Como pode haver reavivamento se não houver arrependimento?

 

            “Deus vai tomar posse da Casa Branca... Vai tomar posse do Escritório Oval, porque este Lhe pertence. Ele vai sujeitar todas as coisas ao domínio de Cristo. Ele vai tomar posse da Corte Suprema. Ele vai expor o que está em oculto. Ela vai retirar de lá o grande homem e trazer a sinergética unção da intercessão e a unção profética, para quebrar, julgar, decretar... Vou marchar para dentro desse lugar e declarar, ousadamente, um decreto da palavra do Senhor... Ele está unindo a unção real com a unção sacerdotal.”  (Dutch Sheets, falando na “Escola dos Profetas”).

 

            No início dos anos 1980, fomos levados pelo Senhor, pela mão direita, para o Movimento da Vida.  Desde o início, sabíamos que não poderíamos nos tornar engajados no ideal popular dominionista de salvar a América, através da política. Mas, descobrimos, através de nossas pesquisas, que o público não havia sido avisado sobre a verdade do aborto: sua história, seus métodos, procedimentos e conseqüências. Isso aconteceu por causa da bem planejada conspiração do silêncio, da parte do ramo principal da mídia e da comunidade médica. Imaginamos, ingenuamente, que isso seria apenas um método de doutrinação e, se o povo conhecesse a verdade, ele se arrependeria.

            Portas foram abertas e oportunidades surgiram, de maneiras jamais sonhadas. Enfrentamos governadores, candidatos à presidência, senadores, representantes, pastores, médicos e outros líderes. O Senhor nos encarregou de apresentar, meridianamente, a verdade. Logo, aprendemos que falar a verdade conduzia-nos a uma trilha iluminada. Alguns nos odiaram por causa de nossa mensagem. Alguns se conscientizaram dos seus pecados e se arrependeram. Enfrentamos uma barreira de deficiência espiritual... Não se pode ficar neutro, diante da vida e da morte. Uma decisão deve ser tomada, após ter-se escutado a verdade.

            Mas, qual o resultado dos nossos esforços? Por que não se soube de reavivamento algum de multidões arrependidas, durante  os meados dos anos 1980, no Estado do meio oeste? É que não houve reavivamento... Não pode haver reavivamento sem arrependimento.

            Quando contamos aos fiéis, na igreja, a verdade sobre o aborto, começamos a ouvir histórias.

            Mulheres cristãs professas tinham ido aos aborteiros, algumas delas até mais de uma vez. Uma mulher cristã explicou que precisara encobrir o seu pecado de adultério.  Ela temia que isso lhe prejudicasse a reputação na comunidade de sua pequena cidade. Outra mulher cristã afirmou que sua carreira e a do pai do seu bebê teriam sido arruinadas, se o romance deles ficasse conhecido.

            Uma líder evangélica, altamente respeitada, a qual havia sido nossa parceira nas reuniões de oração, compartilhou que havia, antes, trabalhado numa clínica de abortos. Chocados com a sua admissão, indagamos sobre o seu arrependimento. Ela disse que acreditava ter sido esse um ministério, visto como costumava segurar a mão da mulher que estava se submetendo a tal procedimento e que orava durante a experiência, pelo bebê que estava sendo morto.  Outra, que trabalhava numa clínica de abortos, contou que estava apenas ajudando uma mulher que precisava disso. E achava que estávamos errados, por sermos tão “julgadores”.

            Certo dia, um ministro, muito perturbado, contou que havia levado sua namorada a uma clínica de abortos, porque achava ser esse o seu dever de homem bom, nessa hora de provação. Só que ele jamais havia se conscientizado de que estava contribuindo para o assassinato do próprio filho. Ele ficara arrasado durante vários dias; porém, mais tarde, havia caído nos mesmos pecados que o haviam levado, anteriormente, a praticar aquele ato, ou seja, os pecados de imoralidade, fornicação e pornografia.

            Ouvimos registros de mães cristãs, que coagiam suas filhas a praticarem abortos, para camuflar sua promiscuidade.  Em várias igrejas, alguns anciãos apelavam aos abortos, a fim de encobrir os seus pecados secretos, da liderança da igreja. Havia conselheiros e pastores cristãos que recomendavam abortos.  Alguns apenas silenciavam. Nunca se manifestavam em defesa da vida dos bebês, seguindo o modelo humanista da Psicologia não direcionada.

            Ocasionalmente, aconselhamos mulheres que haviam praticado abortos, a quem jamais havia sido dita a verdade.  Muitas dessas mulheres ficaram emocionalmente devastadas... Mulheres que haviam confiado em pílulas anticoncepcionais e outros métodos anticoncepcionais, aconselhados por seus médicos, os quais provocavam a morte dos embriões, antes destes se fixaram nas paredes do útero. Apesar da óbvia perda de vidas, soubemos apenas de um médico que não costumava prescrever métodos abortivos.  Outros médicos cristãos haviam se tornado referências na prática de abortos. Um médico nos  contou, confidencialmente, que temia a pressão  dos confrades médicos.

Nas aulas do ensino público, os professores  acreditavam ser o seu dever  ensinar, aos alunos, detalhes íntimos sobre a sexualidade, inclusive sobre o aborto, chegando a indicar a clínica mais próxima [onde as alunas poderiam encontrar a “solução” do seu problema].

Estes relatos, dignos de registro, são espantosos por uma razão: todas essas pessoas afirmavam ser “a favor da vida”, apoiando a legislação “a favor da vida”.  Alguns acreditavam ser profetas, tendo recebido a “unção” do Senhor para o seu discernimento espiritual. Ficamos alarmados. Algo estava tremendamente errado. Pessoas, que eram supostamente contra  o aborto, estavam participando exatamente dos pecados que contribuíam para esse problema - a imoralidade. Então, o que estava errado... O que estava faltando? [A reposta é óbvia: arrependimento].

Buscamos respostas. Gradualmente, num período de muitos anos, começamos a entender que o aborto era apenas uma ponta do iceberg. Então, o que se escondia sob a superfície da participação das igrejas no aborto?  Alguns cristãos estavam envolvidos em flagrantes pecados como o adultério e a fornicação. Esses pecados eram resultado da concupiscência, lascívia, impureza e afeições desordenadas.

 

O Levedo

 

            Certa noite, visitamos alguns amigos, logo após a hora do jantar. A  TV estava ligada em alto som, naquela sala. Alguns humoristas estavam fazendo piadas indecentes, focalizando certas partes íntimas do corpo, que temos até vergonha de mencionar aqui. A cena prosseguiu, até que uma das atrizes retirou a blusa, revelando sua nudez.  Nossos amigos pareciam achar tudo aquilo muito natural. Como não costumamos assistir a esse tipo de programa na TV, depressa nos afastamos.  Seria esse o tipo de programação à qual os cristãos costumam assistir na TV? Será que isso não os estaria conduzindo ao pecado em seus corações? Jesus disse: “Atendei ao que ides ouvir. Com a medida com que medirdes vos medirão a vós, e ser-vos-á ainda acrescentada a vós que ouvis” (Marcos 4:24).

            A Escritura não nos ordena a mortificar nossos membros, a fim de evitarmos a ira de Deus? 

            Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria, pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Colossenses 3:5-6).

            “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra” (1 Tessalonicenses 4:3-4). E isso, em qualquer circunstância, inclusive num show de TV. Nossos amigos logo admitiram ter errado, quando enviaram dinheiro para organizações cristãs, que colaboravam com esse tipo de shows na TV. Em seguida, eles começaram a escrever cartas aos congressistas, criticando Hollywood.

            Um amigo nosso abandonou o Movimento Gay, arrependeu-se dos seus pecados e aceitou Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador; casou-se e teve filhos. Anos mais tarde, ele começou a pregar aos outros gays, mostrando como era possível conseguir a salvação, tendo ajudado alguns a abandonar aquele estilo de vida. Mais tarde, ele descobriu que até poderia ganhar muito dinheiro, se um grupo de cristãos colocasse em Washington uma cruzada anti-gays. Infelizmente, pouca ajuda tem sido dada a ministérios como este, os quais poderiam conduzir tantos homens à cruz e à salvação, através do sangue derramado por Jesus Cristo. Os cristãos amaram a idéia de lutar contra aqueles “maus elementos”, porém, falharam em apresentar o evangelho àqueles trágicos pecadores. Nosso amigo acabou abandonando uma igreja carismática, a qual tolerava um pastor gay, encobrindo os pecados deste, enquanto, publicamente, apoiava as agendas anti-homossexuais. Nós também fugimos de uma dessas.

            Estes dois exemplos ilustram a extensão a que os cristãos têm sido influenciados pelas doutrinas do Dominionismo. Esta doutrina é um levedo, permeando tudo.  Ela se apresenta, ostensivamente, nas organizações cristãs e na mídia, nas últimas duas décadas. Justamente por apresentar uma teologia patriótica e lucrativa, o Dominionismo tem assumido que a América é um país cristão e que nós podemos dominar politicamente a América, ao ponto da mesma se transformar num jardim florido... [Sem qualquer necessidade de arrependimento!]. O resultado é que os cristãos têm tentado restaurar os Dez Mandamentos e a oração nas escolas, enviando cartas condenando os abortos e dinheiro para deter a pornografia, e assim  por diante.

            Conforme o autor Al Dager, a “Teologia do Domínio diz respeito a qualquer número de filósofos dentro das igrejas, os quais afirmam que o mundo  será ganho para Cristo, através de uma igreja reavivada, antes que Ele regresse. Ele declara, em essência, que Jesus não poderá voltar, até que a igreja tenha se apossado dos poderes temporais do sistema mundial”  (The World Christian Movement).

            O Dominionismo tem sido ensinado em todas as denominações, incluindo as reformadas e as reconstrucionistas, com diferentes nuances de ênfase. [N. T. - A igreja que eu freqüento prega (moderadamente) o Dominionismo, através das revistas da EBD]. Os objetivos da Teologia Dominionista incluem idéias de que a igreja deve: 1). - travar batalha espiritual nas regiões celestes; 2.) - estabelecer o seu governo na Terra; 3.) - fazer discípulos de todas as nações (até mesmo pela coerção e consenso); 4.) - apresentar unidade e perfeição, antes da  volta do Rei.

            O Dominionismo não era uma doutrina tradicional do Pentecostalismo, porém, o seu levedo tem se infiltrado em toda parte. Dutch Sheets explica:

            “Efésios 4 é literal, antes da vinda de Jesus. Nós O expressaremos, plenamente, na Terra. Todas as coisas Lhe serão submetidas. Todas voltarão ao Seu completo domínio. Tudo voltará à ordem. A Terra, sua totalidade, os eons, os tempos, as estações, estão todos marchando para um final determinado, quando todos ficarão sujeitos a Cristo; e eu lhes digo: o que me deixa sobremodo entusiasmado: Ele está fazendo tudo isso por nosso intermédio”  [N.T. - Nosso Senhor, glorificado e assentado à destra do Pai, necessita da ajuda de homens pecadores, a fim de poder regressar à Terra? E onde ficam as profecias, uma vez que Ele mesmo declarou que a Escritura não pode ser anulada?].

            Numa recente conferência da “Escola de Profetas”,  muito foi ensinado sobre como travar a batalha espiritual nas regiões celestes. C. Peter Wagner se gloriou em que enormes quantidades de novas matérias escritas estão sendo publicadas, a fim de entregar as novas doutrinas para uma planejada “Segunda Reforma”. Disse ainda que existem muitos apóstolos e profetas, que têm um elevado nível de contatos, no mundo espiritual e no mundo natural. Garantiu que, uma vez que essas pessoas estejam “alinhadas” em “governo”, então a igreja será restaurada, reavivada e os dons serão todos “liberados”.

            Por favor, notem que esse reavivamento jamais poderia acontecer, a não ser através de um arrependimento generalizado. Contudo, eles pregam que isso vai acontecer,  quando a igreja for “restaurada” à sua apropriada “ordem”.

            Dutch Sheets declara, meridianamente: “Ele [Cristo] não está falando sobre nos tornarmos perfeitos, no sentido de “sem pecado”, mas que devemos atingir a plenitude. É uma palavra usada significando chegar à maturidade.”  Os principais pecados mencionados (na conferência) foram:  a desunião e a divisão, cognominados “um espírito de Jezabel”.  A batalha contra o mal foi descrita com sendo uma batalha corporativa, uma batalha espiritual e forte... Lá fora. Bárbara Yoder explicou o novo foco: “Uma das coisas que Deus está exigindo de nós é que mudemos nosso centro de pensamento do EU para o CORPORATIVO”. [N. T. - Observaram o ensino de Nova Era, aí?]

 

O SAL - A histórica doutrina cristã, empregando métodos de exegese, tem ensinado que o inimigo de cada cristão é o pecado da pessoa, contra o qual ele deve resistir.

            Dois reinos estão em constante conflito, neste mundo - o reino do príncipe das potestades do ar e o Reino do Filho de Deus. De cada crente individual, é exigido que tome uma posição, diante de um ou do outro reino. O Reino do Filho conduz à vida eterna e o outro, à condenação eterna, no inferno. Nossa batalha espiritual deve ser travada contra o pecado e as trevas que nos rodeiam. Isso está meridianamente claro em Efésios 2:1-6:

            “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos) E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus”. 

                No mundo inteiro, um grupo de auto-nomeados apóstolos e profetas está conduzindo - a “nível estratégico” - os crentes, ensinando-os a expulsar os “principados e potestades”, que eles afirmam ter identificado.  Contudo, as Escrituras descrevem uma batalha espiritual diferente, uma delas com eternas  conseqüências para o crente.

            Os cristãos devem resistir ao pecado que se encontra neste mundo. Na 1 João 2:15-17, lemos: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”.

                O Cristianismo tem enfatizado a santificação do crente, uma doutrina firmemente enraizada na Palavra de Deus. Jesus Cristo orou para que os Seus seguidores fossem afastados do mal: “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade” (João 17:14-17).

 

Quando o sal perde o seu sabor - “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens”.

                Durante muitos anos, nós falamos contra o aborto e muitos cristãos entraram na política. Eles acreditavam, fervorosamente, e citavam, muitas vezes, o  2 Crônicas 7:14: “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (N. T. – Esta é uma promessa exclusiva para os judeus, não para a igreja]. Ora, o que aconteceu aos políticos que entraram na política? A maioria logo se desviou dos seus altos  ideais. Alguns deles até voltaram aos seus antigos pecados. “Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra” (2 Timóteo 2:4). Pretendiam ser sal, mas perderam o sabor. Começaram com grandes esperanças de testemunhar de Cristo aos incrédulos, porém, logo as realidades políticas uniram todos na linha secular do “nós contra eles”, quando os políticos contrários se transformam em inimigos. Será que um político que se posiciona firmemente pelos princípios cristãos seria reeleito  (ou permaneceria no cargo), nesta sociedade secular e pluralista? O processo político exige coalizão e consenso; compromisso, negócios escusos, concordância em tomar apenas a metade do pão, em vez do pão inteiro, concordando em escolher o menor entre os dois males, mesmo apoiando itens com os quais discorda...

            O Dominionismo político provê falsas esperanças na edificação da coalizão. Ele ensina que nossa depravada sociedade poderá ser mudada, simplesmente com a mudança  de algumas leis, ou colocando alguns líderes religiosos em posições chaves. Ele confia em cavalos e carruagens, em vez de confiar somente em Deus.

 

O profeta que ‘não tinha tempo’ de admoestar  

 

Um parceiro de oração começou a nos pressionar, para freqüentarmos algumas reuniões de oração na igreja local de um dos principais líderes dos sinais e maravilhas. Ele acreditava que esse homem era um profeta, possuidor de um extraordinário dom de revelação. Ele estava organizando uma grande igreja modelo na cidade... Ainda não estávamos bem informados sobre o Latter Rain, nesse tempo, mas ficamos chocados em nosso espírito. Várias semanas, mais tarde, a história de uma perseguição a uma família cristã, que vivia na cidade natal daquele homem, foi manchete nos jornais da cidade. A perseguição foi de tal natureza a permitir que outros cristãos começassem também a ser perseguidos por terem idênticas convicções. Sara telefonou ao nosso amigo. Certamente, o tal profeta havia visto o que significava a perseguição àquele homem. É claro que ele deveria ter corrido em defesa daquela família, em sua hora de provação. Nosso amigo explicou que o  profeta só se preocupava mesmo com os seus “profundos assuntos espirituais”. Então, Sara replicou, sarcasticamente: “Ele deve estar com a cabeça e os pés nas nuvens”.

            Só mais tarde, percebemos a nova marca de Gnosticismo hiper-espiritual que tem levado os cristãos a lutarem contra imaginários principados e potestades (Atos 8:4-6): “Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra. E, descendo Filipe à cidade de Samaria lhes pregava a Cristo. E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia”, ao mesmo tempo em que ignoram os pecados reais e os perigos da vida. Se esse “profeta” tivesse apoiado o crente perseguido (um homem de fortes convicções bíblicas), ele teria corrido o risco de afastar outras igrejas do seu novo e amplo grupo urbano de pastores. O Dominionismo espiritual, conforme ensinado pelos apóstolos e profetas, oferece uma falsa esperança de unidade na Terra. Essa unidade exige que o Evangelho da Salvação seja diluído, de modo que o membro da frágil coalizão não fique escandalizado. Exatamente como o Dominionismo político, o Dominionismo espiritual está em busca do mais baixo denominador comum.

            A 2 Pedro 2:7-8 contém uma intrigante referência a Ló, apresentando-o enfadado com o baixo procedimento e conversa dos maus: “E [Deus] livrou o justo Ló, enfadado da vida dissolute dos homens abominates  (Porque este justo, habitant entre eles, alegria todos os dias a sua alma justa, vendo e ouvido sobre as suas obras injustice). Ló vivia entre os habitantes de Sodom e Gomorra. Ele vivia bombarded e consumido com a perversidade dos habitantes pagãos da cidade. Isso não é diferente da nossa cultura atual, que chega sem censura, através da TV e das telas dos computadores, das revistas, dos vídeos, etc.  Ló foi encarregado pelos anjos de admoestar - o clássico dever dos profetas: “Então saiu Ló, e falou a seus genros, aos que haviam de tomar as suas filhas, e disse: Levantai-vos, saí deste lugar, porque o SENHOR há de destruir a cidade. Foi tido porém por zombador aos olhos de seus genros”. (Gênesis 19:14).  Ló fracassou totalmente na comunicação de sua mensagem, o que resultou na morte do seus dois genros.

            O Novo Testamento se refere a Ló, respeitosamente, chamando-o justo. Mesmo assim, ele foi incapaz (conforme a linguagem das multidões dos sinais e maravilhas) de “operar plenamente em seu dom espiritual”. Ele havia se tornado uma vítima, que foi apanhada nos pecados da cultura sedutora do seu tempo, nos pecados do mundo.

            Jesus se refere a essa condição como “espinhos”: “E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera” (Mateus 13:22). Viver imerso numa cultura carnal de sensualidade [como a do nosso tempo] não produz bons frutos no coração do crente. Ela se torna uma pedra de tropeço, quando se declara que o Evangelho admoesta sobre a ira vindoura do Senhor. Talvez seja essa a razão por que tantos estão correndo para abraçar as novas doutrinas, que amenizam a verdade bíblica. Isso porque é mais fácil travar batalhas fora de nós mesmos: “Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão” (Mateus 7:5).

            Uma das razões pela qual os “super-apóstolos e profetas” têm problema em fazer admoestações verdadeiras podemos encontrar nesta explicação de Dutch Sheet:

            “Estamos agora encetando uma viagem para um incógnito, onde ... tudo que foi transformado pela queda, tudo que aconteceu na tentativa de tirar as coisas do seu rumo, repousa, definitivamente,  sobre uma garantida trilha de restauração da restauração... até que voltemos à correta constituição de tudo... ao modo como fomos feitos e pretendemos ser, desde o princípio. Por isso estamos num processo de restaurar todas as coisas, reconstituindo-as a esse declarado estado de ordem e propósito”.

            Esta utópica doutrina não parece uma admoestação para fugir da “ira vindoura”. Ela promete uma falsa “restauração” do Reino, através de um “reavivamento”, na qual o arrependimento não é ensinado. No Dominionismo espiritual, não existe a “ira vindoura”. (o que existe é um julgamento a ser executado pela nova super-igreja contra os que se recusarem a dobrar os joelhos diante daquele que, porventura, eles acharem que é o “Rei Jesus”).           [N. T. - A política mundial, unida à super-igreja emergente - ‘avivada’ e com propósitos -  vai entronizar o Anticristo].

         A mensagem dos novos apóstolos e profetas encaixa-se perfeitamente na admoestação da 2 Timóteo 4:3-4: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”... Ela produz “comichão nos ouvidos”, criando um inimigo externo, para evitar o confronto com o nosso pecado pessoal. Esta é a inevitável conseqüência de uma igreja que tem sido saturada, durante anos, pelo evangelho psicológico, o qual se bandeou para o lado do pecado, tendo começado a oferecer desculpas, compromissos e auto-realizações. Os novos pecados de hoje são: fé insuficiente, desunião, divisão, pobreza, infidelidade e doença. Não testemunhamos um único exemplo de arrependimento de um pecado citado na Bíblia,  no íntimo do coração, enquanto observamos alguns excertos da conferência da ”Escola dos profetas”. Entrementes, um caudaloso grupo de profetas, em treinamento, está sendo “ativado” para a propalada “restauração".

 

Isto é novo...  (Eclesiastes 1:10) - Uma doutrina importante ensinada na conferência da “Escola de profetas” garante que a igreja está progredindo. Essa afirmação é feita sob os auspícios de que existe uma revelação progressiva de Deus através da história da igreja. [N. T.: Então,  onde fica a 2 Timóteo 3:16-17?]. O século 20, que teve início com o falar em línguas [e a publicação da primeira edição corrompida da Bíblia, nos USA], recebeu, progressivamente, a nova revelação, em cada década a seguir: Latter Rain; Evangelho da Libertação; Movimento Carismático, com o Movimento da Fé, usando com o “fale e exija”; profetas e,  em seguida, os apóstolos; sem falar no futuro movimento dos “santos” imortais (Exército de Joel/Manifestos Filhos de Deus), que atuarão no Novo Milênio. [N. T.: Como diz o Salmos 42:7: “Um abismo chama outro abismo...”]. Os líderes atuais  [avivados] afirmam que existe um novo conhecimento em cada sucessiva geração, o qual vai superando o conhecimento antigo, para que haja uma “reconstrução” de todas as coisas. Eles chamam essa nova doutrina de “sinergia”, um termo ocultista, usado exatamente pela Nova Era, no sentido de obter uma nova ordem na Terra.

            Uma doutrina correlata, ensinada na conferência da ”Escola de profetas”, é também um movimento importante do Movimento Nova Era.  Popularizado por Thomas Khun, em seu livro “The Structure  of Scientific Revolutions”, o qual é amplamente citado na literatura da Nova Era, a filosofia declara que, “não apenas está o nosso conhecimento da verdade evoluindo, como a própria verdade está evoluindo”  [N. T. - Jesus declarou: “Eu sou... a verdade” (João 14:6). Hebreus diz: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente”. Como é que a verdade pode estar evoluindo?].

         Os apóstolos e profetas [“modernos”] adotaram esta doutrina. Eles afirmam receber novas revelações e que o seu conhecimento da verdade divina está evoluindo. Seu mantra é “Deus está dizendo uma nova coisa”. Mas, significativamente, o que eles estão fazendo é adotar doutrinas, há muito removidas do Cristianismo Ortodoxo, pelas quais eles, aparentemente, acreditam que Deus está evoluindo. Empregam um bizarro método de exegese, usando Escrituras totalmente fora do contexto, aplicando-as posteriormente. Para corroborar suas novas doutrinas, eles têm apelado às fontes gnósticas. Esta é a conseqüência final de se colocar maior ênfase na revelação pessoal do que na verdade de Deus - a Bíblia.

            Muitas sólidas Escrituras refutam esses falsos apóstolos e profetas. A Bíblia ensina que Deus e Sua Palavra são imutáveis:

 

Isaías 40:8 - “Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente”.

Salmos 119:89 -  “Para sempre, ó SENHOR, a tua palavra permanece no céu”.

Mateus 5:18 - “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido”.

Mateus 24:35 - “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar”.

1 Pedro 1:23-25 - “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre”.  “Porque Toda a carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do SENHOR permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada”.

 

Esses caras são sérios? - A “noiva de Cristo”, conforme as novas doutrinas, está usando botas de combate. Ela deve se preparar para enfrentar uma grande batalha militar e espiritual. “Estamos preparados para a maior batalha, como jamais vimos antes” proclamou Bárbara Yoder, na “Escola de Profetas”. Não existe menção alguma sobre a noiva vestida de branco. Não existe a menor intenção de santificação através do poder purificador da Palavra, (João 15:3); da lavagem da água pura pela Palavra (Efésios 5:26). Em vez disso, esses líderes dominionistas estão organizando um exército, com uma retórica repleta de palavras e analogias militares.

            Talvez isso não parecesse tão alarmante, se não fosse pela realidade do que temos visto, diariamente na TV, de um grupo de políticos religiosos, usando uma violenta retórica de doutrinação para o próximo passo. As declarações de C. Peter Wagner, após o atentado terrorista de 11/09/2001, são deprimentes. Ele se alinha às atividades da batalha espiritual do seu comando estratégico apostólico, com as reais atividades na Terra, do NORAD, em Colorado Springs e, ousadamente, pronuncia “declarações apostólicas” sobre a batalha.

            “Agora chega!” Esses autonomeados apóstolos e profetas são aterrorizantes. Eles estão enganando as ovelhas com o seu levedo. A verdade é que precisamos “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”, mas pelas armas da justiça, que a Palavra nos oferece. (Judas 3).

            Esses novos apóstolos e profetas estão “negando Jesus Cristo”. Estão seguindo “outro Jesus” criado pela sua imaginação. Estão colocando obstáculos em lugar da adoração, como: pilares de auto-unção, autonomeação de apóstolos e profetas, que afirmam ter revelações divinas extrabíblicas, exigindo que a eles cada igreja deve se dobrar, eventualmente, em obediência. Eles estão construindo “bancos de dados” sobre os crentes, como uma espécie de confessionário de suas vidas particulares. Eles estão fazendo alianças com líderes do governo, inclusive com as Nações Unidas. Eles estão edificando estruturas econômicas, com escritórios  interligados de diretores, colocando, assim, os fundamentos da igreja estatal.

            Que ninguém se engane: este fundamento não é da ROCHA, Jesus Cristo, a pedra de esquina. Eles estão estabelecendo um novo sacerdócio, a fim de neutralizar o sacerdócio dos crentes. Sua Segunda Reforma vai subverter a Reforma Protestante, levando a igreja de volta à escravidão. Aos crentes é ensinado que estes precisam receber a unção dos líderes  selecionados, a fim de se tornarem maduros na fé.  Os apóstolos e profetas afirmam receber novas revelações do Senhor, as quais superam a Palavra de Deus. Eles estão edificados sobre a areia de suas falsas doutrinas e não sobre a ROCHA.

            Já não é tempo de renunciar a esses líderes? Já não é tempo de provocar uma tremenda DIVISÃO entre eles e nós? Não é tempo de proclamar ao mundo que esses homens não representam o autêntico Cristianismo bíblico? Precisamos esperar que eles usem suas botas de combate, antes de nos apercebermos de que sua retórica de guerra pode se transformar numa tenebrosa realidade? [Grifo da tradutora].

            É tempo de cingir nossos lombos e ficar preparados para dar a outra face. Grande parte de sua retórica é dirigida contra os que se opõem aos seus ensinos [N. T. - como esta, que traduz artigos mostrando a perigosa influência desses “jacarés espirituais”, que estão comandando as igrejas ditas “avivadas”]. Estamos de olho nesses homens, que estão ameaçando os que discordam deles. Dutch Sheet profetizou que “os Jeús estão chegando” contra o espírito de Jezabel. O tal “espírito de Jezabel” é como é chamado aquele que ainda permanece na pura e inalterada Palavra de Deus - especialmente qualquer pessoa que se atreva a falar contra os auto-ungidos e autonomeados “eleitos”.

 

O caso das doutrinas deficientes (ou, como ser um cristão que salga) - Há trinta anos, fomos salvos durante um genuíno reavivamento, chamado “O Movimento de Jesus”, o qual  focalizava Jesus Cristo na cruz. Embora haja evidência de que, a princípio,  esse movimento possa ter sido manipulado, ele cresceu rapidamente, porque ali foi ensinado o evangelho do arrependimento. Ele foi caracterizado pelos hippies que abandonaram suas vidas de pecados (drogas, álcool e promiscuidade sexual), entregando-se a Cristo.

            Logo que fomos salvos, fomos doutrinados com várias doutrinas, hoje ensinadas nas igrejas evangélicas e carismáticas. Fomos ensinados que seríamos tentados a voltar à  nossa antiga vida de pecados, a não ser que começássemos a praticar essas doutrinas. Elas nos protegeriam do mal, conservando a nossa fé e o nosso andar santo. Essas doutrinas provinham de uma apropriada compreensão do lugar  do crente neste mundo. Temos aqui alguns exemplos:

            Romanos 6:11-12: “Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências”.

            Tiago 4:4: “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”

            Tito 2:11-13: “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo”.

Colossenses 3:1-3: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus”.

Romanos 12:1-2: “ROGO-VOS, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.

2 Coríntios 7:14-15: “Porque, se nalguma coisa me gloriei de vós para com ele, não fiquei envergonhado; mas, como vos dissemos tudo com verdade, também a nossa glória para com Tito se achou verdadeira. E o seu entranhável afeto para convosco é mais abundante, lembrando-se da obediência de vós todos, e de como o recebestes com temor e tremor”.

Romanos 13:12-14: “A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz.  Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja”. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências”.

            Estas Escrituras têm muito a dizer sobre a separação e a não aceitação dos moldes mundanos. Um crente deve se separar dos incrédulos e dos idólatras, consagrando-se puro ao Senhor. Um crente não deve se conformar a este mundo, com todas as suas (do mundo) lascívias, mas viver conforme a perfeita vontade de Deus. Esses dois princípios podem evitar que um crente bebê volte aos seus amigos antigos, às suas antigas lascívias, aos erros espirituais e à sua antiga vida de pecados. Observe as referências da última Escritura (Romanos 13:12-14). Aqui temos um claro exemplo de batalha espiritual. Esses versos não conclamam a lutar contra os principados e potestades, ou a estabelecer governos  e reis, mas a neutralizar as obras das trevas (o pecado) e se vestir de santidade, a qual é o armorial contra as concupiscências da carne.

            Como alguém se veste de santidade? É tempo de voltar à fé simples e à confiança no primeiro amor, Jesus Cristo, o Qual morreu na cruz para que nossos pecados fossem perdoados. Leiam a Bíblia, diariamente, empregando os métodos tradicionais de estudo da mesma. Fiquem longe de todo maligno estilo exegético da “Teologia da Substituição” (Dominionismo) ensinada e usada pelos profetas dos sinais e maravilhas.

    Em vez disso, detenha-se em cada verso e pergunte ao Senhor: onde você deve aplicá-lo em sua vida. O que Deus está dizendo claramente? Você está convicto? Precisa pedir perdão ao Senhor? Precisa fazer algumas mudanças em sua vida, mesmo quando você parece uma pessoa “especial” aos olhos da igreja mundana? Você está querendo andar no caminho estreito, mesmo estando sozinho nesse caminho? “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho” (Salmos 119/105).

 

    O Reavivamento que não aconteceu - Durante a segunda metade do século 20, no mesmo período em que os “apóstolos e profetas”  afirmavam que Deus estava fazendo poderosas restaurações e reavivamentos, a América abortou 10 milhões de bebês. Esses bebês eram considerados inconveniências, não bênçãos. Houve um deslize moral na fé. E, conforme tratamos e documentamos, no início deste artigo, os cristãos caíram, exatamente como o resto da cultura. As antigas doutrinas, que antes costumavam ser ensinadas, desapareceram, ou “evoluíram”, a fim  de se tornarem mais agradáveis à vida moderna. A cultura se tornou descristianizada e, em muitos casos, direitamente pagã. Os cristãos gradualmente foram deixando de agir como sal da Terra e luz do mundo, abandonado a cultura bíblica com o seu positivo espírito de vida santa e de justiça. Em vez disso, eles adotaram o levedo do Dominionismo espiritual e político, o qual pode ter apaziguado os seus sentimentos de culpa, mas pouco tem feito para propagar a verdadeira mensagem do Evangelho de Cristo.

    Como vemos, não houve reavivamento algum. Não há reavivamento. Não pode haver reavivamento sem arrependimento! [N. T. - E quem vai se arrepender, se não ficar alimentado pela Palavra de Deus?].

    “Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.” (Josué 24:15).

 

Artigo de Linn e Sarah Leslie“How Can There be Revival Without Repentance?”

Traduzido por Mary Schultze, em 04/07/2008. – Bíblia ACF.

www.cpr.org.br/mary.htm