Quem é Jesus?
(Who is Jesus?)
Atualmente estão em voga as conferências e os programas de TV, altamente propagandeados e disseminados, apresentando “peritos”, supostamente examinando evidências para descobrir quem realmente foi Jesus.
Larry King Lives fez um programa em 16/07, intitulado: “Quem é Jesus?” e a Academia foi envolvida durante algum tempo. O simpósio da Universidade do Estado de Oregon (OSU) – “Jesus 2000” - de 8 a 10 de fevereiro de 1996, foi televisionado ao vivo através de toda a América, “para explorar o que os eruditos tinham a dizer sobre o homem descrito como um místico, um curandeiro e o Filho de Deus”. Os apresentadores (segundo a publicidade) eram “seis dos mais renomados eruditos mundiais em matéria de religião...”
A OSU apresentou também “Deus 2000”, televisionado ao vivo, entre 1-12 fevereiro deste ano, apresentando mais “eruditos” para oferecer uma “nova imagem de Deus para o Século 21” – como se Deus fosse apenas um mito por nós inventado para dar a nós mesmos um falso conforto e como se o homem precisasse de um novo Deus com um apelo mais moderno! Se é assim, esqueçam!
Sente-se um pouco de elitismo na implicação de que os eruditos têm vantagem sobre nós outros no conhecimento de Cristo. Será que Deus está confinado aos da alta erudição? Esses “eruditos” jamais promoveram os humildes servos de Deus, que conhecem nosso Senhor e andam em obediência à Palavra de Deus. Deus não se impressiona com as credenciais acadêmicas deste mundo. Então, que tragédia é a Igreja ter chegado a valorizar tão altamente a sabedoria deste mundo, a ponto das escolas cristãs e até mesmo seminários comprometerem a verdade, a fim de se tornarem credenciados pelos inimigos da Cruz. Deus tem critérios totalmente diferentes.
Conquanto a erudição possa ser benéfica em assuntos seculares, ela nada tem a ver com o conhecer, obedecer e agradar a Deus. Abraão, “o amigo de Deus” (Tiago 2:23), não foi um erudito. De fato, a sabedoria deste mundo é um real empecilho ao conhecimento de Deus e às coisas reveladas pelo Espírito Santo. Paulo escreveu: “... destruirei a sabedoria dos sábios... Onde está o sábio, onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?...os gregos buscam sabedoria... lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens... Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias... para que nenhuma carne se glorie perante ele” (1 Coríntios 1:19-21 - ACF).
Jesus disse: “... Se não vos converterdes e vos não fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mateus 18:3). Ele disse também: “...Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelastes às criancinhas...” (Lucas 10:21 - ACF). O oposto exato desse andar humildemente com Deus tem sido a característica dos peritos em erudição. Deus declara: “Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo. Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos... Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o Senhor; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra” (Isaías 57:15; 66:2 - ACF).
Mas, longe de tremer diante da Palavra de Deus, os “eruditos bíblicos” do “Seminário de Jesus” e outros, a quem a mídia apresenta como os seus supostos peritos a respeito de Deus e de Cristo, se exaltam como juizes diante da Bíblia, para despedaçá-la.
Nesse processo eles violam o mais básico senso, ao impor o seu preconceito contra a Sagrada Escritura. O que esses supostos eruditos fazem jamais seria tolerado numa corte de justiça. Embora nascidos 1.900 anos depois, tarde demais para estarem presentes, eles têm a audácia de contradizer as narrativas das testemunhas oculares e de milhões de pessoas que as levaram a sério, como se pudessem impunemente reinventar a história do passado. Eles nos fazem lembrar da clássica sátira dos cidadãos soviéticos, que cochichavam por trás da cortina de Ferro: “A União Soviética é o único país com um passado sem afirmação”.
Se, por acaso, esses supostos eruditos crêem em um Deus, este não pode fazer milagres. Então, o Mar Vermelho provavelmente não se abriu para que os israelitas o atravessassem a pé enxuto. As muralhas de Jericó não poderiam ter caído, conforme Josué descreveu, quando lá se encontrava e presenciou este fato. Jesus não teria literalmente andado sobre as águas, curado enfermos, ressuscitado mortos, alimentado 5.000 com apenas alguns pães e peixes, não teria morrido pelos nossos pecados, não teria ressuscitado dos mortos (deve haver uma explicação para o túmulo vazio). Essa descrença é propalada ao mundo inteiro como um fato, enquanto aqueles que provam a veracidade da Bíblia raramente têm permissão de se manifestar. Como resultado, milhões estão acreditando que a Bíblia não passa de uma coletânea de mitos, exatamente como Jennings a retratou.
Simpósios de prestígio realizados pelo rádio e TV e registrados na imprensa exploram novos mitos a respeito de Deus e de Cristo para o homem moderno. Dados ao entusiasmo selvagem, que tem dado as boas vindas às fantasias de Harry Potter, os eruditos parecem seguir o mesmo ritmo, conforme os tempos. Um novo mito que todos pudessem aceitar formaria a base para uma nova religião mundial, unificando todos os habitantes do mundo, coisa que Jesus não tentou fazer. Ele não veio para trazer paz à terra (Lucas 12:51). Contudo, o mundo deseja um homem que traga paz e unidade. Quem poderia realizar tal anseio a não ser o Anticristo, conforme profetizado na Bíblia? Jesus disse aos judeus: “Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis” (João 5:43 - ACF). Essas conferências de eruditos em especiais de TV só ajudam a preparar o mundo para advento do homem da iniqüidade.
Durante a discussão via Internet, depois do programa céptico e humanista, alguém perguntou a Jennings: ”Por que os rabinos e as autoridades romanas não apresentaram o corpo de Jesus, se ele ainda estava morto?” Jennings respondeu: “Confesso ser este um assunto complicado demais para mim “. Contudo, é este o exato coração do Cristianismo. Como poderia um programa, supostamente feito para definir Jesus, minimizar a Ressurreição? Jennings referiu-se ao grande impacto que Jesus e seus ensinamentos trouxeram a favor do bem. Contudo, se os primeiros seguidores de Jesus foram homens mentirosos, os quais tentaram provar que um homem morto estava vivo, qual a boa influência que isso poderia significar?
Jennings afirmou que a maioria das pessoas entrevistadas pelo programa era constituída de cristãos. A designação de “cristão” foi aplicada aos discípulos de Cristo (Atos 11:26). Para ser um cristão a pessoa deve ser um discípulo/seguidor de Cristo, crer nEle e obedecer aos Seus ensinos. Os eruditos argumentam que o Novo Testamento não é exato; portanto não sabemos quem foi Cristo, o que Ele fez e o que Ele ensinou. Se é assim, chamar-se alguém de cristão é tanto uma fraude como uma tolice. Como se pode ser um obediente seguidor de alguém sobre o qual não existe um registro exato de quem ele realmente foi, do que ele fez e do que ensinou?
Jennings disse que a “pesquisa sobre Jesus” foi “uma das experiências mais enriquecedoras de sua vida jornalística.... visto como ele foi em busca do que poderíamos saber a respeito de Jesus, o homem”. Contudo, sua pesquisa substituiu o registro das testemunhas oculares pela especulação.
Indagado por que havia aceitado uma data posterior àquela em que os evangelhos foram escritos, Jennings respondeu: “Confio nos historiadores e nos eruditos”. Não é verdade! Ele confiou em certos eruditos que não têm crido na Bíblia, ignorando a multidão dos que poderiam provar a veracidade da mesma.
A Jennings também foi indagado por que o seu programa era “tão inclinado a favor dos que rejeitam a veracidade histórica das narrativas dos evangelhos” (Até mesmo o padre católico era um incrédulo) e porque sua reportagem “apresentava mais especulação do que os fatos”. Ele respondeu que “para os que aceitam os evangelhos como verdade literal... a verdade pode repousar primeiramente no fato de que a estória do nascimento virginal de Jesus, por exemplo... cumpre as profecias e prova que Ele foi o Messias dos judeus”. Mas ele jamais explicou porque ignorou este fato na TV.
A um dos peritos de Jennings (John Dominic Crossan, o mais conhecido erudito mundial em matéria de Jesus, co-fundador do “Seminário de Jesus”), foi indagado por que o programa “não havia convidado eruditos conservadores”. Ele deu a desculpa de que “sempre tem ouvido os do outro (conservadores) lado”. Não é verdade! Temos ouvido muito mais eruditos do lado deles afirmar que os Evangelhos são “uma estória metafórica e não estórias históricas” e que “os cristãos primitivos não iriam permitir que a sua morte (de Cristo) acabasse com o movimento dele... daí terem insistido (falsamente) em que Deus havia vindicado Jesus, ressuscitando-o dos mortos”.
Quando indagado por que não fora dada muita atenção ao encontro de Saulo de Tarso com o Cristo ressurreto, motivo pelo qual o maior perseguidor do Cristianismo foi convertido em seu maior apóstolo, Crossan desviou-se da pergunta, adiantando que os eruditos do “Seminário de Jesus” não concordavam todos entre si e que suas conclusões eram decididas pelos votos da maioria. Isso é erudição?
O ceticismo é válido no sentido de evitar que alguém seja enredado numa fraude. As seitas têm proliferado porque multidões são tão facilmente convencidas a respeito de quem devem seguir (apesar das falsas profecias e dos falsos ensinos que contradizem diretamente a Bíblia). Então, seguem qualquer líder religioso autoritário, como Joseph Smith, Mary Baker Eddy, Sociedade Bíblica Torre de Vigia, o papa, Maomé e outros, que afirmam ser a única igreja verdadeira. Contudo qualquer pessoa racional deveria exigir sólida evidência, antes de confiar o seu destino eterno a uma crença religiosa.
A Bíblia tem provado a sua validade com fatos e eventos verdadeiros da história, os quais foram profetizados milhares de anos antes de acontecerem e cujo cumprimento o mundo tem testemunhado. O mesmo não se pode dizer sobre Corão, o Vedas Hindu, os ditos de Buda e Confúcio, o Livro de Mórmon ou de qualquer outro líder religioso.
Invin H. Linton sabe o que diz em seu livro “Um Advogado Examina a Bíblia”: “Duvidar não é pecado, porém contentar-se em permanecer na dúvida, quando Deus nos tem entregue muitas provas infalíveis para confirmá-las, isso é pecado”.
Esses eruditos dão a impressão de que, certamente, nenhuma pessoa inteligente poderia crer na Bíblia. Contudo, muitos dos homens mais inteligentes da História (alguns dos quais fariam com que os eruditos atuais parecessem débeis mentais) têm afirmado que a Bíblia oferece provas irrefutáveis de tudo o que ela declara. Daniel Webster, sem dúvida uma das maiores inteligências dos últimos séculos, acreditava piamente no nascimento virginal de Cristo, em Sua divindade, em Seus milagres, em Sua morte pelos nossos pecados e em Sua Ressurreição.
Ninguém é mais treinado para examinar a evidencia bíblica do que os membros da Lei, como os maiores advogados, juizes e criminologistas, que, tremendo diante de Deus, têm testificado sua fé em Cristo, baseados em evidências que eles próprios, criticamente, têm examinado. Dentre estes encontramos Sir Robert Anderson, Chefe da Divisão de Investigação Criminal da Scotland Yard. Certamente Anderson foi um dos investigadores mais habilitados que já existiram. Seus livros são clássicos, especialmente “The Coming Prince” (O Príncipe Vindouro). Este prova que Cristo cumpriu a admirável profecia de Daniel 9, a qual predisse o dia exato em que o Messias entraria em Jerusalém, montado num jumento, e como tal seria saudado e depois de quatro dias, crucificado. O Daniel de Anderson, no “Critic´s Den” (Negação da Crítica), refuta as tentativas dos críticos, que tentam desacreditar as profecias do Livro de Daniel, as quais dão validade à Bíblia.
Lord Coldecote, o Lord Chefe da Justiça da Inglaterra, declarou o seguinte: “O Novo Testamento... constitui um caso extraordinário.. como confirmação de estrita evidencia para os fatos ali declarados...(incluindo) a Ressurreição”.
Lord Lyndhurst, um dos juristas mais inteligentes da Inglaterra, declarou: “Sei muito bem o que é evidência; e digo-lhes que uma evidência como a da Ressurreição jamais poderia ser negada”. O Prof. Thomas Arnold, renomado historiador inglês disse: “Não conheço fato algum na história da humanidade que tenha sido mais bem comprovado e mais cabalmente evidenciado... do que (o de que) Cristo morreu e ressuscitou dos mortos”.
Do mesmo modo, Simon Grenleaf, co-fundador da Escola Superior de Direito de Harvard (e, segundo Fuller, Chefe da Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos, a maior autoridade citada em nossas cortes), após ter feito um exaustivo exame das evidências, aceitou Jesus Cristo como seu Salvador pessoal. Greenleaf escreveu “O Testemunho dos Evangelistas” (Vide citações a seguir), no qual ele declara que a Bíblia suportaria qualquer teste de evidência que uma corte judicial pudesse impor à mesma e desafiou os seus companheiros de profissão a examinarem-na honestamente.
Muitos zelosos da religião têm morrido como mártires, mas o martírio dos apóstolos foi único. Eles morreram, não apenas em razão do seu amor e lealdade a Cristo, mas testificando os fatos que deram origem á fundação do Cristianismo: o nascimento virginal, a divindade de Cristo, Seus milagres, Sua vida sem pecado, Sua morte pelos nossos pecados e Sua Ressurreição.
Se houvesse espaço, poderíamos citar uma multidão dos mais eminentes eruditos, cientistas, historiadores e advogados, que fazem eco aos acima citados, afirmando, após cuidadoso exame da Bíblia, que ela é verdadeira em cada palavra. Por que Jennings (e por que outros movimentos, conferências, simpósios e especiais de TV, que estão pesquisando o Jesus histórico) não convocou essas testemunhas, a fim de produzir uma extraordinária evidência da validade da Bíblia? Será que eles realmente se interessam em descobrir a verdade? (grifo da tradutora).
Paulo argumentou corretamente que se Cristo não ressuscitou dos mortos, ele e Seus apóstolos eram mentirosos, quando disse: “somos também considerados como falsas testemunhas de Deus” (1 Coríntios 15: 15 – ACF). Esses supostos eruditos estão afirmando que, de fato, os apóstolos eram mentirosos, mas o que eles ensinaram através de suas mentiras foi tão bom que conseguiu transformar o mundo para melhor. Será que isso faz sentido? Como poderia a mentira se transformar na influência mais benéfica já existente em toda a história?
De fato, a maior história já contada “é totalmente verdadeira!”. Devemos nos convencer deste fato, não apenas emocionalmente, mas na base da sólida evidência que Deus graciosamente nos tem oferecido através de sua Palavra. E como verdadeiros discípulos de Cristo, vamos entregar essa evidência às nossas igrejas, escolas e lares. Devemos também usá-la na proclamação do Evangelho, oferecendo àqueles que forem ganhos para Cristo uma base sólida para a sua fé. Examinemos diariamente as Escrituras, para crescer em Sua graça, amor e Palavra, passando a comunicar essa verdade a todos, no poder do Espírito Santo!
Citações de Simon Greenleaf:
Os apóstolos declararam que Cristo havia ressuscitado dos mortos e que, somente através do arrependimento dos pecados e da fé nEle depositada, o homem poderia ter esperança de salvação. Essa foi a doutrina afirmada por eles... mesmo diante das mais horrendas torturas.
Propagando esta nova fé, mesmo da maneira mais inofensiva e pacata, eles nada poderiam esperar, além de ... horríveis perseguições, açoites, prisões, tormentos e mortes cruéis. Contudo... suportaram todos esses sofrimentos, sem desmaiar, mas até se regozijando. Quando um após outro ia sendo levado á morte horrível, os sobreviventes prosseguiam em sua obra, com redobrado vigor e resolução.
Eles tinham todos os motivos possíveis para reavaliar cuidadosamente os seus pontos de fé... Seria, portanto, impossível que tivessem persistido em afirmar as verdades por eles narradas, se Jesus realmente não tivesse ressuscitado dos mortos e eles não tivessem conhecido esse fato, tão certo como conheciam outros fatos...
Se por acaso eles tivessem sido homens maus, é inacreditável que tivessem escolhido essa forma de impostura, comandando ... verdadeiro arrependimento, abandono e desistência de toda falsidade e de todos os outros pecados. É inacreditável que homens maus inventassem mentiras, a fim de promover a religião do Deus da verdade.
“The Berean Call Letter” - Agosto, 2000 - Dave Hunt