Premiados projetos de Espanha e Guatemala por lutar contra a morte no parto

Um projeto da guatemala e outra português foram premiados com dois milhões e us $ 250.000, respectivamente, por avançar na redução de óbitos no momento do parto, um fenômeno que se cobra a vida de milhões de mães e bebês a cada ano em todo o mundo

Segunda-feira 03.09.2018

Terça-feira 28.08.2018

Sexta-feira 31.08.2018

O projeto da guatemala “Vivam as mães”, dirigido pelo ginecologista e diretor do Centro de Pesquisa em Saúde Sexual e Reprodutiva da Guatemala, Edgar Kestler, foi financiado com dois milhões de dólares, com os que podem ajudá-lo, através de técnicas inovadoras médicas e de difusão, as mães de até dois departamentos inteiros de Guatemala.

Ambos os projetos foram premiados na feira de invenções e novos produtos “Saving Lives at Birth” (Salvar vidas durante o trabalho de parto), que hoje teve lugar em Washington e em que se expuseram 53 inovações médicas, tecnológicas, sociais e empresariais para combater a morte de crianças e mulheres em trabalho de parto.

“Saving Lives at Birth” é um consórcio internacional formado por Grand Challenges Canada (GCC), financiada pelo Governo do Canadá, a Agência norte-americana para o Desenvolvimento Internacional; o Departamento de Desenvolvimento Internacional da Grã-Bretanha; o Governo da Noruega, e a Fundação Bill & Melinda Gates.

“Nosso projeto tem três pernas: a promoção social, a pôr em contacto as parteiras tradicionais com parteiras profissionais, e a formação em clínicas de bons profissionais”, explicou à Efe o promotor de “Vivam as mães”, o guatemalteco Edgar Kestler.

Os três campos de atuação estão dirigidos a um mesmo objetivo: conseguir reduzir o elevado número de partos caseiros que ocorrem na Guatemala, e que, segundo Kestler, apresentam um índice de mortalidade muito mais elevado do que aqueles que ocorrem em hospitais e clínicas.

“Melhoramos a qualidade do atendimento nos centros de saúde e também a comunicação com a comunidade, para, assim, reduzir os partos em casa e potenciar que se dê à luz em hospitais”, explicou o médico, que disse que estas medidas foram já vem aplicando, durante dois anos, em alguns distritos da guatemala, em que os partos em hospitais aumentaram 10 %.

Por sua parte, o projeto português liderado pelo professor Frederico Pallardó para lutar contra a sepse é a elaboração e a distribuição em Uganda (África) de tiras radioactivas que permitem medir a quantidade de proteínas histonas no sangue e diagnosticar se o paciente está infectado.

“Com uma detecção rápida e precisa, dá-se o antibiótico só quando se deve dar, o que permite economizar”, disse o professor, que pôs como exemplo, que um médico de Malawi participante na feira havia alertado, diante da escassez de antibióticos para a sepse, que têm os hospitais do país.

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