Adeus, Pavarotti!
Uma das pessoas que mais me alegraram nesta vida foi Luciano Pavarotti. Há mais de 25 anos eu vinha escutando muitos trechos de óperas cantados pela sua voz maravilhosa e ontem, quando soube de sua morte (através do JN), fiquei muito triste. Curioso é que nos últimos 3 dias eu havia colocado no aparelho de DVD alguns CDs novos que minha filha trouxe recentemente da Alemanha e fiquei escutando Pavarotti o dia inteiro, como se fosse uma despedida do cantor...
Não conheci Pavarotti pessoalmente, mas vinha escutando suas canções há tantos anos que ele acabou se tornando uma pessoa da família. Meu marido, minha irmã Rosa e um padre católico (hoje arcebispo no interior de São Paulo) costumavam me presentear com long-plays do Pavarotti porque sabiam como eu gostava desse cantor italiano, especialista em óperas de Puccini e Verdi. Mais tarde vieram os CDs.
Não sei onde o espírito de Pavarotti se encontra hoje - se ele era ou não convertido ao Senhor Jesus Cristo, ou apenas um católico nominal, que cantava a “Ave-Maria”, brilhantemente, sem entender qual o significado da oração transformada em música por dois grandes compositores - o austríaco Schubert (1797-1828) e o francês - Gounod (1818-1893).
Hoje minha tristeza foi amenizada, quando liguei bem cedo o DVD e fiquei escutando Pavarotti, enquanto digitava uma tradução de 7 páginas da TBC e agora, enquanto escrevo este artigo. Mesmo assim, cancelei o almoço... Perdi o apetite, continuo triste... Quando irei decolar também para o outro mundo? Estou me sentindo tão fragilizada!
A morte de Pavarotti me fez voltar 28 anos no tempo, quando Rosa e eu fomos passar um fim de semana em Barretos, na residência do então bispo católico naquela cidade, nosso grande amigo. Eu havia me convertido a Cristo, um ano antes, e pretendia me batizar numa igreja presbiteriana. O bispo me levou até a biblioteca do palácio episcopal e lá ficou durante umas duas horas tentando me convencer a não ingressar no Protestantismo (conforme ele se expressava), pois a “única igreja verdadeira” era a “santa madre”, etc. Cada vez que ele citava uma frase tentando me reverter a conversão, eu rebatia com um verso da Bíblia, provando o contrário do que ele afirmava. Eu havia lido o Novo Testamento tantas vezes que sabia muitos verso de cor e isso muito me ajudou naquele momento de perigo...
Quando viu que não conseguia me convencer, o bispo desistiu. Na hora do jantar (noite de sábado), ele disse aos convidados (Rosa, um padre e duas freiras) que eu era uma profunda conhecedora da Bíblia e que todos ali deveriam seguir o meu exemplo, lendo a Bíblia com mais seriedade, etc. Continuo sendo uma “Bible addict” (dependente da Bíblia) como diria um “líder emergente”, e como todos os líderes desse Movimento que nega a inerrância e autoridade da Palavra de Deus.
Na manhã seguinte, durante a missa, o bispo dedicou a homilia à minha indigna pessoa, o que me deixou com lágrimas de emoção. Contudo, o Espírito Santo me convenceu do pecado que eu iria cometer, se caísse naquela tentação; da justiça de Cristo que eu acabara de receber em razão de minha fé exclusiva no Seu sacrifício vicário; e do juízo que teria de enfrentar, se retrocedesse naquele momento. O Espírito do Senhor me fez entender que o bispo estava mais uma vez tentando me convencer a voltar ao rebanho do papa; por isso fiquei firme. Mais tarde, ele deixou de ser meu amigo, exatamente quando Rosa faleceu de um erro médico, em 1990.
Durante todos esses anos, jamais me arrependi de ter sido firme, naquele momento em que o bispo católico me enclausurou em sua biblioteca e se transformou no Anjo de Luz, agindo como este, quando se transformou na serpente do Éden e tentou iludir a pobre Eva. Agora vejo que, mesmo com toda a minha fraqueza, o Senhor me susteve, impedindo-me de retroceder; por isso estou repetindo as palavras de Paulo na 2 Coríntios 12:10: “Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte”.
O melhor conselho que eu poderia dar a meus filhos, netos e amigos é que leiam a Palavra e se tornem “dependentes” da mesma em todas as decisões, pois “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:31). Todos nós seremos julgados pela Sua Palavra (João 12:48). Lá no Tribunal de Cristo, não teremos Jesus como Advogado, mas como severo Juiz, o qual irá testar todas as nossas obras, permitindo que se queimem as que não tiveram sido respaldadas em Suas palavras, antes de permitir que passemos dali para um lugar de bênção eterna. Todos os salvos serão julgados e nesse local de julgamento não haverá bombeiro algum para apagar o fogo da justiça divina.
Mary Schultze, 07/07/2007.
http://www.cpr.org.br/Mary.htm
Se confessarmos os
nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos
purificar de toda a injustiça. (1 João 1:9)
...o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. (1 João
1:7)