Por que devemos  usar a BKJ e a Bíblia FIEL?

 

         A batalha sobre as inúmeras versões modernas da Bíblia prossegue arduamente. A maioria dos crentes que se senta nos bancos das igrejas ignora completamente as deturpações existentes nas bíblias que levam debaixo do braço, ao mesmo tempo em que são roubados da legitimidade da Palavra Santa, lendo bíblias corrompidas em seus textos, editadas por homens que se dizem cristãos, mas que estão exatamente enquadrados na 1 Timóteo 6:10. A BKJ (em Inglês) e a Almeida FIEL (em Português) são as melhores bíblias que existem à venda e aconselho todos os irmãos na fé a usarem essas duas versões, que ainda são a Palavra de Deus em toda a sua infalibilidade.

         A respeito deste assunto vamos entregar a vocês, em letra Tahoma 12, um artigo traduzido e adaptado do Pr. David Brown, cujo e-mail é “logos@logosresourcepages.org”.

 

         ... Enquanto vocês estão lendo este artigo, muitas disputas estão acontecendo entre os editores de bíblias, no mundo inteiro, os quais vão surgindo com as chamadas “novas e melhores” versões disponíveis no mercado. E qual é a razão para isso? Existem hoje inúmeras versões da Bíblia nas prateleiras das livrarias. Pelo menos 24, em minha cidade.

Será que existe neles algum objetivo espiritual nobre por trás dessas versões modernas (que ultrapassam 24 em Inglês), como existia em homens santos como William Tyndale, Myles Coverdale, John Rogers, os autores da antiga Bíblia de Genebra e os tradutores da BKJ? [O objetivo destes puros de coração era levar a Palavra de Deus a todos os homens, a fim de que todos se salvassem, conforme a vontade do Senhor, expressa na 2 Timóteo 2:4].

         Para falar a verdade, tenho medo que esses editores modernos das bíblias em novas versões estejam pensando unicamente em lucro material por causa da sua glutonaria religiosa.

Mesmo assim, vamos fazer de conta que eles estejam agindo por motivos nobres. Nesse caso, será que esses motivos poderiam tornar melhores as suas versões? A resposta é simplesmente NÃO!!! E por que não? Porque eles estão construindo essas bíblias sobre fundamento errado, exatamente desde o início. Existem basicamente dois fundamentos sobre os quais as traduções da Bíblia têm sido edificadas. O fundamento da fé e o fundamento da dúvida.

         O fundamento da fé -  Sobre este fundamento diríamos que o item chave é este: Creio que Deus inspirou os escritos originais da Bíblia, os quais são chamados autógrafos. Existem muitos versos que nos ensinam isso. Vamos ler três versos chave, agora mesmo:

         “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:20-21).

         “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3:16).

         E ainda existe o caso da preservação verbal dos autógrafos (cópias originais). Creio que Deus preservou, onipotente e oniscientemente,  a(s) Sua(s) Palavra(s) nas cópias desses originais escritos no texto hebraico massorético (ou TT - Textus Receptus) grego do NT.

         Tenho por fé que o mesmo Deus  que inspirou os autógrafos originais também preservou os apógrafos [não confundir com apócrifos], de modo que possamos dizer: “Assim diz o Senhor; esta é a Palavra de Deus”, quando usamos a BKJ.

         No Século 19, o crente bíblico por excelência e erudito - John Burgon – escreveu : “Se você e eu acreditarmos que os escritos originais das Escrituras foram verbalmente inspirados por Deus, então, por necessidade, eles foram também, providencialmente, preservados através dos tempos”.

         A Confissão de Fé de Westminster, publicada nos anos 1600, diz: “O Velho Testamento em Hebraico e o Novo Testamento em Grego, imediatamente inspirados por Deus e pelo Seu especial cuidado e providência, são, portanto, autênticos e em todas as controvérsias religiosas  a Igreja deve apelar finalmente para eles.”

         O meu objetivo ao citar este documento é simplesmente este: os eruditos bíblicos, no passado, em sua grande maioria, criam na inspiração e na providencial preservação da Palavra de Deus. Foi somente no último quartel do Século 19 e no Século 20, que os cristãos nascidos de novo começaram a crer em algo mais!

         De fato, a Bíblia ensina a preservação providencial! O Senhor Jesus Cristo ensinou-a, conforme Mateus 4:4: “Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”. Vocês sabiam que na época de Cristo nenhum manuscrito original existia? Mesmo assim, Ele citou essa porção de Deuteronômio 8:3, como a Palavra autorizada de Deus, sendo esta, sem dúvida, uma cópia do original.

         Existem muitas Escrituras indicando que Deus preservou a Sua Palavra e aqui temos algumas:

         “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mateus 24:35).

         “E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei” (Lucas 16:17).

         “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre. Porque Toda a carne é como a erva, E toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do SENHOR permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada” (1 Pedro 1:23-25).

         “As palavras do SENHOR são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes. Tu os guardarás, SENHOR; desta geração os livrarás para sempre” (Salmos 12:6-7).

         “O conselho do SENHOR permanece para sempre; os intentos do seu coração de geração em geração” (Salmos 33:11).

         “Porque o Senhor é bom, e eterna a sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração” (Salmos 100:5).

         Creio em Deus. O que Ele prometeu “... também  era poderoso para o fazer” (Romanos 4:21). Ele prometeu preservar as Suas Palavras e creio nEle. Tenho por fé que Ele o tem feito. Portanto, escolhi usar a BKJ [ou a FIEL] porque ela é construída sobre o TT, o qual é fundamentado na .

O Fundamento da Dúvida –Mas o que dizer das modernas traduções da  Bíblia? Sobre qual fundamento são elas construídas? O crítico textual, Dr. Bruce Metzger, o qual está por trás do texto grego usado nas versões modernas, ao escrever  ao Dr. Kirt DiVietro, testificou que o texto sobre  o qual ele fundamentou a sua obra é o de Westcott e Hort, tendo introduzido mudanças, quando isso lhe pareceu necessário, com base na evidência massorética.

         As versões modernas, sem dúvida alguma,  são edificadas sobre um falso fundamento e explico porque digo isto. Westcott e Hort especularam, sem qualquer evidência que apoiasse essa idéia, que o texto “puro” do NT havia se perdido. Disseram eles que o texto antioquiano (também chamado TT e Textus Receptus) que é o texto tipo por trás do NT da BKJ, é um texto artificial inventado ou fabricado entre 250 e 350 d.C. Westcott e Hort até mesmo garantiram que esse texto havia continuado desaparecido, até o Século 19, quando o Vaticanus (B) foi redescoberto, em 1845, na Biblioteca do Vaticano, onde havia sido guardado desde 1481, enquanto o Sinaiticus (ALEPH) foi descoberto no Mosteiro de Santa Catarina, no Monte Sinai, em 1844,  [por Konstantin Tischendorf].

         Vejam bem! Se vocês aceitassem essa teoria mágica, isso poderia significar que a Palavra de Deus ficou extraviada durante 1.500 anos e então cabe a pergunta: Será que Westcott e Hort estavam certos?

         O Dr. F. H. Scrivener escreveu:

         “O sistema de Hort é inteiramente destituído de fundamento histórico. Somos obrigados a repetir, tão enfaticamente como sempre, a nossa forte convicção de que a hipótese a cuja prova ele se devotou por tantos anos, é completamente destituída, não apenas de fundamento histórico, mas de toda probabilidade” (Dr. F. H. Scrivener, “Plain Introduction”, 1883, os. 537,542).

         Em seguida ele declarou:

         “Existe pouca esperança quanto à estabilidade  de sua estrutura imposta (falando de Westcott e Hort), caso os seus fundamentos tenham sido colocados sobre o arenoso terreno da ingênua conjectura. E visto como nem sequer o mínimo vestígio de evidência histórica  foi alegado, a fim de apoiar as visões desses espertos editores, o seu ensino deve ser recebido, de preferência, como apenas intuitivamente verdadeiro, ou então destituído de nossa consideração, por ser precário e visionário” (Ibid, p. 531).

         Em resumo, escolhi usar a BKJ, porque ela está edificada sobre o fundamento da fé, crendo que Deus preservou a(s) sua(s) Palavra(s) no Texto Massorético (TT) Hebraico e no Textus Receptus Grego, e que a BKJ preserva a língua inglesa na confiável tradução que preservou esses dois textos bíblicos.

         Pela mesma razão, devo dizer que se vocês pegarem uma versão moderna da Bíblia, estarão escolhendo o arenoso terreno da ingênua conjectura [de Westcott e Hort].  Os críticos eruditos que estão por trás dessas versões modernas não crêem que Deus tenha preservado as suas Palavras, conforme Ele garantiu. De fato, eles nem sabem onde realmente se encontram essas palavras divinas. Prosseguem freneticamente, revisando,  acrescentando, deletando e modificando as Palavras de Deus, conforme lhes parece correto à própria visão.

         Vocês escolheriam o sólido fundamento da fé ou o arenoso fundamento da dúvida? Logo que se coloca o fundamento, a construção é iniciada. Aqueles que estão construindo sobre o fundamento da dúvida demonstram pouca ou nenhuma consideração pelas Escrituras, enquanto os que estão construindo sobre o fundamento da fé demonstram alta consideração pelas Escrituras.

         Baixa consideração pelas Escrituras -  Vocês confiariam num pregador ou erudito da Bíblia que dissesse que esta é apenas um livro como outro qualquer?  Espero que nem sequer um de vocês – que esteja lendo ou ouvindo este assunto – possa nele confiar. Contudo, milhões de cristãos, que usam as versões modernas da Bíblia, estão confiando essencialmente no julgamento dos que a tratam como se ela fosse um livro qualquer. Vamos dar uma prova.

         O Dr. Edward Hills escreveu: “Westcott e Hort seguiram o método essencialmente naturalista. De fato, eles até se orgulhavam de tratar o NT como o fariam com qualquer outro livro, de pouca ou nenhuma inspiração e providência” (Edward F. Hills, “King James Version Defended”, ps. 65/66).

         Em outras palavras, eles tratavam a Bíblia do mesmo modo como tratavam as obras de Platão, Shakespeare, C. S. Lewis, J. K. Rowling e outros livros falíveis. Realmente, nenhum deles acreditava na infalibilidade da Bíblia.

         Brooke Foss Westcott declarou enfaticamente: “Agora ninguém, eu acho, pode garantir que os primeiros capítulos de Gênesis, por exemplo, relatem uma história literal. Eu jamais entenderia como alguém, lendo-os de olhos abertos, poderia imaginar isso”.

         Em seguida ele escreveu:

         “Nunca li a narrativa de um milagre, mas me parece instintivamente sentir a impossibilidade deste ou descobrir alguma necessidade de evidência na narrativa dos mesmos”. (Life and Letters of Brooke Foss Westcott, p. 226). Ele diz ainda: “Rejeito, esmagadoramente, a infalibilidade das Escrituras” (Ibid, p. 207).

         Com respeito a Fenton John Anthony Hort, o Dr. Wilbur Pickering escreve: “Hort não mantinha uma visão muito elevada da inspiração” (The Identity of the New Testament, p. 212).

         Alguns de vocês podem protestar que a baixa consideração pelas Escrituras mantida   por Westcott e Hort nada tem a ver com as versões modernas atuais. Pois estão enganados!

         Primeiro, as novas versões da Bíblia são edificadas sobre o Novo Testamento Grego por eles compilado.

         Segundo, A nova versão atual do potentado de Princeton, Dr. Bruce Metzger tem, do mesmo modo, baixa consideração pelas Escrituras. Ele duvida que Moisés tenha sido o único autor do Pentateuco. Como autor da New Oxford Annoted Bible RSV, ele escreveu: “Uma mistura de mito, lenda e história”, que “foi se formando durante um longo período de tempo” e “não deve ser lido como história”. Ele chama o Livro de Jó de “folclore antigo”. O Livro de Isaías, diz ele, foi escrito, no mínimo,  por três  homens. O Livro de Jonas ele chama de “lenda popular”.

Acrescente-se a isso o fato de que Metzger afirma que os Quatro Evangelhos foram compostos de material reunido pela tradição oral. O problema é que ele ignora completamente a inspiração do Espírito Santo e o próprio testemunho da Bíblia.

         Em Êxodo 24:4, lemos: “Moisés escreveu todas as palavras do SENHOR, e levantou-se pela manhã de madrugada, e edificou um altar ao pé do monte, e doze monumentos, segundo as doze tribos de Israel”. [Se a Bíblia mente, a começar de Gênesis, então deve mentir até Apocalipse e, portanto, só serve mesmo para dar lucro... Quem sabe, é assim que pensam os apóstatas das versões modernas]. Em João 7:19, perguntou Jesus aos judeus: “Não vos deu Moisés a lei? e nenhum de vós observa a lei. Por que procurais matar-me?”. Em Mateus 12:40, Jesus falou: “Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra”. [Neste último verso os editores modernos trocaram a palavra “baleia” por “grande peixe”, supondo que Jesus não entendia coisa alguma de biologia e havia se confundido, chamando baleia de peixe. Ora, Se Jesus podia enganar-se ou ser enganado, fica claro que Ele não é Deus! Não é isso exatamente o que acreditam os editores “cristãos” modernos?].

         Como se pode confiar numa Bíblia que foi remexida – de Gênesis até Apocalipse -  por homens sem respeito algum e sem a menor consideração pela sua infalibilidade, considerando-a uma obra vulgar, igual a tantas outras?  A resposta clara é: Não se pode!!!

         Uma alta consideração pela Bíblia – Tenho a mais alta consideração pelas Sagradas Escrituras. [Para mim a Bíblia é Jesus encadernado, assim como Jesus é a Bíblia encarnada, visto como Ele é  “O VERBO”, e a figura central de toda a Bíblia]. Creio que elas permanecem para sempre.

         “Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente.” (Isaías 40:8).  Somente através da Palavra de Deus é que podemos nascer de novo. Vejamos o que diz João 20:31:

         “Estes [relatos], porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”.

         Em Romanos 10:17, Paulo diz:

         “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.”

         Vamos ler a  1 Pedro 1:23, para encerrar:

         “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.”

         Não entro na roda dos que profanam as Sagradas Escrituras.  A BKJ está edificada sobre o TT por homens que tinham a mais alta consideração pela Bíblia. Consideremos, por exemplo, o tantas vezes injuriado - Erasmo de Roterdã.  Ele escreveu no prefácio do seu Novo Testamento Grego o seguinte, demonstrando o quanto reverenciava  e  amava as Escrituras.

         “Estas páginas sagradas vão convocar a vívida imagem de vossas mentes. Elas vos darão o próprio Cristo falando, curando, morrendo e  ressuscitando; numa palavra, o Cristo completo. Elas vo-Lo darão numa intimidade tão estreita que Ele se vos tornaria menos visível se estivesse diante dos vossos olhos”. (An Introduction To the Textual Criticism of the New Testament”, Robertson, p. 54).

         Ele escreveu ainda:

         “Portanto, se desejais dedicar-vos inteiramente ao estudo das Escrituras, se meditardes na lei do Senhor, dia e noite, não sentireis receio de dia, nem de noite, pois sereis fortalecidos contra todo o ataque do inimigo”. (Advocates of Reform, from Whyclif to Erasmus”, Mathew Spinka, por intermédio de Sorensen, “Touch Not the Unclean Thing”.

         Mais tarde, Erasmo proclamou:

         “Cristo Jesus é a luz verdadeira, predominando sozinha sobre a noite da tolice terrena, o esplendor da glória do Pai, O Qual, tendo sido feito redenção e justificação por nós, renascendo nEle, também foi feito Sabedoria (conforme Paulo testifica): “Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos ’”. (Ibid, p. 309).

         Temos ainda outros testemunhos que devem ser considerados, como o de Theodore Beza. Será que alguém poderia duvidar que Theodore Beza tinha uma alta consideração pela Bíblia?  A razão de o mencionarmos aqui é que alguns tradutores da BKJ dizem que trabalharam primeiro com a 5a. edição do Textus Receptus de Beza. Se alguém tem alguma dúvida sobre o que Beza defendeu, desafio-o a ler o livro “The Christian Faith”. Ele diz o seguinte: “Sobre o assunto da Palavra de Deus, os livros canônicos do NT e do VT procedem da boca do próprio Deus.

         Uso a BKJ porque ela está edificada sobre os textos coletados por pessoas que tinham uma alta consideração pela Palavra de Deus. Além disso, ela é a tradução mais meticulosa que já foi produzida.

         Vamos agora considerar os manuscritos que foram usados. Será que as versões modernas foram edificadas sobre eles?

         Os manuscritos corrompidos – Para melhor entendimento sobre este assunto, vejam o meu artigo “The Great Uncials” (Os grandes Unciais), no http://logosresourcepages.org.unicials.htm.

         Com se recordam, já antes eu havia compartilhado com vocês a citação de Bruce Metzger. Ele nos conta como eles [ele e seus ajudantes] desenvolveram sua obra.

         Nesse caso, quais foram os manuscritos que Westcott e Hort usaram para fabricar o seu Novo Testamento Grego?

         Eles usaram principalmente os manuscritos do Século 4 em sua obra. A preferência de Hort pelo Código Vaticano (B) foi quase absoluta. Usando a intuição (e sem qualquer evidência), ele acreditava ser esse código a perfeita representação  do NT Grego.  Sempre que dava pela falta de algumas páginas,  do Vaticanus, ele apelava para o Código Sinaiticus (ALEPH), a fim de preencher as lacunas encontradas.  E havia muitas em falta, no Vaticanus (B). Barry Burtons escreve o seguinte,  em seu livro “Let´s Weigh the Evidence”:

         “Ele omite Mateus 3, as Epístolas Pastorais de Paulo (1 e 2 Timóteo, Tito e Filemom), Hebreus 9:14 e 13:25, e todo  Livro de Apocalipse. Somente nos Evangelhos faltam 237 palavras, 452 clausulas, 748 sentenças inteiras, com as quais centenas de cópias concordam em conjunto, como tendo as mesmas palavras, as mesmas clausulas e as mesmas sentenças, nos mesmos lugares”.

Floyd Jones nota em seguida que Mateus 16:2-3 e Romanos 16:24 estão faltando.

E ainda temos outro fato interessante: “Ele contém a Epístola de Barnabé, a qual ensina que a água do batismo salva a alma”. Em qual versão da Bíblia?  Ora, na de Floyd Jones, publicada pela Global Evangelism, de Goodyear, Arizona, p. 6).

Erasmo sabia da existência do Vaticanus (B) e de suas leituras variantes, em 1515 d.C., enquanto estava preparando o seu texto Grego do NT. Porque eles (os manuscritos) têm leituras tão diferentes da maioria dos manuscritos do Texto Massorético  foi que Erasmo os considerou espúrios” (Which Version is the Bible?), por Floyd Jones, Global Evangelism, p. 68). “Além disso, segundo eu entendo, o Vaticanus estava disponível aos tradutores da BKJ, os quais o rejeitaram por considerá-lo uma leitura não confiável...” Não foi senão em 1889-1890 que foi feita uma cópia completa. Esses manuscritos permanecem até hoje na biblioteca do Vaticano.

Vamos conhecer um fato chave sobre o Vaticanus (B): “Todo o manuscrito teve o seu texto mutilado, cada letra riscada com uma pena, tornando impossível a identificação dos caracteres”. Mais especificamente, o manuscrito é resumido em alguns lugares. Os eruditos acham que ele foi reescrito letra por letra, nos Séculos 10-11, com acentos e pausas encaixados ao longo das correções, a partir dos Séculos 8, 10 e 15.

         Os que estudam esses manuscritos dizem que “todas essas atividades tornam impossível uma análise paleográfica precisa”. Porções em falta foram supridas no Século XV, copiadas de outros manuscritos gregos. Como se pode chamar esse manuscrito de “o mais antigo e melhor?”

         Vamos descrever Hebreus 1, no Código Vaticanus do Século 4. Embora se torne difícil ver o tamanho, notamos uma nota marginal entre a primeira e a segunda colunas. Um corretor de texto apagou a palavra no verso 3, substituindo-a por outra palavra. Um segundo corretor veio depois e apagou a correção, recolocando a palavra original e escrevendo uma nota à margem, a fim de censurar o primeiro corretor. Na nota se lia: “Tolo e desonesto, deixe a leitura antiga, sem mudá-la”.

         E o que dizer do Código Sinaiticus (ALEPH)? Trata-se de um manuscrito grego do VT e do NT, encontrado  por Konstantin Tischendorf, no Mosteiro de Santa Catarina, no Monte Sinai, o qual fora um mosteiro grego ortodoxo. Ele o visitou em 1844 sob o patrocínio do Rei Frederico Augusto da Saxônia. Foi quando ele descobriu 34 folhas de papel numa lata de lixo. Teve permissão de levá-las, mas não conseguiu encontrar o final do manuscrito, senão em 1859. Ele identificou a caligrafia de quatro escribas diferentes na escrita do texto. Contudo, não é esse o maior problema da escrita. As antigas correções no manuscrito são feitas a partir da fonte corrompida de Orígenes de Alexandria. Mais de dez escribas diferentes mexeram nesse código [Provavelmente conforme a ordem de cada papa que precisou de alguma modificação]. Tischendorf disse: “Contei 14.800 alterações e correções no Sinaiticus. Alterações e mais alterações foram feitas e de fato a maior parte destas acredita-se que foram feitas entre os Séculos 6 e 7”. Tudo isso no manuscrito mais antigo!!!

Em quase cada página do manuscrito há correções e revisões feitas por dez pessoas diferentes”. Ele prossegue dizendo: “O NT é extremamente não confiável em muitas ocasiões, com 10, 20, 30 e 40 palavras inseridas e letras, palavras, e até mesmo algumas sentenças inteiras, são freqüentemente escritas duas vezes sobre outras, ou então reiniciadas e em seguida canceladas. Essa grosseira falsificação, onde é omitida uma clausula, acontece porque ela termina na mesma palavra da clausula precedente e isso ocorre nada menos de 115 vezes no NT.”

         Poderíamos dar vários exemplos dessas omissões di-homoeotéleuton (palavra grega que significa, por causa de um final idêntico), nesse relapso trabalho dos copistas... Essas omissões di-homoeotéleuton [que deixamos de mencionar para não nos estendermos demais] chegam a mais de 300 no NT, do Código Sinaiticus. Elas não são levadas a sério, em suas leituras variantes, pelos editores das edições críticas e, de fato, nem sequer são mencionadas nas notas das edições críticas das traduções atualmente em uso. Quem desejar conhecê-las melhor, acesse o site http://www.bible.researchr.com/faulty.html.

         Conquanto esses manuscritos possam ser (ou devam ser) considerados os mais antigos, é óbvio que são corrompidos. São esses manuscritos corrompidos que formam a base das modernas versões da Bíblia.

         Mas isso não acontece com a Versão Autorizada de 1611 da BKJ, pois ela está embasada em maciça evidência manuscrita.

         Maciça evidência manuscrita -  Conquanto seja verdade que existem cerca de 45 a 50 manuscritos gregos, os quais apoiaram o Texto Grego do NT de Westcott e Hort, no qual se baseiam as modernas versões da Bíblia, devemos verificar que existem mais de 5.000 manuscritos apoiando o Textus Receptus, no qual se baseia a VA 1611 da BKJ. Imaginem que 99% de toda a evidência manuscrita apóiam o texto tipo sobre o qual a BKJ foi traduzida. Além disso, esse texto tipo é admiravelmente apoiado pelos antigos Pais da Igreja.

         Amigos cristãos,  não tenho dúvida alguma de que a base do NT da BKJ é superior ao texto grego de Westcott e Hort.

         Conquanto existam muitas outras coisas que poderiam ser ditas, o meu ponto final é o que diz respeito ao método de tradução.

         Equivalência formal - um método superior de tradução – Os tradutores da BKJ usaram o método superior chamado “Equivalência Formal”. Algumas vezes também conhecido como equivalência verbal, esse método toma as palavras gregas e hebraicas e as coloca o mais próximo possível do Inglês. Foi esse o método usado pelos tradutores da BKJ, um método certamente superior, sabendo-se que nosso Senhor está a par de cada palavra, e até mesmo de cada jota e til, conforme Mateus 5:18 e 24:35. [Como Ele disse que pelos frutos se conhece a árvore, devemos observar o que aconteceu com os países que aderiram à Reforma Protestante (abençoados pelo uso da BKJ e das outras Bíblias da Reforma, todas elas embasadas no Textus Receptus),  em matéria de progresso moral, espiritual e material dos seus habitantes. Países que usaram as Bíblias deturpadas (ou Bíblia nenhuma) continuaram pobres e atrasados, como os da América Latina.]

         Equivalência dinâmica (e paráfrase) – Este é um método inferior de tradução usado pelas versões modernas da Bíblia, o qual é também chamado pelos tradutores de inspiração conceitual. A equivalência dinâmica significa não seguir palavra por palavra a tradução, mas mudar, acrescentar ou subtrair palavras do original, a fim de melhor fazer fluir o texto, conforme o tradutor achar que vai combinar melhor [É dar uma mãozinha a Deus, achando que Ele não deve estar tão atualizado assim na linguagem moderna].

         Somos advertidos contra esse método em Deuteronômio 4:2; Provérbios 30:5-6 e Apocalipse 22:19 [O que não deve incomodar os tradutores modernos, visto como eles não crêem realmente na infalibilidade da Bíblia]. Um exemplo típico desse método é a Nova Versão Internacional (NVI).

         Não existe coisa pior do que esse método de parafrasear a Bíblia. Parafrasear o que Deus falou é simplesmente pegar o que Ele disse e reescrever o texto, conforme o tradutor acha que Ele disse. Isso mais parece um comentário condensado da Bíblia do que a Bíblia propriamente dita. A paráfrase mais popular é a chamado Bíblia na Linguagem de Hoje (BLH), a qual nem sequer pode ser considerada uma tradução [E como é usada! Até o pastor da minha PIB costuma usá-la nos programas dos cultos!]

         Agora vamos fazer um resumo do que aqui foi dito:

         A BKJ foi edificada sobre o fundamento da fé por homens [de invejável cultura e vida santificada], que tinham uma alta consideração pela Bíblia e com maciça evidência manuscrita apoiando-a. Eles traduziram meticulosamente as palavras gregas e hebraicas, conformando-as, o mais intimamente possível, com a língua inglesa.

         As versões modernas são embasadas no fundamento da dúvida de homens que não têm o menor respeito pela Bíblia. Alguns manuscritos corrompidos foram usados para apoiar as suas obras. Na maior parte das vezes, eles traduziram relaxadamente  os conceitos do Grego e do Hebraico, e algumas versões são até mais ordinárias, deixando  de traduzir esses conceitos para, simplesmente, parafrasear a Palavra de Deus.

         [Agora eu pergunto: Se vocês não vão começar a usar a BKJ (ou a Bíblia FIEL da Trinitariana), depois de ler este artigo, o qual não vai render um centavo sequer à tradutora, que tem apenas o desejo de ser fiel ao Senhor Jesus Cristo, será que vocês são, realmente,  nascidos de novo?]

 

Pr. David Brown/Mary Schultze, junho 2003