A prima e o ex-Jesuíta

 

         Ontem Marly, minha amada ex-secretária, veio jantar comigo, a fim de comemorarmos o Ano Novo com um prato de frios e frutas regado a champanhe francesa, garrafa que recebi de presente de um leitor dos meus livros.

        Marly saiu às 19 hs, então liguei a TV para assistir à novela do vampiro, que acompanho com a Bíblia na mão, para comparar as heresias católicas nela apresentadas e também porque o autor é muito criativo. Por isso, gosto do que ele escreve e da performance dos atores globais.

        O telefone tocou, baixei o volume da TV e atendi. Era uma senhora desconhecida,  que me contou uma história interessante. Ela havia entrado numa loja da cidade para comprar um presente e lá observara que a vendedora estava lendo o meu livro “A Deusa do Terceiro Milênio”. Indagou se a moça me conhecia e em seguida pediu o número do meu telefone, dizendo que há muitos meses andava me procurando, pois lia meus artigos na “Folha Universal” e ela e o marido ficaram interessados em me conhecer.

        Conversamos amigavelmente e convidei-a a vir até o meu apartamento, pois ela iria deixar a cidade no dia seguinte de manhã. Ela ficou feliz e chegou – uma hora mais tarde – com o marido e descobri:

1. Que ela é minha parenta, tendo nascido na mesma cidade, com o mesmo sobrenome “Macedo”. E como não me conhecia pelo nome de solteira, jamais imaginara que fôssemos parentas.

2. Que o seu marido é um ex-padre jesuíta irlandês. Ele abandonou a Ordem de Loyola nos USA, onde residia. Ela estava naquele país fazendo um curso de Inglês, ambos de encontraram e se apaixonaram. Casaram e depois voltaram para o Brasil, onde ele leciona Inglês.

3. Ele me contou que tudo que havia lido, sobre o Vaticano e a Ordem Jesuíta - durante anos, em minha coluna da “Folha Universal” é a mais pura verdade. Advertiu-me do perigo que tenho corrido por falar sobre a Ordem e me contou que nunca havia se atrevido a contar coisa alguma para não correr sério risco de vida.

        Nossa conversa durou de 8,30 hs da noite até 3 hs. da manhã e só os deixei ir embora porque sabia que iriam viajar bem cedo, no dia seguinte, e precisavam dormir algumas horas.

        Minha “prima” recém descoberta está na faixa dos 60 anos,  é muito inteligente, culta e bem informada. Tem o mesmo temperamento nordestino, extrovertido e otimista, que eu tenho.

        Foi muito gratificante descobrir, no primeiro dia deste Novo Ano, uma parenta que se interessa pela pesquisa religiosa sobre o Catolicismo Romano, casada com um europeu (como eu fui por 26 anos), culto, inteligente e interessado nos mesmos assuntos. Ele disse que conheceu o Dr. Paisley (membro do Parlamento Europeu), de quem tenho traduzido alguns artigos,  há muitos anos, antes de deixar a Ordem, e que até eram inimigos políticos e religiosos, pois o Dr. Paisley é um pastor presbiteriano nascido na Irlanda do Norte, enquanto esse ex-padre jesuíta nasceu na Irlanda do Sul.

        O mais interessante é que o casal veio a Teresópolis com o objetivo de estudar a possibilidade de comprar uma casa e vir morar aqui, pois o RJ está cada dia mais violento e até já houve ali um seqüestro contra o casal. Terê é uma cidade linda e pacífica!

        Parece que Deus vai me dar de presente de Ano Novo a preciosa amizade de um ex-padre jesuíta e uma parenta do Crato, Ceará, a fim de trabalharmos juntos na obra do Senhor.

        Louvado seja o Nome de Jesus Cristo, nosso Deus e grande Salvador.

 

Mary Schultze, 02/01/03