O pastor e a
mendiga
Hoje amanheci cansada, pois dormi poucas horas, num sono agitado.
Ontem saí com a filha e as netas para as compras de Natal e ficamos 3
horas visitando lojas, nos shoppings do Alto. Quando cheguei em casa,
tomei um chocolate quente e vi o restinho da novela das 21
horas.
Arrumei umas coisas na cozinha e me deitei, lá pelas 11 horas da
noite. Fiquei rolando na cama com uma sensação de angústia pelo
materialismo do Natal, enquanto escutava duas horas de Bíblia, tentando
dormir. Finalmente, consegui dormir lá pelas 3 horas da manhã. Acordei
cedo, fui para a cozinha adiantar o almoço e me preparei para ir a um
culto, no qual PP iria pregar esta manhã. Quando ele tocou o interfone, eu
estava tão cansada que pedi desculpas e avisei que ficaria em casa. Depois
de uma boa caneca de chá preto com suco de caju e açúcar, criei coragem,
vim para o computador e pensei: não quero ir à PIBT e vou tentar outra
igreja batista. Saí andando e, três quadras depois, entrei numa igreja
batista, bem no centro da cidade.
A igreja estava em rebuliço e tudo indicava que haveria ali um
barulhento culto natalino. Senti um cansaço enorme, mas pretendia ficar,
mesmo com todo o peso dos meus quase 80 anos de idade. Shakespeare disse
que “o hábito é a segunda
natureza” e tenho o hábito de ir à igreja aos domingos; por isso, não
consigo ficar em casa.
O pastor dessa igreja é um psicólogo, o qual, antigamente, era meu
amigo e me abraçava e beijava carinhosamente, quando me via sentada no
terceiro banco da frente. Um dia fui sondada por um diácono se era verdade
que eu iria me transferir da PIBT para essa igreja. Neguei imediatamente e
imaginei que ele estava ali a mando do tal psicólogo. Depois disso, e de
ler minhas traduções contra a psicologia (no site do CPR?), parece que ele
se tornou meu inimigo.
Hoje
ele passou umas 3 vezes ao lado do banco onde eu estava sentada (bem na
ponta) e ficou conversando, ali mesmo, com algumas pessoas, após ter-me
olhado com indiferença, sem qualquer cumprimento, e me ignorado completamente.
Pensei: ele deve estar aborrecido com a minha presença aqui e como não
quero ser motivo de tropeço, vou me levantar e dar o fora. Na saída, um
diácono perguntou por que eu estava indo embora. Dei uma desculpa qualquer
e vim para casa. Na rua, encontrei uma mendiga pedindo ajuda. Apanhei a
oferta que iria colocar no gazofilácio da igreja do psicólogo e dei à
mendiga. Ela contemplou a cédula com olhos arregalados e me agradeceu
comovida. Romanos 8:28! Fiz alguém feliz, neste domingo, antes do Natal.
Uma coisa é certa: esta mendiga é bem mais simpática e agradecida do que o
tal psicólogo. Tem a
humildade dos pobres, em vez da soberba dos
psicólogos.
Nenhum
psicólogo acredita na infalibilidade da Palavra de Deus, mas finge acreditar, a fim de fazer
jus ao gordo salário que recebe da igreja em que prega uma mistura de
Bíblia mais psicologia. E como eu sou tinhosa, vou copiar todos os artigos
que traduzi sobre psicologia, gravar num CD e levar de presente para esse
pastor, para ver se ele se converte à Bíblia, em vez de ficar ligado em
Freud, Jung, Adler, Rogers e outros inimigos da Palavra de
Deus.
Às
vezes fico me indagando por que os pastores desta cidade fazem de conta
que eu não existo e só posso chegar a uma conclusão: eles me temem
porque eu mostro suas fraquezas!!!
Mary Schultze,
21/12/2008.
"Porque,
se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta
essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!" 1 Cor
9:16
"Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é
quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da
glória de Deus, na face de Jesus Cristo". 2 Cor
4:6