Você é rica?

 

         Estive conversando com uma senhora da terceira idade, no restaurante do Oswaldo. Depois de alguma conversa fútil, resolvi entrar no evangelho e vi que ela ficou meio reticente. Calei-me e perguntei se ela tem computador. Respondeu afirmativamente e prometi-lhe um CD com meus trabalhos. Ela ficou interessada e pretendo levar, na próxima semana, quando ela voltar a Terê, pois mora zona sul do  RJ.

         Quando ela me perguntou quanto custaria o CD, respondi que não ganho dinheiro em meu trabalho de pesquisa e divulgação da Bíblia. Costumo enviar uns 30 CDs mensalmente para quem deseja recebê-los e não cobro sequer o porte do correio.

Ela me olhou com cara de quem não estava acreditando e perguntou? “Você é rica”?  Respondi: “Sim, sou muito rica. Não de bens materiais, mas da graça e misericórdia de Deus. Aposentei-me com 10 salários (4 do marido e 6 meus), mas o Lula já me subtraiu 3, portanto sobrevivo decentemente com os 7 que me restam, comprando  o que me agrada, pois não gasto com medicamentos. Apesar da minha idade avançada, tenho uma saúde ferro e não gasto em farmácias”.

         Ela fez um gesto de importância e disse: “Eu pago quase isso de condomínio e empregada, em minha espaçosa cobertura no Novo Leblon. Meu marido era um alto oficial da Aeronáutica e me deixou uma pensão excelente, fora a minha, que é de professora universitária”.

         Achei que ela estava sendo muito generosa em dar atenção a uma pobre microempresária, aposentada em Duque de Caxias (RJ), e continuamos conversando. Lá para o final do almoço, ela me confessou que vive deprimida, que a vida financeiramente folgada da qual usufrui não a torna feliz; que os filhos (ocupando altos cargos em Brasília) não têm tempo para ela, enfim, que se sente muito abandonada.

         Eu disse que em geral criamos os filhos para que eles sejam felizes e realizados, não para nos apoiarem na velhice. Tenho duas filhas - uma no Brasil e outra na Alemanha - mas nunca exijo coisa alguma da parte delas. Tenho boa saúde, um trabalho gratificante, muitos amigos na cidade e na Internet (poucos na Igreja) e adoro trabalhar no serviço caseiro, o que não podia fazer, por falta de tempo, quando era microempresária. Contei que adoro ter amigos. Por exemplo, quando entro na agência do Bradesco, onde tenho uma conta, as meninas das caixas ficam disputando o “prazer de atender a Mary”. E o gerente, um jovem que me chama de “Vó”, muitas vezes deixa um cliente sentado à sua frente e vem me abraçar e beijar, quando me vê entrando na agência. Sou uma cliente sem a menor importância financeira para o Banco. Mesmo assim eles me amam, porque tenho uma palavra com sabor de eternidade, levo suco de frutas para eles e estou sempre sorrindo e vestida com elegância.

Depois disso, entrei de sola na pregação do Evangelho, mostrando que sem Cristo no coração (ela é espírita kardecista) ninguém pode ser feliz, porque Ele é o Criador e sustentador do universo; Ele é Deus como o Pai e somente Ele pode nos dar vida abundante em todos os sentidos. Contei como me tornei uma cristã de verdade lendo o Novo Testamento. Falei que lendo a Bíblia podemos encontrar Jesus Cristo e somente através Dele, podemos nos tornar filhos de Deus - (João 1:12 - e não apenas criaturas, como somos, antes disso). Somente em Cristo podemos receber a salvação e ficar sob a Sua garantia eterna. Citei João 3:16; 8:24 e 32. 

         Ela começou a criticar as igrejas evangélicas com as suas exibições escandalosas e as petições de dinheiro. Respondi que se alguém tem Cristo no coração lê a Bíblia diariamente e escuta boa música, só precisa ir à Igreja uma vez por semana. A Bíblia contém tudo de que necessitamos para que nos tornemos excelentes cidadãos neste mundo e garantidos candidatos ao céu (2 Timóteo 3:15-16). Pedi que ela jamais confiasse em programas evangélicos de TV, pois quase todos são perigosamente destrutivos quanto à sã doutrina. Isso porque ela contou que, às vezes, quando se lembra, liga a TV no pregador  “Malacheia”.

Não sei se ela me levou a sério. Dei-lhe o meu cartão de visitas com o telefone e o e-mail. Se ela quiser saber mais sobre Cristo e Sua santa Palavra, que me procure. Já dei o recado. Agora espero que o Espírito Santo  a convença do pecado (de freqüentar o espiritismo), da justiça (que somente Cristo nos dá)  e do juízo (contra quem não aceita essa justiça)  e a leve a Cristo. Isso as igrejas agora não estão conseguindo fazer, pois, quando muito, levam alguns “convencidos” a ocupar os seus bancos. E como a Palavra de Deus não volta vazia, talvez esta senhora, mesmo não me procurando, abandone a religião de Alan Kardec e se volte para o grande Deus e Salvador Jesus Cristo!

 

Mary Schultze, 12/02/2008.

www.crp.org.br/Mary.htm

 

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. (1 João 1:9)
...o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado. (1 João 1:7)