Uma
avó pobrinha, baratinha e... tanatófoba
Passar um dia com a neta Maria Eduarda (a de 7 anos, cujo “coração saiu correndo”) me faz crescer muito em sabedoria e na
fé em Deus. Esta menina fala coisas tão sábias que até me deixa encorujada,
embora não triste. Ela tem pele morena, cabelos negros e encaracolados, uma
personalidade forte como a de sua mãe, além da mania de organização e
limpeza!
Ontem fui almoçar na casa dela. Depois do almoço, Dudinha (como eu
costumo chamá-la) foi buscar um porta-níqueis e me mostrou sua coleção de moedas
de 10 e 05 centavos. Criticou as moedas de cinco centavos achando-as feias;
então mergulhei toda a sua coleção de moedas numa solução de ácido sulfônico,
passei-as pelo bombril, e depois desse “tratamento de choque” as moedas ficaram
brilhantes e douradas. Dei-lhe de presente uma moeda de 10 centavos, novíssima
(recebida do banco, na véspera), e ela ficou comparando-a com as moedas de sua
coleção. A reclamação não demorou: “Vovó,
você não limpou direito as minhas moedas, porque esta que você me deu agora é
muito mais brilhosa!” Expliquei
que “as moedas são como as pessoas. As
velhinhas, como eu, não brilham tanto como as novas, mesmo usando lindas roupas,
colares, anéis e brincos coloridos... Porque já foram usadas pela vida e
perderam grande parte do seu brilho”.
Ela guardou a informação para futuras referências, já sabendo que a vovó
lhe deu a única moedinha de 10 centavos que tinha na bolsa e, por isso, ficou
“pobrinha”.
Mais tarde, já aqui em casa, ela quis saber a respeito da obra que está
sendo feita atrás do meu apê. Expliquei que, segundo informação, ali vai
funcionar um departamento da TV Globo.
Ela ficou entusiasmada e falou:
“Aí
vovó, você pode trabalhar numa novela pra fazer o papel de uma velhinha
boa, como a D. Irene... Mas pobrinha e baratinha. Sim, porque eles não
precisam pagar muito dinheiro a uma avó, que já está tão usada, não
é?”
Esta menina parece me dar o mesmo valor que o pastor da igreja que eu
freqüento. No domingo, 07/12, ele falou que ninguém estava aniversariando na semana,
embora o meu nome constasse no boletim. Além de “ninguém”, na igreja, eu também sou uma
avó velhinha, pobrinha e
baratinha!
Agora só falta o pastor me chamar de “tanatófoba”. Porque não visito
nenhum cadáver exposto no salão da igreja e até escrevi dois artigos dizendo que
desejo ser cremada e não quero (antes de chegar ao crematório), ser exposta aos olhares dos irmãos da
PIBT, cuja maioria vai olhar meu rosto envelhecido, adormecido e amarelado,
pensando o seguinte: “Esta irmã andava
tão perfumada, usava roupas bonitas, jóias, sapatos e bolsas combinando, mas
agora está aqui, no caixão, sem poder se exibir, e ainda vai virar pó como todos
nós”.
Amigos, respeitem a minha “tanatofobia”. Nunca fiquei gravemente enferma
na vida, nunca me “hospedei” em hospital algum; não gosto de falar de doença,
nem de morte; não acompanho enterros; não visito cemitérios, enfim, sou uma
tremenda “tanatófoba”. Espero que o Senhor Jesus nos arrebate brevemente, pois
assim não vou precisar passar pela morte comum, que é a coisa mais incômoda,
pela qual alguém deve passar.
Como Cristo morreu e ressuscitou e como os tempos finais estão chegando,
com todos os sinais que Ele nos deixou, avisando sobre a Sua próxima vinda,
ainda me resta a “bendita esperança”. Ele fala em Mateus 24:6 sobre
“guerras
e rumores de guerra”
e
disse ainda:
“Aprendei,
pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e
brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas
estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas”
(versos 32-33). Como Ele sempre falava, praticamente, apenas para os judeus,
as “guerras e os rumores de
guerra”
que
estão circulando agora, têm exatamente Israel como o centro. Além disso, como “a figueira” (à qual Ele se refere) é Jerusalém e ela voltou a florescer em
1967 (quando os judeus a tomaram dos árabes, na Guerra dos Seis Dias), quarenta
anos já se passaram e está na hora de acontecer o Arrebatamento, ou seja, a
Segunda Vinda de Jesus (visível somente para os crentes). A figueira deve
florescer completamente, no verão escatológico, ou seja, com a volta do Grande
Agricultor...
Em
2018, Israel completará 70 anos de existência como uma nova nação (70 é um
número escatológico na Bíblia). Então,
quem sabe, no final da Grande Tribulação (2018) acontecerá o retorno
glorioso de Cristo, para julgar os
pecados do mundo e reinar sobre toda a humanidade? Não estou querendo bancar a (falsa)
profetisa, como a “vidente” Milhomens. Contudo, nos últimos anos, têm acontecido
tantas catástrofes que a gente até se pergunta, a cada momento: “Será que o Senhor Jesus está às portas?”
A única fé legítima é a que se embasa no Evangelho de Cristo e nas
profecias bíblicas. Todos os outros tipos de fé religiosa são letais e só
conduzem à perdição! Quem não segue o Evangelho de Cristo pode se considerar
muito mais “pobrinho” e “baratinho”, do que eu, porque Satanás empobrece e compra milhões de almas por uma
mixaria, enquanto Jesus pagou “um
bom preço” por bilhões de pecadores ingratos (1 Coríntios 6:20;
7:23).
Mary
Schultze, 18/01/2009.