aves de rapina da felicidade alheia

Medo e culpa paira sobre as intenções da gente tóxica, alguns indivíduos de ir e prejudiciais com os que nos tropeçamos de forma incontornável. Saber como identificá-los e estabelecer limites é fundamental para evitar que as nossas energias cair presas destes predadores.

EFE/Sebastião Moreira

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Como tratar os quais, com freqüência causam desconforto e nervosismo? O psicólogo e escritor Bernardo Stamateas tem “Gente tóxica” e “Mais gente tóxica” (Ed. Edições B), dois guias onde recolhe os diferentes protótipos destes indivíduos manipulados que “conscientemente precisam fazer você se sentir mal para estar bem”.

As personalidades mais nocivas

Depois de uma pessoa “tóxica” esconde-se a busca de atenção, a compaixão ou o poder. A seguir, a especialista detalha as características de seis destes perfis que nos ajudam a contornar a sua toxicidade:

  • O psicopata. Trata-Se de alguém que percebe as pessoas como objetos que “usa e descarta”, diz. Falta de empatia para com os outros e se move com a intenção de satisfazer o seu próprio interesse. Além disso, não respeita os limites e com freqüência recorre à agressividade.
  • O invejoso. “As conquistas do outro lhe geram dor”, afirma o psicólogo, que precisa que a inveja pode se esconder após um aborrecimento ou outros estados de espírito, mas é um sentimento que ninguém se manifesta. “Nasce da comparação”, a pessoa sente que não pode obter o que o outro poderia e isso lhe provoca uma angústia que acalma desqualificando o enviado ou ao invejado.
  • O que é esquisito.EFE/Alberto Martín”Tem o sentimento de culpa e não se permite desfrutar”, destaca o autor, que diz que quando a este perfil lhe acontece algo de positivo, inventa um motivo que impeça a sua apreciação. Deste modo, torna-se a reclamação em seu modo de vida e contagia esse mal-estar para os outros.
  • O narcisista. O especialista destaca-se que este protótipo é caracterizada pelo sentimento de grandeza e a necessidade de se sentir admirado. “Se têm a si mesmos como referência, embora, na realidade, são muito inseguros”, observa. Além disso, mostram de forma contínua suas conquistas e “se cercam de pessoas que os aplauda, se alguém lhes faz sombra em algo agridem e procuram prejudicar a estima do outro”.
  • O triangulador. Aquele que usa um terceiro para fazer dano a outra pessoa. Tem um problema com B, tem C para fazer com que fale com B, mas não pede diretamente. “São pessoas que não conseguem lidar de forma aberta o problema que têm e buscam a terceiros”, conclui.
  • Intriguista. Existem três possibilidades que motivam a atuação deste protótipo:
  1. Ter um grande vazio interior que gera a necessidade de usar as histórias dos outros para taparlo.
  2. Falar de outra pessoa para destruí-la.
  3. Espalhar um boato para ficar bem na frente de outros. Trata-Se de uma forma dissimulada de mostrar superioridade, “procuram acalmar a ansiedade com uma fofoca mesmo que gera o efeito contrário, a aumenta”, observa.

Como identificar as pessoas tóxica?

O autor sustenta que estes indivíduos estão sempre em um extremo: ou viver no prazer e evitam a dor ou vice-versa, ou são independentes e nunca pedem ajuda, ou totalmente passivos e dependentes de outros. Além de usar a intuição para detectar essas relações assimétricas, o psicólogo aponta dois traços fundamentais:

  • Transmissores de culpa. Frases como “eu sofri por ti” ou “fiz o que me disseste e que mal me foi” são comuns os “tóxicos”. O especialista afirma que nunca assumem a responsabilidade e o problema é sempre o dos outros.
  • Transmissores de medo. Frequente naqueles que se apropriam dos méritos alheios e em condutas autoritárias “que geram medo”.

Proteja-se contra a toxicidade

Para evitar que a toxicidade nos invada, Stamateas recomenda trabalhar a estima que nos permite aceitar nossas limitações e virtudes. Deste modo, seremos capazes de ser ativo mas também passivo para pedir ajuda em determinadas situações, desfrutar tanto da companhia como de solidão e se aproximar da dor e para enfrentá-lo, ou ao prazer, para nos deliciarmos.

Uma vez identificada a pessoa nociva, a estratégia a seguir passa por:

  • EPA/FRANCK ROBICHONAlejarnos, evitar o contato dentro do possível com o tóxico.
  • Quando se trata de pessoas que pertence ao nosso ambiente, seja familiar ou de trabalho, há que se estabelecer limites. O especialista enfatiza que “o limite não é limitado, livra” e ajuda a melhorar os vínculos porque os tóxicos sempre invadem. Além disso, aconselha a usar o “sim” e “não”, marcar território e recuperar os direitos assertive como escolher com quem eu saio, me enganar ou mudar de opinião.

Sou tóxico?

O psicólogo garante que todos temos traços tóxicos, a diferença está em não fazer deles o nosso estilo de vida. “Ser tóxico é uma maneira de sentir, pensar e agir, nunca se reconhecem como tal e não fazem introspecção”, observa.

“Pensar que não temos traços tóxicos seria permanecer no poder e acreditar que somos os mais tóxicos para a impotência”, explica Stamateas que considera que o equilíbrio reside em conhecer nossas fraquezas e virtudes do “ser capazes de ver completamente”.

Para não cair na toxicidade há que ser solidário, saber que há coisas que podemos fazer e outras que não, indica o autor, que insiste em dizer que a felicidade pessoal é uma construção interna e em que devemos cuidar de nós mesmos, porque ninguém mais o fará.

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