Europa não são planejados para terminar simplesmente numa união econômica e política. O visualizado superestado europeu planeja ir mais longe, embora, como tem sido a característica dos seus planos e táticas, nenhuma menção formal do próximo passo tenha sido apresentada, até agora, em qualquer um dos tratados. É claro que o palco já está pronto e muito bem montado para a grande revolução política religiosa jamais presenciada pela história da humanidade. Tragicamente, a indiferença generalizada por parte dos líderes nacionais e, especialmente, dos líderes das igrejas estabelecidas, indica estarem eles completamente ignorantes desses desenvolvimentos ou, quem sabe, até em cumplicidade com esse maligno desígnio. A última explicação se aplica claramente aos líderes da igreja em particular e é exatamente aqui que se encontra a significação do Movimento Ecumênico em sua relação com o ideal da Unidade Européia.

Nos últimos 75 anos os papas têm feito cuidadosos planos para criar essa organização, a qual tem por objetivo reclamar todas aquelas regiões da Europa que foram arrancadas de Roma pelo grande Cisma do Século XI, pela Reforma Protestante do Século XVI e, mais recentemente, pela comunização da Europa Oriental. Antes de sua morte, em 1903, o Papa Leão XIII já havia encorajado os governantes políticos a se postarem ao lado Igreja de Roma, com toda a lealdade: “Aos príncipes e demais governantes de estado oferecemos [isto é, historicamente] a proteção da  religião [católica romana]. Nosso objetivo presente é fazer com que os governantes entendam que essa proteção que está mais forte do que nunca lhes é novamente oferecida [...]”. É esse mesmo princípio que o Vaticano está oferecendo aos governantes de hoje, caso se submetam às suas exigências e voltem ao rebanho do papa.

Num discurso feito no Parlamento Europeu, em maio de 1985, este papa eslavo (JP2), cuidadosamente escolhido, apelou para uma intensificação na busca de uma unidade européia e se adiantou no sentido de eliminar a divisão Leste Oeste. Falando das duas Europas (Oriental e Ocidental) ele designou Metódio e Cirilo, os dois santos padroeiros, que levaram o Cristianismo ao mundo eslavo, no Século XIX – como santos padroeiros da nova Europa. Em 26/06/1985, o Wall Street Journal falou sobre a importância simbólica da escolha de dois missionários para os povos eslavos, como delineando claramente a visão do papa JP2 de uma Europa unida.  [Estes dois “santos”  católicos – Metódio e Cirilo -  haviam sido os mesmos padroeiros escolhidos por Monsenhor Tiso, o Premier da Eslováquia Católica,  para o Estado Corporativo Católico premeditado pelo Vaticano, com a divisão da   Tchecoslováquia, na época da II Guerra Mundial (1943). Isso mostra que o sonho de um superestado está quase realizado pelo Vaticano e até os padroeiros são os mesmos daquela época.]

 Tudo indica que o Romanismo pode estar de novo erguendo a sua cabeça como a única força que tem constantemente empestado a história e a política da Europa e também conduzido uma infame campanha contra a Grã Bretanha protestante, durante os últimos quatro séculos.

Otto von Habsburg, herdeiro do trono austro-húngaro, descendente da família que governou o Sacro Império Romano, numa sucessão quase inquebrável, de 1273 até 1806, está sonhando com o retorno aos dias passados do Vaticano, quando este exercia sua maléfica influência sobre a maior parte da Europa. Ele advoga a criação de um superestado europeu moderno, como sendo o único meio para se atingir esse objetivo, laborando sobre o conceito da Europa se transformar numa grande entidade ultra nacional.

Ele afirmou no Parlamento europeu, em 1989: “a Europa está vivendo amplamente pela herança do Sacro Império Romano, embora a grande maioria [...] não saiba”. Ele frisou como  “o elemento religioso cristão” (por cristão entenda-se católico romano) desempenha um “papel absolutamente decisivo na herança européia”. Como o papa, ele fala de uma “obrigação” [...] de repensar a Europa a níveis cultural e espiritual” e acrescentou, como medida aos seus ostensivos objetivos antidemocráticos: “quer isso agrade ou não aos líderes”. Nos países católicos romanos do Continente, cresce a nostalgia dos antigos sistemas, especialmente do Império Austro-Húngaro da Europa Central – o principal estado sucessor do Sacro Império Romano. Significativamente, O Independente, de 11/01/87, observou: “O espírito da Europa Central tem voltado para nos visitar ou talvez nos tentar”.

Existem, de fato, significativos paralelos entre o sistema religioso romano e o princípio político subsidiário. Visto como nenhum membro da Igreja de Roma pode questionar as doutrinas da hierarquia, assim também às nações da Europa tem-se pedido que aceitem o ditado de Bruxelas, através da gradual erosão do seu direito ao veto E conforme a Igreja Romana interpreta, decide e faz tudo, assim também o planejado superestado europeu deseja o controle autocrático das vidas de todos os que são forçados a se tornar seus cidadãos. Isso indica muito claramente uma estreita relação entre a religião e a política na estrutura da União Européia.

O plano de Roma decretando um sétimo reavivamento político e religioso mundial do Sacro Império Romano foi anunciado pelo Papa Pio XII, nos idos de 1952, numa transmissão de Natal, quando ele visualizou “uma ordem cristã, somente através da qual é possível garantir a paz. A esse objetivo os recursos da Igreja estão agora dirigidos”. Este papa arrogante, falso e fanático, que levou Hitler ao poder, abençoou as tropas de Mussolini, quando estas foram massacrar os inocentes negros da  Abissínia, e foi cúmplice maior da Ustashi Nazista na Iugoslávia, no massacre de quase um milhão de sérvios ortodoxos e na conversão forçada de 750 mil ao Catolicismo Romano.  Em fevereiro de 1952, ele exortou os fiéis de Roma: “o mundo inteiro precisa ser reconstruído a partir dos seus fundamentos”. Os planos para essa gigantesca tarefa sobre os quais o mundo pouco sabe, foram, logo em seguida, conduzidos secretamente pelos diplomatas do Vaticano. O conceito de um superestado católico romano europeu, o qual está emergindo agora na Europa, seria o primeiro passo para dominar o mundo inteiro.

A conspiração agora já está muito avançada. O falecido Enoch Powell referiu-se, no Evenning Standard, de 02/12/1987, a um “profundo e novo arranjo agora acontecendo”, envolvendo a “dissolução do Tratado do Atlântico Norte com a confrontação do Pacto de Varsóvia”, daí resultando uma composição que iria “reaparecer como uma paisagem submersa, revelada após ter passado o dilúvio, nos velhos moldes, a qual as gerações anteriores não teriam dificuldade alguma em reconhecer [...] seu nome antigo era Sacro Império Romano”. Significativamente, a metáfora lembra tremendamente a profecia de Apocalipse 17:8 que diz: A besta que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo a besta que era e não é, mas aparecerá.

Mais uma vez o Vaticano reconhece que os seus objetivos só poderão ser alcançados através de uma organização internacional, a qual tem dentes de ferro, para esmagar a oposição. Em sua mensagem natalina de 1944, Pio XII falou: “esta organização será investida, por consentimento comum, de suprema autoridade e de todo o poder para sufocar em seu estado embrionário qualquer ameaça de agressão isolada ou coletiva”. Encobrindo  a natureza militarista da organização visualizada, Pio XII acrescentou em 1951: “[...] O desarmamento não é uma garantia estável de uma paz duradoura”.

Isso nada tem de novo nas táticas de Roma. Desde o Complô da Pólvora,  até o momento, os papas de Roma têm simplesmente andado cautelosos em razão da tecnologia avançada [a fim de usá-la a favor e não contra os seus objetivos]. Nada há de novo nos objetivos do Vaticano. Da época do Complô da Pólvora  até hoje, esses objetivos são dirigidos à destruição do Parlamento Britânico e à subjugação do Protestantismo e de qualquer outra forma de oposição [judeus, ortodoxos, liberais, socialistas, comunistas, etc.]

O iníquo Movimento Ecumênico e o seu avanço [disfarçado de genuíno processo conciliatório] é, em  verdade, um front paralelo à estratégia  da batalha secreta de Roma, dentro da nova Europa [é uma espécie  de guerra fria religiosa, em que os dissidentes do Romanismo se debatem, procurando, em vão,  um meio de escapar ao pesadelo]. Nos passados anos 60, o Cardeal Augustin Bea, presidente do Secretariado do Vaticano para Promover a União das Igrejas, deixou isso totalmente claro:

 A Igreja seria gravemente mal compreendida em que a sua semelhança de aventura ecumênica e opiniões significassem que ela está preparada para reexaminar suas fixas posições dogmáticas. Nenhuma concessão em dogma pode ser feita pela Igreja em favor da unidade cristã.

Em seu livro “Catholic Terror Today” (O Terror Católico Hoje), o escritor britânico Avro Manhattan [especialista nos assuntos do Vaticano, sobre o qual escreveu 20 livros importantes],  assim descreve a revolução ecumênica: “embora aparentemente enganosa [...] nada mais que um cavalo de Tróia, através do qual o poder católico se vestiu de trajes contemporâneos para continuar a se firmar efetivamente, como sempre o fez”. O evangelista americano Dr. Haan  chama o Movimento Ecumênico de “a peça mais astutamente planejada de engano religioso que já foi impingida ao mundo desprevenido”.

Esse Movimento está tão estreitamente ligado ao objetivo da União Européia que podemos inventar o vocábulo Eurocomenismo para descrever essa conspiração. Na época das primeiras eleições européias, o ardente político católico pró União Européia,  Shirley Williams, associou claramente a visão da Europa com o objetivo de sua Igreja de assumir a autoridade política e religiosa sobre a vida de todos e de vários:

Seremos anexados à Europa, na qual a religião católica será a fé dominante e na qual a aplicação da doutrina social católica será o fator principal, no dia a dia da vida política e econômica do continente.

Não há muito tempo, o Times comentou: “A alma da Grã Bretanha está sendo exigida por Roma, numa chamada católica às armas... o Catolicismo do próximo século poderia ser reorganizado como a fé  predominante na terra”. Agora temos um Primeiro Ministro que promove ativamente o Romanismo e no Catholic Herald Standard  constava, recentemente, um artigo intitulado “O Primeiro Ministro `muito chegado´ ao Catolicismo”, onde também é dito que ele confessou essa aproximação com o Arcebispo Bonicelli, enquanto esteve de férias, em Siena. Não é de admirar, após ter dito que o Labour iria “esperar para ver” sobre a moeda única, que o seu governo esteja agora promovendo ativamente a união monetária num superestado federal, a qual destruirá toda a independência financeira e, portanto, a independência  política de cada nação européia... [e, sem dúvida, de todo o Ocidente].

Historicamente, o conceito de nação-estado foi um anátema para o Vaticano, cujas táticas têm sido sempre roubar a soberania e o nacionalismo das nações, reduzindo-as a meros estados ou província de uma única nação-estado européia por ele controlada, mesmo subdividindo-a, internamente, no que venha a ser útil aos seus propósitos. O objetivo atual do Vaticano não mudou – recriar uma Europa novamente medieval de pequenos estados sem eficácia, os quais ele poderá dominar facilmente.

O mapa da Europa já está ficando ostensivamente semelhante àquele que existia antes da I Guerra Mundial. A dissolução da monarquia de Habsburgo, após a guerra, tornou possível a criação de nações-estados soberanos independentes, em seu antigo território, tais como a Tchecoslováquia, a Iugoslávia e a Hungria. Como a Tchecoslováquia foi dividida, recentemente, em dois estados constituintes, assim também a Iugoslávia está se desintegrando violentamente num vis-a-vis de suas províncias, e a Hungria também ameaçando dividir-se, em regiões étnicas, as táticas familiares e inconfundíveis de Roma se tornam cada vez mais discerníveis.

 A história está se repetindo de maneira particularmente óbvia na Iugoslávia e na Tchecoslováquia. Em 1917, o Núncio Papal em Munique, Eugênio Pacceli (mais tarde Papa Pio XII), negociou secretamente com os alemães no sentido de conseguir a “paz papal sem vitória”, a fim de salvar, tanto a Alemanha como a papista Áustria-Hungria, da derrota, para levar ao estrangulamento as duas emergentes nações estados: a Iugoslávia, na qual os católicos romanos se tornariam minoria, dominados pelos sérvios ortodoxos, e a Tchecoslováquia onde iriam dominar os protestantes hussitas e os liberais. Depois que o plano fracassou o padrinho do nazismo, Pio XII, resumiu a conspiração, a fim de atingir o objetivo de toda a sua vida, que era destruir a Igreja Ortodoxa da Sérvia (sua rival religiosa), objetivando abertamente a desintegração da Iugoslávia – o pré-requisito para alcançar esse objetivo. Seu plano era desligar a Croácia católica romana do governo da Sérvia ortodoxa e criar um estado religioso independente para, futuramente, estabelecer ali um reino católico romano nos Balcãs. [Para conseguir esse objetivo milhares de sérvios inocentes foram trucidados na Croácia, fato que o mundo não ficou conhecendo porque foi camuflado pela mídia internacional, controlada pelo Vaticano, conforme diz o escritor britânico,  Avro Manhattan, em seu livro “The Vatican´s Holocaust”].

Sinistramente, a planejada destruição da Iugoslávia foi realmente conseguida. O líder russo da oposição – Vladimir Zerenovski – reconheceu e descreveu, recentemente, a separação da Croácia do estado da Iugoslávia legalmente constituído como “uma conspiração do Vaticano”. Por outro lado, a máquina da propaganda romanista, que se infiltrou na mídia européia, sempre tem apresentado falsamente a Sérvia, antiga aliada da Grã Bretanha, como a grande agressora [e o presidente Milesovic como um segundo Hitler]. As atrocidades croatas são convenientemente ignoradas como têm sido, também, aquelas cometidas pelos padres da Ustashi, no período nazista.

O sonho do Vaticano de desligar a Eslováquia católica romana e assim dividir a Tchecoslováquia, agora também se materializou [provavelmente abençoado pelos dois “santos” padroeiros, Metódio e Cirilo]

Táticas semelhantes estão sendo empregadas no caso da Irlanda do Norte. O objetivo secreto de Roma é desligá-la do Reino Unido e reduzir a sua maioria protestante à minoria, destruindo, ao mesmo tempo, o Reino Unido como uma nação-estado erradicando, assim,  os protestantes da Ilha da Irlanda.

A Polônia também foi completamente romanizada de novo através do conluio do Vaticano com o Movimento Solidariedade, cujo líder, Lech Walessa, um fervoroso católico romano, que depois se tornou o presidente desse país. A significação da eleição de um papa polonês é óbvia demais para ser mencionada. A recente história polonesa mostra que até mesmo os países onde os católicos romanos são a maioria, podem ser boicotados por Roma. O Vaticano laborou ativamente, durante séculos, contra a independência da Polônia dos czares, fato que inspirou ao grande poeta nacionalista polonês Julius Slowacki, a famosa admoestação: “Polônia, a tua maldição vem de Roma”.

A ex-União Soviética desintegrou-se em pequenos estados, alguns dos quais, inclusive a Ucrânia, possuem grandes populações católicas romanas. E o Vaticano agora está objetivando outros alvos – particularmente os países protestantes da Escandinávia. A democrática Suíça,  a terra de Zwinglio e Calvino, foi deixada para o final. Aí então já terá sido literalmente cercada [e mais facilmente se renderá].

Será que os nossos líderes estão cegos ao que está acontecendo na Europa ou, então,  são assim tão estúpidos e por isso  têm colaborado conscientemente?

Em seu livro Power Beyond The Market (O Poder Além do Mercado) – Europa 1991 – cujo título é por si bastante significativo, Otto von Habsburg deixa sair do saco o gato, ou melhor, a besta Vaticana:

Qualquer dia destes as Europas Central e Oriental hão de nos pertencer. A vocação para a autodeterminação da Lituânia, (na União Soviética) até a Croácia (na Iugoslávia), está além do que hoje se sabe, de modo que até mesmo os adversários de uma Europa maior não possam ignorá-lo. Significativamente, estas duas regiões, bem com a Polônia e a Hungria, são fortemente católicas romanas.

Contudo, o engano repousa na frase “autodeterminação”, princípio completamente hostil ao Romanismo, conforme evidenciado pela sua tentativa de remover o inalienável direito do povo britânico e da Irlanda do Norte. A Croácia, a Lituânia, a Polônia e a Hungria apenas passaram da ditadura do Comunismo para a ditadura do Romanismo.

O Papa JP2, sintomaticamente, chama a Europa Oriental de “Aquele outro pulmão de nossa terra natal européia”. Ele disse no Parlamento Europeu, em 1988, que o seu desejo era que a Europa pudesse “um dia expandir as dimensões a ela concedidas pela geografia e, acima de tudo, pela história”, evitando, enganosamente, a palavra “religião”.

Passaram-se anos de conspiração secreta para avançar rumo ao objetivo de unificar a Europa sob a doutrina romanista. Preparações para a unidade religiosa da nova Europa foram feitas pelo Vaticano, mesmo antes do final da guerra. Por não terem sido reconhecidas antes,  muitos danos têm sido causados e resultaram na absorção de milhões de protestantes nominais pelo rebanho católico romano, antes que eles até mesmo verificassem o que estava acontecendo. Muitas igrejas nominalmente protestantes já desistiram da sua fé da Reforma.

Adrian Hilton  publicou um brilhante estudo – O principado e o Poder da Europa, com o subtítulo – A Grã Bretanha e o Sacro Império Europeu Emergente. Todo patriota britânico e todo cristão deveria lê-lo. Foi publicado pela Dorchester House, em 1997. Hilton expõe a Europa emergente como uma conspiração do Vaticano e liga-a ao Movimento Ecumênico. Ele menciona como o Catolicismo Romano tem uma forte tendência em direção ao centralismo e visualiza-o como inteiramente necessário para as nações e igrejas individuais em uma restituição maior, sob a desculpa de evitar futuras guerras e unir o testemunho cristão. Contudo, os valores espirituais da Igreja de Roma, bem como o seu concebido direito de governar os assuntos temporais do mundo e o seu papel na política mundial, constituem uma atitude alheia às tradições bíblicas protestantes da Grã Bretanha, que têm mais de 400 anos. Aclimatar-nos hoje em comprometedor ecumenismo levar-nos-ia a crer que ambos podem coexistir, embora as leis e constituições do Reino Unido sejam diametralmente opostas às leis européias. Uma terá de submeter-se à outra.

Em 1953, ao ser coroada, a Rainha firmou um pacto de “governar os povos do Reino Unido de acordo com as suas leis e costumes” e “manter a religião protestante reformada estabelecida por lei”. Ambas as coisas têm sido negadas pelo processo da mais profunda integração européia. Num continente em que 61 milhões proclamam possuir uma herança protestante e 199 milhões professam ser católicos romanos, é simplesmente impossível manter o Protestantismo, através da lei democrática. A constituição protestante do Reino Unido tem sido desde muito tempo um forte desafio contra os desejos de Roma de “evangelizar” a Grã Bretanha, à qual o papa se refere como “Mary´s Dowry” (o dote de Maria), seu por direito. O Vaticano reconhece que a derrota do Protestantismo aqui iria enfraquecê-lo em toda a Europa, e este tem sido o seu objetivo, desde a Reforma. Todas as investidas militares contra a Grã Bretanha, desde a Armada Espanhola até a II Guerra Mundial, foram manifestos fracassos, exceto as táticas modernas de inclusão,  erosão e produção de frutos.

O Catholic Herald declarou recentemente: “os dias da Igreja Anglicana estão contados e a  maioria dos seus adoradores voltará à verdadeira fé dos seus distantes antepassados medievais”. É  quase o cumprimento simbólico daquela profecia de que a moeda de 20 pence da colônia inglesa de Gibraltar, emitida pelo Parlamento e aprovada pela “Rainha”, contém uma gravação de Maria coroada como a Rainha do Céu com o título de “Nossa Senhora da Europa”. A cabeça da Rainha na outra face tem a simples inscrição: “Elizabeth II – Gibraltar”, sem os seus títulos de D.G., REG., F.D. – Rainha pela graça de Deus, Defensora da Fé. Tão portentoso como o simbolismo católico romano, o selo britânico emitido em 1984, para comemorar a segunda eleição do Parlamento Europeu foi mais longe. Eles pintaram uma mulher cavalgando uma besta sobre sete montes ou ondas. Essa imagem tem uma semelhança chocante com a passagem do Livro de Apocalipse 17:1-7, a qual uma sucessão de teólogos, de Wycliffe até Spurgeon, tem identificado como representando a Roma papal.

 A idolatria do Catolicismo Romano é endêmica na Europa e tem sido cordialmente abraçada pelo governo europeu. O desenho da bandeira européia foi inspirado pelo halo de 12 estrelas sobre a imagem da Madona, e aparece com destaque nos vitrais da janela do Concelho da Europa, na Catedral de Estrasburgo. A janela foi apresentada ao mundo em 11/12/1955, coincidindo com a festa católica romana da Imaculada Conceição de Maria, que é comemorada em 08 de dezembro.

[...] Estrasburgo é uma cidade que simboliza o sonho da integração franco-germânica – o coração  do Império de Carlos Magno. [...] Também a esse respeito, embora alguns imaginem tratar-se de uma coisa engraçada, um católico inglês enviou uma carta a Jacques Delors, com a sugestão de que a UE seja dedicada à “Bendita Virgem Maria”. Ele havia presumidamente notado que Delors tem sido responsável, pela bandeira européia com o seu inconfundível simbolismo mariano mostrando o círculo de 12 estrelas num pano de fundo azul. O funcionário do escritório particular de Delors, responsável pelas relações do Presidente da comissão com a Igreja Católica, explicou que a sugestão foi gratamente recebida, mas que o Presidente não se sentiu com autoridade para responder afirmativamente. Será que foi porque essa decisão precisava ser colocada diante do Concelho Europeu ou do Parlamento, ou até mesmo dos povos da Europa, através de um referendum? Infelizmente, não. A explicação veio, quando o Presidente declarou que havia levado a sugestão ao Santo Padre. Se depois de uma consideração através da oração, o Santo Padre a considerar apropriada, Delors fará todo o possível para melhorar a mesma. Será esta uma indicação de que são as reais instituições espirituais que estão governando a Europa? Como, graças a Deus, nada mais foi dito sobre este assunto, supomos que o papa não tenha gostado da idéia [que provavelmente foi arquivada para futuras referências].

 

O Papel das Instituições Européias

 

        Eu pretendia falar sobre as instituições européias, mas não há tempo. Preciso concluir rapidamente:

         ... O Vaticano é o movimento principal por trás da conspiração européia. Se pareço ter me desviado do assunto para falar de religião, isso é porque, como espero ter demonstrado, o Vaticano é o principal organizador dessa conspiração. Deixem-me repetir que o povo britânico foi enganado, desde o princípio, sobre este assunto. O fato de proclamar a Europa como livre área de comércio com nações-estados soberanos, exigindo um custo insignificante de membresia foi um disfarce para a organização de um superestado político-religioso. As várias instituições e organizações desse superestado embrionário já se apossaram da soberania da Grã Bretanha, a tal ponto que estão reduzindo o Parlamento Britânico ao status de um proclamado Concelho de Condado. O Daily Mail de 09/05/1996 colocou isso de maneira sucinta:

         Nossas leis agora são inúteis. Quinze juizes em Luxemburgo – só um deles britânico – são agora os árbitros supremos da lei britânica. Eles baseiam suas decisões na lei romana, desconhecida neste país desde que  Roma foi expulsa do mesmo. A corte européia de justiça tem se intrometido cada vez mais em nossa vida, a fim de garantir que o Parlamento Britânico já não seja soberano, até mesmo quando nossos interesses nacionais e a nossa segurança estão envolvidos.

         As diretrizes da União Européia  estão sabotando os negócios da Inglaterra. A indústria britânica finalmente está despertando para o verdadeiro preço do Mercado Comum da União Européia, lutando para concordar com as 20.000 diretrizes e regulamentos que fizeram de Bruxelas a maior fabricante de leis do mundo.

O movimento em direção à união monetária e à moeda única precisa ser detido. Em recente debate com Mr. Lammers a respeito da moda única, Normal Lamont disse que se opunha à mesma, por conhecer plenamente qual era o seu propósito: É uma parte da unificação política, conforme dissemos muitas vezes. O chefe executivo de Bundesbank (Banco Federal), Dr. Issing, disse recentemente: Não há na história exemplo de duradoura união monetária que não esteja ligada a um estado único. O Dr. Tietmayer, Presidente do Bundesbank, disse: Uma moeda européia conduzirá as nações, a transferir para a política financeira  e salarial, bem como os assuntos monetários, a sua soberania. É ilusão imaginar que os estados possam manter sua autonomia sobre políticas de impostos. Bill Cash tem advertido que a união monetária ameaça até mesmo a execução da lei na Europa.

Uma moeda única seria gerenciada por um Banco Central com poder para melhorar a política financeira da União Européia. Se o Reino Unido abandonar a sua libra esterlina e assinar compromisso com a união monetária, este será o último passo em direção à completa destruição de sua soberania nacional.

O que é igualmente inaceitável é usar a maioria da votação para conseguir a política governamental européia. A maioria na votação causa irresponsabilidade porque os ministros estarão sem direito ao voto no Concelho. Portanto não serão contados em suas decisões para os seus parlamentos nacionais e o próprio Concelho não fica responsável por qualquer eleitorado ou Parlamento. A maioria na votação corta o elo entre quem vota em um estado membro e aquele que fabrica a lei, o que significa uma pedra de tropeço para qualquer  democracia. Ao tempo em que  votou pelo Ato Único Europeu, Bill Cash colocou uma emenda que dizia: “Nada neste ato deve minar a soberania do Parlamento do Reino Unido”. Essa emenda não foi aprovada. Os parlamentos nacionais, como expressão de sua soberania nacional, são a pedra fundamental de toda democracia.

 

Conclusão

 

         Se não orarmos e se não agirmos, mais uma vez Roma triunfará no sentido de estabelecer o seu maligno sistema no Reino Unido. Quando William Tyndale, capturado e queimado em 1535 pelos papistas belgas por ter ousado traduzir o Novo Testamento, soltou seu grito ao morrer: “Senhor, abre os olhos do rei da Inglaterra”, a eventual e poderosa resposta de Deus veio na forma da Versão Autorizada de 1611 – a Bíblia King James. Ela veio para que  a Grã Bretanha protestante espalhasse o evangelho de Jesus Cristo pelo mundo inteiro e detivesse o poder de Roma. Estou certo de que temos à frente, mais uma vez essa nova tarefa divina. Já não podemos mais confiar em nossos líderes políticos e nem mesmo na família real para carregar a tocha da verdade bíblica. Então vamos fazer esta oração: “Senhor, abre os olhos da nação britânica”.

 

Tradução e adaptação de Mary Schultze

Palestra feita pelo Prof. Arthur Noble, na “Annual Autumn Conference”  no 

“United Protestant Council”,  Londres, 07/11/1998.

 

 

Capítulo 7

 

A Futura Euro-Teocracia Católica Romana

 

         O Prof. Arthur Noble nos apresenta ainda, no site "www.ianpaisley.org" um artigo bastante elucidativo sobre o que a União Européia vai significar para o mundo inteiro. Aqui entregamos uma tradução livre do trabalho desse eminente escritor britânico, um cristão bíblico.

         Da Magna Carta, passando pelo Complô da Pólvora, até à Concordata de Hitler com o Vaticano, a história britânica tem se constituído numa constante luta contra o papado de Roma, pela liberdade da nação do domínio e das exigências jurisdicionais do papado, realizadas através de complôs e de vários estratagemas. A Reforma Protestante nos trouxe a liberdade de fé e consciência, liberdade de discussão e de imprensa [liberdades que serão destruídas, quando Roma der novamente as cartas.]

         Quando os princípios da Bíblia (King James) passaram a regular todas as nossas nações e a legislação, inigualáveis bênçãos sociais e grandeza política logo aconteceram. O ensejo do Estabelecimento da Revolução de William  delineou o princípio constitucional do Monarca como defensor da fé protestante.

Roma está nos atacando novamente - Hoje a Inglaterra apóstata (o dote de Maria) libertada do Vaticano no Século XVI, está sendo reclamada de volta pela poderosa Igreja de Roma, que agora apresenta uma nova cara, porém com os mesmos dogmas antigos.

         Ela se move enganosamente por trás do Movimento Ecumênico, o qual está totalmente ligado à presente tentativa de estabelecer os Estados Unidos da Europa. Os acontecimentos na Europa não foram planejados para terminar em simples união econômica e política. Seu objetivo final foi revelado nas encíclicas papais de Pio XII e João XXIII: "A Europa iria se tornar o maior superestado católico (romano) que o mundo jamais viu"... "A única maior força humana jamais vista pelo homem", unido dentro das fronteiras do antigo Sacro Império Romano pelo laço espiritual comum da religião. O Núncio Papal em Bruxelas descreve  a União Européia como "uma confederação católica (romana) de estados".

A futura Euro-Teocracia - O Vaticano planeja dar sua garantia eclesiástica a essa nova Europa, a qual representa exatamente o oposto da visão pós-guerra de Churchill, de uma democrática associação de nações estados. O palco está montado para a grande revolução político-religiosa jamais testemunhada pela história. Em sua mensagem natalina de 1951, Pio XII visualizou uma Europa dependente de "uma ordem garantida pela Igreja, conforme o seu ofício e o seu campo de ação". Essa exigência tradicional de Roma do direito de exercer o seu mandato sobre os governos civis deve ser reforçada  através da exigência de Leão XIII de que deve ser "crime político" resistir ao poder exercido pela Igreja em nome de Deus . Essa afirmação arrogante ainda mantém a marca registrada de implícita infalibilidade da Igreja, junto com o proclamado direito de suprimir os dissidentes - crime passível de morte durante a Idade Média.

Colaboradores Ecumênicos - Essa tarefa do Vaticano tem sido sancionada e auxiliada pelos líderes apóstatas da chamada Igreja Protestante, os quais têm arremessado ao lixo os princípios básicos da fé e da Reforma. Eles têm se associado, se comprometido e aceitado as crenças e práticas da Igreja de Roma, cujo líder, seus artigos de fé proclamam ser "o homem do pecado". Essa traição foi profundamente simbolizada no Sínodo da Igreja Irlandesa em Dublin, em 1997, quando o Arcebispo Robin Eames, sob o olho observador do retrato de Guilherme de Orange, advogou a separação da Igreja da Irlanda dos fundamentos sobre os quais ela foi fundada.

Esses invertebrados ecumenistas jamais pronunciaram uma palavra sequer de condenação contra o sectarismo, a falsa doutrina e os massacres históricos perpetrados pela Igreja de Roma porque estão ativamente engajados em se unir ao papado.

Ulster - objeto dos ataques de Roma - Em parte alguma os romanistas têm atacado tão violentamente a Grã-Bretanha como na Irlanda do Norte, onde a mentalidade medieval de uma minoria dominada por Roma é violentamente hostil à maneira de viver organizada nos métodos da Reforma Protestante, sob o novo disfarce de "paridade de respeito", uma frase nova para a pretensa discriminação. Roma e seus terroristas republicanos têm se dedicado ao expurgo dos protestantes, através da falsidade, do assassinato e da limpeza étnica das liberdades civis e religiosas constitucionalmente gozadas pelos protestantes e pela maioria unionista.  O diálogo entre igrejas - especialmente nas atividades do Concílio Mundial de Igrejas - tem sido o principal método enganoso empregado por Roma, a fim de atrair suas vítimas para o rebanho do papa.

A profecia bíblica em cumprimento - A mania de imagens católicas romanas na Europa é endêmica e tem sido entusiasticamente abraçada pelo Parlamento Europeu. Ela apresenta uma semelhança chocante com as profecias do capítulo 2 de Daniel e do capítulo 17 de Apocalipse, as quais os teólogos Wycliffe e Spurgeon sempre identificaram, constantemente,  como representando a Roma dos papas. Elas descrevem uma união política  nos últimos dias, a qual, em sua forma final, consistirá de dez nações ou grupos de nações dominados pelo poder que se assenta sobre sete colinas.

A visão é de uma "grande prostituta" cavalgando uma besta com "sete cabeças e dez chifres", a qual leva o nome de "Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra". Hoje se cumpre essa profecia diante de nossos olhos. A União Européia foi inspirada pelo Vaticano  e é controlada pelo Vaticano.  [A União Européia é a mulher montada na besta, que é a hierarquia romana]

A mulher montada na besta - O Parlamento Europeu está estabelecido em Estrasburgo, cidade que simboliza o sonho da integração franco-germânica, e foi o coração do Sacro Império Romano de Carlos Magno, no Ano 800 d.C.,  [que agora ressurge como o sétimo da história mundial]. Sua bandeira foi inspirada no halo de doze estrelas ao redor do retrato da Madona, o qual aparece proeminentemente nos vitrais da Catedral do Conselho da Europa, em Estrasburgo, revelados ao mundo no dia 11 de dezembro de 1955, coincidindo com a celebração católica da Imaculada Conceição. O Papa JP2 dedicou a União Européia à Virgem Maria. Sobre o domo do edifício do novo Parlamento de 8 milhões de libras, em Estrasburgo, existe uma pintura colossal da mulher montada na besta. No escritório do edifício PE1 do Parlamento encontra-se uma gigantesca estátua de bronze de uma mulher praticamente nua cavalgando a besta, a qual está cavalgando as ondas. Na parede da sala de repouso do Dinner´s Club, na capital administrativa da União Européia - Bruxelas - há uma pintura da mulher e da besta, juntas. Essa imagem tem aparecido nos selos postais, inclusive na edição britânica de 1984, a qual comemora a segunda eleição do Parlamento Europeu. É o sinal e o símbolo da Europa, apontando o caminho para o que está planejado.

Nossa constituição protestante está sob ataque - O "Catholic Herald" declarou recentemente: "Os dias da Igreja Anglicana estão contados e muitos dos  adoradores  voltarão à verdadeira fé de seus antepassados medievais." [Os que não voltarem serão eliminados, é claro]. Praticamente se cumpre agora a afirmação do que foi cunhado na moeda de 20 pence, da colônia inglesa de Gibraltar, feita pelo Parlamento e aprovada pela Rainha. Nela foi gravada a imagem de Maria coroada como "Rainha do Céu" e chamada "Nossa Senhora da Europa". A efígie da rainha britânica,  na outra face, diz apenas: "Elizabeth II - Gibraltar", sem mencionar os seus títulos normais de "D.G.REG,FD", isto é, Rainha pela graça de Deus, Defensora da fé. Esses são os frutos da associação com o moderno superestado papal. Enquanto prega o amor ecumênico aos seus irmãos separados, Roma, a maior assassina de multidões da história mundial, tem a rompante audácia de debochar dos protestantes de Ulster como desposando uma "religião de assassinos", [apresentado ao mundo, através da falsa mídia, sempre os protestantes atacando os católicos indefesos] (Catholic Herald, 13/10/1999).

Ao visitar o papa, Mr. Trimble demonstrou tanto sua inexperiência como sua adesão à planejada destruição de Ulster pela União Européia, a qual está sendo conduzida pelo Vaticano. A Bíblia nos admoesta sobre as perigosas conseqüências de tais associações, em Apocalipse 18:4: "Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas".

 

 

Capítulo 8

 

A Cruzada de Roma

para Dominar a Grã Bretanha

 

Depois de quase 400 anos de luta, a Bíblia King James foi desclassificada pelo povo inglês, a modernidade foi tomando conta do país, leis anticristãs foram promulgadas, a coroa ficou nas mãos de monarcas pró-católicos e então começou a derrocada do país.

         Em janeiro deste ano foi apresentado, pela segunda vez, o projeto de lei que será o golpe de misericórdia na soberania inglesa. Leiamos o que diz o Dr. Ian Paisley, membro da Câmara dos Comuns em seu artigo "Rome´s Crusade to Capture England":

Roma tem intensificado a sua cruzada no sentido de destruir a Constituição elaborada conforme a Revolução do Rei Guilherme de Orange.

         Um projeto de lei patrocinado pelo Parlamento vem alcançando sucesso e em breve será levado à agenda parlamentar para ser aprovado.

         Pela primeira vez, a Rainha Elizabeth II levou um cardeal católico romano inglês para estar com ela em Sandringham, a fim de pregar o culto na capela real da Igreja da Inglaterra, no dia 13/01/2002.

Ainda bem que o Dr. Clive Gillis, o famoso historiador protestante inglês, está escrevendo uma série de artigos sobre o pano de fundo histórico de toda essa conspiração que visa destruir a nossa herança protestante. Esses artigos serão publicados em nossa Website, sendo este o primeiro deles. Os leitores também serão informados sobre tudo o que está acontecendo no Parlamento, à medida em que este assunto for levado à consideração.

(Até aqui falou o Dr. Paisley. Agora damos a palavra ao Dr. Clive Gillis).

         Um projeto de lei dos Comuns, que possibilitará os católicos romanos de se tornarem sucessores da Coroa da Inglaterra foi apresentado pela segunda vez, no dia 11/01/2002.

         Ele fora levado à mesa, dez minutos antes do encerramento da sessão parlamentar de 19/12/2001, com três propósitos:

1.       Tornar legal a defesa da abolição da monarquia no país.

2.     Emendar o Ato do Estabelecimento, a fim de permitir que membros da igreja Católica Romana possa suceder na Coroa da Inglaterra.

3.     Emendar a lei do juramento parlamentar.

Tudo isso foi proposto pelo Dr. Kevin McNamara (do Labour, Hull North) e foi recusado pelo Dr. Ian Paisley (North Autrim, DUP). A votação foi de 170 votos a favor e 32 contra. Entre os que votaram a favor do Dr. Paisley estão alguns católicos romanos, como o Tem. Real Hon Ann Widdecombe.

         Entendemos que é raro um projeto desse tipo receber uma segunda leitura, como foi programado para 11/01/2002.

         McNamara afirmou que esse projeto visa combater a discriminação em nossa sociedade e facilitaria o discurso da modernização do país e dos direitos humanos. Ele lamentou que o "Ato de Traição e Crimes Graves"  de 1948, tenha evitado que o "Guardian" publicasse uma série de artigos no ano passado, advogando um governo republicano, o que sua emenda tornaria possível.

         Segundo, o projeto emendaria aquelas partes do Ato do Estabelecimento de 1701, o qual trata da sucessão do trono, removendo a discriminação contra os católicos romanos. Disse ele que o Primeiro Ministro "compartilha a minha crença de que os aspectos anticatólicos do Ato do Estabelecimento são claramente discriminatórios". 

         Finalmente, ele se voltou para o Ato dos Juramentos de 1978. Seu projeto "removeria a exigência de que um membro eleito ao Parlamento faça o juramento atual de lealdade ao monarca e ofereceria uma alternativa um juramento moderno de afirmação".

         Ele citou um recente regulamento sobre os Direitos Humanos, da Corte Européia, o qual considera favorável ao seu projeto. Referiu-se à "indignidade e absurdo"  que considera ser esse juramento.

         Agora vamos ler o que respondeu o Dr. Ian Paisley sobre este assunto.

         Certamente se formos rever - ou mudar -  a constituição do Reino Unido, o assunto merece mais do que um projeto de dez minutos de discussão, cujos itens não dispõem de tempo nem de capacidade para que sejam devidamente tratados.

Desejo formular algumas perguntas imediatas. O honorável confrade colocou grande ênfase na Europa e em como se sente a Europa, dizendo que os da Europa consideram a nossa constituição fanática e discriminatória. Contudo, o artigo 16 da Constituição da Espanha  enfatiza as relações da Espanha com a Igreja Católica Romana, dizendo que somente os sucessores ter acesso à sucessão monárquica os descendentes da linhagem de Sua Majestade o Rei Carlos, cuja casa é obviamente católica romana, sendo todos os sucessores da mesma também católicos romanos.

         Na Bélgica, outro país católico romano, o próprio rei - não a lei, mas o rei - é quem decide com quem deve se casar o herdeiro do trono belga Se este se casar sem o consentimento do rei em ofício perderá o legítimo direito á sucessão. A constituição escrita diz ainda que só pode ser rei um descendente da dinastia Saxe-Coburg (obviamente, católica romana).

         Na Suécia, outro país membro da União Européia, o rei deve professar sempre o pacto da legítima fé evangélica luterana, conforme explicada na inalterada Confissão de Augsburgo. Conforme a resolução do Encontro Upsala, em 1953, os príncipes e princesas da casa real deve ser educados na mesma fé e dentro do mesmo reino. Qualquer membro da família real que não professar essa fé será excluído dos direitos à sucessão.

         Quanto à Dinamarca, também membro da União Européia , a parte 2 de sua constituição declara que o rei deve ser membro da Igreja Evangélica Luterana e conforme a Seção 4 da constituição, a Igreja Evangélica Luterana deve ser a igreja estabelecida da Dinamarca.

         Vejamos a Holanda e encontraremos  no artigo 24 de sua constituição que a sucessão do trono holandês é hereditária e limitada aos descendentes legítimos do Rei William I (Guilherme de Orange)  e não do Rei Guilherme III (católico), isto é, uma sucessão protestante.

         Desse modo, vemos que dois países católicos romanos da União Européia, dizem que devem ter um monarca católico romano e os mencionados países da União Européia afirmam que devem ter monarcas protestantes (e nem por isso são chamados de fanáticos e discriminatórios).

         A ênfase sobre os Direitos de 1688 não foi sobre a religião, mas sobre a segurança da nação britânica. Sob o governo (católico)  de Bloody Mary e o de Tiago I, (protestante) a nação aprendeu a se defender. Foi baseado na defesa da segurança do país que foi feito o Estabelecimento da Revolução de Guilherme de Orange, o qual se tornou a base de nossa posição constitucional.

         O Estabelecimento tem servido muito bem a esta nação  desde o passado e afirmar agora que devemos lançar mãos à obra de desmantelar esse Estabelecimento é estranho demais, pois não sabemos o povo vai querer em lugar do mesmo. Aliás, o que vai ser mesmo colocado em seu lugar???

         Não me consta qualquer agitação dos não-conformistas sobre o fato da Rainha ser a suprema governante e a cabeça da Igreja da Inglaterra. Eles não dizem que isto é terrível nem que são discriminados porque um monarca não pode ser um não-conformista.

Por isso eu digo á Casa que não deveríamos colocar mãos à obra no sentido de destruir algo que tem servido tão bem ao país, tentando substituí-lo por algo sujeito a debates na corte européia.

         Os da Europa parecem estar dizendo; "façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço". Por que não os deixamos tratar desse assunto, em vez de  ensinarem à Casa  e ao Reino Unido que somos fanáticos e discriminatórios? Este é um assunto que eles devem encarar e resolver realisticamente.  A Casa deveria ser aconselhada a dizer: "Não, de modo nenhum podemos nos lançar a tal propósito, no momento".

         De qualquer modo, se o governo está interessado neste assunto, conforme tem declarado, a responsabilidade da elaboração desse projeto recai sobre ele, a fim de que haja tempo suficiente para a apresentação dos necessários debates, argumentos e considerações.

         O Dr. Ian Paisley é um pastor cristão bíblico praticante, o qual tem lutado corajosa e incansavelmente contra o domínio que o Vaticano deseja impor sobre o Reino Unido.  Devemos orar para que esse herói da fé protestante continue lutando pelas liberdades democráticas, que têm sido, há quatro séculos, a maior característica do povo britânico. Infelizmente os líderes do país, que já não crêem na divindade de Cristo, intoxicados pelos ensinos liberais e pela modernidade, têm entregue o glorioso país de Wesley, Spurgeon e tantos outros santos batalhadores da fé, nas mãos da hierarquia romana, cujos líderes de barrete vermelho já se assentam nos lugares onde antes só podiam se sentar os cristãos genuínos. Isso se chama APOSTASIA.

Capítulo 9

 

        

O Homem do Pecado

 

         O Dr. Paisley escreveu este artigo, citando o livrete "The Roman Antichrist", do Prof. Fred Leaghy, membro da Igreja Presbiteriana Reformada da Irlanda.

Durante a após a Reforma Protestante, era geralmente aceita a crença de que o papado, tendo como o seu cabeça o papa, era o Anticristo. A maioria dos reformadores não tinha qualquer dificuldade em identificar o sistema romano como o Anticristo - o homem do pecado.

         Este ensino já não é tão popular como antigamente, pelo que muito agradece  a Igreja de Roma. Isso porque as atrocidades desse sistema contra os protestantes bíblicos podem ser convenientemente esquecidas. O ódio e a violência  de Roma foram muito maiores e mais impiedosos do que os sentimentos dos "lutadores pela liberdade" na África, e do IRA em Ulster.

Diz-se que somente quando Lutero reconheceu o papado como o Anticristo foi que a Reforma ganhou impulso. Também é dito que a Reforma Escocesa  aconteceu através de um sermão de John Knox, no qual ele mostrou que o papa era o Anticristo.

Quando o papa Paulo VI faleceu, a simpatia expressada por inúmeros ingleses demonstrou muito claramente que o líder da ICR não era apenas respeitado, mas também aceito pela maioria dos líderes religiosos como o cabeça da Cristandade. A Rainha ordenou que todas as bandeiras fossem hasteadas a meio pau.

O trono protestante havia reconhecido, mais uma vez, o trono papal.

Outros que expressaram sua tristeza  pelo falecimento do papa foram os bispos anglicanos, os quais deram pêsames pelo falecimento do "Santo Padre", enquanto outros usaram o termo "Sua Santidade". Todos esses termos são repugnantes a cada homem ou mulher que tenha qualquer princípio protestante, bem como aos muitos cristãos evangélicos conhecedores da Bíblia.

Em 1865, parte da Lei Canônica da Igreja de Roma, publicada em Paris, descrevia o  papa como sendo "Nosso Deus, o Papa". Em 1896, o bispo de Bayloone descrevia o papa como sendo a "personificação visível do Espírito de Deus". Vamos ler a admirável citação da R. C. Universe, de 27/06/1846, a qual apresenta a descrição de como o papa é instalado no trono. "Ele é elevado ao trono pontifício e é colocado no altar mor, local consagrado pela presença real do corpo, sangue, alma de divindade de Cristo. Ele senta no altar mor, usando-o como o escabelo dos seus pés, sendo ali entronizado como rei. Ele é adorado como Deus, da maneira como é a hóstia consagrada, é adorado pelos príncipes cardeais, os quais lhe beijam os pés repousando sobre o altar mor. "Ele se assentará como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus" (2 Tessalonicenses 2:4).

Muitos acham que as descrições acima são antigas demais e já estão fora de uso nos dias atuais. Então vamos citar uma parte do discurso feito ao papa, pela hierarquia católica irlandesa, em 1949:

"Nós, os arcebispos e bispos da Irlanda, prostrados aos pés de Vossa Santidade, humildemente oferecemos nossas mais calorosas congratulações por ocasião do Jubileu de Ouro de vossa ordenação ao sacerdócio... Nossos pensamentos retrocedem àquele grande evento de 50 anos atrás, quando Vossa Santidade foi tomado entre os homens e nomeado para os homens nas coisas pertinentes a Deus, tendo sido feito Ministro de Cristo e Despenseiro dos seus Mistérios, e tendo recebido poder sobre todo o corpo místico do nosso Salvador, tornando-se Mediador entre Deus e os homens, um outro Cristo". (Leiam 1 Timóteo 2:5,  por favor.)

Observem o "filho da perdição", o grande Anticristo, o qual nega Cristo, estabelecendo-se como um "outro Cristo". Notem como ele aceita os títulos  blasfemos de "Nosso Deus, o Papa", de "Outro Deus na Terra", de "Pai dos Príncipes e Reis", de "Supremo Juiz do Universo", de "Vigário de Cristo", de "Príncipe dos Apóstolos", etc.

De qualquer ângulo pelo qual possamos observar o papa, notamos que ele cumpre cabalmente o papel que é atribuído ao homem do pecado, segundo a 2 Tessalonicenses 2:4.

[Foi durante o ofício do tão pranteado Papa Paulo VI (1963 a 1978), o homem chave do Ecumenismo, que o  Pres. John Kennedy foi assassinado, segundo o pesquisador batista Jon Eric Phelps,  por ordem do Cardeal Spellman,  Arcebispo de Nova York... Como diria certa atriz de novelas: "Né brinquedo não!!!]

 

 

 

Capítulo 10

 

Karol Wojtyla e a União Européia

 

Leiamos o que diz o Dr. Paisley sobre a ação do papado contra o mundo ocidental.

Falando aos bispos europeus, o papa JP2 lhes disse: “Sejam a alma da Europa... A Igreja é a chave para a  União Européia”. Numa carta enviada ao Cardeal Miroslov Vlk, arcebispo de Praga e Presidente do Concelho de Conferências Episcopais Européias, ele disse que um conceito puramente econômico para a integração européia jamais poderia conduzir a uma unidade permanente:

         Jamais podemos conceber a Europa como um mercado de trocas econômicas ou um lugar de livre circulação de idéias, mas, acima de tudo, ela deve ser uma genuína comunidades de nações, as quais desejam unir o seu futuro e viver como irmãs, respeitando as tradições culturais e espirituais, as quais não podem ficar à margem de um projeto comum ou em oposição ao mesmo.

         Então, mais uma vez o papa revela que a agenda da ICR é política e manipuladora, cujo objetivo é se tornar a força controladora dominante na Europa.

         Para apreciar o envolvimento de Roma na conjuntura social e política da União Européia (UE) precisamos entender que a ICR é, ao mesmo tempo, uma organização religiosa e política, agindo exatamente assim. Ela acha que tem o direito de governar os assuntos temporais do mundo, visto como a sua hierarquia representa o governo real de Cristo na terra, ou seja, através do papa, dos bispos e dos padres a soberania de Cristo é exercida nos assuntos das nações e da sociedade.

         A ICR está alicerçada no dogma político que afirma ser o papa o governante supremo do mundo. Através da história a realeza de todas as nações, inclusive a nossa Rainha, tem desejado se submeter ao papa. Nada foi revogado na ICR. Tanto a supremacia espiritual como a supremacia temporal do papa continuam a ser dogmas fundamentais dos ensinos da ICR e de sua doutrina social.

         Deliberada engenhosidade possibilitou a criação da União Européia, provendo uma imensa oportunidade de desenvolvimento e ampliação da influência da ICR. Convém lembrar que foi o laicato católico romano quem desde o início esteve por trás da formação da UE e que ainda hoje continua promovendo o seu crescimento. Também não devemos esquecer que enquanto este país (Reino Unido) - até 1973 - pôde votar, a Europa continuou a ser apenas o Mercado Comum Europeu. Contudo, depois da guerra fria e das recessões, ao país foi imposto um modo de trabalhar de maneira mais estruturada em termos comerciais e de compartilhamento comunitário da livre circulação de idéias, imposto pelo governo central da UE como sendo o caminho mais viável.

         Entretanto, o que o eleitorado não sabia  é que o plano completo era formar um estado totalmente integrado de nações e não apenas a cooperação de nações estados, mas a incorporação destes num SUPERESTADO que se levantaria para minar a soberania e a identidade das nações européias.  A partir daí houve a evolução do Mercado Comum Europeu para Comunidade Européia e, finalmente, para União Européia, com toda a credencial dada pela mídia mundial.

         Esse deliberado engodo foi possível porque os poderes estavam certos de que  esta nação (Reino Unido) não iria engolir essa pílula da UE com todas as suas implicações, em 1973, menos de 30 anos após ter a guerra subvertido a exata essência do que agora está sendo promovido. [O Dr. Paisley se refere ao fato de que a II Guerra Mundial foi promovida por Pio XII, através de Hitler e Mussolini, com o objetivo específico de criar um Estado Católico Europeu, a fim de implantar ali o domínio da ICR sobre o mundo.] Tão furtivos foram os movimentos do Vaticano, tão fraca a orientação dos governos e tão fortes as declarações favoráveis da mídia, que se tornou possível a criação da União Européia.

         Uma resistência pode ser feita contra a invasão por um exército, mas nenhuma resistência contra a invasão por uma idéia (Victor Hugo, no livro “História do Crime”).

O Plano – Se aplicarmos tudo isso ao Concelho de MInistros Europeus para a conclusão da União  Européia, entenderemos que agora ficamos sob o domínio de Roma. Desde então temos visto em nosso país (Reino Unido) a desintegração de todos os seus valores e de toda a sua importância histórica. Os fundamentos bíblicos do país simplesmente foram colocados à margem e o bem estar da nação foi declinando a ponto de já não termos autonomia, coisas das quais o povo parece não ter se apercebido. Por causa disso estamos sendo castigados...

         A carta do  papa mostra que ele acha ser este o tempo exato para ampliar ainda mais o seu objetivo de se tornar o líder supremo (espiritual e temporal) da Europa. [Com a desintegração dos USA, já preparada pelos jesuítas a favor do Vaticano, em breve todo o Ocidente estará sob o domínio do papa...]

         Quando o papa se refere à Igreja, convém lembrar que ele está falando da ICR. Nenhuma outra igreja é válida aos seus olhos, conforme ele mesmo declarou, apenas algumas semanas antes da visita da Rainha a Roma. Ora, depois de 40 anos de Ecumenismo (a partir do Arcebispo Ramsey, nos anos 1960), têm sido gastos muito dinheiro e tempo no jogo de palavras em nome da unidade. Contudo, a ICR não arredou uma polegada sequer em qualquer assunto. As demais igrejas se comprometeram, tendo sido ludibriadas por achar necessário engajar-se nessa maligna e diabólica mentira. Cada vez que alguém faz um gesto, encontrando-se  com o papa ou aceitando qualquer coisa que ele diz, vai aumentando o crédito nas exigências de sua Igreja. Isso porque o povo está cada vez mais distante da Palavra de Deus...

A Verdade Bíblica – A verdade bíblica nos mostra ser pura tolice aderir (via Ecumenismo) a essa apostasia final da Babilônia, a qual sempre tem estado no erro bíblico e histórico. Roma é imutável, sem desejo algum de arrependimento e cheia de arrogância. O povo está se esforçando pela união com essa BESTA, como se isso fosse necessário nesta e na outra vida. Tanta tolice depois que o nosso Gracioso Senhor nos livrou da escravidão a Roma, no Século 6, quando começou a cumular de bênçãos esta pequena ilha, a ponto dela ter influenciado e liderado o mundo. Quanta tolice em voltar atrás... É como se os israelitas voltassem ao Egito, depois de 450 anos após terem sido resgatados no Mar Vermelho. Como é possível o homem esquecer com tanta facilidade as obras que Deus tem feito em sua vida?

         Quando observamos as igrejas se encontrando e assumindo alianças no desejo de assemelhar-se à ICR, ficamos chocados ao presenciar tanta futilidade e tanta indiferença nesse modo de agir.  Seus olhos e suas mentes estão cegos diante da farsa dessa situação, igrejas cheias de ilusão por acharem que não haverá perigo algum nem conseqüência alguma para elas, para as futuras gerações, nem para a nação como um todo. Vemos o nosso país emergindo como a nação mas ímpia do planeta, onde as verdades e princípios fundamentais sobre o que é certo e o que é errado têm sido totalmente anulados. Nosso sistema legal embasado nos deveres e responsabilidades dos cidadãos tem sido entregue nas mãos de um sistema estrangeiro, desde a criação da União Européia, a qual esposa os direitos embasados na cultura...

A Estratégia – Duas declarações podem ilustrar essa estratégia. A primeira vem das cartas enviadas à seção do “Church of England Newspaper” (Jornal da Igreja da Inglaterra):

         O Cardeal está pensando em correr para o Ecumenismo. Graças a Deus é a minha reação. Eu não poderia considerar o sistema da ICR como igreja, portanto não há conseqüência alguma em que ela tenha decidido rejeitar mais igrejas bíblicas. Contudo, o Vaticano conhece muito bem a velha tática comunista da política dura/branda: primeiro você endurece, depois parece amolecer, em seguida novamente endurece... Resultado? Aqueles que procuram viver pacificamente com você começam a se apressar para tentar agradá-lo de qualquer maneira. Há muito tempo Pavlov descobriu isso com os seus cachorros. (Pr. Philip Foster, 15/09/2000).

         A segunda foi lida no Parlamento:

         Desse modo, eu vos conclamo, o que existe por toda a Europa, por consenso, é uma exata cooperação e adaptação “de todos os poderes papais” no sentido de suprimir tudo que lhe atravessar o caminho. Contudo, poder-se-ia dizer “Esse é o grande caminho seguido por todas as partes extremas do mundo; o que então será de nós?” Se nada significa para vós que assim seja, eu lhes digo que é algo que diz respeito a todas as religiões e a todos os interesses da nossa Inglaterra. (Oliver Crommwell, 25/01/1658).

         As pessoas hoje em dia vivem falando de paz, amor, tolerância, e de muitas coisas que antes eram inaceitáveis. No mesmo jornal alguém escreveu dizendo que “não devemos cair na armadilha de uma futura divisão. De modo nenhum deveríamos, através de nossas humanas fragilidades, nos juntar ao exército do diabo”.

         Essas falsas concepções estão sendo amplamente perpetradas no processo de “ficarmos calados”. Será que a divisão entre o Catolicismo e o Protestantismo é errada? Eles acham que sim. O lobby anti-histórico tem feito lavagem cerebral no povo, a fim de que este considere a história não confiável e, portanto, irrelevante. Nas Escrituras é demonstrado que a ICR tem sido construída sobre um edifício de erros e armadilhas que conduzem as pessoas à porta larga. Por que, então, o povo persiste em se dobrar diante dessa Igreja?

         Não pode haver encontro com meia volta, nem mudança com mão única. Pelo que a ICR luta, mantém e está fazendo agora, ela não muda. O seu moto é “infalivelmante” e “semper eadem”. Aprendemos que será sempre  assim, na Bíblia e nos eventos circundando a ICR, no presente e por toda a  história. A Igreja  sobre a qual o papa está falando ao Cardeal Mirolov Vlk não é a verdadeira Igreja de Cristo, mas a sua própria ICR. Quando ele diz “a Igreja”, quer dizer “o papa”. Então a própria Igreja é a chave da União Européia. Um ex-ministro belga disse um dia:

         Não precisamos de outro comitê.   Do que precisamos é  de  um homem de estatura suficiente para manter a lealdade a todos os povos e nos deixar fora do marasmo econômico no qual estamos mergulhados. Enviem-nos esse homem e seja ele deus ou demônio, nós vamos recebê-lo. (Paul Henri Spaak)

         Spaak foi um dos fundadores do Mercado Comum Europeu. O papa igualmente fala de “uma genuína comunidade de nações, as quais desejam unir o seu futuro e viver como irmãs, respeitando as tradições culturais e espirituais”. Contudo, ele sabe que não pode comprometer-se e nem mudar. Ele jamais o fará. Após declarar que as igrejas fora dele não são consideradas igrejas, ele agora começa a falar sobre tolerância e fraternidade. Quando abandona o diálogo  entre a ICR e as outras igrejas protestantes, conforme ele tem feito recentemente, como é que ele vai poder cooperar com essa variedade de diferenças espirituais por ele identificadas?

Unidade – A Reforma Protestante representou um baque na aliança entre o papa e a Europa Média, tendo acarretado a perda de grande parte dos povos europeus, que antes obedeciam ao Vaticano.  Por tudo de ruim que  a ICR porventura tenha feito, inclusive através do infalível “Vigário de Cristo”, o papa de Hitler (Pio XII), a influência perdida foi agora reconquistada. Muitas pessoas afirmam que a ICR mudou, mas quando indagadas a respeito dessas mudanças, elas jamais conseguem apontá-las. De onde, pois, lhes vêm essa falsa informação, a não ser dos próprios enganadores? UNIDADE é a palavra que vive bailando nos lábios dos ecumenistas. Contudo, essa unidade com a ICR é impossível, quando se trata de uma igreja protestante bíblica. Seria o mesmo que unir-se à Igreja do Anticristo. Como pode haver unidade entre dois grupos, cujos fundamentos são tão opostos? O problema aqui não é apenas uma leve diferença de interpretação sobre um pequeno assunto bíblico, porém uma disputa da maior importância, uma luta contra o falso e blasfemo evangelho pregado pela máquina política de Roma, o qual têm conduzido milhões de almas à perdição eterna e destruído os que não querem submeter-se ao mesmo. A doutrina social e o ensino da ICR são um perigoso engano.

         Quando o Dr. Carey, Arcebispo de Canterbury, encontrou-se com Jacques Delors (católico romano), no tempo em que este era presidente da Comissão da União Européia, ambos concordaram em que será necessário fabricar uma colcha espiritual de retalhos, a fim de colocar todas as igrejas juntas. Contudo, TODOS SABEMOS que tipo de espiritualidade será essa.

         No jornal “Sunday Telegraph” saiu um artigo (21/07/1991) intitulado “”Hatching a New Popish Plot”, (Deslanchando uma Nova Conspiração Papal),  dizendo que, enquanto vai nos informando sobre os planos do papa “para evangelizar a Grã Bretanha e todo o continente europeu”, Karol Wojtyla está se preparando tranqüilamente para o cargo que ele acredita solenemente ser o seu divino direito – colocar sobre si mesmo o manto de Imperador do Novo Sacro Império Romano, reinando dos Urais até o Atlântico.

         Que Deus nos guarde de cair novamente sob essa férrea ditadura. A melhor coisa que pode existir entre a Europa e a Inglaterra é o MAR...

 

www.ianpaisley.org - 24/11/02

 

 

Capítulo 11

 

A Besta Vem Aí!

 

O Dr. Paisley, através do seu site “www.ianpaisley.org”, nos traz importante informação a respeito da cadeira vazia de número 666, no Parlamento da União Européia, que não é outro senão o Estado Mundial Católico planejado desde o ano 1825 pelo Vaticano, através das guerras napoleônicas, da I e II Guerras Mundiais e, finalmente, com sucesso garantido através do Ecumenismo. A União Européia fez renascer o Sétimo Império Romano, provavelmente o último da história mundial visto como na profecia bíblica SETE é o número da perfeição. Vamos dar-lhe a palavra:

OQuinto Parlamento Europeu foi eleito em 20/07/02, no palácio de cristal. Este edifício custou aos pagadores de impostos da União Européia muitos bilhões de Libras. A seção deveria ter começado às 10 hs. da manhã, porém foi iniciada com meia hora de atraso (10,30 hs.) por causa de um defeito no sistema de amplificação, o qual custou aos cidadãos da UE muitos milhões de Libras. Sem dúvida alguma, muitos  outros defeitos ainda vão aparecer, num breve futuro,  nesse suntuoso palácio de cristal.

         Por acaso os membros do Parlamento Europeu não foram devidamente informados sobre a localização e os custos desse edifício, antes de ser construído. O governo [católico] da França impôs o mesmo, não apenas aos membros do Parlamento, como aos demais governos da UE, sendo que a Alemanha e a Inglaterra foram os países mais explorados nessa gigantesca soma. [Agora a Alemanha já tem problema com o pagamento de muitos trabalhadores porque o FMI não lhe dá mais crédito, segundo informação de uma brasileira que lá trabalha. O objetivo do Vaticano é afundar política e financeiramente estes dois países, ex-baluartes do Protestantismo e da Democracia na Europa, a fim de ter o caminho livre para o estabelecimento do seu despótico Governo Mundial]. Estes dois países (ex-protestantes) têm se tornado escravos pagadores das contas da Europa.

         A significação profética da União Européia está sendo revelada à medida que se desenrola a  saga [Vejam capítulo do meu livro “O Vaticano e a União Européia”, traduzido do Dr. Arthur Noble, sobre este assunto]. Primeiro, o símbolo escolhido para parlamento da UE é a mulher cavalgando a besta [disfarçado na forma de um mapa, maneira pela qual o Vaticano tem zombado da profecia bíblica de Apocalipse 17]. A figura da mulher prostituta foi reproduzida no selo comemorativo da UE, num gigantesco mural no Parlamento de Bruxelas e numa enorme escultura no Escritório do Concelho de Ministros em Bruxelas. A nova moeda européia – o EURO – lançada oficialmente em janeiro deste ano, tem essa mesma efígie. A Torre de Babel tem sido usada em posters espalhados pela Europa. [É a maneira pela qual o Vaticano declara que, enquanto Deus confundiu as línguas na edificação da Torre, agora o papa reúne todas as línguas na edificação de uma nova Torre de Cristal. Isso mostra que ele não acredita em Gálatas 6:7].

         Agora, o suntuoso palácio de cristal, oficialmente chamado “Edifício da Torre”, abriga o Quinto Parlamento Europeu. Obviamente ele é um edifício típico da Era Espacial. Seus assentos em maciço semicírculo foram desenhados conforme o modelo dos assentos da tripulação das naves espaciais do tipo “Guerra nas Estrelas”.

         679 assentos numerados [6 é número do homem; 7 é o número da Trindade mais a criação; 9 é o número invertido do homem, ou seja, a criatura zombando do Criador]. Agora, prestem bem atenção! Conquanto esses 679 assentos estejam todos ocupados, o de número 666 continua vago... Vamos dar os nomes dos ocupantes dos assentos, a partir de 655, até o número 679:

Em Apocalipse 13:18, lemos o seguinte: Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis”.

         Atualmente estamos presenciando o cumprimento dessa profecia diante dos nossos olhos. O assento do Anticristo deverá ser ocupado em breve. O mundo aguarda o desenrolar da trama diabólica para o cumprimento desta citação profética.  Por isso é que nós, os cristãos bíblicos,  estamos aguardando com ansiedade a vida de nosso Senhor Jesus Cristo, a qual vai confirmar 2 Tessalonicenses 2:8: “E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda”.

         Diante de todas essas evidências escatológicas, o povo de Deus precisa mais do que nunca: 1. Levar uma vida reta diante de Deus e dos homens, a fim de glorificar o Nome do Pai Celeste. 2. Conduzir o maior número possível de católicos e espíritas à leitura da Bíblia, a fim de que possam encontrar a VERDADE e abandonar a “operação do erro”.

 

 

Capítulo 12

 

Dançando com o Diabo

 

         Aqui temos mais um artigo do Dr. Paisley ficalizando o engodo do Movimento Ecumênico.

         O Cardeal Desmond Connell, de Dublin, que havia recebido o chapéu vermelho na quarta feira passada (12/03/01), provocou uma tempestade semelhante àquela causada pelo documento “Domine Jesus” do papa JP2. Connell declarou que o fato das igrejas não católicas convidarem os católicos para receber a comunhão faz com que a Igreja da Irlanda deixe de “respeitar a fé e as obrigações de nossos membros e, conseqüentemente, a causa do Ecumenismo”.

         Será que foi um “chapéu vermelho” ou um “chapéu maluco” o autor dessa declaração?

         O arcebispo anglicano, Walton Empey, achando que o comentário do cardeal poderia criar uma acrimônia, declarou:”Em tempos como estes, sinto que Jesus está chorando e o diabo dançando”. [Eu diria que Jesus chorou diante do túmulo de Lázaro, de pura emoção, e que deve estar chorando  agora, de pura tristeza, ao ver a crescente apostasia mundial.]

         Fica bem claro, a fim de que todos possam ver, que o Ecumenismo não passa de um engodo, e que ele jamais poderá ser alcançado, sendo apenas uma perda de tempo em palavras ilusórias, enquanto tantas almas continuam se perdendo eternamente para alegria do Diabo. Em vez de ataques repentinos contra esse homem e o Ecumenismo centrado em Roma, a Bíblia deveria ser pregada, a fim de nenhuma alma venha a perecer.

         Jesus deve estar muito aborrecido pelo abuso contra as palavras que Ele falou, as quais foram cuidadosamente preservadas na Bíblia. Cada vez que leio “para que sejamos um” (João 17:11), fico tremendo diante da má interpretação da Escritura. Esse verso foi retirado do contexto, a fim de sangrar até a morte. Unidade – ser um – nada tem a ver com o processo ecumênico, pois este movimento está querendo incorporar o que não é aceito pela Bíblia E aderir a uma instituição que prega fraudulosamente um evangelho diferente significa dançar com o Diabo.

         Se os defensores do Ecumenismo desejassem mais claramente explicá-lo, eles deveriam dizer o seguinte:

         “Quando os católicos romanos recebem a comunhão eles estão declarando estar em completa comunhão com aquelas pessoas com as quais recebem a comunhão. Mas a nossa comunhão com a Igreja da Irlanda e os demais protestantes é incompleta, visto como eles e nós não temos a mesma fé, sobre, por exemplo, a Eucaristia, (além de outros itens)”. Então é isso. Não temos a mesma fé, por exemplo... em coisa alguma. Os protestantes se apegam à Escritura, enquanto os católicos se apegam à Igreja de Roma, com os seus dogmas, doutrinas, tradições e a salvação através da Igreja.

         Vejam que na declaração de Connell não existe qualquer menção de estarem os católicos em comunhão com Deus e que graças devem ser dadas a Deus pela morte vicária na cruz e pela vitória de Cristo sobre a morte.

         Num segundo artigo no “Catholic Standard”, Mons. Dennis Callagham falou: “Esta é uma fantástica oportunidade para que  dois arcebispos entrem num diálogo, a fim de explicarem as posições um do outro e encontrarem algum tipo de consenso”.

         Vamos destacar aqui alguns pontos importantes:

         Primeiro, exatamente quantos (se é que existe algum) e por que os católicos estão freqüentando as igrejas protestantes durante os cultos de comunhão, em vez de permanecerem em suas igrejas?

         Segundo, porque há necessidade de qualquer diálogo? E quem acha que deve ser assim, quando de fato as diferenças são tão obviamente claras?

         Terceiro, Por que deveria existir um compromisso? Quem vai se comprometer? E por que isso deve ser considerado apropriado? Toda essa conversa fiada é simplesmente ridícula. Os dois grupos deveriam se sentir completamente livres para fazer o que lhes parecesse apropriado. [Por que a ICR tem sempre de dar uma de autoritária em tudo o que realiza? Onde está a liberdade religiosa pregada pelos protestantes?]

         Como a ICR está banindo a intercomunhão, nenhum compromisso deve ser conseguido e então não há motivo algum para que o Ecumenismo seja executado, a não ser que a brigada ecumênica planeje adotar obrigatoriamente a transubstanciação. [Por causa dessa maldita doutrina católica milhões de dissidentes foram mortos, durante centenas de anos, sem falar nas vítimas que pereceram após a Reforma Protestante, inclusive nas duas Grandes Guerras organizadas pelo Vaticano e outras muitas guerras, cujo objetivo sempre foi liquidar os não católicos.]

         A ICR vive falando em termos de compromisso, porém tem sempre agido sem qualquer intenção ou mecanismo de realizar qualquer compromisso, a partir do seu lado. Essa conversa fiada é pura perda de tempo e esforço. [O Ecumenismo, que eu apelidei de “Eucomomesmo” é apenas a mais letal de todos as armadilhas, a fim de neutralizar os protestantes e os membros das religiões não católicas]. Jesus jamais assumiu qualquer compromisso com os fariseus ou os pagãos, em hipótese alguma.

         Paul Tighe, líder do “Mater Dei”, declarou: “Uma coisa que parece estar emergindo claramente nesse debate é que o ensino da ICR sobre a “intercomunhão” não tem sido compreendido por muitos católicos envolvidos. Muitos deles o percebem como se um simples e arbitrário banimento ou regulamento pudesse ser removido, caso houvesse um compromisso real com o Ecumenismo”. 

         Aqui podemos ver que o banimento jamais será removido. Então o ponto do diálogo é sempre falar de maneira dobre. Como vemos e continuamos a afirmar, os esquemas da ICR e suas conspirações diabólicas, perpetrados durante séculos, jamais irão mudar. Ela é especialista em usar palavras vãs...

         Para os verdadeiros crentes o ato da comunhão representa uma ação de graças pelo sacrifício de Cristo e uma recordação de sua morte em benefício de todo pecador, um terrível sacrifício feito por Deus, a fim de que o homem fosse salvo dos seus pecados.

         Para os membros da ICR a comunhão significa que o padre é um invocador, como nas seitas ocultistas, no sentido de que o pão e o vinho se transformem física e corporalmente no corpo, sangue, alma e divindade do Senhor Jesus Cristo. Mas como? Isso não é possível! [Como pode o Rei dos reis e Senhor dos senhores obedecer às palavras de comando de um miserável pecador, usurpador dos seus títulos honoríficos, e descer do céu, para se transformar um “deus” de araque?]

         Jesus está no céu, assentado à destra do Pai, preparando muitas mansões celestiais para os seus fiéis seguidores (João 14:2) Ele jamais poderia estar na ICR, em todas as igrejas do mundo inteiro, ao mesmo tempo! Além disso, se ele é um ser transubstanciável será que os católicos das gerações anteriores já não o terão comido totalmente, [visto como Ele é tão fraco a ponto de obedecer às palavras de um simples mortal? Ora, isso é ocultismo da pior espécie e essa “Igreja” não passa de uma sucursal do Inferno e por isso vive dançando com o diabo!]

         Será que ainda restou algum pedacinho do “deus” da ICR para ser comido? Mons. Callagham disse ainda que as diferenças entre as igrejas sobre a intercomunhão derivam em parte do ensino da ICR sobre a invalidez das ordenanças anglicanas. Ele disse também que “compartilhar da comunhão não significa um passo em direção à unidade entre os cristãos e que, em vez disso, seria selar o final desse processo”.

         Interpretação – Se as ordenanças anglicanas são inválidas, nesse caso Roma jamais vai abraçar coisa alguma do Anglicanismo e fica bem claro que o Ecumenismo é apenas uma estrada  de mão única, através da qual todas as demais religiões terão de subjugar-se à ICR.

    Então, segundo as suas próprias palavras, todos teremos a mesma fé [e estaremos em completa comunhão com aqueles com quem iremos nos congregar, sob a égide da “Santa Madre”].

         Nesse caso, qual foi o compromisso de que se falou antes?  Simplesmente que todas as igrejas venham a submeter-se à ICR, a fim de terem com a mesma perfeita comunhão. E que todas as exigências do papa no sentido do diálogo nos levam a uma única conclusão lógica:

         O Ecumenismo apenas tem desviado os protestantes de sua trilha de ganhar almas para o Senhor Jesus Cristo. Ele nos tem tomado um valioso tempo que não poderíamos desperdiçar, enfraquecendo o evangelismo e impedindo-nos de ganhar muitas almas para o Senhor.

         Duvidam? Vamos parar para observar o que a ICR tem rendido ou até mesmo oferecido à guisa de Ecumenismo, a qualquer outra igreja protestante. O que foi que ela já nos deu? Se alguém não conseguir se lembrar, vamos responder: ela não ofereceu coisa alguma, desde que a estrada do Ecumenismo foi construída. Um compromisso é algo feito entre duas partes. Por acaso ela fez a sua? Lá pelo ano de 1998, Desmond Connell disse na Rádio da Irlanda que “era uma vergonha os católicos receberem a comunhão numa igreja anglicana.”

         Como podemos observar, nada mudou, não é isso? Já se passaram dois anos de desperdício (2001). Dois anos de conversa fiada, em vez de estarmos evangelizando. Novamente testemunhamos o caso de  Pavlov e os seus cachorros!

 

 

 

Capítulo 13

As “Más Novas” da ICR

 

        

 No site “www.ianpaisley.org” colhemos as seguintes informações:

 

I A ICR USURPA A TRINDADE

 

O papa se apropria, indebitamente, do lugar e dos nomes que pertencem exclusivamente a Deus (Vaticano II, “Lumen Gentium”, Vol. III).

1. Deus Pai - O papa afirma ser o “Santo Padre”, título exclusivo de Deus Pai. Em João 17:11, lemos: E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós”.

2. Deus Filho – O papa afirma ser o líder da Igreja, quando somente Jesus Cristo merece esse título. Em Colossenses 1:8, lemos:

“Ele (Jesus Cristo) é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência”. 

Em Efésios 5:23, lemos: “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo”. 

3. Deus Espírito Santo – O papa afirma ser o “Vigário de Cristo”, ofício exclusivo do Espírito Santo.

Em João 14:26, lemos: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”.

O papa sempre tem usurpado os títulos divinos. O catecismo católico diz que o papa é “o árbitro do mundo, o supremo juiz no céu e na terra, julgando sobre todos e não sendo julgado por ninguém, sendo o próprio Deus na terra”.

Como vemos, a TRINDADE DIVINA tem sido usurpada pela ICR.

 

II - A INTERMEDIAÇÃO DE CRISTO É USURPADA

 

         A Bíblia declara, na 1 Timóteo 2:5-6: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo”.  Contudo, a ICR afirma que

1. As missas que ela celebra podem repetir o sacrifício de Cristo na cruz e transformar o pão e o vinho no corpo, sangue, alma e divindade de Cristo. Ela diz que a Eucaristia perpetua o sacrifício na cruz (Eucharisticum Mysterium, Intro. C). Ela afirma ainda que no sacrifício  da missa o Senhor Jesus Cristo é imolado. (Ibid, C). Vamos ver o que diz a Bíblia. Cristo gritou na cruz: “Está consumado” (João 19:30). Em Hebreus 9:25-26, lemos: “Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio; de outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo”.

         Em Hebreus 10:12, lemos: “Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus...”

2. A ICR elevou Maria ao ofício de Mediadora. O papa JP2 declara que “Em Maria efetua-se a reconciliação com Deus com a humanidade” (“On Reconciliation and Penance”, St. Paul Editions, p.139).

         Nenhum cristão deve aceitar o “Culto à Bendita Virgem”  (Vatican II, Lumen Gentium, VIII, p. 66). Isso é idolatria e um insulto à Pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo.

Como vemos, a intermediação de Cristo é usurpada pela ICR.

 

III – A AUTORIDADE DA BÍBLIA É USURPADA

 

 1. A ICR tem estabelecido as suas falsas reivindicações de que somente ela tem preservado a Palavra de Deus, sendo, portanto, a mantenedora da verdade bíblica. Entretanto, a sua rejeição à Bíblia como exclusiva regra de fé e prática, tem sido confirmada através de muitas adições feitas às Sagradas Escrituras. [Para não mencionarmos as perseguições que ela tem feito à Bíblia durante mais de 15 séculos].  O mandamento e admoestação de Deus é que nada seja acrescentado à Sua Palavra.

Vamos ler algumas passagens que dizem isso. 

a)     Deuteronômio 4:2: “Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que eu vos mando.”

b)    Deuteronômio 12:32: “Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás”.

c)      Provérbios 30:6: “Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso”.

Jeremias 23:28: “O profeta que tem um sonho conte o sonho; e aquele que tem a minha palavra, fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? diz o SENHOR”.

d. Apocalipse 22:18: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro”.

 

2. A ICR acrescentou à Bíblia os livros apócrifos. Esses livros jamais foram reconhecidos pelo Cânon dos Judeus (Romanos 3:2). Todos foram rejeitados pelos pais da igreja e, obviamente, não são inspirados. O autor de 2 Macabeus, no verso 15:3, até se desculpa das imperfeições do mesmo. Um deles até parece induzir ao suicídio. [Imaginem o Espírito Santo, que é Deus,  pedindo desculpas ao homem ou induzindo-o a cometer suicido!] Esses livros não constam das Sagradas Escrituras e, mesmo assim, foram acrescentados ao Cânon da ICR, a fim de completar a sua bíblia.

3. A ICR também acrescenta à Bíblia as tradições apostólicas e eclesiásticas. A tradição oral foi transformada em  centenas de livros de tradição escrita, a qual não é confiável, conforme se pode ler em João 21:22-23: ”Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu. Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não lhe disse que não morreria, mas: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti?”

4. A ICR também ensina que a interpretação da Escritura Sagrada deve ter o “consenso unânime dos pais.” Contudo, os pais jamais foram unânimes na interpretação da mesma, contradizendo-se uns aos outros, jamais estando de acordo. De fato, por incrível que pareça, Gregório (o Grande), Bispo de Roma, declarou que o Bispo de Roma que afirmasse ser o bispo universal (papa) seria o precursor do Anticristo. (Registo Epist. 1-b.v.11.Ind. Is e os. 33 et Benet Domisitos).

         Cristo nos admoestou a respeito da tradição, declarando em Mateus 15:3,6 e 9: ... Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição? ... E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus... Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”.

         A ICR se apresenta, então, como uma confessa mentirosa, tornando-se, desse modo, alvo da condenação do Deus Todo Poderoso, por acrescentar, deliberadamente, tradições humanas às Sagradas Escrituras, que são a VERDADE (João 17:17).

No final do século 19, a ICR ainda iria acrescentar à Escritura  Sagrada a Infalibilidade Papal.

Tudo isso nos mostra que a autoridade da Bíblia tem sido usurpada

pela ICR.

 

IV. REMISSÃO DE PECADOS

 

         O  papa JP2 declara: “Seria tolice e presunção... afirmar que se recebe o perdão fora do sacramento da penitência” (“On Reconciliation & Penance”, p. 15). Além, disso, ele insiste em que a confissão auricular com o sacerdote católico ”se constitui na única maneira ordinária através da qual o fiel, consciente de grave pecado, pode se reconciliar com Deus”. (Ibid, mesma página).

         Contudo, a Bíblia nos ensina que o único meio para a verdadeira remissão de pecados é totalmente diferente daquele indicado pelos papas e pelos padres, através de penitências e absolvições dadas pelos mesmos.  Vamos ler Esdras 11:11: “Agora, pois, fazei confissão ao senhor Deus de vossos pais...” Em Mateus 11:28, Jesus fala: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. 

Como vemos, o Senhor Jesus Cristo jamais colocou qualquer padre ou papa entre Ele e o pecador.

Portanto, a remissão dos pecados é também usurpada pela ICR.

 

V - GARANTIA DE SALVAÇÃO USURPADA

 

         A ICR amaldiçoou o meio de salvação ensinado na Bíblia, com esta doutrina: “Se qualquer pessoa disser que é pela justiça do próprio Cristo que ela é formalmente justificada, que seja anátema.” (Concílio de Trento, Secção 6, Cânon 10).

         “Os pecados devem ser expiados. Isso deve ser feito na terra, através de tristezas, sofrimentos e provações nesta vida e, acima de tudo, através da morte. De outro modo, a expiação deve ser feita na outra vida, através do fogo e dos sofrimentos nos castigos purgatórios”. (Indulgentium  Doctrina, I).

         Desse modo, a ICR remove toda a segurança que um pecador pode ter em matéria de salvação eterna. Contudo, a Bíblia nos mostra um quadro bem diferente, no qual “o mais vil pecador//, que verdadeiramente crê//, recebe imediatamente// o perdão de JC”.

         Na 1 Coríntios 1:30, lemos: “Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção”.

         Em Romanos 5:18, lemos: “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida”.

         Podemos ser salvos, aqui e agora, recebendo total garantia de fé na certeza da vida eterna. Não precisamos de sacerdote algum – a não ser Cristo, (Hebreus 4:15). Nem de sacrifício algum, a não ser o de Cristo (1 João 1:7). E muito menos de mediador algum, a não ser Cristo (1 Timóteo 2:5).

         As “más novas” da ICR nos garantem o purgatório – um lugar fictício. As “boas novas” de Cristo nos garantem o paraíso, através da simples fé em Seu sacrifício vicário na cruz. Estas são, de fato, BOAS NOVAS. Lembremo-nos do que Pedro (o “Primeiro Papa” da ICR) falou em Atos 4:12: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”.

 

Atenção, portanto: A ICR não é uma igreja cristã e a garantia da salvação é mais uma verdade por ela usurpada.

 

 

 

 

 

 

Capítulo 14

 

A Falácia do Purgatório

 

No site www.ianpaisley.org, colhemos mais algumas informações interessantes sobre o purgatório, entregues pelo  Dr. Ian Paisley.

Ao escrever a sua encíclica “Humani Generis” , em 1950, Pio XII ratificou a afirmação de que o legítimo intérprete da Igreja não é o Espírito Santo, mas o Magistério do Vaticano:

Junto com as fontes sagradas (Escritura e Tradição), Deus tem dado à sua Igreja um magistério vivo, a fim de esclarecer e explicar os assuntos contidos no depósito da fé, de maneira, por assim dizer, obscura e implícita”. [Aqui Pio XII, o mentor e apoiador de Adolf Hitler, chama o Espírito Santo de incompetente].

Desse modo, o papa se tornou um oráculo onicompetente de Deus. Essa substituição da Escritura e do Espírito Santo [pelo Magistério da ICR] o papa JP2 tem admirado até demais no seu [infalivelmente falecido] confrade.

Tendo em vista que vivemos no século XXI,  no qual existe toda possibilidade de luta e demanda por evidência em prol da Verdade,  em todos os aspetos da vida e atividade das pessoas, é muito triste observar que tanta gente se sinta feliz em incorporar à sua vida todos os tipos de mitos e mentiras religiosas, perpetuando-os, em vez de submetê-los, de antemão, à Verdade (João 17:17).

Certamente a aceitação do erro não nos conduz ao PURGATÓRIO e muito menos ao CÉU. Ela nos leva diretamente à destruição eterna, isto é, ao INFERNO! [A ignorância da Verdade não servirá como desculpa a pessoa alguma, depois que se  tornou tão fácil conseguir uma Bíblia - MS].

Ao verdadeiro crente João ensina: “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 João 1:7-9).

Amigos católicos, o que significam estas palavras?

Elas querem dizer, claramente,  que não são alguns ou poucos pecados que nos são perdoados através do sacrifício vicário de Cristo na cruz. Elas querem dizer que nenhum pecado – nenhum mesmo – é deixado, a fim de ser  queimado no PURGATÓRIO, através de mérito humano. [O sangue de Cristo não é fraco ou contaminado, para deixar escapar qualquer impureza espiritual. Ele é onicompetente, isto sim, para lavar, purificar e regenerar o pecador de todos os pecados cometidos].

Em Apocalipse 14:13, lemos o seguinte: “E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os seguem”.

[As obras que seguem os que morrem no Senhor serão consideradas para efeito de galardão e jamais de salvação, pois Ele já nos deu a salvação eterna através do seu sacrifício perfeito na cruz].

Loraine Boettner escreve em seu livro “Catolicismo Romano”, p. 180:

Se qualquer um de nós tivesse realmente o poder de soltar as almas do purgatório e se recusasse a exercer esse poder, exceto em troca de pagamento, em dinheiro, seria considerado cruel e anticristão – o que realmente seria. Por todos os padrões cristãos esse [e um serviço que a igreja deveria prestar de graça e de livre vontade para o seu povo. Nenhum homem decente permitiria nem mesmo que um cachorro sofresse no fogo, a não ser que o seu dono lhe pagasse cinco dólares para soltá-lo dali. A intolerância na transação financeira para que uma alma possa ser solta, e às vezes transações financeiras durante um longo período de tempo, indica claramente o propósito sinistro para o qual a doutrina do purgatório foi inventada. O fato explícito é que se o purgatório fosse esvaziado de todas as almas sofredoras, admitindo-as ao céu, haveria muito pouco incentivo para o povo dar dinheiro aos padres”.

[Claro que a ICR não é tola a ponto de esvaziar a sua mina de ouro chamada PURGATÓRIO, pois, enquanto houver um crédulo católico neste mundo (e existem 1,2 bilhão desses enganados], ela continuará enriquecendo à custa dessa falácia, pela qual todos os papas, bispos e padres, enganadores do povo católico (os quais  já devem estar no seu próprio lugar, como Judas), comparecerão diante do Grande Trono Branco, a fim de serem desmascarados por Cristo e pelos verdadeiros santos, que permaneceram fiéis à Palavra de Deus!]

 

 

Capítulo 15

 

Sir Thomas More,

Padroeiro dos Políticos Ingleses?

 

         William Tyndale foi queimado na estaca pelo “crime” de ter traduzido a Bíblia para o Inglês. O homem que o condenou foi o “santo” católico Thomas More. Quem revela essa verdade é Brian Moynahan, em seu livro “If God Spare my Life” (Se Deus Poupar a Minha Vida), publicado em Londres, no dia 30/05/02, por Little & Brown, segundo informação do Dr. Ian Paisley, em seu artigo “Thomas Moore, Zero Tolerance” Leiamos a tradução do artigo do Sunday Times Magazine sobre o assunto.

         Na manhã de 1535, um simpático, irresponsável e perigoso jovem chamado Henry Phillips visitou e erudito William Tyndale em sua residência, na English House, na Antuérpia. Tyndale tinha se tornado um fugitivo da Inglaterra, nos últimos onze anos. Ele era um tradutor da Bíblia e, portanto, um perigoso “herege” [inimigo da ICR] procurado, a fim de receber o castigo na estaca.

         Tyndale já havia escrito,  financiado, preparado e editado o primeiro Novo Testamento em Inglês. Os seus Testamentos eram considerados ilegais, sendo as cópias queimadas - e os leitores dos mesmos taxados de heresia -  tendo Tyndale conseguido que eles fossem contrabandeados para a Inglaterra. Sua tradução do Velho Testamento já havia chegado ao Segundo Livro de Crônicas, quando Phillips o visitou.  Esse jovem precisava certificar-se de que Tyndale não iria continuar o seu trabalho. Phillips fora muito bem pago para conseguir a prisão de Tyndale, bem como a sua eventual execução, e para isso havia providenciado uma pequena turma de homens que se escondiam na vila próxima à English House.

         Uma das maiores traições da história inglesa estava sendo levada a efeito. A destruição de William Tyndale foi uma tragédia para a língua inglesa e um ato da mais profunda malignidade - não de Phillips, para quem essa traição era um meio de sobrevivência, mas do homem que lhe havia entregue as moedas de prata [um novo Judas Iscariotes, vendendo sangue inocente].

         Os detalhes da vida de Tyndale e de sua morte horrível parecem estar agora completamente esquecidos. Porém as frases que ele viveu de modo completo - ”Ama o teu próximo como a ti mesmo... Não julgues para não seres julgado... No princípio criou Deus os céus e a terra...O espírito é forte, mas a carne é fraca” – através dos sons da língua inglesa, ainda permanecem vivos.

         Quarenta anos antes do nascimento de William Shakespeare, Tyndale mostrou que era capaz de compreender cada nuance e sutileza do Novo Testamento e a melodramaticidade da poesia do Inglês antigo. Ele escreveu – e sua própria frase pode comprová-lo – “na língua dos homens e dos anjos”. Ele trouxe graça e ritmo às próprias palavras, preferindo o Anglo-Saxão ao Francês e ao Latim, a fim de manter a beleza lírica da nova língua inglesa. Vale a pena ler a 1 Coríntios 13 no Inglês melodioso de Tyndale [Que não vamos escrever porque só é compreensível na própria língua antiga].

         Esta foi a mais bela prosa escrita em nossa língua.

A English House  foi o primeiro endereço fixo de Tyndale, naqueles anos de esconderijo no Continente. Pela primeira vez ele sentiu que poderia sobreviver à perseguição, mas, infelizmente, confiou demais e acabou revelando o seu anonimato.

         Nascido em 1494, no lugar onde Gloucestershire se derrama da alta Cotswold para dentro do Vale de Berkeley, Tyndale graduou-se em Artes Liberais em Oxford, tendo depois passado algum tempo em Cambridge, onde se tornou luterano, membro do que o seu inimigo Thomas More chamava “a nova seita falsa dos nossos hereges evangélicos ingleses”, visto como o novo termo “protestante” ainda não havia sido cunhado.

         Em 1522, Tyndale tornou-se o tutor dos filhos de Sir John Walsh, o qual residia em Little Sodbury Manor, uma casa em aclive, construída com pedras cinzentas e janelas basculantes, as quais ainda existem entre os gramados antigos, perto de Clipping Sodbury, em Gloucestershire. Tyndale condenava o clero local tão corrupto e tolo, dizendo que “era impossível este conduzir o laicato a qualquer verdade, exceto se a Escritura fosse amplamente colocada diante dos seus olhos, na língua materna”.  Ele fez então um voto de que “se Deus lhe poupasse a vida”,  ele iria traduzir a Bíblia para o Inglês, a fim de que até mesmo o mais pobre camponês pudesse conhecer a Palavra de Deus. [Infelizmente, o Catolicismo Romano só consegue medrar em meio à ignorância bíblica dos seus membros].

         “As razões que me levaram a traduzir”, Tyndale diria mais tarde, eram tão simples que ele até achava desnecessário explicar. “Pois quem é tão cego para indagar por que a luz não deveria ser mostrada aos que palmilham nas trevas, nas quais não poderiam fazer outra coisa senão cair?... E quem é tão completamente louco para afirmar que o bem é a causa natural do mal e que as trevas provêm da luz?” Contudo, isso era considerado heresia. A ICR só reconhecia a Bíblia Vulgata Latina e desejava que as Escrituras continuassem apenas sob o empoeirado monopólio do clero, num texto sacerdotal cuidadosamente conservado numa língua morta. A tradução de qualquer porção das mesmas para o Inglês fora condenada como heresia pelo Arcebispo de Canterbury, em 1408. A penalidade estabelecida por ato do Parlamento era “ser queimado, de modo que esse castigo pudesse ser inculcado nas mentes dos demais”.  O sucesso da Bíblia alemã de Martinho Lutero em defender os ideais luteranos significava, particularmente durante a chancelaria do legalista Sir  Thomas More, que eles seriam perseguidos com maior vigor – tendo More usado a palavra “severidade” mais do que nunca. Tyndale fora obrigado a escrever fora do país. Ele viajou para a Alemanha e os Países Baixos, em 1524, para jamais regressar. As autoridades inglesas foram alertadas, logo depois que as primeiras cópias do Novo Testamento foram contrabandeadas para Londres e para as regiões costeiras de Essex e Suffolk, em 1526.

         Cópias irritantes, do tamanho de livros, vendidas a 3 shillings, eram queimadas em cerimônia, do lado de fora de  São Paulo, em Londres. As pessoas  que eram apanhadas com as mesmas eram levadas em procissões penitenciais, em garupas de jumentos, usando túnicas de papel, nas quais eram pregados com alfinetes os livros proibidos. Simbólicas achas de lenha eram colocadas em suas costas. Assim deviam elas seguir até o local da incineração dos livros, como uma advertência do que poderia acontecer-lhes nas estacas de Smithfield, caso voltassem a ler a Bíblia.

         No Continente, os agentes ingleses caçavam Tyndale. Frades disfarçados de leigos, de mercadores renegados, de livreiros, de mercenários do senado alemão, foram incumbidos  pelo Cardeal Wolsey, por Henrique VIII e Thomas More de procurá-lo entre os expatriados nos Países Baixos e os livreiros de Frankfurt.

         Ele estava abrigado na corte holandesa. Havia perdido os manuscritos dos livros de Moisés e tivera de traduzi-los novamente. Impressores bêbados em Colônia haviam alertado um informante, quando a primeira impressão do Novo Testamento ainda não havia ido além do Evangelho de Mateus. Tyndale teve de parar a impressão e fugir pelo Reno. Seu melhor amigo havia sido queimado em Smithfield. Mesmo assim, ele fervia de entusiasmo e energia. Possuía o amor da família Tudor pelos desafios. Wolsey tornou-se “Wolfsea” (lobo do mar), um lobo entre os rebanhos, e os bispos (bishops) se tornaram “bishaps”, metade homens e metade desgraça. Ele também possuía a malícia da família Tudor, lembrando aos bispos que “pregar deveria ser o único dever dos mesmos, em vez de darem os pés para serem beijados ou os testículos para serem apalpados”.

         Sua habilidade zombeteira era especialmente soberba. Ele era diferente de todos os demais. Usava falsos desvios de impressão em suas obras, atribuindo-as a impressores fictícios. O seu Livro de Gênesis dizia ter sido “impresso em Marlborow, na terra de Hesse, por mim, Hans Luft”. Em verdade, o impressor  se chamava van Hoochstraten, da Antuérpia.

Não sabemos exatamente os locais onde Tyndale se encontrava. Contudo, ele escreveu exposições, prefácios, prólogos e obras teológicas, bem como traduções bíblicas. Era o autor mais publicado em Inglês. Sir Thomas Elliot, embaixador da corte em Bruxelas, incumbido em Londres de prender Tyndale, pagou agentes para se colocarem ao redor das lojas de impressão. “Tyndale está sempre escapando”, ele admitiu. “Sabendo da diligência do Rei em prendê-lo, ele escapava de tais lugares, quando achava que ainda estava fora de perigo”. More, furioso com o seu fracasso em prender Tyndale, descreveu-o para Erasmo como “um compatriota que não se encontra em parte alguma e, contudo, em qualquer lugar”.

Em 1535, ele parecia se sentir mais seguro do que jamais estivera em seu exílio. Acabara de passar dos 40 anos e esperava terminar a obra de sua vida, traduzindo os livros que restavam do Velho Testamento, ali na English House. Esta era uma ampla e ventilada residência, franqueada pelos cidadãos patriotas aos expatriados ingleses, a qual ficava próxima das águas frontais da Antuérpia.  Os membros da casa gozavam de direitos legais e, pelo menos de modo informal, estavam imunes à prisão, enquanto permanecessem dentro dos seus muros.

As autoridades imperiais – os Países Baixos eram uma possessão do Imperador Carlos V – nada tinham contra ele. Ele escrevia exclusivamente em Inglês para leitores ingleses. O perigo que vinha da Inglaterra ia se evaporando, conforme o rápido crescimento do número de companheiros evangélicos. Thomas Cromwell, em ascendência política,  era um simpatizante dos reformadores e, pessoalmente, bem disposto em relação a Tyndale. Henrique VIII havia finalmente se casado com Ana Bolena. O seu casamento com Catarina de Aragão havia sido anulado pelo acomodado Arcebispo de Canterbury, Thomas Crammer [o qual anos depois seria também queimado na fogueira], com a desaprovação do papa e a ira de Carlos V, sobrinho de Catarina. A nova rainha promovia os evangélicos entre os capelães e até possuía uma cópia do Novo Testamento de Tyndale. O livro continuava banido, mas parecia uma questão de tempo, até que o Rei desse licença para a publicação da Bíblia em Inglês.

Acima de tudo, Tyndale parecia estar a salvo de Thomas More, o qual havia escrito que nada mais desejava, além de “encontrá-lo com uma tocha lhe queimando as costas, de modo que água nenhuma deste mundo pudesse apagá-la”. Nesse tempo, era o próprio More quem estava em perigo. Tendo sido um legalista papal até o fim, ele havia renunciado à chancelaria, em 1532, desesperado com a submissão do clero ao Rei. Dois anos mais tarde, como a chegada da Reforma inglesa estivesse em pleno andamento, More recusou-se ao juramento do pacto de sucessão, o qual estipulava que o casamento de Henrique VIII com  Ana Bolena era legítimo.

Em 21/05/1535, dia em que Phillips decidiu visitar Tyndale, More se encontrava na Torre de Londres. Restavam-lhe apenas seis semanas de vida. O guarda de Tyndale havia saído e Antuérpia não era um porto seguro. A heresia era um crime universal para o qual a nacionalidade do acusado era irrelevante (grifo nosso). Os ingleses haviam tentado levar Tyndale para ser julgado em Londres, mas ele também poderia ser preso e condenado nos Países Baixos.

Henry Phillips fora escolhido exatamente para encontrar Tyndale e ganhar a sua confiança. Ele também era capaz de instigar as autoridades imperiais, através de suborno e petição, no sentido se voltarem contra o tradutor. Phillips estava na casa dos vinte anos. Seu pai era funcionário público alfandegário no porto de Poole, em Dorset. Ele era dotado de carisma e boa aparência, “um companheiro bem vindo que parecia um gentleman”. Posando entre os expatriados ingleses, como se fosse evangélico, ele depressa conseguiu entrar em contato com Tyndale. Ambos tinham origem no oeste do país e ambos haviam cursado Oxford. A facilidade de Phillips para línguas e o seu amor pela literatura coincidiam com os interesses de Tyndale. Este dizia considerá-lo “um homem honesto, elegantemente erudito e muito adaptável”.

O termo "evangélicos” ainda era usada para descrever todos os que tinham as mesmas crenças bíblicas. Tyndale permitiu que Phillips examinasse os seus livros “e outras particularidades confidenciais dos seus estudos”.

Em alguma parte final de 1534, Phillips havia recebido uma alta soma em dinheiro, partindo da Inglaterra para os Países Baixos, e então se matriculara na Universidade de Lauvain, em 14/12/1534.  Lauvain e sua universidade eram entusiasticamente católicas. Se Tyndale tivesse sabido que o seu jovem amigo possuía contatos em Lauvain, certamente tê-lo-ia dispensado. Contudo, ele ignorava isso. Também não sabia que Phillips havia visitado e corte imperial em Bruxelas, estabelecendo ali contato com o procurador geral e o advogado imperial. [Agora a história se repete, com a capital da União Européia, o Sétimo Império Romano que renasce, exatamente em Bruxelas...]

Quando Phillips visitou Tyndale naquele 21 de maio, logo o convidou para sair junto com ele: “Você vem comigo, como o meu convidado, onde será bem-vindo”. Quando deixaram a segurança da English House, Phillips insistiu, com grande demonstração de cortesia, que Tyndale seguisse à sua frente. Então o apontou, a fim de identificá-lo aos oficiais imperiais, os quais havia trazido de Bruxelas. A prisão aconteceu rápida e facilmente.  Mais tarde os oficiais disseram que “tiveram pena da simplicidade de Tyndale, quando o  levaram”.

O prisioneiro foi confinado ao Castelo Vilvoorde, a principal prisão do estado, algumas milhas ao norte de Bruxelas, local pantanoso rodeado de um fosso alimentado pelas turbulentas águas escuras do Rio Sena. A investigação de um herege suspeito, particularmente de alguém famoso como Tyndale, era um assunto demorado.

Meses se passaram nos interrogatórios. Phillips se mostrou ativo “durante o processo do Mestre Tyndale”, estando sempre por perto, quando necessário, traduzindo as passagens dos escritos de Tyndale do Inglês para o Latim, para os comissários de heresias, os quais não sabiam ler Inglês. Isso não deixou qualquer dúvida em termos de ortodoxia católica, de que Tyndale era realmente um herege. No dia 06/07/1535,  Sir Thomas More, cuja devoção à velha religião coincidia com a de Tyndale pela nova, foi degolado em Londres. Tyndale ainda vivia, em maio de 1536, quando Ana Bolena, que tanto havia feito em favor dos evangélicos ingleses, foi degolada na Tower Green, por não ter conseguido dar um herdeiro masculino a Henrique VIII.

Em sua luta pela sobrevivência, Tyndale pediu um gorro de lã, “pois sofro demais com o frio na cabeça”, e também calças para aquecer-lhe as pernas, e uma lâmpada, pois “é deveras aterrador ficar sentado na escuridão”, entretanto, “mais do que tudo, eu peço, imploro... que o comissário me permita ter uma Bíblia, uma gramática e um dicionário em Hebraico...”.

Ele foi considerado culpado, nos primeiros dias de agosto de 1536. A sentença foi executada em Vilvoorde, no mês de outubro, provavelmente antes do entardecer do dia 06/10/1536. Após ter recusado a última oportunidade de arrepender-se, ele foi fortemente preso à estaca, com correntes de ferro. Como não havia sido considerado um herege reincidente, concederam-lhe a misericórdia do estrangulamento, antes do fogo ser ateado. Mas parece que o executor falhou no serviço e Tyndale ainda se encontrava vivo, quando as chamas o engoliram. “Fala-se muito do paciente sofrimento do Mestre Tyndale na hora de sua morte”, registrou um dos agentes de Cromwell.

A dispendiosa traição fora muito bem engendrada e cuidadosamente executada. Phillips não possuía um penny, antes de ir para a Antuérpia e logo ficou novamente sem dinheiro. Alguém lhe pagou para trair Tyndale e, quem quer que tenha sido essa pessoa, ela depressa sumiu da vida de Phillips. Esse não foi o início da Contra Reforma. Nenhum outro reformador foi tocado. Alguém odiava Tyndale de tal maneira que incumbiu Phillips de levá-lo à prisão, “usando todo o esforço possível” a fim de garantir que ele fosse julgado e queimado. Essa pessoa era perita em matéria de espionagem conjunta e no recrutamento e uso de agentes. Era sutil na maneira de preparar suas armadilhas. Phillips fora perfeitamente equipado no sentido de conseguir a confiança de sua vítima. Ele teve de subornar oficiais e se gabava de estar sendo bem “remunerado”. O mestre pagador queria destruir Tyndale por causa de sua heresia. Nada sabemos além disso, nada sobre encontros amorosos, nada sobre problemas financeiros que pudessem servir de motivo. O mandante não queria que Tyndale fosse assassinado, uma saída bem mais fácil, queria que ele fosse queimado. Queria que a velha religião triunfasse sobre a nova, através do julgamento e execução de Tyndale [Tratava-se de um católico papista fanático].

Finalmente, sabemos que essa pessoa estava residindo na Inglaterra. Cromwell pediu que o seu afilhado, Thomas Tebold, o qual estava viajando pelos Países Baixos, desse uma olhada no caso. Tebold encontrou-se com Phillips em Lauvain e este deixou claro que ele havia sido “comissionado” na Inglaterra e não localmente. As autoridades na Inglaterra já não tinham o menor desejo de prejudicar Tyndale. Pelo contrário, Crammer e Cromwell, respectivamente as principais autoridades da Igreja e do Estado, ficaram chocados com a prisão e o julgamento de Tyndale, tendo se esforçado para libertá-lo.

Então, quem? Somente um personagem combina em cada atributo: Sir Thomas More.  O seu ódio a Tyndale era insaciável, impaciente e mórbido. Páginas e páginas da definitiva edição de Yale, das obras completas de Sir Thomas More,  estão repletas de malícia. As qualidades que fizeram o seu amigo Erasmo classificar More como um homem de todas as estações – o advogado estável, o humanista autor de Utopia, o pai amoroso, o fiel e cortês servo do Rei – evaporaram-se à sua frente. Em 1528, More começou a escrever “A Dialogue Concerning Heresies”. Wags disse que esta obra se referia a Tyndale, já que ele era a figura central: “uma besta de cuja boca brutalmente bestial flui bestialmente uma fome insaciável... um homem tão contaminado de pus e malignidade que é mais do que um fenômeno que a sua pele continue intacta”. É certo, dizia More, “proibir que a Escritura de Deus seja massacrada pela língua inglesa, nas mãos das pessoas”. A tradução que Tyndale fez dos evangelhos havia transformado “todo o mel em veneno”, dizia More.

Foi essa a abertura num feudo literário que iria consumir 750 mil palavras, tantas quantas eram as páginas da própria Bíblia. Tyndale havia refutado com a sua “Answer Unto Sir Thomas Mores Dialogue”. More respondeu com a sua “Refutation of Tyndale´s Answer”. Durante o dia, More laborava no sentido de governar a Inglaterra. À noite, “à luz das velas,  quando já estávamos quase dormindo,”, ele se sentava nas poucas horas em que estava em sua casa em Chelsea, a fim de agredir Tyndale com uma tempestade de tinta.

Contudo, fisicamente, Tyndale agia no exterior, longe do alcance de More. Este interrogava as pessoas que haviam estado na Antuérpia, querendo saber “tudo a respeito de Tyndale, onde e com quem ele morava, onde ficava a casa, qual era a sua estatura, com que aparelhagem ele se apresentava e com que tipo de recursos ele contava”. Mesmo depois de Tyndale sentir-se seguro o bastante para se mover na English House – a sindicância de More continuava.

Com os amigos e leitores de Tyndale na pátria a história era outra. Não havia acontecido quase nenhuma queima na Inglaterra, nos últimos oito anos, antes que More se tornasse chanceler. Ele logo reiniciou essas práticas. Os hereges, dizia ele, devem ser “castigados com a morte no fogo”. Ele armou uma teia de espiões e informantes. Pessoalmente liderou buscas no sentido de confiscar os Novos Testamentos de Tyndale, e os “cursos noturnos de heresia”, onde “a infecção de Tyndale era espalhada”.

A primeira vítima foi Thomas Hitton, um padre que se havia juntado a Tyndale e aos exilados ingleses nos Países Baixos, o qual havia regressado à Inglaterra para uma visita breve. Foi preso perto de Gravesend, em janeiro de 1530, quando se dirigia à costa para tomar o navio. Bolsos ocultos no sobretudo foram descobertos, contendo cartas “para os evangélicos hereges de além mar”. Quando interrogado, Hitton permaneceu fiel às suas crenças. “As missas que ele rezara jamais deveriam ter sido rezadas e o purgatório foi negado”. Hitton foi queimado em Maidstone, em 23/02/1530. Ele havia aprendido a sua “falsa fé e heresias com os livros sagrados de Tyndale”, escreveu More, e se tornou “um apóstolo enviado para e pelos hereges ingleses de além mar e por isso estava aqui na pátria. O espírito do erro e da mentira se apossou de sua alma condenada, conduzindo-o diretamente do pequeno fogo para o fogo eterno. E ali está Thomas Hitton, o mal cheiroso mártir do Diabo, de cuja queima Tyndale se vangloria”.

A ira da ICR condenava duplamente as suas vítimas. A “poena sensus” (castigo dos sentidos) era infringida através do “fogo breve” em Maidstone. Mas o herege também era condenado à “poena damni” (castigo eterno) pela sentença da condenação que o separava de Deus, no fogo eterno do inferno. Contudo, um herege sob suspeita tinha alguns direitos definidos. Um juiz secular poderia detê-lo por dez dias, no máximo, antes de entregá-lo ao bispo. O bispo poderia detê-lo por três meses, no máximo, antes do julgamento. Se o acusado fosse absolvido, não mais poderia ser detido sob a mesma acusação.

O chanceler, como o oficial sênior da Lei no Reino, deveria ter fixado um exemplo na manutenção dessas salvaguardas. Wolsey havia feito isso. More as cancelou dentro de seis meses, depois de assumir o seu ofício. Um vendedor de couros em Londres, chamado Thomas Phillips, era um suspeito típico. More interrogou-o pessoalmente em sua casa em Chelsea, a qual fora equipada com material [persuasivo] e um tronco para açoites: “Eu percebia finalmente a pessoa de modo a não encontrar verdade alguma”, escreveu More, “um homem achado capaz de causar dano a muita gente”. O juri que cuidou do caso discordou de More, recusando-se a condenar o homem. More foi obrigado por lei a soltar Thomas Phillips, imediatamente. Em vez disso, o homem foi excomungado e enviado à Torre, onde ficou por três anos.

John Field foi mantido ilegalmente na casa de Chelsea durante 18 dias. Então More conseguiu que ele fosse enviado à prisão em Fleet, por dois anos, em clara desobediência ao estatuto. Ele se queixou de que More sempre o procurava, às vezes à noite, “preparando armadilhas com o fito de apanhá-lo”.

Outro vendedor de couro, John Tewkesbury, afirmava ter sido pregado pelas mãos e pés nos depósitos de Chelsea, durante seis dias, e de ter tido as “suas pálpebras amarradas com barbantes, de modo que o sangue começou a jorrar dos seus olhos”. Sobre a sua horrível morte em Smithfield, More afirmava que Tewkesbury foi “queimado como jamais houve um condenado que tanto o merecesse”. Os informantes depois lhe contaram que Tyndale havia elogiado Tewkesbury como um mártir. More então comentou: “Não posso ver nenhuma grande  causa pela qual, se ele a computasse por grande glória, que o homem resistisse até a estaca, à qual ele foi pregado”. Ele se regozijava porque a sua vítima agora estava no inferno onde “Tyndale deverá ir encontrá-lo, quando, então, ficarão juntos”.

A exoneração de More como chanceler não arrefeceu o seu ódio. Parecia-lhe evidente que Tyndale e seus hereges estavam apressando a chegada do Anticristo ao poder. “Acho essa geração de homens absolutamente indesejável”, ele disse a Erasmo. “Quero ser-lhes tão odioso como for possível. Pois a minha crescente experiência com esses homens me atemoriza com o pensamento de que o mundo inteiro venha a sofrer em suas mãos”.

No caso de John Frith, More usou todos os tipos de sutileza e manobra, os quais foram mais tarde aplicados contra Tyndale. Frith foi “lenta, silenciosa e bem observado” um jovem erudito com um charme  e graça que conquistavam todos os que o conheciam. Ele havia se tornado evangélico em Cambridge e viajou para a Antuérpia. Ali se havia tornado o mais íntimo e amado amigo de Tyndale que o chamava “meu filho na fé”.

Frith regressou à Inglaterra em segredo, a fim de manter contato com os simpatizantes de Tyndale.  More foi informado a respeito, quando Frith passou por Londres e se dirigiu para Essex, onde deveria tomar um navio para a Antuérpia.

Um prêmio foi posto pela sua cabeça e as estradas próximas a Essex foram observadas. Frith foi apanhado, como Hitton, ao se aproximar do mar.

Imaginava-se que Frith fosse sobreviver. O rei precisava de cada teólogo  que ele pudesse mobilizar no sentido de aprovar o seu casamento com Ana Bolena e ficara impressionado com os comentários  sobre a erudição de Frith. Cromwell conseguiu que ele fosse colocado em prisão não confinada e arejada, na Torre. Frith possuía tintas e papel. Material de correspondência foi contrabandeado para ele e os seus escritos  escondidos eram levados para fora. More se valeu disso para o destruir. Frith foi  solicitado por um amigo a escrever sua visão a respeito da Ceia do Senhor. Isso era muito perigoso. Anos antes, Henrique VIII havia escrito um tratado em defesa da doutrina católica da Transubstanciação, a qual afirma que o pão e o vinho da Eucaristia se transformavam no verdadeiro corpo e sangue de Cristo. O papa o havia galardoado com o título de defensor da fé – título que ainda aparece com as iniciais FD (Faith Defender) nas moedas modernas. Da Antuérpia Tyndale advertiu “sobre a presença do corpo de Cristo no sacramento, discutamos o  mínimo possível”. Contudo, Frith escreveu sobre a sua crença, negando a presença real de Cristo na hóstia. O tratado foi passado a um dos agentes secretos de More. Este se gabou de ter recebido duas cópias do mesmo, bem como uma cópia da carta de Tyndale para Frith (era o truque diabólico de usar as opiniões contrárias entre dois amigos, seus inimigos, a fim de colocar um contra o outro e tirar vantagem).

More passou então a se valer de todas as artimanhas para garantir que o tratado iria trazer para Frith a sorte que ele havia planejado para este. More já não possuía o favor do rei e não poderia coagir Frith com uma denúncia pública. Em vez disso, ele preparou um papel de circulação particular intitulado “Uma Carta de Sir Thomas More”, impugnando como errôneo o escrito de John Frith contra o bendito Sacramento do Altar. Este era direcionado ao Rei. More teve o cuidado de lisonjear o Rei “por ser um príncipe católico tão fiel em relação a livros pestilentos”.

Um capelão do rei deu cobertura à corte pregando um sermão sobre a Eucaristia em frente a Henrique, frisando que havia, naquele momento, na Torre, um prisioneiro que  era “tão atrevido a ponto de defender heresias”.

Henrique ordenou que Crammer e Cromwell levassem Frith a julgamento. Tyndale enviou a este uma carta de despedida: “Vossa causa é o Evangelho de Cristo, uma luz que deve ser alimentada com o sangue da fé. A lâmpada deve ser acesa e apagada diariamente e o azeite colocado cada noite e cada manhã, a fim de que sua luz não deixe de brilhar... se a dor ultrapassar a vossa força, lembrai-vos: “tudo o que pedirdes em meu nome eu vo-lo concederei" –  e Frith se foi, com o vento de Smithfield soprando as chamas para longe do seu corpo, de modo que a sua agonia fosse mais prolongada.

A consciência não havia evitado que More fizesse com Tyndale o mesmo que havia feito com Frith, em matéria de conhecimento local e de contatos nos Países Baixos.

More continuou bem apoiado. Ele era altamente considerado pelo Imperador. Carlos V lhe havia escrito uma carta de apoio e encorajamento pelos seus esforços em favor de Catarina de Aragão (tia de Carlos). More era fiel à antiga religião e à tia do Imperador. Havia razões de sobra para que a Corte de Bruxelas considerasse favoravelmente a sua petição. Ele conhecia pessoalmente a Antuérpia e havia estabelecido o cenário  da Utopia na cidade. Quase certamente ele estava a par dos movimentos de Tyndale. Na hora da traição contra este, Stephen Vaugham, que cuidava  da Inteligência para Cromwell na Antuérpia, suspeitou que More estivesse financiando dois monges ingleses na cidade, os quais eram conhecidos como católicos de linha dura.

Somente um detalhe parece deixar More fora do contexto. No tempo da traição ele estava preso na Torre de Londres. Contudo, mesmo a partir da Torre, ele tinha oportunidade de agir. Phillips recebeu a incumbência e o dinheiro no outono de 1534 provavelmente, em outubro ou dezembro. Em  21/12, ele havia chegado aos Países Baixos e se matriculado na Universidade de Lauvain. Nesse tempo More se encontrava numa prisão muito relaxada. A Torre fazia parte do Palácio Real. Entre as “liberdades” das quais More podia usufruir, estava a “Royal Menagerie” com os seus pássaros exóticos e os leões. Ele possuía o seu próprio mordomo, John West, filho de sua criada Meg, Dorothy Colley, para levar os seus recados. Recebia presentes – inclusive um quente casaco de lã e um chapéu de pelo de cabrito e,  ao contrário de Tyndale, podia sair da cela e se corresponder com o seu amigo Bonvisi, o qual, por sua vez, possuía contatos em Antuérpia e nos Países Baixos. Ele podia escrever livremente, receber visitas, andar no gramado e remeter longos manuscritos.

Se Deus era o objetivo específico de More para decepar o mal de Tyndale, o de Phillips era o dinheiro.

More também o tinha. As histórias de que sua família havia sido reduzida a queimar estrume para se manter aquecida, após o seu declínio, eram apenas fábulas. Ele fora um dos homens mais bem remunerados do país, durante muitos anos [Entre 1509-1535, nos quais desempenhou ofícios em embaixadas estrangeiras, como membro do conselho privado e como chanceler do país]. Ele havia feito especulações em propriedades. Em 1523, havia pago 150 Libras pela Praça Crosby, na rua Bishopsgate em Londres, um edifício “muito amplo e soberbo”, o qual fora vendido, meses mais tarde, por 200 Libras. Em 1524, ele havia comprado sete acres de terra em Chelsea por 30 Libras e 7,5 acres em Kensington. Havia comprado ainda a guarda de dois ricos proprietários lunáticos.

Talvez o mais convincente a ser dito é o que More estava pensando. Esteve escrevendo a obra “The Tristitia Christi” (A tristeza de Cristo), a qual foi contrabandeada para fora da Torre. Esta ficou inacabada e parou nestas palavras: “E eles puseram as mãos em Jesus, quando Judas conduziu os soldados para prendê-lo – coisa que se repete com o ódio dos hereges”. Desse modo, eles os compara a Judas, dizendo que “ assim como Judas traiu Jesus com um beijo, do mesmo modo os hereges afirmam estar a favor de Cristo, ao mesmo tempo em que prosseguem em suas traições”. Sustentando-se em sua própria miserabilidade na Torre – “tristitia timorum tedium et dirae mortis horrorem” (com tristeza, medo, tédio e horror da morte horrível), More descreveu os seus sentimentos com relação aos hereges: “O ar anseia por soprar venenosos gases contra o homem mau. O mar anseia por afogá-lo em suas ondas. As montanhas anseiam por desabar sobre ele, o inferno anseia por engolfá-lo e após ter ele mergulhado de cabeça, os demônios anseiam por empurrá-lo para dentro das chamas eternas”.

         No final de 1534, quando Henry Phillips recebeu a incumbência, More estava pensando em Tyndale [o homem mau descrito em seu livro] e no que desejava que lhe acontecesse.

         A posteridade tem sido bondosa com More. Ele progrediu paulatinamente da beatificação, em 1886, até à canonização, em 1535. [O Ocidente sempre tem acreditado nas fábulas de Roma de que More e outros assassinos de cristãos foram mártires do Cristianismo]. A paixão de More pelo “vosso fogo”, sua alegria profana em queimar os amigos de Tyndale foi completamente esquecida. Em 31/10/2000, o papa JP2 atribuiu a More a honra mais exclusiva, proclamando-o como o santo padroeiro dos políticos ingleses, a fim de relembrá-los da “absoluta prioridade divina no âmago dos assuntos políticos”. Mas... Logo Thomas More? É um dever sábio e cristão relembrar aos políticos um homem que mandava incinerar os seus oponentes, a fim de que fossem “bem e dignamente queimados”? Não é um insulto aos porta-vozes ingleses dar essa honra a um homem que se devotou à supressão da Bíblia? O que, em particular estão fazendo os anglicanos? Ou será que isso não passa apenas de humor negro? [Grifo nosso].

Tyndale parece agora ser negligenciado em comparação com o seu inimigo santificado. Contudo, sua memória está completamente embebida em nossa língua. Setenta e cinco anos após o seu martírio, uma comissão de divinos nomeada pelo Rei Tiago I produziu a Versão Autorizada de 1611 da Bíblia King James. Esta tem permanecido, desde então, como a mais familiar – e para muitos a única – Bíblia Inglesa. O Novo Testamento da BKJ é constituído em 84%, palavra por palavra, do Novo Testamento de Tyndale. Mais de ¾ dos livros do Velho Testamento, que ele traduziu enquanto vivia, são de Tyndale.

         “Aquela antiga linguagem, com toda a sua musicalidade e sabor, que temos vivenciado durante toda a nossa vida”,  conforme o crítico Edmund Wilson escreve sobre a BKJ,  é a linguagem de Tyndale.

         Sua cadência, suas frases deslizando com alegria, suas consolações e a elegância do seu amparo em nossas aflições, são todas de Tyndale. O “Pai Nosso” em Inglês, ao qual Todd Beamer se voltou, instintivamente, em busca de conforto, no vôo 93 do dia 11 de setembro, segundo os porta-vozes ingleses têm entregue, é de Tyndale: “Oure father which arte in heuene, hollowed be thy name...”. Assim é a tristeza mista de alegria na Ceia: ”This ys my bloude of the newe tetamente, which shallbe for many for the forgueunes of synnes”. Mesmo assim, Deus não poupou a vida de Tyndale [Ele é soberano e faz o que lhe apraz]. A traição sofrida por Tyndale nos roubou a beleza que ele iria trazer-nos através dos livros poéticos do Velho Testamento...

[Deixamos de colocar trechos do livro Cantares aqui, porque só teria graça na língua inglesa antiga e esta não poderia ser devidamente traduzida para a nossa].

Os homens que compuseram a BKJ não conheceram essas passagens, mas se fizermos uma comparação das mesmas, poderemos ver a extensão da perda que tivemos.

Tyndale não deixou um epitáfio, mas uma passagem por ele traduzida poderia servir muito bem para o mesmo: “... e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria”.  (1 Coríntios 13:3). Tanto quanto More odiava a Bíblia, Tyndale a amava, assim também os seus leitores ingleses. Ele foi queimado, mas a língua e a alma inglesa continuam vivas.

 

 

Capítulo 16

 

O Padroeiro da Internet

 

 

         O Dr. Arthur Noble, (www.ianpaisly.org” nos traz a notícia de que o Vaticano já  escolheu um padroeiro para a Internet.

         Se alguém tiver problema em navegar na Internet, pode ficar tranqüilo, pois, dentro em breve, teremos o auxílio “espiritual” de um personagem falecido há quase 1.400 anos. E não é esse apenas mais um dos “tremeliques” do esclerosado papa JP2, pois o Vaticano sabe muito bem o que faz e porque o faz.

         Tom Hallwood, o porta-voz do Escritório da Mídia Católica, diz o seguinte:

         “Ainda não houve uma declaração oficial de Roma, mas essa idéia tem pairado no ar. E por que não? Existem padroeiros para tantas coisas, por que então não escolher um para a Internet?”

A escolha tem sido amplamente acreditada de que esse padroeiro será Sto. Isidoro de Sevilha. Diz Hallwood que “essa é uma boa idéia e o santo poderia ajudar-nos, quando estivéssemos à beira de uma pane na Internet.

Não nos parece tratar-se de devaneios de mentes “iluminadas”? Ora, Sto. Isidoro (560-636 d.C.) faleceu há mais de 1.400 anos e, portanto, tudo indica que ele não deverá ser de muito proveito no sentido de evitar qualquer tipo de pane na Internet, em pleno século 21.

Isidoro é apresentado na biografia escrita por Ernest Brehaut, impressa em 1912 e reimpressa em 1967, como o autor de uma enciclopédia na Era das Trevas, sendo-lhe creditada a produção dessa primeira enciclopédia mundial de 20 volumes, sob o título “Etimologias”, descrevendo a história mundial e as obras de Aristóteles de Espanha. Em 633 d.C., Isidoro teria liderado a 4o. Concílio de Toledo, o qual, dentre outros assuntos, conseguiu apoio à união entre a ICR e o Estado Espanhol, bem como a uniformidade na missa espanhola. Por essas e outras, ele foi canonizado pelo papa Clemente VIII, em 1598. Em 1722, o papa Inocêncio XIII o declarou oficialmente “doutor da igreja”.

O nome de Isidoro ficou ainda mais notório na história dos “Decretos de Isidoro”, documentos que foram publicamente considerados falsos pelos próprios eruditos católicos, uma papelada maciça que respaldava os dogmas da ICR e outras aberrações dessa “Igreja”.

Embasado nesses documentos e nas “Doações de Constantino”, o papa Adriano IV entrou em conluio com o Rei Henrique II da Inglaterra, em 1170, e através da bula “Laudabiliter”, ele deu de presente a Adriano nada menos que a  Irlanda. Foi assim que o Romanismo foi imposto àquele país cristão, onde havia florescido o Cristianismo bíblico, levado até lá por Patrício, em 422, e ali exercido, dois séculos antes da chegada dos invasores católicos.[Como vemos, tudo na história da ICR tem sempre como base a fraude e as apropriações indébitas. O resultado dessa doação fraudulenta é a sangrenta história de muitos séculos de luta entre protestantes e católicos, com estes últimos levando sempre a melhor, apoiados pela mídia católica mundial.]

Ironicamente, o site do Vaticano tem como servidores três ”santos” católicos, supersticiosamente chamados Rafael, Gabriel e Miguel. Agora vemos esse hilariante absurdo de ser nomeado mais um “santo” católico, a fim de salvar a Internet de uma pane geral.

Esse movimento demonstra mais uma vez a inutilidade da falsa religião da ICR, a qual, mesmo estando a usufruir as modernidades da era tecnológica, ainda continua apegada às obsoletas tradições da Era das Trevas.

[Mas o que está escondido por trás dessa escolha do “santo” padroeiro da Internet? O Vaticano já está quase conseguindo o controle mundial das nações, a fim de exercer o poder temporal absoluto do papado, como acontecia na Idade Média. E com o domínio da Internet, dentro em breve todos nós, protestantes, (assim como os demais “hereges” judeus, ortodoxos e membros de outras religiões), que não nos dobrarmos diante do papa, seremos caçados, implacável e rapidamente, pelo Vaticano, com as bênçãos de Sto. Isidoro].

Roma é sempre a mesma e, portanto, ainda não se conscientizou de que existe apenas um SALVADOR para tudo o que diz respeito à humanidade perdida, O QUAL pode salvar qualquer pessoa de todo tipo de “pane” física, mental e espiritual, pois já pagou o preço total de todos os males do mundo, e esse Nome é JESUS CRISTO!

 

 

 

 

Capítulo 17

 

A Inquisição de Roma

Continua Viva e Passa Bem

 

         O Dr. Clive Gillis, renomado historiador britânico, o qual se apresenta no site www.ianpaisley. org, diz que quando contemplamos a vista aérea do edifício da Inquisição de Roma, este nos evoca terríveis visões da escuridão dos calabouços subterrâneos, das torturas, das cruciantes dores e da fome que uma interminável multidão (de almas aprisionadas e sem esperança) sofreu, encarando os terríveis objetos de tortura usados pelos desalmados e hipócritas inquisidores. A foto foi tirada em cima da Catedral de S. Pedro, onde um grupo de turistas ficou se questionando sobre a razão pela qual o autor do artigo estava lutando com uma lente telefotográfica, na mais desconfortável das posições, a fim de focalizar um bloco administrativo tão feio, na Cidade do Vaticano, quando ao redor se descortinava, majestosamente, tanta coisa falando da grandeza de Roma. A resposta é que o povo precisa saber que os dias desse horrendo edifício, que parece não ser mais usado, estão muito longe do seu fim. Vamos dar a palavra ao Dr. Gillis.

 

O cruel papa Paulo IV

 

         A Inquisição foi estabelecida na cidade de Roma pelo desalmado papa Paulo IV (1555-1559), quando este era ainda o Cardeal Carafa, após ter ele alcançado um grande sucesso na Inquisição Espanhola. Então Carafa achou que já era tempo de dar algumas garras de ferro ao tribunal italiano. Ele já havia persuadido o seu predecessor, Paulo III (1534-1549), a instalar a Inquisição Romana, através da bula papal “Licet ab init”, publicada em 1542.

         O tribunal constituído pela bula foi chamado “Sagrada Congregação do Santo Ofício da Inquisição Romana Universal” . [Tão pomposo no nome como cruel em seus objetivos - MS]. Mais tarde, Paulo IV iria governá-lo com vara de ferro. E assim prosseguiu até 1911, quando Pio X (1910-1914) mudou o seu nome (e apenas o nome, é claro) para “Congregação do Santo Ofício”.

         Em 1965, em meio à liberal atmosfera do Concílio Vaticano I, o papa Paulo VI, mudou outra vez o nome para “Congregação para a Doutrina da Fé”, nome esse um pouco mais apropriado à nova era da ICR. Entrementes, ele a destituiu de alguns poderes, que não poderiam mais ser exercidos na época.

         Isso faz com que o leitor seja levado a imaginar que, embora o edifico ali permaneça de pé, suas atividades mudaram. Será que Roma poderia continuar com esse tipo de coisa, hoje em dia?

 

A República de Garibaldi

 

         Essa pergunta já havia sido feita antes... Quando o poder papal foi reduzido, em 08/02/1849, durante a breve República Romana estabelecida por Garibaldi, a Assembléia Constituinte declarou que o tenebroso reinado dos papas e sua terrível Inquisição haviam chegado ao fim. Giacinto Achilli, um padre romano que, iria se converter a Cristo,  ficou muito alegre e escreveu: “O papa de Roma tornou-se o papa do povo. Seus braços foram torcidos, os direitos e privilégios eclesiásticos foram abolidos, os onerosos impostos (papais) foram cancelados e tudo o mais foi alterado”.

         Será que foi assim? Apenas uma quinzena mais tarde, Achilli foi com alguns amigos até São Pedro, agora a “igreja do povo”, para agradecer a Deus a graça de ter Ele acabado com o papado. Sua oração terminou com esta petição:

         “Oremos para que a Palavra de Deus, o Evangelho do Redentor, não seja mais perseguida em Roma, nem encarcerada pela Inquisição.

O que foi feita dela?/ Ela está encerrada?/Imagino que sim./Vamos ver agora...”

O edifício estava fechado, bem do lado esquerdo de São Pedro, e quando Achilli e seus amigos ali chegaram, ele parecia deserto. De repente, porém, um monge dominicano [ou cão de Deus], assistente do Comissário Geral, apareceu. Achilli depressa o reconheceu, visto como havia sido um prisioneiro da Inquisição, alguns anos antes. Ficou surpreso ao ver que apesar da República Romana, os inquisidores, em vez de terem fugido,  ainda estavam dirigindo aquele lugar. A resposta do inquisidor foi espantosa: “Tudo”, ele disse. “continua como antes. Temos um bom número de frades ocupando os seus postos normais. O Comissário Chefe está no andar superior, com todo o seu pessoal e, neste exato momento, eles estão à mesa”.

         Hoje em dia o Comissário Chefe é o Cardeal Joseph Ratzinger [Alemão da Bavária, onde Hitler começou o seu apogeu], o qual ali se encontra “com todo o seu pessoal”. Os membros da Inquisição moderna continuam todos ali dentro, “em seus postos normais”.

         Uma “Autobiografia de Ratzinger – Marcos e Memórias - 1927-1977”,  foi publicada em 1998, cobrindo o período anterior a novembro de 1981, quando ele foi nomeado para o cargo de Comissário Chefe da “Congregação para a Doutrina da Fé”. Embora o livro seja rico em fatos, pouco ficamos conhecendo sobre o verdadeiro Ratzinger.  A série da TV da BBC “Absolute Truth”, e o livro subseqüente do apresentador romanista,  Edward Stourton, publicado em 1998, estão repletos de material. Contudo, o padre jesuíta Stephen Schloesser, do Colégio de Boston (USA), o qual fez a revisão do livro para Roma, disse: “Mesmo tendo Stourton produzido um livro tremendamente comprometedor, os leitores terão visto muito desse material antes... A narrativa de Stourton é falha... Primeiro, no poder de explanação... e segundo,  no da visão”.

O esperto jesuíta havia detectado que Roma havia, mais uma vez, enganado a mídia, e também Stourton.

 

A mente como armadilha humana

 

         Quando Harold MacMillan visitou Pio XII em seu confinamento no Vaticano, após a II guerra Mundial, ele assim descreveu o homem: ”No centro de tudo... se assenta um homenzinho santo, por demais preocupado e obviamente humilde e santo, à primeira vista, uma figura patética e tremenda. Ele não podia acreditar que um homem tão franzino pudesse ter acumulado tanto poder  [e causado tanto mal à humanidade].

         Quando Stourton visitou Joseph Ratzinger, aconteceu mais uma experiência ilusória. “Não posso imaginar uma figura pública que possa demonstrar de tal maneira a mesma intensidade de sentimentos em todas as partes do mundo. De El Salvador até o Sri Lanka, o povo pronuncia o seu nome com um misto de terror, respeito, espanto e rancor... Eu estava totalmente despreparado para encontrar essa figura hesitante... com os modos de um avô genial... que apareceu em uma das salas de recepção do terceiro andar, chamada Palácio do Santo Ofício”. [Dizem que Stalin sempre parecia ser um avô muito bonzinho e carinhoso... As aparências enganam tanto! - MS]

         Somente quando começou a entrevista foi que Stourton descobriu os olhos penetrantes de Ratzinger e sua espantosa “mente como uma armadilha humana”.  Ratzinger é a segunda pessoa mais importante do Vaticano. Exerce grande influência sobre o papa atual, o qual é, realmente, mais liberal do que o inquisidor. Ratzinger está velho demais para se tornar o novo papa, contudo ele é, potencialmente, o fabricante número um do papa, no próximo conclave. Sua forte postura tem-lhe concedido uma popularidade entre os romanistas conservadores, em toda parte. Ele vendeu milhares de livros em dezenas de línguas e foi perfilado por todos os importantes canais de TV do mundo. Ele  possui um completo fã clube mundial, com uma grande seção de  “merchandising”. Nas camisetas de Ratzinger constam algumas das suas memoráveis citações inquisitoriais: “A verdade não é determinada pelo voto da maioria”. “Confiança ilimitada só deveria ser colocada na verdadeira  Palavra da Revelação,  a qual encontramos na fé transmitida pela Igreja”. Essas são duas de suas citações. Bonés, xícaras, canecas e canecões de cerveja [estes para os seus conterrâneos da Bavária] levam o moto: “MANDO UM TAPA NA HERESIA, DESDE 1981”.

         O fato interessante é que, ao se lembrarem da áspera imagem de Ratzinger, os liberais promoveram a queda nas vendas desses vasos, colocando neles a marca “Made in China” e garantindo que foram fabricados em campos de trabalhos forçados.

        

Internos exasperados

 

         A Inquisição está longe de ter-se desgastado. Ratzinger tem manipulado o discurso do papa atual, no sentido de dar ênfase à mesma. Na bula papal “Pastor Bonus”, 1988, seus poderes são até mesmo ratificados e ampliados. O padre jesuíta Reese (uma autoridade no assunto) fala da realidade da Inquisição atual, dizendo que nenhum documento “que toque em assunto de doutrina pode ser veiculado no Vaticano sem a aprovação de Ratzinger. A Inquisição é sempre consultada, agindo como guardiã das questões doutrinárias, revisando os documentos de qualquer outra  pessoa... Oficialmente, todos falam de como é ela útil... Fora dos registros há queixas dos excessivos atrasos e da discussão sobre assuntos doutrinários”.  “Os internos bem informados, estão claramente exasperados com a Inquisição”, disse Reese, “ninguém gosta deles, nem da maneira como agem... Fazem uma porção de coisas estúpidas... Insistem em cortar frases redundantes de efeito em todos os seus documentos, para se certificarem de que pessoa alguma possa interpretar o texto de maneira não ortodoxa”.

         Todas as obras importantes escritas sobre a Inquisição, desde os tempos mais antigos, com as de Lea, Llhorente, Limbach,  Rule, e outros, frisam a mesma coisa. A superioridade, o segredo, o atraso, a burocracia tormentosa, fastidiosa e parasitária continuam vivas. [A burocracia é a arma predileta dos maus, dos hipócritas e dos incompetentes - MS].

O espírito da Inquisição, do século XVI ao Século XIX, continua vivo, com espiões em toda parte. Foi esse o caso de Achilli, quando foi preso novamente. Isso aconteceu quando os franceses colocaram Pio IX de volta no trono de Roma, e isso mesmo vai acontecer na Inquisição do Século XXI. A revisão inquisitorial, longe de ser cancelada, deu a Ratzinger um poderoso braço de ferro sobre todos os departamentos do Vaticano. Ele tem os seus espiões espalhados em todo o mundo. Aparentemente, Ratzinger tem encorajado as comissões doutrinárias de cada Conferencia Nacional dos Bispos  a desempenhar um papel semelhante ao dos cães de guarda, com respeito aos documentos das conferências. [No Brasil o Card. Arcebispo de São Paulo, Claudio Hume, tem sido sempre o “monitor” da Inquisição, segundo consta  na lista do Dr. Ian Paisley].

Devemos ficar em estado de ALERTA! O poderoso Ratzinger é quem implementa, examina e está a par de tudo! Contudo, as pessoas nem sempre são o que parecem. No próximo artigo iremos descobrir muito mais sobre este tenebroso inquisidor.

Quanto ao prédio da Inquisição em Roma, ficamos sabendo, através de Achilli, que quando ele foi preso novamente, antes de ser transferido para o Castelo de Santo Ângelo, conseguiu levar à conversão os dois padres romanos que estavam presos junto com ele.: “Meus dois companheiros de prisão logo entraram em termos amistosos comigo... Estavam ansiosos para conhecer as doutrinas da Verdade da Palavra de Deus. Não me haviam permitido levar uma Bíblia comigo... mas citei algumas passagens memorizadas. Primeiro, um e depois o outro, o menos dócil dos dois amigos... ambos se converteram.” Achilli foi levado à morte, mas duas almas foram salvas dentro do próprio edifício da Inquisição. [Deus é soberano]. Louvado seja Deus! A Inquisição jamais poderá extinguir a chama do verdadeiro Evangelho.

Aqui estão alguns artigos da “Sagrada Inquisição Romana”, ou “Congregação para a Doutrina da Fé”, conforme colocados na bula “Pastor Bonus”, emitida em 28/06/1988.

Art. 48 – O ... dever da Congregação para a Doutrina da Fé é promover e salvaguardar a doutrina sobre a fé e a moral de todo o mundo católico, a qualquer custo.

Art. 49 – Realizando o seu dever e promovendo a doutrina, a Congregação (monitores) ... novas questões levantando-se do progresso das  ciências da cultura humana.

Art. 50 – Ela auxilia os bispos... no desempenho do seu ofício, como autênticos mestres e doutores da fé...com ela o dever de promover e guardar a integridade da fé.

Art. 51 – A fim de salvaguardar a verdade da fé... a Congregação terá o cuidado de evitar que a fé e a moral sofram danos através dos erros que têm sido espalhados, de qualquer que seja a maneira.

Obs. (Art. 48) “Promover e salvaguardar a doutrina sobre a fé e a moral”. Como as doutrinas do Concílio de Trento, no Século XVI, ainda continuam em pleno vigor, exigindo que todos os “hereges” sejam exterminados,  e com a moral secular (católica e protestante) cada dia mais baixa, estamos TODOS fritos. Mesmo porque, dentro de poucos anos, o mundo inteiro terá se tornado “católico”.

(Art. 50) – A “Conferência Nacional dos Bispos” tem sido a melhor maneira de congregar toda a alta hierarquia romana do país, a fim de que os bispos possam combinar novos métodos de realização, em exclusivo benefício da Igreja, mesmo quando o assunto parece favorável ao povo.

(Art. 51) – Os “erros espalhados” de que trata esse artigo são, nada menos, que os  “erros” das igrejas protestantes, que pregam a salvação exclusivamente pela fé em Cristo, doutrina abominável para a ICR.

A linguagem, como diz o Dr. Gillis, é sempre rebuscada, a fim de confundir os que não se preocupam em pesquisar os horrores que têm sido praticados pela ICR, há dezesseis séculos, os quais vão se repetir, de maneira bem mais rápida e tenebrosa, ou seja, informatizada, logo que o Estado Católico Europeu, conhecido agora como União Européia, estiver dando as cartas, no mundo inteiro.

 

Capítulo 18

Especulações Sobre o Próximo Conclave

e o Próximo Papa

       No site www.ianpaisley.org lemos este artigo “The Man to Ask is Paddy Power”, do Dr. Clive Gillis.

Os preparativos para a eleição do sucessor do papa JP2 estão em pleno andamento e o homem indicado para dar essas informações é Paddy Power, da BBC de Londres. Diz Paddy Power que “nada há de errado com as apostas feitas pelos padres... Nós sempre os vemos nas corridas”, só que ele não confirma nem desmente que tem recebido uma boa “grana”... do clero.

Paddy deixa claro que “onde há rumores, logo o dinheiro começa a fluir”. Diz ainda que se houvesse espionagem no topo (da hierarquia), logo ficaríamos sabendo. Que a aproximação de um novo conclave é exatamente a evasão da espionagem, a qual se torna uma das mairoes dores de cabeça dos líderes do Vaticano, secundada apenas por um ataque terrorista, como o de 11 de setembro 2001, o qual poderia explodir o conclave. Outra preocupação do Vaticano é o avanço da tecnologia, assunto do qual trataremos depois.

Vaticanistas

Ser observador do Vaticano é tão popular como proveitoso. Isso envolve tendas de observação nas menores e mais absolutistas monarquias da terra, visto como a ICR tem mais de um bilhão de membros pelo mundo a fora. Dezenas de  peritos em assuntos do Vaticano  fazem disso um elegante meio de vida. Quer os protestantes admitam ou não, tudo que acontece em Roma causa impacto mundial. Observar os “olheiros” também vale a pena, contanto que isso seja feito de modo circunspecto. O Vaticano faz planejamento com um século e até um milênio de antecedência. Portanto, esperamos que os leitores possam considerar úteis as análises deste artigo, até mesmo no caso da instalação do novo pontífice estar em processo ou até já realizada, antes que ele seja impresso.

Os papas podem abdicar?

Sendo a ICR a única monarquia absolutista antiga da terra, forçar um papa a abdicar não é fácil. Na antiguidade presume-se que dois papas abdicaram do trono. Porciano, em 230 d.C., e João II,  em 535 d.C. Contudo, existe um caso de clara abdicação da parte de Celestino V, em 13/12/1294. A Lei Canônica 332-2 da ICR declara:”Se por acaso o pontífice romano abdicar do seu ofício, esse ato só terá validade se ele abdiciar livremente e que isso seja devidamente manifesto e não apenas aceito por qualquer pessoa.”  Ora, JP2 não pretende renunciar, apesar do poderoso lobby tentando isso.

Assassinato

         Uma tentativa bem sucedida de assassinato sempre se contitui numa ameaça presente. Muitos dos que estão lá dentro poderiam ter os seus motivos para assassinar o papa. Isto sem falar nos inimigos de fora, como a KGB e a Al Qaeda (segundo um ex-membro da CIA,  especialista em terrorismo), esta última considerando o papa como o símbolo de liderança dos cruzados. Três complôs se tornaram públicos, desde 1995. Um traidor dentro da Guarda Suíça seria uma constante possibilidade, como também o seriam os kamikasas, contra o papa-móvel, na Praça de São Pedro.

Os mais próximos do papa estão cansados de dizer, há vários anos, que “ele só dispõe de quatro horas diárias”. Qualquer atividade significativa precisa ser observada dentro desse ângulo. Em tais circunstâncias, um ataque ao papa seria visto como “providencial” em alguns quarteis do Vaticano, ou até mesmo, quem sabe, merecesse uma ajuda?

Este é o mais recente pesadelo atribuído ao papa em ofício. Quanto aos  “Sagrados Evangelhos”, isso parece agora coisa de um passado remoto e a essência desse pacto vamos ler agora:

Prometo e juro... evitar o uso de qualquer equipamento de audio ou vídeo capaz de registrar qualquer coisa que aconteça no local da eleição, dentro da Cidade do Vaticano... Faço este pacto estando totalmente a par de que uma infração contra o mesmo poderá submeter-me a penalidades espirituais e canônicas, as quais o futuro pontífice achar por bem me aplicar...”

Canetas e relógios de pulso podem agora conter gravadores. Vídeo-câmeras podem ter o tamanho de botões. Nem mesmo os mais competentes pesquisadores de aparelhos de escuta e gravação podem remover os vazamentos de conversas nos locais de estacionamento fora do Vaticano. Os frutos dessa atividade equivaleriam a entregar os fatos aos camaradas de Paddy Power.

Ameaça de morte ao papa

         Vastas somas têm sido gastas na prevenção e segurança dos locais mais altos do telhado, para o que a mídia possa chamar de evento da morte do papa. Isso engloba desde o falecimento do papa até o momento em que o novo papa aparecerá no balcão, algumas semanas mais tarde. Nesse intermezzo, canais de TV a cabo estarão operando 24 horas por dia. As agências de notícias estarão despachando tudo que acontece, minuto a minuto, via Internet.

         O Vaticano se alimenta da promoção da mídia. O ápice do “QG Mundial de Jesus” tem sempre auferido muito lucro com os eventos da Praça de São Pedro, mas, possivelmente, em razão de um ângulo melhor da Câmera sobre a saída da fumacinha branca, haverá uma boa disputa entre os bem remunerados repórteres da CNN, os japoneses e os da CBS (estes, na certa, levando a melhor), os quais ficam no Hotel Atlanta, na Giovanni Vitellechi, 34, que, mesmo distante, está localizado na confluência de duas estradas, oferecendo uma extraordinária vista do Vaticano.

Um fato curioso

         Na Cidade do Vaticano o pessoal do ramo hoteleiro estará operando no novo Hilton Hotel, com o nome de “Casa di Santa Marta”.  Esse hotel hospedará os candidatos, bem como os seus respectivos confessores, médicos e enfermeiros particulares, para o caso dos eleitores adoecerem. Obviamente o plug estará ligado nos faxes desses eleitores, bem como nos telefones e nas facilidades da Internet, embora com um sério problema.

         Não sabemos se devido ao alto custo reduzido pela Máfia, quando a “Casa di Santa Marta” estava em construção, ou simplesmente pela falta de visão dos construtores, o fato curioso é que as paredes internas do prédio são finas e dizem que as conversas nos apartamentos vizinhos se tornam audíveis, até mesmo sem qualquer ajuda técnica.

A maior dor de cageça em matéria de segurança será a viagem de ida e volta – duas vezes por dia – entre a “Casa di Santa Marta” e a Capela Sistina.  A solução mais viável seria o uso de micro-ônibus. A “Casa” pode ser vista da Catedral de São Pedro e pode ser interessante observá-la, quando estiver fechada.

Santa Marta” possui ar condicionado, ao contrário da Capela Sistina, onde muitos eleitores correm o perigo de ser vencidos pelo calor do verão, durante o conclave. O abafado conclave que elegeu o infeliz papa João Paulo I, em agosto de 1978, viu o Cardeal Sir quebrar as regras, quando este abriu uma janela, a fim de aliviar os cardeais “sufocados”, que estavam à beira de um colapso cardíaco. Qualquer relaxamento nas regras de segurança nessa área poderia ser arriscado. Além disso, os patrocinadores da recente restauração das obras de arte da Capela Sistina jamais poderiam tolerar qualquer coisa que pudesse danificar a Capela.

Nesse caso, o que os observadores estarão vendo, quando puderem se valer de qualquer possível lapso na segurança, no conclave que se dará logo após a morte do papa? A resposta deve estar em como as novas regras da “Universi Dominici Gregis” do papa JP2 poderá funcionar na prática, durante o conclave. Essas regras são um movimento deliberado no sentido de obstruir o lado liberal gerado pelo Concílio Vaticano II, nos anos 1960.

Quem pode deixar de sentir a presença da Opus Dei movendo-se por trás das sombras? O “homem do pecado” é um monarca absolutista. No Concílio Vaticano I (1870), ele se declarou infalível. Pio XII, o papa da II Guerra Mundial, resumiu a situação, ao declarar: “Não preciso de colaboradores, mas de pessoas que cumpram minhas ordens”. E é assim que a Opus Dei gostaria de continuar agindo. Ela se tornou uma prelatura particular autônoma, especialmente para sobrepujar os bispos contra os seus desígnios.

Desse modo, quando Paulo VI criou o Sìnodo dos Bispos, em 15/09/1965, no início da 128ª. Assembléia Geral do Vaticano II, a estrutura foi derrubada (João XXIII havia falecido durante o concílio). “Este Sínodo”, explicou Paulo VI, “... será constituído por bispos nomeados... pelas conferências episcopais... conforme as necessidades da Igreja, a fim de consultar a colaboração (do papa), quando lhe parecer oportuno para o bem estar da Igreja... esta colaboração do episcopado deveria trazer a maior alegria à Santa Sé... Ela servirá para um propósito útil, no trabalho diário da Cúria Romana... Notícas e nomes tornar-se-ão conhecidos a esta Assembléia (O Sínodo), tão cedo quanto possível”.

A alegria de Paulo VI durou pouco. Em 1970, o Vaticano e a hierarquia holandesa (a qual havia acabado de utilizar o colegiado para endossar o casamento dos padres e a admissão de mulheres ao sacerdócio) se chocaram. Em 1971, o Sínodo dos Bispos apoiou a posição do papa sobre o celibato dos padres, mas, o que é “um absurdo, a maioria destes se colocou na oposição”.

Em 1974, com a Opus Dei soprando-lhe as costas, Paulo VI, numa estranha reviravolta contra a infalibilidade de suas próprias palavras, ”desaprovou a proposta dos bispos em prol de uma autonomia maior das igrejas locais”. A constituição apostólica Romano Pontifice Eligendo, promulgada em 01/10/1975, determinou que “os cardeais que tivessem atingido a idade de 80 anos não poderiam entrar no conclave e que o número de eleitores não poderia ultrapassar 120”.

“Universi Dominis Gregis”

         O papa JP2 manteve ambas essas limitações sobre a idade e o níumero de eleitores, quando revogou a “Romano Pontifice Eligendo”   e promulgou a “Universi Dominici Egregis”  em seu lugar. Tudo indica que essas novas regras para o conclave irão favorecer os conservadores como ele próprio e, portanto, a Opus Dei. Os 92 pontos do documento completo estão à disposição dos leitores no site www.newadvent.org./docs/jp02nd.htm.

         Contudo, os escores do papa não são tão altos a ponto de terem-no feito exceder o seu próprio número de cardeais e então, alguns dos 131 apartamentos da  “Santa Marta” serão necessários para o staff e talvez até alugns deles ainda tenham de ser compartilhados.

         O oitavo consistório público ordinário de JP2, trazendo 44 novos cardeais, elevou esse número para 184. JP2 tem reinado por tanto tempo que apenas 10 dos papáveis não provêm de suas nomeações, enquanto ele só tem nomeado cardeais que pensam como ele.

         Mas o golpe de mestre da “Universi Dominici Egregis” é que agora os bispos se encontram impedidos de ser eleitores. Somente os cardeais podem ser eleitores e estes são apenas aqueles em acordo com papa e o papa atual criou quase todos eles.

Explicações

         A palavra CONCLAVE em Latim significa “com a  chave”. Antigamente a eleição papal era algo que diza respeito apenas aos eleitores, com suntuosas hospedagens e parentesco. A eleição de Celestino V, em 1241, durou setenta dias. E só foi concluída quando um nobre – Mateo Orsini – prendeu os eleitores dentro de uma sala. O calor sufocante de agosto matou o Cardeal Somercotes, e fez adoecerem os demais.

         Quando Gregório X emergiu de uma dispuita de nove meses de eleição, no palácio papal de Viterbo, o qual também só foi concluído quando uma autoridade local o fechou, ele promulgou a constituição “Ubi Periculum”, que passou a ser a base das regras modernas. Depois disso, os eleitores passaram a ser trancados, até o final, com alimento é água entregues através de uma janela. Os atrasos devem ser castigados com fortes reduções nos rendimentos. Após a introdução dessa regra, a próxima eleição não passava de um dia.

         A Casa di Santa Marta que custou doze milhões de Libras, construída em mármore, conforme o modelos dos hotéis Hilton, foi edificada por ordem do papa JP2, na Cidade do Vaticano, a fim de acomodar os eleitores. Foi inaugurada em 1995, em alto estilo, com buffet e serviços de bar, além de alarmes espalhados em toda parte para os cardeais fumantes.

         “Santa Marta” possui 108 confortáveis suites, além de 23 apartamentos de solteiro, com todo o conforto moderno.

[Ao ler sobre esse Hilton Hotel com nome de santa, fico me indagando qual teria sido a reação de Marta, se soubesse que quase dois mil anos depois daquela ceia especial de João 12:2, ela iria se tornar a rica  proprietária de um Hilton Hotel, no qual irão se hospedar os eleitores do  próximo “Vigário de Cristo”- MS]

 

Capítulo 19

Profundas correntes fluem dentro de Roma,

à medida que se aproxima o futuro conclave

        Continuando o assunto da aleição do próximo papa, o Dr. Clive Gillis nos dá as informações abaixo.

No próximo conclave, os cardeais irão eleger aquele que, segundo o Vaticano, será o 264º. papa, variando esse número conforme a lista de cada um.

Dos 184 cardeais com idade inferior a 80 anos e, portanto, intitulados a votar, aqueles que poderiam ser apontados como candidatos ao trono papal são chamados “papáveis”.  Esses homens de Roma, cuja média de idade é 71 anos, jamais deveriam ser subestimados. Quando 44 cardeais – um número sem precedentes – foram acrescentados à lista, em 21/02/2001, o Dr. Ian Paisley advertiu os protestantes que esses “príncipes da Igreja” não são cavalheiros inofensivos. (www.ianpaisley.org/article.asp?ArtKey=cardinals). JP2 lhes disse em seu discurso: “Estais vindo de 27 países, de 4 continentes”. E são exatamente esses 44 novos “príncipes”. Mais de 60 países em cada continente estão representados no corpo total. Todos eles juram em Latim lealdade a Cristo e ao seu “vigário na terra”, o papa de Roma. Também juram manter absoluto segredo sobre os assuntos do Vaticano [Isso mostra que a ICR é uma organização secreta e, portanto, ocultista, contrária à Bíblia – MS]. O chapéu vermelho e a mitra - entregues pelo papa a cada um - significam que ele agora deve estar pronto a derramar o próprio sangue, a fim de propagar a fé (católica).

Papas do passado

         Roma é uma monarquia absolutista conservadora, serenamente ancorada no milênio que tem fluído, desde que ela tem empossado e destituído, ao correr dos seculos, muitos reis, ditadores, governantes mundiais e sistemas políticos. O papado é em si mesmo um fenômeno italiano, rejeitado desde a unificação da Itália, e contudo continuando a supurar, como um tumor mal espremido. Embora os cardeais do passado tenham elegido 17 franceses, 13 gregos, 06 alemães, 03 africanos, 02 espanhóis, 02 croatas, 06 sírios, 01 português, 01 flamengo, 01 inglês e, por último, 01 polonês à Cátedra de São Pedro, os 211 papas restantes foram todos italianos. JP2 foi o primeiro papa não italiano, depois de 450 anos. Esses candidatos têm regularmente elegido assassinos, maníacos sexuais, preguiçosos, imorais, avarentos, déspotas, nepotistas, pedófilos, glutões, necromantes e espíritas, dentre alguns homens respeitáveis.

         O decreto papal de Paulo VI , “Ingravescentem Aetetem” entrou em vigor no dia 01/01/1971. Este retirava dos cardeais com idade superior a 80 anos o direito de votar no conclave. Foi uma tentativa de aumentar a relevância do sistema, quando o número de eleitores foi reduzido para 120. Mesmo assim, os cardeais idosos que não votam ainda detêm um poder imenso.

Blocos eleitores

         O sistema milita contra o subterfúgio do conclave pela lei dos interesses, sejam estes ‘blocos de poder’ ou de ‘grupos de nacionalidade’. Na prática, as facções de oposição tendem a ser reduzidas a um impasse.     

Essas facções já estão competindo por posição, a partir da última década. Alguns cardeais podem ser bons representantes de alguma facção particular, contudo são neutralizados antes do início do conclave, pela determinação de outros partidos que os bloqueiam, a qualquer custo. Os blocos de poder têm, então, de escolher entre aqueles que poderiam alcançar a maioria de 2/3 e, contudo, representarem um pouco mais a sua posição. O Cardeal Villot, Secretário de Estado de Paulo VI, que sabia tudo que se passava dentro do Vaticano, naquele tempo, escolheu o Cardeal Wojtyla durante um jantar festivo, em 1978, como o único candidato suficientemente livre de bloqueio, a fim de conseguir os 2/3 da votação, 90 dias antes de João Paulo I ter falecido...

JP2 mudou as regras em 1996, quando após 28 votações sem uma decisão, seria aceitável a maioria de 50%. Isso tem, provavelmente, a intenção de frear alguns bloco obstinados (os quais teriam o poder de forçar uma decisão bizarra que não fosse de interesse geral).

O papel do Espírito Santo

         A piedosa declaração de Roma de que o Espírito Santo é quem elege o papa por inspiração divina foi colocada sucintamente pelo Cardeal Eugênio Salles de Araújo, do RJ, um conservador da linha dura, contrário à Teologia da Libertação.

         No ano 2000 ele estaria com 80 anos e isso reduziria o número de cardeais eleitores para 97, o que adiantou o consistório para fevereiro de 2001. Ele disse: “A Igreja é uma comunhão, uma simples comunhão com um ponto. Ela é construída sobre uma rocha. O ponto não reside em mais ou menos liberdade. O ponto é a lealdade a Jesus Cristo. E uma Igreja que é uma comunhão, só pode ter um cabeça, o papa. O ponto não é se o papa é da Polônia, da África ou da Europa. O ponto importante é que o papa seja escolhido pelo Espírito Santo, a fim de guiar a sua igreja. Essa deveria ser a razão da unidade e de quaquer unificação. A origem ou etnia (do papa) não é fator essencial. Aqui estamos lidando em outro nível – o sobrenatural. É necessário que Deus se manifeste através desse homem, a fim de que a Igreja possa cumprir a sua missão...

Ratzinger divulga a informação

         Qualquer pessoa que olhe para Roma (até mesmo os próprios fiéis) deve ficar céptica diante de tal afirmação. Interessante é que o primeiro cardeal ocupando cargo elevado a desmentir essa retórica foi o Cardeal Joseph Ratzinger, numa recente entrevista à TV da Bavária. Até mesmo um velho líder de campanha, como Ratzinger, pode, involunariamente, relaxar a guarda com uma declaração informal.

         Os vaticanistas ganham a vida observando Roma e qualquer gafe pode cruzar a linha. De um piadista sarcástico, bebedor de cerveja na Bavária, Ratizinger se tornou o Arcebispo de Munique. Por isso ele tem um grande segmento naquela parte do mundo.

         Quando era entrevistado como filho do lugar, em abril de 1997, ele deve ter pensado que os seus comentários se destinavam apenas ao consumo daquela área altamente romanista, daí ter relaxado a guarda. O entrevistador o alfinetou assim: “O Sr. realmente acredita que o Espírito Santo desempenha um papel na eleição do papa?”

Ratzinger, obviamente condicionado a separar a verdade do erro, em quaisquer circunstâncias, foi notavelmente franco com o seu patrício: “Eu não diria que o Espírito Santo escolhe o papa, porque existem tantos exemplos lamentáveis de papas, que o Espírito Santo, provavelmente, não os teria escolhido. Eu diria que o Espírito Santo não toma exatamente o controle do assunto.”  Então ele colocou numa exposição correta que o Espírito Santo “não nos abandona totalmente”. O ministério do Espírito Santo deve ser “elástico” no conclave. Tendo entregue a informação, ele resumiu todo o assunto, dizendo: “Provavelmente, a única segurança que Ele (o Espírito Santo) nos oferece é que a coisa não saia completamente arruinada.

O Cardeal Arinze

         Os leitores seriam tratados com todo tipo de especulação sobre a pre-eleição, caso o Senhor não interviesse no julgamento. A Europa ainda detém o maior número de eleitores, mesmo tendo sido este reduzido, pela primeira vez,  para apenas 50%. Os eleitores ittalianos caíram para 24. A América Latina, com 40% dos mais de um bilhão de católicos romanos, tem 27 cardeais eleitores. A África detém o menor número de eleitores, embora seja a área de maior expansão para “conversões”  à ICR. Mesmo assim, os africanos têm uma pessoa, cujo nome, certamente encabeça a lista dos candidatos. É o Cardeal Francis Arinze. Ele se converteu aos 9 anos de idade, na tribo Ibo e é um provpável conservador. Arinze é o presidente do “Conselho Pontifício do Vaticano Para o Diálogo Inter-Religioso”.

 

Cadidatos Italianos

Se a experiência polonesa for rejeitada e o papado voltar à segurança conservadora das mãos italianas, o ”corado” Giacomo Biffi, arcebispo de Bolonha e o “áspero” Diogeni Tettamanzi, arcebispo de Gênova, estarão na crista da onda. Ambos são pilares da Opus Dei.

Os cardeais da Pastoral preferem os arcebispos (em ofício) aos burocratas sem experiência prática. O terrível legado de Pio XII, que ainda atormenta Roma, é considerado por alguns como devido ao fato dele jamais ter ocupado o cargo de bispo. O candidato preferido deve ter entre 60 e 70 anos de idade, de modo que não detenha o posto por algumas décadas,  nem faleça imediatamente.

O papa é o Bispo de Roma, e os bispos se aposentam aos 75 anos, mesmo que o papa não seja forçado a isso. O ocupante do bispado romano precisa saber falar fluentemente o Italiano, a fim de poder comunicar-se com os seus paroquianos. Além disso, o Italiano é a língua oficial do Estado do Vaticano. Todos os cardeais desejam falar com o novo papa, portanto este precisa ter um razoável conhecimento do Inglês.

A mão da Opus Dei

         O que os observadores querem saber é a que ponto se estende a influência da Opus Dei no conclave. Claro que a Opus Dei tem a capacidade de influenciar o conclave. Claro que ela vai tentar manipular os conservadores, mas quanto ao sucesso da mesma é difícil saber.

         A Opus Dei precisa verificar que existe um apelo em favor de um papa do Terceiro Mundo. Ela é forte na América Latina. Contudo, tendo uma ampla visão, não vai esquecer a África. O seu instituto teológico em Roma é o “Ateneo Romano della Santa Croce”. Robert Hutchison alega em sua bem pesquisada exposição – “Thy Kingdom Come” (Venha o Teu Reino) – que a Opus Dei recebe cheques de uma fundação em Nova Iorque, que é agente da Opus Dei, para os estudantes africanos que vão estudar em Roma. Os estudantes não recebem o dinheiro, ficando, portanto, sujeitos à Opus, até mesmo quando a sua educação lhes amplia os horizontes. A Opus também é totalmente contrária ao Islamismo e poderia ver num papa africano uma poderosa arma para combetê-lo. [Do mesmo modo como JP2, oriundo de um país comunista,  foi usado para derrubar o Comunismo - MS].

Giancarlo Zizola

 

A Opus Dei tem um cardeal muito distante, Juan Luis Ciporiani Thorne, de Lima, Peru. O importante observador vaticanista, Giancarlo Zizola, fez um furo ao declarar que “A Opus Dei é um grupo bem organizado o bastante para agir dentro da estrutura do poder na Cúria Romana, a fim de conseguir fazer a diferença” em como votam os cardeais. Como seria de esperar, isso foi fervorosamente negado pelo Arcebispo Juan Herranz, o mais idoso membro da Opus Dei no Vaticano. Foi A Revista Time, registrou essa negativa: ”Existem alguns que afirmam a existência de um lobby da Opus Dei... Esse lobby não existe... Não existe uma agenda secreta... Nossa única política é a mensagem de Cristo” [Que mentira, que lorota boa! - MS]

 

O poder da Opus Dei

 

         A propalada canonização do fundador da Opus Dei – José Maria Escrivá – pode ilustrar o seu domínio dentro do Vaticano. (Ele foi canonizado apesar de ter sido negado o milagre para a sua beatificação – a cura de uma freira -  pela madre superiora do convento, a qual afirma que a moça jamais esteve doente).

         O Time se esforçou para conseguir que um professor do Ateneo della Santa Croce de Roma adiantasse um pouco mais. O padre John Wauch, ao ser indagado sobre os membros da Opus Dei, que fazem o lobby dos cardeais, respondeu: “Caso você queira ou não chamar isso de política, a Opus terá infuência nesse campo. No caso de um candidato que pense alto sobre a Opus Dei, a aprovação seria um ponto alto em favor do mesmo”. E muitos, muitos cardais pensam alto sobre a Opus Dei, mesmo não fazendo propaganda disso. Hutchison publicou em 1997 (e ainda parece bem atual) uma lista bem organizada dos “18 prelados e 9 leigos – de modo algum uma lista completa – que fazem parte do poder central da Opus dentro a Cúria Romana”.

 

A opinião de um jesuíta

 

         Esses internos da Opus Dei são poderosos em todos os aspectos na vida do Vaticano. A Opus deve beneficiar-se da maioria dos cardeais que foram escolhidos pelo próprio papa JP2.

         O erudito em política – padre jesuíta Reese -  afirmou que JP2 “procurou pessoas que estejam de acordo com ele em assuntos importantes” e em seguida nomeou-as. A Opus tem cultivado o mesmo grupo. A luta agora é fazer de um desses o próximo papa.

         Diz ainda Reese: “Não queremos ver alguém eleito para rejeitar o legado do papa JP2. [Pode ser] Alguém com estilo diferente, personalidade diferente, mas que não se desvie da linha de JP2 na substância e na doutrina”.

         E quem não estaria de acordo com o padre jesuíta Reese? Giovanni Battista Re, “uma criatura do sistema” com uma “enciclopédia” de conhecimentos de suas obras, com 68 anos de idade, responsável pelo desempenho do governo, no dia a dia. Ele tem sido um “reforçador” dos valores conservadores, aberto à descentralização, trabalhador compulsivo, popular, sociável e bom de papo nas festas das embaixadas.

Sua visão da Opus Dei? Ora, ele jamais nos diria. Ou será que diria?

 

 

Capítulo 20

Cardeal Ratzinger, o Inquisidor-Mor

 

         No site www.ianpaisley.org,  o Dr. Clive Gillis publicou, em 22/04/03,  um artigo intitulado: “Cardinal Ratzinger, The Chief Inquisitor - a man not quite what he seems (Cardeal Ratzinger, o Inquisidor-mor – um homem não exatamente o que parece ser), o qual traduzimos e apresentamos abaixo.

         A última biografia do cardeal Ratzinger, o Inquisor-mor, escrita por John Allen Jr., tem como título “The Vatican´s Enforcer of Faith, Cardinal Ratzinger”.

A capa mostra um homem no início dos setenta anos, de aparência mais velha do que a  de muitas fotos apresentadas pela mídia em geral.

         Os direitos autorais do livro pertencem à Editora San Paolo, o poderoso ramo de publicações da Sociedade de São Paulo, cujo fundador deve ser beatificado ainda este mês. Os editores de Allen escolheram bem as ilustrações da obra. A luminosidade dispensa qualquer censura de todos os que conhecem bem as características emolduradas em ouro... desse homem de aparência piedosa.  Roma pode estar em desordem [como diz a novela ”Windswept House”, do ex-padre jesuíta Malachi Martin] mas, certamente, em  Ratzinger, ela possui agora um sólido conservador para conduzir o barco de Pedro através das turbulentas águas.

         Mesmo assim, a aparência pode ser enganosa. Na entrevista de Edward Stoughton a Ratzinger, quando a BBC focalizou a Inquisição na série de TV, “Absolute Truth” (A Verdade Absoluta), podemos ter apenas uma vaga idéia dos antepassados do Cardeal Ratzinger na liderança da Inquisição, como o Cardeal Bellarmine, o grande perseguidor dos protestantes, na Contra Reforma.

 

Uma pintura alterada

 

         John Allen nos conta em seu livro que ficou deveras impressionado, pensando consigo mesmo: “Você tem toda a razão, Redondi”. Redondi teve acesso à Inquisição, em junho de 1982, a fim de examinar um documento suprimido do julgamento de Galileu, na mesma sala. Redondi havia refletido, cheio de medo, que “o chefe daquela casa havia aparecido ali para dar-lhe as boas vindas”. Mais tarde, Redondi explicou: “Existem muitos retratos de Bellarmine, muitos até bastante conhecidos... mas não... aquele retrato... diante de mim”.

         Sua mente ágil de pesquisador logo percebeu que por trás do retrato, o arranjo dos livros e a posição do crucifixo eram os mesmos do quadro do idoso inquisidor, que se havia perdido,  feito por Pietro Cortona, falecido em 1669.

         Redondi lembrou-se que o antigo retrato de Cortona havia aparecido lá pelos idos de 1930, numa enciclopédia familiar.

         O piedoso ancião pintado em corpo inteiro, com um halo na cabeça, no retrato atual, parecia ter sido pintado sobre a versão original. Essa imagem amaciada apareceu exatamente na época da controvérsia que houve na beatificação de Bellarmine, em 1923, quando até mesmo dentro de Roma havia muitos que ainda se envergonhavam do tratamento dado a Galileu pela Inquisição.      Redondi descreveu o retrato original de Bellarmine como “aterrorizante”.  O penetrante olhar que provocava terror nos corações de suas vítimas e a enganosa expressão com um resquício de senilidade, que o artista Cortona deve ter testemunhado, quando ainda jovem, tudo havia desaparecido. Os inquisidores haviam censurado o valioso retrato do século 17, a fim de reabilitar a imagem do inquisidor Bellarmine. E a imagem pública de Ratzinger, o irredutível “martelo contra a heresia”, “O leão do conservadorismo”, está sendo agora sujeitado ao mesmo processo de amaciamento.

         Na realidade, Ratzinger é um veterano liberal do Concílio Vaticano II, em Roma. O historiador McAfee Brown recorda os eventos daquela sexta feira 08/11/1963, quando aconteceu tal comoção que McAfee, emocionalmente drenado, procurou refúgio no Bar-Café. Ele não estava sozinho, “pois assim estavam todos os demais, admitindo que o restante daquela manhã poderia ser apenas um anticlímax”. O que havia acontecido para  sacudir daquele modo a Mistério Babilônia?

         O caso foi que o Inquisidor-mor, Cardeal Ottaviani, o Ratzinger daquele tempo, havia exatamente explodido de raiva.  É que ele havia sofrido muitos ataques da parte dos liberais. McAfee recorda: “Ottaviani, o líder do Santo Ofício (Inquisição) desceu até o outro microfone e, a partir desse momento,  começou a falar, obviamente muito zangado.... Ele quis protestar o mais alto possível contra o que havia sido dito contra o Santo Ofício ... (Ottaviani insistiu que) as críticas feitas eram apenas devido à falta de compreensão... O Santo Ofício sempre examina cuidadosamente... sempre convoca peritos, antes de fazer um julgamento... Visto como o Santo Ofício é subordinado ao papa, qualquer crítica ao mesmo é uma crítica ao próprio papa”. Um tiro fora da culatra... pois o seu discurso caiu completamente em ouvidos moucos. McAfee recorda: “Não houve aplauso algum, quando ele concluiu o seu discurso”.

         McAfee disse mais: “Marquem este como sendo um dia a ser lembrado por muito tempo... Durante o fluir daquela manhã a Catedral de São Pedro foi ao ápice e como a congregação voltaria a se reunir, ninguém poderia saber”. O causador desse impasse foi o Cardeal Frings, de Colônia, cujo discurso, ao contrário do de Otaviani, provocou murmúrios (proibidos) e uma onda de aplausos. Ottaviani ficou claramente embaraçado, pelo que Frings falou em Latim: “O Santo Ofício não se adapta às necessidades do nosso tempo. Ele causa grande dano ao fiel e se torna motivo de escândalo ao mundo inteiro”.  McAfee também recorda que “os padres do Concílio rebentaram em aplausos... Que Frings fosse aplaudido é significativo, porém o mais significativo é que (ele) foi interrompido pelos aplausos. Era a primeira vez que isso acontecia”.

 

O jovem Ratzinger cria a confusão

 

         Nesse tempo Frings já era “idoso, frágil e quase cego”, portanto incapaz de ter deslanchado por conta própria aquele ataque à Inquisição.  Ele se havia respaldado com um conselheiro erudito. Todos os delegados idosos tinham conselheiros eruditos, ou “periti”, e em muitos casos os “periti” eram os mantenedores teológicos. O perito ou principal conselheiro de Frings, naquele tempo, o qual o havia armado com a mensagem de que a Inquisição é um “escândalo internacional”, e que fora saudado com aplausos espontâneos, era nada menos que o próprio Ratzinger.

         Na casa dos trinta anos, acadêmico em Teologia durante uma década, Ratzinger viu em Ottaviani cada detalhe do inquisidor em que ele iria se transformar.

         Em 1963, o inquisidor Ottaviani também era um gigante cortejado pela imprensa e TV da mídia. Era o homem que intimidava, “em nada diferente do Bellarmine daquele retrato antes do retoque, com enormes saliências em seu nariz aquilino”.

         Bellarmine representava a verdadeira essência do Romanismo em toda a sua força perseguidora. Contudo, o ambicioso jovem Ratzinger prevaleceu sobre ele, através de Frings.

 

O observador do pôquer  se torna protetor do jogo

 

Então como foi que esse observador se transformou em protetor do jogo?  Ratzinger naturalmente nega que “tenha trocado de time”. Ele disse ao Time Magazine, em 1993: “Não vejo mudança alguma em minha posição teológica, em todos esses anos.” A Ratzinger tem sido amplamente creditado ter sido ele um traidor pelas costas do teólogo Hans Kung, o exemplo clássico do teólogo liberal. Em 1979, Kung chegou a declarar que “Ratzinger havia vendido a alma em troca de poder”. E isso antes de Ratzinger ter-se tornado o inquisidor. Kung havia ficado tão impressionado com Ratzinger no Concílio Vaticano II que lhe havia conseguido, em 1966,  um posto na mais conceituada escola alemã – a Universidade de Tübingen [a mesma onde o falecido esposo da tradutora estudou Química Industrial – MS].

         Allen diz que “Quando a cadeira de Dogmática ficou vazia, ele deu o passo incomum de não formar uma ‘terna’, ou lista de três possibilidades de preencher a posição. Ele fez de Ratzinger a sua única sugestão, após ter-lhe telefonado em Munster, para certificar-se de que ele aceitaria. A Faculdade concordou”.

         Kung não fez essa recomendação levemente. Ratzinger era bem menos conhecido do que o jesuíta Rahner e outros liberais de escol daquela época, porém se tornara imensamente influente por trás das cenas, em razão do incidente acontecido no Vaticano II, liderado pelos alemães.

         A junta liberal havia entrado em ação, logo que o Concílio fora anunciado. A Cúria Romana procurou esvaziar o ataque liberal, manipulando os delegados com esboços preparados do curso que ela desejava fosse seguido pelo Concílio. A Cúria esperava que esses esboços se tornassem “o carimbo oficial do Concílio”, o qual, por sua vez, iria eleger comissões concordando com os seus aliados conservadores, o que poderia ter resultado em caos, durante a abertura, no dia 13/10/1962.  A Cúria esperava que os delegados ficassem deslumbrados pela grandeza da ocasião e pouco familiarizados entre si, nesse estágio, a fim de preparar a sua resistência efetiva, logo na abertura dos trabalhos.

 

O atraso fatal

 

         E foi  Ratzinger, por trás de Frings, quem serviu de instrumento para o atraso fatal, proporcionando aos liberais a chance de provocar o cisma de Roma, o qual continua ainda hoje.  Ratzinger sustentava que “os esboços eram incapazes de falar à Igreja (Romana)... Houve um certo sentimento de apreensão de que toda a empreitada (Vaticano II)  acabasse se transformando em  nada além de uma carimbada de decisões já tomadas, impedindo, assim, a necessária renovação da ICR... O Concílio teria... paralisado aquele saudável dinamismo”.

         Contudo, em sua autobiografia “Milestone”, publicada em 1997, Ratzinger diz: “Não encontrei espaço para uma radical rejeição do que estava para ser proposto”.

         Em 1968, os liberais de escol da ICR editaram uma declaração em Nijmegen, Holanda, agora conhecida como “Declaração de Nijmegen”, a qual levou a assinatura de Ratzinger. “Qualquer forma de Inquisição, mesmo sutil, não só prejudica o desenvolvimento da teologia como causa irreversível dano à credibilidade da ICR... Esperamos que a nossa liberdade seja respeitada, sempre que nos pronunciarmos publicamente”. Em seguida, o documento estabelece  uma série de proposições  libertadoras sobre como a Inquisição deveria operar no mundo moderno, em sua “composição”, em “tomar decisões”, com os “consultores”, “na autoridade”, “nos procedimentos e ”em relação a todos os objetivos da caridade cristã”.

         Ratzinger pode ser visto como alguém que tem se comportado exatamente ao contrário desses objetivos, tanto na realidade como no espírito, durante este seu reinado como inquisidor, conforme veremos no próximo artigo.

 

 

 

Capítulo 21

 

 

As Igrejas negociam com a União Européia

 

         Em sua mensagem de 29/04/03, o Dr. Paisley nos diz o seguinte:

         Os protestantes tendem a seguir os desenvolvimentos políticos na União Européia de modo bastante cuidadoso.  Contudo, esses mesmos protestantes parecem menos interessados nos procedimentos religiosos dentro da União Européia.

         Existem dois corpos religiosos a serem observados. Eles possuem nomes não manuseáveis, e confusos acrônimos (CEC e COMECE), contudo seria tolice deixar que eles nos detenham. São dois termos ecumênicos, envolvendo projetos “interfé” e totalmente em desacordo com as Escrituras.

         Primeiro vem a Conferência das  Igrejas Européias [CIE, em Inglês CEC]. Este é um corpo não católico romano, o qual, por mais que se tente ampliar a imaginação, jamais poderia ser chamado protestante.  Mesmo assim ele se descreve como sendo a união de 126 igrejas ortodoxas, protestantes, anglicanas e antigas igrejas católicas de todos os países da Europa, mais 43 organizações associadas.  O CEC foi fundado em 1959. Ele possui escritórios em Gênova, Bruxelas e Estrasburgo.

         O outro corpo é a Comissão Católica Romana das Conferências dos Bispos na Comunidade Européia (COMECE), com secretariado permanente em Bruxelas. A COMECE existe para monitorar  o processo político da União Européia e para informar e levantar o estado de alerta dentro da ICR sobre o desenvolvimento da política e da legislação na União Européia.

         A CEC e a COMECE conspiram. Dentre  outras coisas, elas produziram a famosa Carta Ecumênica, um documento deslanchado em 2001, estabelecendo linhas de procedimento à cooperação ecumênica na Europa. 

         Como os leitores sabem, uma Convenção Sobre o Futuro da Europa foi estabelecida sob a liderança do ex-presidente francês Valery Giscard dEstaing, a fim de propor novas estruturas para a União Européia. Foi então editada uma Constituição escrita na forma de um tratado entre os Estados da União Européia. O documento parece que, certamente, será aprovado. Isso assinalará  o fim das liberdades tradicionais do Reino Unido, incluindo os nossos sistemas legais e quaisquer relíquias de nossa soberania. Prediz-se que haverá um referendum sobre a não necessidade do Euro.

         A comissão estudou, calculadamente, qualquer referência à religião na Constituição.

         Tanto a CEC como a COMECE já contaminaram a Convenção no sentido de mudar de idéia e supomos que elas já conseguiram o seu intento.

         Rudiger Noll, Secretário Geral Associado da CEC, diz: “As Igrejas Européias têm, desde o início, mantido a idéia de editar um Tratado Constitucional Europeu”. Ele prossegue dizendo que o novo artigo sobre a religião na Constituição “pretende assegurar às igrejas locais e aos grupos religiosos o direito de usufruir em estados membros, [isto é, Roma] o Ortodoxo e que os outros podem guardar os seus privilégios em seus países”. Noll prossegue: “O artigo estipula ainda que a União Européia deve manter diálogo regular com as igrejas e as comunidades religiosas. A esperança das igrejas é que isso nos levará à cooperação e à parceria com as instituições européias. As igrejas podem oferecer direção fundamental ao processo de unidade e podem desempenhar um papel importante, ajudando a integrar os futuros estados membros”.  (Ênfase acrescentada).

         Estes dois corpos ecumênicos, a CEC e a COMECE, advogam ambos a integração política e religiosa na União Européia. Elas dizem claramente que desejam ser um elo entre a Comissão e o povo. Desejam ser consideradas pela Comissão da União Européia como representantes oficiais das igrejas. Será essa a grande desvantagem dos cristãos bíblicos, os quais, certamente, não são por elas representados. Em troca, a CEC e a COMECE oferecem-se para promover as políticas da União Européia entre as pessoas, o que explica, entre outras coisas, por que os bispos anglicanos empurram com tanta energia a regionalização.

         Deveríamos estar a par desses desenvolvimentos, sem, contudo, ficar indevidamente alarmados.

         Como disse Jesus em João 16:33: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.

 

“www.ianpaisley.org”, 29/04/03.

 

 

Capítulo 22

 

Como funciona Agora a Inquisição de Roma

 

         O Dr. Clive Gillis, excelente historiador britânico, publicou no site www.ianpaisley.org (10/06/03)  o artigo abaixo, o qual foi traduzido para nos deixar a par do andamento da atual Inquisição de Roma contra os “hereges”, principalmente os protestantes. Vamos ler o que ele escreveu:

         No dia 21/10/1890, Sua Alteza Real, o Príncipe Alfred, Duque de Edimburgo  (1844-1900), o qual acabara de ser nomeado Comandante-em-Chefe em Devenport, descobriu o Monumento à Armada, em Plymouth Hoe.

         A data era a do aniversário da Batalha de Trafalgar. Na parte sul do monumento estavam inscritas estas palavras: “Ele soprou os Seus ventos e eles foram espalhados”, as quais haviam sido reproduzidas do verso da medalha da Armada de Elizabeth I. 

         Contudo, o fim [da batalha contra o inimigo maior do verdadeiro Cristianismo] ainda não chegou. A luta contra Roma prossegue. Dezesseis anos antes, na mesma cidade de Plymouth, tão rica na história protestante, o Rev. William Harris Rule havia escrito no prefácio dos dois volumes de sua obra, “History of the Inquisition”: “Todas as igrejas que perderam o espírito de Cristo são dadas à perseguição, porém nenhuma igreja, exceto a de Roma, tem possuído uma instituição separada para inquirir e castigar a heresia, com o seu código especial de leis, de cortes nomeadas, de juízes e de oficiais. Isso e apenas isso é o que se pode chamar INQUISIÇÃO”.

         William Rule estava escrevendo na época das revoluções, quando o poder temporal de Roma estava sendo neutralizado. Rule concluiu: “Já nem estou predizendo uma rápida extinção do mesmo [poder temporal do papa] em toda parte, como quando escrevi o meu primeiro prefácio, mas tenho a felicidade de registrar isso como um fato consumado”.

         É bem verdade que os calabouços, câmaras de tortura, prisões e grandes queimas públicas podem ter desaparecido, mas o espírito perseguidor de Roma ainda emana do mesmo edifício, como acontecia no tempo de Rule.

 

Amplamente Fortificado

 

         A ilustração do primeiro volume de Rule é uma vista da fachada da Inquisição. É a única vista disponível ao público, hoje em dia, com as colunas de Bernini contempladas a 20 pés de altura, maciçamente fortificadas, com grades de aço e a manobra da guarda suíça. A foto de Rule mostra um prédio idêntico, a partir da Cidade do Vaticano, contemplando as colunas de Bernini, mas sem as grades.

         Longe de ter-se transformado em museu ou galeria de arte, este edifício ainda é o centro nervoso dos esforços perseguidores de Roma, só que agora pesadamente fortificado.

         Apocalipse 18:2 nos diz: “E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e covil de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e odiável”.

         Mesmo que o destino dos teólogos romanos em erro, sob o domínio do inquisidor-mor, Joseph Ratzinger, não seja do nosso particular interesse, contudo ele serve para nos mostrar que o espírito da Inquisição de Roma continua vivo!

            Na Idade Média, os familiares ou espiões da Inquisição registravam os hereges secretamente investigados e, em seguida, estes eram detidos pela força, sem qualquer razão declarada, a fim de enfrentar os inquisidores. É de admirar que esse modelo ainda seja seguido. Qualquer escritor pode denunciar, confidencialmente, outro escritor à Inquisição. Estes, quando investigados, somente são informados no estágio final da investigação. Um certo teólogo só descobriu que estava sendo investigado, quando um colega seu veio informá-lo que ele estava sendo imediatamente requisitado a devolver as cópias dos seus livros à Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, visto como a Inquisição precisava delas.

         A “Ratio Agenda” (maneira de proceder) contra os hereges, publicada em Roma em junho de 1977, pode ser vista no website do Vaticano.

         O Vaticano não faz segredo algum da ameaça que impõe sobre os transgressores hereges. A Inquisição “tem o dever de examinar os escritos e opiniões que parecem contrários à fé correta e que são perigosos...  Esta fundamental responsabilidade diz respeito a todos os pastores da Igreja, os quais têm o dever e o direito de exercer vigilância...” ou, em outras palavras, espionarem-se uns aos outros.

         Essa vigilância conduz ao exame preliminar. “Aos escritos ou ensinos indicados é dada a devida atenção pelo competente escritório, o qual o submete ao Congresso (encontro semanal dos superiores e oficiais da  Congregação). [Nome atual da Inquisição]. Após ter sido feito um exame preliminar da gravidade da questão, o Congresso decide o que deve ou não deve ser tomado para o estudo a ser feito pelo escritório”.

         O estudo do escritório prossegue. A obra do teólogo é, em seguida, “cuidadosamente examinada com a colaboração de um ou mais consultores, ou outros eruditos na área particular”.  Se estes decidirem que uma caça às bruxas pode ser feita, o procedimento normal é então iniciado.

         Àqueles considerados hereges devem ser aplicadas medidas disciplinares. Como já não podem ser queimados na estaca, Roma faz com eles o pior que pode. “Se o autor não tiver corrigido os erros indicados de modo satisfatório e feito a adequada publicidade, e se a Sessione Ordinária tiver chegado à conclusão de que ele é culpado de  heresia, apostasia ou cisma, os procedimentos da Congregação podem declarar a penalidade da “latae sententinge” inclusas: e contra esse tipo de declaração não existe recurso algum.”

         Isso em geral significa que a sua licença para lecionar nas universidades romanas é cancelada e uma vez que a heresia seja confirmada pela associação, ele será desprezado pelos confrades.

         Como acontecia na Idade Média, o processo é estranhamente demorado e laborioso, deixando as vítimas em estado de suspenso, durante muitos anos. Uma história que certa vez vazou pelos corredores da Inquisição foi a de que um bebê fora ali encontrado. Ratzinger ficou horrorizado, mas logo um inquisidor Junior o acalmou, assegurando-lhe que qualquer coisa concebida dentro dos seus muros jamais poderia vir à luz, em apenas nove meses!

 

Dominus Iesus

 

         Até o ponto em que os protestantes estão a par, a Inquisição marcou o Jubileu do Ano 2000, ao reafirmar a exclusiva posição salvadora de Roma. A declaração feita pela Inquisição foi intitulada “Dominus Iesus”. Foi ratificada pelo papa JP2 em junho e publicada pela Inquisição em agosto de 2000. A edição inglesa do jornal “L´Osservatore Romano” publicou o texto completo como suplemento especial de uma edição que também cobria a beatificação do papa Pio IX, o mesmo que criou o dogma da Infalibilidade Papal, em 1870. Numa manchete inferior apareceu o seguinte: “Pio IX deu prioridade absoluta a Deus e aos valores espirituais”. Essa inserção veio profusamente ilustrada com antigos ícones  apresentando um ângulo severo de Cristo. L´Osservatore incluiu, de propósito, um ícone do Museu de Lviv, Ucrânia, o coração da batalha entre as Igrejas de Rito Latino e as de Rito Ortodoxo.

         A “Dominus Iesus” concedeu à “Igreja Irmã”  o mesmo status das igrejas ortodoxas orientais, mas, “por outro lado, negou que as igrejas protestantes sejam igrejas legítimas”. Ratzinger manteve uma conferência na imprensa do Vaticano em 05 de setembro, na qual ele disse: “O documento foi uma resposta necessária à teologia do pluralismo religioso, o qual está circulando não apenas nos círculos teológicos, mas também na opinião pública dos católicos em geral... Existe um corpo crescente de opinião sugerindo que outras religiões podem oferecer um importante complemento aos ensinos do Cristianismo”.

         O Cardeal frisou que “muitas pessoas hoje em dia vêem a tradicional afirmação da ICR de ser o único meio universal de salvação com um certo fundamentalismo, o qual ataca o moderno espírito e ameaça a tolerância e a liberdade religiosa. Por causa dessa atitude”,  ele prosseguiu, “muitas pessoa vêem o diálogo ecumênico como um fim em si mesmo. O diálogo – ou de preferência uma ideologia de diálogo – torna-se um substituto para a atividade missionária e para a urgência de um apelo à conversão” [à ICR, claro - MS].

         Roma jamais vai aceitar nada menos que a capitulação de todos a si mesma, coisa que os ecumenistas irão descobrir, por si mesmos, algum dia!

 

Unun Sanctum

 

         Ratzinger prosseguiu: “ Essa errônea noção de diálogo... enfatiza, não a busca por um objetivo e verdade absoluta, mas um desejo de colocar num mesmo plano todas as crenças religiosas. Ele dá  origem a uma falsa idéia de  tolerância, a qual permite respeitar outras crenças, o que rejeita  a possibilidade de qualquer verdade objetiva”.

O Arc. Tarcísio Bertone, Secretário da Inquisição, observou que a “Dominus Iesus”  não contém qualquer ensino novo, mas reafirma e ratifica a doutrina da fé católica em resposta aos problemas e teorias contemporâneos.

Ele enfatizou que pelo fato de provir da Santa Sé, com a explícita autorização do papa, o documento dever ser visto como um ensino do Magisterium (corpo de ensino dos papas infalíveis), em vez de ser outra opinião teológica”.

 

Comunidade Eclesiástica

 

          O status de “Irmã” dado às igrejas orientais logo passa a ser objetivo da nota esclarecedora  de Ratzinger, em 14 de setembro 2000, com a intenção de endurecer a posição contra as “ambigüidades”.

         Os ortodoxos precisam aceitar o primado do papa, a fim de poderem fazer parte da Igreja (ICR) verdadeira. O termo “Irmã” jamais deve ser usado para as igrejas protestantes [grifo nosso – MS]. Entrevistado em 22/09/2000 pelo jornal Frankfurter Algemeine a respeito disso, ele falou francamente. Quando lhe pediram para comentar o assunto de que “o status eclesiástico dos anglicanos e dos protestantes não é reconhecido” na Dominus Iesus, o Cardeal respondeu que durante o Jubileu ele ansiava trazer “o que é realmente essencial ao centro dessa ocasião”. Então  lhe pediram para comentar “o fato de que o lado evangélico considera agora a comunidade eclesiástica uma ofensa. As fortes reações ao vosso documento são uma prova clara disso”. A isso Ratzinger respondeu: “Acho as declarações de nossos amigos luteranos francamente absurdas, de que devemos considerar essas estruturas (reformadas) resultantes de eventos históricos ocasionais (como) igrejas, do mesmo modo (que) cremos ser a Igreja Católica Romana fundada sobre a sucessão apostólica”. [Eu sempre disse que o Ecumenismo é a maior farsa da ICR e que foi criado com o exclusivo objetivo de desunir e enfraquecer o protestantismo histórico – MS].

         Ratzinger citou também a condenação feita por Lutero de que a ICR é o Anticristo, de maneira tão sinuosa que dava para sentir que ele estava querendo dizer exatamente o contrário. Ele então prosseguiu dizendo que a Bíblia só pode ser verdadeiramente interpretada por Roma.

         Em 1996 apareceu um rumor de que o papa JP2 estava querendo suspender a excomunhão de Lutero e que Ratzinger pessoalmente bloqueou essa idéia. O Cardeal é certamente registrado como confirmando, em 1998, que “os anátemas levantados contra Lutero [e os protestantes] pelo Concílio de Trento continuam em pleno vigor”. Os leitores devem estar lembrados das negociações sobre a doutrina da justificação pela fé – entre o Vaticano e a Federação Mundial Luterana – naquele tempo, as quais resultaram na  “Declaração Conjunta” de 25/06/1998. E devem lembrar-se também do subseqüente bizarro documento-resposta do Vaticano, restringindo os pontos principais. Ratzinger tem sido geralmente apontado como o agente principal por trás dessa resposta, apesar do seu protesto de que não passa de uma “mentira hipócrita” dizer que ele quis estrangular a “Declaração Conjunta”, ao nascer.

         Um compromisso foi acertado nesse escuso assunto, quando Ratzinger assumiu o papel principal de produzir um documento anexo, o qual estava destinado a salvar a face de cada um, conquanto assegurando que o acordo final permanecia sob os seus próprios termos, cuidadosamente expostos.

 

 

Roma é sempre a mesma

 

         “Unum Sanctum” – 1300 d.C. ... Conseqüentemente declaramos com certeza, e pronunciamos ser necessário que se sujeite ao Pontífice Romano toda criatura...” promulgada em 18/11/1302.

         Dominus Iesus” – 2000 d.C. ... Na unidade  e na universalidade salvadora de Jesus Cristo e da ICR. IV. – A Exclusividade e Unidade da Igreja.

         16. “Aos fiéis católicos é exigido que professem que existe uma continuidade histórica – enraizada na sucessão apostólica – entre a Igreja fundada por Jesus Cristo e a Igreja Católica Romana. Esta é a única Igreja de Cristo... a qual continua a existir completamente apenas na ICR... Esta Igreja constituída e organizada como uma sociedade no mundo atual subsiste na ICR, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele”.

         17. “Desse modo, existe uma única Igreja de Cristo, a qual subsiste na ICR governada pelo sucessor de Pedro... As igrejas ortodoxas, conquanto existindo em perfeita comunhão com a ICR, ainda permanecem fora da união... pela sucessão apostólica, uma válida Missa (Eucaristia) e são realmente desobedientes... por não aceitarem a doutrina da ICR do Primado (do papa de Roma) o qual, conforme a vontade de Deus, o Bispo de Roma possui, objetivamente, e o exerce sobre toda a Igreja.

         Por outro lado, as comunidades eclesiásticas (protestantes hereges) que não buscaram o episcopado e a genuína e integral substância do mistério eucarístico (Missa) não são igrejas na verdadeira acepção do sentido...”

 

Conclusão

 

         “A intenção da presente declaração em reiterar e esclarecer certas verdades... é ... confirmar a fé católica romana...”

         “João Paulo II, o Sumo Pontífice, no dia 16/06/2000, concedeu ao Cardeal Prefeito da Congregação para Doutrina da Fé [Inquisição], com absoluto conhecimento e pela sua autoridade apostólica, ratificou e confirmou esta declaração adotada em Sessão Plenária e ordenada para a publicação.

         Roma, dos Escritórios da Congregação para a Doutrina da Fé, 06/08/2000.

+ Joseph Ratzinger, Prefeito.

+ Tarcísio Bertone, SDB, Arcebispo Emérito de Vercelli, Secretário”.

 

         Como vemos, Roma continua mesma, jamais mudará e todo o empenho do papa JP2 em visitar e sorrir para o mundo inteiro teve como único objetivo conquistar os desavisados para Roma. Dentro de breve, logo após assinatura da Constituição da União Européia (o novo Estado Católico Mundial), em 2004, o qual vai se tornar o mais rico e portentoso país do Ocidente, o Vaticano poderá dar as cartas e exigir que todo joelho se dobre diante do “homem do pecado”...

 

Clive Gillis/Mary Schultze, julho 2003.

 

        

        

 

 

Capítulo 23

 

Conversa com Lutero

 

         D. Mariquinha estava contando os dias que faltam para o seu aniversário, quando, num momento de sonho, desejou ansiosamente conversar com Lutero, sobre quem publicou, este ano, um livrinho de 168 páginas, contendo um pequeno roteiro turístico, histórico e teológico, sob o título é "Viajando com Martinho Lutero".

         De repente, o seu mundo "faz de contas" criou vida e ela viu Lutero entrando pela porta do seu apartamento, usando a toga de pregador do século 16 e exibindo aquele rosto rechonchudo e um sorriso amistoso. D.M. ficou muito alegre e foi logo falando com o grande Reformador. Vejamos o diálogo entre os dois.

D.M. - Seja bem-vindo, Lutero. Façamos de conta que o seu Português é bem melhor do que meu Alemão. Gostou do livrinho que publiquei em sua homenagem?

Lutero - Claro. Mesmo porque você não perdeu tempo me atirando flores e  falou o essencial, para que o povo de Deus não se desvie dos princípios da Reforma Protestante, neste novo milênio.

D.M -  Gostaria que você me dissesse o que pensa dos tempos atuais.

Lutero - Quando reflito sobre os tempos atuais de blasfêmia e de apostasia religiosa, meus olhos se enchem de lágrimas  e quase fico achando que não valeu a pena fazer a Reforma. A monstruosa Igreja de Roma, como naquele tempo, está ditando as regras, maculando tenebrosamente o Santo Nome do nosso Deus e grande Salvador, Jesus Cristo. Usando este Nome precioso, o papa continua usurpando a glória do Filho de Deus, falando em o nome deste, enquanto, por trás dos bastidores do Vaticano, ele vai se apropriando, indebitamente, de toda a riqueza e poder do mundo, ao mesmo tempo em que está preparando um gigantesco alçapão chamado globalização, no qual pretende aprisionar todo o povo de Deus. Infelizmente, já não há limite para o poder do Vaticano. Depois de quase 500 anos de conspiração jesuíta, dentro de pouco tempo os cristãos verdadeiros estarão gemendo sob o peso da chibata romana, numa nova Era das Trevas. Vamos ler a 2 Tessalonicenses 2:1-12-ACF, com ênfase nos versos 11 e 12: "... E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade".

         Fiquei muito tempo escondido no Castelo de Wartburg, para onde fui levado no dia 04/05/1521. Lá eu pude traduzir o Novo Testamento do legítimo Texto Grego dos apóstolos, para o Alemão, entregando, assim, aos meus patrícios a verdadeira Palavra de Deus. É pena que hoje os pastores da Igreja que usa o meu nome (com o que jamais concordei, pois ela é de Cristo e não minha), estejam usando e recomendando as versões modernas da Bíblia, embasadas nos textos alexandrinos de Orígenes, iguais aos da tenebrosa "Vulgata Latina" de Jerônimo, que eu tanto repudiei.

         Contudo, Deus é soberano. Fiquei em Wartburg como um preso político, mas não perdi tempo, usando o poder de minha pena (hoje você tem o computador, que é bem mais rápido, hem?), para abrir um rombo enorme no chifre do papado, atacando a grande meretriz de Apocalipse 17 e 18. Muito do que escrevi ali, emparedado entre os muros do castelo, eu pude usar mais tarde, pregando nos púlpitos da Stadtkirche e da Schlosskirche, em Wittenberg, e nas igrejas de Leipzig, Nuremberg e outras grandes cidades alemãs. Romanos oito, vinte e oito! Deus é perfeito!

         O papa queria me "deletar" (esse termo aprendi com você), usando enxofre, ferro e madeira, a fim de me reduzir a cinzas, chamando-me de "venenoso herege". (Alguns católicos a têm chamado de "cobra venenosa", então você me entende perfeitamente).

D.M. -  Você nunca sentiu medo de ser apanhado por eles?

Lutero - Os hierarcas romanos não têm coragem sequer de abrir o vidro de uma janela para dar lilberdade aos pássaros cativos de suas doutrinas heréticas. Contudo, adorariam me "detonar" (outro termo que aprendi com você)  pelo crime de pregar o legítimo evangelho da salvação exclusivamente pela fé em Cristo Jesus, conforme Paulo ensinou em suas epístolas, principalmente em Romanos e Gálatas. Eles gritavam o tempo inteiro: "Morte a Lutero! Se ele não for queimado o nosso poder eclesiástico vai desmoronar. Ele está fazendo tudo para liquidar o nosso cristianismo. Ele é um herege maldito e deve morrer!" De tudo que o papado tem feito para enlamear o Santo Nome do Senhor Jesus Cristo e levar as almas para o inferno,  ele culpa os protestantes. Ah! Se eu tivesse, agora,  o poder temporal do papa por alguns anos, levaria todos os governantes atuais aos pés do Supremo Pastor, não por violência, como tem feito a igreja do papa, mas pelo Espírito Santo, falando através da Palavra que Ele ditou aos escritores sagrados.

         O papa vivia ameaçando me assassinar, mas se isso tivesse acontecido, até que eu teria lucrado, pois teria ido mais cedo estar com Cristo, enquanto ele, quando morreu, em terrível agonia, foi direto para o inferno, conforme diz a Palavra contra os falsificadores da Bíblia e os usurpadores da glória de Deus. Nunca liguei para as ameaças dele. Agora, esse velhinho polonês anda fazendo turismo no mundo inteiro, pregando  amor, justiça e paz aos "irmãos separados", mas só da boca para fora, visto como é o sucessor de tantos assassinos.

D.M. - Há poucos meses esse papa JP2 (Gostou do apelido que dei ao polonês?) falou, particularmente,  para os seus bispos reunidos no Vaticano, da maneira mais clara possível, o seguinte: "Nenhuma igreja protestante pode ser chamada de igreja cristã. Nem são essas igrejas irmãs da nossa Santa Madre Igreja, pois esta é a "Mãe" e nunca teve "irmãs". Ela é a única igreja verdadeira, fora dela não há salvação e o papa é o seu líder absoluto e sucessor de Cristo. Quem não pertencer à Igreja Católica não poderá ser salvo do inferno, etc.". Ele usa vários tipos de linguagem, muda de cor como um camaleão e dança conforme a música. Quando está com os muçulmanos, ele beija o Corão. Quando está na Índia, curva-se diante da estátua de Krishna. Quando está no Japão, coloca Buda em lugar do crucifixo e quando está num país escravo de Roma, como o Brasil, ele sempre beija o chão. Não sei como até hoje ele não pegou uma bruta herpe labial! A hipocrisia de Roma tem sido sempre a mesma, desde a Idade Média, e sempre há de ser, simplesmente porque Roma não muda, segundo garantem os seus papas.

Lutero - Pois é. Não foi Cristo quem morreu na cruz pelos pecadores... Foi o papa. Muitos me acham contundente demais contra o papado. Pelo contrário, eu até lamento ser tão macio. Gostaria de poder fulminar o papa e o papado com uma tempestade de raios... Amaldiçoarei e censurarei esses vilões até ir para o túmulo, e jamais terei uma palavra gentil a favor deles... Sou incapaz de fazer minhas orações sem amaldiçoar essa gente, ao mesmo tempo. Se estou pronto a dizer ‘santificado seja o teu nome’ também devo acrescentar ‘amaldiçoado, condenado e destruído seja o nome dos papistas’.  Se estou pronto a dizer ‘venha o teu reino’, também devo acrescentar: ‘amaldiçoado, condenado e destruído seja o papado”’. De fato, sempre repito isso, todos os dias, verbal e mentalmente, sem interrupção. ... Nunca trabalho melhor do que quando estou enfurecido. Quando estou com raiva, posso escrever e orar  melhor, posso pregar bem, pois assim todo o meu temperamento ferve e o meu entendimento fica mais aguçado...

O papa é um armador de laços. Ele apanha os pássaros cantores (veja esse cantor brasileiro chamado Martelo Roxo)  e usa esses "canários belgas" para atrair outros pássaros incautos. Sei de protestantes que, em vez de protestar,  ficam encantados com o Martelo Roxo, cantando as canções que esse "roqueiro" furtou dos protestantes e dizendo que ele é maravilhoso! Em meu tempo, Roma usava a força bruta, queimando os "hereges" nas estacas e nas fogueiras. Hoje, porém, graças às liberdades democráticas trazidas pela Reforma Protestante, ela se limita a usar a mentira e a hipocrisia, falando de direitos humanos (que os papas jamais concederam), de paz (que Roma sempre odiou) e de igualdade entre os povos (que Roma jamais reconheceu).  O reino de Cristo é um reino de misericórdia, de amor e de liberdade. O reino do papa é um reino de abominação, de ódio, de mentira e de condenação temporal e eterna.

D.M. - Você adora falar mal e escrever contra o papado, hem? Nesse ponto sou sua discípula... e com muito orgulho!

Lutero - Quando falo e escrevo contra o papado, toda a tristeza se desvanece em minha vida e faço isso de todo o meu coração, de toda a minha alma e com todo o meu entendimento. Nem Satanás nem os seus asseclas - os hierarcas romanos - conseguirão me deixar triste, enquanto eu estiver empunhando a Espada do Espírito, que é a Palavra de Deus. O Anticristo (que bem poderá ser esse futuro papa judeu) está vindo por aí, realizando os maiores prodígios e sinais, mas eu vou morrer de rir da cara dele, quando chegarmos ao último capítulo da sanguinolenta novela católica e ele for destruído pelo sopro da boca do Cordeiro.

D.M. - Você sempre amaldiçoou o papado e foi com você que eu aprendi a usar meus termos violentos. Tenho um temperamento nordestino agressivo e tenho procurado usar esse defeito para a glória de Deus, jogando a minha pesada artilharia verbal contra a Igreja de Roma.

Lutero - Deus me convocou, quando eu tinha 63 anos (1483-1546). Você já vai completar 72 anos. Então, está levando uma vantagem de nove anos sobre mim. Como já falei antes, sempre que oro o Pai Nosso, quando digo:`Santificado seja o teu nome´, logo acrescento: `e amaldiçoado, para sempre, seja o nome do papa´. Quando digo: `Venha o teu reino´, logo acrescento: `e que desapareça o maldito reino do papa e de todos os governantes que se postarem a favor de Roma.´ E assim por diante...

D.M. - Adoro esse tom beligerante com que você se refere ao papa de Roma. Você, eu e milhões de cristãos verdadeiros, obedecemos a ordem de Jesus, dada em Apocalipse 18:4: "Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas".

Lutero - Quando digo que vou lutar contra essa "mulher montada na besta" que emerge do mar, contra essa maldita prostituta que há dezesseis séculos vem seduzindo os governantes mundiais e se embriagando com o sangue de milhões de mártires de Jesus, procuro ser fiel a Jesus Cristo e a mim mesmo. Ele é o Cavaleiro Fiel e Verdadeiro de Apocalipse 19 e eu O adoro!  Fora o meu ódio violento contra a "mãe das prostituições e abominações", tenho um coração de manteiga, com relação  aos meus discípulos, às crianças e às mulheres - a começar da minha doce Catarina de Bora!

         D.M. permaneceu quieta... orando o Pai Nosso, enquanto a presença "faz de conta" de Lutero se desvanecia como a neblina teresopolitana. Então ela falou bem alto: "Bendito, louvado, glorificado, amado, exaltado e adorado seja o Nome de Jesus". E "maldito, censurado, execrado, odiado, rebaixado e detestado seja o nome do papa." Amém!!!

 

Dados colhidos no sermão do Dr. Ian Paisley -  "Non Dare To Call It Treason", pronunciado na Martyrs Memorial Free Presbyterian Church, em 22/10/2000.

 

 

Capítiulo 24

 

Wojtyla em meu pesadelo

(Uma história verídica)

       

         Acordei antes das 4 horas da manhã, com o som ainda ligado, pois sempre adormeço ouvindo os Quatro Evangelhos na voz de Cid Moreira. Ia me levantar, quando pensei: “É cedo ainda. O calor do edredom está uma delícia. Vou dormir mais um pouco”. Fechei os olhos e adormeci. Tive um pesadelo, fruto das notícias de ontem, na TV, sobre as próximas viagens de Wojtyla ao exterior, inclusive à Rússia, onde os altos hierarcas ortodoxos o detestam.

         Sonhei que estava, bem cedinho,  na Praça de S. Pedro, com alguns  turistas. De repente vi o camareiro de Wojtyla caminhando em minha direção. No pesadelo ele era um irmão diácono da PIB, meio careca e louro, de olhos azuis, cujo nome esqueci. Ele chegou perto de mim e falou com voz grave e definitiva: “Venha até os aposentos de Sua Santidade. Ele quer falar com a Sra”.  Nunca fui covarde e pensei: “Senhor, é hoje que vão dar cabo de mim, portanto em Tuas mãos entrego o meu espírito, confiando sempre em Romanos 8:28”.  E acompanhei, com a maior elegância européia, o camareiro papal.

         Jesus dormia ao relento, no Monte das Oliveiras. O Imperador Frederico I da Prússia (inimigo figadal do papa Alexandre III) dormia sobre estrados de madeira sem forro, mas o papa... Bem, todo mundo sabe que o papa dorme num leito suntuoso, afofado com edredons de cetim, no maior luxo.

Atravessei muitos corredores sombrios, com um tremendo frio me percorrendo a espinha, recitando os Salmos 51 e 91, o tempo inteiro, até chegar aos aposentos de Karol Wojtyla, com o camareiro sempre à minha frente. Depois de muito chão, entramos numa sala enorme, cheia de móveis antigos, empoeirados e mofados, e então ele me apontou o papa JP2 meio adormecido. Meu coração quase parou. Ali estava um velhinho indefeso, deitado sobre um colchonete pequeno demais para a sua estatura, sobre o chão do aposento. Pensei logo: “Ora, na Europa quase ninguém usa cama, hoje em dia. Mas o papa? Como é possível ? E se ele ainda está dormindo, como sabia que eu estava na Praça? Ah! Essa Inteligência do Vaticano é poderosa!

Wojtyla acordou, olhou-me com aqueles olhos descompassados, de aparência quase grotesca, enviou-me um sorriso cheio de tremeliques e perguntou se eu era “o Ronaldo”.  Constatei a caduquice do ancião mais poderoso da Terra e vi que o camareiro ia levá-lo ao banheiro, quando este falou com voz áspera: “Santidade, vamos ao banho”. Em seguida, virou-se para mim e disse: “Minha senhora,  aguarde meia hora e ele já estará de volta”.

         Fiquei sozinha naquele quarto enorme e mal cheiroso, orando o tempo inteiro. Já não sentia medo, apenas indignação. Examinei o colchonete e fiquei abismada. Era curto demais para o papa (fazendo-me lembrar Isaías 28:20), não estava forrado e as cobertas eram encardidas, tudo aquilo cheirando terrivelmente a amônia. Meu coração foi se apertando, apertando... Comecei a chorar com pena daquele homem idoso, tão amado e respeitado no mundo inteiro e tão maltratado, dentro do seu fabuloso palácio. Quando o camareiro voltou com ele, todo paramentado, a fim de aparecer na sacada de  São Pedro, falei com voz rouca: “Sr. Wojtyla, estou impressionada com a maneira indigna pela qual essa gente, ansiosa por ocupar depressa o seu trono, está tratando o senhor aqui dentro, enquanto lá fora todo mundo pensa que o senhor dorme num leito esplendoroso”. Ele me deu um sorriso enviesado e respondeu em péssimo Português: “Minha filha, as aparências enganam. Pedi, ontem, que o camareiro a trouxesse aqui, hoje cedo,  para você ver que não sou o mau caráter pintado em suas histórias. Sou apenas um pobre velho, a dois passos da eternidade, querendo consertar o mundo. Sou um teimoso reconstrucionista.

         Sai correndo com o camareiro atrás, prometendo a mim mesma que não iria mais falar mal daquele homem semidestruído. Mesmo porque ele é apenas um fantoche nas mãos da Cúria Romana, da Opus Dei e do Papa Negro...

Acordei sobressaltada. Será que Wojtyla vai morrer nas mãos de algum comunista russo fanático? Será que ele vai agüentar mais um ano de vida? Senti uma tremenda compaixão florescer dentro de mim e achei que deveria ser mais compreensiva com esse velhinho tremendo e cambaleando sob o peso dos seus enormes pecados de idolatria, hipocrisia e  apostasia religiosa.

Pai, perdoa-lhe porque JP2 não sabe o que faz!

 

01/05/2003.

O material deste livro foi conseguido no site www.ianpaisley.org e nos livros: “Dr. Paisley, a Protestant par Excelence”,  e “Antichrist and Optismism”, do Dr. Ronald Cooke

 

 

Dados Biográficos da Autora

 

Mary Schultze nasceu no dia 08/12/1929, num claro domingo de sol, chorando muito, como se não desejasse aterrizar no planeta Terra. Mas Deus, eternamente sábio, estava enviando a garotinha de cabelos claros para um propósito específico, permitindo que ela fosse feliz e cumpridora de sua tarefa – alegrar  as pessoas com os seus livros de contos e poesias.

Foi uma menina extrovertida e aos sete anos de idade, após ter sido alfabetizada pelo pai, começou a ler muitos livros de histórias e logo estava escrevendo contos e poesias, com um estilo muito pessoal. Estudou com afinco e aos 20 anos de idade foi trabalhar numa companhia aérea, pois falava Inglês fluentemente, desde os 17 anos, e logo se firmou como uma eficiente secretária bilíngüe.

Começou a trabalhar aos vinte anos e aos vinte e quatro, veio residir e trabalhar no Rio de Janeiro, na firma inglesa, Mappin & Webb, como Secretária do Diretor. Aos vinte e seis anos conheceu um Químico Industrial alemão de Berlim, com quem se casou. Converteu-se ao Evangelho do Senhor Jesus Cristo aos quarenta e oito anos de idade. Seu casamento durou 26 anos, até que Deus o chamou e ela ficou com duas filhas,  Margarete e Rosemary, dirigindo os negócios do casal. Hoje Margarete, mãe de 3 filhos,  reside na Alemanha (lado oriental) e Rosemary, mãe de duas filhas, em Teresópolis, RJ.

Seis meses antes de perder o marido,   Mary havia ingressado no Seminário Teológico Betel (RJ),  onde se esforçou tanto que tirou as melhores notas da turma. O resultado foi o seu 7º   livrinho - Amigos em Cristo - para o qual aproveitou muitos trabalhos do Seminário. Este e os seis livros anteriores foram todos  distribuídos entre os clientes de sua linha de cosméticos. Como resultado, ganhou algumas almas para Cristo. A Jesus Cristo, nosso Deus e grande Salvador,  seja dada toda a glória, hoje  e  eternamente!

Mary publicou dez livros: Cubos de Gelo, Meu Cristo é Poesia, Meu Cristo é a Verdade, Jardim Primavera, Colar de Pérolas, Sou Livre, Amigos em Cristo, A Deusa do Terceiro Milênio, Viajando com Martinho Lutero e Conspiração Mundial em Nome de Deus (estes dois últimos, em 2001).

      Foi micro-empresária durante 36 anos, com a linha de cosméticos Mary Schultze,  distribuída em todo o Brasil.  Em 1994, depois de vender a micro-empresa, aposentou-se e passou a trabalhar, em Teresópolis,  somente na obra do Senhor Jesus Cristo.

É membro correspondente de seis Academias de Letras, no Brasil, e da International Academy of Letters of England. Como sete é o número perfeito na Bíblia, ela jamais aceitará tornar-se membro (correspondente ou ativo)  de qualquer outra academia.

      Para muita gente,  quando alguém se converte no último estágio da vida é um pouco tarde. Mas para Deus a idade cronológica não importa.  Nestes 24 anos de vida cristã Mary tem se dedicado à obra do Rei Jesus. Escreveu mais de 500 artigos evangélicos e poesias. Traduziu mais de 6.000 páginas, dentre as quais se destacam“O Próximo Passo”, de Jack Chick,  “Por Amor aos Católicos Romanos”,  “Escada para o Inferno”,  ambos de Rick John, “Os Fatos Sobre a Vida Após a Morte, de John Ackerberg & John Weldon, Respostas aos Amigos Católicos”, de Thomas F. Heinz,  o Comentário do Novo Testamento”, de John Wesley; A Mulher Montada na Besta, de Dave Hunt; Fato ou Fraude? (Protocolos de Sião),  de Goran Larsson, e O Holocausto do Vaticano, The Vatican Billions, The Vatican in World Politicsde Avro Manhattan O Livro das Respostas, do Dr. Samuel C. Gipp, “Final Authority (Autoridade Final), do Dr. William P. Grady, etc. Leu e traduziu parte do livro "Vatican Assassins" de Eric Jon Phelps, do qual tirou algum material para o seu novo livro "O Vaticano e a União Européia", que deve ser editado ainda este ano. Traduziu cinco livros do Dr. Peter Ruckman, ardoroso defensor da Bíblia King James.

Lecionou Teologia Sistemática e Inglês no Seminário Teológico Serrano, em Teresópolis RJ,  onde conheceu a aluna que  se tornou a sua melhor amiga e secretária – Marly Pacheco dos Santos, atualmente funcionária da FESO, onde também trabalha sua filha mais nova, Rosemary Schultze.

Durante dois anos e meio,  Mary trabalhou como secretária, pesquisadora e tradutora de Inglês no Centro de Pesquisas Religiosas, em Teresópolis RJ, sob a direção do Pr. Paulo Pimentel. E a partir daí vem se dedicando, especialmente, à  pesquisa sobre o Catolicismo Romano, tema de seus últimos livros. Tem recebido alguns comentários elogiosos sobre o seu trabalho, inclusive do Diretor do Instituto de Pesquisas Bíblicas de Jerusalém (atualmente no Brasil) e do Presidente da Editora Trinitariana no Brasil, S.P.

Colaborando em 3 jornais (O Desafio das Seitas, Folha Universal e O Diário de Teresópolis), Mary não tem tempo de adoecer e nem de envelhecer, porque sua mente continua ativa e o corpo ágil, com o mesmo peso (50 Kg) dos 18 anos. Seu expediente é de 16 horas diárias, num trabalho muito gratificante. Seus maiores objetivos são: ganhar almas para o Senhor Jesus Cristo e ser uma boa avó para os cinco netos.

Na parábola dos trabalhadores na vinha (Mateus 20:1-16), Jesus nos mostra que os que iniciaram o serviço às 17 horas ganharam o mesmo salário daqueles que o haviam iniciado às 6 horas da manhã. Isso quer dizer que a idade cronológica não importa para Deus, mas a qualidade da vida do cristão. Os versículos bíblicos que comandam  a vida e Mary são: Romanos 8:28, Filipenses 4:19 e Efésios 3:20-21, que sempre têm funcionado maravilhosamente. Louvado seja o nome do Senhor!

Seus três últimos livros, ainda inéditos, são: “D. Mariquinha em Prosa e Verso(autobiográfico),Compartilhando a Palavra Fiel”, “O Big Brother de Roma”, “Dr. Paisley Contra a Valsidade e O Vaticano e a União Européia, todos com cerca de  1500 ps. ofício A-4. O seu grande desejo é que estes contribuam para alegrar e edificar espiritualmente o povo de Deus, glorificando o nome do nosso Deus e grande Salvador Jesus Cristo, diante de quem todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Ele é o Senhor! (Filipenses 2:11).

   

    Dados compilados por Marly Pacheco, Secretária

 

Endereço da Autora:

   Caixa Postal 92971

   CEP 25951-970 - Teresópolis RJ

   Telefax (021) 2643-3904

 

Tradução e adaptação de

Mary schultze, 27/04/2003