Evidências Científicas sobre o Potencial Nutracêutico da Aloe Vera
As plantas sempre estiveram na base de todos os códigos terapêuticos. A novidade implantada no século passado foi a tentativa de substituição das plantas por compostos químicos e sintéticos.
A partir da década de 1970, entretanto, nota-se um retorno ao interesse pelas velhas plantas. E com ele floresce o segmento dos suplementos alimentares em que as plantas são classificadas como alimentos funcionais sempre que o espectro de seus elementos constituintes seja mantido essencialmente intacto.
Chegando ao ano 2000, a Organização pela Manutenção da Saúde do Hospital Metodista de Omaha, em Nebrasca, por exemplo, constatava que 40% das pessoas ali registradas utilizavam principalmente alho, Aloe vera, uva do monte (cranberry) e echinácea.
Como o uso dos fitoterápicos geralmente é feito sem o conhecimento médico, os pesquisadores concluíram: “Já que os pacientes utilizam-se dessas plantas como medicamentos sem uma supervisão médica, cabe aos médicos informarem-se melhor sobre tais plantas para que efetivamente possam auxiliar seus pacientes e monitorar os seus efeitos.”
No Departamento de Anestesiologia da Texas Tech University, dos 755 pacientes entrevistados ao se apresentarem para avaliações pré-anestésicas, 482 afirmaram utilizar, ou já ter utilizado, fitoterápicos como suplementos: extrato de alho (43%), ginkgo biloba (32%), erva-de-são-joão (30%), Ma Huang (18%), echinácea (12%), Aloe vera (10%), cáscara sagrada (8%) e licorice (3%).
Estas informações levaram à conclusão de ser indispensável que os
cirurgiões e anestesistas tenham conhecimento dos nutracêuticos utilizados por
seus pacientes, já que alguns podem interagir com os medicamentos utilizados
durante a intervenção cirúrgica e gerar instabilidades hemodinâmicas.
Das
gestantes que freqüentavam o Women & Infants’ Hospital of Rhode Island, por
ocasião da pesquisa, 9,1% afirmaram estar usando como suplementos: alho, Aloe
vera, camomila, peppermint, gengibre, echinácea, sementes de abóbora e ginseng.
Dentre elas, 13,3% estavam fazendo uso de terapias alternativas: acupuntura,
homeopatia, meditação/relaxamento, quiropatia, reflexologia, shiatzu, etc.
Já o Dr. Graf, do Departamento de Dermatologia do New York University Medical Center, ao pesquisar o uso das ervas contra inflamações e pruridos dermatológicos, concluiu que, com a recente disponibilidade de ervas específicas para a preparação de compostos tópicos, os americanos testemunhavam o início do casamento entre a medicina alternativa e a tradicional. (Classificação um tanto equivocada cronologicamente, já que tradição milenar quem tem é a herbologia à qual a medicina moderna, no século passado, se impôs como uma alternativa.)
O objetivo é expor o que já está cientificamente comprovado sobre as propriedades da Aloe Vera – planta sempre reconhecida e muito valorizada desde o início da nossa civilização pelos grandes expoentes das ciências médicas que a ela tiveram acesso.
Que, ao final desta leitura, todos os que ainda desconhecem a Aloe vera possam igualmente passar a valorizá-la. E que os profissionais da saúde sintam-se mais confortáveis em utilizá-la em benefício da melhoria da qualidade de vida de seus pacientes e de sua própria prática médica!
Comecemos, pois, por nos inteirar do conhecimento que a milenar medicina Ayurvédica – código de ciências médicas com mais de 4.000 anos de tradição – trouxe até nossos dias sobre o potencial fitoterápico da Aloe vera.
A medicina ocidental perdeu-se da Aloe vera quando seu centro de referência cultural deslocou-se para o norte da Europa, isto é, para longe do habitat natural da planta. Deixando de fazer parte do herbanário “civilizado”, a Aloe vera tornou-se uma espécie de lenda até a década de 1940, quando reaparece como a grande responsável pela recuperação da pele das vítimas da bomba de Hiroshima.
Mesmo assim, só nos anos 60, do século XX, começaram a aparecer publicações científicas sobre ela. Enquanto o Ocidente procurava decifrar seus elementos constituintes, a União Soviética já proclamava seu potencial fitoterápico e reconhecia a ação de suas antraquinonas . (Diz-se que a União Soviética, enquanto existiu, liderou o conhecimento científico sobre a Aloe vera, produzindo uma quantidade imensurável de pesquisas.)
Apesar de hoje ainda serem poucas as publicações científicas com uma
ampla visão sobre o potencial fitoterápico da Aloe Vera, a partir de um
excelente trabalho para a clínica veterinária publicado em 1975 , outros vieram.
Com o aumento do interesse científico sobre a Aloe vera, em 1988 já se
conhecia um pouco mais sobre as propriedades de muitos dos seus elementos
constituintes (enzimas, salicilatos etc.), quando se reconheceu sua ação
inibidora sobre os tromboxanos e seus benefícios sobre as ulcerações
cutâneas.
Nos anos 90, Aloe vera, alho, eucaliptus, mel, peppermint e rose
hips faziam parte das plantas mais utilizadas pelos simpatizantes de um estilo
de vida naturalista. No final da década, ao pesquisarem todos os dados
científicos disponíveis sobre os benefícios da Aloe vera, Vogler e Ernst, do
Departamento de Medicina Complementar da Universidade de Exeter, na Inglaterra,
constataram que:
“Apesar da Aloe vera ser cada vez mais conhecida do público,
a maioria dos médicos sabem muito menos sobre suas propriedades fitoterápicas
que seus próprios pacientes”.
A pesquisa deixa em aberto a “possibilidade” de a Aloe vera ser
efetiva contra a herpes genital e a psoríase, mas afirma existirem duas
propriedades indubitavelmente comprovadas da Aloe vera:
O controle dos níveis
de açúcar e de lipídios no sangue.
Não deixa, porém, de chamar a atenção a ausência de referências sobre as propriedades rege-neradora/cicatrizante – há milênios reconhecidas por todos os povos que a ela tiveram acesso – da planta. Isso implica que eles desconsideraram as pesquisas feitas com animais e as evidências clínicas. Fascina observar o conhecimento, dito científico, se permitindo levantar dúvidas sobre a tradição milenar, sem questionar as limitações de uma metodologia adotada a pouco mais de um século, ou seja, ainda bastante “imatura”.
O milênio, porém, foi encerrado com Reynolds e Dweek, do Jodrell Laboratory, do Royal Botanic Garden de Kew, prevendo que, cada vez mais, as benesses da Aloe vera extrapolarão o conhecimento que hoje se tem sobre seu potencial fitoterápico – seu poder antiinflamatório continua sendo o elemento chave para a maioria dos processos de cura induzidos por ela.
Eles também denunciaram o fato de a indústria farmacêutica (obcecadas pelos lucros das patentes) tentar limitar as propriedades imunomoduladoras da Aloe vera exclusivamente aos polissacarídeos tipo acetilado de mannan (o acemannan “do” Laboratório Carrington). E concluíram que, com o crescente aumento de pesquisas, como as que comprovaram o potencial antidiabético, anticancerígeno e antiinflamatório da Aloe vera, as expectativas são de que sua utilização venha a ser cada vez mais ampliada.
Saiba mais sobre o acemannan...
Fonte: Mônica Lacombe Camargo
Autora do
livro: Saúde e Beleza Forever
O Acemannan
O Suco Aloe Vera (nome científico da planta conhecida como babosa), contém alto teor de uma substância denominada Acemannan. Sua estrutura química é representada por uma longa cadeia em forma de sacarídeo (açúcar) e pertence ao grupo dos mucopolissacarídeos. Acemannan é uma substância produzida pelo nosso corpo até a puberdade. Após esta fase precisa ser absorvida através da alimentação. Acemannan é parte constitutiva de todas as membranas celulares e sua presença é o que faz aumentar a resistência imunológica do organismo contra parasitas, vírus e bactérias causadores de enfermidades. É a base de todas as células do tecido conjuntivo, inclusive a pele, as mucosas, os tendões, articulações, as cartilagens e a parte de que se originam os ossos.
Acemannan é particularmente essencial
ao perfeito funcionamento do líquido sinovial - aquela substância do organismo
presente nas articulações. Pode prevenir a ocorrência de afecções como a
artrite, e, em casos agudos, pode curar. Promove a absorção de água e nutrição
do trato digestivo.
O Dr. John C.
Pittman explica em seu relatório de pesquisa em "Health Consciousness" (vol.13,
no. 1/1992), o seguinte: "Acemannan possui propriedades antivirais,
antibacterianas e antimicóticas, que podem ajudar a controlar infestações por
Cândida e estabilizar a flora bacteriana dos órgãos digestivos".
Acemannan estimula a movimentação dos órgãos
digestivos e contribui para a eliminação, pelo intestino grosso, de proteínas
estranhas, causadora de alergias.
Acemannan tem efeito direto sobre as
células do sistema imunológico. Ativa e estimula macrófagos,
monócitos, anticorpos e também linfócitos T (células cujo papel é aumentar a
resistência imunológica do organismo).
Experimentos de laboratório mostram que Acemannan serve de ponte entre proteínas estranhas e macrófagos (células matadoras) e favorece uma enormidade a captação dessas proteínas estranhas pelos macrófagos.
Esta função de ponte funciona como chave para o fortalecimento imunológico do núcleo celular, que em infecções, tal como HIV/AIDS estão em quantidade insuficiente. Células protegidas pela presença de Acemannan não mais podem ser destruídas pelos vírus agressivos da AIDS/HIV. Os leucócitos recebem da Acemannan a mesma proteção.
Acemannan quebra a capa das proteínas de células CANCEROSAS. Desta forma, células defensoras podem agredir e eliminar, efetivamente, as células tumorosas (do câncer, por exemplo). Acemannan protege a medula contra os prejuízos causados por venenos químicos e drogas impregnadas.
Por estar presente na membrana celular, o Acemannan pode proporcionar esta abrangente função imunológica e propicia, a um só tempo, tanto a desintoxicação como a atividade preventiva contra doenças. Essa desintoxicação influencia em todo o corpo, e tem como conseqüência uma enorme energização.
A força imunológica de Acemannan encontra-se também nas raízes de Ginseng, Astragalus (erva chinesa), cogumelos Reishi e Shiitake, como também na famosa barbatana de tubarão.
Além destes principais efeitos do Acemannan, encontramos ainda no Suco de Aloe Vera as seguintes substâncias, entre outras: mais de 13 monopolissacarídeos, 11 antraquinonas, 20 espécies de sais minerais, 12 vitaminas, 15 enzimas, 18 aminoácidos (7 essenciais e 11 secundários), 4 ácidos graxos essenciais, saponinas, ligninas e óleos etéricos.
Por ocasião da descoberta do acemannan e da proclamação da sua suposta onipotência, o Dr. Robert H. Davis e sua equipe desenvolveram uma série de experiências para se certificarem da validade da informação. Ao que concluíram não se poder creditar a esse único complexo polissacarídeo, ou a qualquer outro elemento, o potencial fitoterápico da Aloe vera. E que na verdade, nenhum elemento isolado, independente do seu grau de concentração, tem ação superior à ação gerada pela sinergia do conjunto de todos os elementos constituintes da planta.
Como ilustração, o Dr. Davis desenvolveu a teoria do maestro-orquestra comparando a sinergia estabelecida por todos os bioativos da Aloe vera a uma grande orquestra sinfônica cujo maestro seriam os polissacarídeos de cadeias superlongas (referindo-se ao acemannan) – moléculas que se ajustam aos terminais receptores dos fibroblastos, tal qual uma chave que se encaixa em uma fechadura – que induzem a uma seqüência de eventos bioquímicos a serem desempenhados pelo conjunto dos outros elementos.
Aos olhos de qualquer pesquisador é indubitável o potencial da biodiversidade e bioatividade dos elementos constitutivos da Aloe vera e a relação que têm com os líquidos extracelulares e com o Sistema Fundamental de Regulação (ou Sistema Básico de Pischinger), último responsável pelo equilíbrio homeostásico do corpo – são bilhões de moléculas de água transcritas com o matrix dos seus mais de cento e vinte elementos prontos a serem decodificados pelas outras tantas moléculas de água que constituem os 75% do organismo humano e animal.
Enquanto já faz tempo que os polissacarídeos são estudados – os da Aloe vera estão sendo destrinchados desde os anos 70 –, só recentemente a ciência despertou para as enzimas. É, portanto, de se esperar que, tão logo se reconheça o verdadeiro potencial das enzimas presentes na Aloe vera, a elas também seja atribuída a batuta de maestro da Sinfônica Aloerense do Dr. Robert Davis.
Quanto às atividades biológicas das moléculas de água, o Dr. Davis parece ser o único a lhes dar alguma importância atribuindo-lhes a função de solvente dos polissacarídeos e veículo de comunicação entre os elementos constituintes da Aloe vera.
A verdade, porém, é que ainda é pouco o que se
conhece sobre a extensão do potencial da Aloe vera em simbiose com o organismo
humano e animal. Segundo o Dr. Davis:
“Tão logo tal compreensão seja
alcançada haverá grandes mudanças e aprimoramento nos inúmeros conceitos que
hoje regem a farmacologia.”
Diante do reduzido número de pesquisas sobre a Aloe vera já publicadas, é importante que elas sejam mais divulgadas para que sirvam de estímulo e façam com que os profissionais de saúde se sintam mais confiantes ao incluírem o gel da Aloe vera em seus receituários, pois, afinal, a recomendação da ingestão do suco dessa planta em nada difere do aconselhamento ao uso de ameixas pretas para prisão de ventre, espinafre ou bifes de fígado em casos de deficiência de ferro ou limonada contra a gripe.
Fonte de consulta: http://www.aloeveraja.com.br/