o que não fazer para evitar provas radiológicas desnecessárias

Apesar da importância da radiologia no diagnóstico clínico, são necessárias todas as provas que se realizam hoje em dia? De acordo com a Sociedade Espanhola de Radiologia Médica (SERAM) um terço das mesmas não agregam valor e poderiam ser evitados a partir dos conselhos contidos no documento “Recomendações de não fazer”, apresentado esta semana

Fotografia de arquivo, realizada em Goiânia, de uma avaliação radiológica de mama. EFE/Chema Moya

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Este relatório, desenvolvido por 25 radiologistas da SERAM, reúne um total de 38 medidas para diminuir o número de provas radiológicas obsoletas e de duvidosa eficácia e utilidade.

Isso poderia influenciar na melhoria da qualidade e segurança do paciente, através da redução da dose de radiação recebida, e através da melhoria da sustentabilidade do sistema de saúde, através do equilíbrio entre custo e eficácia.

O primeiro passo para obtê-lo consiste em, antes de solicitar um estudo de radiodiagnóstico, formular uma série de perguntas básicas, tais como: se o estudo melhora o acompanhamento do paciente no contexto clínico, se necessário, nesse momento, e se é a opção menos lesar.

Em busca da prova necessária, segura e eficaz

Estes são os três pilares que deverão justificar a realização de um exame radiológico para prescritores, radiologistas e pacientes.

Neste sentido, o documento insiste em eliminar estudos desenvolvidos de forma rotineira, como as radiografias de tórax em doentes que vão intervir cirurgicamente.

Uma prova que, segundo o relatório, deve limitar-se às cirurgias como a cardiopulmonar e os transplantes, a suspeita sobre a existência de um tumor maligno ou perante a possibilidade de que o paciente entra na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI).

A intenção de suprimir a vida de determinadas provas, também faz referência às mamografias preventivas em mulheres com menos de 40 anos sem fatores de risco, “uma exploração que, em tais pacientes, tem um baixo desempenho diagnóstico”, diz o especialista.

Encontrar a prova adequada a cada patologia torna-se fundamental no paciente pediátrico, em cujo estudo da apendicite aguda é aconselhável substituir a tomografia computadorizada (TC) por ultra-som que, sem emitir radiação, oferece um desempenho semelhante.

Mais dicas, menos evidências radiológicas

Com estas medidas, “Recomendações de não fazer” é uma tentativa de reduzir o percentual de estudos radiológicos que não acrescentam informação relevante, localizado em 30%.

Para isso, estas dicas procuram despertar o interesse e a preocupação dos profissionais de saúde e do próprio paciente, que deve saber “o que esperar” de cada prova e qual é o seu risco e resultado.

Elementos que, de acordo com o dr. Rodríguez Recio, devem ser levadas em conta nos casos destacados anteriormente, por sua prevalência, assim como em:

  • A necessidade de reduzir as provas de imagem na dor e na dor de garganta não complicadas e sem risco de alerta.
  • Usar o ultra-som, em vez de a radiografia da pelve para a suspeita de displasia de quadril em crianças menores de 4 meses.
  • Remover os exames de imagem para detecção de metástases em pacientes com câncer de mama assintomáticas.
  • A falta de argumentos clínicos e médicos do teste anterior, também afeta os exames de imagem para descartar metástase em pacientes desapropriadas de câncer de mama com intenção curativa e assintomáticas.

Junto a estas recomendações, o futuro do diagnóstico radiológico passa pela substituição dos equipamentos analógicos por dispositivos digitais, que, em poucos anos, permitam adaptar-se às normativas europeias para medir as doses de radiação que recebe a cada paciente.

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