Vivendo e Aprendendo I
Vamos recapitular algum aprendizado da semana na UNIVERTI, com as aulas de Redação Criativa (terça feira 19/2); Teologia, Filosofia e Conversação Inglesa (quinta feira 21/02); Psicologia (sexta feira 22/02).
Redação Criativa - O assunto foi variado e quem mais se distinguiu na classe foi Diva, uma tecladista que, inclusive, tem CDs colocados à venda a R$10,00 cada um. Li o Poema “Meu Quantum de Saudades”, que escrevi há pouco tempo. O assunto da próxima aula será “O Belo”; por isso escrevi a crônica “O que há de belo na velhice”.
Teologia - O professor é católico romano e dá aulas usando o Catecismo da Igreja Católica de 15/08/97, a teologia católica da CNBB e a Teologia da Libertação, de Leonardo Boff. Ele também cita, constantemente, o teólogo presbiteriano (liberal) Rubem Alves. Esta semana, ele trouxe um artigo de Antonio Cícero, focalizando a opinião de Rubem Alves sobre Eutanásia, o qual foi publicado na Folha de S. Paulo, em 26/01/08.
Este professor fala algumas heresias consideráveis, mas também tem dito algumas verdades. (Vou levar este artigo para ele). Uma dessas verdades é que a Igreja não foi fundada sobre Pedro, conforme o Catolicismo ensina, mas sobre a declaração deste de que Cristo é o Filho de Deus, conforme Mateus 16:18. Outra verdade que ele falou foi que a igreja organizada se corrompeu por ser uma organização humana e não a verdadeira igreja, uma vez que esta se encontra dentro de nós mesmos, etc... Ele nunca menciona o Espírito Santo, nem crê na infalibilidade da Bíblia. Os católicos parecem relegar o ofício do Espírito Santo (o qual tem sido ostensivamente usurpado pelo papa), enquanto os pentecas abusam do d'Ele, transformando-o num operoso office boy, sempre obediente às suas ordens. Nós, os cristãos bíblicos, colocamos o Espírito Santo em nossa vida como o legítimo Vigário de Cristo; Aquele que nos convence do pecado, da justiça e do juízo; A terceira Pessoa da Trindade, a qual nos leva a buscar a Segunda Pessoa, o Filho, convencendo-nos de que sem Ele nada podemos fazer (João 15:5); cremos também que o Espírito Santo é quem nos lava e regenera, através da água pura da Palavra (Tito 3:5), a qual Ele derrama sobre a palavra escrita, tornando-a viva e eficaz, por Jesus Cristo, nosso Salvador.
Filosofia - até agora, a professora não compareceu às aulas, por motivo de enfermidade na família.
Conversação Inglesa - É a disciplina mais interessante e animada. A professora Betty viveu durante 25 anos na Inglaterra e tem coisas muito interessantes para relatar, ao mesmo tempo em que melhoramos o nosso desempenho na conversação. Ela é uma excelente artista plástica e levou um dos seus “books” para nos mostrar. Gosta de focalizar as mãos, como o objetivo principal de sua inspiração, e nos tem transmitido valiosos conceitos sobre a sua arte. É a minha preferida nas aulas.
Psicologia - Com duas horas de duração, esta matéria é entregue por uma Psicanalista Clínica simpática e efusiva, a qual nos permite inteira liberdade de expressão. Não comparecei à primeira aula e ontem precisei apresentar-me às colegas, o que fiz em poucas palavras. Todos têm o direito de se manifestar, por ser esta uma disciplina de interação entre a professora e os alunos. Dei alguns palpites, sempre tentando encaixar minha formação bíblica.
Amor/Medo - Como preâmbulo, declarei que sou a pessoa mais feliz do mundo, embora o assunto da aula fosse “MEDO”. No início, foi tocada uma música de Raul Seixas focalizando o MEDO. Achei-a simplesmente detestável e estou certa de que o autor era tremendamente “possuído pelo Anjo de luz!”
A mulher mais linda e elegante da turma é Rachel, uma senhora de 74 anos, que usa bengala por causa de uma cirurgia no quadril e colo do fêmur.
Uma jovem (especialista em leitura) leu o conto meio abstrato (de uma autora, cujo nome não gravei), falando sobre uma jovem assassinada pelo pai e atirada num rio. As piranhas lhe comeram rapidamente as carnes e só restou o esqueleto, o qual ficou arquivado nas profundas águas daquele rio, passando a ser motivo de assombração e terror para os pescadores do lugar.
Essa narrativa (longa e excêntrica) prosseguiu, não nos deixando exatamente amedrontadas, mas cansadas da necrofilia que essa autora revela. No final da história, o esqueleto da jovem se reveste de carnes, por causa do amor que o pescador lhe dedica, o qual substitui o medo que ele sentia no início de sua relação pessoal com o cadáver... Aí se encaixou o meu poema “O amor é de Deus e Deus é Amor”.
Fobias - Não tenho fobia alguma. Por exemplo, de gatos (belonefobia = medo de picada de agulha e de unhas de gato?) não tenho medo, porém não gosto desse animal. Isso chocou a turma, principalmente a professora, que é vidrada em seus dois gatos. Confessei já haver assassinado uns sete gatos, no tempo em que ainda não era uma cristã bíblica, o que espero tenha servido de bom testemunho às colegas. De ratos - quase todas se manifestaram como tendo medo desse bichinho inofensivo. Quando chegou minha vez, declarei, ostensivamente, que tenho em casa um ratinho, com o qual brinco o dia inteiro, que é lindo e eu gosto muito dele. E quando vi a cara de espanto da turma, expliquei: “É o mouse do meu computador!” (A gargalhada foi geral).
Bem, este é o resumo do que aprendi e vi nas aulas desta semana. Escrevo este relato para minhas filhas do grupo e para outras amigas, que vão ler o mesmo e dar algumas risadas por conta da minha maneira de escrever assuntos sérios com um pouco de humorismo nordestino.
Mary Schultze, 23/02/2008