Doença de parkinson, em busca da empatia da sociedade

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Depressão, ansiedade, alterações no sono e na memória podem ser indicadores que confirmam a possível proximidade do diagnóstico da doença de parkinson.

Trata-Se de uma patologia crônica e neurodegenerativa que afeta as áreas do cérebro encarregadas do controle e da coordenação do movimento e do equilíbrio.

Esta doença que afeta mais de 5 milhões de pessoas no mundo e cerca de 160.000 famílias em Portugal, comemora-se, hoje, dia 11 de abril, o Dia Mundial, com o objetivo de dar maior visibilidade a esta doença.

Iniciativas de sensibilização

Para a presidente da Federação Espanhola de Parkinson, Maria de Jesus Delgado, a doença é “muito desconhecida pela maioria da sociedade; campanha lançada contra o Dia Mundial pretende banir os estereótipos que giram em torno dela.

Durante todo o mês de abril e, em especial, no chamado “Dia Mundial de muitas pessoas”, se deve premer a atenção com atos nas ruas de diversas cidades espanholas.

Os protagonistas destas atividades serão afetados, os familiares, os trabalhadores, os terapeutas das associações de doença de parkinson, que formarão a palavra “mal de PARKINSON” e serão fotografados do ar.

A sociedade em geral também pode ser fotografado, formando a palavra e compartilhando mensagens de textos que expliquem por que os seus familiares ou conhecidos são os protagonistas deste dia.

“Tantos doença de parkinson como pessoas diagnosticadas”

Delgado garante que nem todas as pessoas que convivem com a doença desenvolvem os mesmos sintomas, isso depende das pessoas e da fase em que se encontre a doença e, por isso, costuma-se dizer que há “tantos doença de parkinson como pessoas diagnosticadas”.

A maior parte das pessoas afetadas têm mais de 65 anos, mas não é exclusiva das pessoas idosas. De acordo com estimativas da Federação, uma de cada 5 pessoas afetadas, é menor de 50 anos.

O doutor Gurutz Linazasoro, presidente da Fundação Inbiomed e do Centro de Pesquisa do mal de Parkinson da Policlínica de Gipuzkoa de San Sebastián, “os últimos avanços na pesquisa estão destinados a encontrar biomarcadores que permitam a detecção precoce e conseguir novos fármacos sem os efeitos colaterais dos atuais. A imunoterapia, a medicina de precisão, as terapias de genes e as células-tronco serão as linhas de pesquisa estrela o futuro”.

A voz dos pacientes

Na apresentação da campanha, junto a Maria de Jesus Delgado e o doutor Linazasoro, José Maria Moral, paciente de 62 anos, lançou algumas mensagens: “Não esconder a doença”, “Que a sociedade se coloque em nossos sapatos”, “você mesmo deve ser a sua motivação” ou “Isto não vai poder comigo”.

Embora rejeita ser “um exemplo para ninguém”, José Maria enfrenta sua doença com espírito positivo e leva percursos mais de 2.600 quilômetros em quatro trechos do Caminho de Santiago que tem feito.

A doença de parkinson é muito mais do que o tremor. Aqui são recolhidos de forma resumida os principais sintomas das pessoas que convivem com a doença.

  • Sintomas motores.- São chamados de cardeais e as mais comuns são: rigidez, lentidão de movimentos, tremor e instabilidade postural.
  • Sintomas não motores.- São muito variados e podem aparecer em qualquer fase, embora eles tendem a estar mais presentes nas fases mais avançadas: excesso ou falta de salivação humana, obstipação, letargia, constipação, depressão ou insônia.

Avanços na detecção da doença

Os avanços e descobertas médicas são essenciais e cruciais na luta contra as doenças.

Em relação com esta, pesquisadores do Hospital Clinic de Barcelona e do Instituto de Pesquisas Biomédicas August Pi i Sunyer (IDIBAPS) revelaram que uma biópsia pode confirmar o diagnóstico de doença de Parkinson em pessoas que ainda não se manifestou.

Para realizar o estudo, os investigadores tomaram uma amostra de 21 pacientes com distúrbios do sono na fase REM, em 24 com doença de Parkinson e 26 pessoas saudáveis.

Uma vez realizada a prova “pouco invasiva” descobriu-se que cerca de 90% dos pacientes com distúrbios do sono e em 70% dos que tinham Parkinson detectaram detectou-se que a proteína, mas as pessoas saudáveis não.

Segundo o coordenador da Unidade de Parkinson do serviço de Neurologia do Clinic, Eduardo Tolosa, “identificar as pessoas com distúrbios do sono que tenham estes agregados poderia servir para projetar estratégias terapêuticas que, por exemplo, bloquear a progressão desta proteína para o sistema nervoso central.

Segundo o especialista, é a área onde costumam causar os sintomas clássicos da doença de parkinson”.

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