Cc robotizada, para um futuro não invasivo para curar os tumores

A cc robotizada Cyberknife foi tratado com sucesso o primeiro caso em Portugal de uma malformação arteriovenosa intramedular. EFEsalud entrevistou a doutora Íris Gibbs, a especialista mais reconhecida a nível mundial neste campo, e o neurocirurgião Kita Sallabanda

Sistema Cyberknife/Foto cedida pelo Grupo IMO

A Fundação Grupo IMO (Instituto Madrileno de Oncologia) e o Hospital Ruber Internacional de Madrid organizou a IV Edição dos Cursos Teórico-Práticos de Técnicas Avançadas em Cc.

A doutora Íris Gibbs, prestigiado especialista em Cc Robotizada Cyberknife e co-diretora do Centro Cyberknife da Universidade de Stanford (Califórnia), participou nas jornadas.

A doutora Gibbs colaborou recentemente com o doutor Sallabanda, especialista em neurocirurgia do Grupo IMO e com o doutor Rafael Garcia, oncologista radioterápico e coordenador médico do Centro de Radioterapia e Cc Robotizada CyberKnife do Grupo IMO, no tratamento do primeiro caso de uma malformação arteriovenosa intramedular tratada com sucesso em Portugal, com Cc robotizada CyberKnife.

“Eu gostava de ver que em Portugal já se estão a aplicar estes tratamentos, que representam um passo em frente na medicina, como vimos nos Estados Unidos. Fiquei surpreso com o profissionalismo dos especialistas deste país que atualmente desenvolvem e aplicam esta técnica”, diz a especialista.

Qual era o problema da paciente?

A paciente tratada, com apenas 23 anos, que tinha uma hemorragia com uma malformação arteriovenosa intramedular que lhe produziu uma paralisia do lado direito do corpo. “A cirurgia era impossível e, depois de estudar o caso no Hospital de Málaga, contataram com a nossa equipe”, afirma o Dr. Kita Sallabanda.

Quando sangra uma vez, o percentual de sangramento é de 4% anual e cumulativo, ou seja, se o primeiro ano é 4, o segundo é 8, e o terceiro é 12 e assim por diante. Essa garota de 20 anos ia ter 100% de possibilidade de sofrer outro sangramento, que poderia deixá-lo parapléjica.

Por ser o primeiro caso que se dava em Portugal, pedir conselho a Íris Gibbs era a melhor opção, assim que se seguiu em frente uma vez conseguida a sua opinião. Como o especialista aponta: “Nos Estados Unidos têm 27 pacientes tratados e da Dra Gibbs é o único centro no mundo com essa experiência. Ela se mostrou muito receptiva e o caso foi um sucesso total”.

Como funciona Cyberknife?

“O sistema integra a robótica com a imagem para determinar onde está o nosso objetivo de forma muito precisa“, explica a Dra Gibbs.

A paciente foi submetida a vários estudos, como a arteriografía em 3D, testes neuroradiológicas e RM, com as quais foi possível localizar o lugar exato onde se encontrava a lesão, assim como o seu tamanho e grau de proximidade com a medula espinhal. “Graças a Cyberknife projetamos o que chamamos de planejamento inverso, isto é, partimos da base de não danificar a medula com a radiação e isso é possível com a precisão milimétrica do sistema”, conta Sallabanda.

Duração do tratamento

Geralmente duram entre 30 e 45 minutos, aproximadamente. Os pacientes saem do tratamento uma ou duas horas depois de recebê-lo.

Para este tipo de tratamentos, a maioria dos pacientes são idosos e não exige nenhum tipo de anestesia ou que o paciente tenha que permanecer internado. Às vezes as crianças precisam de anestesia para acalmar os nervos, mas Cyberknife também é um bom sistema para eles.

“Tivemos um caso curioso de uma paciente com metástase na medula. Veio ao centro e foi para casa de moto”, ressalta o Dr. Sallabanda.

Casos mais comuns

“É um sistema que pode ser usado em qualquer parte do corpo, desde a cabeça até os dedos dos pés. Temos tratado os casos de transtorno psiquiátrico e casos de coração, como os mais estranhos”, ressalta Gibbs. Apesar disso, os casos mais comuns são tumores difíceis de operar, como são os localizados na medula espinhal. Além disso, também costumam tratar no peito, no pulmão, na região abdominal e da pelve.

Para um futuro não invasivo

A neurocirurgia clássica está mudando. O futuro está na expansão do uso das técnicas não invasivas no campo da oncologia, bem como no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes, mais rápidos, mais dinâmicos e mais seguros para os pacientes.

De acordo com os dois especialistas, as três direções da medicina agora mesmo são:

  1. Medicina não invasiva
  2. Nanomedicina
  3. Biologia molecular

“Se conseguirmos tratar um tumor sem operar, é um passo à frente. Portanto, o avanço com Cyberknife é um passo em frente, porque você está indo para onde vai a medicina”, relata Sallabanda. (Não Ratings Yet)
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