O TEMPO
Como diz o meu sábio “filho” Paulo Vieira, que fez 50 anos no dia 25 deste e é muito inteligente... Como quase todos os cearenses:
Para os mais novos, completar 50 anos significa que estamos ficando velhos. Para os mais velhos, significa que ainda somos muito novos. Se olharmos a vida dentro da realidade espiritual de eternidade, não faz muita diferença se temos 50 ou 100 anos. O tempo que passamos na terra é muito curto.
Quando vou a um Shopping, percebo que a maioria das pessoas é mais nova do que eu. A vida é assim mesmo. Tudo passa e não notamos que passou. As gerações passam como as águas de um rio e não existe como parar essa marcha. A única maneira de alguém não envelhecer é morrer cedo. Os que se deixam escravizar pela beleza e pela juventude tentam inutilmente, nas academias e nos tratamentos de beleza, preservar aquilo que lhes é tão significativo. Todavia, Deus, em Sua infinita sabedoria, estabeleceu que a beleza física é muito mais efêmera do que a vida sobre a terra e todos que chegam à velhice perdem os encantos do corpo.
Nesse processo, Deus coloca diante do homem a percepção da insignificância da beleza física e da própria vida. Por outro lado, abre-lhe a oportunidade de viver eternamente através de Jesus Cristo.
A Bíblia descreve, com muita propriedade, o que significa a vida do homem na terra através dos seguintes versos, no Salmos 103:15-16: “Quanto ao homem, os seus dias são como a relva; como a flor do campo, assim ele floresce; pois, soprando nela o vento, desaparece; e não conhecerá, daí em diante, o seu lugar”.
Gosto muito das fotografias antigas em que aparecem aquelas pessoas que viveram no princípio do século passado. Muitas vezes, fico olhando para os seus rostos e pensando que elas viveram, morreram, já foram choradas e já foram esquecidas. Assim é a vida: todas as gerações passam e não existe nada de novo sobre a terra. Os tramas e os dramas da vida são sempre os mesmos, mudando apenas os personagens.
Com minhas próprias palavras vou tentar “traduzir” aqui o que o amigo N.P.Q., erudito em literatura secular e na Palavra Santa, escreveu...
O tempo é realidade que se soma na conquista da eternidade revelada. Os dicionaristas conceituam o tempo como “duração calculável de seres e de coisas”. Em Eclesiastes 3:11 Deus falou pela boca de Salomão: “Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim”.
O tempo é fruto da sabedoria divina, que marca ordenadamente a divisão das eras e dos séculos, exercendo a sua soberania na multiplicação de células, de genes que originam a vida humana, pela vontade soberana do Criador. O tempo marca o período genético das células, na fundamental unidade dos seres vivos. Mediante a ação do Seu Espírito, Deus gerou a vida, a ordem e a beleza. Na contemplação da natureza criada, do espaço sideral, os oceanos, as florestas, os campos, as aves do céu, os peixes e animais marinhos, as constelações estelares, até a coroa da criação – o homem – a sabedoria divina é mostrada no sentido de que Deus tudo criou como eterna expressão de Sua glória e para o nosso permanente deleite...”
Diante de tanta filosofia, reporto-me aos meus 77 anos de vida, durante os quais, conforme eu hoje falei com o nosso Deus, na oração matinal, nada tenho a reclamar, pois Ele tem sido maravilhosamente gracioso, amoroso e misericordioso comigo durante todo esse tempo, sem falar que, desde o momento em que fui gerada, Ele tomou conta de mim e me escolheu, através da regeneração pelo Seu Espírito Eterno, para ser uma serva dEle e do Seu Filho Jesus Cristo, a quem procuro servir em honestidade de vida e de coração.
Mary Schultze, 30/01/2007